<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/negocios</link><description>&lt;![CDATA[A]]</description><lastBuildDate>Sat, 06 Jun 2026 13:33:50 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/negocios</link><url>http://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo 2026: oportunidades e desafios para o turismo brasileiro]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/copa-do-mundo-2026-oportunidades-e-desafios-para-o-turismo-brasileiro</link><description>&lt;![CDATA[Evento chega às Américas como a maior celebração esportiva do planeta, mas a distância da sede exige cautela nas expectativas ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Copa do Mundo de 2026 &amp;eacute; um evento in&amp;eacute;dito sob diversos aspectos. Pela primeira vez na hist&amp;oacute;ria, 48 sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es disputar&amp;atilde;o o torneio simultaneamente em tr&amp;ecirc;s pa&amp;iacute;ses &amp;mdash; Estados Unidos, Canad&amp;aacute; e M&amp;eacute;xico. Com os jogos do Brasil realizados em territ&amp;oacute;rio norte-americano, o torneio cria um fluxo relevante de sa&amp;iacute;da de torcedores e coloca em perspectiva uma quest&amp;atilde;o importante para o turismo e a hotelaria dom&amp;eacute;sticos: quais s&amp;atilde;o os reais impactos de uma Copa disputada longe de casa? A resposta, ao contr&amp;aacute;rio do que se poderia imaginar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; trivialmente positiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Viajar para assistir &amp;agrave; Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos Estados Unidos n&amp;atilde;o &amp;eacute; tarefa barata. Com o d&amp;oacute;lar situado em torno de R$ 5 &amp;mdash; patamar que, embora represente uma leve valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pico recente, ainda mant&amp;eacute;m o c&amp;acirc;mbio desfavor&amp;aacute;vel ao consumidor brasileiro &amp;mdash; uma viagem completa para cidades como Los Angeles, Dallas ou Nova York ultrapassa facilmente R$ 20 mil por pessoa, considerando passagem, hospedagem e despesas locais. Soma-se a isso o encarecimento das tarifas a&amp;eacute;reas, pressionado pela alta do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o diante do conflito no Oriente M&amp;eacute;dio. Ainda assim, &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel que um fluxo relevante de brasileiros embarque para o exterior durante o Mundial &amp;mdash; em geral, consumidores de renda mais elevada, menos sens&amp;iacute;veis ao c&amp;acirc;mbio e dispostos a fazer da Copa uma experi&amp;ecirc;ncia de viagem internacional. Para o turismo dom&amp;eacute;stico, esse movimento representa uma sa&amp;iacute;da de demanda que, em outras circunst&amp;acirc;ncias, poderia se converter em viagens dentro do pr&amp;oacute;prio pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, contudo, um vetor de impacto menos &amp;oacute;bvio e igualmente relevante: a aus&amp;ecirc;ncia dos turistas argentinos. A Argentina &amp;eacute; historicamente o principal pa&amp;iacute;s emissor de visitantes estrangeiros ao Brasil, respondendo por uma fatia expressiva do turismo receptivo nacional, especialmente nos estados do sul e nas praias do litoral. Esses visitantes t&amp;ecirc;m perfil pr&amp;oacute;prio: viajam em fam&amp;iacute;lia, permanecem por per&amp;iacute;odos mais longos e contribuem de forma relevante para a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o hoteleira em destinos de lazer. Com a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o argentina entre as favoritas ao t&amp;iacute;tulo, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que o comportamento dos argentinos durante o per&amp;iacute;odo da Copa se altere de forma significativa: maior perman&amp;ecirc;ncia no pa&amp;iacute;s de origem para acompanhar os jogos. Em nenhum desses cen&amp;aacute;rios o Brasil aparece como destino priorit&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto relevante &amp;eacute; o impacto sobre o calend&amp;aacute;rio de eventos corporativos e feiras internacionais. Historicamente, o per&amp;iacute;odo de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Copa do Mundo tende a concentrar aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao redor do globo, tornando menos atrativo para organizadores e participantes estrangeiros o compromisso com grandes eventos nesse intervalo. Congressos, feiras setoriais e encontros que dependem de p&amp;uacute;blico internacional tendem a ser reprogramados para evitar sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Mundial, reduzindo temporariamente uma fonte importante de demanda para hot&amp;eacute;is de neg&amp;oacute;cios e centros de conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante de um cen&amp;aacute;rio aparentemente desfavor&amp;aacute;vel, emerge, no entanto, uma oportunidade concreta para parcelas do setor hoteleiro dom&amp;eacute;stico &amp;mdash; especialmente aquelas que souberem reconhec&amp;ecirc;-la e posicion&amp;aacute;-la de forma estrat&amp;eacute;gica. Nem todo brasileiro quer viver a Copa do Mundo na sala de casa, em bares ou entre multid&amp;otilde;es. Existe um segmento expressivo de viajantes &amp;mdash; em geral casais, fam&amp;iacute;lias com crian&amp;ccedil;as pequenas e viajantes de faixas et&amp;aacute;rias mais maduras &amp;mdash; que enxerga justamente no per&amp;iacute;odo do Mundial uma janela favor&amp;aacute;vel para viajar com mais tranquilidade e a pre&amp;ccedil;os mais acess&amp;iacute;veis. Destinos que normalmente registram alta ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante o inverno podem surgir com mais disponibilidade e tarifas mais competitivas. Para os hot&amp;eacute;is que souberem se posicionar, o turismo de quem prefere fugir da Copa representa um nicho real e com potencial de crescimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao se considerar o conjunto dos impactos, o balan&amp;ccedil;o para a hotelaria brasileira tende a ser levemente negativo no agregado. A sa&amp;iacute;da de brasileiros para o exterior, a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fluxo argentino e a pausa no calend&amp;aacute;rio de eventos internacionais pressionam a demanda interna de forma concentrada em determinados destinos e categorias de estabelecimento. Por outro lado, o nicho do turismo dom&amp;eacute;stico voltado a quem busca tranquilidade e pre&amp;ccedil;os melhores representa uma compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial, ainda que localizada. O que diferenciar&amp;aacute; os estabelecimentos que colher&amp;atilde;o bons resultados dos que simplesmente aguardar&amp;atilde;o o apito final &amp;eacute;, em grande medida, a capacidade de leitura antecipada do mercado e a criatividade na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas que dialoguem com o momento &amp;mdash; seja celebrando a Copa para quem quer viv&amp;ecirc;-la, seja oferecendo ref&amp;uacute;gio para quem prefere ignor&amp;aacute;-la. A Copa do Mundo chega ao continente americano como o maior evento esportivo do planeta. Para o Brasil, por&amp;eacute;m, o desafio &amp;eacute; aproveitar o entusiasmo sem desconsiderar o que uma sede distante inevitavelmente imp&amp;otilde;e.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Guilherme Dietze &amp;eacute; economista e Presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no portal Hotelier News em 01 de junho de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo integrado: quando físico e digital deixam de competir e passam a convergir]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir</link><description>&lt;![CDATA[E-book reúne tendências e estratégias para ajudar empresários a adaptarem seus negócios a um consumidor cada vez mais digital e exigente]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O varejo tem passado por uma transformação profunda com o avanço do comércio eletrônico, a consolidação dos marketplaces e a chegada de plataformas internacionais. As mudanças no comportamento do consumidor estão redefinindo a forma como empresas se relacionam com o mercado.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Com o objetivo de apoiar empresários e gestores nesse processo, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; produziu o e-book &lt;strong&gt;A reinvenção do comércio&lt;/strong&gt;, publicação que analisa &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/varejo-fisico-entra-em-nova-fase-e-exige-reinvencao-das-empresas"&gt;os principais impasses enfrentados pelo varejo físico&lt;/a&gt;, apresentando caminhos para que negócios de diferentes portes se mantenham relevantes em um ambiente cada vez mais integrado entre os canais físico e digital. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;&lt;strong&gt;A reinvenção do comércio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; O livro digital parte da constatação de que o varejo físico não está desaparecendo, mas passando por um processo de reorganização: operações genéricas e pouco eficientes tendem a perder espaço, enquanto negócios capazes de integrar canais, redefinir o papel das lojas e compreender as novas demandas dos consumidores seguem competitivos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Dentre os principais desafios identificados, destacam-se a migração das vendas para o ambiente digital, a fragmentação dos canais de comercialização e a mudança no perfil do consumidor, hoje mais informado, menos fiel às marcas e mais sensível a preço e experiência. O ebook destaca ainda que o ponto de venda físico passa a assumir novas funções, tornando-se também um espaço de relacionamento, serviços, experiência e apoio logístico.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Além do diagnóstico, a publicação reúne orientações práticas para os empresários, como o ajuste do tamanho e do formato das lojas, a revisão estratégica da localização dos pontos de venda, a integração efetiva entre canais físicos e digitais, o uso de dados para tomada de decisão e o fortalecimento do atendimento como diferencial competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O conteúdo também dedica atenção especial ao pequeno varejo, mostrando que competir com grandes plataformas não significa necessariamente entrar em guerras de preço, além de recomendar estratégia mais eficiente: utilizar os marketplaces como canais de aquisição de clientes e complementar essa atuação com diferenciação, relacionamento e experiências que incentivem a visita às lojas físicas. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse o e-book aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O shopping além das vitrines]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/o-shopping-alem-das-vitrines</link><description>&lt;![CDATA[Centros de compras se transformam em ‘hubs’ de conveniência e buscam integração com o e-commerce]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;As mudanças nos padrões de consumo — trazidas principalmente pelo crescimento do e-commerce desde a pandemia de covid-19 — e o alto endividamento da população desafiam o setor de shopping centers. Com isso, os centros de compras reinventam-se para manter o número de visitantes, o tempo de permanência nos estabelecimentos, e elevar o faturamento. Diante de novos desafios, novas formas de vender: os shoppings têm investido para transformarem-se em verdadeiros “hubs de conveniência”, além de apostarem cada vez mais na integração com o varejo online e priorizarem a experiência do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse novo cenário, o público-alvo é o fiel da balança. Os centros de compras destinados às classes A e B já começaram a adotar as novas tendências e a colher resultados, enquanto aqueles voltados para a classe C ainda enfrentam dificuldades. Especialistas ouvidos pela&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Revista Problemas Brasileiros (PB)&lt;/strong&gt;, porém, veem espaço para o avanço de inovações, com cada vez mais shoppings renovando-se e elevando a possibilidade de verem as vendas aumentarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, o faturamento do segmento cresceu 1,2% em relação a 2024, alcançando R$ 200,9 bilhões, mesmo com uma leve queda no número de visitantes, que recuou 1% na mesma comparação, de acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O fluxo de pessoas nos shoppings vinha se recuperando ano a ano desde 2021, mas registrou a primeira baixa no ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A entidade, entretanto, afirma que a queda no número de visitantes e a concorrência com o e-commerce não significa que o consumidor não queira mais comprar no varejo físico. O dado, na verdade, reflete um novo comportamento do cliente, cada vez mais seletivo e assertivo. Para 2026, a associação prevê alta de 1,4% do faturamento. “O consumidor resolve mais demandas em uma única visita graças à ampliação da oferta de serviços, reduzindo a necessidade de visitas recorrentes”, observa o presidente da Abrasce, Glauco Humai. “Visitas mais qualificadas são comprovadas com maior permanência e tíquete médio mais elevado”, completa. O tempo médio de permanência dos consumidores nos shoppings foi de 80 minutos em 2025, com gasto médio de R$ 126,79. A medição anterior, de 2023, mostrou 72 minutos, mas não há dado disponível de tíquete médio naquele ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A vez dos serviços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aumento da oferta de serviços é uma realidade consolidada nos últimos quatro anos. Ainda assim, a tendência é de expansão, transformando os shoppings em grandes centros de facilidades para o consumidor. Entre 2021 e 2025, o número de estabelecimentos de alimentação, lazer e conveniência ganharam espaço dentro do mix dos shoppings, em detrimento das lojas-satélite. O segmento de alimentação passou de 17,3% para 19,1% do mix dos centros de compras, enquanto conveniência e serviços subiram de 10,4% para 11%, e lazer, de 1,5% para 2,5%. E as lojas-satélite, que representavam 61,2%, caíram para 55,8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com esse movimento, serviços estéticos, por exemplo, já estão presentes em 89,9% dos shoppings brasileiros, além de caixas eletrônicos (80,7%), academias (74,3%), agências de viagem (73,6%), farmácias (73,2%), lotéricas (57,4%), assistências técnicas (53,1%) e casas de câmbio (50,9%). Além disso, 51% contam com supermercado, hipermercado ou minimercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cinema já não é mais a única opção de lazer. É o caso de parques de diversões, presentes em 88,9% dos empreendimentos, além de espaços de convivência como arenas gamer (em 15,5%) e casas de eventos (12,9%). Outro dado interessante da Abrasce, que mostra uma nova vocação dos shoppings, é que estes vêm buscando integrar vários tipos de negócios — um em cada três faz parte de complexos multiúso, com condomínios empresariais, centros médicos, hotéis, faculdades, torres residenciais, entre outros empreendimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Integração ‘ominichannel’&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro comportamento adotado pelos consumidores que pode explicar a redução de visitas aos shoppings é o e-commerce, mas não exatamente uma simples migração da compra final do físico para o digital. O que se nota com cada vez mais frequência é uma tendência de as lojas tornarem-se showrooms. A pesquisa é realizada na internet e a visita ao shopping serve para ver ao vivo o que deseja ou experimentar itens. “Se o consumidor quer comprar um par de tênis, por exemplo, ele pesquisa o modelo que lhe interessa e consulta em quatro ou cinco lojas na internet. Muitas vezes, ele já tem a decisão de compra e já sabe em que loja vai”, conta o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso da Silva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto o consumidor aposta em mais de um canal para uma mesma compra, o varejo precisa integrar o real ao virtual. Segundo especialistas, cabe às empresas darem opções ao cliente, como vendedores munidos de tablets para oferecer no e-commerce os produtos que, eventualmente, não estão disponíveis na loja física. Ou, ainda, estabelecimentos que aceitem fazer a troca de produtos que foram comprados pela internet, uma oportunidade para novas vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse processo, treinamento é fundamental, com vendedores aptos a informar sobre os produtos, um diferencial em comparação com a compra online. “O varejo é ominichannel e a relação entre o cliente e a loja acontece de muitas formas. Ela começa na internet, com a pesquisa, e a loja física deve estar preparada para não perder a venda”, reforça o consultor Francisco José Ritondaro, CEO da Gouvêa Malls, divisão da consultoria de varejo Gouvêa Ecosystem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra tendência apontada por Ritondaro, que pode ser mais explorada pelos shoppings e pelas redes de varejo, é o uso de programas de fidelidade e a criação de comunidades, eventos e aplicativos próprios que aprofundem a integração de canais e a relação com o cliente. Dados da Abrasce mostram que menos da metade dos shoppings oferece programa de fidelidade e aplicativos de relacionamento — 68% ainda não têm programa de relacionamento, por exemplo — o que reforça o potencial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O consultor cita o exemplo da Pacsun, marca norte-americana de moda jovem voltada para a geração Z, que criou um aplicativo próprio, no qual os clientes podem, dentre outras opções, criar conteúdo e serem remunerados por isso. O conteúdo pode ser criado dentro das lojas físicas, o que estimula outros consumidores a comprarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, Ritondaro cita a Kopenhagen e seu programa de pontos que dá direito a troca por produtos, e a Nespresso, cujos clientes podem ser uma espécie de embaixadores da marca e participar de eventos com ofertas exclusivas e acesso a lançamentos. “A loja atrai e acolhe o consumidor. A compra acaba sendo uma consequência”, aponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, lojas com ambientes instagramáveis e espaços que estimulem o cliente a permanecer mais tempo no local também são tendências na captura da atenção do público, quando este se cansa da experiência exclusivamente online.