<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/</link><description>&lt;![CDATA[Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. ]]</description><lastBuildDate>Sat, 18 Apr 2026 16:16:42 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/</link><url>http://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><item><title>&lt;![CDATA[Manifesto multissetorial une entidades para preservar isonomia tributária no e-commerce nacional]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/manifesto-multissetorial-une-entidades-para-preservar-isonomia-tributaria-no-e-commerce-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Fim da taxa sobre importados de até US$ 50 criaria privilégios que podem desequilibrar a competição, sem reverter em investimentos ou mais postos de trabalho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Enquanto as empresas instaladas no Brasil arcam com uma das maiores cargas tribut&amp;aacute;rias do mundo e seguem normas rigorosas de consumo e qualidade, o modelo de isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para compras estrangeiras de at&amp;eacute; US$ 50 criou uma vantagem competitiva artificial a produtos importados. Durante anos, conforme essas plataformas cresciam, essa desigualdade tribut&amp;aacute;ria retirou o f&amp;ocirc;lego do com&amp;eacute;rcio local, arriscando a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de milh&amp;otilde;es de empregos e a pr&amp;oacute;pria arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o que sustenta os servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Pa&amp;iacute;s acertou ao impor um limite a isso. Desde a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/taxacao-de-compras-internacionais-de-ate-us-50-e-sensata?%2Fnoticia%2Ftaxacao-de-compras-internacionais-de-ate-us-50-e-sensata="&gt;cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Programa Remessa Conforme&lt;/a&gt;, em agosto de 2023, o e-commerce internacional passou a recolher o ICMS estadual no Brasil. Essa estrutura de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou completa em 2024, com a cobran&amp;ccedil;a do Imposto de Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esse avan&amp;ccedil;o, no entanto, est&amp;aacute; amea&amp;ccedil;ado diante da possibilidade de retorno da isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para produtos estrangeiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, em conjunto com 62 entidades representativas da Ind&amp;uacute;stria e do Com&amp;eacute;rcio, oficializou apoio a um manifesto multissetorial pela manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre compras internacionais de at&amp;eacute; US$ 50 &amp;mdash; medida que ficou conhecida como &amp;ldquo;taxa das blusinhas&amp;rdquo;. O documento busca sensibilizar lideran&amp;ccedil;as p&amp;uacute;blicas sobre a necessidade de preservar a isonomia tribut&amp;aacute;ria entre os setores nacionais e o com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico estrangeiro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o recai somente sobre o setor de vestu&amp;aacute;rio, mas tamb&amp;eacute;m sobre diversos produtos que passam por uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualitativa no Pa&amp;iacute;s, seguindo regras r&amp;iacute;gidas. Al&amp;eacute;m disso, se houver tratamento desigual, poder&amp;aacute; criar uma distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o e concorr&amp;ecirc;ncia desleal, como nos casos de eletr&amp;ocirc;nicos, materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o, medicamentos, produtos para pets, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados indicam avan&amp;ccedil;o na competitividade das empresas nacionais, com impactos sobre emprego, renda e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumidor. A continuidade desse processo depende da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das medidas adotadas, com foco na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desigualdades tribut&amp;aacute;rias e no fortalecimento da economia dom&amp;eacute;stica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O manifesto enfatiza que a medida viabilizou avan&amp;ccedil;os fundamentais para a economia nacional. Confira a seguir!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo retoma crescimento e gera mais empregos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre agosto de 2024 &amp;mdash; &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/sistema-comercio-pede-fim-da-isencao-do-imposto-de-importacao"&gt;com o retorno da cobran&amp;ccedil;a do Imposto de Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; &amp;mdash; e o primeiro semestre de 2025, alguns segmentos do Com&amp;eacute;rcio sa&amp;iacute;ram da retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o para registrarem expans&amp;atilde;o real: t&amp;ecirc;xtil e cal&amp;ccedil;ados, eletroeletr&amp;ocirc;nicos, m&amp;oacute;veis e eletrodom&amp;eacute;sticos, materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e artigos de uso pessoal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;de 2023 at&amp;eacute; dezembro de 2025, foram criados 860 mil novos empregos diretos e outras 1,5 milh&amp;atilde;o de novas vagas na cadeia produtiva do Com&amp;eacute;rcio, conforme dados do Minist&amp;eacute;rio do Trabalho. Na Ind&amp;uacute;stria, por sua vez, no mesmo per&amp;iacute;odo, foram criados 578 mil novos empregos diretos e outros milhares de indiretos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ind&amp;uacute;stria e varejo contribu&amp;iacute;ram para que o Brasil alcan&amp;ccedil;asse, no fim de 2025, o menor n&amp;iacute;vel de desemprego da hist&amp;oacute;ria (5,1%), al&amp;eacute;m de recordes de massa salarial (R$ 367 bilh&amp;otilde;es) e de renda m&amp;eacute;dia (R$ 3.616).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais investimentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os efeitos sobre emprego e renda tendem a se ampliar em 2026, com previs&amp;atilde;o de R$ 100 bilh&amp;otilde;es em investimentos do Com&amp;eacute;rcio nacional. Esse movimento pode ser comprometido por eventuais retrocessos na busca por isonomia tribut&amp;aacute;ria. J&amp;aacute; o fim da taxa das blusinhas n&amp;atilde;o deve gerar novos aportes no Pa&amp;iacute;s, considerando o baixo n&amp;iacute;vel hist&amp;oacute;rico de investimentos dessas plataformas no Brasil &amp;mdash; embora tenham faturado por aqui, entre 2023 e 2025, R$ 40 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Benef&amp;iacute;cios ao consumidor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da desigualdade tribut&amp;aacute;ria tamb&amp;eacute;m trouxe ganhos ao consumidor, com mais oferta de produtos nacionais, qualidade assegurada, garantia, assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e conformidade com normas nacionais de seguran&amp;ccedil;a, sa&amp;uacute;de e meio ambiente. Ao contr&amp;aacute;rio do que se difundiu, o consumo n&amp;atilde;o foi retra&amp;iacute;do: a maioria dos consumidores manteve ou ampliou compras nessas plataformas, ainda que parte tenha migrado para o Varejo nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as plataformas estrangeiras operam no Pa&amp;iacute;s com carga em torno de 50% inferior &amp;agrave; do setor produtivo local, o que refor&amp;ccedil;a a necessidade de preservar os avan&amp;ccedil;os recentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Forte incremento da arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;oacute; em 2024, segundo dados da Receita Federal, o Com&amp;eacute;rcio, entre Varejo e Atacado, recolheu aos cofres da Uni&amp;atilde;o R$ 246 bilh&amp;otilde;es, R$ 36,9 bilh&amp;otilde;es adicionais em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao registrado em 2023. J&amp;aacute; os Estados arrecadaram cerca de R$ 5 bilh&amp;otilde;es a partir de 2023, com o ICMS sobre essas vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma eventual revers&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica pode reduzir significativamente a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o apenas pela perda direta desses tributos, mas tamb&amp;eacute;m pela queda na atividade do Varejo e da Ind&amp;uacute;stria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas tribut&amp;aacute;rias alinhou o Pa&amp;iacute;s com uma tend&amp;ecirc;ncia internacional de maior controle sobre essas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Diversos pa&amp;iacute;ses passaram a adotar pol&amp;iacute;ticas semelhantes, enfatizando a necessidade de equil&amp;iacute;brio competitivo e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o das economias locais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira as entidades signat&amp;aacute;rias do manifesto &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/698402d015b6cd6862b406fd3555c1058e694128.