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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/negocios</link><description>&lt;![CDATA[A]]</description><lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 22:51:45 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/negocios</link><url>http://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Em um mundo hiperconectado, a experiência humana é o principal diferencial ]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/em-um-mundo-hiperconectado-a-experiencia-humana-e-o-principal-diferencial</link><description>&lt;![CDATA[Lizete Ribeiro, do Grupo Tauá de Hotéis e Resorts, analisa as transformações do comportamento do consumidor e seus impactos para os setores da economia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A tecnologia transformou a forma como as pessoas trabalham, consomem e se relacionam. Ao mesmo tempo que a hiperconectividade ampliou o acesso à informação e facilitou a rotina, também intensificou a busca por um ativo cada vez mais escasso: conexões humanas genuínas. Nesse contexto, empresas que conseguem criar experiências relevantes e memoráveis passaram a ocupar uma posição de destaque em um mercado cada vez mais competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Essa é uma das principais reflexões do novo episódio do &lt;strong&gt;Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt;, mesacast da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. A convidada da vez é Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá de Hotéis e Resorts, que compartilha a sua visão sobre as mudanças no comportamento do consumidor e os desafios para as empresas que desejam construir relacionamentos duradouros com seus clientes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Segundo a executiva, a pandemia acelerou transformações que continuam influenciando o turismo e diversos outros segmentos da economia. As pessoas passaram a valorizar mais o tempo livre, as relações familiares e as experiências capazes de gerar significado, bem-estar e lembranças positivas. Como consequência, viajar deixou de representar apenas deslocamento ou hospedagem para se tornar uma oportunidade de conexão e convivência.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Essa mudança de comportamento acabou por alterar o papel dos empreendimentos turísticos. Se, antes, a escolha de um hotel estava fortemente associada à localização ou à infraestrutura, hoje, a experiência vivida durante a estadia ganhou protagonismo. Para Lizete, o retorno do cliente está cada vez mais relacionado à forma como ele se sentiu acolhido, à qualidade das interações e às memórias construídas ao longo da viagem.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A executiva observa que a tecnologia continua desempenhando papel fundamental na gestão dos negócios, mas seu uso deve estar orientado à melhoria da experiência do consumidor. Em vez de substituir o contato humano, ferramentas digitais podem aumentar a eficiência operacional e liberar equipes para atividades que exijam escuta, empatia e personalização do atendimento. Como resume a executiva, a questão está em equilibrar o &lt;strong&gt;high-tech&lt;/strong&gt; com o &lt;strong&gt;high-touch&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Cultura organizacional como vantagem competitiva&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro ponto de destaque da conversa foi a relação entre experiência do cliente e cultura organizacional. Para a CEO do Tauá, as empresas que desejam construir vínculos duradouros com seus públicos precisam começar pela valorização de seus colaboradores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O grupo, que atualmente emprega milhares de profissionais em diferentes unidades do País, adota uma estratégia baseada na formação contínua de lideranças e no fortalecimento de uma cultura organizacional centrada no cuidado com as pessoas. Na avaliação de Lizete, a experiência entregue ao cliente é reflexo direto da experiência vivida pelos funcionários dentro da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A executiva também destaca tendências que devem permanecer no radar das empresas nos próximos anos, como a crescente preocupação dos consumidores com práticas ambientais responsáveis, a busca por bem-estar físico e emocional e a valorização da cultura local como elemento diferenciador das experiências de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Mais do que uma discussão sobre hotelaria, o episódio debate como em um ambiente marcado pela abundância de informações e pela disputa constante por atenção, negócios capazes de combinar eficiência, propósito e conexões autênticas tendem a construir relações mais sólidas e duradouras com seus clientes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Para uma visão completa de como as mudanças de comportamento do consumidor vem transformando os negócios, assista ao episódio completo do &lt;strong&gt;Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt; de julho, disponível no canal da Entidade no YouTube.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/CYp-Sy3j6BU?