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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Sun, 11 Oct 2026 01:12:07 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><url>http://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Digitalização do Estado muda rotina das empresas; veja como se preparar]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/digitalizacao-do-estado-muda-rotina-das-empresas-veja-como-se-preparar</link><description>&lt;![CDATA[Integração de sistemas públicos amplia o cruzamento de informações e exige mais atenção a notificações, cadastros e obrigações digitais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas com o Poder P&amp;uacute;blico est&amp;aacute; cada vez mais digital. Notas fiscais, informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas, recolhimentos, notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e dados cadastrais passaram a circular por sistemas capazes de compartilhar e confrontar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tornando a consist&amp;ecirc;ncia dos dados enviados aos diferentes &amp;oacute;rg&amp;atilde;os t&amp;atilde;o importante quanto o pr&amp;oacute;prio cumprimento das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para ajudar principalmente as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) a se prepararem para essa mudan&amp;ccedil;a, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Comercio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; elaborou o e-book &lt;strong&gt;Digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado: o que muda para a sua empresa&lt;/strong&gt;. O guia re&amp;uacute;ne orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas sobre acompanhamento de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es digitais, DET, eSocial, FGTS Digital, NFS-e Nacional, comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es falsas, atendimento ao consumidor, prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados e assinaturas eletr&amp;ocirc;nicas, al&amp;eacute;m de apresentar os principais prazos e um checklist para avaliar se o neg&amp;oacute;cio est&amp;aacute; preparado. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/digitalizacao-do-estado-muda-rotina-das-empresas-veja-como-se-preparar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Baixe gratuitamente o e-book&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige uma nova rotina das empresas. &amp;Eacute; preciso saber quem acompanha as plataformas oficiais, manter os dados cadastrais atualizados, conciliar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es transmitidas por diferentes sistemas e definir previamente quem deve agir quando uma notifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o chegar. Para MPEs, esse cuidado ganha import&amp;acirc;ncia porque muitas dessas tarefas ficam concentradas entre o pr&amp;oacute;prio empres&amp;aacute;rio e o contador.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um exemplo &amp;eacute; o Domic&amp;iacute;lio Eletr&amp;ocirc;nico Trabalhista (DET). Por meio da plataforma, empregadores podem receber notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, pedidos de documentos, avisos de irregularidades e intima&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Uma comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser considerada recebida ap&amp;oacute;s 15 dias mesmo que n&amp;atilde;o tenha sido aberta, o que corrobora a necessidade de acompanhamento peri&amp;oacute;dico dos canais oficiais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre eSocial, FGTS Digital e DET. Diverg&amp;ecirc;ncias entre folha de pagamento, admiss&amp;otilde;es, demiss&amp;otilde;es, recolhimentos e outras informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es podem ser identificadas eletronicamente. A digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m alcan&amp;ccedil;a documentos fiscais, atendimento ao consumidor e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados, ampliando a necessidade de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E novas mudan&amp;ccedil;as j&amp;aacute; est&amp;atilde;o no calend&amp;aacute;rio, como a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o da NFS-e Nacional para Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) optantes pelo Simples Nacional a partir de 1&amp;ordm; de novembro de 2026, conforme apresentado no material.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/digitalizacao-do-estado-muda-rotina-das-empresas-veja-como-se-preparar/"&gt;Baixe gratuitamente o e-book&lt;/a&gt; e confira o passo a passo para preparar o seu neg&amp;oacute;cio para uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o cada vez mais digital com o Poder P&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 17:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O debate americano sobre IA não é o nosso]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/o-debate-americano-sobre-ia-nao-e-o-nosso</link><description>&lt;![CDATA[Brasil deve pisar firme no acelerador do desenvolvimento]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Andriei Gutierrez&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 12 de setembro, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, fez algo raro no Vale do Sil&amp;iacute;cio: pediu publicamente que a pr&amp;oacute;pria Ind&amp;uacute;stria tirasse o p&amp;eacute; do acelerador. Em um longo ensaio, defendeu desacelerar o avan&amp;ccedil;o dos modelos mais poderosos de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) at&amp;eacute; que os mecanismos de seguran&amp;ccedil;a consigam acompanh&amp;aacute;-los. O alerta veio com uma estimativa concreta. Entre 6 e 12 meses, enxames de agentes aut&amp;ocirc;nomos poderiam ser capazes de tomar a internet, com preju&amp;iacute;zos de centenas de bilh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk endossaram a tese em poucas horas. Estava aberta a pol&amp;ecirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chamou aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o apenas o conte&amp;uacute;do, mas tamb&amp;eacute;m quem o dizia. Quando os pr&amp;oacute;prios fabricantes pedem regras, a pergunta que vem &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a &amp;eacute;: trata-se de responsabilidade verdadeira ou de estrat&amp;eacute;gia para erguer barreiras aos concorrentes? Cr&amp;iacute;ticos n&amp;atilde;o demoraram a apostar na segunda hip&amp;oacute;tese. A rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o das duas pot&amp;ecirc;ncias que lideram a corrida foi imediata e reveladora. Donald Trump rejeitou qualquer nova regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, afirmando que o &amp;uacute;nico controle que a IA precisa &amp;eacute; de um presidente forte e lembrando que os Estados Unidos est&amp;atilde;o &amp;agrave; frente da China. Pequim classificou os alertas como alarmismo e viu no texto uma tentativa velada de conter o seu desenvolvimento. Desconfian&amp;ccedil;a m&amp;uacute;tua e competitividade seguem sendo os motores da IA no mundo. Ningu&amp;eacute;m quer ser o primeiro a frear.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; um ponto fundamental para o leitor brasileiro. O que se discute l&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; o que se discute aqui. O debate aberto por Amodei trata de um punhado de laborat&amp;oacute;rios capazes de treinar modelos de mais avan&amp;ccedil;ados, chamados de &amp;ldquo;fronteira&amp;rdquo;. As propostas incluem testes obrigat&amp;oacute;rios antes do lan&amp;ccedil;amento, avaliadores independentes com acesso interno &amp;agrave;s empresas, controle da exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de chips avan&amp;ccedil;ados e coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pa&amp;iacute;ses. &amp;Eacute; uma regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o pontual, voltada para quem constr&amp;oacute;i a tecnologia no limite do que &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, a principal proposta, o Projeto de Lei (PL) 2.338/2023, segue outra l&amp;oacute;gica. Aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 e, hoje, em an&amp;aacute;lise em comiss&amp;atilde;o especial na C&amp;acirc;mara, o projeto prop&amp;otilde;e uma regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral e horizontal inspirada na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o europeia. Classifica usos por grau de risco e distribui obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, governan&amp;ccedil;a e presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contas por toda a cadeia, incluindo as empresas que utilizam IA apenas no dia a dia. O varejista que usa um sistema para prever demanda, a cl&amp;iacute;nica que adota uma ferramenta de triagem e a pequena ag&amp;ecirc;ncia que atende clientes com um assistente virtual passam a conviver com uma nova camada de burocracia, mesmo sem desenvolver tecnologia alguma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O risco da proposta &amp;eacute; pagarmos o custo da regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem colher o benef&amp;iacute;cio da seguran&amp;ccedil;a. Os riscos da IA na sa&amp;uacute;de, no cr&amp;eacute;dito ou nos transportes s&amp;atilde;o diferentes entre si e j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m quem os conhe&amp;ccedil;a a fundo &amp;mdash; Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Vigil&amp;acirc;ncia Sanit&amp;aacute;ria (Anvisa), Banco Central (BC), Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Sa&amp;uacute;de Suplementar (ANS), ag&amp;ecirc;ncias reguladoras de transporte, Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (ANPD). Embora o texto preveja a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com esses &amp;oacute;rg&amp;atilde;os, sua espinha dorsal continua sendo um c&amp;oacute;digo &amp;uacute;nico para toda a economia. Regras setoriais, calibradas por quem entende de cada mercado, tendem a ser mais precisas, mais baratas e mais eficazes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; ainda um fato que precisa ser dito sem constrangimento: o Brasil n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na disputa global pelos modelos de fronteira, liderada por Estados Unidos e China. Nossa capacidade de influenciar o ritmo dessa corrida por meio de lei &amp;eacute; nula. Uma norma brasileira n&amp;atilde;o vai desacelerar um modelo treinado na Calif&amp;oacute;rnia ou em Shenzhen, mas pode, sim, desacelerar a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA pelas empresas brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas essa constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o deve ser, de forma alguma, um convite &amp;agrave; ina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo contr&amp;aacute;rio. Se o Pa&amp;iacute;s, atualmente, n&amp;atilde;o tem voz na fronteira, precisa construi-la. Nesse sentido, &amp;eacute; muito bem-vindo o an&amp;uacute;ncio, em agosto, de um supercomputador de cerca de R$ 1 bilh&amp;atilde;o em Maca&amp;iacute;ba, na regi&amp;atilde;o metropolitana de Natal, e de nova infraestrutura de supercomputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Sudeste, dentro de um pacote de R$ 2,5 bilh&amp;otilde;es do Plano Brasileiro de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (PBIA). Trata-se de um passo importante para um pa&amp;iacute;s em que 60% do processamento de IA &amp;eacute; realizado no exterior e que quer se posicionar nesse debate.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas &amp;eacute; preciso ir al&amp;eacute;m (e mais r&amp;aacute;pido). Um supercomputador, sozinho, n&amp;atilde;o cria um ecossistema. Quatro frentes s&amp;atilde;o decisivas. A primeira &amp;eacute; prioridade pol&amp;iacute;tica &amp;mdash; a IA precisa estar no centro de uma estrat&amp;eacute;gia nacional, com coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mais alto n&amp;iacute;vel do governo, como estiveram o pr&amp;eacute;-sal e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&amp;aacute;ria&amp;nbsp;(Embrapa). A segunda &amp;eacute; cr&amp;eacute;dito, com financiamento de longo prazo e a custo competitivo para startups, empresas e centros de pesquisa que queiram treinar e adaptar modelos, somado ao poder de compra do Estado como primeiro cliente de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es locais. A terceira &amp;eacute; capacidade computacional em escala, ao aproveitar nossa energia limpa e abundante, consolidando um regime tribut&amp;aacute;rio competitivo a datacenters (como o Redata) e garantindo regras est&amp;aacute;veis que atraiam investimento. A quarta &amp;eacute; gente: forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa, reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de talentos e uma pol&amp;iacute;tica migrat&amp;oacute;ria que facilite a vinda de pesquisadores e engenheiros de qualquer lugar do mundo. A quinta, enfim, seria o est&amp;iacute;mulo massivo &amp;agrave; ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o acelerada da IA pelo setor privado para impulsionar a competitividade brasileira em todos os segmentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil disp&amp;otilde;e de energia renov&amp;aacute;vel abundante, um mercado de mais de 200 milh&amp;otilde;es de consumidores, dados em portugu&amp;ecirc;s, comunidade cient&amp;iacute;fica respeitada e um parque industrial diversificado. Temos condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ser mais do que usu&amp;aacute;rios de tecnologia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A li&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate americano &amp;eacute; simples. Cada pa&amp;iacute;s regula da posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ocupa. Quem est&amp;aacute; na fronteira discute como frear com seguran&amp;ccedil;a. Quem ainda n&amp;atilde;o chegou l&amp;aacute; precisa discutir como acelerar. Ainda h&amp;aacute; tempo de corrigir a rota; trocar a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o gen&amp;eacute;rica e burocr&amp;aacute;tica por regras setoriais, proporcionais e inteligentes e pisar firme no acelerador do desenvolvimento. &amp;Eacute; assim que o Brasil ter&amp;aacute;, um dia, lugar &amp;agrave; mesa em que o futuro da IA est&amp;aacute; sendo decidido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Andriei Gutierrez &amp;eacute; presidente do Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado originalmente no Valor Econ&amp;ocirc;mico em 05 de outubro de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Transformação digital deve estar no centro da agenda de desenvolvimento nacional ]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/transformacao-digital-deve-estar-no-centro-da-agenda-de-desenvolvimento-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Conselho de Economia Digital e Inovação defende coordenação de iniciativas e políticas de longo prazo para ampliar a competitividade e aproveitar o potencial tecnológico do País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A necessidade de coordenar iniciativas para fazer da transformação digital um movimento transversal a toda a economia está entre as principais preocupações dos especialistas reunidos pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-propoe-agenda-para-a-transformacao-digital-do-brasil"&gt;&lt;strong&gt;O grupo acaba de lançar um conjunto de propostas para reposicionar o Brasil na economia digital&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao comentar os eixos estruturantes do projeto na última reunião do conselho, realizada na última sexta-feira (25), Andriei Gutierrez, presidente do órgão, ressaltou que a agenda digital requer prioridade estratégica e coordenação institucional de alto nível entre as diferentes esferas do Poder Público. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A transformação digital e a Inteligência Artificial (IA) estão indo por um caminho que, se não as tornarmos prioridade de Nação, de Estado, com metas e todo mundo engajado — ministérios, presidente da República, Estados e municípios remando no mesmo sentido —, não vamos conseguir avançar nesse novo mundo geopolítico, tecnológico, que nos obriga a adotar essas tecnologias para termos produtividade”, analisou ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/f3c16761ebacf03ffaf09530ea15ae777438034e.png" style="width: 500px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Legenda: Andriei Gutierrez / Foto: Edilson Dias&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As propostas defendidas pelo grupo têm como eixo central a governança. O objetivo é articular iniciativas, evitando a dispersão de recursos e a sobreposição de normas, a fim de garantir a previsibilidade regulatória e a segurança jurídica, necessárias para a atração de investimentos, difusão de tecnologias e aceleração da inovação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rodolfo Fücher, vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasil Digital, integrante do conselho e um dos idealizadores do projeto, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/a-transformacao-silenciosa-da-china-pais-deixou-de-copiar-para-liderar-a-revolucao-tecnologica"&gt;ressaltou que países que avançaram na economia digital, como Estados Unidos e China&lt;/a&gt;, adotaram uma visão voltada para a competitividade e o desenvolvimento socioeconômico, incorporando a tecnologia à estrutura econômica. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Os dois países encaram o tema da IA como estratégica à economia. Quando olhamos para o Brasil — e esse tema não está na pauta prioritária —, nós percebemos que há alguma coisa equivocada. Onde nós estamos errando, até como setor, que não conseguimos levar a importância desse tema ao governo?”, questionou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, a Estratégia (E-Digital) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) buscam contribuir para esse objetivo, mas, na visão dos especialistas, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/transformacao-digital-desafia-brasil-a-construir-agenda-de-inovacao-e-competitividade"&gt;ainda falta transformar diretrizes em metas executáveis&lt;/a&gt; e garantir continuidade entre diferentes ciclos de governo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as iniciativas defendidas pela FecomercioSP nessa área, destacam-se a criação de um Sistema Nacional de Governança da Economia Digital e da Inovação, coordenado por uma instância de alto nível e com participação permanente do Poder Público, do setor produtivo, da academia e da sociedade civil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O intuito é que o sistema integre estratégias e programas existentes, estabeleça prioridades, metas e indicadores; organize uma agenda regulatória previsível; e publique relatório anual de acompanhamento e avaliação de resultados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/65fe9823dada77baaa9f1a322479c80a079b4d54.