<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Varejo - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticias/negocios/varejo</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Tue, 18 Aug 2026 11:18:59 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Varejo - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticias/negocios/varejo</link><url>http://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Confiança das empresas de pequeno porte cai pelo sexto mês consecutivo e atinge menor nível em 5 anos]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/confianca-das-empresas-de-pequeno-porte-cai-pelo-sexto-mes-consecutivo-e-atinge-menor-nivel-em-5-anos-diz-fecomerciosp</link><description>&lt;![CDATA[Cenário político instável com o fim da ‘taxa das blusinhas’ e debate sobre escala 6x1 agravam pessimismo do empresariado]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A confiança dos empresários do comércio paulistano permaneceu na zona pessimista, principalmente por causa da percepção das empresas de pequeno porte. De acordo com a &lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC)&lt;/strong&gt;, avaliado mensalmente pela Entidade, registrou &lt;strong&gt;93,9 pontos&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em julho&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;— mantendo-se estável e interrompendo uma série de cinco quedas seguidas. Na &lt;strong&gt;comparação com o mesmo mês do ano passado&lt;/strong&gt;, o recuo do indicador foi de &lt;strong&gt;8,7%&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;[gráfico 1].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" width="574" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/fcf5ef6bdbbe5776bfdad451ee62b68bcc6d8ee3.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na análise por porte, o cenário das empresas de &lt;strong&gt;até 50 funcionários&lt;/strong&gt; é preocupante, visto que o indicador recuou pelo sexto mês consecutivo, registrando &lt;strong&gt;93,6 pontos&lt;/strong&gt; em julho, menor patamar desde junho de 2021, período de pandemia; na comparação interanual, apontou queda de 8,8%. Já no caso das empresas &lt;strong&gt;acima de 50 funcionários&lt;/strong&gt;, o ICEC subiu 3,9% em relação a junho e atingiu &lt;strong&gt;106,4 pontos&lt;/strong&gt;, mantendo-se em patamar levemente otimista — contudo, sofreu retração de 5,5% em relação a julho de 2025.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresariado está insatisfeito com as condições atuais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as três variáveis que compõem o ICEC, o &lt;strong&gt;Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC)&lt;/strong&gt; atingiu 69,1 pontos em julho, praticamente estável em relação a junho [gráfico 2], mas está 9,5% abaixo do apurado no mesmo período do ano passado. A &lt;strong&gt;FecomercioSP&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;continua ressaltando o elevado grau de insatisfação do empresariado quanto às condições atuais. Mesmo que as vendas tenham crescido de maneira consistente até o fim de 2025, os empresários não estão satisfeitos com rentabilidade, pressão de custos, juros elevados, entre outros fatores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso das &lt;strong&gt;pequenas&lt;/strong&gt; empresas, o ICAEC atingiu 68,7 pontos em julho, retração interanual de 9,6% — são &lt;strong&gt;42 meses&lt;/strong&gt; consecutivos abaixo dos 100 pontos, indicando &lt;strong&gt;pessimismo&lt;/strong&gt;. A queda observada no período recente pode estar relacionada também às notícias do campo político, como a aprovação da redução de jornada e o fim da “taxa das blusinhas”, situação em que os pequenos negócios estão mais vulneráveis. Para as &lt;strong&gt;grandes&lt;/strong&gt;, por sua vez, houve alta de 77,9 pontos, em junho, para &lt;strong&gt;84,4 pontos&lt;/strong&gt;, em julho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ICAEC, IEEC E IIEC&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" width="578" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/04acc9ea65cdbe6832a7ee9df93dbb0896468cad.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) das pequenas empresas&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;também se deteriorou, ao passar de 99 pontos, em junho, para 97 pontos, em julho, o menor nível desde 2021. Segundo a Entidade, esse dado revela que as pequenas estão com um leve grau de pessimismo para investir com cenário econômico instável. No segmento das grandes, também caiu 3,5% em comparação com o mês de junho, marcando 107 pontos, mas permanecendo na zona de otimismo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC)&lt;/strong&gt; subiu nas empresas de ambos os portes. Nas pequenas, avançou 1,6% ao passar de 113,2 pontos em junho para 115 pontos em julho, porém apresenta queda de 10,4% em relação a julho de 2025. O IEEC das empresas acima de 50 funcionários, avançou 7,9%, passando de 118,4 para 127,7 pontos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cautela para investir e ampliar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Índice de Expansão do Comércio (IEC),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;pesquisa realizada também pela FecomercioSP, caiu 0,9% em julho, passando para 101,2 pontos. O indicador exibe queda interanual de 6,1%. A variável que mede a &lt;strong&gt;Expectativa de Contratação de Funcionários (ECF)&lt;/strong&gt; atingiu 113,1 pontos; na comparação com julho de 2025, a queda foi de 4,5%. Segundo a Federação, o movimento é compatível com o aumento das incertezas presentes na economia, especialmente a desaceleração da atividade econômica, diante da inflação persistente, dos juros elevados e da queda do consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Índice de Expansão do Comércio (IEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" width="567" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/48b1096ecb5af9da2650f8e734c4b73f7fe03d44.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Nível de Investimento das Empresas (NIE)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;caiu pelo sexto mês seguido, ao passar de 91,5 pontos, em junho, para 89,3 pontos, em julho (-2,3%). O indicador segue em patamar historicamente baixo e na zona de pessimismo (menos de 100 pontos) há 20 meses consecutivos. Na comparação com julho do ano anterior, a queda foi de 8,8%, ampliando a leitura de cautela dos empresários quanto aos investimentos. Além disso, as questões econômicas continuam reduzindo a atratividade de projetos de expansão, modernização e ampliação da capacidade operacional das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira os principais indicadores econômicos para o planejamento do seu negócio no &lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/panorama-do-comercio-de-agosto-o-que-esta-mudando-nos-habitos-de-compra-dos-brasileiros"&gt;Panorama do Comércio&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. Produzido mensalmente pela FecomercioSP, o boletim apresenta análises sobre o cenário econômico, o perfil de consumo e as principais tendências que impactam a atividade empresarial.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 10:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Índice de Confiança do Empresário do Comércio]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Preço médio dos presentes de Dia dos Pais sobe 4,09%]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/media-de-precos-de-presentes-para-o-dia-dos-pais-ficam-4-09-mais-caros-mas-abaixo-da-inflacao-geral-diz-fecomerciosp-1</link><description>&lt;![CDATA[Entidade projeta crescimento de 1% nas vendas do Comércio, em razão da demanda amena da data]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O cenário econômico atual favorece a compra de presentes para o Dia dos Pais neste ano. Segundo levantamento da &lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, os produtos usualmente escolhidos para presentear na data registraram uma alta média acumulada de 4,09% em 12 meses. O porcentual, que ficou abaixo da inflação geral do País (4,52%), representa uma desaceleração acentuada frente aos 10,37% apurados no ano anterior [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inflação Dia dos pais Brasil — % acumulado 12 meses até julho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="270" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/181cb14031f758cd9b262e52bee1b59f2a779917.