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:47:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Comércio atacadista cresce, mas desaceleração da demanda acende sinal de alerta]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/comercio-atacadista-cresce-mas-desaceleracao-da-demanda-acende-sinal-de-alerta</link><description>&lt;![CDATA[Publicação da FecomercioSP traz diagnóstico do setor e dicas para o empresário combater as dificuldades em 2026]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Neste ano, ainda que o com&amp;eacute;rcio atacadista paulista esteja mantendo trajet&amp;oacute;ria de crescimento, j&amp;aacute; apresenta sinais claros de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o frente a um cen&amp;aacute;rio econ&amp;ocirc;mico mais desafiador. Levantamento da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base em dados da&amp;nbsp;&lt;a href="https://abad.com.br/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad)&lt;/a&gt;, aponta que as vendas do setor cresceram 5,2% no primeiro trimestre em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. No entanto, o avan&amp;ccedil;o do volume comercializado foi de apenas 0,9%, indicando que grande parte da expans&amp;atilde;o do faturamento decorreu do aumento dos pre&amp;ccedil;os, e n&amp;atilde;o do crescimento efetivo da demanda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas an&amp;aacute;lises constam na &lt;strong&gt;Carta Setorial do&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;&lt;strong&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Confira a &lt;strong&gt;vers&amp;atilde;o completa &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/pdf/2026/07/02/Carta_Setorial_CCA_ed.06_V5.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a an&amp;aacute;lise, fatores como juros elevados, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente, cr&amp;eacute;dito mais caro e aumento do endividamento das fam&amp;iacute;lias continuam limitando o consumo. Embora o mercado de trabalho permane&amp;ccedil;a relativamente resiliente, o poder de compra da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o segue pressionado, fazendo com que os resultados das empresas dependam cada vez mais do aumento do valor m&amp;eacute;dio das transa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e menos da expans&amp;atilde;o consistente das vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente mais cauteloso tamb&amp;eacute;m tem influenciado a gest&amp;atilde;o de estoques no varejo, com reflexos diretos sobre o atacado. Dados da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mostram crescimento da parcela de neg&amp;oacute;cios com estoques acima do adequado, sinalizando dificuldades no escoamento das mercadorias. Ao mesmo tempo, uma parcela significativa dos empres&amp;aacute;rios continua operando com estoques enxutos, adotando uma postura mais conservadora nas decis&amp;otilde;es de compra e reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o diante das incertezas econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No mercado laboral, o setor registrou saldo negativo de 299 vagas formais em abril, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apesar disso, o estoque total de trabalhadores alcan&amp;ccedil;ou 654,2 mil v&amp;iacute;nculos no Estado de S&amp;atilde;o Paulo, alta de 2,8% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo m&amp;ecirc;s de 2025. Para a FecomercioSP, os n&amp;uacute;meros ressaltam que o emprego ainda sustenta parte da atividade econ&amp;ocirc;mica, embora j&amp;aacute; existam sinais de acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o compat&amp;iacute;veis com a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o observada em outros indicadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade ainda destaca que o aumento do endividamento familiar exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o redobrada das empresas. Entre janeiro e maio, o porcentual de consumidores endividados subiu de 68,9% para 74,2%, atingindo o maior n&amp;iacute;vel dos &amp;uacute;ltimos 12 meses. Por isso, a recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP &amp;eacute; que as empresas reforcem o planejamento financeiro, mantenham rigor na gest&amp;atilde;o de estoques e do capital de giro, priorizem ganhos de efici&amp;ecirc;ncia e adotem crit&amp;eacute;rios mais rigorosos na concess&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, buscando reduzir riscos em um ambiente marcado por elevada instabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o re&amp;uacute;ne dados, gr&amp;aacute;ficos e an&amp;aacute;lises que ajudam o empres&amp;aacute;rio a entender o momento e a se preparar melhor para as decis&amp;otilde;es de curto e m&amp;eacute;dio prazos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 10:24:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo entra no segundo semestre aquecido, mas planejamento é decisivo ]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/turismo-entra-no-segundo-semestre-aquecido-mas-planejamento-e-decisivo</link><description>&lt;![CDATA[Episódio de julho do FecomercioSP Orienta debate oportunidades para transformar a demanda em resultados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro chega ao segundo semestre mantendo o ritmo de crescimento observado nos últimos anos. A combinação entre emprego, renda, oferta de crédito e uma agenda repleta de eventos deve sustentar a demanda por viagens de lazer e corporativas, criando um ambiente favorável para empresas de diferentes segmentos do setor. Mais do que acompanhar esse movimento, porém, os empresários precisarão transformar o cenário positivo em vantagem competitiva por meio de planejamento, investimentos e atenção às mudanças no comportamento dos consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Esse foi o tema do mês do mesacast &lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt;, que recebeu o presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Guilherme Dietze. Durante a conversa, o especialista apresentou um panorama das perspectivas para o mercado nos próximos meses e destacou as principais tendências que devem ajudar a definir as decisões dos empresários.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Segundo Dietze, indicadores mostram que o setor atravessa um ciclo consistente de expansão. Recordes de faturamento, crescimento no fluxo de passageiros da aviação civil e o desempenho da hotelaria refletem uma demanda aquecida, impulsionada por uma economia mais dinâmica e pela retomada das viagens de negócios e de lazer.