<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[ESG - Sustentabilidade - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticias/sustentabilidade/esg</link><description>&lt;![CDATA[Ambiental, Social e de Governança]]</description><lastBuildDate>Tue, 07 Apr 2026 20:53:47 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[ESG - Sustentabilidade - FecomercioSP]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticias/sustentabilidade/esg</link><url>http://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Sustentabilidade]]</category><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category><item><title>&lt;![CDATA[‘Educar para a natureza’ mostra como entender o passado ajuda a construir o futuro]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/educar-para-a-natureza-mostra-como-entender-o-passado-ajuda-a-construir-o-futuro</link><description>&lt;![CDATA[Novo livro de José Goldemberg aponta caminhos para conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em &lt;strong&gt;Educar para a natureza&lt;/strong&gt;, &lt;a href="https://homolognotaveis.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Jos&amp;eacute; Goldemberg&lt;/a&gt; convida o leitor a revisitar a hist&amp;oacute;ria com o objetivo de entender como o planeta chegou ao atual cen&amp;aacute;rio ambiental. A obra tamb&amp;eacute;m apresenta alternativas concretas para equilibrar crescimento econ&amp;ocirc;mico e respeito &amp;agrave; natureza &amp;mdash; um dos principais desafios do nosso tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Em um curto espa&amp;ccedil;o de tempo, cerca de 200 anos ap&amp;oacute;s a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Industrial, os impactos ambientais oriundos da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana se tornaram compar&amp;aacute;veis aos causados por efeitos naturais&amp;rdquo;, afirma Goldemberg, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir dessa constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o professor conduz uma an&amp;aacute;lise objetiva da crise ambiental e aponta alternativas poss&amp;iacute;veis para enfrent&amp;aacute;-la. O livro explica, de forma acess&amp;iacute;vel, a origem dos entraves ambientais atuais, apresenta solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es vi&amp;aacute;veis para conciliar economia e sustentabilidade e destaca o papel da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um futuro mais equilibrado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com ampla trajet&amp;oacute;ria acad&amp;ecirc;mica e atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cargos estrat&amp;eacute;gicos no Brasil e no exterior, Goldemberg traduz temas complexos em linguagem simples e direta. A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o combina an&amp;aacute;lise hist&amp;oacute;rica e vis&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica, contribuindo para qualificar o debate sobre o tema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O livro, que integra a &lt;strong&gt;Cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o Educar Para&lt;/strong&gt;, da editora Senac S&amp;atilde;o Paulo, refor&amp;ccedil;a o papel da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pessoas e na promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento como agente de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel nas principais livrarias do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 09:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Logística reversa exige engajamento de toda a cadeia e avanço na conscientização, aponta especialista]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/logistica-reversa-exige-engajamento-de-toda-a-cadeia-e-avanco-na-conscientizacao-aponta-especialista</link><description>&lt;![CDATA[Apresentação destaca o papel do Comércio, os desafios ainda enfrentados pelas empresas e a necessidade de ampliar o conhecimento sobre práticas de economia circular no Brasil]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Realizada no dia 18 de mar&amp;ccedil;o, a 1&amp;ordf; Jornada de Log&amp;iacute;stica Reversa integrou o III Semin&amp;aacute;rio Internacional de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos, reunindo especialistas para debater os avan&amp;ccedil;os e desafios da gest&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos no Brasil, sobretudo na cidade de S&amp;atilde;o Paulo. Cristiane Cortez, assessora do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), participou do painel de abertura da Jornada, iniciativa promovida pela &lt;a href="https://prefeitura.sp.gov.br/spregula/"&gt;SP Regula&lt;/a&gt; e pela Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No encontro, foi destacado que o avan&amp;ccedil;o da log&amp;iacute;stica reversa ainda depende do engajamento de toda a cadeia &amp;mdash; do setor produtivo ao consumidor &amp;mdash; e da amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o tema. Representando os setores de Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os, a assessora apresentou a vis&amp;atilde;o das empresas sobre economia circular e os desafios do p&amp;oacute;s-consumo no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em um evento de alcance internacional amplia o di&amp;aacute;logo