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Fim da escala 6x1: custo de até R$ 610 bilhões na folha penalizará quem mais gera empregos]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/fim-da-escala-6x1-custo-de-ate-r-610-bilhoes-na-folha-penalizara-quem-mais-gera-empregos</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião com parlamentares, Conselho do Comércio Atacadista da FecomercioSP alerta que pequenos negócios terão pouca capacidade de absorver aumento de 22% na hora trabalhada]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A proposta de redução da jornada de trabalho surge em um momento inadequado, com pouco espaço para aprofundar o debate antes de qualquer avanço. Nas palavras do deputado federal Gilberto Nascimento (Podemos/SP), o que mais preocupa é a tentativa de acelerar uma discussão que afeta diretamente quem paga a conta. “Não dá para votar um tema dessa magnitude sem ouvir o setor produtivo. É um assunto que exige maturidade e participação ampla”, advertiu, durante reunião do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;Conselho do Comércio Atacadista&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, realizada n última terça-feira (14).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação tem atuado intensamente no Congresso Nacional, ao lado do setor produtivo, para tentar mudar o rumo da discussão.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A reunião do conselho foi mais uma oportunidade de juntar um núcleo de lideranças empresariais, representantes sindicais e parlamentares para buscar equilíbrio, evitar uma votação açodada e sensibilizar autoridades públicas. A reunião também contou com a presença da vereadora paulistana Cris Monteiro (Novo/SP).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta em debate prevê a redução da jornada semanal para 36 horas, distribuídas em quatro dias, mediante alteração constitucional. Pelos cálculos apresentados, essa mudança pode elevar o custo da hora trabalhada em mais de 22%, mesmo com redução de 18,2% na carga horária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O deputado Nascimento também destacou que propostas com forte apelo popular, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/escala-6x1-e-jornada-de-trabalho-o-que-esta-em-discussao-no-brasil?%2Fnoticia%2Fescala-6x1-e-jornada-de-trabalho-o-que-esta-em-discussao-no-brasil="&gt;como a redução da jornada com manutenção de renda&lt;/a&gt;, tendem a ganhar apoio rápido, mas precisam ser analisadas com responsabilidade. “É um discurso fácil de aceitar, mas difícil de sustentar na prática”, complementou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a vereadora Cris, é fundamental pensar nos efeitos sobre os pequenos negócios. “Tenho olhado com cuidado para a dor do pequeno empresário. Medidas que aumentem custos podem empurrar parte da atividade para a informalidade. A conta chega, e quem produz precisa ser valorizado”, disse. Para ela, a construção técnica de uma solução não pode abrir mão das políticas baseadas em evidências e da participação social. “Quando sociedade civil e Poder Público caminham juntos, o resultado aparece”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A análise técnica que a FecomercioSP tem levado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara é de que&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/custo-do-trabalho-aumentaria-22-com-fim-da-escala-6x1-ajustes-das-convencoes-variam-de-1-a-3?%2Fnoticia%2Fcusto-do-trabalho-aumentaria-22-com-fim-da-escala-6x1-ajustes-das-convencoes-variam-de-1-a-3="&gt;haverá um custo de R$ 158 bilhões sobre a folha de pagamentos&lt;/a&gt; de empresas do País caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas vá adiante. Esse montante seria ainda maior (de&amp;nbsp;R$&amp;nbsp;610 bilhões) se a proposta de diminuir a jornada para 36 horas semanais triunfar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados também indicam reflexos macroeconômicos preocupantes, como a queda de até 6% no Produto Interno Bruto (PIB) e a redução de 1,2 milhão de postos de trabalho, além de reflexos diretos sobre&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/extincao-da-escala-6x1-ameaca-folha-precos-e-empregos-no-turismo"&gt;setores intensivos em mão de obra, como Comércio, Serviços e Turismo&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto sensível está na produtividade. Enquanto países desenvolvidos apresentam produção por hora acima de US$ 60, o Brasil ainda gira em torno de US$ 17, o que limita a capacidade de absorver mudanças estruturais sem efeitos colaterais. Essas nações realizaram mudanças na jornada e na carga horária de trabalho com cuidado, à medida que a produtividade avançava ao longo de décadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os indicadores foram apresentados pelos assessores econômicos Fabio Pina e Thiago Carvalho. Para o presidente do Conselho do Comércio Atacadista, Ronaldo Jamar Taboada, o diálogo institucional é determinante para que as preocupações do setor produtivo sejam ouvidas no Congresso. “A FecomercioSP segue aberta à construção conjunta de soluções. A presença de representantes do Legislativo qualifica o debate e aproxima as decisões da realidade de quem empreende”, concluiu.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[E-book ajuda as empresas a fortalecerem governança e gestão de riscos na cadeia de valor]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/e-book-ajuda-as-empresas-a-fortalecerem-governanca-e-gestao-de-riscos-na-cadeia-de-valor</link><description>&lt;![CDATA[Publicação traz orientações práticas para aumentar a segurança, a confiança e a competitividade nos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A forma como as empresas se relacionam com fornecedores e parceiros nunca foi t&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica. Em uma conjuntura de mais exig&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria, press&amp;atilde;o por transpar&amp;ecirc;ncia e crescente exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, a gest&amp;atilde;o da cadeia de valor se consolida como um fator decisivo n&amp;atilde;o apenas para reduzir riscos, como tamb&amp;eacute;m para incentivar a competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; nesse contexto que o novo e-book &lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a e cadeia de valor&lt;/strong&gt; re&amp;uacute;ne orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas para apoiar os empres&amp;aacute;rios na estrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos mais seguros, &amp;eacute;ticos e sustent&amp;aacute;veis. O material ressalta que a responsabilidade empresarial vai al&amp;eacute;m das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es internas, alcan&amp;ccedil;ando toda a rede de fornecedores e prestadores de servi&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gest&amp;atilde;o da cadeia de valor como oportunidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma gest&amp;atilde;o estruturada da cadeia de fornecimento contribui diretamente para a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a solidez financeira e a continuidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Falhas externas, mesmo quando fora do controle imediato, podem se transformar rapidamente em crises &amp;mdash; mas, quando bem gerenciadas, tamb&amp;eacute;m representam oportunidades de fortalecimento institucional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira j&amp;aacute; estabelece a responsabilidade compartilhada entre os envolvidos na oferta de produtos e servi&amp;ccedil;os, o que refor&amp;ccedil;a a import&amp;acirc;ncia de pr&amp;aacute;ticas cont&amp;iacute;nuas de monitoramento e controle.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para apoiar esse processo, o e-book destaca a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas de governan&amp;ccedil;a corporativa integradas &amp;agrave; gest&amp;atilde;o de riscos &amp;mdash; desde pol&amp;iacute;ticas internas e c&amp;oacute;digos de conduta at&amp;eacute; processos de &lt;strong&gt;due diligence&lt;/strong&gt; e acompanhamento da cadeia de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta &amp;eacute; antecipar os desafios, reduzir as vulnerabilidades e fortalecer a capacidade de resposta empresarial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, o material evidencia que agendas como as de ESG e sustentabilidade j&amp;aacute; s&amp;atilde;o elementos centrais para o posicionamento competitivo, exigindo mais transpar&amp;ecirc;ncia sobre a origem dos produtos e os efeitos socioambientais das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a como diferencial competitivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas pr&amp;aacute;ticas traz ganhos concretos para as empresas, como:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riscos operacionais;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;fortalecimento da reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;aumento da confian&amp;ccedil;a de clientes, investidores e parceiros;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;mais resili&amp;ecirc;ncia e continuidade dos neg&amp;oacute;cios;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;melhor posicionamento em mercados cada vez mais exigentes.