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Ao mesmo tempo, o perfil do consumidor continua evoluindo. Embora experiências personalizadas e destinos diferenciados ganhem espaço entre públicos de maior renda, a maior parte dos brasileiros ainda define suas viagens principalmente em função do orçamento disponível. Nesse contexto, empresários precisam compreender as características de cada mercado e estruturar ofertas compatíveis com a realidade de seus clientes, sem perder de vista oportunidades ligadas ao turismo de experiência e ao crescimento do fluxo internacional de visitantes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Eventos e calendário favorecem o setor&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro fator que deve promover o Turismo no segundo semestre é o calendário de grandes eventos culturais, esportivos e corporativos. Embora acontecimentos como a Copa do Mundo possam alterar temporariamente o comportamento de determinados segmentos, também criam oportunidades a empresas que consigam adaptar produtos e serviços às novas demandas dos consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Os feriados prolongados também contribuem para distribuir melhor o fluxo de viagens ao longo do ano.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Sobre custos, Dietze observa que, mesmo diante do aumento verificado, as famílias tendem a ajustar seus destinos, e não necessariamente abrir mão das férias. A substituição de viagens mais longas por destinos próximos ou acessíveis reforça o potencial do turismo regional, especialmente em Estados como São Paulo, que concentram grande mercado consumidor e ampla diversidade de atrações.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Outro tema abordado foi a dificuldade de contratação de mão de obra, um dos principais obstáculos enfrentados pelo setor. O presidente do Conselho de Turismo destacou o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/emprega-turismo-solucao-para-amenizar-a-crise-de-mao-de-obra-no-setor" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;projeto Emprega Turismo, desenvolvido pela FecomercioSP&lt;/a&gt;, que busca ampliar a formalização de trabalhadores sem que eles percam benefícios sociais, contribuindo para reduzir um dos principais gargalos da atividade.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Para mais detalhes sobre a perspectiva do mercado de Turismo no segundo semestre, assista ao episódio completo do &lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt; de julho, disponível no canal da Entidade no YouTube.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/TvW9o1J4QEU?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 10:52:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Carta setorial mostra expansão dos Serviços, mas de forma seletiva]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/carta-setorial-mostra-expansao-dos-servicos-mas-de-forma-seletiva</link><description>&lt;![CDATA[Publicação da FecomercioSP traz diagnóstico e expectativas do setor, além de orientações ao empresário]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Os Serviços na Cidade de São Paulo têm mantido uma sólida trajetória de crescimento em 2026, embora de forma mais seletiva entre as diferentes atividades econômicas. Em março, o faturamento real alcançou R$ 89,5 bilhões, resultado 12,1% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, a expansão chegou a 11,4%, demonstrando a resiliência do setor mesmo em um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais restrito e desaceleração da atividade econômica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acesse a &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/pdf/2026/06/30/Carta_Setorial_Servi%C3%A7os_Junho_V6.pdf"&gt;versão completa&lt;/a&gt; da &lt;strong&gt;Carta Setorial do&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-servicos"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Serviços&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os maiores avanços foram observados nas atividades de agenciamento, corretagem e intermediação, que cresceram 28,3%, seguidos pelos serviços de apostas online (27,3%) e mercadologia e comunicação (20,8%). O desempenho reflete a força das atividades ligadas a intermediação de negócios, tecnologia, marketing e serviços de maior valor agregado. A construção civil também apresentou crescimento expressivo, incentivada por investimentos em infraestrutura urbana e pelo efeito de uma base de comparação mais baixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O levantamento registra a consolidação das apostas virtuais como um dos principais vetores de expansão do setor. Com crescimento acumulado de 23,1% no ano, a atividade deixou de representar apenas um fenômeno conjuntural para assumir papel importante na dinâmica econômica. Segundo a análise, a crescente participação das apostas no orçamento das famílias pode estar contribuindo para a redução do dinamismo em segmentos tradicionais do Comércio e dos Serviços voltados para o consumo, ao disputarem recursos em um contexto de renda mais comprometida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em sentido oposto, os segmentos de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados registraram retração de 28,6%, influenciados pela forte base de comparação de 2025 e pela desaceleração da demanda. Apesar desse quadro heterogêneo, os Serviços seguem como principais geradores de empregos formais do País. Em abril, o setor respondeu por mais de 80% das vagas criadas entre os grandes da economia, com destaque para as áreas de Educação, Saúde, Administração Pública, Informação, Comunicação e Serviços Empresariais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os próximos meses, as perspectivas permanecem positivas, mas cercadas de cautela. A confiança dos empresários