<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/economia</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação de índices, estudos técnicos da assesoria econômica e sondagens do comércio, além de posicionamentos sobre a economia do país]]</description><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 21:54:37 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/economia</link><url>http://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Crédito caro e endividamento colocam empresas no modo sobrevivência]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/credito-caro-e-endividamento-colocam-empresas-no-modo-sobrevivencia</link><description>&lt;![CDATA[Com quase 9 milhões de inadimplentes no País, gestão financeira é primordial para preservar caixa, renegociar dívidas e rever custos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O aumento do endividamento das empresas brasileiras deixou de ser apenas um indicador econ&amp;ocirc;mico e passou a representar um sinal concreto de risco para a sobreviv&amp;ecirc;ncia dos neg&amp;oacute;cios. Frente a juros elevados, cr&amp;eacute;dito caro e desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo, empresas de diferentes portes vivem em um ambiente financeiro mais apertado &amp;mdash; principalmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os, setores mais dependentes da renda das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo dados da Serasa Experian, a inadimpl&amp;ecirc;ncia dos neg&amp;oacute;cios brasileiros encerrou 2025 em patamar recorde, com 8,9 milh&amp;otilde;es de CNPJs negativados e estoque de d&amp;iacute;vidas em atraso de R$ 212,8 bilh&amp;otilde;es. O quadro permaneceu pressionado no in&amp;iacute;cio deste ano, com o indicador de empresas inadimplentes em mar&amp;ccedil;o atingindo o mesmo patamar de dezembro de 2025, indicando que o problema n&amp;atilde;o se limita a um ajuste pontual, mas reflete deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira persistente em um ambiente de juros ainda elevados e cr&amp;eacute;dito seletivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/8a8c98a7c39355ef4e1c945b8c679bc0ff779a44.png" style="width: 633px; height: 358px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A quest&amp;atilde;o atual vai al&amp;eacute;m da desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vendas. Para a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o principal problema est&amp;aacute; na deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras das empresas, causada pelo aperto monet&amp;aacute;rio prolongado e pela perda de capacidade de consumo das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, mais de 70% das fam&amp;iacute;lias est&amp;atilde;o endividadas e cerca de 21% j&amp;aacute; est&amp;atilde;o inadimplentes, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl&amp;ecirc;ncia do Consumidor (PEIC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto chega rapidamente &amp;agrave;s empresas. Mesmo com o Com&amp;eacute;rcio no Estado registrando faturamento recorde superior a R$ 1,5 trilh&amp;atilde;o em 2025, houve desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas vendas no segundo semestre do ano, incluindo per&amp;iacute;odos tradicionalmente fortes, como Black Friday e Natal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As receitas crescem menos; o custo financeiro sobe; as margens ficam comprimidas; o capital de giro perde for&amp;ccedil;a. E o caixa passa a ser o principal fator de sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MPEs s&amp;atilde;o as mais vulner&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; ainda mais delicada para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Dos neg&amp;oacute;cios inadimplentes registrados em janeiro de 2026, 8,3 milh&amp;otilde;es pertencem a esse grupo, respons&amp;aacute;vel por R$ 176,1 bilh&amp;otilde;es em d&amp;iacute;vidas acumuladas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m do peso das d&amp;iacute;vidas, essas empresas t&amp;ecirc;m menos acesso a linhas estruturadas de cr&amp;eacute;dito e dependem mais de financiamentos de curto prazo, justamente os mais caros em um ciclo de juros elevados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os setores mais afetados pela inadimpl&amp;ecirc;ncia s&amp;atilde;o os Servi&amp;ccedil;os, com 55,3% dos registros, seguido pelo Com&amp;eacute;rcio (32,7%) e pela Ind&amp;uacute;stria (8,1%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/ea5aa3f8564c683fd08898df258c09bbfa48e320.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais avan&amp;ccedil;am no Pa&amp;iacute;s&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira das empresas j&amp;aacute; aparece no avan&amp;ccedil;o dos pedidos de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial. Em 2025, mais de 2,4 mil recorreram ao mecanismo, alta de 13% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior. Agricultura, Servi&amp;ccedil;os e Com&amp;eacute;rcio lideram os pedidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, no entanto, o avan&amp;ccedil;o das recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais n&amp;atilde;o representa necessariamente uma explos&amp;atilde;o de fal&amp;ecirc;ncias, mas um movimento crescente de reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira diante de um cen&amp;aacute;rio de cr&amp;eacute;dito mais restritivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;prio n&amp;uacute;mero de pedidos de fal&amp;ecirc;ncia caiu no per&amp;iacute;odo, indicando que muitas empresas buscam alternativas para preservar opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes do encerramento definitivo das atividades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/4e91a3fa5fabf1e12737a061170cf75a786ce306.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fluxo de caixa supera lucro como prioridade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade ressalta que o contexto atual exige mudan&amp;ccedil;a estrutural na forma de gest&amp;atilde;o das empresas. Em ciclos de expans&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica, o foco costuma estar no crescimento e no ganho de mercado. Agora, a prioridade &amp;eacute; preservar liquidez, proteger o caixa e manter a capacidade operacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, o fluxo de caixa passa a ser mais importante do que o lucro isoladamente. Empresas excessivamente dependentes de cr&amp;eacute;dito de curto prazo ou da rolagem constante de d&amp;iacute;vidas tornam-se mais vulner&amp;aacute;veis em um sistema financeiro mais seletivo e de capital caro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP recomenda que empres&amp;aacute;rios adotem medidas preventivas para preservar a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reduzir o risco financeiro. O primeiro passo &amp;eacute; refor&amp;ccedil;ar o controle rigoroso do fluxo de caixa, com proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es realistas e monitoramento permanente das entradas e sa&amp;iacute;das de recursos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;iacute;vidas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; considerada fundamental. Alongar prazos, revisar juros e reorganizar passivos podem aliviar a press&amp;atilde;o financeira no curto prazo e dar f&amp;ocirc;lego para a continuidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; revisar de maneira profunda a estrutura de custos. Em um ambiente de crescimento mais lento, efici&amp;ecirc;ncia operacional deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser requisito b&amp;aacute;sico de sobreviv&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologias e solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) para ganho de produtividade pode ajudar empresas a reduzir despesas e otimizar processos. A gest&amp;atilde;o de estoques tamb&amp;eacute;m ganha relev&amp;acirc;ncia. Estoques elevados imobilizam capital e comprometem liquidez. J&amp;aacute; estoques insuficientes podem resultar em perda de vendas. O equil&amp;iacute;brio entre oferta e demanda torna-se decisivo em um momento de mais cautela do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da gest&amp;atilde;o financeira, a FecomercioSP alerta para os riscos jur&amp;iacute;dicos associados ao agravamento das dificuldades econ&amp;ocirc;micas. Em casos de irregularidades na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como confus&amp;atilde;o patrimonial, fraude ou desvio de finalidade, os s&amp;oacute;cios podem ser responsabilizados pessoalmente pelas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a conjuntura exige cautela e mais estrat&amp;eacute;gia. Em um contexto de juros altos e cr&amp;eacute;dito restrito, sobreviver depender&amp;aacute; cada vez mais da capacidade de preservar caixa, adaptar opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e tomar decis&amp;otilde;es com rapidez.