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O conte&amp;uacute;do tamb&amp;eacute;m apresenta recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas para Micro, Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (MPMEs), provando que &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel iniciar a gest&amp;atilde;o de riscos com medidas simples e progressivas, como organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fornecedores, defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios m&amp;iacute;nimos e cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de canais de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta &amp;eacute; tornar a governan&amp;ccedil;a acess&amp;iacute;vel e adaptada &amp;agrave; realidade de cada neg&amp;oacute;cio, sem a necessidade de estruturas complexas desde o in&amp;iacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um guia pr&amp;aacute;tico para crescer com seguran&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que um material t&amp;eacute;cnico, o e-book funciona como um guia pr&amp;aacute;tico para as companhias que desejam proteger suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e gerar valor no longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Investir em governan&amp;ccedil;a e gest&amp;atilde;o de riscos deixa de ser apenas uma medida preventiva e se consolida como uma estrat&amp;eacute;gia essencial para fortalecer a competitividade, a confian&amp;ccedil;a e a sustentabilidade dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/gestao-empresarial/e-book-ajuda-as-empresas-a-fortalecerem-governanca-e-gestao-de-riscos-na-cadeia-de-valor/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; e acesse gratuitamente o e-book &lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a e cadeia de valor&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[‘Expresso MEI’: tire as dúvidas sobre as declarações do IRPF e da anual do MEI]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/expresso-mei-tire-as-duvidas-sobre-as-declaracoes-do-irpf-e-da-anual-do-mei</link><description>&lt;![CDATA[Afinal, o Microempreendedor Individual é obrigado a fazer os dois processos? Incertezas podem custar caro e impactar a saúde financeira do negócio]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Todo ano, os contribuintes s&amp;atilde;o obrigados a declarar o Imposto de Renda da Pessoa F&amp;iacute;sica (DIRPF), mas muitos Microempreendedores Individuais (MEIs) ainda n&amp;atilde;o sabem com clareza se precisam realizar o processo &amp;mdash; ainda mais que a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o coincide, inclusive no mesmo m&amp;ecirc;s, com a entrega da Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o Anual Simplificada para o MEI (DASN-SIMEI).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para sanar todas as d&amp;uacute;vidas, o boletim &lt;strong&gt;Expresso MEI&lt;/strong&gt; de abril explica todos os pontos das duas declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os empreendedores se programarem com anteced&amp;ecirc;ncia sem sofrer sustos. Afinal, os prazos finais para as entregas das declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es se aproximam: 29 de maio (DIRPF) e 30 de maio (DASN-SIMEI).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/boletins/mei-precisa-declarar-imposto-de-renda-entenda-as-regras-para-2026/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Baixe gratuitamente o boletim Expresso MEI de abril&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de abril do boletim tamb&amp;eacute;m traz uma mat&amp;eacute;ria sobre crescimento sustent&amp;aacute;vel, que alerta para a necessidade de elaborar um planejamento s&amp;oacute;lido para as empresas n&amp;atilde;o transformarem o sucesso em pesadelo. Crescer &amp;eacute; o desejo de todos os empreendedores, por&amp;eacute;m aumentar as vendas significa, na mesma propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o, elevar os gastos, al&amp;eacute;m de possivelmente ser enquadrado em um regime fiscal mais oneroso, entre outras mudan&amp;ccedil;as importantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o assessor Alberto Borges de Carvalho Junior repercute &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/articulacoes-pela-atualizacao-do-simples-nacional-ganham-novo-impulso-no-congresso?%2Fnoticia%2Farticulacoes-pela-atualizacao-do-simples-nacional-ganham-novo-impulso-no-congresso=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021&lt;/a&gt;, que tramita em passo de urg&amp;ecirc;ncia na C&amp;acirc;mara dos Deputados. O projeto busca atualizar os valores de enquadramento do MEI e do Simples Nacional. Atualmente, o MEI pode faturar at&amp;eacute; R$ 81 mil por ano sem perder o direito &amp;agrave;s vantagens do regime, como a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o reduzida e os benef&amp;iacute;cios previdenci&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, enquanto n&amp;atilde;o for aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente da Rep&amp;uacute;blica, o limite atual permanece valendo para o ano-calend&amp;aacute;rio de 2026.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/boletins/mei-precisa-declarar-imposto-de-renda-entenda-as-regras-para-2026/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Confira o boletim Expresso MEI completo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 11:18:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[MEI]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Redução da jornada por lei vai elevar custos, impactar empregos e pressionar contas públicas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/reducao-da-jornada-por-lei-vai-elevar-custos-impactar-empregos-e-pressionar-contas-publicas</link><description>&lt;![CDATA[Em período pré-eleitoral, propostas impõem ônus insustentáveis para pequenos negócios e reduzem drasticamente o espaço da negociação coletiva, instrumento que já permite ajustar jornadas e escalas conforme a realidade de empresas e trabalhadores]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Enquanto insistirem em reduzir a jornada de trabalho do País por imposição legal ou constitucional, o governo e o Congresso vão manter no horizonte um quadro de aumento significativo do custo laboral, prejuízo à competitividade, queda de empregabilidade e pressão sobre as contas públicas. Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), são esses elementos que estão em jogo agora, tanto nas discussões do Projeto de Lei (PL) 1.838/2026, feito pelo Poder Executivo, quanto das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 221/2019 e 08/2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há, ainda, um problema constitucional, já que a aplicação imediata da regra aos contratos vigentes, sem períodos de transição, inclusa na PEC 08/2025, fere os princípios de segurança jurídica e do ato jurídico perfeito, estabelecidos para evitar choques imediatos à sociedade em meio a mudanças legais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeitos perversos às empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ambas as propostas não consideram, em primeiro lugar, as particularidades dos segmentos produtivos e, assim, não reconhecem a complexidade das atividades. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/reducao-de-jornada-de-trabalho-para-40-horas-custaria-r-158-bilhoes-as-empresas-calcula-fecomerciosp"&gt;Um estudo da FecomercioSP&lt;/a&gt; — que, inclusive, balizou os debates recentes em torno da PEC — mostra que a elevação nos custos da folha de pagamentos, em uma eventual redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas (tal como propõe o PL), seria de R$ 158 bilhões, em um cenário conservador. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), 62% da força de trabalho celetista atua na faixa entre 40 e 44 horas semanais. Nas atividades intensivas de uso de mão de obra, como comércio, transportes e construção, o modelo de 44 horas é um padrão dominante. Nelas, a execução das tarefas depende de uma presença simultânea de trabalhadores organizados em turnos. É por isso que eles seriam os mais prejudicados pelas propostas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Agronegócio, por exemplo, tem 92% dos vínculos enquadrados nessa faixa, enquanto a Construção Civil, 91%. O Varejo (89%) e a Indústria (85%) também contam com parcelas significativas de contratos de trabalho com essa jornada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados da Entidade dão conta que uma elevação entre 10% e 22% no custo da hora trabalhada caso a jornada seja reduzida para 40 ou 36 horas, muito acima da média de 1% a 3% observada nos casos de aumento real, aplicados nas situações em que os reajustes anuais são concedidos acima da inflação das negociações coletivas. Uma elevação abrupta desse custo, sem contrapartidas nem ganhos de produtividade, com uma redução de 18% na carga semanal de trabalho, tornaria muitas operações inviáveis, principalmente para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPEs). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses negócios, que correspondem a mais de 90% do universo empresarial brasileiro e respondem por 60% dos empregos gerados por ano no País, têm pouca capacidade de absorção dos custos e convivem com margens apertadas e escassez de recursos para investir em inovação e automação. Assim, devem sofrer de forma desproporcional, ao diminuir postos de trabalho, reduzir produtos e serviços e, nos casos mais graves, fechar as portas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reflexos nas contas de prefeituras e Estados&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para além dos prejuízos às empresas, a ideia de mudar a jornada de trabalho por via legal ou constitucional afetará prefeituras, governos estaduais e até mesmo a União, que adotam o modelo de terceirização de serviços e, dessa forma, terão que arcar com a elevação da folha de pagamento das empresas contratadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jornada média é menor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que os impactos econômicos, esses projetos em debate hoje não levam em conta que o mercado de trabalho brasileiro já vem promovendo ajustes na jornada de maneira gradual, por meio de negociações coletivas. Hoje, a jornada média efetivamente trabalhada no Brasil é 39 horas semanais. Isso comprova que essa adaptação ocorre de maneira orgânica, sem intervenção estatal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na verdade, ao impor regras rígidas e padronizadas, ambas as propostas reduzem o espaço dessa negociação, contrariando todos os princípios constitucionais e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, sobretudo a Convenção 154 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que incentiva esse modelo. Essa convenção define a negociação coletiva como todas as discussões que se dão entre os empregadores e as organizações de trabalhadores para fixar as condições de trabalho e emprego. Um dos artigos do texto diz que qualquer tipo de medida sobre negociações não pode acontecer em prejuízo à liberdade do modelo. O PL do governo, assim, cria exatamente o tipo de interferência estatal que a OIT proíbe.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobilização&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em suma, para a FecomercioSP, qualquer debate sobre mudanças na jornada de trabalho deve acontecer — pela própria natureza dinâmica e pela sensibilidade às condições de produtividade e competitividade — na moldura institucional das negociações coletivas. A tentativa de enrijecer uma questão econômica como essa, colocando o Estado no centro de relações privadas por uma medida legal, é um risco econômico, fiscal, institucional e setorial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação tem atuado no Congresso, no Executivo e com as autoridades de várias instâncias para sensibilizá-las, a partir dessas demandas do setor produtivo, sobre a necessidade de um diálogo justo e equilibrado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP já é signatária do &lt;a href="https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/institucional/cni-e-instituicoes-do-setor-produtivo-divulgam-manifesto-pela-modernizacao-da-jornada-de-trabalho/?utm_campaign=Em+Bras%C3%ADlia%2C+FecomercioSP+defende+instrumento+da+negocia%C3%A7%C3%A3o+coletiva+no+debate+sobre+a+redu%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+e+o+fim+da+escala+6x1&amp;utm_content=CNI+e+institui%C3%A7%C3%B5es+do+setor+produtivo+divulgam+manifesto+pela+moderniza%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+-+Ag%C3%AAncia+de+Not%C3%ADcias+da+Ind%C3%BAstria&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=dinamize&amp;utm_term=Em+Bras%C3%ADlia%2C+FecomercioSP+defende+instrumento+da+negocia%C3%A7%C3%A3o+coletiva+no+debate+sobre+a+redu%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+e+o+fim+da+escala+6x1"&gt;Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil&lt;/a&gt;, ao lado de uma centena de representantes desse setor. O documento elenca quatro prioridades: preservação dos empregos formais; produtividade na base do desenvolvimento social e da sustentabilidade econômica; diferenciação por setor e uso da negociação coletiva para ajustes de jornadas e salários; e promoção de debates técnicos aprofundados, além de governança de diálogo social sobre essa mudança.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 10:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Biometano abre novas oportunidades para o Comércio e os Serviços]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/biometano-abre-novas-oportunidades-para-o-comercio-e-os-servicos</link><description>&lt;![CDATA[Combustível renovável avança no Brasil, reduz custos operacionais e gera muitas possibilidades para as empresas ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Por José Goldemberg e Cristiane Cortez&lt;a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;/a&gt;*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O biometano, combustível renovável produzido a partir do biogás, começa a ganhar espaço no Brasil e já se mostra capaz de reduzir custos e gerar novas oportunidades para empresas do Comércio e dos Serviços, além de se consolidar cada vez mais como uma alternativa viável para a transição energética nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Produzido a partir de resíduos orgânicos, esse combustível renovável pode substituir o gás natural sem exigir grandes adaptações, tornando-se uma solução prática para os negócios que buscam eficiência e sustentabilidade. O biogás é gerado na decomposição sem presença de oxigênio de resíduos orgânicos, como acontece em aterros sanitários, estações de tratamento de esgoto, biodigestores para dejetos animais, entre outros. Ele vem sendo usado para geração de eletricidade em termoelétricas, representando, respectivamente, apenas 0,12% e 0,33% da potência instalada no Sistema Interligado Nacional (SIN) e na geração distribuída.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A purificação do biogás, por meio da remoção de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, outros gases e impurezas, resulta em biometano com alto teor de metano, que o torna intercambiável com o gás natural em todas as suas aplicações, passando a ocupar um espaço estratégico ao ser injetado nas redes de gás natural e ampliando o uso do biometano em diversas atividades econômicas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O potencial brasileiro de produção de biometano, de acordo com a Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), é da ordem de 120 milhões de metros cúbicos por dia, oriundo das atividades da agroenergia (47%), da proteína animal (32%), da agricultura (15%) e do saneamento (5%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em 2024, o Brasil processou 231,6 milhões de metros cúbicos de biogás, equivalente a 46% da capacidade instalada, e produziu 81,5 milhões de metros cúbicos de biometano, um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. A produção ainda é concentrada nas regiões Sudeste e Nordeste, com destaque para São Paulo, que reúne grande potencial associado a agroindústria, resíduos urbanos e atividades comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050) reforça esse cenário ao posicionar o biogás e o biometano como vetores centrais da descarbonização. O documento enfatiza que a transição energética paulista está baseada na diversificação de fontes e na substituição progressiva de combustíveis fósseis por renováveis, com foco em segurança energética, competitividade e sustentabilidade. No setor de transportes, por exemplo, projeta o aumento da participação do biometano para 50% do consumo de Gás Natural Veicular (GNV) em 2050.