<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Editorial - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/editorial</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação dos artigos escritos pelos conselheiros da FecomercioSP, além de divulgar notícias institucionais]]</description><lastBuildDate>Tue, 14 Apr 2026 06:48:05 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Editorial - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/editorial</link><url>http://fecomercio.com.br/upload/img/2015/11/12/5644e4dec6789-1600x1024_3.png</url></image><category>&lt;![CDATA[Editorial]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Brasil pune quem produz]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/punicoes-para-quem-produz</link><description>&lt;![CDATA[Quadro de instabilidade institucional e normativa fragiliza a confiança e torna o País mais hostil aos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Ivo Dall&amp;acute;Acqua J&amp;uacute;nior*&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente institucional brasileiro vive um momento de crescente deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para quem produz, investe e gera empregos. Medidas adotadas pelo governo e pelo Poder Legislativo t&amp;ecirc;m sido formuladas e aprovadas sem previsibilidade, sem matura&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica suficiente e, muitas vezes, nem avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada de consequ&amp;ecirc;ncias econ&amp;ocirc;micas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado &amp;eacute; uma sequ&amp;ecirc;ncia de mudan&amp;ccedil;as legais, regulat&amp;oacute;rias e administrativas que transferem custos, incertezas e riscos para o setor produtivo. Em vez de construir seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e um ambiente favor&amp;aacute;vel ao investimento, consolida-se um quadro de instabilidades institucional e normativa, que fragiliza a confian&amp;ccedil;a e torna o Pa&amp;iacute;s progressivamente mais hostil para os neg&amp;oacute;cios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Reforma Tribut&amp;aacute;ria, por exemplo, nasceu sob princ&amp;iacute;pios auspiciosos &amp;mdash; simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, neutralidade e transpar&amp;ecirc;ncia. No entanto, a fase de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem-se desenrolado em meio a burocracia, inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e complexidade operacional que amea&amp;ccedil;am comprometer os avan&amp;ccedil;os alardeados. Isso tudo sem falar no aumento de impostos j&amp;aacute; contratado para um futuro pr&amp;oacute;ximo. Interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es recentes podem distorcer a l&amp;oacute;gica do novo sistema, reintroduzindo efeitos semelhantes &amp;agrave; cumulatividade do modelo anterior.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Reforma Administrativa enfrenta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o distinta: existe como proposta, mas permanece paralisada no Congresso. Seu objetivo original era enfrentar um Estado caro, desorganizado e pouco eficiente, que mant&amp;eacute;m elevada carga tribut&amp;aacute;ria sem entregar servi&amp;ccedil;os de qualidade &amp;agrave; sociedade e ao setor produtivo. No entanto, parte das discuss&amp;otilde;es parece caminhar no sentido oposto. Em vez de priorizar gest&amp;atilde;o, avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desempenho, racionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de carreiras e controle da expans&amp;atilde;o da folha de pagamentos, o debate tem sido capturado por press&amp;otilde;es corporativas voltadas &amp;agrave; amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de benef&amp;iacute;cios e vantagens. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto reformas estruturais patinam, avan&amp;ccedil;am propostas com forte impacto sobre as empresas, como a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escala de trabalho e a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da licen&amp;ccedil;a-paternidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Reconhecemos a relev&amp;acirc;ncia social dessas iniciativas, que buscam melhorar o equil&amp;iacute;brio entre vida profissional e pessoal. Ao mesmo tempo, salientamos que mudan&amp;ccedil;as dessa natureza precisam considerar seus efeitos econ&amp;ocirc;micos, especialmente para micro e pequenas empresas, que operam com margens estreitas e menor capacidade de absorver novos custos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m preocupam medidas como o novo regime de multas aduaneiras. O problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; apenas no valor das penalidades, mas no desenho do sistema: conceitos abertos, excesso regulat&amp;oacute;rio e elevada discricionariedade podem punir at&amp;eacute; erros formais ou situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de boa-f&amp;eacute;. Situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o semelhante ocorre na revis&amp;atilde;o da Norma Regulamentadora n&amp;ordm; 1, que estabelece regras gerais de seguran&amp;ccedil;a e sa&amp;uacute;de no trabalho. Seu elevado grau de subjetividade abre caminho para ampla margem de interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ampliando assim a inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. O mesmo observa-se nas sucessivas mudan&amp;ccedil;as e prorroga&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas regras sobre trabalho em feriados, criando um cen&amp;aacute;rio de indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o que prejudica o planejamento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;N&amp;atilde;o se trata de bloquear avan&amp;ccedil;os sociais nem de impedir direitos. O que se espera &amp;eacute; previsibilidade, racionalidade e responsabilidade na formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas. Sem regras claras, estabilidade regulat&amp;oacute;ria e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consequ&amp;ecirc;ncias, o Brasil seguir&amp;aacute; transferindo custos e riscos para o setor produtivo, enfraquecendo investimentos, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua J&amp;uacute;nior &amp;eacute; presidente em exerc&amp;iacute;cio da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo publicado em &lt;a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/brasil-pune-quem-produz.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;O Globo em 09 de abril de 2026&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 08:51:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Mobilização e articulação são as respostas para destravar as reformas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-e-articulacao-sao-as-respostas-para-destravar-as-reformas</link><description>&lt;![CDATA[Atuação organizada em rede é caminho para garantir prioridade política à produtividade e ao equilíbrio regulatório]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Os Sindicatos estão diante de um papel decisivo: organizar suas bases de forma estruturada, técnica e contínua para influenciar as reformas estruturais. Isso passa por transformar demandas difusas em pautas claras, priorizadas e bem fundamentadas, capazes de orientar o debate público e dar direção aos tomadores de decisão. Mais do que representação formal, é hora de mobilização ativa, com encontros locais, articulação regional e diálogo direto com vereadores, deputados, senadores e, principalmente, prefeitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa articulação se torna ainda mais vital diante da estagnação sistêmica da capacidade de crescimento da economia brasileira, do excesso de burocracia sobre o ambiente de negócios e dos riscos de retrocesso na legislação trabalhista. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse foi um dos diagnósticos das diretorias da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/institucional/cecomercio"&gt;Centro do Comércio do Estado de São Paulo (Cecomercio)&lt;/a&gt; durante a reunião plenária, realizada na última segunda-feira (30). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de apresentar uma leitura sobre o que está travando o crescimento do País, os dirigentes enfatizaram a necessidade do fortalecimento das atividades de advocacy da Federação e das articulações na base. “Juntos, somos mais fortes”, resumiu o &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/"&gt;presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall'Acqua Jr&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Expansão improdutiva do Estado paralisa o crescimento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-empresarial-e-politica"&gt;Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política&lt;/a&gt; da FecomercioSP, Antonio Lanzana, o Brasil perdeu o bonde do crescimento e não consegue sair da condição de nação de renda média. Essa paralisia é fruto das dificuldades em implementar reformas estruturais e do aumento ineficiente da participação do Estado na economia, somados às baixas taxas de investimento e de produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caso o País tivesse mantido as taxas de crescimento que vinha registrando até 1980 e acompanhado o mundo desde então, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro seria 78% maior. “Isto é, a renda do brasileiro, os lucros das empresas e os recursos para a área social seriam 78% maiores”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além do peso de uma produtividade baixa, desde os anos 1970, os indicadores fiscais também têm se deteriorado: a carga tributária passou de 25% para 34% do PIB; os gastos públicos, de 25,5% para 42%; as despesas correntes, de 20% para 41%; e a dívida pública, de 27% para 78,7%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Retrocessos regulatórios e trabalhistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que o Brasil siga com desempenho comprometido por uma produtividade baixa há pelo menos quatro décadas, não são raras as iniciativas para impor novos custos ao setor produtivo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um exemplo claro disso são as propostas parlamentares sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho — com risco de tramitação açodada no período eleitoral. Para Antonio Deliza, presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/conselhos/conselho-do-comercio-varejista"&gt;Conselho do Comércio Varejista&lt;/a&gt; da FecomercioSP, a negociação coletiva deve ser defendida como instrumento legítimo para harmonizar os interesses de empresários e empregados. “Esse é um dos temas prioritários para as bases, considerando os impactos negativos que uma decisão desequilibrada poderá acarretar aos custos das empresas”, salientou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outros fatores que pesam são a imprevisibilidade regulatória, a insegurança jurídica e a instabilidade econômica, que comprometem o ambiente de negócios e ampliam a incerteza sobre o futuro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grande custo dessa junção de fatores é justamente o resultado, segundo o presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/conselhos/conselho-de-servicos"&gt;Conselho de Serviços&lt;/a&gt; da FecomercioSP, Marcelo Braga: “O risco é de mais entraves estruturais que impeçam o crescimento dos negócios, além de mudanças regulatórias que, muitas vezes, não dialogam com a realidade operacional das empresas, elevam custos, dificultam a operação e geram insegurança”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É nesse ponto que a atuação em rede deve mostrar a sua relevância. “Sindicatos em articulação com a FecomercioSP ganham força para construir soluções que preservem a competitividade dos setores e assegurem as capacidades de investimento”, ponderou o presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;Conselho do Comércio Atacadista&lt;/a&gt; da Entidade, Ronaldo Jamar Taboada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pressão sobre quem toma decisões&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para viabilizar as reformas necessárias ao crescimento nacional e criar um ambiente mais favorável aos negócios, a FecomercioSP e os Sindicatos da base realizam um trabalho contínuo de advocacy com os Três Poderes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O assessor de Relações institucionais da Entidade, Paulo Delgado, considera esse trabalho essencial para qualificar o debate, formular propostas e dialogar com os tomadores de decisão. No entanto, entende que isso, por si só, não é suficiente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O que transforma propostas em prioridade política é a pressão organizada. A política é um ambiente de disputa, com diversos setores pressionando diariamente. Quando há mobilização local, com sindicatos atuantes, encontros regionais e interlocução com prefeitos e vereadores, as pautas ganham força e avançam. A rede sindical, com sua capilaridade e proximidade com os municípios, tem as condições ideais para liderar esse movimento”, afirmou Delgado. E complementou: “Se o empresariado não se fizer presente, outros grupos ocuparão esse espaço e definirão as prioridades”, concluiu.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 11:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Debates Fecomercio-SP]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Especialistas debatem os limites da soberania fiscal em cenário de coordenação tributária global]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/especialistas-debatem-os-limites-da-soberania-fiscal-em-cenario-de-coordenacao-tributaria-global</link><description>&lt;![CDATA[Evento na FecomercioSP discutiu a autonomia dos países no contexto de uma economia cada dia mais globalizada ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; sediou, na sexta-feira (20), o evento Soberania Fiscal em Xeque? Tens&amp;otilde;es e Novos Paradigmas Tribut&amp;aacute;rios, encontro que reuniu especialistas para discutir os desafios contempor&amp;acirc;neos da autonomia dos pa&amp;iacute;ses diante do avan&amp;ccedil;o de diretrizes internacionais e de novas formas de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o global em mat&amp;eacute;ria fiscal.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Realizado pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-superior-de-direito" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Direito&lt;/a&gt; da Entidade, em parceria com a &lt;a href="https://abdf.