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 14 May 2026 11:13:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[PIX cresce 34% e se torna maior vetor da digitalização dos meios de pagamento no Brasil ]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/pix-cresce-34-e-se-torna-maior-vetor-da-digitalizacao-dos-meios-de-pagamento-no-brasil-1</link><description>&lt;![CDATA[Apesar da alta, cartão de crédito segue relevante com uso impulsionado pela flexibilidade de pagamento e manutenção do consumo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O PIX se consolidou como o principal meio de pagamento nas liquida&amp;ccedil;&amp;otilde;es imediatas, especialmente em opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; vista, de menor valor e maior frequ&amp;ecirc;ncia. Estudo da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; mostra que, em termos nominais, o volume movimentado nessa modalidade cresceu 34%, entre 2024 e 2025, atingindo R$ 35,3 trilh&amp;otilde;es, ap&amp;oacute;s os R$ 26,4 trilh&amp;otilde;es observados em 2024.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Volume anual de Pix transacionado entre 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Em R$% trilh&amp;otilde;es&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central do Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a49a0ca1bd40cc2a33d21240e03ceada7ac88372.png" style="width: 400px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;O levantamento, feito com base nos dados do Banco Central (BC), aponta um crescimento ainda mais expressivo entre o quarto trimestre de 2023 e o mesmo per&amp;iacute;odo de 2025, com alta de 93%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Volume Trimestral de Pix Transacionado e Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; 4&amp;ordm; trimestres de 2023 e de 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/846a979cdf7b6c2c7fbca4197fbcbc935e987e34.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;O crescimento da modalidade, ao permitir liquida&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais r&amp;aacute;pida e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o na depend&amp;ecirc;ncia dos prazos do cart&amp;atilde;o, melhora o fluxo de caixa das empresas, principalmente entre pequenos neg&amp;oacute;cios e prestadores de servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito mant&amp;eacute;m relev&amp;acirc;ncia no consumo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do avan&amp;ccedil;o do PIX, o cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito segue relevante, impulsionado pela necessidade das fam&amp;iacute;lias de sustentar o consumo e pelo parcelamento. Al&amp;eacute;m da flexibilidade, o cart&amp;atilde;o amplia o poder de compra no curto prazo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Volume anual transacionado no cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito entre 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Em R$% trilh&amp;otilde;es&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/fd2c2c70af932e0aeeffb9054fff09f10f3b24e4.png" style="width: 400px;" class="fr-fic fr-dib"&gt; Segundo o estudo, o volume movimentado em cart&amp;otilde;es de cr&amp;eacute;dito cresceu 14%, em termos nominais, entre 2024 e 2025, passando de R$ 2,6 para R$ 3 trilh&amp;otilde;es. J&amp;aacute; na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o quarto trimestre de 2023 e de 2025, a alta foi de 30%. Em valores nominais, o total transacionado passou de R$ 630,7 bilh&amp;otilde;es para R$ 821,3 bilh&amp;otilde;es.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Volume Trimestral Transacionado no Cart&amp;atilde;o de Cr&amp;eacute;dito e Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o Trimestral &amp;ndash;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;4&amp;ordm; trimestres de 2023 de 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/46a1ff3ac2728730a93d588ff4ecb4e09cac5d78.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Queda do MDR melhora margens, mas de forma gradual&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o uso ainda intenso do cart&amp;atilde;o, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da taxa de desconto (MDR, do ingl&amp;ecirc;s &amp;ldquo;Merchant Discount Rate&amp;rdquo;) beneficia os lojistas ao melhorar as margens &amp;mdash; sobretudo em setores com maior volume de vendas nessa modalidade. Mesmo pequenas quedas j&amp;aacute; geram efeito relevante, em especial nos neg&amp;oacute;cios com margens mais apertadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre o terceiro trimestre de 2024 e de 2025, as taxas m&amp;eacute;dias recuaram nas tr&amp;ecirc;s fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es do cart&amp;atilde;o. O cr&amp;eacute;dito seguiu como a modalidade mais cara, enquanto o d&amp;eacute;bito &amp;eacute; a mais barata e o pr&amp;eacute;-pago ocupa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o intermedi&amp;aacute;ria. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Taxas de Desconto por Fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos 3&amp;ordm; trimestres de 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/6ac5b04ccdb02d29659adfec45ca9a6c404beb44.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento reflete maior concorr&amp;ecirc;ncia entre credenciadoras, ganhos de escala, amadurecimento tecnol&amp;oacute;gico e a press&amp;atilde;o do PIX. Assim, o MDR do cr&amp;eacute;dito caiu de 2,36%, em 2022, para 2,15%, em 2025; o d&amp;eacute;bito recuou de n&amp;iacute;veis acima de 1,16% para 1,08%; e o pr&amp;eacute;-pago passou de 1,68%, em 2021, para 1,47%, em 2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, a concorr&amp;ecirc;ncia com o PIX e a busca por efici&amp;ecirc;ncia devem manter a press&amp;atilde;o por redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custo no mercado de cart&amp;otilde;es, ainda que de forma gradual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Parcelamento e canal online mant&amp;ecirc;m custo elevado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da queda no MDR, o parcelamento continua sendo um dos principais fatores de custo do cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito. Isso exige das empresas decis&amp;otilde;es mais criteriosas sobre o n&amp;uacute;mero de parcelas, a diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por produto, o canal e o perfil de clientes, al&amp;eacute;m da revis&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas de parcelamento sem juros. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 4]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Taxas de Desconto por N&amp;uacute;mero de Parcelas nos 3&amp;ordm; trimestres de 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/4da038fd8df7e02c488b8b71b2e5798c384d0904.png" class="fr-fic fr-dib" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tecnologia tamb&amp;eacute;m influencia os custos. O canal online segue como o mais caro, em raz&amp;atilde;o dos grandes riscos operacionais e de fraude. Os pagamentos recorrentes cresceram 11% e demandam aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente em servi&amp;ccedil;os por assinatura, enquanto o pagamento por aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o permaneceu est&amp;aacute;vel. J&amp;aacute; os canais presenciais eletr&amp;ocirc;nicos (chip e tarja) continuam sendo os mais eficientes em termos de custos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 5]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Taxas de Desconto por Tipo de Captura nos 3&amp;ordm; trimestres de 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central do Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/0c4e534f79e3316dc488e081946318a13ca292c0.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as taxas mais elevadas no cr&amp;eacute;dito parcelado e nas vendas online indicam que o custo financeiro ainda pesa na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os. Com o avan&amp;ccedil;o do e-commerce, que apresenta maior custo de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as empresas precisam aprimorar a gest&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os, fretes, antifraude e meios de pagamento. Incentivar op&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais baratas, usar o parcelamento com crit&amp;eacute;rio e monitorar o impacto do online sobre a margem s&amp;atilde;o medidas essenciais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Concorr&amp;ecirc;ncia entre meios amplia efici&amp;ecirc;ncia e op&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em s&amp;iacute;ntese, o avan&amp;ccedil;o do PIX, a perman&amp;ecirc;ncia do cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito e a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos custos de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pagamentos eletr&amp;ocirc;nicos refletem diretamente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os, seja no volume de vendas, seja na estrutura de custos, seja no fluxo de caixa, seja na competitividade. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expans&amp;atilde;o da modalidade n&amp;atilde;o implica substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o total do cart&amp;atilde;o, mas tende a suceder meios menos eficientes. Ao mesmo tempo, intensifica a concorr&amp;ecirc;ncia e amplia o poder de escolha dos neg&amp;oacute;cios na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas estrat&amp;eacute;gias de recebimento.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 14 May 2026 09:51:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Juros, inflação e efeito calendário fazem Comércio paulista registrar um dos piores resultados em vendas para fevereiro]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/juros-inflacao-e-efeito-calendario-fazem-comercio-paulista-registrar-um-dos-piores-resultados-em-vendas-para-fevereiro</link><description>&lt;![CDATA[Oito das nove atividades pesquisadas sofreram queda no faturamento; no acumulado do primeiro bimestre, houve retração de 5,4%]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;As vendas do Com&amp;eacute;rcio varejista paulista registraram queda de 7,5% em fevereiro, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. Os dados da Pesquisa Conjuntural do Com&amp;eacute;rcio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Sefaz/SP) apontam para um dos piores resultados da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica para o m&amp;ecirc;s de fevereiro. O faturamento real atingiu R$ 110,1 bilh&amp;otilde;es, valor R$ 8,9 bilh&amp;otilde;es inferior ao apurado ao mesmo per&amp;iacute;odo de 2025 [tabela 1]. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Com&amp;eacute;rcio Varejista &amp;mdash; Estado de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/5a0180ee1843eefdc415bd3589d21772a62e39f5.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, o cen&amp;aacute;rio de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo das fam&amp;iacute;lias j&amp;aacute; era esperado, tanto pela forte base de compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o quanto por aspectos macroecon&amp;ocirc;micos &amp;mdash; como juros altos, que impactam as vendas de bens dur&amp;aacute;veis, dependentes de cr&amp;eacute;dito. Vale ressaltar, por&amp;eacute;m, que essa queda foi potencializada pelo efeito calend&amp;aacute;rio, j&amp;aacute; que o carnaval neste ano ocorreu em fevereiro (em 2025, foi mar&amp;ccedil;o), resultando em menos dias &amp;uacute;teis e afetando o faturamento do setor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o acumulada no primeiro bimestre ficou negativa em 5,4%, o que representa um faturamento R$ 13,1 bilh&amp;otilde;es inferior ao obtido no mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. J&amp;aacute; no acumulado em 12 meses, o varejo ainda apresenta crescimento (1,8%), indicando que a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais recente, concentrada nos &amp;uacute;ltimos meses.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as atividades pesquisadas, oito apresentaram retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em seu faturamento: eletrodom&amp;eacute;sticos, eletr&amp;ocirc;nicos e lojas de departamento (-23,2%); lojas de m&amp;oacute;veis e decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o (-13,9%); materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o (-13,1%); outras atividades (-12,4%); autope&amp;ccedil;as e acess&amp;oacute;rios (-9,9%); concession&amp;aacute;rias de ve&amp;iacute;culos (-5,7%); supermercados (-3,5%); e lojas de vestu&amp;aacute;rio, tecidos e cal&amp;ccedil;ados (-3,4%), apontando um movimento de queda disseminado entre os segmentos. Apenas farm&amp;aacute;cias e perfumarias apresentaram estabilidade, mantendo o n&amp;iacute;vel de faturamento em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano anterior [tabela 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Com&amp;eacute;rcio Varejista &amp;mdash; Estado de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/fc8caddac7a507383706c48b6c243f2c0ef80fcb.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As maiores quedas foram observadas em segmentos dependentes de financiamento e sens&amp;iacute;veis ao custo de cr&amp;eacute;dito, que tamb&amp;eacute;m refletiram o movimento de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas compras, especialmente em um cen&amp;aacute;rio de or&amp;ccedil;amento j&amp;aacute; pressionado. No entanto, nos segmentos ligados ao consumo b&amp;aacute;sico, como supermercados e farm&amp;aacute;cias, o desempenho se mostra mais resiliente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Entidade, esse comportamento sugere um processo de recomposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, no qual os consumidores ajustam gastos, substituem produtos e buscam alternativas mais econ&amp;ocirc;micas, sem deixar de atender &amp;agrave;s necessidades essenciais dos lares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Faturamento do Com&amp;eacute;rcio na capital recua mais de 10%&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As vendas do varejo na capital paulista em fevereiro tamb&amp;eacute;m sofreram queda (-10,5%) em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. Trata-se de um dos piores resultados para fevereiro na s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. A cidade atingiu uma receita de R$ 32,9 bilh&amp;otilde;es no m&amp;ecirc;s, sendo uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de R$ 3,9 bilh&amp;otilde;es frente a fevereiro de 2025.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O acumulado do ano &amp;mdash; que foi negativo (-7,7%) &amp;mdash;, em termos de valores, representa uma retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cerca de R$ 5,7 bilh&amp;otilde;es, em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o ano anterior.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Com&amp;eacute;rcio Varejista &amp;mdash; Cidade de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/95232e6131d263e5c03d43abf97cd259fa9e3edc.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, foram observadas quedas em todas as atividades, indicando um cen&amp;aacute;rio de enfraquecimento disseminado da demanda, puxada por segmentos com maior peso no faturamento. Isso significa que a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o est&amp;aacute; concentrada apenas nos bens dur&amp;aacute;veis: o desempenho dos supermercados sugere que o ajuste no consumo j&amp;aacute; atinge tamb&amp;eacute;m os itens essenciais, refletindo um quadro de compress&amp;atilde;o mais ampla do or&amp;ccedil;amento familiar. Da mesma forma, as quedas em farm&amp;aacute;cias e vestu&amp;aacute;rio refor&amp;ccedil;am a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo, inclusive em categorias recorrentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; no elevado custo de vida, aliado ao peso das despesas fixas &amp;mdash; como moradia, transporte e servi&amp;ccedil;os &amp;mdash;, que reduz a renda dispon&amp;iacute;vel para consumo no varejo. Al&amp;eacute;m disso, o perfil urbano torna o consumo mais sens&amp;iacute;vel &amp;agrave;s condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras e &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as de comportamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o contexto de taxas de juros elevadas, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cr&amp;eacute;dito e alto n&amp;iacute;vel de endividamento familiar limita a capacidade de consumo, principalmente para bens de maior valor agregado. Dessa forma, observa-se um comportamento mais cauteloso por parte dos consumidores, que priorizam as despesas essenciais e posterga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compras n&amp;atilde;o urgentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, pesquisas indicam que o avan&amp;ccedil;o das apostas online tem exercido press&amp;atilde;o adicional sobre o or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, contribuindo para o aumento do endividamento e reduzindo a capacidade de consumo em outros segmentos. Ent&amp;atilde;o, as apostas passaram a atuar tamb&amp;eacute;m como um fator concorrente ao varejo tradicional, ao disputar parcela da renda dispon&amp;iacute;vel da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente em gastos n&amp;atilde;o essenciais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 14 May 2026 09:47:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Mobilização do setor produtivo pede aprovação urgente do regime especial para datacenters]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters</link><description>&lt;![CDATA[Ao lado de entidades representativas da Indústria, de Tecnologia e de Infraestrutura Digital, FecomercioSP cobra avanço da medida no Congresso Nacional]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;enviou, ao Congresso Nacional, um pedido para a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o urgente do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata). A medida &amp;eacute; considerada essencial para destravar investimentos no setor. Contudo, ainda n&amp;atilde;o foi pautada no Senado. O texto teve origem na Medida Provis&amp;oacute;ria (MP) 