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse avanço já se materializa em investimentos concretos. A inauguração da maior planta de biometano do Brasil, em Paulínia (SP), simboliza a entrada do Brasil em uma nova escala produtiva, integrando resíduos industriais e urbanos à matriz energética.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ganhos diretos para os setores produtivos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Comércio, os Serviços e o Turismo, as oportunidades são amplas. Há o potencial de redução de custos energéticos, principalmente em estabelecimentos intensivos em consumo térmico, como hotéis, restaurantes e lavanderias. O uso de biometano, equivalente ao gás natural, permite a substituição direta sem necessidade de grandes adaptações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda, o biometano abre espaço para novos modelos de negócios ligados à economia circular. Resíduos orgânicos gerados por supermercados, bares e restaurantes podem se tornar insumo energético, reduzindo custos de destinação e criando cadeias locais de valor. Também, há ganhos reputacionais e competitivos. Com consumidores cada vez mais atentos à sustentabilidade, as empresas que adotam fontes renováveis consolidam a própria imagem e se alinham com as exigências de mercados e as políticas climáticas. Por fim, o avanço do biometano impulsiona a interiorização do desenvolvimento, ao conectar produção energética a polos agroindustriais e urbanos, mediante ampliação da oferta de infraestrutura energética limpa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expansão do biometano, portanto, não é uma agenda apenas ambiental, mas também econômica. Ao transformar resíduos em energia e integrar-se à rede de gás natural, essa fonte renovável cria um novo ciclo de possibilidades para empresas que souberem antecipar essa transição.&lt;/p&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;* Respectivamente, presidente e assessora do Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;em id="isPasted"&gt;Artigo originalmente publicado no&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://dcomercio.com.br/publicacao/s/onibus-eletrico-opcao-eficiente-para-descarbonizar-grandes-centros-urbanos"&gt;&lt;em&gt;jornal Diário do Comércio&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;em 15 de abril de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 09:22:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[As múltiplas dimensões da relação entre trabalho e tecnologia]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/as-multiplas-dimensoes-da-relacao-entre-trabalho-e-tecnologia</link><description>&lt;![CDATA[Não há espaço para refrear o avanço tecnológico no desenvolvimento das atividades produtivas e da economia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;*Karina Zuanazzi Negreli&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre trabalho e tecnologia sempre foi marcada por tens&amp;otilde;es e avan&amp;ccedil;os simult&amp;acirc;neos. Se na Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Industrial a mecaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o imp&amp;ocirc;s desafios &amp;agrave; absor&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra, o autoatendimento nas ag&amp;ecirc;ncias banc&amp;aacute;rias e a autossufici&amp;ecirc;ncia na opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de elevadores &amp;mdash; bem como a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o por biometria nos controles de acesso em condom&amp;iacute;nios e tantos outros exemplos dessa ordem &amp;mdash; tamb&amp;eacute;m foram, aos poucos, moldando essas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es para colocar o trabalho humano em posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de mais engenhosidade e, ao mesmo tempo, demonstrando a inexor&amp;aacute;vel necessidade de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da for&amp;ccedil;a laboral para o uso de novas ferramentas que lhes abrissem espa&amp;ccedil;o a novas oportunidades. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passado esse tempo, a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital e, mais recentemente, a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) n&amp;atilde;o s&amp;oacute; checam a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprendida como inauguram uma nova etapa: a da reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutural das atividades produtivas, com impactos diretos sobre a forma de contratar, fiscalizar, executar o trabalho e, especialmente, gerir neg&amp;oacute;cios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A hist&amp;oacute;ria fornece evid&amp;ecirc;ncias consistentes de que a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica promove deslocamentos relevantes de postos de trabalho, ao mesmo tempo que cria ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a robotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do computador pessoal, a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da internet e as ferramentas de IA constru&amp;iacute;ram o caminho da sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o natural nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais &amp;mdash; sobrevivem os mais aptos &amp;agrave;s adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No contexto contempor&amp;acirc;neo, a IA amplia a escala e a velocidade dessas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es indicam efeitos substanciais sobre tarefas e ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao passo que novas atividades emergem de forma cont&amp;iacute;nua, muitas delas inexistentes at&amp;eacute; poucos anos atr&amp;aacute;s. Trata-se, portanto, de um processo de destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o criativa que desafia estruturas normativas e institucionais tradicionais. Nesse cen&amp;aacute;rio, o debate jur&amp;iacute;dico-trabalhista n&amp;atilde;o pode se limitar a categorias tradicionais. A din&amp;acirc;mica contempor&amp;acirc;nea abrange desde processos seletivos mediados por algoritmos at&amp;eacute; sistemas sofisticados de controle de jornada e desempenho, al&amp;eacute;m de mecanismos digitais de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um pr&amp;ecirc;mio para executivos de Recursos Humanos (RH) realizado anualmente por uma revista especializada nesse nicho premiou, em 2025, na categoria &amp;ldquo;Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o por Todos&amp;rdquo;, iniciativas que pouparam horas de trabalho repetitivo dos times da &amp;aacute;rea com o uso de IA. Um assistente virtual apto a prestar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos colaboradores sobre benef&amp;iacute;cios, uma ferramenta avan&amp;ccedil;ada de triagem de candidaturas em processos seletivos e, ainda, um guia de cultura organizacional que visava orientar o corpo funcional sobre as posturas esperadas pela organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o exemplos do emprego da tecnologia aplicada a servi&amp;ccedil;o do trabalho humano, da alta efici&amp;ecirc;ncia e do ganho de produtividade. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;prio Estado brasileiro, em suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es Executiva, Legislativa e Jurisdicional, tem passado por intensa moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, incorporando plataformas digitais, automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fluxos e intelig&amp;ecirc;ncia de dados na presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos. No &amp;acirc;mbito do Poder Judici&amp;aacute;rio, iniciativas como o programa Justi&amp;ccedil;a 4.0/5.0 e o Domic&amp;iacute;lio Judicial Eletr&amp;ocirc;nico, institu&amp;iacute;do pelo Conselho Nacional de Justi&amp;ccedil;a, exemplificam esse movimento ao centralizar, em ambiente &amp;uacute;nico e integralmente digital, as comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es processuais, substituindo os meios tradicionais f&amp;iacute;sicos de notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e promovendo mais celeridade, efici&amp;ecirc;ncia e racionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos e recursos na tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos processos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na seara trabalhista, o Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE) implementou o Domic&amp;iacute;lio Eletr&amp;ocirc;nico Trabalhista (DET), integrado &amp;agrave; l&amp;oacute;gica de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o inaugurada pelo e-Social, como canal oficial de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o laboral e os