continua pressionada pelos juros elevados, pela retomada das pressões inflacionárias e pelo aumento do endividamento das famílias, que atingiu 74,2% em maio. Nesse contexto, o setor deve continuar crescendo, porém em ritmo mais moderado, sustentado, principalmente, pelas atividades menos dependentes do crédito e do consumo familiar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:30:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Serviços]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo nacional resiste às pressões externas e mantém trajetória positiva]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/turismo-nacional-resiste-as-pressoes-externas-e-mantem-trajetoria-positiva</link><description>&lt;![CDATA[Carta Setorial de junho analisa os desdobramentos da guerra no Irã, o avanço das viagens corporativas, o desempenho do setor nacional e atividade na capital paulista]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro segue demonstrando resili&amp;ecirc;ncia mesmo diante de um cen&amp;aacute;rio internacional marcado por d&amp;uacute;vidas. &amp;Eacute; o que mostra a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de junho da Carta Setorial do&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que re&amp;uacute;ne an&amp;aacute;lises exclusivas sobre os principais indicadores econ&amp;ocirc;micos e tur&amp;iacute;sticos que influenciam o setor.&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5aa5f2795677379d18260516485f9139d6ea9778.pdf"&gt; Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os destaques da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, confira o impacto da guerra entre Ir&amp;atilde; e Estados Unidos sobre os custos globais de transporte, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os combust&amp;iacute;veis. Apesar das press&amp;otilde;es externas, o Turismo nacional mant&amp;eacute;m trajet&amp;oacute;ria positiva, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido, pela renda das fam&amp;iacute;lias e pela demanda consistente por viagens de lazer e neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O boletim tamb&amp;eacute;m apresenta os resultados mais recentes do setor nacional, que faturou R$ 23,6 bilh&amp;otilde;es em mar&amp;ccedil;o, al&amp;eacute;m dos n&amp;uacute;meros do Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a&amp;nbsp;&lt;a href="https://alagev.org/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Latino-Americana de Gest&amp;atilde;o de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev)&lt;/a&gt;. O estudo mostra que as viagens corporativas seguem em patamar recorde, movimentando R$ 18,2 bilh&amp;otilde;es s&amp;oacute; no terceiro m&amp;ecirc;s do ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito regional, o &amp;Iacute;ndice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT), desenvolvido em parceria com o&amp;nbsp;&lt;a href="https://observatoriodeturismo.com.br/"&gt;Observat&amp;oacute;rio de Turismo e Eventos da SPTuris&lt;/a&gt;, revela os efeitos do calend&amp;aacute;rio de feriados para a atividade tur&amp;iacute;stica na capital paulista, sem comprometer a tend&amp;ecirc;ncia estrutural de crescimento do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz ainda um artigo especial do presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, sobre os poss&amp;iacute;veis reflexos da Copa do Mundo de 2026 para o Turismo brasileiro, al&amp;eacute;m de uma an&amp;aacute;lise a respeito do comportamento das tarifas a&amp;eacute;reas em meio ao aumento dos custos do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Produzida mensalmente, a Carta Setorial do Conselho de Turismo consolida indicadores, tend&amp;ecirc;ncias e avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas que contribuem para a tomada de decis&amp;otilde;es de empres&amp;aacute;rios, gestores p&amp;uacute;blicos e profissionais do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5aa5f2795677379d18260516485f9139d6ea9778.pdf"&gt;Acesse a &amp;iacute;ntegra da Carta Setorial de Turismo&lt;/a&gt; &amp;mdash; Junho de 2026 e acompanhe os principais movimentos que est&amp;atilde;o moldando o futuro do Turismo brasileiro.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 09:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Prepare-se para as vendas do 2º semestre com planejamento e criatividade]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/prepare-se-para-as-vendas-do-2o-semestre-com-planejamento-e-criatividade</link><description>&lt;![CDATA[Boletim ‘Expresso MEI’ dá dicas de como o comerciante pode aproveitar as datas comemorativas para vender mais, sem desfalcar o caixa]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O segundo semestre concentra uma s&amp;eacute;rie de datas comerciais importantes para o varejo, que podem ajudar as empresas a fecharem o ano com saldo positivo. Mas, para isso, &amp;eacute; preciso iniciar o planejamento com anteced&amp;ecirc;ncia para identificar o potencial de cada data para o seu neg&amp;oacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O boletim &lt;strong&gt;Expresso MEI&lt;/strong&gt; de junho traz dez dicas infal&amp;iacute;veis para aproveitar as principais datas comemorativas do segundo semestre, incrementando o lucro e diminuindo as chances de perder oportunidades valiosas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/boletins/veja-dez-dicas-para-aumentar-as-vendas-no-segundo-semestre/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Baixe gratuitamente o Expresso MEI de junho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por falar em datas especiais, em ano de Copa do Mundo sempre surge a d&amp;uacute;vida: o Com&amp;eacute;rcio deve mergulhar na tem&amp;aacute;tica do mundial ou nos festejos juninos, em junho e julho? O &lt;strong&gt;Expresso MEI&lt;/strong&gt; mostra que os eventos n&amp;atilde;o precisam competir entre si.