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, os preços estão equilibrados, com parte dos itens registrando variações abaixo da média da cesta, ou até mesmo queda. Ainda assim, a Entidade reforça a importância de pesquisar os preços com antecedência, comparar as formas de pagamento disponíveis e avaliar o orçamento familiar, especialmente em um quadro de instabilidade econômica, inflação elevada e &lt;u&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/em-cenario-de-aumento-do-endividamento-numero-de-familias-inadimplentes-cai-pelo-segundo-mes-seguido-em-sao-paulo"&gt;alto nível de endividamento das famílias&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os 30 itens analisados no levantamento, o que mais encareceu foi chocolate em barra e bombom, com avanço de 16,37%, pressionado pela escalada internacional do cacau. Na sequência, perfumes (12,25%), videogames/consoles (11,24%) e produtos para barba (9,19%), para cabelo (8,18%) e para pele (6,31%), que também subiram de forma expressiva. Computador pessoal (8,87%), bijuterias (6,21%) e livros não didáticos (5,97%) foram outros itens que superaram a variação média da cesta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O setor de vestuário e calçados, que costuma ser o de maior procura para a data, apontou encarecimento mais contido. Os calçados puxaram o grupo, com alta em sapato masculino (6,66%), tênis (6,02%) e sandália/chinelo (5,16%). Dentre as roupas, agasalhos (4,22%), calças (4,21%), bermudas/shorts (3,61%) e camisas/camisetas (2,53%) tiveram reajustes intermediários; a cueca destoou, com leve recuo de 0,75%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já os alimentos e eletrônicos aliviaram a conta. O café moído apresentou o maior recuo, ficando 17,13% mais barato — após choque da alta de mais de 76% no ano passado. Com o real mais forte em relação ao dólar, a importação de componentes e produtos ficou mais barata, o que contribuiu para a queda dos preços de aparelhos de som (-5,14%), telefones (-1,89%), vinhos (-1,58%), televisores (-0,36%) e bicicletas (-0,04%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na &lt;strong&gt;Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)&lt;/strong&gt;, a cesta subiu &lt;strong&gt;4,9%&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;12 meses&lt;/strong&gt;, ante 10,96% no mesmo intervalo de 2025. Chocolate (17,79%) e produtos para barba (14,86%) e cabelo (11,42%) são as principais altas; no sentido oposto, as quedas apareceram novamente no café moído (-17,83%) e no vinho (-4,34%) [tabela 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inflação Dia dos pais — % acumulado até julho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Região Metropolitana de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="272" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/18a5f9f07c6be98420c5f2d56cae9a519cb2ce8d.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 09:59:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vendas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Apesar dos juros e da inflação, mercado de trabalho sustenta otimismo do consumidor em São Paulo]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/apesar-dos-juros-e-da-inflacao-mercado-de-trabalho-sustenta-otimismo-do-consumidor-em-sao-paulo</link><description>&lt;![CDATA[Queda da intenção de consumo aponta cautela das famílias diante de endividamento e juros elevados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o das fam&amp;iacute;lias paulistanas sobre a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica recuou em julho, de acordo com a &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. O &amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Consumidor (ICC) apontou queda de 2% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a junho, registrando 121,6 pontos. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com julho de 2025, contudo, houve alta de 11,6%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora a confian&amp;ccedil;a do consumidor permane&amp;ccedil;a em patamar de otimismo, o resultado de julho aponta para uma mudan&amp;ccedil;a no comportamento familiar. O mercado de trabalho continua sustentando a renda e evitando uma deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais intensa das expectativas, por&amp;eacute;m esse impulso j&amp;aacute; n&amp;atilde;o se traduz na mesma intensidade em aumento do consumo. O ambiente de juros elevados, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda concentrada em despesa essenciais e elevado comprometimento da renda est&amp;aacute; levando os consumidores a adotarem uma postura mais cautelosa nas decis&amp;otilde;es de compra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ICC varia de 0 a 200 pontos. Resultados iguais a 100 pontos indicam neutralidade; abaixo desse patamar, pessimismo; e acima, otimismo. Quanto mais o &amp;iacute;ndice se aproxima de um desses extremos, maior &amp;eacute; a intensidade do sentimento. Assim, estar acima dos 100 pontos n&amp;atilde;o significa aus&amp;ecirc;ncia de dificuldades, mas que as avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es favor&amp;aacute;veis superam as desfavor&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[Gr&amp;aacute;fico 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Consumidor (ICC) &amp;mdash; s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/ffaca665d1e46ca9ddb536205241d92043708271.png" style="width: 600px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o mercado de trabalho continua sendo o principal fator de sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da confian&amp;ccedil;a dos consumidores. A combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre baixa taxa de desemprego, crescimento da renda e expans&amp;atilde;o da massa salarial preserva a capacidade de pagamento das fam&amp;iacute;lias. Entretanto, esse ambiente favor&amp;aacute;vel passou a conviver com um custo financeiro elevado. A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ainda concentrada em itens essenciais), os juros em patamar restritivo e o elevado endividamento reduzem a margem dispon&amp;iacute;vel a novos gastos, tornando o consumidor mais seletivo quanto a pre&amp;ccedil;os, prazos, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pagamento e compras de maior valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em julho, a queda da confian&amp;ccedil;a atingiu todos os grupos pesquisados, com destaque para os lares com renda de at&amp;eacute; dez sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos (-2,6%), os homens (-2,5%) e os consumidores com menos de 35 anos (-2,1%). Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, entretanto, todos os segmentos apresentaram alta, sendo as maiores varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es registradas entre esses mesmos grupos: homens (13,3%), consumidores com menos de 35 anos (12,9%) e lares com renda de at&amp;eacute; dez sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos (12,4%). De acordo com a FecomercioSP, o comportamento desses grupos sugere mais sensibilidade &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de emprego, renda dispon&amp;iacute;vel, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e acesso ao cr&amp;eacute;dito.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[Tabela 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Consumidor (ICC) &amp;ndash; segmentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="567" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/4c241c628b0fdf5c21a951c79ed60671dd8cc77f.png" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os sub&amp;iacute;ndices que comp&amp;otilde;em o ICC, o &lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice das Condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Econ&amp;ocirc;micas Atuais (ICEA)&lt;/strong&gt; apresentou o maior recuo, com queda de 3,1%, atingindo 114 pontos. Contudo, na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, o sub&amp;iacute;ndice cresceu 11%.