empregadores, permitindo a ci&amp;ecirc;ncia eletr&amp;ocirc;nica de atos administrativos e conferindo mais transpar&amp;ecirc;ncia e lisura, bem como efici&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal. O sistema permite envio de notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, remessa e exame de documentos e tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos administrativos em ambiente digital, deixando as visitas da fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para inspe&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais detalhadas e relacionadas &amp;agrave; necessidade de constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fatos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo tribut&amp;aacute;rio, a Receita Federal do Brasil (RFB) tem avan&amp;ccedil;ado de forma consistente em mecanismos de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos, cruzamento de dados que evitam sonega&amp;ccedil;&amp;atilde;o e trazem facilidade ao contribuinte como no caso da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-preenchida do Imposto de Renda da Pessoa F&amp;iacute;sica (IRPF), que a cada nova vers&amp;atilde;o realiza a importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o autom&amp;aacute;tica de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de diversas bases de dados, reduzindo erros e custos de conformidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito da sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica, por sua vez, a telemedicina no Sistema &amp;Uacute;nico de Sa&amp;uacute;de (SUS) j&amp;aacute; encontra aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deve ser ampliada. Segundo o ministro da Sa&amp;uacute;de, Alexandre Padilha, informou em recente participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no painel IA para o Bem de Todos &amp;mdash; Perspectivas Brasileiras sobre o Futuro da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, durante a C&amp;uacute;pula de Impacto da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, evento global realizado na &amp;Iacute;ndia em fevereiro deste ano, uma das iniciativas do SUS na &amp;aacute;rea &amp;eacute; o Super Centro Brasil de Diagn&amp;oacute;stico do C&amp;acirc;ncer, &amp;ldquo;que utiliza&amp;nbsp;telemedicina&amp;nbsp;e tecnologias avan&amp;ccedil;adas para reduzir o tempo de an&amp;aacute;lise de bi&amp;oacute;psias de at&amp;eacute; seis meses para cerca de 15 dias&amp;rdquo;. Segundo o ministro, &amp;ldquo;desde 2023, a plataforma passou de 743 milh&amp;otilde;es para 4,3 bilh&amp;otilde;es de registros de sa&amp;uacute;de, consolidando uma das maiores bases p&amp;uacute;blicas de dados sanit&amp;aacute;rios do mundo&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como se v&amp;ecirc;, mesmo na m&amp;aacute;quina p&amp;uacute;blica, com suas conhecidas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o uso da intelig&amp;ecirc;ncia de dados, dos algoritmos e da IA j&amp;aacute; &amp;eacute; uma realidade que cresce e se espraia por todo o servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, cujo atributo da efici&amp;ecirc;ncia, prevista no Direito Administrativo, segue sendo perseguida. Enquanto isso, no campo da iniciativa privada, motor da economia (e do Produto Interno Bruto &amp;mdash; PIB), essas aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, por vezes, encontra percal&amp;ccedil;os quanto &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica desse uso, dando azo a um aparente antagonismo de parte dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os reguladores do trabalho em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos novos arranjos jur&amp;iacute;dico-contratuais que sustentam, por exemplo, o trabalho plataformizado e outras ferramentas de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o laboral (nesse abrangidas as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es celetistas e aut&amp;ocirc;nomas).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o talvez possa ser explicada pela avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grande universo de diferentes modalidades de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, sempre sob a perspectiva da Consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Leis do Trabalho (CLT), concebida em 1943, estruturada para uma realidade industrial, est&amp;aacute;tica e fortemente hierarquizada. Ainda que a Reforma Trabalhista de 2017 tenha promovido avan&amp;ccedil;os relevantes &amp;mdash; como o reconhecimento de novas modalidades contratuais e a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho remoto &amp;mdash;, &amp;eacute; evidente que o ritmo legislativo n&amp;atilde;o acompanha a velocidade das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, sobretudo na era da IA e da gest&amp;atilde;o orientada por dados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A recente discuss&amp;atilde;o travada na A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Direta de Inconstitucionalidade por Omiss&amp;atilde;o (ADO) 73, no &amp;acirc;mbito do Supremo Tribunal Federal (STF), evidencia esse descompasso ao apontar a necessidade de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do art. 7&amp;ordm;, XXVII, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal, que trata da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o em face da automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O desafio, entretanto, n&amp;atilde;o reside apenas em legislar, mas em faz&amp;ecirc;-lo com precis&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica e sensibilidade econ&amp;ocirc;mica, evitando a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entraves que comprometam a produtividade, a competitividade e a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas, da for&amp;ccedil;a de trabalho e da sociedade como um todo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; fundamental reconhecer que as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais contempor&amp;acirc;neas nem sempre se enquadram em moldes celetistas r&amp;iacute;gidos. A sociedade atual &amp;eacute; marcada por mobilidade, fluidez e m&amp;uacute;ltiplas formas de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o produtiva. Plataformas digitais, trabalho sob demanda e arranjos h&amp;iacute;bridos desafiam a l&amp;oacute;gica bin&amp;aacute;ria entre emprego subordinado e autonomia, exigindo abordagens interpretativas mais sofisticadas por parte dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os decis&amp;oacute;rios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro vetor relevante &amp;eacute; a mudan&amp;ccedil;a geracional. As novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m expectativas distintas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao trabalho: valorizam flexibilidade, prop&amp;oacute;sito, autonomia e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a tecnologia. Ignorar essas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es significa fragilizar a pr&amp;oacute;pria efetividade da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal. A tutela adequada n&amp;atilde;o &amp;eacute; aquela que imp&amp;otilde;e modelos tradicionais, mas a que reconhece e legitima os arranjos produtivos constru&amp;iacute;dos por uma for&amp;ccedil;a de trabalho mais informada, conectada e capaz de autodetermina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Frente a esse quadro, surge uma dupla necessidade. De um lado, int&amp;eacute;rpretes do Direito do Trabalho &amp;mdash; magistrados, auditores e demais operadores &amp;mdash; devem alinhar-se com a velocidade das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, adotando leituras mais aderentes &amp;agrave; realidade contempor&amp;acirc;nea. De outro, o Estado deve exercer autoconten&amp;ccedil;&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, evitando respostas normativas precipitadas que possam inibir a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Alcan&amp;ccedil;ar esse equil&amp;iacute;brio requer coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Estado e sociedade civil, por isso, buscando colaborar na reflex&amp;atilde;o sobre as m&amp;uacute;ltiplas dimens&amp;otilde;es da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre trabalho e tecnologia, o Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Trabalho da FecomercioSP organizou a colet&amp;acirc;nea &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/2026/04/13/o_mundo_do_trabalho_na_era_dos_algoritmos.