1.318/2025, que perdeu a validade em 25 de fevereiro sem ter sido apreciada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade assinou um manifesto elaborado por frentes parlamentares do setor produtivo e por entidades representativas da Ind&amp;uacute;stria, da Tecnologia e da Infraestrutura Digital, que solicitam a delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata da medida. Al&amp;eacute;m da FecomercioSP, o documento tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; assinado pelo &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Seinesp)&lt;/a&gt; e por outras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es &lt;strong&gt;confira o documento na &amp;iacute;ntegra&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1p4XSJYtqmMi7FaK_uLSEAnJPbTMtLrWj/view?usp=sharing"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Datacenters lideram investimentos globais e abrem janela para o Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com um relat&amp;oacute;rio da Confer&amp;ecirc;ncia das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas sobre Com&amp;eacute;rcio e Desenvolvimento (UNCTAD), o &lt;strong&gt;Global Investment Trends Monitor&lt;/strong&gt;, edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 50, de janeiro de 2026, um quinto dos valores investidos em novos projetos do tipo &lt;strong&gt;greenfield&lt;/strong&gt; foi destinado a datacenters em 2025. Os aportes superaram US$ 270 bilh&amp;otilde;es no &amp;uacute;ltimo ano. Trata-se do setor que mais recebeu investimentos, superando atividades como as de &amp;oacute;leo e g&amp;aacute;s, semicondutores, ind&amp;uacute;stria automobil&amp;iacute;stica e energia renov&amp;aacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses centros para processamento de dados e aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) envolve valores bilion&amp;aacute;rios e pode gerar empregos mais qualificados, al&amp;eacute;m de estimular o desenvolvimento do setor el&amp;eacute;trico, da cadeia de fornecedores locais e da qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;atilde;o de obra. Para o Brasil, n&amp;atilde;o se trata apenas de seguir uma tend&amp;ecirc;ncia global, mas de uma oportunidade &amp;uacute;nica: o Pa&amp;iacute;s conta com uma matriz energ&amp;eacute;tica limpa, um sistema interligado robusto e estabilidades institucional e geopol&amp;iacute;tica. Essas s&amp;atilde;o caracter&amp;iacute;sticas fundamentais para atrair boa parte dos investidores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters &amp;eacute; at&amp;eacute; 35% mais cara no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, para se consolidar como um destino estrat&amp;eacute;gico, o Brasil ainda precisa avan&amp;ccedil;ar na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ambiente regulat&amp;oacute;rio moderno, seguro e competitivo. Atualmente, a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um datacenter em territ&amp;oacute;rio nacional custa 26% mais do que nos Estados Unidos e 35% mais do que no Chile. Em grande parte, essa diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; resultado do alto custo de aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servidores (equipamentos de TI) no Pa&amp;iacute;s, que correspondem a 62% dos custos desses centros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata (PL 278/2026), o mercado brasileiro poderia contar com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais competitivas para atrair investimentos locais e estrangeiros no setor. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/para-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa?%2Fnoticia%2Fpara-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa="&gt;O projeto prev&amp;ecirc; a isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos de Tecnologias da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TIC&lt;/a&gt;), importados ou produzidos no Brasil, destinados a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters. Em contrapartida, as empresas dever&amp;atilde;o destinar 2% do valor dos produtos adquiridos, nacionais ou importados, em investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da an&amp;aacute;lise da medida, as entidades pedem no manifesto a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei Complementar (PLP) 74/2026, que remete aos aspectos jur&amp;iacute;dicos-or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rios da caducidade da MP 1.318/2025, assegurando seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, previsibilidade regulat&amp;oacute;ria e competitividade internacional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Diversos projetos relevantes aguardam exclusivamente esse marco legal para avan&amp;ccedil;ar com suas decis&amp;otilde;es de investimento no Brasil&amp;rdquo;, alertam os setores no documento encaminhado ao presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (Uni&amp;atilde;o/AP).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es tamb&amp;eacute;m lembram a import&amp;acirc;ncia do projeto para a soberania digital e a seguran&amp;ccedil;a digital do Pa&amp;iacute;s e pedem aprimoramento do texto legislativo a fim de contemplar fontes de energia n&amp;atilde;o sujeitas &amp;agrave; intermit&amp;ecirc;ncia. &amp;ldquo;A inclus&amp;atilde;o dessas fontes contribuir&amp;aacute; para reduzir riscos operacionais, aumentar a confiabilidade do sistema e proporcionar mais seguran&amp;ccedil;a aos investidores&amp;rdquo;, afirmam. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua da FecomercioSP na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde o an&amp;uacute;ncio da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata pelo Executivo, a FecomercioSP se mobiliza para contribuir para a medida, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/incentivos-fiscais-sem-considerar-infraestrutura-existente-podem-comprometer-eficacia-da-politica-nacional-de-datacenters?%2Fnoticia%2Fincentivos-fiscais-sem-considerar-infraestrutura-existente-podem-comprometer-eficacia-da-politica-nacional-de-datacenters="&gt;apresentando sugest&amp;otilde;es de aprimoramento ao texto&lt;/a&gt;. A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei (PL) 278/2025 &amp;eacute; considerada pela Entidade como fundamental para que o Brasil se posicione em um cen&amp;aacute;rio de intensa competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o global por investimentos em infraestrutura digital.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por meio do seu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, e em conjunto com o Seinesp, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o defendeu, contudo, mais isonomia e racionalidade econ&amp;ocirc;mica no projeto. O PL prev&amp;ecirc; a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 20% nas contrapartidas exigidas de empreendimentos localizados nas regi&amp;otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das entidades, pode incentivar investidores a optarem por vantagens tribut&amp;aacute;rias &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital="&gt;sem considerar fatores t&amp;eacute;cnicos relevantes, como a infraestrutura j&amp;aacute; instalada&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a FecomercioSP e o Seinesp solicitaram ajustes no desenho da proposta para garantir que as contrapartidas exigidas para ades&amp;atilde;o ao regime sejam ison&amp;ocirc;micas entre as diferentes regi&amp;otilde;es brasileiras, abrangendo tanto investimentos em equipamentos quanto aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em pesquisa e demais obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuar&amp;aacute; acompanhando os desdobramentos da medida para garantir que o projeto atenda &amp;agrave;s necessidades do setor produtivo e estimule novos investimentos no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 12 May 2026 10:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Inflação, juros altos e dúvidas derrubam expectativas e confiança do consumidor recua 3,8% em São Paulo]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/inflacao-juros-altos-e-duvidas-derrubam-expectativas-e-confianca-do-consumidor-recua-3-8-em-sao-paulo-1</link><description>&lt;![CDATA[Intenção de consumo das famílias sugere compras mais planejadas e mais seletividade e sensibilidade a preços, crédito e promoções]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor paulistano segue mais confiante do que há um ano, mas já começa a revisar as perspectivas. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,8% em abril, para 121,1 pontos, segundo a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A retração foi puxada pelo Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que recuou 5% em relação a março. Na comparação anual, o ICC ainda registra alta, de 9,1%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Confiança do Consumidor (ICC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/f0bfd2e46583065a30b6c0659adb09686e72dbaa.