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Legenda: Alexandre Del Rey, Rodolfo Fücher e Adriana Esper &amp;nbsp;/ Foto: Edilson Dias&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Competitividade exige visão de longo prazo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alexandre Del Rey, fundador da Associação Internacional de Inteligência Artificial — I2AI, que participou da formulação da agenda, afirmou que, embora o Brasil tenha bons &lt;strong&gt;cases&lt;/strong&gt; na economia digital, que evidenciam como o País conta com talentos e capacidades para avançar, ainda falta tornar o ambiente mais próspero a essas ações. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao abordar a competitividade, eixo que integra a agenda do conselho, ele salientou que o País não precisa partir de uma folha em branco. Ele acredita que o Brasil já reúne competências em setores estratégicos e bons exemplos na economia digital, mas precisa de um plano contínuo de transformar essas capacidades em novos negócios e avanços tecnológicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No segmento de semicondutores, por exemplo, já avançamos e recuamos várias vezes, sem garantir esse desenvolvimento. “A China percebeu quão estratégica era essa indústria, que está desenvolvendo toda a atividade de semicondutores, de forma independente e está chegando, em um, dois anos, a fazer o que os Estados Unidos têm de melhor”, comparou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das propostas defendidas pelo conselho para alancar a competitividade é a criação de um Programa Nacional de Transformação Digital e Adoção de Inteligência Artificial, com prioridade a Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs). O foco seria reduzir custos da adoção tecnológica, além de investir em assistência técnica e capacitação. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/bb1799cb416a22eedf9f2a1155f1053fde7fc08a.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Legenda: Leonardo Barreto, sócio-proprietário da Think Policy, e Andriei Gutierrez /&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Foto: Edilson Dias&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agenda econômica e transformação digital&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Leonardo Barreto, sócio-proprietário da Think Policy, que também é membro do conselho da FecomercioSP, em meio à disputa eleitoral, há, ainda, outros obstáculos no horizonte das políticas públicas para a transformação digital: garantir as condições institucionais e econômicas a fim de que o Brasil consiga avançar nessa agenda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao comentar o cenário eleitoral e o que esperar do próximo governo, o cientista político explicou que o avanço da agenda econômica exigirá um ambiente de tranquilidade institucional, com entendimentos em torno de questões &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/o-papel-do-stf-e-as-garantias-de-liberdade-em-debate"&gt;relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF)&lt;/a&gt; e ao orçamento, diante das limitações fiscais para a próxima gestão.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Sem essas duas transições, nós não começaremos a discutir a agenda econômica no próximo governo, ou faremos isso de maneira muito segmentada”, apontou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/044fb1ec94da43ba708c397d31a66eca24e96f6b.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;Legenda: &lt;em&gt;Rodolfo Fücher e Adriana Esper / Foto: Edilson Dias&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Preparação para riscos cibernéticos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os crimes digitais são outra preocupação latente dos especialistas do conselho da FecomercioSP. Cada vez mais frequentes e sofisticados, essas infrações desafiam empresas, pessoas e governos, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/ataques-digitais-transformam-ciberseguranca-em-risco-para-empresas"&gt;exigindo planos coordenados e investimentos em prevenção&lt;/a&gt;, letramento da população e fortalecimento de infraestruturas críticas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Pode parecer clichê, mas é exatamente isto: não é ‘será que eu vou ser atacado?’, mas ‘quando eu vou ser atacado?’. Então, todos — digo, não só empresas, mas também pessoas físicas — precisam estar preparados para isso”, afirmou a conselheira Adriana Esper, advogada e consultora de proteção de dados, ao comentar o tema, que integra a agenda do conselho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela opinou que programas que capacitem e empoderem empresas e cidadãos para combater esses problemas são extremamente necessários. “Segurança é tudo. Tanto que, se pegarmos as normas, a própria LGPD menciona mais de 30 vezes a palavra ‘segurança’. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-cobra-ajustes-no-marco-legal-da-ia-e-aceleracao-da-infraestrutura-digital-no-pais-1"&gt;O PL 2.338 também&lt;/a&gt;, assim como todas as regulações mundo afora. O risco existe. Ele pode ser pequeno, médio ou alto, mas ele existe. E precisamos estar preparados para tudo”, comentou a conselheira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que a criação da Política (PNCiber) e da Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) signifiquem importantes avanços no enfrentamento dos ataques criminosos, os conselheiros enfatizaram a falta de governança operacional, a definição de responsabilidades, a integração entre estruturas públicas e privadas e os indicadores capazes de medir prevenção, resposta e recuperação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na visão do conselho, é preciso consolidar as iniciativas, mediante a elaboração e &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/novo-decalogo-da-fecomerciosp-traz-propostas-e-alerta-para-a-necessidade-de-um-pacto-nacional-pela-ciberseguranca"&gt;a execução do Plano Nacional de Cibersegurança&lt;/a&gt;, com metas, indicadores, responsabilidades e cronograma de implementação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Espera-se que essa política estabeleça padrões mínimos proporcionais e defina protocolos de notificação, simulação e resposta a incidentes, além de promover exercícios periódicos em infraestruturas críticas e ampliar os apoios técnico e financeiro às pequenas empresas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/2708a4ea48b1ee71bf58ffdaead579e2b22edaad.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;Cinco eixos para reposicionar o Brasil na economia digital&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dessas temáticas, a agenda digital do conselho conta ainda com outras duas frentes para acelerar a transformação tecnológica do Brasil: fronteira tecnológica e equilíbrio social.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses eixos articulam, dentre outros aspectos, a necessidade de fortalecer cadeias estratégicas, como semicondutores, computação avançada, robótica, tecnologias quânticas e sistemas de defesa, além de apoiar a adaptação dos trabalhadores aos impactos da IA e da automação. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acesse o vídeo abaixo para conferir!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/sfAjwGDCQMc?&amp;amp;source_ve_path=OTY3MTQ&amp;amp;embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.fecomercio.com.br%2F&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:00:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Digitalização do Estado amplia eficiência,  mas exige nova rotina das empresas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/digitalizacao-do-estado-amplia-eficiencia-mas-exige-nova-rotina-das-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Integração de dados públicos torna fiscalização mais ágil e aumenta necessidade de atenção às obrigações digitais, em especial entre MPEs]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado brasileiro deixou de representar apenas a substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do papel por servi&amp;ccedil;os eletr&amp;ocirc;nicos e avan&amp;ccedil;a para uma etapa de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados capaz de mudar a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos neg&amp;oacute;cios com o Poder P&amp;uacute;blico. Informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais, trabalhistas e cadastrais passam a ser compartilhadas entre diferentes sistemas, simplificando processos, mas tamb&amp;eacute;m ampliando a capacidade de identificar inconsist&amp;ecirc;ncias e fiscalizar empresas com mais rapidez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os reflexos desse movimento sobre o ambiente de neg&amp;oacute;cios foram debatidos durante reuni&amp;atilde;o &lt;strong&gt;do&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-servicos"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;da&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Ao abrir o encontro, o presidente do conselho, Marcelo Braga, abordou a necessidade de aproximar a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital da realidade empresarial, principalmente