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[Tabela 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice das Condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Econ&amp;ocirc;micas Atuais (ICEA) &amp;ndash; segmentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img border="0" width="567" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/133e7047e4572c4d1a4b9326078a6305fafbc327.png" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O &amp;Iacute;ndice de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;, por sua vez,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;recuou 1,4% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a junho, atingindo 126,7 pontos. Com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o daqueles que recebem dez sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos ou mais (avan&amp;ccedil;ando 0,5%), todos os demais componentes apresentaram resultados negativos. No comparativo com o mesmo per&amp;iacute;odo de 2025, houve alta de 12%, sendo que todos os segmentos registraram resultados positivos relevantes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[Tabela 3]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Expectativas do Consumidor (IEC) &amp;ndash; segmentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img border="0" width="567" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/2df5419b500f486cd651f78dbfd86f0f6f7a1fba.png" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O comportamento simult&amp;acirc;neo dos dois sub&amp;iacute;ndices mostra que o consumidor passou a avaliar de forma mais cautelosa tanto sua situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica atual quanto as perspectivas para os pr&amp;oacute;ximos meses. Ainda que ambos permane&amp;ccedil;am acima da linha de otimismo, o recuo disseminado entre praticamente todos os segmentos indica uma acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da confian&amp;ccedil;a ap&amp;oacute;s o forte avan&amp;ccedil;o observado ao longo dos &amp;uacute;ltimos 12 meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consumo das fam&amp;iacute;lias recua&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Consumo das Fam&amp;iacute;lias (ICF), outro indicador da FecomercioSP &amp;mdash; que varia de zero a 200 pontos &amp;mdash;, tamb&amp;eacute;m apresentou retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em julho. O ICF caiu 0,4%, atingindo 112,3 pontos. Foi a quarta queda seguida do indicador. A sequ&amp;ecirc;ncia de recuos refor&amp;ccedil;a que a confian&amp;ccedil;a elevada n&amp;atilde;o tem sido suficiente para estimular o consumo na mesma intensidade. A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua com disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para consumir, por&amp;eacute;m prioriza gastos essenciais e posterga decis&amp;otilde;es que envolvam mais comprometimento financeiro. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, o indicador registrou alta de 6,3%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[Gr&amp;aacute;fico 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Consumo das Fam&amp;iacute;lias (ICF) &amp;ndash; s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="567" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/732bbe4b687bb32abdbfb0f4b490a00ecdb0d41c.png" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as vari&amp;aacute;veis que comp&amp;otilde;em o indicador, &lt;strong&gt;momento para dur&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt; obteve a maior varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o positiva em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a junho (2,5%) e ao s&amp;eacute;timo m&amp;ecirc;s de 2025 (16,9%). Contudo, em termos de pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o quesito ficou no patamar de insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com 81,6 pontos. &lt;strong&gt;Perspectiva de consumo&lt;/strong&gt; subiu 1,7%, para 106,2 pontos, e cresceu 10,3%, na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual. &lt;strong&gt;N&amp;iacute;vel de consumo&lt;/strong&gt; variou 0,3%, passando para 89,7 pontos, e cresceu 7,5% no comparativo interanual. J&amp;aacute; &lt;strong&gt;acesso ao cr&amp;eacute;dito&lt;/strong&gt; variou 0,1%, com 111,7 pontos, e alta de 9,9% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com julho de 2025.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, &lt;strong&gt;emprego atual&lt;/strong&gt; registrou queda de 0,8%, atingindo 141,8 pontos, e cresceu 6,9% no comparativo interanual. &lt;strong&gt;Perspectiva profissional&lt;/strong&gt; registrou queda de 4,1%, alcan&amp;ccedil;ando 115,9 pontos e queda de 5,1% no comparativo com o mesmo m&amp;ecirc;s de 2025. &lt;strong&gt;Renda atual&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;sofreu queda de 1,1% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao m&amp;ecirc;s anterior (139,0 pontos) e alta de 4% no comparativo anual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE), com o mercado de trabalho encerrando o trimestre finalizado em maio com uma menor taxa de desocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (5,6%), o rendimento real crescendo 4% em um ano e a massa real de rendimentos avan&amp;ccedil;ando 4,8%, a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a renda est&amp;atilde;o amortecendo os efeitos dos juros elevados sobre o consumo. Por outro lado, mesmo com o cen&amp;aacute;rio atual favor&amp;aacute;vel, h&amp;aacute; mais prud&amp;ecirc;ncia das fam&amp;iacute;lias com compromissos de longo prazo: a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o desacelerou para 0,16%, em junho, acumulando 4,64% em 12 meses, mas continua pressionando justamente grupos de maior peso no or&amp;ccedil;amento familiar, reduzindo a renda dispon&amp;iacute;vel para despesas discricion&amp;aacute;rias, afetando principalmente os consumidores de menor renda e limitando a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Somado a esse quadro, h&amp;aacute; o endividamento &amp;mdash; que atingia 74,1% dos lares na capital paulista em junho &amp;mdash;, o maior n&amp;iacute;vel em quatro anos. Com a taxa Selic em 14,25% ao ano, o custo das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es permanece elevado para os consumidores. Embora o ciclo de juros esteja desacelerando gradualmente, seus efeitos sobre o consumo permanecem relevantes. Assim, as opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de financiamento continuam mais caras, restringindo principalmente as compras de maior valor agregado. Assim, mesmo com o crescimento anual expressivo apresentado pelo quesito Momento para Dur&amp;aacute;veis (16,9%), a sua continuidade na zona de insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (81,6 pontos) mostra que ainda n&amp;atilde;o h&amp;aacute; evid&amp;ecirc;ncias de normaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o plena das compras financiadas, como ve&amp;iacute;culos, m&amp;oacute;veis e eletrodom&amp;eacute;sticos.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[Tabela 4]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Consumo das Fam&amp;iacute;lias &amp;mdash; componentes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="475" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/3591a5096972c2537457e154e393975f6bce9abf.png" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre as fam&amp;iacute;lias que &lt;strong&gt;recebem at&amp;eacute; dez sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos&lt;/strong&gt;, o ICF ficou praticamente est&amp;aacute;vel em julho, atingindo 111,5 pontos. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado, por&amp;eacute;m, houve avan&amp;ccedil;o de 7,7%. A maior queda entre as vari&amp;aacute;veis foi registrada no item Perspectiva Profissional (que caiu 3,4%, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a junho, e 6% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com julho de 2025). Contudo, o quesito permaneceu na zona de otimismo com 115,1 pontos. J&amp;aacute; Consumo Atual (86,8 pontos) e Momento para Dur&amp;aacute;veis (79,6 pontos), que cresceram 1,1% e 2,5%, respectivamente, ficaram abaixo da linha que separa o otimismo do pessimismo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No comparativo interanual, momento para dur&amp;aacute;veis (19%), acesso ao cr&amp;eacute;dito (13,5%), perspectiva de consumo (11%) e n&amp;iacute;vel de consumo atual (10,7%) foram os principais destaques positivos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[Tabela 5]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Consumo das Fam&amp;iacute;lias &amp;nbsp;&amp;mdash; at&amp;eacute; 10 sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="475" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/be48ad38375a777b24cdedfe39fc5b24797c7aed.png" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos lares com renda &lt;strong&gt;superior a dez sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos&lt;/strong&gt;, o ICF recuou 1,7%, passando para 114,5 pontos, mas ficando 2,4% acima do registrado em julho de 2025. Perspectiva Profissional (-6%), Renda Atual (-2,7%), Acesso ao Cr&amp;eacute;dito (-1,6%) e N&amp;iacute;vel de Consumo Atual (-1,6%) apresentaram as maiores quedas mensais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[Tabela 6]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Consumo das Fam&amp;iacute;lias &amp;mdash; Mais de 10 sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em id="isPasted"&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/090764cafa39f3b10de50792cd84dbe7b3c1a086.png" style="width: 600px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, os resultados do ICC e do ICF indicam que o consumidor paulistano continua otimista, por&amp;eacute;m significativamente mais criterioso em suas decis&amp;otilde;es de compra. O mercado de trabalho permanece como principal sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da confian&amp;ccedil;a ao preservar empregos, renda e capacidade de pagamento. Entretanto, esse fator, de forma isolada, j&amp;aacute; n&amp;atilde;o consegue incentivar o consumo na mesma intensidade observada nos &amp;uacute;ltimos meses, diante do elevado custo do cr&amp;eacute;dito, do maior comprometimento da renda familiar e da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda concentrada em despesas essenciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa conjuntura ajuda a explicar o desempenho recente do varejo paulista, marcado por crescimento moderado das vendas. Em vez de ampliar o consumo, os lares passaram a priorizar planejamento financeiro, pesquisa de pre&amp;ccedil;os e compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre canais f&amp;iacute;sicos e digitais, al&amp;eacute;m de adotarem mais seletividade nas compras, comportamento que deve continuar predominando enquanto persistirem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras restritivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, torna-se ainda mais importante que as empresas aprofundem o conhecimento sobre o perfil do consumidor, utilizem ferramentas de intelig&amp;ecirc;ncia de dados para segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ofertas, fortale&amp;ccedil;am programas de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e preservem a gest&amp;atilde;o do capital de giro. Estrat&amp;eacute;gias comerciais baseadas exclusivamente em descontos tendem a produzir resultados limitados em um ambiente de cr&amp;eacute;dito caro, sendo mais eficiente agregar valor, conveni&amp;ecirc;ncia, qualidade do atendimento e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pagamento compat&amp;iacute;veis com a capacidade financeira das pessoas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 18:00:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vendas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[‘Panorama do Comércio’ de agosto: o que está mudando nos hábitos de compra dos brasileiros?]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/panorama-do-comercio-de-agosto-o-que-esta-mudando-nos-habitos-de-compra-dos-brasileiros</link><description>&lt;![CDATA[Boletim da FecomercioSP aborda impactos das ‘bets’, da expansão do e-commerce e das canetas emagrecedoras sobre o varejo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Com&amp;eacute;rcio brasileiro est&amp;aacute; diante de uma profunda transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao lidar com um consumidor que compra mais pela internet, aposta em plataformas online e que mudou seus h&amp;aacute;bitos de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sa&amp;uacute;de.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de agosto do &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt;, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, traz uma radiografia completa dessas mudan&amp;ccedil;as de comportamento e do que estas significam para quem vende. Fa&amp;ccedil;a o download &lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1PB0nhQW7krypCV-reF_dcFyzOarftmCU/view" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/29886477ffe9317bdd28a010edb7a215c726d6ae.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1PB0nhQW7krypCV-reF_dcFyzOarftmCU/view"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos destaques &amp;eacute; o mercado das canetas emagrecedoras: o Brasil j&amp;aacute; importa mais desses medicamentos do que celulares, com o setor movimentando R$13,3 bilh&amp;otilde;es nas farm&amp;aacute;cias em um ano. O efeito vai al&amp;eacute;m da sa&amp;uacute;de e j&amp;aacute; reorganiza a cesta de consumo dos brasileiros, com reflexos diretos nesse setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O boletim tamb&amp;eacute;m apresenta um levantamento da Entidade sobre o comportamento dos paulistanos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s bets, revelando uma parcela expressiva que usa as plataformas como forma de complementar a renda dom&amp;eacute;stica &amp;mdash; dado que motivou o governo a alterar as regras de publicidade do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fechando a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o material re&amp;uacute;ne os principais indicadores econ&amp;ocirc;micos do m&amp;ecirc;s, como Selic, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e confian&amp;ccedil;a do consumidor, al&amp;eacute;m de uma dica pr&amp;aacute;tica para o pequeno varejista se conectar com seus clientes pelo WhatsApp.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acesse:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/29886477ffe9317bdd28a010edb7a215c726d6ae.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;&lt;strong id="isPasted"&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:31:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[panorama do comércio]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo, festas juninas e inverno trazem oportunidades únicas para aumentar as vendas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/copa-do-mundo-festas-juninas-e-inverno-trazem-oportunidades-unicas-para-aumentar-as-vendas</link><description>&lt;![CDATA[Panorama do Comércio dá dicas sobre como usar as datas e os eventos de junho para melhorar caixa e fidelizar clientes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt; de junho, elaborado pela &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;explora como, se de um lado o cen&amp;aacute;rio econ&amp;ocirc;mico est&amp;aacute; desfavor&amp;aacute;vel ao consumidor, o m&amp;ecirc;s de junho oferece v&amp;aacute;rias alternativas para o varejo expandir as vendas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para fazer o download do Panorama, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/15660cc28ab4acc4b40264268abe4c4df5a66e16.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;clique&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a na temperatura, em primeiro lugar, elevar&amp;aacute; a demanda por produtos que v&amp;atilde;o de roupas de frio, artigos de conforto dom&amp;eacute;stico e alimentos elaborados. Entram nessa lista ainda aquecedores el&amp;eacute;tricos, itens de &lt;em&gt;fondue&lt;/em&gt;, sopas, chocolates e bebidas quentes &amp;ndash; para lojas de eletrodom&amp;eacute;sticos e supermercados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em paralelo ao inverno, esse m&amp;ecirc;s ter&amp;aacute; o atrativo da Copa do Mundo Fifa de futebol masculino. O evento sediado nos Estados Unidos, no Canad&amp;aacute; e no M&amp;eacute;xico, come&amp;ccedil;ar&amp;aacute; na pr&amp;oacute;xima quinta-feira (11), e terminar&amp;aacute; s&amp;oacute; na metade de julho. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma das candidatas ao t&amp;iacute;tulo, h&amp;aacute; mais chances de prolongar as estrat&amp;eacute;gias de vendas &amp;ndash; at&amp;eacute; porque o Mundial vai potencializar toda a cadeia de consumo: eletr&amp;ocirc;nicos, artigos esportivos, roupas, alimentos e bebidas, etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Copa tamb&amp;eacute;m permite que qualquer neg&amp;oacute;cio &amp;ndash; de diferentes nichos, portes ou setores &amp;ndash; a explore de alguma forma. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o setor j&amp;aacute; est&amp;aacute; acostumado a explorar oportunidades de um dos eventos populares mais relevantes do Pa&amp;iacute;s: as festas juninas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Elas, da mesma forma, movimentam segmentos diversos, que v&amp;atilde;o da comida ao vestu&amp;aacute;rio, ou da decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos eletr&amp;ocirc;nicos. Mas, para al&amp;eacute;m das quadrilhas, essa &amp;eacute;poca &amp;eacute; ideal para criar promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es criativas: &lt;em&gt;kits&amp;nbsp;&lt;/em&gt;tem&amp;aacute;ticos, promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es voltadas &amp;agrave;s redes sociais, etc. &amp;ndash; para aumentar o n&amp;uacute;mero de seguidores, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Esse junho recheado trar&amp;aacute; oportunidades n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para vender mais, mas para construir uma base de clientes que, depois, podem continuar comprando&amp;rdquo;, nota Thiago Carvalho, assessor econ&amp;ocirc;mico da FecomercioSP. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Fidelizar custa at&amp;eacute; sete vezes menos do que conquistar um novo cliente, e os eventos de junho s&amp;atilde;o ideais para transformar compradores ocasionais em clientes de longo prazo&amp;rdquo;, completa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o d&amp;aacute; dicas de como seguir essas dicas. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/15660cc28ab4acc4b40264268abe4c4df5a66e16.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Isenção em compras internacionais de até US$ 50 reduz a competitividade nacional]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/isencao-em-compras-internacionais-de-ate-us-50-pode-reduzir-competitividade-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Concorrência justa exige isonomia regulatória e tributária entre empresas nacionais e estrangeiras]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;manifesta-se contrária à medida que autoriza o Ministério da Fazenda a zerar a alíquota do imposto de importação incidente sobre remessas postais internacionais de até US$ 50 (Medida Provisória — MPV 1.357/2026). Em diálogo com parlamentares, a Federação destaca que, embora reconheça a importância da ampliação do acesso a bens e do avanço da economia digital, é necessário equilíbrio competitivo entre empresas nacionais e internacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Assuntos Tributários&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Economia Digital e Inovação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, ambos da Entidade, a isenção provocará perda no volume de vendas, queda no faturamento do varejo e desaceleração dos investimentos em tecnologia, digitalização, expansão operacional e modernização logística entre os negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em ofício enviado às lideranças partidárias do Congresso Nacional, os órgãos ressaltam que a medida amplia a assimetria competitiva entre o comércio nacional e plataformas internacionais de vendas. “A experiência recente demonstra que a tributação sobre importações de pequeno valor ajudou a reduzir a diferença entre o varejo nacional e as plataformas internacionais de comércio eletrônico, principalmente asiáticas”, pontua a Entidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, o retorno da isenção do imposto sobre essas operações &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fim-da-taxa-das-blusinhas-e-retrocesso-com-prejuizos-tributarios-e-de-competitividade-as-empresas-diz-fecomerciosp"&gt;representa um retrocesso para o ambiente de negócios nacional&lt;/a&gt;. Em segmentos altamente sensíveis a preços e com margens reduzidas — como vestuário, calçados, acessórios, eletrônicos e utilidades domésticas —, pequenas diferenças de custo têm potencial para deslocar o consumo do comércio nacional para operações estrangeiras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os impactos vão além da concorrência desleal enfrentada pelas empresas nacionais e se somam aos entraves estruturais do varejo brasileiro. O País convive com elevada carga tributária, alta burocracia, custos trabalhistas, insegurança jurídica e despesas logísticas significativas — uma realidade bastante distinta da observada por empresas instaladas em países asiáticos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pec-6x1-relatorio-afronta-a-livre-iniciativa-enfraquece-negociacao-coletiva-e-impoe-periodo-insuficiente-de-transicao"&gt;a iminente redução da jornada laboral sem redução salarial&lt;/a&gt; tende a elevar ainda mais os custos de folha de pagamento suportados pelas empresas nacionais. Isso agravará a perda de competitividade em relação às plataformas estrangeiras, que não estão sujeitas às mesmas obrigações regulatórias e trabalhistas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, os efeitos da medida tendem a ampliar ainda mais o Custo Brasil, refletindo diretamente na sustentabilidade econômica do Comércio, responsável por quase 40% dos empregos formais do País, sobretudo entre micro e pequenos negócios. Dessa forma, a Entidade defende que a MPV 1.357/2026 não prospere no Congresso sem que sejam adotados mecanismos capazes de assegurar condições equitativas de concorrência entre negócios brasileiros e plataformas internacionais.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo integrado: quando físico e digital deixam de competir e passam a convergir]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir</link><description>&lt;![CDATA[E-book reúne tendências e estratégias para ajudar empresários a adaptarem seus negócios a um consumidor cada vez mais digital e exigente]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O varejo tem passado por uma transformação profunda com o avanço do comércio eletrônico, a consolidação dos marketplaces e a chegada de plataformas internacionais. As mudanças no comportamento do consumidor estão redefinindo a forma como empresas se relacionam com o mercado.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Com o objetivo de apoiar empresários e gestores nesse processo, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; produziu o e-book &lt;strong&gt;A reinvenção do comércio&lt;/strong&gt;, publicação que analisa &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/varejo-fisico-entra-em-nova-fase-e-exige-reinvencao-das-empresas"&gt;os principais impasses enfrentados pelo varejo físico&lt;/a&gt;, apresentando caminhos para que negócios de diferentes portes se mantenham relevantes em um ambiente cada vez mais integrado entre os canais físico e digital. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;&lt;strong&gt;A reinvenção do comércio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; O livro digital parte da constatação de que o varejo físico não está desaparecendo, mas passando por um processo de reorganização: operações genéricas e pouco eficientes tendem a perder espaço, enquanto negócios capazes de integrar canais, redefinir o papel das lojas e compreender as novas demandas dos consumidores seguem competitivos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Dentre os principais desafios identificados, destacam-se a migração das vendas para o ambiente digital, a fragmentação dos canais de comercialização e a mudança no perfil do consumidor, hoje mais informado, menos fiel às marcas e mais sensível a preço e experiência. O ebook destaca ainda que o ponto de venda físico passa a assumir novas funções, tornando-se também um espaço de relacionamento, serviços, experiência e apoio logístico.