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do patamar elevado em comparação com o ano passado, os juros altos, a inflação persistente e a maior incerteza externa — como as tensões no Oriente Médio — têm levado os paulistanos a adotarem uma postura mais cautelosa: o consumo ainda se mantém no presente, mas as dúvidas quanto ao futuro começam a influenciar as decisões.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), outra variável que compõe o ICC, apontou redução de 1,9% na comparação mensal, passando para 119,1 pontos. Embora a pontuação esteja acima do limiar que separa o pessimismo do otimismo, revelando que ainda há sustentação do consumo no curto prazo, já é possível identificar mudanças no comportamento dos lares. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;e de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/644a668cf825eed356362c9f0114d6b2c321de57.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP acredita que esse movimento é típico de inflexões do ciclo econômico: o consumo não recua de imediato, mas se torna mais planejado, sensível a preços e seletivo. O ciclo, portanto, não se inverteu, mas perdeu força. Para o varejo, isso implica mais foco nos preços e na percepção de valor, além de crédito mais conservador, gestão eficiente de estoques e mais segmentação do público. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Queda disseminada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em abril, quase todos os grupos do ICC recuaram. Entre os consumidores com renda superior a dez salários mínimos e público de até 35 anos, a queda foi de 6,3%, e entre as mulheres, de 6,2%. Apenas o grupo com 35 anos ou mais apresentou leve alta (0,5%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da redução mensal&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o ICEA obteve alta de 14,6% em relação a abril de 2025, refletindo mercado de trabalho resiliente e renda ainda sustentada. O IEC, por sua vez, atualmente em 122,4 pontos, cresceu 5,8%. Em abril, a piora foi mais forte entre consumidores de maior renda (-8,1%) e jovens (-8,4%), grupos mais sensíveis às condições financeiras e que tendem a antecipar movimentos do ciclo econômico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, os desafios macroeconômicos atuais — como a manutenção de juros elevados por um longo período, que encarece o crédito e aumenta o endividamento; a inflação persistente, especialmente no setor de Serviços; a maior seletividade na concessão de crédito, que restringe o consumo financiado; e as incertezas geopolíticas, que elevam a volatilidade global e pressionam os preços de energia e logística — estão levando os consumidores a adotarem uma postura mais conservadora quanto às suas perspectivas de consumo e renda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acompanhando esse movimento, a &lt;strong&gt;Intenção de Consumo das Famílias (ICF)&lt;/strong&gt; também recuou em abril. O ICF caiu 0,8%, para 113,4 pontos, registrando a segunda queda consecutiva. No comparativo anual, contudo, houve alta de 8,5%. Em síntese, a intenção familiar paulistana de consumir não entrou em retração, mas perdeu ímpeto. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda segundo a FecomercioSP, a melhoria em relação ao ano passado reflete um ambiente ainda sustentado por emprego e renda. Já a queda mensal indica mais prudência. A Entidade ressalta que os próximos meses devem trazer um consumo mais planejado, seletivo e sensível a preço, crédito e promoções, exigindo mais eficiência do varejo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/ccf98f5bdfedb86f976893fdec324360b2867d04.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Consumo atual e momento para duráveis na zona de pessimismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as variáveis que compõem o indicador, apenas o quesito de emprego atual se manteve estável. Destacam-se as quedas observadas no nível de consumo atual (1,9%, para 88,7 pontos), no momento para duráveis (1,6%, para 85,9 pontos) e na perspectiva de consumo (1,1%, para 106,1 pontos). Os dois primeiros seguem na faixa de pessimismo, indicando que a aquisição, principalmente, de itens de maior valor e dependentes de crédito ainda não se normalizou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na comparação com abril de 2025, porém, todos os componentes avançaram, com destaques que ficaram por conta de momento para duráveis (22,6%), acesso ao crédito (17,3%) e perspectiva de consumo (11,5%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o ICF atingiu 111,7 pontos, com leve queda de 0,6% no mês, e alta de 10% em 12 meses. Nesse grupo comparativo anual, todos os componentes cresceram, em especial momento para duráveis (27,9%), acesso ao crédito (20,5%), perspectiva de consumo (16%) e nível atual de consumo (11%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o ICF chegou a 118,3 pontos, com queda de 1,2% no mês e alta de 4,7% no comparativo anual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 12 May 2026 09:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Iniciativas legislativas e impactos econômicos]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/iniciativas-legislativas-e-impactos-economicos</link><description>&lt;![CDATA[Período eleitoral é terreno fértil para propostas de grande apelo popular]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Antonio Lanzana*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Congresso Nacional aprovou, recentemente, o acordo comercial Uni&amp;atilde;o Europeia-Mercosul, o que n&amp;atilde;o deixa de ser um ponto extremamente positivo no sentido da maior integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional do Brasil. No entanto, uma an&amp;aacute;lise mais detalhada de outras iniciativas identificadas no mesmo Congresso causa preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tendo em vista as repercuss&amp;otilde;es no ambiente macroecon&amp;ocirc;mico e nas empresas, as quais muitas vezes deixam de ser adequadamente avaliadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, cabe destacar, inicialmente, um projeto aprovado no Senado Federal que reestrutura carreiras no servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, reajusta a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos cargos, beneficiando 270 mil servidores e criando mais de 24 mil novos cargos efetivos. O resultado &amp;eacute; uma despesa de R$ 4,16 bilh&amp;otilde;es em 2026 e R$ 5,6 bilh&amp;otilde;es em 2027. Uma expans&amp;atilde;o de gastos extremamente preocupante num Pa&amp;iacute;s que apresenta uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal cr&amp;iacute;tica, com d&amp;eacute;ficit nominal do setor p&amp;uacute;bico superior a 8% do&amp;nbsp;Produto Interno Bruto (PIB)&amp;nbsp;e d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica crescendo de forma exponencial. Enquanto isso, uma proposta muito bem elaborada de reforma administrativa, que poderia nortear a gest&amp;atilde;o de contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, deslocamentos de funcion&amp;aacute;rios e crit&amp;eacute;rios de remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sequer entrou&amp;nbsp;em vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Per&amp;iacute;odo eleitoral acaba se constituindo em terreno f&amp;eacute;rtil para proposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de grande apelo para a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Neste ano, a discuss&amp;atilde;o mais calorosa refere-se &amp;agrave; quest&amp;atilde;o da jornada 6x1. O que se tem observado &amp;eacute; uma tentativa de certos parlamentares de acelerar a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto que renderia importantes dividendos pol&amp;iacute;ticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este &amp;eacute; um assunto extremamente complexo, porque envolve aspectos relacionados, de um lado, a progressos sociais, e, de outro, a implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas. No primeiro caso, argumenta-se sobre a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da qualidade de vida dos trabalhadores e seus efeitos positivos sobre a produtividade. Em termos empresariais, a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o concentra-se no aumento de custos operacionais (e seus reflexos inflacion&amp;aacute;rios), novas contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es num mercado de trabalho extremamente apertado, aumento da informalidade, diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das margens das empresas e at&amp;eacute; mesmo inviabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de algumas delas, principalmente em setores que ser&amp;atilde;o mais afetados, como &amp;eacute; o caso dos setores de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os, e principalmente das empresas de pequeno porte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Destacando um ponto dessa discuss&amp;atilde;o, que &amp;eacute; a quest&amp;atilde;o da produtividade do trabalho, dados da&amp;nbsp;Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV)&amp;nbsp;mostram que o crescimento m&amp;eacute;dio da produtividade