das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), que contam com menos estrutura para acompanhar mudan&amp;ccedil;as regulat&amp;oacute;rias e novas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As diferen&amp;ccedil;as no pr&amp;oacute;prio avan&amp;ccedil;o da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo Pa&amp;iacute;s foram exemplificadas pelo vice-presidente do conselho, Eladio Paniagua Junior, com base na experi&amp;ecirc;ncia do segmento de loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ve&amp;iacute;culos. Segundo ele, enquanto processos de primeiro emplacamento podem ser conclu&amp;iacute;dos rapidamente em Estados como Paran&amp;aacute; e Minas Gerais, em S&amp;atilde;o Paulo ainda levam dias e apresentam custos superiores. &amp;ldquo;O Brasil, na verdade, n&amp;atilde;o tem um registro digital, mas v&amp;aacute;rios. E essa diferen&amp;ccedil;a &amp;nbsp;&amp;eacute;, al&amp;eacute;m de t&amp;eacute;cnica, competitiva&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Paniagua Junior, burocracia e custos adicionais acabam interferindo na pr&amp;oacute;pria capacidade de investimento das empresas. &amp;ldquo;Cada dia que esperamos um documento sair, cada custo adicional, &amp;eacute; tempo e dinheiro que deixam de virar investimento, contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, acrescentou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sistemas integrados mudam rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Estado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir dessas quest&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas, o debate avan&amp;ccedil;ou para os impactos mais amplos da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o ambiente de neg&amp;oacute;cios. A palestra acerca do tema foi conduzida por &lt;strong&gt;Andriei Gutierrez, presidente do&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, que apresentou a trajet&amp;oacute;ria da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital do Estado e seus reflexos para as empresas do setor de Servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasi&amp;atilde;o, Gutierrez ressaltou que esse processo vem sendo constru&amp;iacute;do h&amp;aacute; mais de duas d&amp;eacute;cadas no governo federal e se consolidou como uma pol&amp;iacute;tica de Estado, passando por diferentes administra&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Um dos principais elementos dessa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a interoperabilidade, que permite aos sistemas p&amp;uacute;blicos compartilhar e cruzar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dimens&amp;atilde;o desse processo aparece nos dados do &lt;a href="https://www.gov.br/governodigital/pt-br/infraestrutura-nacional-de-dados/interoperabilidade/conecta-gov.br"&gt;Conecta Gov.br&lt;/a&gt;. As consultas de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos passaram de 56 milh&amp;otilde;es, em 2020, para 1,1 bilh&amp;atilde;o em 2025. Segundo os dados apresentados, a economia estimada pelo governo com esse compartilhamento chegou a R$ 6,31 bilh&amp;otilde;es no ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas, por&amp;eacute;m, a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m muda a l&amp;oacute;gica da fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es provenientes de notas fiscais, folha de pagamento, eSocial, FGTS e outras bases podem ser confrontadas eletronicamente, identificando diverg&amp;ecirc;ncias de forma muito mais r&amp;aacute;pida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;No passado, quando os sistemas estavam no papel ou n&amp;atilde;o conversavam entre si, uma autua&amp;ccedil;&amp;atilde;o dependia muitas vezes de uma den&amp;uacute;ncia ou de uma fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica. Com os sistemas digitalizados, integrados e, cada vez mais, com Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, uma inconsist&amp;ecirc;ncia pode ser identificada automaticamente&amp;rdquo;, explicou Gutierrez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pequenas empresas lidam com mais obst&amp;aacute;culos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto neg&amp;oacute;cios de maior porte geralmente contam com &amp;aacute;reas Fiscais e Jur&amp;iacute;dicas, sistemas integrados de gest&amp;atilde;o e equipes respons&amp;aacute;veis pelo acompanhamento regulat&amp;oacute;rio, MPEs frequentemente dependem do pr&amp;oacute;prio empres&amp;aacute;rio e do contador para acompanhar obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es e prazos. A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o frisou que, embora a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital possa ser a mesma para todos, o custo e a estrutura necess&amp;aacute;rios para cumpri-la s&amp;atilde;o diferentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo trabalhista, um exemplo &amp;eacute; o Domic&amp;iacute;lio Eletr&amp;ocirc;nico Trabalhista (DET), utilizado para a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os empregadores. Uma notifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser considerada recebida ap&amp;oacute;s 15 dias, mesmo que n&amp;atilde;o tenha sido aberta, o que refor&amp;ccedil;a a necessidade de monitorar regularmente a plataforma e manter dados e procura&amp;ccedil;&amp;otilde;es atualizados. &amp;ldquo;&amp;Eacute; muito desigual cobrar da pequena da mesma maneira que se cobra da grande. As MPEs precisam de tratamento diferenciado&amp;rdquo;, ressaltou Gutierrez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o debate, o presidente do conselho alertou tamb&amp;eacute;m para tentativas de fraude que simulam comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es oficiais. Com a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es digitais, a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; verificar as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es diretamente nos ambientes oficiais do governo, evitando acessar links recebidos por e-mails, mensagens ou aplicativos.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reforma Tribut&amp;aacute;ria amplia digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m avan&amp;ccedil;a sobre a &amp;aacute;rea Tribut&amp;aacute;ria. A partir de 1&amp;ordm; de novembro, MPEs optantes pelo Simples Nacional passam a utilizar obrigatoriamente o padr&amp;atilde;o nacional da Nota Fiscal de Servi&amp;ccedil;o Eletr&amp;ocirc;nica (NFS-e).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse processo ganha peso com &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/momento-decisivo-conheca-as-adaptacoes-que-as-empresas-do-simples-nacional-devem-fazer-ainda-em-2026"&gt;a Reforma Tribut&amp;aacute;ria e a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual da CBS e do IBS&lt;/a&gt;. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentada durante o encontro, a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre documentos fiscais, sistemas de gest&amp;atilde;o e bases p&amp;uacute;blicas tende a tornar a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais automatizada, ao mesmo tempo que aumenta a necessidade de consist&amp;ecirc;ncia das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es fornecidas pelas empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) deve ampliar ainda mais essa capacidade. Gutierrez chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por&amp;eacute;m, para a necessidade de transpar&amp;ecirc;ncia nos processos automatizados. Ele enfatizou que se algoritmos forem utilizados para selecionar empresas para fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio garantir mecanismos que permitam compreender os crit&amp;eacute;rios utilizados e exercer o direito de defesa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o entra no centro da agenda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O debate ainda salientou que a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado precisa ser acompanhada pela capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas. Dentre os encaminhamentos apresentados por Gutierrez, destacam-se defesa de prazos de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o compat&amp;iacute;veis com a capacidade dos pequenos neg&amp;oacute;cios, mecanismos simples para contestar notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es autom&amp;aacute;ticas e mais transpar&amp;ecirc;ncia sobre os crit&amp;eacute;rios utilizados por sistemas e algoritmos de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desafio, segundo as discuss&amp;otilde;es da reuni&amp;atilde;o, &amp;eacute; fazer com que as empresas acompanhem a velocidade dessa transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Para MPEs, informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica tornam-se ainda mais importantes para que os ganhos proporcionados pela digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o sejam acompanhados por novos custos e riscos de conformidade.