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;O mundo do trabalho na era dos algoritmos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, contribuindo de forma propositiva para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma agenda que busca equilibrar produtividade, competitividade e a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos fundamentais do trabalho, como um convite para pensar o futuro do trabalho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conclus&amp;atilde;o &amp;eacute; clara: n&amp;atilde;o h&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o para refrear o avan&amp;ccedil;o tecnol&amp;oacute;gico no desenvolvimento das atividades produtivas e da economia. Trata-se de um fen&amp;ocirc;meno estrutural e inexor&amp;aacute;vel. Cabe ao Estado, portanto, n&amp;atilde;o obstruir esse processo, mas atuar como facilitador, promovendo qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, incentivando a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o economicamente ativa e garantindo um ambiente institucional que concilie prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o social com efici&amp;ecirc;ncia econ&amp;ocirc;mica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Karina Zuanazzi Negreli &amp;eacute; assessora jur&amp;iacute;dica da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo publicado originalmente no &lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/as-multiplas-dimensoes-da-relacao-entre-trabalho-e-tecnologia" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;portal Jota&lt;/a&gt;, em 17 de abril de 2026.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 08:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[PL que muda regras para embalagens termoformadas transfere custos ao Varejo]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/pl-que-muda-regras-para-embalagens-termoformadas-transfere-custos-ao-varejo</link><description>&lt;![CDATA[Proposta de reciclagem de etiquetas cria exigências fora da capacidade técnica das empresas; FecomercioSP e Sindilojas-SP atuam por ajustes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Uma proposta que mira a reciclagem pode acabar elevando custos no Comércio. A &lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, em parceria com o &lt;a href="https://sindilojas-sp.org.br/"&gt;Sindicato do Comércio Varejista de São Paulo (Sindilojas-SP)&lt;/a&gt;, iniciou articulação para barrar o avanço do Projeto de Lei (PL) 499/2025, que cria novas obrigações relacionadas às etiquetas em embalagens termoformadas. Embora o objetivo da proposta seja facilitar o processo de reciclagem, a avaliação das entidades é de que o texto transfere responsabilidades ao varejo sem atacar os pontos centrais da cadeia produtiva, o que tende a gerar mais custos do que resultados efetivos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em ofício encaminhado ao Legislativo estadual, a Federação manifesta posicionamento contrário à proposta e aponta inconsistências na forma como as atribuições foram distribuídas. Um dos principais problemas identificados é a exigência de que comerciantes verifiquem a adequação dos adesivos utilizados nas etiquetas, tarefa para a qual a maioria das empresas não tem capacidade técnica nem instrumentos de validação. A medida cria uma obrigação de difícil cumprimento e amplia o risco de penalizações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cadeia desalinhada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto central levantado pela FecomercioSP diz respeito à lógica da reciclabilidade. Segundo a Entidade, a efetividade desse processo depende, antes de tudo, da Indústria, responsável por desenvolver embalagens com características que facilitem a separação de materiais. Além disso, o papel do consumidor é determinante na etapa final, com a correta higienização e destinação das embalagens. Ao concentrar exigências no Comércio, o PL desconsidera essas etapas e compromete o resultado ambiental pretendido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse aspecto, importadores e distribuidores têm função limitada, restrita à orientação sobre a responsabilidade ambiental do consumidor. Ainda assim, o projeto atribui a esses agentes obrigações que extrapolam a sua atuação na cadeia, o que, na avaliação das entidades, distorce responsabilidades e reduz a eficácia da medida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pressão sobre o varejo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto tende a ser mais relevante entre Pequenas e Médias Empresas (PMEs), que já operam sob restrições estruturais, como escassez de mão de obra, rotinas operacionais intensas e elevada carga tributária. A introdução de novas exigências amplia a sobrecarga administrativa e pressiona custos em um ambiente de negócios que já exige alto grau de eficiência para manter a operação sustentável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro fator de preocupação é o prazo previsto para adaptação. O projeto estabelece seis meses para que as empresas se adequem às novas regras, o que pode resultar em perdas financeiras substanciais, especialmente pela necessidade de descarte de estoques e pelo risco de sanções. Para a FecomercioSP, esse cenário reforça a necessidade de revisão do texto antes de qualquer avanço na tramitação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante desse contexto, a atuação conjunta com o Sindilojas-SP busca não apenas interromper o andamento da proposta nos moldes atuais, mas também contribuir para um debate mais equilibrado. A intenção é alinhar a pauta ambiental com a realidade operacional das empresas, evitando que medidas bem-intencionadas acabem gerando distorções e prejuízos ao setor produtivo.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 08:51:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Acontece]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Novas regras trabalhistas e operacionais pressionam adaptações dos empresários]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/novas-regras-trabalhistas-e-operacionais-pressionam-adaptacoes-dos-empresarios</link><description>&lt;![CDATA[Especialistas debatem as principais mudanças que tendem a impactar diretamente o setor produtivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Quem acompanha o dia a dia da empresa sabe que as regras mudam rápido e, quase sempre, chegam com mais dúvidas do que respostas. Por isso, na última sexta-feira (10), o Comitê de Relacionamento das Assessorias Jurídicas (CRAJ) da &lt;a href="https://fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; colocou em pauta os temas mais sensíveis para o setor neste momento. Da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) à jornada de trabalho, passando por licença-paternidade, funcionamento aos feriados e logística reversa, a reunião promoveu ampla discussão entre os operadores do Direito, com o objetivo de orientar a respeito das mudanças e prever eventuais riscos. Mais do que acompanhar a legislação, o empresário precisa entender como essas mudanças chegam à rotina empresarial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;NR-1 levanta dúvidas e aumenta preocupação com segurança jurídica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atualização da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-nr-1-no-setor-de-servicos" title="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-nr-1-no-setor-de-servicos" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;NR-1&lt;/a&gt; foi um dos pontos que mais geraram debate. Rogério Lins, assessor jurídico do &lt;a href="https://sagasp.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios no Estado de São Paulo (Sagasp)&lt;/a&gt;, chamou a atenção para a subjetividade na aplicação da norma. Segundo ele, a ausência de critérios claros para a avaliação de riscos, especialmente os psicossociais, abre espaço para interpretações diferentes entre empresas e fiscalização, o que pode gerar insegurança.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, o assessor destacou que essa subjetividade tem gerado diversos questionamentos, a ponto de ter sido distribuída medida judicial no Supremo Tribunal Federal (STF), por ausência de metodologia ou ferramenta para avaliar os fatores de risco à saúde mental.