por hora trabalhada no Brasil foi de 0,8% ao ano no per&amp;iacute;odo 1995&amp;ndash;2024 e zero nos &amp;uacute;ltimos 10 anos. O argumento de que a medida pode elevar a produtividade n&amp;atilde;o leva em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o amplo leque de fatores que determinam a produtividade &amp;mdash; n&amp;iacute;vel educacional, grau de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional, competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acesso &amp;agrave; tecnologia, infraestrutura, ambiente dos neg&amp;oacute;cios, n&amp;iacute;vel de investimento, dentre outros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Levando-se em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o esses pontos, podemos chegar a tr&amp;ecirc;s conclus&amp;otilde;es: a) dadas as diferen&amp;ccedil;as setoriais e de porte, a livre negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve prevalecer; b) percebe-se que as inciativas parlamentares esquecem de levar em conta a import&amp;acirc;ncia do crescimento econ&amp;ocirc;mico como gerador de empregos, riqueza e bem-estar &amp;mdash; desde 1980, o Brasil vem crescendo abaixo do mundo e n&amp;atilde;o consegue sair da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pa&amp;iacute;s de renda m&amp;eacute;dia; e c) propostas de mudan&amp;ccedil;as na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem ser constru&amp;iacute;das a partir de seus reais impactos na economia, de forma a garantir avan&amp;ccedil;os sem comprometer a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos, a competitividade das empresas e, consequentemente, o crescimento econ&amp;ocirc;mico e a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;iacute;vel de bem-estar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Antonio Lanzana, presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 08 May 2026 09:12:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Preços dos alimentos e dos combustíveis puxam alta do custo de vida na RMSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/precos-dos-alimentos-e-dos-combustiveis-puxam-alta-do-custo-de-vida-na-rmsp</link><description>&lt;![CDATA[Guerra no Irã afeta o resultado; acumulado dos últimos 12 meses alcançou 4,92%]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Impactado pelo avan&amp;ccedil;o nos pre&amp;ccedil;os dos combust&amp;iacute;veis e dos alimentos influenciados pela Guerra no Ir&amp;atilde;, que acelerou a cota&amp;ccedil;&amp;atilde;o do petr&amp;oacute;leo, o custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo (RMSP) subiu 0,72% em mar&amp;ccedil;o. O &amp;iacute;ndice &lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social (CVCS),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mensurado pela &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, acumula alta de 4,92% nos &amp;uacute;ltimos 12 meses, enquanto nos tr&amp;ecirc;s primeiros meses do ano h&amp;aacute; uma expans&amp;atilde;o de 2,09%. Em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado, a alta &amp;eacute; de 1,88% [gr&amp;aacute;fico 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida por classe social &amp;mdash; s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/8a6590b34beb8c3da68ba1a7fac9b2c50d85bf50.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o cen&amp;aacute;rio se intensificou em raz&amp;atilde;o das press&amp;otilde;es inflacion&amp;aacute;rias associadas ao conflito no Oriente M&amp;eacute;dio, que passou a refletir, direta e indiretamente, no or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias da RMSP. Mesmo com o cessar-fogo, a normaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ser mais lenta. No momento, a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o se intensifica, j&amp;aacute; que os grupos de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transportes respondem por quase 45% do or&amp;ccedil;amento m&amp;eacute;dio familiar, o que compromete o equil&amp;iacute;brio financeiro das casas e contribui para aumento da inadimpl&amp;ecirc;ncia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fam&amp;iacute;lias de renda mais baixa s&amp;atilde;o as mais afetadas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aumento no custo de vida est&amp;aacute; relacionado ao avan&amp;ccedil;o mais intenso nos pre&amp;ccedil;os dos combust&amp;iacute;veis e dos alimentos, repercutindo ainda mais nas classes de renda mais baixa, com varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 0,93% para a classe D e de 0,86% para classe E. Para a classe A, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi de 0,61%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No acumulado dos &amp;uacute;ltimos 12 meses, as classes de menor poder aquisitivo tamb&amp;eacute;m foram as mais afetadas: 5,34% para classe E, e 5,22% para a classe D. Para as classes B e A, 4,57% e 4,78%, respectivamente &amp;mdash; visto que a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de despesas &amp;eacute; mais concentrada em grupos de alta representatividade para as classes de menor poder aquisitivo [tabela 1].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida por classe social &amp;mdash; mar&amp;ccedil;o de 2026&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/7f850b7576448af768c3f1f2a354750f50c3c602.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alta no transporte, com &amp;oacute;leo diesel subindo 14,4%&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grupo de transporte foi um dos mais afetados quanto &amp;agrave; eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o no custo de vida, avan&amp;ccedil;ando 1,47%. O &amp;oacute;leo diesel apresentou alta de 14,4%, ao passo que a gasolina subiu 4,4% e o etanol, 1,3%. No segmento de servi&amp;ccedil;os, por sua vez, as passagens a&amp;eacute;reas apontaram aumento de 7,8%. Por faixa de renda, a expans&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia foi ainda maior, com 2,77% para a classe D e 2,5% para a classe E, com varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es significativas superiores &amp;agrave;s observadas nas classes de maior renda (0,83% para a classe B e 0,87% para a classe A).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; acumulado do ano&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/cb03d0b3e2baad9b33b84d39c1db8ca3966c386e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;No grupo de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e bebidas, a alta mensal foi de 0,83%. Entre as faixas de renda, a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o chegou a 1% para a classe E e acima do 0,79% registrado para a classe A. Esse comportamento reflete, sobretudo, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais acentuada dos pre&amp;ccedil;os da alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o no domic&amp;iacute;lio (0,89%) em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o fora do domic&amp;iacute;lio (0,73%), componente que pesa mais fortemente no or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias de menor renda. Em mar&amp;ccedil;o, o feij&amp;atilde;o-carioca, com alta de 15,6%, o tomate (12,2%) e os cortes de carne &amp;mdash; como ac&amp;eacute;m (5%), alcatra (2,9%) e costela (2,3%) &amp;mdash; foram os principais itens que encareceram nos supermercados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os itens eletroeletr&amp;ocirc;nicos, como o microcomputador, com alta de 3,3%, e o televisor, com eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 2%, foram respons&amp;aacute;veis pelo avan&amp;ccedil;o de 1,13% nos artigos do lar. O grupo de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi influenciado por produtos ligados a obras e reformas, como revestimento de piso e parede (2,4%), al&amp;eacute;m de cimento e tijolo, tamb&amp;eacute;m com crescimento de 2,4% &amp;mdash; peso mais relevante para as fam&amp;iacute;lias de maior renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em sa&amp;uacute;de e cuidados pessoais, houve aumento tanto no varejo &amp;mdash; em itens de higiene e beleza &amp;mdash; quanto nos medicamentos, com destaque para horm&amp;ocirc;nios (2,7%) e antibi&amp;oacute;ticos (2,6%). Os planos de sa&amp;uacute;de registraram aumento m&amp;eacute;dio de 0,5%, enquanto os servi&amp;ccedil;os odontol&amp;oacute;gicos subiram 0,2%. Para o pr&amp;oacute;ximo m&amp;ecirc;s, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da press&amp;atilde;o, em virtude do per&amp;iacute;odo de reajuste dos medicamentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na an&amp;aacute;lise da FecomercioSP, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o recente na cota&amp;ccedil;&amp;atilde;o da arroba bovina e os fatores sazonais que reduzem a oferta de alguns itens, al&amp;eacute;m do encarecimento dos custos log&amp;iacute;sticos &amp;mdash; pressionados pela alta do &amp;oacute;leo diesel &amp;mdash;, come&amp;ccedil;a a ser repassado aos pre&amp;ccedil;os, o que tende a pressionar o grupo de alimentos dos lares nos pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 