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:18:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP propõe agenda para a transformação digital do Brasil]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-propoe-agenda-para-a-transformacao-digital-do-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Propostas estabelecem diretrizes para o País avançar em economia digital, inovação e IA]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Enquanto a tecnologia transforma a economia e as relações de trabalho e consumo, o Brasil ainda lida com desafios estruturais para avançar na transformação digital. Para &lt;strong&gt;o&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;da&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, o País deve acelerar esse processo com coordenação institucional, segurança jurídica, infraestrutura adequada, acesso a tecnologias críticas e políticas voltadas para o aumento da produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fim de contribuir para esse objetivo, e com a preparação da sociedade, das empresas, dos trabalhadores e do Estado para a nova etapa da economia global, o conselho propõe uma agenda estratégica com o objetivo de reposicionar o Brasil nesse debate. O documento organiza as diretrizes em torno de um eixo central (a governança) e quatro eixos estruturantes: competitividade, fronteira tecnológica, resiliência e equilíbrio social. Confira as propostas da FecomercioSP:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/89781c9f73fd67ca8c231571eaa5c82b310ff32e.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Cinco eixos para reposicionar o Brasil na Economia Digital&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estratégia nacional coordenada&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação do conselho, um dos principais impasses do País é fortalecer a coordenação nacional da agenda digital. Isso significa articular e unificar iniciativas, garantindo previsibilidade regulatória e segurança jurídica. Metas públicas, indicadores, avaliações periódicas, redução das sobreposições entre as normas e aumento da eficiência das políticas públicas são algumas das necessidades.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O País já dispõe de instrumentos relevantes, como a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê até R$ 23 bilhões em investimentos entre 2024 e 2028. Contudo, é preciso transformar diretrizes em metas executáveis e garantir continuidade entre diferentes ciclos de governo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A somatização desses itens com a participação do setor produtivo, da academia e da sociedade civil permitiria corrigir rumos, reduzir conflitos institucionais e orientar investimentos públicos e privados às prioridades nacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Digitalização, modernização e ampliação da infraestrutura&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra preocupação apontada pelos conselheiros é a adoção tecnológica ainda desigual. Segundo a TIC Empresas 2025, apenas 17% dos negócios nacionais com dez ou mais pessoas ocupadas utilizavam IA, proporção que alcançava 50% entre as grandes empresas. A diferença aponta a necessidade de políticas específicas a pequenos e médios negócios, que sofrem mais restrições de crédito, conhecimento técnico e acesso a soluções digitais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, o conselho defende uma ampliação dos acessos à tecnologia, à inovação e ao crédito como condições para a transformação digital, a expansão da infraestrutura digital e a digitalização dos serviços públicos. Além disso, apoia as promoções da qualificação e da requalificação da força de trabalho, as reduções de barreiras regulatórias e de custos para a adoção tecnológica e o fortalecimento da inserção internacional do País, com semicondutores e cadeias tecnológicas estratégicas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA e soberania&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A IA amplia a competição por dados, capacidade computacional, energias, semicondutores e talentos especializados. Nesse contexto, a avaliação dos especialistas é que o Brasil deve desenvolver capacidades nacionais em IA de fronteira e expandir a própria infraestrutura de supercomputação e capacidade computacional, além de estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação tecnológica avançada. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se o País almeja obter soberania, deve buscar fortalecer suas tecnologias estratégicas ligadas à defesa e se inserir nas cadeias globais de maior valor agregado. O PBIA prevê investimentos de até R$ 23 bilhões e inclui infraestrutura de alto desempenho, pesquisa, inovação empresarial e melhoria dos serviços públicos. Na visão do conselho, é necessário que o País assegure a execução contínua e a conexão entre a pesquisa de ponta e aplicações capazes de elevar a produtividade e solucionar desafios nacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fortalecimento de cadeias estratégicas — como semicondutores, computação avançada, robótica, tecnologias quânticas e sistemas de defesa — deve considerar as competências já existentes no País e os segmentos em que a Nação pode ocupar posições de maior valor agregado. O Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon) oferece uma base institucional que precisa ser articulada à política de inovação e à atração de investimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cibersegurança e apoio às PMEs&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os crimes digitais, cada vez mais frequentes e avançados, exigem que o Brasil fortaleça sua segurança cibernética, protegendo especialmente as infraestruturas críticas e os serviços essenciais. Dentre as empresas, as micro e pequenas são as mais afetadas por esse tipo de crime e as que detêm menos recursos e capacidade operacional para lidar com as suas consequências. É por isso que esses negócios precisam de apoio nesse processo, com orientações práticas, padrões proporcionais, formação profissional e recursos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que a criação da Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber), em 2023, e da Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber), em 2025, signifiquem importantes passos nessa direção, o avanço ainda depende da governança operacional, da definição de responsabilidades, da integração entre estruturas públicas e privadas e de indicadores capazes de medir prevenção, resposta e recuperação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transformação digital para todos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que 27% dos empregos em seus países-membros estão em ocupações com alto risco de automação. Embora isso não signifique o desaparecimento automático dos postos laborais, o dado reforça a necessidade de antecipar mudanças, atualizar competências e apoiar trabalhadores e empresas durante a reorganização produtiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, medidas para democratizar o acesso à tecnologia são fundamentais. É preciso promover o letramento digital da população, ampliar programas de qualificação e requalificação profissionais, apoiar a adaptação dos trabalhadores aos impactos da IA e da automação e estimular a inclusão produtiva e o acesso às oportunidades da economia digital. Também é necessário desenvolver mecanismos de transição aos setores e ocupações mais afetados pelas transformações tecnológicas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A política de inclusão digital precisa, portanto, ir além do acesso à internet e incorporar educação continuada, qualificação profissional e estímulos à criação de novas atividades econômicas. O acompanhamento dos reflexos sobre emprego, renda e consumo também será fundamental para direcionar ações aos setores, territórios e grupos mais expostos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/sfAjwGDCQMc?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 10:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[A transformação silenciosa da China: país deixou de ‘copiar’ para liderar a revolução tecnológica ]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/a-transformacao-silenciosa-da-china-pais-deixou-de-copiar-para-liderar-a-revolucao-tecnologica</link><description>&lt;![CDATA[Estado asiático combinou estratégia de longo prazo e aprendizado com o Ocidente para inovar na Indústria, no Comércio e nos Serviços]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A China é, hoje, referência em inovação. O país concentra cerca de um terço da produção mundial e possui Produto Interno Bruto (PIB) per capita até 30% superior ao do Brasil. Mas a história nem sempre foi essa. Em 1975, o PIB chinês equivalia a praticamente um décimo do brasileiro. O que explica, então, o novo patamar do país asiático?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Rodolfo Fücher, vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasil Digital e membro do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, a chave para entender o avanço chinês nos últimos 50 anos está na visão estratégica do país e na busca constante por conhecimento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Inspirada nos planos de longo prazo para a reindustrialização da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), desde 1953 a China vem implementando planos de desenvolvimentos econômico e social, com focos reavaliados pelo governo a cada cinco anos. O país combinou a própria tradição de organização social, educação rigorosa e disciplina coletiva com uma visão estratégica promovida pela ciência para construir a tecnologia do século 21. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A China mostrou claramente que, apesar de toda essa cultura milenar, não tem conflito com a inovação”, comentou Fücher, durante reunião do conselho, realizada em 28 de agosto. De acordo com ele, o Estado chinês entendeu que investir em ciência e tecnologia seria uma forma de garantir crescimento socioeconômico para o país, com ganho de produtividade e geração de renda. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que uma revolução tecnológica, contudo, a China apostou na transformação humana, retirando mais de 800 milhões de pessoas da extrema pobreza, o que contribuiu para construir um enorme mercado consumidor. Entre 1978 e 1980, durante a sua abertura econômica, o país enviou mais de 8,8 milhões de cidadãos para estudar em universidades europeias e norte-americanas. Desse grupo, pelo menos 6 milhões retornaram ao país, aplicando o conhecimento adquirido do exterior. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Competir com a China é competir contra um ecossistema&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se, durante muito tempo, a China foi vista como um país que copiava tecnologias de outras nações, a realidade é que esse período também serviu para que o país compreendesse como estas funcionavam e, posteriormente, desenvolvesse iniciativas próprias. Com mão de obra barata e políticas que facilitaram a instalação de fábricas, a China passou a atrair empresas estrangeiras interessadas em produzir no país para exportar. Ao mesmo tempo, empresas chinesas começaram a ser contratadas para fabricar produtos de marcas internacionais, consolidando a nação asiática como a “fábrica do mundo”.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, o país se destaca pela capacidade de produzir em larga escala, com rapidez e crescente sofisticação tecnológica. O governo define prioridades estratégicas, enquanto universidades, capital, mercado, empresas e fornecedores atuam de forma articulada para desenvolver e levar essas tecnologias ao mercado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O vice-presidente do Instituto Brasil Digital acredita que é preciso uma mudança de percepção quando refletimos sobre os fatores que explicam a competitividade do país. “Não estamos competindo com uma empresa chinesa, mas com todo um ecossistema que se formou atrás daquele produto ou serviço que está vindo da China”, apontou ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para onde a China está olhando agora?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre 2006 e 2010, o país asiático investiu em ciência e infraestrutura, com o objetivo de desenvolver capacidade tecnológica própria. Em 2011 e 2015, o foco passou a ser a manufatura avançada, com investimentos em indústrias estratégicas e novos setores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já entre 2016 e 2020, a inovação esteve no centro da estratégia, com destaque para Big Data, computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e Internet Plus. De 2021 a 2025, o país passou a olhar para a economia digital, com ênfase em dados e digitalização industrial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, a China colocou a Inteligência Artificial (IA) como uma infraestrutura transversal a toda a economia. Na prática, isso significa incorporar a IA à manufatura, com fábricas inteligentes e produção autônoma, e ao Comércio, com experiências digitais e cadeias de suprimentos mais eficientes. Além disso, na saúde, diagnósticos mais precisos e medicina personalizada; nas finanças, com análise preditiva e gestão de riscos; e na agricultura, com monitoramento de clima e solos e aumento da produtividade, entre outros casos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, Pequim concentra o desenvolvimento de ciência e IA; Xangai, capital e mercado; Hangzhou, dados e economia digital; e Shenzhen, engenharia e manufatura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Brasil: parceiro estratégico&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço expressivo da China também faz refletir &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-recebe-delegacao-chinesa-para-promover-comercio-investimentos-e-novas-parcerias-empresariais"&gt;sobre as oportunidades para o Brasil&lt;/a&gt;. De acordo com Fücher, o país é extremamente importante para o gigante asiático. Enquanto a China concentra capacidades em áreas como IA, robótica, manufatura e produção em escala, o Brasil se destaca pela produção de energia limpa — um dos pontos estratégicos para os planos de desenvolvimento chineses e para seus objetivos relacionados à redução das emissões de carbono.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas a relação entre ambos não se resume à produção. Fücher ressaltou que o Brasil também pode representar um elo para empresas e serviços chineses interessados em alcançar outros mercados. “Graças ao &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-abre-mercado-e-cria-nova-rota-de-crescimento-para-empresas-brasileiras?%2Fnoticia%2Facordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-abre-mercado-e-cria-nova-rota-de-crescimento-para-empresas-brasileiras="&gt;recente acordo entre o Mercosul e a União Europeia,&lt;/a&gt; o Brasil pode ser uma ponte a empresas e serviços chineses chegarem até a comunidade europeia”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para se ter uma ideia desse potencial, o Mercosul reúne cerca de 260 milhões de pessoas e movimenta, aproximadamente, US$ 3 trilhões em PIB. Na América Latina, o mercado potencial alcança 650 milhões de pessoas e um PIB estimado entre US$ 6 trilhões e US$ 7 trilhões. A União Europeia amplia as perspectivas de integração com um mercado de cerca de 450 milhões de pessoas e PIB de aproximadamente US$ 18 trilhões. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, na visão do conselho da FecomercioSP, mais do que do que ser um parceiro estratégico, o Brasil poderia se inspirar no exemplo chinês de planejamento e visão de longo prazo. “Se olharmos para a história do País, nós praticamente fizemos o que a China está fazendo. É o caso da Embraer”, citou o conselheiro, ao explicar que para a criação da empresa também houve um processo de busca por conhecimento no exterior, com professores sendo trazidos para cá. “Quer dizer, nós temos um modelo, sabemos fazer. Eu acho que é uma questão muito mais de foco, planejamento e, obviamente, desejo político”, concluiu.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:02:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Consumidor 50+ ganha protagonismo e exige novas estratégias de mercado]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/consumidor-50-ganha-protagonismo-e-exige-novas-estrategias-de-mercado</link><description>&lt;![CDATA[Avanço da longevidade, digitalização e IA ampliam chances de empresas adaptarem atendimento e experiência de compra]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Os consumidores acima de 50 anos somam 60 milhões de pessoas no Brasil, representando 30% da população e quase 50% da renda familiar. Esse público movimenta R$ 2 trilhões ao ano, o equivalente a 17% do Produto Interno Bruto (PIB). Com um tíquete médio três vezes superior ao do público mais jovem, eles também fidelizam marcas, compram produtos de maior valor e mantêm a aquisição mesmo fora dos períodos de promoções.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O peso econômico se reflete em diferentes setores. No mercado imobiliário, por exemplo, o grupo representa 74% do valor faturado; nas saúdes pública e privada, 70%; nas universidades, 56%; e em turismo e hotelaria, 50%. No atacarejo, cuja maior parte dos clientes é formada por essa parcela populacional, houve crescimento de 141%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar desse peso econômico, poucas empresas contam com estratégias direcionadas a essa clientela, que não se restringe aos canais físicos. “Nós precisamos quebrar algumas crenças. O consumidor 50+ está em todos os canais. Ele é um cliente que, na sua jornada de decisão de compra, passa por vários ambientes”, explica Marlety Gubel, CEO e fundadora do Total Commerce 50+, que integra o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Longevidade avança no Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desafio de atender à clientela prateada também é reflexo de uma transformação demográfica acelerada.Segundo o Censo 2022, naquele ano, já havia no Brasil 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,6% da população. Em apenas 12 anos, esse contingente cresceu 56%. Ao mesmo tempo, a taxa de fecundidade caiu para 1,55 filho por mulher, o menor nível já registrado no País. A combinação entre maior longevidade e menor número de nascimentos está alterando progressivamente a estrutura etária nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto isso, o Brasil ainda se vê como uma nação jovem, com foco primordial das marcas na juventude. Os dados, contudo, apontam em outra direção: a expectativa é de que o País se torne o sexto maior entre as nações com populações mais velhas. Em três décadas, a perspectiva é que fique ainda mais longevo, enquanto a população tem cada vez menos filhos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“No Censo anterior ao de 2022, tínhamos uma média de três crianças por lar. Hoje, a média é de uma criança”, comenta Marlety. “Basicamente, antes nós nascíamos, crescíamos, nos aposentávamos aos 50 e morríamos aos 60. Agora, não. Nós vamos viver até os cem anos. O Brasil tem um dos institutos de genoma mais reconhecidos do mundo e, atualmente, quase 40 mil pessoas centenárias. Não é uma questão só de tempo, mas de qualidade de vida.