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com planejamento, segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o equilibrada, o pequeno empreendedor pode aproveitar as duas oportunidades, ampliar o faturamento e fortalecer o relacionamento com diferentes perfis de clientes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Identifique as d&amp;iacute;vidas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos &amp;uacute;ltimos meses, tanto a Receita Federal como as secretarias fazend&amp;aacute;rias dos Estados e munic&amp;iacute;pios lan&amp;ccedil;aram programas para o parcelamento de d&amp;iacute;vidas de Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Mas, antes de aderir a qualquer programa, &amp;eacute; preciso ter uma no&amp;ccedil;&amp;atilde;o exata do tamanho das d&amp;iacute;vidas, at&amp;eacute; para entender sua capacidade de arcar com as parcelas dos acordos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo endividadas, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel calcular e acompanhar o n&amp;iacute;vel de inadimpl&amp;ecirc;ncia do neg&amp;oacute;cio, permitindo que mantenham a capacidade de investimento e crescimento. Para ajudar nesse c&amp;aacute;lculo, o boletim mostra um passo a passo para n&amp;atilde;o deixar nada de fora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Monitoramento das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de junho da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ensina o &amp;ldquo;caminho das pedras&amp;rdquo; para o Microempreendedor Individual (MEI) ter certeza que est&amp;aacute; em dia com todas as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais. Separar 15 minutos por m&amp;ecirc;s para verificar todas as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es pode evitar muitas dores de cabe&amp;ccedil;a, preju&amp;iacute;zos financeiros e at&amp;eacute; a perda do CNPJ.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/boletins/veja-dez-dicas-para-aumentar-as-vendas-no-segundo-semestre/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Acesse agora mesmo o Expresso MEI de junho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 18:15:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vendas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[SAF está no radar do Turismo frente aos impasses da transição energética]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/saf-esta-no-radar-do-turismo-diante-frente-aos-impasses-da-transicao-energetica</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião de conselho da FecomercioSP, especialistas discutem o papel do combustível sustentável de aviação, os impactos do petróleo sobre o setor e as oportunidades para o Brasil liderar a produção global]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A busca por uma aviação mais sustentável é, hoje, uma questão estratégica para o Turismo. Em um ambiente marcado pela volatilidade dos preços do petróleo, pelo aumento dos custos operacionais das companhias aéreas e pelas metas globais de redução de emissões, o chamado SAF (Sustainable Aviation Fuel, ou “combustível sustentável de aviação”) ganhou espaço nas discussões do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. O tema foi debatido na reunião de maio, que reuniu representantes do setor para compreender os desafios, o estágio de desenvolvimento da tecnologia e as oportunidades que se abrem para o Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora a aviação responda por cerca de 2% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), a demanda por transporte aéreo continua em expansão. Segundo projeções apresentadas durante o encontro, o número de passageiros transportados no mundo deve saltar de 5 bilhões, em 2025, para 12,4 bilhões, em 2050, de modo que é indispensável a busca por alternativas capazes de conciliar crescimento e descarbonização.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, o SAF aparece como a principal aposta da indústria aérea. De acordo com estudos apresentados na reunião, cerca de 65% de toda a redução de emissões necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade de carbono até 2050 dependerá do uso desse combustível. Produzido a partir de matérias-primas renováveis, como resíduos agrícolas, florestais e urbanos, o SAF tem características semelhantes às do querosene de aviação (QAV), podendo ser utilizado na infraestrutura atual de aeroportos e aeronaves sem a necessidade de grandes adaptações.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transição necessária&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o especialista em sustentabilidade e aviação Dany Oliveira, convidado para apresentar o tema ao conselho, a questão é compatibilizar o crescimento contínuo da aviação com as metas climáticas globais. “A demanda é real, legítima e crescente. A solução precisa ser tecnológica. Essa é a equação que só o SAF consegue resolver em curto e médio prazos”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O especialista explicou que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o SAF não reduz as emissões durante a queima do combustível. O ganho ambiental ocorre ao longo de todo o ciclo de vida do produto, desde a obtenção da matéria-prima até a sua utilização. Dependendo da rota tecnológica empregada, a redução das emissões pode chegar a 80% em comparação com o combustível fóssil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do potencial, a produção mundial ainda está distante do necessário. A estimativa apresentada durante o encontro aponta que o SAF representa, atualmente, apenas 0,7% do consumo mundial de combustível de aviação, enquanto a meta da Indústria é alcançar, pelo menos, 5% até 2030.