07 May 2026 14:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Brasil deve agir sobre trabalho, juros e estatais para melhorar produtividade]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/brasil-deve-agir-sobre-trabalho-juros-e-estatais-para-melhorar-produtividade</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP participa de reunião da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;“A produtividade é o grande gargalo do Brasil”, apontou Fabio Pina, economista da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;durante audiência pública sobre o tema, realizada na Comissão do Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados. Pina esteve na mesa da reunião, em Brasília (DF), na última quarta-feira (6), ao lado da deputada Adriana Ventura(Novo/SP), do advogado Roberto Ordine — atual vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) — e do também economista Carlos da Costa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Isso é efeito de uma tragédia que nós não percebemos: o ambiente de negócios ainda não é adequado. Em 40 anos, nós diluímos a perda relativa de bem-estar, enquanto outros países, como a China e a Coreia do Sul, cresceram em rendas per capita. Isso não aconteceu por acaso; esses países dinamizaram os ambientes de negócios”, continuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados corroboram a análise: na década de 1980, o Brasil, marcado pela crise profunda que interrompeu o ciclo de crescimento, levou o Produto Interno Bruto (PIB) a registrar uma média anual de apenas 1,6% de crescimento. Foi resultado de uma estrutura produtiva fragilizada — forte dependência de capital externo, uma baixa poupança interna e um ambiente pouco favorável ao investimento. Como consequência, a produtividade estagnou, investimentos minguaram e a Indústria nacional encolheu, sobretudo em setores como os de bens de capital e de consumo durável.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na década mais recente, de 2011 a 2020, o desempenho foi ainda pior, com um crescimento médio de apenas 0,8% ao ano (a.a.), metade do ritmo já fraco da chamada “década perdida”. Desde então, a produtividade permanece estagnada. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre 2000 e 2019, a produtividade do trabalho cresceu, em média, só 0,54% a.a. No mesmo período, o Chile registrou uma taxa de 1,55%. A Coreia do Sul, por sua vez, viu o ritmo avançar 4,3% entre 2000 e 2018, enquanto a nossa foi, nesse mesmo período, de 0,7%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Pina, há, hoje, três problemas estruturais. O primeiro é o fim da sucumbência da &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/reformadetodos"&gt;Reforma Trabalhista de 2017&lt;/a&gt;. “Atualmente, muito pior do que o custo do trabalho é a incerteza que o empresariado tem para empregar. Com a sucumbência, a própria Justiça do Trabalho está saturada.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo aspecto são as estatais, que, para o economista, não são eficientes, mas conseguem afetar a competitividade e o dinamismo das empresas privadas. Pina lembrou que &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/modernizacaodoestado"&gt;uma das agendas da FecomercioSP, da Reforma Administrativa,&lt;/a&gt; envolve a crítica à má qualidade dos serviços públicos. As classes baixas são aquelas que, apesar de contribuírem com a mesma carga de impostos que as mais abastadas, dependem de estruturas estatais obsoletas e burocráticas. “Sem contar a política de campeões nacionais que, na verdade, são escolhidas sem nenhum tipo de critério. Eu pergunto, sinceramente, se é relevante ter essa quantidade de empresas estatais”, questionou. Só a União controla 44 delas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em terceiro lugar — e mais grave, disse Pina — está a prática de financiar contas públicas com juros altos. “É muito relevante a gente lembrar que, quando nós conseguimos financiar a contenção das despesas [em 2022], a taxa de juros do Brasil caiu. Hoje, é o contrário: &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/setor-de-servicos-navega-em-meio-a-juros-altos-credito-restrito-e-confianca-fragilizada"&gt;a Selic é altíssima&lt;/a&gt; porque a incerteza com os gastos do governo é precificada pelo mercado”, completou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a deputada Adriana, o parlamento precisa ter uma postura diferente diante de apontamentos como esse. “A voz do setor produtivo não é tão ouvida no Congresso, embora seja ele quem pague a conta do País”, disse, lembrando das &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/hugo-motta-ouve-demandas-da-fecomerciosp-sobre-fim-da-escala-6x1-1"&gt;discussões sobre o fim da escala 6x1&lt;/a&gt; — que, inclusive, ocorriam na sala ao lado da comissão. “Estão propondo isso, mas como vamos pagar essa conta? O empresariado quer melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas isso precisa se dar de forma equilibrada”, finalizou.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 07 May 2026 09:35:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Faturamento do comércio varejista paulista deve crescer 3% com Dia das Mães]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/faturamento-do-comercio-varejista-paulista-deve-crescer-3-com-dia-das-maes-1</link><description>&lt;![CDATA[Estimativa é que setor fature R$ 82 bilhões no mês de maio; mercado de trabalho aquecido e aumento da renda sustentam alta]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;As vendas nas atividades mais impactadas pelo Dia das M&amp;atilde;es devem crescer 3% em maio, no Estado de S&amp;atilde;o Paulo, de acordo com proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A expectativa &amp;eacute; que o faturamento atinja quase R$ 82 bilh&amp;otilde;es, R$ 2,7 bilh&amp;otilde;es a mais em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es Faturamento do Com&amp;eacute;rcio Varejista Estado de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; maio de 2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria do Estado de S&amp;atilde;o Paulo&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Valores em R$ mil a pre&amp;ccedil;os de fev/26&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/e53509ae73193e3c02d47f130940b80a7d227d3c.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, o crescimento pode parecer t&amp;iacute;mido tanto no Estado como na capital (2%), mas, considerando a forte base de compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o cen&amp;aacute;rio macroecon&amp;ocirc;mico marcado por juros elevados, fam&amp;iacute;lias endividadas e infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda em patamar desconfort&amp;aacute;vel, o resultado, se confirmado, pode ser avaliado como positivo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa otimista se sustenta principalmente pelo mercado de trabalho, que segue positivo, e pelo aumento da renda, tornando poss&amp;iacute;vel que mais pessoas consumam e obtenham cr&amp;eacute;dito. Assim, o Dia das M&amp;atilde;es permanece como uma data importante para as vendas, principalmente nos segmentos ligados a presentes tradicionais (cosm&amp;eacute;ticos, roupas e cal&amp;ccedil;ados) e experi&amp;ecirc;ncias familiares.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crescimento disseminado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos os segmentos analisados pelo levantamento da FecomercioSP devem exibir alta no faturamento. Os principais destaques s&amp;atilde;o as farm&amp;aacute;cias e perfumarias, com avan&amp;ccedil;o de 6%; as lojas de vestu&amp;aacute;rio, tecidos e cal&amp;ccedil;ados, que devem crescer 4%; e os supermercados, com eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 3%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os juros elevados e o endividamento familiar, somados &amp;agrave;s incertezas econ&amp;ocirc;micas e eleitorais, acabaram afetando negativamente as vendas de bens dur&amp;aacute;veis. Nesses casos, a compra normalmente depende de cr&amp;eacute;dito e do comprometimento da renda por v&amp;aacute;rios meses.