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bolso apertado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O varejo se reinventa, mas há um limite econômico para elevar as vendas. O endividamento das famílias brasileiras segue em expansão e atingiu 80,9% em abril (último dado disponível),&amp;nbsp;o maior nível da série histórica da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As famílias com mais dívidas são as que têm renda de até três salários mínimos, atingindo 83,6%, enquanto o endividamento entre os que ganham de três a cinco salários mínimos alcançou 82,8%. Na faixa de cinco a dez salários, o porcentual chegou a 80,1%, e acima de dez salários, caiu para 70,8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos motivos desse endividamento é o crescimento das apostas online. Um estudo da CNC estima que a expansão das bets causou perdas de cerca de R$ 144 bilhões no varejo brasileiro, valor equivalente a aproximadamente dois Natais em vendas. O mesmo levantamento calculou que cada 10% de aumento nos gastos com apostas online leva a um crescimento de 0,12 ponto porcentual (p.p.) na proporção de famílias que declaram não ter condições de pagar as dívidas, além de quase meio dia adicional no tempo médio de atraso das contas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro levantamento, desta vez da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mostra que&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/um-terco-dos-paulistanos-ja-faz-apostas-buscando-aumentar-a-renda-domestica"&gt;um terço (35%) dos paulistanos faz apostas em plataformas online&lt;/a&gt; com o plano de aumentar a renda doméstica de maneira rápida. O número representa um salto de 10 p.p. em comparação com a pesquisa realizada pela Entidade em 2024. Por outro lado, caiu a proporção de pessoas que dizem apostar para investir, de 9%, em 2024, para 5%, em 2026. Quase um em cada dez entrevistados (7%) diz estar viciado nos jogos.&amp;nbsp;“Estamos com um grau de endividamento muito elevado e as bets estão comendo recursos das famílias. O endividamento não é um grande problema quando o nível de emprego está bom, mas a criação de vagas já desacelera”, alerta Fabio Pina, economista e assessor da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o comprometimento da renda com dívidas e bets causa mais danos às famílias de baixa renda, as dificuldades são maiores para o varejo que mira esse público, criando uma disparidade de desempenho em comparação com shoppings voltados para classes mais altas. De acordo com a Abrasce, o fluxo nacional dos shopping centers é composto, atualmente, por 18% de consumidores da classe A, 39% da classe B e 43% das classes C e D. “As empresas de shoppings de capital aberto estão renovando portfólios e concentrando esforços em ativos dominantes, conseguindo ser cada vez mais prevalecentes, além de atrair fluxo de investimentos imobiliários. Esses negócios também têm mais condições de fazer investimentos e renovações”, avalia Ritondaro, da Gouvêa Malls.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os números da Abrasce apontam que 14% dos shoppings brasileiros estão em processo de revitalização, enquanto 13% têm a intenção de expandir suas áreas. No Brasil, há 658 shoppings em operação e, apesar dos obstáculos, a expectativa é de 11 inaugurações neste ano, ante dez aberturas no ano passado, com empresas ainda vendo potencial em algumas regiões do País e em alguns modelos de empreendimentos, em especial em cidades de médio porte no interior e destinados às classes A e B.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Texto publicado originalmente na Revista Problemas Brasileiros, uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:46:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo físico entra em nova fase e exige reinvenção das empresas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/varejo-fisico-entra-em-nova-fase-e-exige-reinvencao-das-empresas</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP debate mudanças estruturais no consumo e aponta caminhos para que lojas físicas sigam competitivas diante da pressão digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor mudou de rota, e o varejo precisou se reposicionar. Hoje, preço baixo, sozinho, já não garante fidelidade. Além disso, a localização deixou de ser vantagem automática e a loja física passou a disputar atenção com marketplaces globais que cabem na palma da mão. Esse novo panorama foi discutido na reunião de maio do Comitê de Relacionamento das Assessorias de Comunicação e Marketing (CRACM) da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que reuniu análises sobre os desafios e os caminhos possíveis para o comércio físico nos próximos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avaliação apresentada por Thiago Carvalho, assessor da Entidade, apontou que o setor atravessa uma transformação estrutural, impulsionada pela digitalização do consumo, pela mudança de comportamento dos clientes e pela pressão crescente de plataformas internacionais. Nos Estados Unidos, considerados um retrato antecipado do que pode ocorrer no Brasil, mais de 2 mil lojas devem fechar em 2026, enquanto grandes redes reduzem espaços físicos e priorizam operações mais rentáveis e digitais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, shoppings norte-americanos começam a assumir novas funções, combinando moradia, saúde, lazer, alimentação e serviços. O modelo tradicional, baseado apenas em grandes lojas-âncora, perde força diante de formatos mais diversificados e conectados à experiência do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Carvalho, o processo não representa o desaparecimento do varejo físico, mas uma reorganização natural do mercado. “O ponto físico deixou de ser só um local de venda. Hoje, precisa gerar experiência, relacionamento e conveniência”, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, o movimento ainda está em curso, mas os sinais já aparecem de forma clara. O e-commerce responde por cerca de 12% das vendas totais do varejo nacional, enquanto 78% das vendas online passam pelos marketplaces. Plataformas asiáticas como Shopee, Temu e Shein ampliaram a concorrência sobre praticamente todos os segmentos do comércio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da pressão digital, os shopping centers seguem relevantes. Dados da &lt;a href="https://abrasce.com.br/"&gt;Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)&lt;/a&gt; apontam que há 658 shoppings em operação por todo o território nacional, com faturamento de R$ 200,9 bilhões, em 2025, e média de 471 milhões de visitantes por mês. Ainda assim, o fluxo caiu no último ano, indicando que parte do desempenho vem do tíquete médio e do mix de operações, e não necessariamente do aumento de circulação. O varejo de rua, por sua vez, aparece como o segmento mais vulnerável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nova função da loja física&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP destacou que o maior impasse do empresário está em adaptar o negócio ao novo comportamento do consumidor. A loja física deixa de ser apenas ponto de venda e passa a funcionar também como espaço de experiência, relacionamento e apoio logístico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, integrar canais virou questão de sobrevivência. Estratégias como retirada de compras feitas online, troca de produtos na loja e unificação de estoques entre físico e digital aparecem como diferenciais competitivos importantes frente aos marketplaces. “O varejo vencedor não é físico ou digital. É integrado”, afirmou Carvalho, durante a apresentação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade também atentou para a necessidade de rever estruturas excessivamente grandes, ajustar portfólios de lojas e investir em eficiência operacional. O consumidor atual pesquisa pela internet, compara preços em tempo real e alterna canais de compra com facilidade. Isso exige negócios mais ágeis e posicionamentos mais claros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pequenos negócios ainda têm vantagem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os pequenos varejistas, a FecomercioSP avalia que competir apenas por preço tende a ser uma disputa desigual diante das grandes plataformas globais. A recomendação é investir em diferenciação, curadoria, atendimento personalizado e relacionamento próximo com o cliente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ferramentas como redes sociais e ações direcionadas ao público local aparecem como alternativas importantes para gerar recorrência e fortalecer a conexão com a comunidade. A loja física também ganha valor quando oferece conveniência, retirada rápida, troca facilitada e atendimento consultivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A apresentação trouxe ainda exemplos de empresas que