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Direito Financeiro (ABDF)&lt;/a&gt;, o evento contou com nomes de destaque do Direito, especialmente da &amp;aacute;rea Tribut&amp;aacute;ria. A conclus&amp;atilde;o, ao fim das exposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e da discuss&amp;atilde;o qualificada, foi precisamente resumida pelo presidente do conselho, Ives Gandra Martins: &amp;ldquo;o tributo &amp;eacute; um instrumento de poder&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A mesa foi composta pelo portugu&amp;ecirc;s &amp;Aacute;lvaro Silveira de Meneses, advogado e investigador s&amp;ecirc;nior do NOVA Tax Research Lab, Thais de Barros Meira e Ricardo Galendi, convidados da ABDF, e as constitucionalistas Samantha Ribeiro Meyer-Pflug Marques e Juliana Bastos representando o conselho, al&amp;eacute;m do presidente Gandra. O debate foi marcado por aspectos constitucionais, institucionais e pr&amp;aacute;ticos da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre soberania tribut&amp;aacute;ria e coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Soberania legal, administrativa e financeira&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;Como advogado tributarista, &amp;Aacute;lvaro come&amp;ccedil;ou sua exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o delimitando conceitualmente as quest&amp;otilde;es a serem abordadas. &amp;ldquo;Ao contr&amp;aacute;rio da soberania territorial, que tem um significado fixo, a soberania fiscal tem conte&amp;uacute;do aberto, relativo e que costuma acompanhar o sistema pol&amp;iacute;tico vigente&amp;rdquo;, esclareceu. E prosseguiu, explicando que a soberania fiscal, por sua vez, tem tr&amp;ecirc;s dimens&amp;otilde;es: &amp;ldquo;a legal, que &amp;eacute; o poder de criar normas; a administrativa, que &amp;eacute; o poder de fazer cumprir estas normas; e a financeira, que &amp;eacute; a prerrogativa de reclamar as receitas fiscais&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Segundo ele, existe um trilema a nortear o princ&amp;iacute;pio da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional, que est&amp;aacute; sendo cada dia mais pressionado pela globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pela digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tornando-o incontorn&amp;aacute;vel. &amp;ldquo;Os Estados n&amp;atilde;o conseguem, simultaneamente, mitigar a bitributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, travar a concorr&amp;ecirc;ncia fiscal desleal e preservar a soberania fiscal. Algum dos tr&amp;ecirc;s objetivos &amp;eacute; sacrificado em prol dos outros dois&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Do conceitual ao concreto&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Para trazer o assunto do plano dos conceitos para o mundo concreto, Tha&amp;iacute;s trouxe um exemplo ilustrativo do desafio legal e fiscal que cen&amp;aacute;rio atual imp&amp;otilde;e. &amp;ldquo;Um determinado software de assistente virtual de atendimento foi desenvolvido por uma empresa sediada em um pa&amp;iacute;s, mas que emprega desenvolvedores em uma s&amp;eacute;rie de outros pa&amp;iacute;ses, &amp;eacute; customizado por dezenas de outros pa&amp;iacute;ses para utilizar n&amp;atilde;o somente o idioma de cada local, mas tamb&amp;eacute;m sua cultura, e finalmente tem seu conte&amp;uacute;do tabulado em um relat&amp;oacute;rio para melhorar os processos na empresa-cliente&amp;rdquo;, enumerou. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&amp;ldquo;O grande desafio da nossa sociedade conectada &amp;eacute; precificar os ativos intang&amp;iacute;veis que v&amp;ecirc;m sendo desenvolvidos sem fronteiras delimitadas&amp;rdquo;, afirmou Tha&amp;iacute;s. &amp;ldquo;Nesse contexto de rede interdependente entre os pa&amp;iacute;ses, limita-se o poder absoluto dos Estados para determinar as regras internas de tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a ren&amp;uacute;ncia &amp;agrave; soberania fiscal se transforma em estrat&amp;eacute;gia deliberada para obter benef&amp;iacute;cios maiores de investimento e resultado econ&amp;ocirc;mico&amp;rdquo;, completou Juliana.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;O tijolinho e a parede&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;No emaranhado de vari&amp;aacute;veis que se forma em torno da quest&amp;atilde;o fiscal, sobretudo diante das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es recentes do cen&amp;aacute;rio global, o trunfo do tributarista &amp;eacute; a habilidade de entender do tijolo, sem necessariamente olhar para a parede como um todo. A met&amp;aacute;fora trazida pelo professor Ricardo &amp;eacute; especialmente &amp;uacute;til para acomodar a necessidade de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos princ&amp;iacute;pios constitucionais ao mesmo tempo em que se consideram as diretrizes da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Desenvolvimento Econ&amp;ocirc;mico (OCDE). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Durante sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ricardo analisou a crescente influ&amp;ecirc;ncia dos mecanismos internacionais combinada &amp;agrave; necessidade de incorpor&amp;aacute;-los &amp;agrave; legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o local. &amp;ldquo;Por mais t&amp;eacute;cnicas que sejam as orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da OCDE, elas demandam escolhas inerentemente pol&amp;iacute;ticas cuja implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o depende de uma intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o parlamentar, uma vez que a legalidade n&amp;atilde;o pode ser banalizada&amp;rdquo;, assegurou.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Como se essa complexidade toda n&amp;atilde;o fosse suficiente, o momento atual acrescenta mais uma camada de confus&amp;atilde;o geopol&amp;iacute;tica: a disputa tarif&amp;aacute;ria entre Estados Unidos e China e a guerra no Ir&amp;atilde;, que aumentaram pre&amp;ccedil;os e chacoalharam o ordenamento econ&amp;ocirc;mico no mundo todo. &amp;ldquo;Hoje a quest&amp;atilde;o fiscal virou, tamb&amp;eacute;m, um instrumento de poder exercido por retalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria&amp;rdquo;, sintetizou Samantha. &amp;ldquo;Internamente, quem define as regras s&amp;atilde;o os que querem o poder e externamente aqueles que querem a domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A natureza do tributo &amp;eacute; sustentar o poder e aqueles que det&amp;ecirc;m o poder e a ideologia&amp;rdquo;, arrematou Gandra.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 07:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[tributação internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Segurança Jurídica e tributação impõem desafios para empresas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/seguranca-juridica-e-tributacao-impoem-desafios-para-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Reunião do CRAJ da FecomercioSP discute atualizações jurídicas que afetam diretamente o dia a dia dos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Quando a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o muda, ela n&amp;atilde;o fica somente no papel. Em muitos casos, seus efeitos s&amp;atilde;o sentidos no setor de Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os ou Atacado de forma imediata. Pensando nessas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;reuniu especialistas para discutir os temas que atingem diretamente as empresas, dentre eles, o aumento da licen&amp;ccedil;a-paternidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem alertado para as repercuss&amp;otilde;es da amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pmes-terao-dificuldade-de-absorver-custo-operacional-com-a-ampliacao-da-licenca-paternidade"&gt;licen&amp;ccedil;a-paternidade&lt;/a&gt;, principalmente para as micro e pequenas empresas, defendendo que a medida avance de forma gradual e alinhada &amp;agrave; capacidade operacional dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O assunto esteve em pauta na reuni&amp;atilde;o do Comit&amp;ecirc; de Relacionamento das Assessorias Jur&amp;iacute;dicas (CRAJ) da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, realizada na &amp;uacute;ltima sexta-feira, 20 de mar&amp;ccedil;o. O encontro trouxe an&amp;aacute;lises t&amp;eacute;cnicas e orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre as mudan&amp;ccedil;as em discuss&amp;atilde;o nos campos trabalhista e tribut&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para evitar distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das entidades sindicais foi um dos eixos do debate, &amp;nbsp;que girou em torno de como receitas e benef&amp;iacute;cios dessas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es devem ser enquadrados. Segundo Fernando Sousa Alves, assessor da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, o tema exige cuidado t&amp;eacute;cnico. &amp;ldquo;Estamos tratando de um ponto sens&amp;iacute;vel, que envolve tanto a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de isen&amp;ccedil;&amp;otilde;es quanto a possibilidade de incid&amp;ecirc;ncia tribut&amp;aacute;ria sobre determinadas receitas&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m foram levantadas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es com consequ&amp;ecirc;ncias no faturamento e na sustentabilidade financeira das entidades, al&amp;eacute;m da necessidade de crit&amp;eacute;rios mais claros e uniformes. A Entidade tem atuado para garantir maior seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica na &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mudancas-na-isencao-fiscal-exigem-atencao-dos-sindicatos-patronais"&gt;tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das entidades sindicais&lt;/a&gt;, em defesa da previsibilidade nas regras e da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das isen&amp;ccedil;&amp;otilde;es para entidades sem fins lucrativos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outros temas seguem no radar jur&amp;iacute;dico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quest&amp;otilde;es bem conhecidas pelo empresariado tamb&amp;eacute;m foram atualizadas no encontro, como a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) e os desdobramentos da mudan&amp;ccedil;a na escala 6x1. Aline Abdallah, advogada do Sincom&amp;eacute;rcio Bebedouro, e os especialistas Jos&amp;eacute; Maria Caires e Eduardo Pastore, da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, explicaram aspectos pr&amp;aacute;ticos sobre a Norma, que passou a atender aos problemas psicossociais no ambiente corporativo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o orienta que a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-nr-1-no-setor-de-servicos"&gt;atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da NR-1&lt;/a&gt; seja interpretada de forma proporcional, com foco na gest&amp;atilde;o de riscos psicossociais sem preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com exig&amp;ecirc;ncias al&amp;eacute;m do previsto na Norma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por sua vez, a discuss&amp;atilde;o sobre a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada de trabalho contou com contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Carlos Azevedo, do Secovi-SP, e de Karina Negreli e Fernando Mar&amp;ccedil;al, ambos assessores da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A entidade defende que &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-sensibiliza-presidente-da-ccj-para-incorporar-custos-empresariais-ao-debate-da-pec-6x1"&gt;mudan&amp;ccedil;as na jornada e na escala de trabalho&lt;/a&gt; considerem os custos operacionais e sejam conduzidas por meio da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, respeitando as particularidades de cada setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No contexto, os avan&amp;ccedil;os sobre os temas s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios, na vis&amp;atilde;o da Entidade, mas com equil&amp;iacute;brio, previsibilidade e aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao resultado real dentro das empresas. Para o empresariado, mais do que acompanhar as mudan&amp;ccedil;as, &amp;eacute; preciso entender como elas chegam na opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 25 Mar 2026 16:24:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP recebe desembargadores para debater aplicação da Lei de Aprendizagem]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-recebe-desembargadores-para-debater-aplicacao-da-lei-de-aprendizagem</link><description>&lt;![CDATA[Entidade apresentou aos magistrados as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo na contratação de jovens aprendizes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Lei da Aprendizagem, suas regras consideradas complexas ou r&amp;iacute;gidas por muitas empresas, assim como os caminhos para aprimorar a norma, foram temas de encontro entre a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) e um grupo de desembargadores na &amp;uacute;ltima segunda-feira (16). Na ocasi&amp;atilde;o, o presidente em exerc&amp;iacute;cio da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ivo Dall&amp;#39;Acqua J&amp;uacute;nior, recebeu magistrados na sede da Entidade para discutir os efeitos da norma sobre o setor produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Estiveram presentes os desembargadores Jo&amp;atilde;o Batista Martins Cesar, Marcos da Silva Porto, Ant&amp;ocirc;nia Sant&amp;#39;Ana, al&amp;eacute;m da desembargadora aposentada Eliana Felippe Toledo, representantes do Tribunal Regional do Trabalho da 15&amp;ordf; Regi&amp;atilde;o (TRT-15). A reuni&amp;atilde;o contou ainda com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do gestor jur&amp;iacute;dico da FecomercioSP, Leandro Alves de Almeida.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Criada em 2000, a Lei da Aprendizagem estabelece que empresas de m&amp;eacute;dio e grande porte devem contratar jovens de 14 a 24 anos como aprendizes. A ocasi&amp;atilde;o foi uma oportunidade de debater a necess&amp;aacute;ria revis&amp;atilde;o de alguns pontos da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com o objetivo de aprimorar sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e torn&amp;aacute;-la mais adequada &amp;agrave; realidade das empresas e &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional desses jovens.