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, as atividades de eletrodom&amp;eacute;sticos, eletr&amp;ocirc;nicos e lojas de departamentos, bem como as lojas de m&amp;oacute;veis e decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, devem apresentar as menores taxas de crescimento em maio, com altas de 1% e 2%, respectivamente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Capital paulista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo, o Dia das M&amp;atilde;es deve levar o faturamento do m&amp;ecirc;s de maio a crescer 2%. Lojas de vestu&amp;aacute;rio, tecidos e cal&amp;ccedil;ados apresentar&amp;atilde;o a maior alta (4%). Na sequ&amp;ecirc;ncia, est&amp;atilde;o farm&amp;aacute;cias e perfumarias (3%), supermercados (2%) e lojas de m&amp;oacute;veis e decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o (1%). Eletrodom&amp;eacute;sticos, eletr&amp;ocirc;nicos e lojas de departamento devem registrar estabilidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es Faturamento do Com&amp;eacute;rcio Varejista cidade de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; maio de 2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria do Estado de S&amp;atilde;o Paulo&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Valores em R$ mil a pre&amp;ccedil;os de fev/26&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/14f61d4f74511647e52b56f92d9d0d219d04aa4e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 06 May 2026 14:36:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Orientação prática e equilíbrio regulatório são fundamentais para não frear a inovação em IA]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/orientacao-pratica-e-equilibrio-regulatorio-sao-fundamentais-para-nao-frear-a-inovacao-em-ia</link><description>&lt;![CDATA[Em consulta pública sobre o ‘Guia de Uso Ético’ da tecnologia, a FecomercioSP defende que o documento deve orientar, sem travar avanço tecnológico]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;refor&amp;ccedil;ou, ao Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a e Seguran&amp;ccedil;a P&amp;uacute;blica, a import&amp;acirc;ncia de um ambiente regulat&amp;oacute;rio equilibrado para o uso da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA). A Entidade apresentou contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao &lt;strong&gt;Guia de Uso &amp;Eacute;tico&lt;/strong&gt; da tecnologia para os usu&amp;aacute;rios brasileiros, durante consulta p&amp;uacute;blica aberta pela pasta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O guia foi elaborado para orientar a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre usos, limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, riscos, direitos e deveres na intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a ferramenta. A iniciativa integra as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-e-positivo-mas-precisa-ser-aprimorado-para-que-execucao-seja-factivel?%2Fnoticia%2Fplano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-e-positivo-mas-precisa-ser-aprimorado-para-que-execucao-seja-factivel="&gt;Plano Brasileiro de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (PBIA&lt;/a&gt;), pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica do governo federal para o uso da IA no Pa&amp;iacute;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos usu&amp;aacute;rios sem frear a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, &amp;eacute; essencial garantir um ambiente regulat&amp;oacute;rio que estimule a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a competitividade dos neg&amp;oacute;cios e o uso respons&amp;aacute;vel da IA no Brasil. As sugest&amp;otilde;es enviadas buscam aprimorar o documento, refor&amp;ccedil;ando a import&amp;acirc;ncia de proteger o usu&amp;aacute;rio sem criar barreiras desnecess&amp;aacute;rias &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o enfatizou que o guia deve ter car&amp;aacute;teres orientativo e educativo, sem impor obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es regulat&amp;oacute;rias ou direcionar o desenvolvimento t&amp;eacute;cnico dos sistemas de IA. Al&amp;eacute;m disso, seu foco deve se restringir ao usu&amp;aacute;rio final, evitando detalhamentos voltados para desenvolvedores, empresas ou &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fortalece a confian&amp;ccedil;a na IA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade tamb&amp;eacute;m destacou a import&amp;acirc;ncia de uma linguagem simples e de orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas, al&amp;eacute;m da inclus&amp;atilde;o de exemplos concretos e pr&amp;oacute;ximos da realidade brasileira. Essa abordagem contribuiria para aumentar a confian&amp;ccedil;a da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o na tecnologia, al&amp;eacute;m de diminuir assimetrias de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos setores produtivos, especialmente entre Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estudo da FecomercioSP, o uso da IA vem crescendo, mas ainda de forma gradual e desigual entre empresas e setores. No varejo brasileiro, por exemplo, apenas 5% das empresas utilizam a tecnologia de forma abrangente, enquanto 21,3% a aplicam em departamentos espec&amp;iacute;ficos, como Marketing, Vendas e Atendimento ao Cliente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de muitos cidad&amp;atilde;os j&amp;aacute; interagirem com sistemas de IA no cotidiano, inclusive no trabalho, essa rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o &amp;eacute; generalizada. Apenas 6,3% dos neg&amp;oacute;cios t&amp;ecirc;m dom&amp;iacute;nio avan&amp;ccedil;ado sobre a tecnologia, enquanto a maioria apresenta conhecimento b&amp;aacute;sico ou intermedi&amp;aacute;rio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/maioria-das-empresas-paulistanas-ainda-nao-usa-ia-mas-esta-interessada-em-saber-como-adota-la-mostra-pesquisa?%2Fnoticia%2Fmaioria-das-empresas-paulistanas-ainda-nao-usa-ia-mas-esta-interessada-em-saber-como-adota-la-mostra-pesquisa="&gt;Al&amp;eacute;m disso, 58,7% ainda n&amp;atilde;o utilizam IA nem planejam adot&amp;aacute;-la&lt;/a&gt;, porcentual ainda maior entre pequenos neg&amp;oacute;cios. Dentre os principais obst&amp;aacute;culos, destacam-se a falta de conhecimento t&amp;eacute;cnico e preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es com seguran&amp;ccedil;a e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados, indicando que as barreiras s&amp;atilde;o mais culturais e informacionais do que financeiras.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uso respons&amp;aacute;vel e impactos econ&amp;ocirc;micos da IA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inclus&amp;atilde;o de orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o uso da IA generativa no ambiente profissional, com recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o respeito &amp;agrave;s pol&amp;iacute;ticas internas, a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es confidenciais, a verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;dos gerados e as responsabilidades dos usu&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o fundamentais nesse contexto de pouca informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre como aplicar a ferramenta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m dos riscos, o guia tamb&amp;eacute;m poderia contemplar os ganhos de produtividade, a efici&amp;ecirc;ncia e o reflexo econ&amp;ocirc;mico proporcionados. O Plano Brasileiro de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (PBIA 2024&amp;ndash;2028), por exemplo, prev&amp;ecirc; cerca de R$ 23 bilh&amp;otilde;es em investimentos, com foco na produtividade e na melhoria dos servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos. H&amp;aacute; exemplos relevantes de uso respons&amp;aacute;vel tamb&amp;eacute;m nos setores produtivos e no uso para preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fraudes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riscos e limites dos direitos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tamb&amp;eacute;m sugeriu a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma abordagem baseada em n&amp;iacute;veis, diferenciando aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de baixo, m&amp;eacute;dio e alto riscos, para refletir a diversidade de usos da tecnologia. Isso afasta a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que todas as aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de IA s&amp;atilde;o equivalentes e evita a cobran&amp;ccedil;a por exig&amp;ecirc;ncias desproporcionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, outro ponto discutido &amp;eacute; que os direitos dos usu&amp;aacute;rios, embora existentes, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o absolutos e devem ser equilibrados com limites legais e empresariais, como o sigilo de neg&amp;oacute;cio. Essa abordagem busca assegurar uma interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada desses direitos, prevenindo distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es que possam gerar expectativas ou demandas incompat&amp;iacute;veis com a realidade regulat&amp;oacute;ria.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ambiente seguro para a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, a cartilha representa um passo importante para orientar o uso da IA no Brasil, mas deve evitar exig&amp;ecirc;ncias excessivas ao ambiente de neg&amp;oacute;cios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade segue acompanhando as iniciativas relacionadas &amp;agrave; tecnologia e &amp;agrave; sua regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ressaltando a necessidade de buscar a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, favorecendo a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a competitividade das empresas nacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 06 May 2026 14:33:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item></channel></rss>