conseguiram se reposicionar com sucesso no Brasil e nos Estados Unidos, como Magazine Luiza, Apple Store, Oxxo, Reserva e Trader Joe’s. Em comum, esses modelos têm proposta de valor clara, integração digital, operação eficiente e capacidade de gerar demanda própria, sem depender somente do fluxo espontâneo das ruas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 15:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Proposta que obriga lojas paulistas a aceitarem troca de produtos sem defeito viola o Código de Defesa do Consumidor]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/proposta-que-obriga-lojas-paulistas-a-aceitarem-troca-de-produtos-sem-defeito-viola-o-codigo-de-defesa-do-consumidor</link><description>&lt;![CDATA[Caso aprovado, PL 1.404/25 também pode resultar em aumento nos preços dos produtos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Um Projeto de Lei (PL) que tramita no Legislativo paulista determina que lojas em todo o Estado dever&amp;atilde;o permitir a troca de itens adquiridos presencialmente por qualquer motivo, dentro de um prazo de at&amp;eacute; 30 dias. Em outras palavras, amplia o &amp;ldquo;direito ao arrependimento&amp;rdquo; para produtos de loja f&amp;iacute;sica sem defeitos. Caso aprovado, causar&amp;aacute; enormes custos operacional, econ&amp;ocirc;mico e jur&amp;iacute;dico para os estabelecimentos comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; est&amp;aacute; em contato com o deputado estadual Jorge Wilson Gon&amp;ccedil;alves de Mattos (Cidadania/SP), conhecido como &amp;ldquo;Xerife do Consumidor&amp;rdquo;, presidente da Comiss&amp;atilde;o de Defesa dos Direitos do Consumidor (CDDC) da Assembleia Legislativa do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Alesp), que analisa o &lt;a href="https://al.sp.gov.br/propositura/?id=1000674913" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;PL 1.404/2025&lt;/a&gt;, para manifestar preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o texto. A proposta, de autoria do deputado estadual Tom&amp;eacute; Abduch (Republicanos/SP), conta com relatoria da deputada estadual Edna Macedo (Republicanos/SP), que tamb&amp;eacute;m recebeu o of&amp;iacute;cio da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-e-inclusao-do-consumidor-negro-avanca-no-varejo-e-amplia-discussao-sobre-praticas-antidiscriminatorias"&gt;C&amp;oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC)&lt;/a&gt; nacional &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;(Lei 8.078/1990&lt;/a&gt;) prev&amp;ecirc; o chamado direito de arrependimento apenas para compras realizadas fora do estabelecimento comercial (por cat&amp;aacute;logo, telefone ou internet), com prazo de sete dias. Em lojas f&amp;iacute;sicas, a troca por raz&amp;otilde;es de gosto ou conveni&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; uma pr&amp;aacute;tica volunt&amp;aacute;ria das empresas, e n&amp;atilde;o uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em of&amp;iacute;cio encaminhado ao presidente do CDDC, a FecomercioSP reconhece a relev&amp;acirc;ncia do trabalho da comiss&amp;atilde;o e a import&amp;acirc;ncia do debate sobre transpar&amp;ecirc;ncia e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. Contudo, a Entidade lista uma s&amp;eacute;rie de ressalvas que tornam o projeto problem&amp;aacute;tico sob tr&amp;ecirc;s aspectos principais: constitucional, econ&amp;ocirc;mico e regulat&amp;oacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; compet&amp;ecirc;ncia da Uni&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro ponto levantado pelo of&amp;iacute;cio &amp;eacute; de ordem jur&amp;iacute;dico-constitucional. A Entidade argumenta que o PL 1.404/25 avan&amp;ccedil;a sobre compet&amp;ecirc;ncias privativas da Uni&amp;atilde;o para legislar sobre direitos civil e comercial, o que afrontaria o artigo 22, inciso I, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/as-regras-do-cdc-que-todo-empresario-precisa-conhecer"&gt;O CDC j&amp;aacute; disciplina de forma uniforme&lt;/a&gt; as hip&amp;oacute;teses de troca, devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e responsabilidade do fornecedor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, a aus&amp;ecirc;ncia de previs&amp;atilde;o nacional sobre troca imotivada &amp;eacute; uma decis&amp;atilde;o federal, e n&amp;atilde;o uma lacuna, o que n&amp;atilde;o justifica nova lei estadual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Liberdade econ&amp;ocirc;mica em xeque&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na esfera econ&amp;ocirc;mica, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sustenta que a proposta transforma uma pol&amp;iacute;tica comercial facultativa em obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal compuls&amp;oacute;ria e uniforme. Essa escolha, hoje, pertence ao lojista, sendo adotada por muitas empresas como estrat&amp;eacute;gia de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e competitividade. A mudan&amp;ccedil;a restringe a autonomia privada, a liberdade contratual e a livre-iniciativa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13874.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei 13.874/2019&lt;/a&gt;, que &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/lei-da-liberdade-economica-entenda-os-avancos-promovidos-a-atividade-empresarial"&gt;instituiu a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Direitos de Liberdade Econ&amp;ocirc;mica&lt;/a&gt;, determina que o Estado deve ter interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o subsidi&amp;aacute;ria, m&amp;iacute;nima e excepcional sobre a atividade econ&amp;ocirc;mica. A proposta, na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, vai de encontro a esse princ&amp;iacute;pio ao impor uma regra &amp;uacute;nica para todos os setores, ignorando diferen&amp;ccedil;as entre modelos de neg&amp;oacute;cio, portes de empresas e tipos de produtos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Risco de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista pr&amp;aacute;tico, a FecomecioSP alerta para o aumento de custos operacionais e log&amp;iacute;sticos, especialmente para micro e pequenos empreendedores, que t&amp;ecirc;m menos capacidade de absorver novos encargos regulat&amp;oacute;rios. O temor &amp;eacute; que esses custos sejam repassados aos pre&amp;ccedil;os dos produtos comercializados no Estado de S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda ressalta que o mercado j&amp;aacute; incorporou amplamente mecanismos facultativos de troca, programas de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pol&amp;iacute;ticas de satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumidor, desenvolvidos de forma concorrencial e adaptada a cada segmento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PL 1.404/25 segue em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na CDDC. Caso aprovado, ser&amp;aacute; votado em outras comiss&amp;otilde;es antes de seguir para o plen&amp;aacute;rio da Alesp. A FecomercioSP est&amp;aacute; mobilizando a assembleia para evitar os efeitos adversos ao ambiente de neg&amp;oacute;cios, &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e ao equil&amp;iacute;brio das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Consumo desacelera, apostas avançam e atacado ganha protagonismo em 2026]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/consumo-desacelera-apostas-avancam-e-atacado-ganha-protagonismo-em-2026</link><description>&lt;![CDATA[Inflação, endividamento e mudanças de comportamento estão redesenhando o consumo brasileiro, enquanto atacadistas e distribuidores ampliam relevância &#13;
no abastecimento nacional&#13;
]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor brasileiro come&amp;ccedil;ou o ano mais pressionado financeiramente, mais seletivo nas compras e disputado por uma quantidade in&amp;eacute;dita de categorias, plataformas e servi&amp;ccedil;os. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi apresentada por Pietro Bastos, gerente da NielsenIQ Brasil, durante reuni&amp;atilde;o de maio do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, ao detalhar os principais movimentos do consumo e do setor atacadista no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Bastos, o ambiente econ&amp;ocirc;mico segue marcado por juros elevados, endividamento das fam&amp;iacute;lias e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do poder de compra, fatores que desaceleraram o consumo ao longo de 2025 e continuam influenciando o comportamento do consumidor em 2026. &amp;ldquo;O consumo das fam&amp;iacute;lias desacelerou, impactado por juros, endividamento e infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os, principalmente no &amp;uacute;ltimo trimestre&amp;rdquo;, destacou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3%, renda em alta de 3,8% e desemprego em 5,2%, o avan&amp;ccedil;o do consumo das casas brasileiras ficou limitado a 1,3%, refletindo o or&amp;ccedil;amento cada vez mais pressionado da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bolso do consumidor mudou&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos principais pontos foi a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da matriz de gastos dos brasileiros. Dados da NielsenIQ mostram que os gastos com abastecimento do lar perderam participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no or&amp;ccedil;amento familiar nos &amp;uacute;ltimos anos, enquanto despesas secund&amp;aacute;rias, contas dom&amp;eacute;sticas e outras d&amp;iacute;vidas ganharam espa&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o levantamento, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos produtos de abastecimento dom&amp;eacute;stico caiu de 23,2%, em 2023, para 21,9%, em 2025. Ao mesmo tempo, os gastos secund&amp;aacute;rios passaram de 29,2% para 31,4% do or&amp;ccedil;amento familiar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pesquisa tamb&amp;eacute;m mostrou que consumidores de baixa renda passaram a depender mais do cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito para complementar despesas b&amp;aacute;sicas. Fam&amp;iacute;lias com renda de at&amp;eacute; dois sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos comprometem mais de 60% da renda com alimentos e higiene, enquanto as faixas intermedi&amp;aacute;rias enfrentam crescente press&amp;atilde;o das contas dom&amp;eacute;sticas. &amp;ldquo;Quanto menor a renda, maior o endividamento com cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito&amp;rdquo;, ponderou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;lsquo;Bets&amp;rsquo;, &amp;lsquo;streaming&amp;rsquo; e plataformas entram na disputa pelo consumo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A chamada &amp;ldquo;disputa generalizada pelo bolso do consumidor&amp;rdquo; tamb&amp;eacute;m foi destaque. Segundo a NielsenIQ, categorias que antes n&amp;atilde;o competiam diretamente com o varejo alimentar, agora, capturam parcelas importantes da renda das fam&amp;iacute;lias brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jogos de aposta, plataformas digitais, &lt;strong&gt;streaming&lt;/strong&gt;, aplicativos de mobilidade e compras internacionais passaram a disputar espa&amp;ccedil;o com o consumo tradicional. O mercado de apostas, por exemplo, j&amp;aacute; movimenta cerca de R$ 360 bilh&amp;otilde;es, mesmo patamar estimado para servi&amp;ccedil;os de &lt;strong&gt;streaming&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avan&amp;ccedil;o das apostas esportivas apareceu como um dos fen&amp;ocirc;menos mais relevantes. Segundo a NielsenIQ, 26% dos lares brasileiros afirmam participar regularmente de jogos e apostas, o dobro do registrado um ano antes. Quase metade dos apostadores &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/um-terco-dos-paulistanos-ja-faz-apostas-buscando-aumentar-a-renda-domestica"&gt;declarou buscar aumento de renda como principal motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos setores varejista e atacadista aumenta porque parte desse consumo j&amp;aacute; substitui despesas essenciais. Dentre os consumidores que admitiram trocar gastos do lar por apostas, 47% reduziram despesas com alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e 45%, com contas dom&amp;eacute;sticas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Consumidor leva menos itens para casa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m aparece dentro dos carrinhos, com a queda cont&amp;iacute;nua no n&amp;uacute;mero de itens levados por ocasi&amp;atilde;o de compra ao longo do ano passado. No quarto trimestre, a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o chegou a 6,5%, enquanto o acumulado dos canais indicou queda de 8% nas unidades compradas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Bastos, isso explica por que parte do crescimento observado no varejo ocorre mais por reajuste de pre&amp;ccedil;os do que por expans&amp;atilde;o real de volume. O fen&amp;ocirc;meno aparece de forma desigual entre os canais. Enquanto farm&amp;aacute;cias de rede cresceram 5,6% em volume, bares, mercearias e varejo independente sofreram retra&amp;ccedil;&amp;otilde;es expressivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Houve ainda crescimento acelerado do mercado de medicamentos voltados para o emagrecimento. Em 2026, oito dos dez produtos mais vendidos na cadeia farmac&amp;ecirc;utica pertencem &amp;agrave; categoria de emagrecedores injet&amp;aacute;veis, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atacado amplia influ&amp;ecirc;ncia sobre varejo brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao abordar o cen&amp;aacute;rio do canal atacadista e distribuidor, Bastos destacou o peso crescente do setor dentro da cadeia nacional de abastecimento. Segundo os dados apresentados, o mercado brasileiro de bens de consumo movimenta cerca de R$ 1,1 trilh&amp;atilde;o, sendo que o setor atacadista j&amp;aacute; cobre mais de 51% dos canais de venda. O segmento tem forte presen&amp;ccedil;a principalmente em supermercados pequenos, varejo tradicional, bares e &lt;strong&gt;food service&lt;/strong&gt;, em que a cobertura do atacado supera 80% em diversos casos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Ranking Abad 2026 mostrou que os respondentes faturaram R$ 302,5 bilh&amp;otilde;es em 2025, um crescimento de 9,2% sobre o ano anterior. Apesar da pulveriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o regional, S&amp;atilde;o Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina concentram mais da metade do faturamento do setor. O levantamento identificou ainda forte concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica: apenas 13 atacadistas respondem por 50% do faturamento total analisado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Bastos, a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;distribuidor com entrega&amp;rdquo; tornou-se o principal modelo de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor, representando 44,5% do faturamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Farm&amp;aacute;cias lideram crescimento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados mais recentes do Term&amp;ocirc;metro Abad NielsenIQ indicam que o canal farmac&amp;ecirc;utico se consolidou como principal destaque do primeiro trimestre de 2026. Em mar&amp;ccedil;o, farm&amp;aacute;cias registraram crescimento de 16% em faturamento na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, desempenho muito superior aos demais canais monitorados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No acumulado entre janeiro e mar&amp;ccedil;o, o mercado de consumo nacional cresceu 5,2% em valor, puxado principalmente pelo aumento do pre&amp;ccedil;o m&amp;eacute;dio e do t&amp;iacute;quete por ponto de venda. O crescimento em volume, por&amp;eacute;m, permaneceu discreto (0,9%). No varejo alimentar, o Sudeste continua liderando as vendas nacionais, mas o Norte apresentou o maior crescimento em faturamento no per&amp;iacute;odo, com avan&amp;ccedil;o de 11,7%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; no &lt;strong&gt;food service&lt;/strong&gt;, o crescimento nacional chegou a 9% em vendas, impulsionado por reajustes de pre&amp;ccedil;os, aumento do t&amp;iacute;quete m&amp;eacute;dio e retomada gradual do fluxo de consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Copa do Mundo deve estimular consumo dentro de casa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bastos ainda apontou que 2026 tende a ser um ano guiado por grandes eventos sazonais, como elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es e Copa do Mundo, favorecendo momentos espec&amp;iacute;ficos de consumo. A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Copa entre junho e julho deve fortalecer o consumo dom&amp;eacute;stico, especialmente por causa do inverno nas regi&amp;otilde;es Sul e Sudeste, das festas juninas no Norte e Nordeste e do per&amp;iacute;odo de f&amp;eacute;rias escolares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estudo aponta oportunidades para categorias ligadas a conveni&amp;ecirc;ncia, alimentos quentes, bebidas, delivery e consumo familiar dentro de casa. Ao mesmo tempo, tend&amp;ecirc;ncias como saudabilidade, digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comportamento da gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Z devem continuar moldando o mercado brasileiro nos pr&amp;oacute;ximos anos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 27 May 2026 16:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[NR-1 coloca saúde mental no centro da gestão de riscos das empresas do varejo]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/nr-1-coloca-saude-mental-no-centro-da-gestao-de-riscos-das-empresas-do-varejo</link><description>&lt;![CDATA[Reunião de maio do Conselho do Comércio Varejista da FecomercioSP alerta sobre nova regulamentação dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O risco invis&amp;iacute;vel agora tem prazo, regra e consequ&amp;ecirc;ncia jur&amp;iacute;dica. Desde o dia 26, empresas do