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Um dos t&amp;oacute;picos tratados foi a cota social, mecanismo que permite &amp;agrave;s empresas cumprir parte de suas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es legais por meio da transfer&amp;ecirc;ncia da cota de aprendizagem para companhias contratantes ou contratadas, especialmente em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas quais a atividade principal do neg&amp;oacute;cio dificulta ou impede a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta de aprendizes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Tanto para Dall&amp;rsquo;Acqua J&amp;uacute;nior quanto para os desembargadores, &amp;eacute; essencial avan&amp;ccedil;ar no di&amp;aacute;logo institucional para garantir maior seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e efetividade &amp;agrave;s pol&amp;iacute;ticas de aprendizagem, preservando o objetivo social da lei ao mesmo tempo em que sejam consideradas as particularidades operacionais de diferentes setores econ&amp;ocirc;micos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O encontro refor&amp;ccedil;ou a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es em manter o di&amp;aacute;logo aberto e colaborar na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que ampliem as oportunidades de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jovens no mercado de trabalho, conciliando o cumprimento da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a realidade das empresas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 07:46:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Lei da Aprendizagem]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Boletim ‘Direito Contemporâneo’ debate papel do Judiciário e desafios institucionais no Brasil]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/boletim-direito-contemporaneo-debate-papel-do-judiciario-e-desafios-institucionais-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Publicação trimestral chega à 17ª edição com análises sobre Estado de direito, tendências jurídicas e governança corporativa]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O Boletim &amp;lsquo;Direito Contempor&amp;acirc;neo&amp;rsquo; #17, da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, re&amp;uacute;ne reflex&amp;otilde;es sobre temas centrais para o debate jur&amp;iacute;dico e institucional no Brasil atual. A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o trimestral &amp;eacute; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-superior-de-direito" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Direito&lt;/a&gt; da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e traz, em sua nova edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, an&amp;aacute;lises que v&amp;atilde;o do papel do Poder Judici&amp;aacute;rio no Estado democr&amp;aacute;tico de direito &amp;agrave;s transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es na teoria jur&amp;iacute;dica e suas consequ&amp;ecirc;ncias para a sociedade e o ambiente de neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A mat&amp;eacute;ria de capa destaca os debates realizados durante o XLI Congresso &amp;lsquo;Desafios da Conjuntura Econ&amp;ocirc;mica Brasileira: Quest&amp;otilde;es Jur&amp;iacute;dicas Correlatas&amp;rsquo;, promovido pelo conselho em parceria com a Academia Internacional de Direito e Economia (Aide), em dezembro de 2025. O encontro reuniu juristas, economistas e autoridades p&amp;uacute;blicas para discutir temas relevantes para a din&amp;acirc;mica institucional do Pa&amp;iacute;s, com aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial ao equil&amp;iacute;brio entre os Poderes e aos efeitos da crescente judicializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Outro destaque da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a an&amp;aacute;lise das tend&amp;ecirc;ncias mais atuais da interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o jur&amp;iacute;dica, como consequencialismo, jurisdi&amp;ccedil;&amp;atilde;o constitucional e neoconstitucionalismo. O estudo, apresentado no &amp;acirc;mbito do conselho, examina como essas correntes te&amp;oacute;ricas influenciam a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das leis e podem afetar princ&amp;iacute;pios como seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, previsibilidade e equil&amp;iacute;brio institucional.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O Boletim traz tamb&amp;eacute;m um artigo sobre governan&amp;ccedil;a corporativa e direito societ&amp;aacute;rio, abordando o delicado equil&amp;iacute;brio entre os diversos &lt;em&gt;stakeholders&lt;/em&gt; das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O texto discute os poss&amp;iacute;veis preju&amp;iacute;zos de propostas legislativas que buscam alterar esse arranjo no Brasil e seus reflexos para a gest&amp;atilde;o empresarial e o desenvolvimento do mercado de capitais.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Publicado trimestralmente, o Boletim &amp;lsquo;Direito Contempor&amp;acirc;neo&amp;rsquo; &amp;eacute; um esfor&amp;ccedil;o da FecomercioSP com foco em contextualizar temas relevantes para o meio jur&amp;iacute;dico e para o ambiente institucional brasileiro, contribuindo para qualificar o debate p&amp;uacute;blico e aproximar especialistas de diferentes &amp;aacute;reas do Direito. Clique &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/2026/03/11/31795_2026_fecom_boletim_direit_o_contempor_neo_edi_o_17_1.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt; para baixar gratuitamente a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 17.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 11 Mar 2026 20:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Conselho Superior de Direito]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[UM BRASIL lança livro com análises sobre contradições do País em meio às incertezas globais]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/um-brasil-lanca-livro-com-analises-sobre-contradicoes-do-brasil-em-meio-as-incertezas-globais</link><description>&lt;![CDATA[Obra ‘Brasil, o país das contradições’ traz reportagens, artigos e entrevistas de destaque produzidas pelo Canal ao longo de 2025]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;span id="docs-internal-guid-df323c13-7fff-498c-2228-f08b08d07a7c"&gt;O Canal UM BRASIL, uma iniciativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), lança nesta semana o livro Brasil, o país das contradições, sintetizando análises, percepções e propostas de especialistas que passaram pelo Canal durante o ano passado. A publicação — a 12ª do projeto — reforça o UM BRASIL como um espaço vital da mídia brasileira para debater os dilemas e as potencialidades do País.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span id="docs-internal-guid-df323c13-7fff-498c-2228-f08b08d07a7c"&gt;Além de entrevistas, o carro-chefe do Canal, o livro reúne reportagens, artigos, crônicas e uma série de dados sobre realidades distintas do País — do acesso à Internet às lógicas da competitividade. “O nosso esforço é sempre no sentido de reunir diferentes perspectivas sobre as decisões públicas, arranjos institucionais, conjunturas e os aspectos estruturais que têm moldado nossas chances de desenvolvimento justo, equilibrado e sustentável”, afirma Guilherme Baroli, diretor do UM BRASIL.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span id="docs-internal-guid-df323c13-7fff-498c-2228-f08b08d07a7c"&gt;Entre os temas em destaque estão a eficiência do Estado, as dificuldades de inovação, a abertura comercial e as políticas sustentáveis. É nesse contexto que alguns nomes que estão na obra circulam no centro desses debates — casos do diplomata André Corrêa do Lago, que preside a 30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP30) da Organização das Nações Unidas (ONU) e foi um dos negociadores climáticos mais relevantes da conferência em Belém (PA), no ano passado, e do economista Bruno Funchal, hoje CEO da Bradesco Asset e ex-secretário do Tesouro, que leva o foco para a produtividade.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span id="docs-internal-guid-df323c13-7fff-498c-2228-f08b08d07a7c"&gt;Em um ano marcado por incertezas globais, o UM BRASIL também intermediou análises robustas sobre as novas lógicas das relações entre os países, como as feitas pelo diplomata Rubens Barbosa, presidente da &lt;em&gt;think tank&amp;nbsp;&lt;/em&gt;Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice) e que foi embaixador do Brasil em Washington (Estados Unidos) e Londres (Reino Unido), ou então pelo professor Vitalino Canas, da Universidade de Lisboa, em Portugal.