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Além do diagnóstico, a publicação reúne orientações práticas para os empresários, como o ajuste do tamanho e do formato das lojas, a revisão estratégica da localização dos pontos de venda, a integração efetiva entre canais físicos e digitais, o uso de dados para tomada de decisão e o fortalecimento do atendimento como diferencial competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O conteúdo também dedica atenção especial ao pequeno varejo, mostrando que competir com grandes plataformas não significa necessariamente entrar em guerras de preço, além de recomendar estratégia mais eficiente: utilizar os marketplaces como canais de aquisição de clientes e complementar essa atuação com diferenciação, relacionamento e experiências que incentivem a visita às lojas físicas. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse o e-book aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O shopping além das vitrines]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/o-shopping-alem-das-vitrines</link><description>&lt;![CDATA[Centros de compras se transformam em ‘hubs’ de conveniência e buscam integração com o e-commerce]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;As mudanças nos padrões de consumo — trazidas principalmente pelo crescimento do e-commerce desde a pandemia de covid-19 — e o alto endividamento da população desafiam o setor de shopping centers. Com isso, os centros de compras reinventam-se para manter o número de visitantes, o tempo de permanência nos estabelecimentos, e elevar o faturamento. Diante de novos desafios, novas formas de vender: os shoppings têm investido para transformarem-se em verdadeiros “hubs de conveniência”, além de apostarem cada vez mais na integração com o varejo online e priorizarem a experiência do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse novo cenário, o público-alvo é o fiel da balança. Os centros de compras destinados às classes A e B já começaram a adotar as novas tendências e a colher resultados, enquanto aqueles voltados para a classe C ainda enfrentam dificuldades. Especialistas ouvidos pela&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Revista Problemas Brasileiros (PB)&lt;/strong&gt;, porém, veem espaço para o avanço de inovações, com cada vez mais shoppings renovando-se e elevando a possibilidade de verem as vendas aumentarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, o faturamento do segmento cresceu 1,2% em relação a 2024, alcançando R$ 200,9 bilhões, mesmo com uma leve queda no número de visitantes, que recuou 1% na mesma comparação, de acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O fluxo de pessoas nos shoppings vinha se recuperando ano a ano desde 2021, mas registrou a primeira baixa no ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A entidade, entretanto, afirma que a queda no número de visitantes e a concorrência com o e-commerce não significa que o consumidor não queira mais comprar no varejo físico. O dado, na verdade, reflete um novo comportamento do cliente, cada vez mais seletivo e assertivo. Para 2026, a associação prevê alta de 1,4% do faturamento. “O consumidor resolve mais demandas em uma única visita graças à ampliação da oferta de serviços, reduzindo a necessidade de visitas recorrentes”, observa o presidente da Abrasce, Glauco Humai. “Visitas mais qualificadas são comprovadas com maior permanência e tíquete médio mais elevado”, completa. O tempo médio de permanência dos consumidores nos shoppings foi de 80 minutos em 2025, com gasto médio de R$ 126,79. A medição anterior, de 2023, mostrou 72 minutos, mas não há dado disponível de tíquete médio naquele ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A vez dos serviços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aumento da oferta de serviços é uma realidade consolidada nos últimos quatro anos. Ainda assim, a tendência é de expansão, transformando os shoppings em grandes centros de facilidades para o consumidor. Entre 2021 e 2025, o número de estabelecimentos de alimentação, lazer e conveniência ganharam espaço dentro do mix dos shoppings, em detrimento das lojas-satélite. O segmento de alimentação passou de 17,3% para 19,1% do mix dos centros de compras, enquanto conveniência e serviços subiram de 10,4% para 11%, e lazer, de 1,5% para 2,5%. E as lojas-satélite, que representavam 61,2%, caíram para 55,8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com esse movimento, serviços estéticos, por exemplo, já estão presentes em 89,9% dos shoppings brasileiros, além de caixas eletrônicos (80,7%), academias (74,3%), agências de viagem (73,6%), farmácias (73,2%), lotéricas (57,4%), assistências técnicas (53,1%) e casas de câmbio (50,9%). Além disso, 51% contam com supermercado, hipermercado ou minimercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cinema já não é mais a única opção de lazer. É o caso de parques de diversões, presentes em 88,9% dos empreendimentos, além de espaços de convivência como arenas gamer (em 15,5%) e casas de eventos (12,9%). Outro dado interessante da Abrasce, que mostra uma nova vocação dos shoppings, é que estes vêm buscando integrar vários tipos de negócios — um em cada três faz parte de complexos multiúso, com condomínios empresariais, centros médicos, hotéis, faculdades, torres residenciais, entre outros empreendimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Integração ‘ominichannel’&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro comportamento adotado pelos consumidores que pode explicar a redução de visitas aos shoppings é o e-commerce, mas não exatamente uma simples migração da compra final do físico para o digital. O que se nota com cada vez mais frequência é uma tendência de as lojas tornarem-se showrooms. A pesquisa é realizada na internet e a visita ao shopping serve para ver ao vivo o que deseja ou experimentar itens. “Se o consumidor quer comprar um par de tênis, por exemplo, ele pesquisa o modelo que lhe interessa e consulta em quatro ou cinco lojas na internet. Muitas vezes, ele já tem a decisão de compra e já sabe em que loja vai”, conta o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso da Silva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto o consumidor aposta em mais de um canal para uma mesma compra, o varejo precisa integrar o real ao virtual. Segundo especialistas, cabe às empresas darem opções ao cliente, como vendedores munidos de tablets para oferecer no e-commerce os produtos que, eventualmente, não estão disponíveis na loja física. Ou, ainda, estabelecimentos que aceitem fazer a troca de produtos que foram comprados pela internet, uma oportunidade para novas vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse processo, treinamento é fundamental, com vendedores aptos a informar sobre os produtos, um diferencial em comparação com a compra online. “O varejo é ominichannel e a relação entre o cliente e a loja acontece de muitas formas. Ela começa na internet, com a pesquisa, e a loja física deve estar preparada para não perder a venda”, reforça o consultor Francisco José Ritondaro, CEO da Gouvêa Malls, divisão da consultoria de varejo Gouvêa Ecosystem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra tendência apontada por Ritondaro, que pode ser mais explorada pelos shoppings e pelas redes de varejo, é o uso de programas de fidelidade e a criação de comunidades, eventos e aplicativos próprios que aprofundem a integração de canais e a relação com o cliente. Dados da Abrasce mostram que menos da metade dos shoppings oferece programa de fidelidade e aplicativos de relacionamento — 68% ainda não têm programa de relacionamento, por exemplo — o que reforça o potencial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O consultor cita o exemplo da Pacsun, marca norte-americana de moda jovem voltada para a geração Z, que criou um aplicativo próprio, no qual os clientes podem, dentre outras opções, criar conteúdo e serem remunerados por isso. O conteúdo pode ser criado dentro das lojas físicas, o que estimula outros consumidores a comprarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, Ritondaro cita a Kopenhagen e seu programa de pontos que dá direito a troca por produtos, e a Nespresso, cujos clientes podem ser uma espécie de embaixadores da marca e participar de eventos com ofertas exclusivas e acesso a lançamentos. “A loja atrai e acolhe o consumidor. A compra acaba sendo uma consequência”, aponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, lojas com ambientes instagramáveis e espaços que estimulem o cliente a permanecer mais tempo no local também são tendências na captura da atenção do público, quando este se cansa da experiência exclusivamente online.