com&amp;eacute;rcio varejista devem incluir oficialmente os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos ocupacionais (PGR). O tema, que j&amp;aacute; mobiliza o Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE) e o Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico do Trabalho (MPT), esteve no centro das discuss&amp;otilde;es na reuni&amp;atilde;o de maio do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-varejista"&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Varejista&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a amplia a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas para fatores relacionados &amp;agrave; sa&amp;uacute;de mental e ao ambiente organizacional, exigindo avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e monitoramento cont&amp;iacute;nuo das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais. Para aprofundar o assunto, os empres&amp;aacute;rios assistiram &amp;agrave; palestra conduzida por Luis Cesar Bigonha, presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://belezapatronal.portaldocomercio.org.br/"&gt;Beleza Patronal&lt;/a&gt;, que destacou os efeitos da nova regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o setor varejista. &amp;ldquo;O risco agora est&amp;aacute; previsto na regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; aqui, dispon&amp;iacute;vel para voc&amp;ecirc; hoje&amp;rdquo;, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Bigonha, muitas empresas ainda tratam sa&amp;uacute;de mental como tema secund&amp;aacute;rio, quando, na pr&amp;aacute;tica, o assunto j&amp;aacute; passou a integrar de forma mais direta as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas e a gest&amp;atilde;o de riscos corporativos. A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclui fatores como ass&amp;eacute;dios moral e sexual, press&amp;atilde;o abusiva por metas, jornadas intensas, conflitos internos, &lt;strong&gt;burnout&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e sobrecarga emocional entre os pontos que dever&amp;atilde;o ser obrigatoriamente avaliados e documentados pelas empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, foi ressaltado que o com&amp;eacute;rcio varejista re&amp;uacute;ne caracter&amp;iacute;sticas operacionais que exigem aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial aos chamados riscos psicossociais. Atendimento constante ao p&amp;uacute;blico, press&amp;atilde;o por resultados, alta rotatividade e jornadas intensas comp&amp;otilde;em um ambiente de elevada carga emocional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;O varejo apresenta din&amp;acirc;micas pr&amp;oacute;prias que aumentam a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a fatores psicossociais. &amp;nbsp;E muitas das empresas ainda n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o estruturada para demonstrar a&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas, afirmou Bigonha, ao comentar o posicionamento atual dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os fiscalizadores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a ganhou for&amp;ccedil;a com a Portaria 1.419/2024, que incluiu explicitamente os riscos psicossociais no PGR. Embora o prazo de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tenha sido prorrogado para maio deste ano, o tempo de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; curto para empresas que ainda n&amp;atilde;o iniciaram mapeamentos, diagn&amp;oacute;sticos e produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de evid&amp;ecirc;ncias documentais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo da omiss&amp;atilde;o pode ser alto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os reflexos financeiro e jur&amp;iacute;dico da falta de adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi um dos principiais t&amp;oacute;picos discutidos. Para Bigonha, ignorar a nova exig&amp;ecirc;ncia pode ampliar a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas a passivos trabalhistas, previdenci&amp;aacute;rios e reputacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as consequ&amp;ecirc;ncias apresentadas, destacam-se multas administrativas, fiscaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es do MTE, termos de ajustamento de conduta, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas relacionadas a &lt;strong&gt;burnout&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e ass&amp;eacute;dio moral, afastamentos previdenci&amp;aacute;rios e danos reputacionais. A&amp;ccedil;&amp;otilde;es regressivas da Uni&amp;atilde;o j&amp;aacute; v&amp;ecirc;m crescendo nos &amp;uacute;ltimos anos para recuperar gastos do INSS relacionados a doen&amp;ccedil;as ocupacionais reconhecidas judicialmente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolve o cruzamento de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es no eSocial, pois uma inconsist&amp;ecirc;ncia pode ser compartilhada, simultaneamente, entre diferentes &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos, aumentando o potencial de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sa&amp;uacute;de mental nos processos trabalhistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a no perfil das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas relacionadas &amp;agrave; sa&amp;uacute;de mental tamb&amp;eacute;m requer aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Hoje, alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ansiedade, depress&amp;atilde;o, &lt;strong&gt;burnout&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;e ass&amp;eacute;dio moral j&amp;aacute; aparecem com frequ&amp;ecirc;ncia crescente na Justi&amp;ccedil;a do Trabalho, especialmente quando associadas a ambientes considerados inadequados ou excessivamente pressionados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bigonha explicou que o chamado nexo causal se tornou elemento decisivo nas disputas judiciais. Quando um trabalhador alega adoecimento mental relacionado ao ambiente laboral, a Justi&amp;ccedil;a passa a avaliar se existem evid&amp;ecirc;ncias de rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o trabalho e o quadro apresentado. Nesse cen&amp;aacute;rio, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o organizada e hist&amp;oacute;rico preventivo tornam-se parte essencial da defesa da empresa. Os registros de sa&amp;uacute;de e seguran&amp;ccedil;a ocupacional devem ser preservados por at&amp;eacute; 20 anos, podendo servir como elemento probat&amp;oacute;rio em eventuais futuras fiscaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige mudan&amp;ccedil;as cultural e organizacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m das exig&amp;ecirc;ncias legais, a discuss&amp;atilde;o mostrou que a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; NR-1 tamb&amp;eacute;m envolve revis&amp;atilde;o de cultura organizacional, lideran&amp;ccedil;a e clima interno. Bigonha explicou que riscos psicossociais n&amp;atilde;o se limitam a situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es individuais, mas refletem a forma como equipes, metas, processos e rotinas s&amp;atilde;o estruturados dentro das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Excesso de horas extras, aus&amp;ecirc;ncia de pausas, conflitos interpessoais, press&amp;atilde;o excessiva por metas, monitoramento abusivo e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es inadequadas de trabalho s&amp;atilde;o alguns dos fatores que devem ser observados. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o exigida pela norma tem car&amp;aacute;ter coletivo e organizacional, n&amp;atilde;o individual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palestra tamb&amp;eacute;m ressaltou sinais internos que podem indicar ambientes sob risco elevado, como alta rotatividade, aumento de absente&amp;iacute;smo e hist&amp;oacute;rico recorrente de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas. Empresas com alta incid&amp;ecirc;ncia de reclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es correm mais risco de lidar com novas alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es ligadas a fatores psicossociais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas iniciam corrida por adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda segundo o presidente do Beleza Patronal, empresas mais estruturadas j&amp;aacute; iniciaram diagn&amp;oacute;sticos preventivos, atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PGRs, mapeamento de clima organizacional e treinamentos de lideran&amp;ccedil;as. A prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolve tamb&amp;eacute;m aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de question&amp;aacute;rios t&amp;eacute;cnicos, elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de relat&amp;oacute;rios documentados e implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de programas de sa&amp;uacute;de mental e preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bigonha sinalizou que a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o deve ser vista apenas como obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal, mas tamb&amp;eacute;m como ferramenta de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o operacional e fortalecimento da gest&amp;atilde;o empresarial e do ambiente interno.