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span id="docs-internal-guid-df323c13-7fff-498c-2228-f08b08d07a7c"&gt;Destacam-se, também, entrevistas com a ex-ministra do Meio Ambiente e hoje &lt;em&gt;co-chair&lt;/em&gt; do Painel Internacional de Recursos Naturais da Organização das Nações Unidas (ONU), Izabella Teixeira, ou com Ângela Pinhati, chief sustainability officer da Natura, e ainda com a cientista política Graziella Testa e com o antropólogo Michel Alcoforado — cujo livro &lt;em&gt;Coisa de rico&amp;nbsp;&lt;/em&gt;foi um dos mais vendidos do ano.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span id="docs-internal-guid-df323c13-7fff-498c-2228-f08b08d07a7c"&gt;“O Brasil não carece mais de diagnósticos. Carece de decisões. É um país muito rico e muito pobre, com um Estado que arrecada demais e legisla em excesso, mas entrega pouco em eficiência e crescimento sustentável”, escrevem o vice-presidente da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Jr., e o presidente, Abram Szajman, no artigo que abre o livro.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span id="docs-internal-guid-df323c13-7fff-498c-2228-f08b08d07a7c"&gt;“A origem do impasse é menos ideológica e mais cultural. O desequilíbrio fiscal recorrente, a rigidez do orçamento, a estrutura administrativa agigantada, a insegurança jurídica e a baixa produtividade inserem o Brasil num círculo vicioso que bloqueia reformas e compromete o planejamento de longo prazo”, ressaltam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span id="docs-internal-guid-df323c13-7fff-498c-2228-f08b08d07a7c"&gt;Baixe agora o livro:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/2026/03/10/ub12_tela.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;UM BRASIL #12 – BRASIL, O PAÍS DAS CONTRADIÇÕES&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 10 Mar 2026 15:21:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Brasil e Chile ampliam diálogo para fortalecer comércio e investimentos bilaterais ]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/brasil-e-chile-ampliam-dialogo-para-fortalecer-comercio-e-investimentos-bilaterais</link><description>&lt;![CDATA[Encontro com embaixador e adido comercial chilenos discute integração produtiva e novas oportunidades de negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; recebeu Sebasti&amp;aacute;n Depolo, o embaixador do Chile no Brasil para uma reuni&amp;atilde;o com Rubens Medrano, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais (CRI)&lt;/a&gt; da Entidade. O encontro teve como objetivo fortalecer a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional e ampliar as oportunidades de com&amp;eacute;rcio e investimentos entre os dois pa&amp;iacute;ses.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O com&amp;eacute;rcio bilateral entre Brasil e Chile movimenta mais de US$ 13 bilh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares por ano, com potencial de expans&amp;atilde;o em diversos setores. &amp;ldquo;Cerca de 75% do PIB chileno vem do com&amp;eacute;rcio exterior&amp;rdquo;, justificou o diplomata, lembrando que os portf&amp;oacute;lios de ambos os pa&amp;iacute;ses se complementam em vez de competir. &amp;ldquo;No Turismo, que vem batendo recordes sucessivos com 800 mil visitantes por ano, n&amp;oacute;s oferecemos a neve&amp;rdquo;, exemplificou.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Al&amp;eacute;m de Depolo, estiveram presentes Hugo Corales, adido comercial do Chile no Brasil, e &amp;Aacute;lvaro Camargo Jr., respectivamente diretor e &lt;strong&gt;trade manager&lt;/strong&gt; do &lt;a href="https://www.prochile.gob.cl/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;ProChile&lt;/a&gt;, representando o pa&amp;iacute;s andino, al&amp;eacute;m de Nat&amp;aacute;lia Tafarello, Douglas Dias e Pedro Silveira, pela FecomercioSP. Durante a reuni&amp;atilde;o, foram discutidas iniciativas de intensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do interc&amp;acirc;mbio empresarial, de identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de setores estrat&amp;eacute;gicos e de est&amp;iacute;mulo &amp;agrave; integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o produtiva. A agenda tamb&amp;eacute;m destacou a import&amp;acirc;ncia do di&amp;aacute;logo permanente entre entidades representativas e organismos de promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial para criar um ambiente mais favor&amp;aacute;vel aos neg&amp;oacute;cios bilaterais.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;No campo econ&amp;ocirc;mico, os n&amp;uacute;meros mostram a relev&amp;acirc;ncia da parceria. De acordo com dados apresentados pelo ProChile, o interc&amp;acirc;mbio comercial entre Chile e Brasil somou US$ 11 bilh&amp;otilde;es em 2021, US$ 14,5 bilh&amp;otilde;es em 2022 e US$ 13,1 bilh&amp;otilde;es, em 2023, patamar que conserva o Brasil como um dos principais parceiros comerciais do pa&amp;iacute;s andino. As exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es chilenas ao mercado brasileiro se mant&amp;ecirc;m na casa dos US$ 4 bilh&amp;otilde;es, enquanto as importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es provenientes do Brasil variaram entre US$ 7 bilh&amp;otilde;es e US$ 9 bilh&amp;otilde;es no per&amp;iacute;odo. Os dados refor&amp;ccedil;am o peso estrat&amp;eacute;gico da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial e indicam espa&amp;ccedil;o para amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da corrente de com&amp;eacute;rcio, especialmente em setores de maior valor agregado.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Acordos bilaterais&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;A agenda tamb&amp;eacute;m ressaltou a import&amp;acirc;ncia dos instrumentos que d&amp;atilde;o sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica entre os dois pa&amp;iacute;ses, como o &lt;a href="https://www.gov.br/mre/pt-br/embaixada-santiago/acordo-de-livre-comercio-brasil-chile" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acordo de Livre Com&amp;eacute;rcio Chile&amp;ndash;Brasil&lt;/a&gt;, em vigor desde 2022, que complementa a liberaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial estabelecida anteriormente e incorpora disciplinas modernas em atividades como servi&amp;ccedil;os, com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico e facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de investimentos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Outro avan&amp;ccedil;o relevante &amp;eacute; o Acordo de Equival&amp;ecirc;ncia de Produtos Org&amp;acirc;nicos, que permite o reconhecimento m&amp;uacute;tuo de certifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, reduzindo burocracias e custos para exportadores. Esses mecanismos contribuem para ampliar a previsibilidade regulat&amp;oacute;ria e criar um ambiente mais seguro e din&amp;acirc;mico para o aprofundamento do com&amp;eacute;rcio bilateral.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Na ocasi&amp;atilde;o, Medrano disponibilizou toda a estrutura e capilaridade t&amp;eacute;cnica da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e apoio a empresas chilenas que queiram buscar neg&amp;oacute;cios no Brasil. &amp;ldquo;N&amp;oacute;s temos no portf&amp;oacute;lio cerca de 450 empresas querendo vir para c&amp;aacute;, principalmente nos segmentos de alimentos e servi&amp;ccedil;os&amp;rdquo;, contabilizou Corales. Ao fim do encontro, as partes reiteraram o compromisso de aprofundar a coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional, promover miss&amp;otilde;es empresariais e estimular a troca de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas, com vistas ao fortalecimento das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas entre os dois pa&amp;iacute;ses.