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bolso apertado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O varejo se reinventa, mas há um limite econômico para elevar as vendas. O endividamento das famílias brasileiras segue em expansão e atingiu 80,9% em abril (último dado disponível),&amp;nbsp;o maior nível da série histórica da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As famílias com mais dívidas são as que têm renda de até três salários mínimos, atingindo 83,6%, enquanto o endividamento entre os que ganham de três a cinco salários mínimos alcançou 82,8%. Na faixa de cinco a dez salários, o porcentual chegou a 80,1%, e acima de dez salários, caiu para 70,8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos motivos desse endividamento é o crescimento das apostas online. Um estudo da CNC estima que a expansão das bets causou perdas de cerca de R$ 144 bilhões no varejo brasileiro, valor equivalente a aproximadamente dois Natais em vendas. O mesmo levantamento calculou que cada 10% de aumento nos gastos com apostas online leva a um crescimento de 0,12 ponto porcentual (p.p.) na proporção de famílias que declaram não ter condições de pagar as dívidas, além de quase meio dia adicional no tempo médio de atraso das contas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro levantamento, desta vez da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mostra que&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/um-terco-dos-paulistanos-ja-faz-apostas-buscando-aumentar-a-renda-domestica"&gt;um terço (35%) dos paulistanos faz apostas em plataformas online&lt;/a&gt; com o plano de aumentar a renda doméstica de maneira rápida. O número representa um salto de 10 p.p. em comparação com a pesquisa realizada pela Entidade em 2024. Por outro lado, caiu a proporção de pessoas que dizem apostar para investir, de 9%, em 2024, para 5%, em 2026. Quase um em cada dez entrevistados (7%) diz estar viciado nos jogos.&amp;nbsp;“Estamos com um grau de endividamento muito elevado e as bets estão comendo recursos das famílias. O endividamento não é um grande problema quando o nível de emprego está bom, mas a criação de vagas já desacelera”, alerta Fabio Pina, economista e assessor da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o comprometimento da renda com dívidas e bets causa mais danos às famílias de baixa renda, as dificuldades são maiores para o varejo que mira esse público, criando uma disparidade de desempenho em comparação com shoppings voltados para classes mais altas. De acordo com a Abrasce, o fluxo nacional dos shopping centers é composto, atualmente, por 18% de consumidores da classe A, 39% da classe B e 43% das classes C e D. “As empresas de shoppings de capital aberto estão renovando portfólios e concentrando esforços em ativos dominantes, conseguindo ser cada vez mais prevalecentes, além de atrair fluxo de investimentos imobiliários. Esses negócios também têm mais condições de fazer investimentos e renovações”, avalia Ritondaro, da Gouvêa Malls.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os números da Abrasce apontam que 14% dos shoppings brasileiros estão em processo de revitalização, enquanto 13% têm a intenção de expandir suas áreas. No Brasil, há 658 shoppings em operação e, apesar dos obstáculos, a expectativa é de 11 inaugurações neste ano, ante dez aberturas no ano passado, com empresas ainda vendo potencial em algumas regiões do País e em alguns modelos de empreendimentos, em especial em cidades de médio porte no interior e destinados às classes A e B.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Texto publicado originalmente na Revista Problemas Brasileiros, uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:46:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo físico entra em nova fase e exige reinvenção das empresas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/varejo-fisico-entra-em-nova-fase-e-exige-reinvencao-das-empresas</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP debate mudanças estruturais no consumo e aponta caminhos para que lojas físicas sigam competitivas diante da pressão digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor mudou de rota, e o varejo precisou se reposicionar. Hoje, preço baixo, sozinho, já não garante fidelidade. Além disso, a localização deixou de ser vantagem automática e a loja física passou a disputar atenção com marketplaces globais que cabem na palma da mão. Esse novo panorama foi discutido na reunião de maio do Comitê de Relacionamento das Assessorias de Comunicação e Marketing (CRACM) da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que reuniu análises sobre os desafios e os caminhos possíveis para o comércio físico nos próximos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avaliação apresentada por Thiago Carvalho, assessor da Entidade, apontou que o setor atravessa uma transformação estrutural, impulsionada pela digitalização do consumo, pela mudança de comportamento dos clientes e pela pressão crescente de plataformas internacionais. Nos Estados Unidos, considerados um retrato antecipado do que pode ocorrer no Brasil, mais de 2 mil lojas devem fechar em 2026, enquanto grandes redes reduzem espaços físicos e priorizam operações mais rentáveis e digitais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, shoppings norte-americanos começam a assumir novas funções, combinando moradia, saúde, lazer, alimentação e serviços. O modelo tradicional, baseado apenas em grandes lojas-âncora, perde força diante de formatos mais diversificados e conectados à experiência do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Carvalho, o processo não representa o desaparecimento do varejo físico, mas uma reorganização natural do mercado. “O ponto físico deixou de ser só um local de venda. Hoje, precisa gerar experiência, relacionamento e conveniência”, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, o movimento ainda está em curso, mas os sinais já aparecem de forma clara. O e-commerce responde por cerca de 12% das vendas totais do varejo nacional, enquanto 78% das vendas online passam pelos marketplaces. Plataformas asiáticas como Shopee, Temu e Shein ampliaram a concorrência sobre praticamente todos os segmentos do comércio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da pressão digital, os shopping centers seguem relevantes. Dados da &lt;a href="https://abrasce.com.br/"&gt;Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)&lt;/a&gt; apontam que há 658 shoppings em operação por todo o território nacional, com faturamento de R$ 200,9 bilhões, em 2025, e média de 471 milhões de visitantes por mês. Ainda assim, o fluxo caiu no último ano, indicando que parte do desempenho vem do tíquete médio e do mix de operações, e não necessariamente do aumento de circulação. O varejo de rua, por sua vez, aparece como o segmento mais vulnerável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nova função da loja física&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP destacou que o maior impasse do empresário está em adaptar o negócio ao novo comportamento do consumidor. A loja física deixa de ser apenas ponto de venda e passa a funcionar também como espaço de experiência, relacionamento e apoio logístico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, integrar canais virou questão de sobrevivência. Estratégias como retirada de compras feitas online, troca de produtos na loja e unificação de estoques entre físico e digital aparecem como diferenciais competitivos importantes frente aos marketplaces. “O varejo vencedor não é físico ou digital. É integrado”, afirmou Carvalho, durante a apresentação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade também atentou para a necessidade de rever estruturas excessivamente grandes, ajustar portfólios de lojas e investir em eficiência operacional. O consumidor atual pesquisa pela internet, compara preços em tempo