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os potenciais benef&amp;iacute;cios apontados s&amp;atilde;o a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de rotatividade, a melhoria do clima organizacional, a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de passivos trabalhistas e mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O momento exige a&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata. &amp;ldquo;Empresas despreparadas sofrer&amp;atilde;o. Empresas organizadas crescer&amp;atilde;o&amp;rdquo;, finalizou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 27 May 2026 14:26:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[IA e experiência humana vão redefinir competitividade das empresas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/ia-e-experiencia-humana-vao-redefinir-competitividade-das-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Empresários debatem efeitos da tecnologia sobre consumo, marketing, liderança e competitividade no ambiente digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;“Não basta parecer bom, as empresas precisarão funcionar bem em escala digital.” A frase de Isabelli Gonçalves, especialista em experiência humana, inovação e Inteligência Artificial (IA), &amp;nbsp;sintetizou uma das principais reflexões apresentadas na reunião de maio do Conselho de Serviços da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em um cenário marcado por mudanças aceleradas no comportamento do consumidor e pelo avanço da tecnologia, o encontro colocou no centro do debate a necessidade de empresas mais eficientes, adaptáveis e, ao mesmo tempo, mais humanas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasião, Isabelli mostrou que a transformação digital deixou de ser apenas um tema ligado à tecnologia e passou a envolver experiência do cliente, cultura organizacional, qualidade de dados e capacidade de construir relações de confiança em um ambiente cada vez mais automatizado. Segundo ela, a inovação só faz sentido quando melhora a vida das pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O consumidor mudou e elevou o nível de exigência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos principais pontos abordados pela especialista foi a velocidade da transformação no comportamento do consumidor. Hoje, as pessoas não comparam mais empresas apenas dentro do mesmo setor. O consumidor avalia a experiência sempre com a mesma régua usada para aplicativos, plataformas de streaming ou grandes operações do varejo digital, independentemente do segmento ou do tipo de operação. Isso faz com que rapidez, clareza, integração de canais e personalização deixem de ser diferenciais e passem a representar expectativas básicas de mercado, conforme explicou a especialista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse novo contexto, a experiência se consolida como ativo estratégico das empresas. Isabelli destacou que preço continua atraindo consumidores, mas é a experiência que gera fidelização e reputação de longo prazo. Ela observou que falhas operacionais têm impacto direto não apenas para os resultados financeiros, mas também para a percepção emocional dos clientes sobre as marcas. “Dentre os pilares da nova relação de consumo apresentados no encontro, destacam-se omnicanalidade, integração da jornada do cliente, reputação contínua e relacionamento de longo prazo”, disse.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA altera lógica dos negócios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As discussões do Conselho de Serviços também aprofundaram os efeitos da IA sobre marketing, consumo e operação das empresas. Para a especialista, agentes autônomos da ferramenta devem assumir parte crescente das decisões de compra e relacionamento, modificando a dinâmica tradicional entre marcas e consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com base em projeções da McKinsey &amp;amp; Company, agentes de compras autônomas poderão movimentar US$ 5 trilhões no mundo até 2030. O Brasil aparece como mercado relevante nesse processo em razão da rápida digitalização dos meios de pagamento e da forte adesão da população a soluções tecnológicas no setor financeiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante dessa mudança, as empresas precisarão rever a própria lógica de presença digital. “A pergunta deixa de ser ‘como o consumidor me encontra?’ e passa a ser ‘como os algoritmos entendem a minha empresa?’”, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Do marketing tradicional à lógica algorítmica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro tema explanado foi a transformação do marketing tradicional frente à IA e à economia orientada por dados. Na prática, isso significa que empresas precisarão ir além da comunicação e do posicionamento de marca. Operações eficientes, integração tecnológica e consistência de entrega passam a influenciar diretamente competitividade e reputação. “Qualidade de dados, encontrabilidade [facilidade de se encontrar uma informação contina num site], clareza decisória e confiabilidade operacional passam a ser ativos estratégicos”, afirmou a especialista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também foram apresentados conceitos ligados a SEO, GEO e AIO, modelos de otimização voltados, respectivamente, para mecanismos de busca, IA generativa e agentes inteligentes capazes de tomar decisões automatizadas. O movimento reforça que empresas precisarão ser compreendidas não apenas por consumidores, mas também pelos sistemas digitais que medeiam escolhas, buscas e recomendações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais tecnologia exige mais humanidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do avanço acelerado da IA, habilidades humanas seguem no centro das estratégias empresariais. Empatia, escuta ativa, criatividade e capacidade de interpretação contextual foram apontadas como competências essenciais em um ambiente cada vez mais automatizado. “O futuro é sobre ampliar capacidades humanas, e não substituir pessoas”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isabelli ainda ressaltou que muitas empresas perdem relevância não pela ausência de tecnologia, mas pela incapacidade de compreender pessoas. Atendimentos sem contexto, processos excessivamente burocráticos, métricas desconectadas da experiência real do cliente e ausência de escuta ativa dentro das organizações foram alguns dos riscos destacados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela também trouxe a ideia de experiência humana integrada, que conecta experiência do usuário, jornada do cliente e experiência do colaborador em uma visão única de relacionamento. “Organizações mais adaptáveis serão aquelas capazes de equilibrar eficiência tecnológica e sensibilidade humana”, frisou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aprendizagem contínua na agenda das lideranças&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda foram abordados os efeitos da transformação digital sobre liderança e gestão de equipes. Para Isabelli, empresas do futuro precisarão funcionar como ambientes permanentes de aprendizagem, com foco em requalificação profissional, cultura de inovação e desenvolvimento contínuo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a liderança deixa de atuar só como gestão operacional e passa a exercer papel educador dentro das organizações. “O maior risco não é a IA, mas permanecer com mentalidade analógica em um mundo exponencial”, encerrou, em tom de alerta aos empresários.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 25 May 2026 15:53:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Serviços]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo na Copa: onde estão as oportunidades em 2026?]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/varejo-na-copa-onde-estao-as-oportunidades-em-2026</link><description>&lt;![CDATA[Setores de eletrônicos e de alimentos e bebidas devem concentrar mais vendas; porém, com criatividade, outras atividades também podem lucrar]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Copa do Mundo de 2026 ser&amp;aacute; a maior da hist&amp;oacute;ria, sediada em tr&amp;ecirc;s pa&amp;iacute;ses (Canad&amp;aacute;, Estados Unidos e M&amp;eacute;xico) e com 48 sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es e 39 dias de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esse fato inaugura um novo patamar econ&amp;ocirc;mico que um evento esportivo global deve alcan&amp;ccedil;ar. Para o Brasil, mesmo n&amp;atilde;o sendo pa&amp;iacute;s-sede, o impacto ser&amp;aacute; relevante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista econ&amp;ocirc;mico, ao comparar com a Copa do Mundo de 2022, se, por um lado, h&amp;aacute; aspectos positivos no cen&amp;aacute;rio atual (como menor infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desemprego nas m&amp;iacute;nimas hist&amp;oacute;ricas, aumento da renda, entre outros fatores que estimulam o consumo), por outro, h&amp;aacute; uma desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade econ&amp;ocirc;mica em curso &amp;mdash; com taxas de juros ainda elevadas e alta no pre&amp;ccedil;o do petr&amp;oacute;leo causada pelo conflito no Oriente M&amp;eacute;dio &amp;mdash;, j&amp;aacute; refletindo nos pre&amp;ccedil;os.