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 05 Mar 2026 10:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Sebastián Depolo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Propostas de ajustes à Constituição buscam restabelecer equilíbrio institucional]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/conselho-superior-de-direito-debate-propostas-de-ajustes-a-constituicao-para-restabelecer-equilibrio-institucional</link><description>&lt;![CDATA[Sugestões apresentadas pelo Iasp e Instituto Atlântico visam fortalecer freios e contrapesos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A primeira reunião de 2026 do Conselho Superior de Direito da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; foi dedicada à análise de dois projetos de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que fazem caminhos diferentes para chegar a um mesmo objetivo: recuperar a sobriedade das relações entre as instituições. Ao lado do presidente Ives Gandra Martins, estiveram Diogo de Melo, do &lt;a href="https://www.iasp.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp)&lt;/a&gt;, e Paulo Rabello de Castro e Miguel Silva, do &lt;a href="https://atlantico.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Instituto Atlântico&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Deste último, veio a anteproposta intitulada “PEC do Equilíbrio dos Três Poderes”, que sugere uma revisão estrutural do desenho institucional brasileiro com foco no fortalecimento dos mecanismos de freios e contrapesos previstos na Constituição. O Iasp, após minucioso estudo de jurimetria, recomenda a inclusão de um sexto princípio no artigo 37 da Constituição, expresso na palavra “transparência”.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;As propostas partem do diagnóstico comum de que o País atravessa uma crise que extrapola a instabilidade política conjuntural, caracterizada como uma “depressão democrática” — expressão utilizada na apresentação do Instituto Atlântico para descrever a progressiva erosão das fronteiras institucionais entre Executivo, Legislativo e Judiciário, com impactos sobre a previsibilidade normativa, na segurança jurídica e na confiança pública.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;De acordo com os expositores, o desafio contemporâneo não seria ideológico, mas estrutural, redundando em uma sobreposição de competências. Para Melo, representante do Iasp responsável pela PEC apresentada durante a reunião, a personalização de decisões, a ampliação excepcional do alcance do regimento interno e a falta de transparência formam o tripé das disfunções do Supremo Tribunal Federal (STF).&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;‘O Supremo em Perspectiva’&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A análise meticulosa de 1,3 milhão de decisões do STF desde 2024 foi consolidada no livro &lt;strong&gt;‘O Supremo em Perspectiva’&lt;/strong&gt;, lançado em fevereiro pelo Iasp. &amp;nbsp;“As disfunções do STF vêm sendo objeto desse estudo desde a criação do chamado inquérito das fake news com base em uma distorção do regimento interno, que permite a interferência em tudo o que ocorre dentro das dependências do tribunal, considerando, graças ao alcance da internet, tudo o que acontece nas redes como ‘dependências do tribunal’”, esclareceu Melo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Segundo ele, essa distorção do regimento interno deu origem a outra “patologia jurídica”, que chamou de “monocratismo”. “O STF trabalha para criar uma muralha invisível em torno de si para atuar monocraticamente em temas sensíveis”, explicou, justificando que 85% das decisões do Supremo nos últimos 15 anos foram monocráticas. “Em toda a Constituição, há apena três menções à palavra transparência”, contabilizou Melo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;PEC do Equilíbrio entre Poderes&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A PEC apresentada pelo Instituto Atlântico, por sua vez, representado na reunião do conselho pelos autores Miguel Silva, jurista, e Paulo Rabello de Castro, economista, está estruturada em três eixos centrais.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;1. Descruzamento de competências e redefinição do papel do STF&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O primeiro eixo propõe transformar o Supremo em uma Corte Constitucional pura, concentrada no controle concentrado e abstrato de constitucionalidade e na solução de controvérsias federativas. A proposta retira da Corte funções penais originárias, administrativas, eleitorais e recursais ordinárias, além de instituir mandato fixo de 12 anos para seus ministros, preservando os direitos adquiridos dos atuais integrantes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A justificativa é que a concentração de múltiplas competências teria ampliado a exposição política e midiática do Tribunal, afastando-o da sobriedade característica das Cortes Constitucionais clássicas.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;2. Reestruturação do CNJ&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O segundo eixo prevê a reformulação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a criação de um modelo de controle externo pleno, sem a participação de membros da magistratura. A medida, segundo a proposta, busca reforçar a fiscalização e a transparência institucional do Poder Judiciário.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;3. Igualdade republicana e revisão do foro por prerrogativa de função&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O terceiro eixo trata da extinção do foro por prerrogativa de função para ex-presidentes da República e parlamentares em infrações penais comuns. O documento sustenta que a medida reafirma o princípio do juiz natural e fortalece a igualdade perante a lei, evitando o privilégio até mesmo depois de terminados os mandatos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Resgate institucional&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;Durante a reunião, os conselheiros destacaram a relevância da discussão sobre o equilíbrio entre os Poderes, tema recorrente nas reflexões do conselho, especialmente no que se refere à segurança jurídica e à previsibilidade institucional — elementos essenciais para o ambiente de negócios e para a estabilidade democrática. Com essa agenda, o conselho reafirma o seu compromisso com o debate qualificado de temas estruturantes do Brasil, contribuindo para a preservação dos princípios republicanos que sustentam o Estado democrático de direito.