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, a FecomercioSP defende mais objetividade na norma e participação do setor produtivo na regulamentação, além de tempo razoável para que as empresas possam se adaptar à nova dinâmica de aplicação do texto legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Escala de trabalho entra no radar, com reflexo direto nos custos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A discussão sobre o fim da escala 6x1 e possíveis mudanças na &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/extincao-da-escala-6x1-ameaca-folha-precos-e-empregos-no-turismo" title="https://www.fecomercio.com.br/noticia/extincao-da-escala-6x1-ameaca-folha-precos-e-empregos-no-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;jornada de trabalho&lt;/a&gt; acendeu o alerta. Reiner Leite, assessor de Relações Institucionais da FecomercioSP, analisou as propostas em debate no Congresso, incluindo modelos com redução da jornada semanal. O ponto central é o impacto econômico. Alterações podem elevar custos operacionais e afetar a competitividade, principalmente em um cenário de eleições, o que pode comprometer a participação adequada e efetiva do Congresso Nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade atua para que as mudanças considerem a realidade econômica e preservem a sustentabilidade das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Licença-paternidade avança, mas ainda traz incertezas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ampliação da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pmes-terao-dificuldade-de-absorver-custo-operacional-com-a-ampliacao-da-licenca-paternidade" title="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pmes-terao-dificuldade-de-absorver-custo-operacional-com-a-ampliacao-da-licenca-paternidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;licença-paternidade&lt;/a&gt;, sancionada em 31 de março, também entrou na pauta. A advogada Daiane Masson, assessora jurídica do &lt;a href="https://sincovarp.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto (Sincovarp)&lt;/a&gt;, e Paula Tateishi, a assessora jurídica da FecomercioSP, explicaram que o texto melhorou quanto à proposta inicialmente discutida no Legislativo, bem como o consenso político viabilizou a aprovação. Entretanto, ainda há pontos em aberto que demandam uma regulamentação adequada da norma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A duração do benefício e sua aplicação prática levantam dúvidas, principalmente na gestão de pessoal. A implementação será gradual, com ampliação progressiva até 20 dias, e o pagamento contará com compensação via Previdência Social, o que tende a reduzir o impacto direto para o empregador. Outro ponto relevante é a previsão de suspensão do benefício em casos de abandono ou violência doméstica, que ainda depende de regulamentação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o empresário, o desafio será adaptar processos sem perder previsibilidade. A FecomercioSP acompanha a regulamentação para garantir clareza e viabilidade operacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Trabalho aos feriados passa a depender mais da negociação coletiva&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O funcionamento do comércio aos &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/trabalho-no-comercio-aos-feriados-nada-muda-por-enquanto" title="https://www.fecomercio.com.br/noticia/trabalho-no-comercio-aos-feriados-nada-muda-por-enquanto" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;feriados&lt;/a&gt; também ganhou destaque. Segundo Daiane, do Sincovarp, a autorização passa a depender de ajuste entre Sindicatos, com vigência prevista para julho deste ano. A nova interpretação tem gerado dúvidas&lt;s&gt;,&lt;/s&gt; em especial na distinção entre feriados e domingos, exigindo atenção para evitar irregularidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse âmbito, a negociação coletiva ganha protagonismo, servindo como principal instrumento para viabilizar a operação. Por isso, a Federação orienta as empresas a buscarem respaldo nas convenções coletivas para garantir segurança jurídica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Logística reversa avança e amplia as responsabilidades das empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As novas exigências de &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/projeto-especial/logistica-reversa" title="https://www.fecomercio.com.br/projeto-especial/logistica-reversa" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;logística reversa&lt;/a&gt; também entraram na pauta, com efeitos diretos sobre a operação, especialmente para o comércio físico e eletrônico. Alexsandra Ricci, assessora do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da FecomercioSP, ressaltou que as regras passam a exigir das empresas não só a destinação adequada de resíduos, mas também a participação ativa no sistema, como orientar consumidores e viabilizar o retorno de produtos e embalagens.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, propostas em discussão indicam que o cumprimento dessas obrigações pode se tornar condição para licenças e alvarás, elevando o nível de exigência regulatória. A FecomercioSP acompanha o tema e orienta os negócios a se estruturarem com apoio de entidades gestoras para atender às novas regras.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 17:41:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Acontece]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Proposta da FecomercioSP e do Sindilojas Campinas para estimular empregabilidade 50+ vira projeto de lei]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/proposta-da-fecomerciosp-e-do-sindilojas-campinas-para-estimular-empregabilidade-50-vira-projeto-de-lei</link><description>&lt;![CDATA[Protocolado pelo senador Laercio Oliveira, PL é fruto de construção técnica para reduzir custos de contratação desse público]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Brasil está envelhecendo rápido e o mercado de trabalho ainda não se adaptou completamente a essa realidade. Enquanto muitas empresas sofrem para encontrar mão de obra qualificada, profissionais acima dos 50 anos se deparam com uma barreira invisível para retornar ao emprego formal. Trata-se de um desperdício de experiência que o País não pode mais negligenciar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entendendo o problema e ouvindo as demandas empresariais, a&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/" id="isPasted"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e o&amp;nbsp;&lt;a href="https://sindilojascampinas.com.br/"&gt;Sindilojas&amp;nbsp;Campinas&lt;/a&gt; estruturaram uma proposta legislativa que foge de soluções paliativas ou onerosas e atuaram pela sua formalização no Congresso. A ideia foi recebida pelo senador Laercio Oliveira (PP/SE) e protocolada em Projeto de Lei (PL 1.655/2026) no último dia 7 de abril, fruto direto dessa construção técnica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O projeto concentra-se na redução de custos para quem contrata, sem criar novas obrigações ou dispositivos acessórios na legislação. O objetivo do PL é reduzir temporariamente em 50% os encargos patronais (INSS e FGTS) para novas contratações desse público. A ideia não é forçar o empresário por meio de cotas, mas oferecer um incentivo real para que ele traga os trabalhadores 50+ para dentro do negócio. Agora, a FecomercioSP atua no Senado para acelerar a tramitação e buscar o regime de urgência com as lideranças do Congresso.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Sindilojas Campinas, a Federação e o senador avaliam que se trata de uma solução de mercado para um problema social, desenhada para ser simples, sem gerar ônus ou insegurança jurídica. Tanto que o escopo é restrito à contribuição previdenciária básica, sem afetar direitos trabalhistas ou criar um incentivo de larga escala.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta foi pensada com base em diretrizes internacionais, como as da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), garantindo que o benefício seja eficiente e temporário — o suficiente para viabilizar a reinserção 50+ sem comprometer o equilíbrio fiscal do Brasil. O objetivo é, também, facilitar a avaliação de resultados para não cristalizar renúncias fiscais permanentes, conforme o PL.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O projeto foi protocolado e, agora, vamos começar a trabalhar para que avance. É uma satisfação receber algo assim das mãos da FecomercioSP, uma ideia maravilhosa que certamente vai melhorar as relações de trabalho no País”, pontou o senador Oliveira, durante reunião com a comitiva da Federação. “Os trabalhadores com mais de 50 anos terão um novo horizonte de oportunidade pela frente.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Representando a FecomercioSP, Carlos Augusto Gobbo, presidente do Sindilojas Campinas, e idealizador da proposta com a Federação, enfatizou que aproveitar a capacidade produtiva de quem já passou dos 50 é uma necessidade estratégica para manter a economia brasileira crescendo. “Procuramos o senador Laercio para abraçar essa causa, pois sabemos da habilidade que tem para tratar de temas como este”, concluiu.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 10:41:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Acontece]]</category></item></channel></rss>