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, as expectativas da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; para as vendas do Varejo durante o evento s&amp;atilde;o otimistas, com alta no faturamento. Mas &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pensando-em-fazer-campanha-durante-a-copa-saiba-o-que-evitar-para-nao-ter-prejuizo"&gt;o crescimento n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; uniforme, nem contemplar&amp;aacute; todos os segmentos&lt;/a&gt;. Confira, a seguir, os principais beneficiados, segundo a Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eletr&amp;ocirc;nicos:&lt;/strong&gt; destaque para TVs, que j&amp;aacute; exibiram alta de 7% nos primeiros meses do ano. &lt;a href="https://cbn.globo.com/economia/noticia/2026/04/11/copa-do-mundo-faz-disparar-vendas-de-tvs-gigantes-quando-vale-a-pena.ghtml"&gt;As telas grandes (75 polegadas ou mais) cresceram 94%&lt;/a&gt;. Tamb&amp;eacute;m h&amp;aacute; demanda elevada por &lt;strong&gt;soundbars&lt;/strong&gt;, cabos HDMI, suportes de parede, estabilizadores, &lt;strong&gt;racks&lt;/strong&gt; e poltronas confort&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vestu&amp;aacute;rio esportivo:&lt;/strong&gt; venda de camisas (inclusive de outras sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es), bon&amp;eacute;s, bandeiras e acess&amp;oacute;rios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alimentos e bebidas:&lt;/strong&gt; como a resid&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; um dos lugares preferidos para acompanhar os jogos, carnes, bebidas, petiscos e itens para churrasco lideram. Segundo a &lt;a href="https://www.supervarejo.com.br/especial/primeiro-ranking-do-ano-em-parceria-com-a-scanntech-e-destaque-da-supervarejo-de-marco"&gt;Scanntech&lt;/a&gt;, em torneios anteriores, esses itens chegaram a crescer at&amp;eacute; 200%, com churrasqueiras avan&amp;ccedil;ando 227%. Nas duas horas que antecedem os jogos da Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o volume em supermercados salta quase 70%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Festas e decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/strong&gt; lojas de fantasias e artigos para festas tamb&amp;eacute;m est&amp;atilde;o entre as principais beneficiadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bares e restaurantes:&lt;/strong&gt; apesar da prefer&amp;ecirc;ncia por assistir em casa ou na casa de amigos para economizar, os jogos da Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o na primeira fase ocorrer&amp;atilde;o no per&amp;iacute;odo noturno, o que deve elevar as receitas do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outros segmentos que podem aproveitar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O alcance da Copa permite beneficiar nichos inusitados, como:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;farm&amp;aacute;cias e perfumarias:&lt;/strong&gt; podem explorar maquiagens e esmaltes nas cores da Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de medicamentos para quem for exagerar na comida e na bebida. Tamb&amp;eacute;m se tornaram pontos de venda de figurinhas e &amp;aacute;lbuns, aumentando o fluxo de clientes;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;pet shops:&lt;/strong&gt; enfeitar c&amp;atilde;es com la&amp;ccedil;os e gravatas verde-amarelas, promover a&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas redes sociais e criar o &amp;ldquo;esquema de torcida para o seu melhor amigo&amp;rdquo; gera conte&amp;uacute;do digital e engajamento;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dia dos Namorados:&lt;/strong&gt; h&amp;aacute; risco de redirecionamento de gastos, com aumento da prefer&amp;ecirc;ncia por presentes como camisas de sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o! Nem todos ganham&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pesquisas realizadas em Copas anteriores indicam redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no fluxo de pessoas em shopping centers, afetando negativamente as vendas. O Com&amp;eacute;rcio precisa, portanto, ajustar estrat&amp;eacute;gias, investindo em produtos sazonais, fortalecendo o ambiente digital e preparando a&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os hor&amp;aacute;rios dos jogos. Tel&amp;otilde;es na pra&amp;ccedil;a de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o costumam juntar pessoas que n&amp;atilde;o poderiam assistir em casa ou que queiram acompanhar de um espa&amp;ccedil;o fechado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Copa de 2026 ser&amp;aacute; uma vitrine global. Para o Varejo brasileiro, as oportunidades existem, mas exigem planejamento, criatividade e foco nos segmentos certos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 20 May 2026 14:01:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vendas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Queda das passagens no IPCA não reflete cenário real do segmento aéreo]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/queda-das-passagens-no-ipca-nao-reflete-cenario-real-do-segmento-aereo</link><description>&lt;![CDATA[Metodologia do IBGE ajuda a explicar recuo de 14,45% em abril, mesmo em meio à alta do petróleo e do querosene de aviação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A queda de 14,45% nas passagens a&amp;eacute;reas registrada pelo &amp;Iacute;ndice Nacional de Pre&amp;ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), em abril, chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o por destoar da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o vivida pela avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Enquanto o indicador apontava redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tarifas, as companhias a&amp;eacute;reas acompanhavam a disparada do petr&amp;oacute;leo no mercado internacional, as tens&amp;otilde;es geopol&amp;iacute;ticas envolvendo o Ir&amp;atilde; e um reajuste superior a 50% no Querosene de Avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o (QAV), principal custo operacional do segmento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado contrariou a l&amp;oacute;gica esperada para um per&amp;iacute;odo de forte press&amp;atilde;o sobre os combust&amp;iacute;veis, quando a tend&amp;ecirc;ncia seria de alta (e n&amp;atilde;o de queda) das tarifas. A explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para essa diverg&amp;ecirc;ncia est&amp;aacute; menos no comportamento do mercado e mais na metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE) para compor o IPCA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo an&amp;aacute;lise do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o &amp;iacute;ndice divulgado em abril refletiu tarifas pesquisadas ainda em fevereiro, antes do choque recente nos custos das companhias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/051ad1094b1c3311388a385908303657852f9888.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Queda no &amp;iacute;ndice n&amp;atilde;o traz al&amp;iacute;vio para o mercado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, a metodologia ajuda a contextualizar os n&amp;uacute;meros divulgados e evita interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es distorcidas sobre a din&amp;acirc;mica da avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o no per&amp;iacute;odo. A queda registrada em abril n&amp;atilde;o significa que o consumidor encontrou passagens mais baratas naquele momento, mas que o &amp;iacute;ndice captou pre&amp;ccedil;os ofertados antes da press&amp;atilde;o mais intensa sobre os custos das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que os efeitos da alta do combust&amp;iacute;vel apare&amp;ccedil;am de forma mais clara nos pr&amp;oacute;ximos indicadores de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente a partir de junho, quando os levantamentos j&amp;aacute; devem incorporar as tarifas reajustadas ap&amp;oacute;s a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do QAV e a press&amp;atilde;o internacional sobre os derivados de petr&amp;oacute;leo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Turismo, a alta dos custos operacionais tende a pressionar margens, encarecer viagens e afetar a demanda nos pr&amp;oacute;ximos meses, em um ambiente ainda marcado pela volatilidade cambial e pelas incertezas do mercado internacional.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 19 May 2026 10:15:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item></channel></rss>