real e alterna canais de compra com facilidade. Isso exige negócios mais ágeis e posicionamentos mais claros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pequenos negócios ainda têm vantagem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os pequenos varejistas, a FecomercioSP avalia que competir apenas por preço tende a ser uma disputa desigual diante das grandes plataformas globais. A recomendação é investir em diferenciação, curadoria, atendimento personalizado e relacionamento próximo com o cliente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ferramentas como redes sociais e ações direcionadas ao público local aparecem como alternativas importantes para gerar recorrência e fortalecer a conexão com a comunidade. A loja física também ganha valor quando oferece conveniência, retirada rápida, troca facilitada e atendimento consultivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A apresentação trouxe ainda exemplos de empresas que conseguiram se reposicionar com sucesso no Brasil e nos Estados Unidos, como Magazine Luiza, Apple Store, Oxxo, Reserva e Trader Joe’s. Em comum, esses modelos têm proposta de valor clara, integração digital, operação eficiente e capacidade de gerar demanda própria, sem depender somente do fluxo espontâneo das ruas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 15:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Proposta que obriga lojas paulistas a aceitarem troca de produtos sem defeito viola o Código de Defesa do Consumidor]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/proposta-que-obriga-lojas-paulistas-a-aceitarem-troca-de-produtos-sem-defeito-viola-o-codigo-de-defesa-do-consumidor</link><description>&lt;![CDATA[Caso aprovado, PL 1.404/25 também pode resultar em aumento nos preços dos produtos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Um Projeto de Lei (PL) que tramita no Legislativo paulista determina que lojas em todo o Estado dever&amp;atilde;o permitir a troca de itens adquiridos presencialmente por qualquer motivo, dentro de um prazo de at&amp;eacute; 30 dias. Em outras palavras, amplia o &amp;ldquo;direito ao arrependimento&amp;rdquo; para produtos de loja f&amp;iacute;sica sem defeitos. Caso aprovado, causar&amp;aacute; enormes custos operacional, econ&amp;ocirc;mico e jur&amp;iacute;dico para os estabelecimentos comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; est&amp;aacute; em contato com o deputado estadual Jorge Wilson Gon&amp;ccedil;alves de Mattos (Republicanos/SP), conhecido como &amp;ldquo;Xerife do Consumidor&amp;rdquo;, presidente da Comiss&amp;atilde;o de Defesa dos Direitos do Consumidor (CDDC) da Assembleia Legislativa do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Alesp), que analisa o &lt;a href="https://al.sp.gov.br/propositura/?id=1000674913" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;PL 1.404/2025&lt;/a&gt;, para manifestar preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o texto. A proposta, de autoria do deputado estadual Tom&amp;eacute; Abduch (Republicanos/SP), conta com relatoria da deputada estadual Edna Macedo (Republicanos/SP), que tamb&amp;eacute;m recebeu o of&amp;iacute;cio da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-e-inclusao-do-consumidor-negro-avanca-no-varejo-e-amplia-discussao-sobre-praticas-antidiscriminatorias"&gt;C&amp;oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC)&lt;/a&gt; nacional &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;(Lei 8.078/1990&lt;/a&gt;) prev&amp;ecirc; o chamado direito de arrependimento apenas para compras realizadas fora do estabelecimento comercial (por cat&amp;aacute;logo, telefone ou internet), com prazo de sete dias. Em lojas f&amp;iacute;sicas, a troca por raz&amp;otilde;es de gosto ou conveni&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; uma pr&amp;aacute;tica volunt&amp;aacute;ria das empresas, e n&amp;atilde;o uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em of&amp;iacute;cio encaminhado ao presidente do CDDC, a FecomercioSP reconhece a relev&amp;acirc;ncia do trabalho da comiss&amp;atilde;o e a import&amp;acirc;ncia do debate sobre transpar&amp;ecirc;ncia e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. Contudo, a Entidade lista uma s&amp;eacute;rie de ressalvas que tornam o projeto problem&amp;aacute;tico sob tr&amp;ecirc;s aspectos principais: constitucional, econ&amp;ocirc;mico e regulat&amp;oacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; compet&amp;ecirc;ncia da Uni&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro ponto levantado pelo of&amp;iacute;cio &amp;eacute; de ordem jur&amp;iacute;dico-constitucional. A Entidade argumenta que o PL 1.404/25 avan&amp;ccedil;a sobre compet&amp;ecirc;ncias privativas da Uni&amp;atilde;o para legislar sobre direitos civil e comercial, o que afrontaria o artigo 22, inciso I, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/as-regras-do-cdc-que-todo-empresario-precisa-conhecer"&gt;O CDC j&amp;aacute; disciplina de forma uniforme&lt;/a&gt; as hip&amp;oacute;teses de troca, devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e responsabilidade do fornecedor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, a aus&amp;ecirc;ncia de previs&amp;atilde;o nacional sobre troca imotivada &amp;eacute; uma decis&amp;atilde;o federal, e n&amp;atilde;o uma lacuna, o que n&amp;atilde;o justifica nova lei estadual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Liberdade econ&amp;ocirc;mica em xeque&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na esfera econ&amp;ocirc;mica, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sustenta que a proposta transforma uma pol&amp;iacute;tica comercial facultativa em obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal compuls&amp;oacute;ria e uniforme. Essa escolha, hoje, pertence ao lojista, sendo adotada por muitas empresas como estrat&amp;eacute;gia de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e competitividade. A mudan&amp;ccedil;a restringe a autonomia privada, a liberdade contratual e a livre-iniciativa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13874.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei 13.874/2019&lt;/a&gt;, que &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/lei-da-liberdade-economica-entenda-os-avancos-promovidos-a-atividade-empresarial"&gt;instituiu a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Direitos de Liberdade Econ&amp;ocirc;mica&lt;/a&gt;, determina que o Estado deve ter interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o subsidi&amp;aacute;ria, m&amp;iacute;nima e excepcional sobre a atividade econ&amp;ocirc;mica. A proposta, na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, vai de encontro a esse princ&amp;iacute;pio ao impor uma regra &amp;uacute;nica para todos os setores, ignorando diferen&amp;ccedil;as entre modelos de neg&amp;oacute;cio, portes de empresas e tipos de produtos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Risco de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista pr&amp;aacute;tico, a FecomecioSP alerta para o aumento de custos operacionais e log&amp;iacute;sticos, especialmente para micro e pequenos empreendedores, que t&amp;ecirc;m menos capacidade de absorver novos encargos regulat&amp;oacute;rios. O temor &amp;eacute; que esses custos sejam repassados aos pre&amp;ccedil;os dos produtos comercializados no Estado de S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda ressalta que o mercado j&amp;aacute; incorporou amplamente mecanismos facultativos de troca, programas de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pol&amp;iacute;ticas de satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumidor, desenvolvidos de forma concorrencial e adaptada a cada segmento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PL 1.404/25 segue em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na CDDC. Caso aprovado, ser&amp;aacute; votado em outras comiss&amp;otilde;es antes de seguir para o plen&amp;aacute;rio da Alesp. A FecomercioSP est&amp;aacute; mobilizando a assembleia para evitar os efeitos adversos ao ambiente de neg&amp;oacute;cios, &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e ao equil&amp;iacute;brio das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[varejo]]</category></item></channel></rss>