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desafios econômicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal obstáculo para a expansão do combustível sustentável continua sendo o custo. Conforme os dados apresentados, os biocombustíveis utilizados na produção de SAF podem custar até duas vezes mais que o querosene convencional, enquanto algumas rotas sintéticas chegam a ser até 11 vezes mais caras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A discussão ganha relevância adicional diante da escalada recente dos preços do petróleo. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apresentados na reunião indicam que o QAV atingiu os maiores patamares da série histórica recente, pressionando ainda mais os custos das companhias aéreas e, consequentemente, as tarifas pagas pelos passageiros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, o tema ultrapassa os limites da aviação e passa a interessar diretamente a toda a cadeia do Turismo. “Quando temos um petróleo acima de US$ 100 o barril, isso impacta o preço do querosene. O SAF surge como uma possibilidade de substituição ou alternativa ao combustível tradicional, e é importante que o setor acompanhe essa discussão desde agora”, observou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os pontos destacados na reunião, chamou atenção a posição privilegiada do Brasil para participar desse mercado. A combinação de ampla disponibilidade de biomassa, experiência acumulada em biocombustíveis e potencial produtivo levou especialistas a classificarem o País como uma possível “Arábia Saudita dos combustíveis sustentáveis”. Projetos já anunciados indicam capacidade de produção de 1,7 bilhão de litros de SAF por ano a partir de 2030, com potencial de expansão nos anos seguintes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Oliveira, transformar essa vantagem em liderança global dependerá da criação de um ambiente favorável para investimentos. “O Brasil tem tudo para ser líder mundial em SAF. O que precisamos é de segurança jurídica e incentivos capazes de destravar os investimentos necessários para ampliar a produção em escala”, avaliou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o Conselho de Turismo, a discussão reforça como temas ligados a sustentabilidade, inovação e infraestrutura já fazem parte das decisões que moldarão a competitividade do setor nas próximas décadas. Mais do que uma alternativa energética, o SAF passou a ser visto como uma das peças centrais para garantir que o crescimento do transporte aéreo continue viável em um mundo cada vez mais comprometido com a redução das emissões de carbono.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo, festas juninas e inverno trazem oportunidades únicas para aumentar as vendas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/copa-do-mundo-festas-juninas-e-inverno-trazem-oportunidades-unicas-para-aumentar-as-vendas</link><description>&lt;![CDATA[Panorama do Comércio dá dicas sobre como usar as datas e os eventos de junho para melhorar caixa e fidelizar clientes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt; de junho, elaborado pela &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;explora como, se de um lado o cen&amp;aacute;rio econ&amp;ocirc;mico est&amp;aacute; desfavor&amp;aacute;vel ao consumidor, o m&amp;ecirc;s de junho oferece v&amp;aacute;rias alternativas para o varejo expandir as vendas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para fazer o download do Panorama, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/15660cc28ab4acc4b40264268abe4c4df5a66e16.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;clique&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a na temperatura, em primeiro lugar, elevar&amp;aacute; a demanda por produtos que v&amp;atilde;o de roupas de frio, artigos de conforto dom&amp;eacute;stico e alimentos elaborados. Entram nessa lista ainda aquecedores el&amp;eacute;tricos, itens de &lt;em&gt;fondue&lt;/em&gt;, sopas, chocolates e bebidas quentes &amp;ndash; para lojas de eletrodom&amp;eacute;sticos e supermercados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em paralelo ao inverno, esse m&amp;ecirc;s ter&amp;aacute; o atrativo da Copa do Mundo Fifa de futebol masculino. O evento sediado nos Estados Unidos, no Canad&amp;aacute; e no M&amp;eacute;xico, come&amp;ccedil;ar&amp;aacute; na pr&amp;oacute;xima quinta-feira (11), e terminar&amp;aacute; s&amp;oacute; na metade de julho. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma das candidatas ao t&amp;iacute;tulo, h&amp;aacute; mais chances de prolongar as estrat&amp;eacute;gias de vendas &amp;ndash; at&amp;eacute; porque o Mundial vai potencializar toda a cadeia de consumo: eletr&amp;ocirc;nicos, artigos esportivos, roupas, alimentos e bebidas, etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Copa tamb&amp;eacute;m permite que qualquer neg&amp;oacute;cio &amp;ndash; de diferentes nichos, portes ou setores &amp;ndash; a explore de alguma forma. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o setor j&amp;aacute; est&amp;aacute; acostumado a explorar oportunidades de um dos eventos populares mais relevantes do Pa&amp;iacute;s: as festas juninas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Elas, da mesma forma, movimentam segmentos diversos, que v&amp;atilde;o da comida ao vestu&amp;aacute;rio, ou da decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos eletr&amp;ocirc;nicos. Mas, para al&amp;eacute;m das quadrilhas, essa &amp;eacute;poca &amp;eacute; ideal para criar promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es criativas: &lt;em&gt;kits&amp;nbsp;&lt;/em&gt;tem&amp;aacute;ticos, promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es voltadas &amp;agrave;s redes sociais, etc. &amp;ndash; para aumentar o n&amp;uacute;mero de seguidores, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Esse junho recheado trar&amp;aacute; oportunidades n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para vender mais, mas para construir uma base de clientes que, depois, podem continuar comprando&amp;rdquo;, nota Thiago Carvalho, assessor econ&amp;ocirc;mico da FecomercioSP. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Fidelizar custa at&amp;eacute; sete vezes menos do que conquistar um novo cliente, e os eventos de junho s&amp;atilde;o ideais para transformar compradores ocasionais em clientes de longo prazo&amp;rdquo;, completa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o d&amp;aacute; dicas de como seguir essas dicas. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/15660cc28ab4acc4b40264268abe4c4df5a66e16.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Isenção em compras internacionais de até US$ 50 reduz a competitividade nacional]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/isencao-em-compras-internacionais-de-ate-us-50-pode-reduzir-competitividade-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Concorrência justa exige isonomia regulatória e tributária entre empresas nacionais e estrangeiras]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;manifesta-se contrária à medida que autoriza o Ministério da Fazenda a zerar a alíquota do imposto de importação incidente sobre remessas postais internacionais de até US$ 50 (Medida Provisória — MPV 1.357/2026). Em diálogo com parlamentares, a Federação destaca que, embora reconheça a importância da ampliação do acesso a bens e do avanço da economia digital, é necessário equilíbrio competitivo entre empresas nacionais e internacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Assuntos Tributários&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Economia Digital e Inovação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, ambos da Entidade, a isenção provocará perda no volume de vendas, queda no faturamento do varejo e desaceleração dos investimentos em tecnologia, digitalização, expansão operacional e modernização logística entre os negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em ofício enviado às lideranças partidárias do Congresso Nacional, os órgãos ressaltam que a medida amplia a assimetria competitiva entre o comércio nacional e plataformas internacionais de vendas. “A experiência recente demonstra que a tributação sobre importações de pequeno valor ajudou a reduzir a diferença entre o varejo nacional e as plataformas internacionais de comércio eletrônico, principalmente asiáticas”, pontua a Entidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, o retorno da isenção do imposto sobre essas operações &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fim-da-taxa-das-blusinhas-e-retrocesso-com-prejuizos-tributarios-e-de-competitividade-as-empresas-diz-fecomerciosp"&gt;representa um retrocesso para o ambiente de negócios nacional&lt;/a&gt;. Em segmentos altamente sensíveis a preços e com margens reduzidas — como vestuário, calçados, acessórios, eletrônicos e utilidades domésticas —, pequenas diferenças de custo têm potencial para deslocar o consumo do comércio nacional para operações estrangeiras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os impactos vão além da concorrência desleal enfrentada pelas empresas nacionais e se somam aos entraves estruturais do varejo brasileiro. O País convive com elevada carga tributária, alta burocracia, custos trabalhistas, insegurança jurídica e despesas logísticas significativas — uma realidade bastante distinta da observada por empresas instaladas em países asiáticos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pec-6x1-relatorio-afronta-a-livre-iniciativa-enfraquece-negociacao-coletiva-e-impoe-periodo-insuficiente-de-transicao"&gt;a iminente redução da jornada laboral sem redução salarial&lt;/a&gt; tende a elevar ainda mais os custos de folha de pagamento suportados pelas empresas nacionais. Isso agravará a perda de competitividade em relação às plataformas estrangeiras, que não estão sujeitas às mesmas obrigações regulatórias e trabalhistas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, os efeitos da medida tendem a ampliar ainda mais o Custo Brasil, refletindo diretamente na sustentabilidade econômica do Comércio, responsável por quase 40% dos empregos formais do País, sobretudo entre micro e pequenos negócios. Dessa forma, a Entidade defende que a MPV 1.357/2026 não prospere no Congresso sem que sejam adotados mecanismos capazes de assegurar condições equitativas de concorrência entre negócios brasileiros e plataformas internacionais.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo 2026: oportunidades e desafios para o turismo brasileiro]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/copa-do-mundo-2026-oportunidades-e-desafios-para-o-turismo-brasileiro</link><description>&lt;![CDATA[Evento chega às Américas como a maior celebração esportiva do planeta, mas a distância da sede exige cautela nas expectativas ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Copa do Mundo de 2026 &amp;eacute; um evento in&amp;eacute;dito sob diversos aspectos. Pela primeira vez na hist&amp;oacute;ria, 48 sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es disputar&amp;atilde;o o torneio simultaneamente em tr&amp;ecirc;s pa&amp;iacute;ses &amp;mdash; Estados Unidos, Canad&amp;aacute; e M&amp;eacute;xico. Com os jogos do Brasil realizados em territ&amp;oacute;rio norte-americano, o torneio cria um fluxo relevante de sa&amp;iacute;da de torcedores e coloca em perspectiva uma quest&amp;atilde;o importante para o turismo e a hotelaria dom&amp;eacute;sticos: quais s&amp;atilde;o os reais impactos de uma Copa disputada longe de casa? A resposta, ao contr&amp;aacute;rio do que se poderia imaginar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; trivialmente positiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Viajar para assistir &amp;agrave; Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos Estados Unidos n&amp;atilde;o &amp;eacute; tarefa