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 04 Mar 2026 16:25:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[PEC]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Tecnologia e reformas são os caminhos para conter a criminalidade]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/tecnologia-e-reformas-sao-os-caminhos-para-conter-a-criminalidade</link><description>&lt;![CDATA[Plenária reúne lideranças públicas para discutir o avanço de uma agenda voltada para o enfrentamento da principal preocupação da sociedade]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O descontentamento da população brasileira com a segurança pública deve dominar o debate eleitoral ao longo deste ano. A preocupação perpassa o cotidiano de toda a sociedade: do consumidor, que altera hábitos, evita determinadas áreas urbanas e reduz sua circulação; dos empresários do Comércio e dos Serviços, que convivem diariamente com o avanço dos furtos e roubos em seus estabelecimentos (e da violência contra empregados e clientes); e da Indústria, que depende de um escoamento da produção cada vez mais caro e arriscado, uma vez que o transporte de cargas opera sob ameaça constante, com altos custos e poucas garantias contra roubos. Em todos os casos, a violência e a insegurança corroem a viabilidade econômica do setor produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi com esse diagnóstico que a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" title="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São&amp;nbsp;Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e o Centro do Comércio do Estado de São Paulo (Cecomercio) dedicaram sua primeira reunião plenária de diretorias do ano ao tema. Para o debate, a Entidade recebeu Orlando Morando Júnior, secretário municipal de Segurança Urbana da Prefeitura de São Paulo, e o delegado e deputado federal Paulo Francisco Muniz Bilynskyj (PL/SP). Confira alguns destaques a seguir!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tecnologia a serviço da segurança urbana&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Morando Júnior &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/entidades-fortalecem-integracao-entre-municipios-para-ampliar-a-seguranca-publica-no-estado-de-sao-paulo?%2Fnoticia%2Fentidades-fortalecem-integracao-entre-municipios-para-ampliar-a-seguranca-publica-no-estado-de-sao-paulo="&gt;apresentou o programa Smart Sampa&lt;/a&gt; como modelo de resposta municipal ao avanço da criminalidade. Segundo ele, é no âmbito dos municípios que os problemas se manifestam, e são neles que as soluções precisam ser implementadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O secretário destacou que o sistema de videomonitoramento de segurança é hoje o maior da América Latina, com Inteligência Artificial (IA) integrada. "A Cidade de São Paulo já tem 40 mil câmeras, sendo 20 mil próprias do Smart Sampa e 20 mil privadas. Todos os comércios que têm uma câmera anexada à nuvem podem se conectar ao programa sem custo algum, e nós passamos também a olhar essa imagem. Isso tem ampliado muito a capilaridade da cobertura de videomonitoramento na capital”, sustentou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tecnologia, segundo Morando Júnior, permite identificar foragidos com velocidade e precisão. "Em quatro segundos eu já sei se eles estão em um banco de dados. Em oito segundos, chego a 92% de confirmação", explicou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Smart Sampa tem sido um pleito de longa data do setor produtivo, sobretudo do comércio do centro da capital, que conviveu com a violência e os roubos causados pelo deslocamento da região da cracolândia há alguns anos. À época, a área em torno da Rua Santa Ifigênia — cuja comercialização é centrada principalmente em dispositivos de tecnologia e peças de alto custo para computadores, consoles de videogame etc. &amp;nbsp;— chegou a operar com portas fechadas em razão da violência. A FecomercioSP atuou com os Sindicatos filiados em prol do combate a esses crimes, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-se-reune-com-autoridades-para-discutir-solucoes-para-a-seguranca-publica-em-sao-paulo"&gt;uma demanda levada ao governo estadual e à prefeitura&lt;/a&gt;, e que posteriormente resultou no programa de instalação de câmeras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reforma legislativa e o custo do crime&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bilynskyj trouxe uma perspectiva pouco otimista sobre o horizonte da segurança pública no País — e apontou o legislativo como o principal “campo de batalha”. "Segurança pública é, hoje, o assunto que mais preocupa a população brasileira. Vai ser o assunto decisivo da eleição de 2026”, salientou. “Não há uma perspectiva de melhoria imediata dessa pauta, porque esta é arrastada por uma série de fatores que no Brasil está se agravando."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre eles, o deputado federal destacou a relação direta entre desemprego e criminalidade. "Toda vez que a economia piora, que o emprego formal cai, que a empregabilidade diminui, a criminalidade aumenta”, advertiu.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o parlamentar, a solução passa por uma única premissa: ampliar o custo do crime. "A única coisa que a gente tem que fazer é tornar o crime realmente algo que não compensa. E o que precisamos fazer para isso? Uma série de reformas na legislação que vai facilitar o trabalho da polícia e do Judiciário. Todo o grande cerne do problema da segurança pública está no custo do crime, que no Brasil é baixíssimo."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bilynskyj elencou três frentes legislativas que considera prioritárias e que merecem acompanhamento próximo do setor produtivo:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;a primeira é o Projeto de Lei (PL) antifacção, que avançou ao longo de 2025;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a segunda é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da segurança pública, que, segundo ele, "abre um novo capítulo na história dessa pauta na Constituição Federal e cria a porta para uma legislação que realmente mantenha o preso na cadeia”; &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a terceira é o PL 2.646/2025, descrito pelo parlamentar como "uma reforma completa de mais de 11 textos legais relacionados com o Direito Penal e com a segurança pública, com capacidade real de implementar um cenário positivo para o futuro do Brasil”. O texto, concluiu, "foi construído em conjunto com a Frente Parlamentar do Livre Mercado e vem das demandas dos setores”.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Durante a reunião plenária, o &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/"&gt;presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall'Acqua Júnior&lt;/a&gt;, entregou ao deputado um conjunto de ponderações e propostas elaboradas pela Entidade e pelos Sindicatos filiados acerca da agenda de segurança pública.&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/quatro-frentes-para-transformar-a-seguranca-publica-no-brasil"&gt;Confira os detalhes!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Esse problema representa um grave obstáculo econômico. O Brasil carece de eficiência na alocação de recursos nessa área. Muito permanece restrito a ações reativas, em detrimento da prevenção, da inteligência e da integração institucional. Vemos alguns avanços pontuais, inclusive no Estado e na capital paulista. Isso é muito positivo, um termômetro. Mas o fato é que lidamos com a expansão do crime organizado, a fragilização da presença estatal e um ambiente permanente de insegurança”, alertou Dr. Ivo. “Os impactos econômicos são expressivos: empresas do Estado deixam de faturar aproximadamente R$ 65 bilhões por ano em razão da violência. Isso ocorre porque são obrigadas a gastar com câmeras, seguros, escoltas e blindagens para suprir aquilo que deveria ser garantido pelo Poder Público”, finalizou.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 02 Mar 2026 15:09:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Debates Fecomercio-SP]]</category></item></channel></rss>