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa transformação demográfica também muda a relação da população com o consumo, além de ampliar o desafio para as empresas, que precisam atender a um grupo mais maduro e, ao mesmo tempo, mais conectado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atendimento ainda é obstáculo para os 50+&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar disso, uma das queixas do público 50+ em relação ao consumo no varejo, segundo a CEO, é justamente a dificuldade com o atendimento. De acordo com Marlety, 65% se mostram insatisfeitos com essa etapa. “Eles reclamam que não são atendidos, apesar de altamente conectados”, explica. Há também um desejo de mais atenção do mercado: 87% pedem para serem ouvidos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da necessidade de adaptação ao novo perfil do consumidor, o problema também reflete a maior complexidade que as empresas enfrentam na hora de se relacionarem com a clientela. Com as mudanças no perfil da população e a evolução da tecnologia, o número e a variedade de canais de atendimento cresceram, assim como a diversidade de perfis de consumidores com que as marcas se relacionam.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Nós temos, hoje, pelo menos cinco gerações sendo atendidas ao mesmo tempo”, comenta a conselheira. Para a executiva, a principal dor do Comércio quanto à população 50+ ainda é o atendimento. Ela explica que as empresas ainda não têm a inovação necessária para aproveitar as oportunidades com a economia prateada, que é um dos públicos de maior potencial de consumo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Comércio, a mudança vai além de desenvolver produtos específicos a determinada faixa etária, exigindo a revisão da experiência de compra como um todo — de comunicação e desenho das lojas a usabilidade de sites e aplicativos, meios de pagamento, pós-venda e capacitação das equipes. A oportunidade está menos em tratar o consumidor 50+ como um nicho isolado e mais em incorporar a longevidade à estratégia dos negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Futuro do Comércio combina tecnologia e conexão&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As perspectivas apontam para um futuro marcado pela combinação entre alta tecnologia, contato humano e conexão com comunidades, virtuais, físicas ou ligadas ao entorno dos negócios. “Isso é muito importante para entendermos quais são as dimensões que precisamos trilhar para o atendimento das pessoas e das culturas”, enfatiza Marlety.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa integração entre tecnologia, atendimento intergeracional, experiências físico-digitais e relacionamento será cada vez mais importante para melhorar a retenção e aumentar o valor do cliente ao longo de sua relação com a empresa. A longevidade desse público também representa uma grande possibilidade. “Nós temos a oportunidade de fidelizar uma pessoa por 70 anos. Isso muda completamente o ecossistema de negócios”, pontua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Principalmente com as novas possibilidades proporcionadas pela Inteligência Artificial (IA) e seu impacto sobre o consumo, as pessoas com mais de 50 anos também devem mudar a forma de interagir com as marcas, apresentando novas demandas para o setor. Dentre as possibilidades que começam a surgir, destaca-se o uso de agentes de IA capazes de apoiar decisões de consumo, comparar preços e produtos, acompanhar entregas e identificar situações potencialmente fraudulentas. Para o público mais longevo, essas soluções podem ampliar conveniência e segurança, desde que sejam acompanhadas de interfaces acessíveis, transparência e proteção de dados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de eficiência e passa a fazer parte da própria estratégia de relacionamento com os clientes, que tendem a permanecer cada vez mais tempo no mercado de consumo.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:11:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Convênio do Confaz pode ampliar ganhos do Redata e fortalecer a atração de investimentos em infraestrutura digital]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/convenio-do-confaz-pode-ampliar-ganhos-do-redata-e-fortalecer-a-atracao-de-investimentos-em-infraestrutura-digital</link><description>&lt;![CDATA[Setor produtivo pede aprovação de medida que reduz em até 90% do ICMS sobre equipamentos destinados a datacenters]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Conselho Nacional de Pol&amp;iacute;tica Fazend&amp;aacute;ria (Confaz) tem a oportunidade de aprovar, nesta sexta-feira (4), um conv&amp;ecirc;nio que permite aos Estados reduzirem em at&amp;eacute; 90% o ICMS incidente sobre equipamentos de infraestrutura de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI) destinados a datacenters. Na esteira da aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo Senado Federal, do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata), na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a (1&amp;ordm;), a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio pelo Confaz poder&amp;aacute; oferecer condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais competitivas aos Estados na atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de investimentos em infraestrutura digital.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estimativas dos setores envolvidos, o ICMS representa uma parcela expressiva da carga tribut&amp;aacute;ria incidente sobre os equipamentos de TI necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses centros, sendo a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira at&amp;eacute; 33% superior &amp;agrave; observada em mercados concorrentes. Com o Redata e a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 90% do ICMS, os custos de investimento poderiam cair 21%, enquanto os benef&amp;iacute;cios relacionados aos tributos federais, isoladamente, produziriam uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o estimada em cerca de 4%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em carta encaminhada ao Confaz, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/a74fc96af6a8660475d0f659bb1cba62c0911c51.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;11 frentes parlamentares e 34 entidades representativas do setor produtivo&lt;/a&gt; &amp;mdash; como a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, integrante da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/em-carta-a-alcolumbre-setor-produtivo-pede-inclusao-do-redata-na-pauta-do-senado"&gt;coaliz&amp;atilde;o em defesa do regime&lt;/a&gt; &amp;mdash; pediram a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio. O documento foi enviado ao ministro Dario Durigan, ao secret&amp;aacute;rio Robinson Barreirinhas e aos representantes das Secretarias de Fazenda dos Estados, com o objetivo de ampliar a sensibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em torno da pauta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema est&amp;aacute; parado desde mar&amp;ccedil;o, diante da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Estados de que seria necess&amp;aacute;rio aguardar a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o regime federal antes de analisar o incentivo fiscal. Na vis&amp;atilde;o das entidades, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata, isoladamente, n&amp;atilde;o resolve a quest&amp;atilde;o da competitividade. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio que o Confaz e os secret&amp;aacute;rios de Fazenda avancem tamb&amp;eacute;m na dimens&amp;atilde;o estadual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na carta, as entidades ressaltam que o conv&amp;ecirc;nio e o Redata s&amp;atilde;o instrumentos complementares de uma mesma estrat&amp;eacute;gia nacional de competitividade, e n&amp;atilde;o pol&amp;iacute;ticas conflitantes. Al&amp;eacute;m disso, para os Estados, a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters poderia representar uma oportunidade concreta de desenvolvimentos econ&amp;ocirc;mico e regional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses empreendimentos mobilizam extensas cadeias de fornecedores, ampliam a demanda por infraestrutura energ&amp;eacute;tica e de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e estimulam a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de receitas e a atividade econ&amp;ocirc;mica nos territ&amp;oacute;rios onde est&amp;atilde;o instalados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o conv&amp;ecirc;nio n&amp;atilde;o obriga os Estados a concederem o benef&amp;iacute;cio, cada unidade da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o poderia avaliar a ades&amp;atilde;o e utilizar o instrumento de acordo com pr&amp;oacute;pria estrat&amp;eacute;gia de desenvolvimento. As frentes parlamentares e as entidades destacam que o debate n&amp;atilde;o deve ser encarado como uma competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o estadual. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Se um empreendimento optar por um Estado brasileiro em vez de outro, os investimentos, empregos e seus efeitos econ&amp;ocirc;micos permanecer&amp;atilde;o no Pa&amp;iacute;s. Se o projeto for direcionado a outros mercados, o Brasil perde o investimento, os empregos, a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o futura e a capacidade tecnol&amp;oacute;gica a ele associados&amp;rdquo;, enfatiza o documento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra quest&amp;atilde;o a ser considerada &amp;eacute; a necessidade de manter os dados e o grande volume de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em territ&amp;oacute;rio nacional. A soberania &amp;eacute; fundamental para a nova economia e representa tamb&amp;eacute;m em tema de seguran&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com um grande mercado consumidor, robustez na conectividade, disponibilidade territorial e capacidade de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de energia em uma matriz predominantemente renov&amp;aacute;vel, o Brasil se destaca como um destino natural para investimentos em datacenters, mas j&amp;aacute; enfrenta concorrentes com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es tribut&amp;aacute;rias mais favor&amp;aacute;veis. Assim, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio ap&amp;oacute;s o Redata possibilitaria que Uni&amp;atilde;o e Estados agissem de maneira coordenada, transformando as vantagens naturais e estruturais do Pa&amp;iacute;s em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es efetivamente competitivas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 11:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Manifesto pede articulação do Congresso pela aprovação do Redata]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/manifesto-pede-articulacao-do-congresso-pela-aprovacao-do-redata</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP, entidades produtivas e frentes parlamentares enfatizam urgência na aprovação do projeto diante da disputa por investimentos no setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, as frentes parlamentares e outras 34 entidades do setor produtivo reforçaram o apelo para que o governo federal, o Senado e a Câmara dos Deputados atuem de forma coordenada pela aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A votação do projeto está prevista para ocorrer nesta semana, conforme compromisso anunciado após o encontro entre os presidentes Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pedido é que eventuais alterações no texto — que podem demandar o retorno do PL 278/2026 à Câmara dos Deputados — sejam objeto de articulação prévia entre as duas Casas, com o objetivo de que as modificações possam ser apreciadas com celeridade e não impeçam a conclusão da matéria com brevidade. Confira, na íntegra, o manifesto elaborado pelas instituições &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/3f98c5f4240c049ce9faca982650ffc103144176.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupação se justifica porque, embora endosse a aprovação do PL, o setor produtivo entende que o texto ainda carece de aperfeiçoamento em alguns pontos, como a necessidade de incluir a Emenda 22, apresentada pelo senador Laercio Oliveira (PP/SE), que prevê a utilização de fontes complementares às renováveis, como gás natural, energia nuclear e biometano. O objetivo é garantir uma matriz elétrica confiável, diversificada e de baixa emissão, características essenciais para empreendimentos como os datacenters, que operam de maneira contínua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além desse aperfeiçoamento, as entidades também defendem a aprovação, em paralelo, do PL 74/2026, que permite ajustar aspectos orçamentários e financeiros necessários para dar segurança à implementação do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial e oportunidades para o Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), um datacenter com infraestrutura voltada para a Inteligência Artificial (IA) pode mobilizar aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos, gerar 12,5 mil empregos diretos e indiretos durante sua implementação e criar outros 1,86 mil postos de trabalho permanentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil se destaca como polo de atração desses investimentos por reunir mercado consumidor, conectividade e uma matriz elétrica predominantemente renovável. Além da geração de empregos, a alocação de recursos para a construção desses centros no País ampliaria a capacidade nacional em processamento e armazenamento de dados, fortaleceria a soberania nacional e promoveria o desenvolvimento da pesquisa e da inovação, bem como a autonomia tecnológica e a competitividade do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Carta Aberta enviada ao Congresso, as entidades ressaltam que aprovação do Redata complementa a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, a qual ampliará a capacidade brasileira de agregar valor aos insumos basilares às tecnologias do futuro. Além disso, o programa é fundamental para destravar a política tributária para o setor nos Estados. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), está em discussão um convênio que prevê a possibilidade de redução de até 90% do ICMS incidente sobre equipamentos destinados a datacenters. Assim, ao avançar na aprovação do Redata, União e Estados poderiam somar esforços para tornar o Brasil efetivamente competitivo nessa área.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A semana oferece, portanto, uma oportunidade singular para que Câmara e Senado avancem de maneira coordenada sobre o PL 278/2026 e o PLP 74/2026, ao mesmo tempo que a sua aprovação, em breve, permitirá aos Estados, por meio do Confaz, avançarem na construção do tratamento tributário estadual necessário para potencializar os investimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP e o &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo (Seinesp)&lt;/a&gt; seguirão acompanhando a tramitação do PLP 278/2026, atenta aos impactos para os setores de Comércio e Serviços, em especial no Estado de São Paulo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[LGPD, além de proteger dados, contribuí para um ambiente favorável à IA e à inovação]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/lgpd-alem-de-proteger-dados-contribui-para-um-ambiente-favoravel-a-ia-e-a-inovacao</link><description>&lt;![CDATA[Em evento da ANPD, FecomercioSP destaca papel da norma para garantir segurança jurídica e previsibilidade no uso da IA]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode contribuir para a governança da Inteligência Artificial (IA) ao conciliar proteção de direitos, inovação e competitividade. Na avaliação da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, a lei e sua regulamentação pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) são fundamentais para criar condições para que as organizações utilizem dados e novas tecnologias com mais segurança e geração de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os desafios relacionados à implementação da LGPD e à governança digital foram tema do &lt;strong&gt;3º Encontro de Encarregados: Proteção e Governança em Ação&lt;/strong&gt;, promovido pela ANPD, na última quarta-feira (19), em Brasília. O evento reuniu encarregados pelo tratamento de dados pessoais, especialistas e representantes dos setores público e privado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao participar do painel “Proteção de Dados e Uso de IA Generativa nas Instituições Públicas e Privadas”, Rony Vainzof, &lt;strong&gt;advisor&lt;/strong&gt; em regulação digital da FecomercioSP, destacou que o Direito e a regulação devem funcionar como impulsionadores da inovação. “A LGPD cumpre um papel importantíssimo, que é o de possibilitar que as organizações adotem soluções de IA que envolvam dados pessoais com segurança jurídica e previsibilidade.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro também abordou a importância dos encarregados para o sucesso desse processo. Mais do que assegurar a conformidade com a LGPD, esses profissionais são fundamentais para a inovação responsável ao integrarem, cada vez mais, proteção de dados, cibersegurança e governança ética da IA. Foram discutidos ainda os impasses relacionados a vieses, alucinações e ameaças cibernéticas, além de temas como uso de dados sensíveis, explicabilidade, revisão de decisões automatizadas e equilíbrio entre transparência e segredos de negócio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conclusão é que a gestão responsável considera não apenas riscos regulatórios, mas também impactos consumeristas, éticos, operacionais, reputacionais e de segurança. “Hoje, a governança precisa ser parte da cultura organizacional das corporações”, ressaltou Vainzof. De acordo com ele, isso exige responsabilidades claras, supervisão efetiva, avaliação contextual de riscos e conhecimento sobre o uso e os reflexos da tecnologia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, não significa que as organizações precisem criar estruturas de governança de IA completamente novas. “Processos já existentes podem ser ampliados para contemplar sistemas e casos de uso de IA”, afirmou, ao citar ferramentas como inventários, comitês multidisciplinares, avaliações de impacto, &lt;strong&gt;due diligence&lt;/strong&gt; de fornecedores, gestão de incidentes e treinamentos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 10:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[proteção de dados]]</category></item></channel></rss>