barata. Com o d&amp;oacute;lar situado em torno de R$ 5 &amp;mdash; patamar que, embora represente uma leve valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pico recente, ainda mant&amp;eacute;m o c&amp;acirc;mbio desfavor&amp;aacute;vel ao consumidor brasileiro &amp;mdash; uma viagem completa para cidades como Los Angeles, Dallas ou Nova York ultrapassa facilmente R$ 20 mil por pessoa, considerando passagem, hospedagem e despesas locais. Soma-se a isso o encarecimento das tarifas a&amp;eacute;reas, pressionado pela alta do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o diante do conflito no Oriente M&amp;eacute;dio. Ainda assim, &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel que um fluxo relevante de brasileiros embarque para o exterior durante o Mundial &amp;mdash; em geral, consumidores de renda mais elevada, menos sens&amp;iacute;veis ao c&amp;acirc;mbio e dispostos a fazer da Copa uma experi&amp;ecirc;ncia de viagem internacional. Para o turismo dom&amp;eacute;stico, esse movimento representa uma sa&amp;iacute;da de demanda que, em outras circunst&amp;acirc;ncias, poderia se converter em viagens dentro do pr&amp;oacute;prio pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, contudo, um vetor de impacto menos &amp;oacute;bvio e igualmente relevante: a aus&amp;ecirc;ncia dos turistas argentinos. A Argentina &amp;eacute; historicamente o principal pa&amp;iacute;s emissor de visitantes estrangeiros ao Brasil, respondendo por uma fatia expressiva do turismo receptivo nacional, especialmente nos estados do sul e nas praias do litoral. Esses visitantes t&amp;ecirc;m perfil pr&amp;oacute;prio: viajam em fam&amp;iacute;lia, permanecem por per&amp;iacute;odos mais longos e contribuem de forma relevante para a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o hoteleira em destinos de lazer. Com a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o argentina entre as favoritas ao t&amp;iacute;tulo, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que o comportamento dos argentinos durante o per&amp;iacute;odo da Copa se altere de forma significativa: maior perman&amp;ecirc;ncia no pa&amp;iacute;s de origem para acompanhar os jogos. Em nenhum desses cen&amp;aacute;rios o Brasil aparece como destino priorit&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto relevante &amp;eacute; o impacto sobre o calend&amp;aacute;rio de eventos corporativos e feiras internacionais. Historicamente, o per&amp;iacute;odo de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Copa do Mundo tende a concentrar aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao redor do globo, tornando menos atrativo para organizadores e participantes estrangeiros o compromisso com grandes eventos nesse intervalo. Congressos, feiras setoriais e encontros que dependem de p&amp;uacute;blico internacional tendem a ser reprogramados para evitar sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Mundial, reduzindo temporariamente uma fonte importante de demanda para hot&amp;eacute;is de neg&amp;oacute;cios e centros de conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante de um cen&amp;aacute;rio aparentemente desfavor&amp;aacute;vel, emerge, no entanto, uma oportunidade concreta para parcelas do setor hoteleiro dom&amp;eacute;stico &amp;mdash; especialmente aquelas que souberem reconhec&amp;ecirc;-la e posicion&amp;aacute;-la de forma estrat&amp;eacute;gica. Nem todo brasileiro quer viver a Copa do Mundo na sala de casa, em bares ou entre multid&amp;otilde;es. Existe um segmento expressivo de viajantes &amp;mdash; em geral casais, fam&amp;iacute;lias com crian&amp;ccedil;as pequenas e viajantes de faixas et&amp;aacute;rias mais maduras &amp;mdash; que enxerga justamente no per&amp;iacute;odo do Mundial uma janela favor&amp;aacute;vel para viajar com mais tranquilidade e a pre&amp;ccedil;os mais acess&amp;iacute;veis. Destinos que normalmente registram alta ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante o inverno podem surgir com mais disponibilidade e tarifas mais competitivas. Para os hot&amp;eacute;is que souberem se posicionar, o turismo de quem prefere fugir da Copa representa um nicho real e com potencial de crescimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao se considerar o conjunto dos impactos, o balan&amp;ccedil;o para a hotelaria brasileira tende a ser levemente negativo no agregado. A sa&amp;iacute;da de brasileiros para o exterior, a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fluxo argentino e a pausa no calend&amp;aacute;rio de eventos internacionais pressionam a demanda interna de forma concentrada em determinados destinos e categorias de estabelecimento. Por outro lado, o nicho do turismo dom&amp;eacute;stico voltado a quem busca tranquilidade e pre&amp;ccedil;os melhores representa uma compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial, ainda que localizada. O que diferenciar&amp;aacute; os estabelecimentos que colher&amp;atilde;o bons resultados dos que simplesmente aguardar&amp;atilde;o o apito final &amp;eacute;, em grande medida, a capacidade de leitura antecipada do mercado e a criatividade na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas que dialoguem com o momento &amp;mdash; seja celebrando a Copa para quem quer viv&amp;ecirc;-la, seja oferecendo ref&amp;uacute;gio para quem prefere ignor&amp;aacute;-la. A Copa do Mundo chega ao continente americano como o maior evento esportivo do planeta. Para o Brasil, por&amp;eacute;m, o desafio &amp;eacute; aproveitar o entusiasmo sem desconsiderar o que uma sede distante inevitavelmente imp&amp;otilde;e.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Guilherme Dietze &amp;eacute; economista e Presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no portal Hotelier News em 01 de junho de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item></channel></rss>