com especialistas e evidencia os desafios enfrentados pelo setor produtivo na ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas mais sustent&amp;aacute;veis, al&amp;eacute;m de refor&amp;ccedil;ar a import&amp;acirc;ncia de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es vi&amp;aacute;veis e alinhadas &amp;agrave; realidade das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cristiane abordou os fundamentos da log&amp;iacute;stica reversa, instrumento previsto na Pol&amp;iacute;tica Nacional de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos (PNRS), que estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. O modelo busca viabilizar a coleta e a reinser&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais no ciclo produtivo, promovendo o uso eficiente de recursos e reduzindo impactos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos centrais foi o papel do Com&amp;eacute;rcio nesse processo. &amp;ldquo;As empresas do setor atuam n&amp;atilde;o apenas como Ponto de Entrega Volunt&amp;aacute;ria (PEV), mas tamb&amp;eacute;m como agentes de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o consumidor, fortalecendo a cadeia de valor da log&amp;iacute;stica reversa&amp;rdquo;, destacou Cristiane. &amp;ldquo;Al&amp;eacute;m disso, quando s&amp;atilde;o importadores ou detentores de marca pr&amp;oacute;pria, assumem responsabilidades diretas no custeio dos sistemas, proporcionalmente ao volume de produtos colocados no mercado&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A assessora tamb&amp;eacute;m mostrou dados relevantes sobre a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia circular no Brasil. Segundo levantamento exposto, 55% das empresas relacionaram a triagem de res&amp;iacute;duos para reciclagem como uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de economia circular. Contudo, h&amp;aacute; um percentual significativo que informou n&amp;atilde;o adotar pr&amp;aacute;ticas estruturadas, evidenciando a necessidade de ampliar conhecimento e investimento no tema. Entre as principais barreiras est&amp;atilde;o a limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos financeiros e a falta de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica &amp;mdash; fatores que refor&amp;ccedil;am a import&amp;acirc;ncia de iniciativas de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro destaque foi a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de iniciativas voltadas &amp;agrave; log&amp;iacute;stica reversa, como a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PEVs, campanhas de conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e parcerias com entidades gestoras, al&amp;eacute;m do incentivo ao uso de selos que identificam estabelecimentos engajados. Tamb&amp;eacute;m foi ressaltada a import&amp;acirc;ncia de educar o consumidor final, j&amp;aacute; que pesquisas indicam que grande parte da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda desconhece o conceito, embora demonstre interesse quando informada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao abordar o gerenciamento de res&amp;iacute;duos, foram diferenciadas as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre pequenos e grandes geradores, evidenciando a necessidade de planos estruturados e da correta destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais, especialmente no caso de empresas com maior volume de res&amp;iacute;duos. Cristiane refor&amp;ccedil;ou, ainda, a relev&amp;acirc;ncia da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de descart&amp;aacute;veis de uso &amp;uacute;nico como estrat&amp;eacute;gia complementar &amp;agrave; log&amp;iacute;stica reversa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agenda Verde ganha destaque no debate&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no semin&amp;aacute;rio tamb&amp;eacute;m foi uma oportunidade para reiterar os compromissos com a &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde"&gt;Agenda Verde&lt;/a&gt;, que orienta a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional em temas priorit&amp;aacute;rios como economia circular, efici&amp;ecirc;ncia no uso de recursos, transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica e combate &amp;agrave; polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao levar essa agenda para f&amp;oacute;runs estrat&amp;eacute;gicos, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o amplia o di&amp;aacute;logo com diferentes atores, fortalece sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional e contribui para preparar o setor produtivo para as exig&amp;ecirc;ncias de uma economia cada vez mais sustent&amp;aacute;vel e circular. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/sustentabilidade"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para acompanhar todas as novidades sobre sustentabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="fr-img-caption fr-fic fr-dib" style="width: 302px;"&gt;&lt;span class="fr-img-wrap"&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/f95200b2ac00a5eb738851f5f0a944de646d7ea5.jpg" style="width: 300px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;span class="fr-inner"&gt;Cristiane Cortez participa do painel de abertura da 1&amp;ordf; Jornada de Log&amp;iacute;stica Reversa, promovida pela SP Regula e pela Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo (Cr&amp;eacute;dito: Janiele Souza dos Santos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 20 Mar 2026 15:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Mercado de carbono brasileiro começa a sair do papel]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/mercado-de-carbono-brasileiro-comeca-a-sair-do-papel</link><description>&lt;![CDATA[Regulamentação do sistema que criará limites de emissões e ativos negociáveis abre espaço para empresas investirem em eficiência energética, reciclagem e projetos ambientais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Brasil come&amp;ccedil;ou a estruturar um novo mercado que pode transformar a forma como empresas lidam com emiss&amp;otilde;es de carbono. Criado pela Lei 15.042/2024, o Sistema Brasileiro de Com&amp;eacute;rcio de Emiss&amp;otilde;es (SBCE) estabelecer&amp;aacute; limites de emiss&amp;atilde;o de Gases de Efeito Estufa (GEEs) para determinados setores da economia e criar&amp;aacute; ativos ambientais negoci&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o marca um novo passo da pol&amp;iacute;tica clim&amp;aacute;tica brasileira ao introduzir mecanismos de precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do carbono semelhantes aos adotados em grandes economias do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em debate promovido pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, a coordenadora-geral de Governan&amp;ccedil;a da Secretaria Extraordin&amp;aacute;ria do Mercado de Carbono (Semc) do Minist&amp;eacute;rio da Fazenda (MF), Lu&amp;iacute;sa Her&amp;aacute;clio Panico, apresentou os principais pontos da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Um sistema como esse s&amp;oacute; funciona com a ades&amp;atilde;o dos seus participantes. Por isso, todas as decis&amp;otilde;es est&amp;atilde;o sendo constru&amp;iacute;das em di&amp;aacute;logo constante com os setores produtivos&amp;rdquo;, afirmou Lu&amp;iacute;sa. E acrescentou que o novo mercado pode estimular investimentos em tecnologias mais eficientes, ampliar projetos ambientais e criar novas oportunidades de neg&amp;oacute;cios associadas &amp;agrave; descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como funcionar&amp;aacute; o mercado de carbono brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O SBCE seguir&amp;aacute; o modelo conhecido como &lt;em&gt;cap-and-trade&lt;/em&gt; (limite e com&amp;eacute;rcio), j&amp;aacute; utilizado em mercados regulados de carbono em diferentes pa&amp;iacute;ses. Nesse sistema, o governo estabelece um limite m&amp;aacute;ximo de emiss&amp;otilde;es para determinados setores da economia e distribui cotas que representam o direito de emitir GEE.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Empresas que reduzirem suas emiss&amp;otilde;es al&amp;eacute;m do exigido poder&amp;atilde;o vender o excedente no mercado de carbono. Mas aquelas que ultrapassarem o limite precisar&amp;atilde;o adquirir cr&amp;eacute;ditos ou compensar suas emiss&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A l&amp;oacute;gica cria um incentivo econ&amp;ocirc;mico para que as empresas invistam em processos mais eficientes e em tecnologias de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es. &amp;ldquo;Esse mercado cria um sinal econ&amp;ocirc;mico importante para estimular a descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia&amp;rdquo;, explicou Lu&amp;iacute;sa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mercado regulado e mercado volunt&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira estabeleceu dois ambientes complementares para a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ativos ambientais: o mercado regulado e o mercado volunt&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O regulado ser&amp;aacute; direcionado principalmente para setores com maiores volumes de emiss&amp;otilde;es, como ind&amp;uacute;stria, energia e transporte. Nesses casos, as empresas dever&amp;atilde;o monitorar e reportar suas emiss&amp;otilde;es periodicamente, al&amp;eacute;m de cumprir os limites definidos pelo governo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O volunt&amp;aacute;rio permitir&amp;aacute; que as empresas vendam cr&amp;eacute;ditos de carbono por iniciativa pr&amp;oacute;pria, geralmente associados a estrat&amp;eacute;gias de sustentabilidade ou a compromissos ambientais corporativos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Projetos capazes de remover ou reduzir emiss&amp;otilde;es &amp;mdash; como reflorestamento, efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, reciclagem ou economia circular &amp;mdash; poder&amp;atilde;o gerar cr&amp;eacute;ditos de carbono negoci&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m prev&amp;ecirc; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Certificado de Redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou Remo&amp;ccedil;&amp;atilde;o Verificada de Emiss&amp;otilde;es (CRVE). Essas certifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o emitidas pelo governo para cr&amp;eacute;ditos gerados no mercado volunt&amp;aacute;rio que cumprirem metodologias t&amp;eacute;cnicas credenciadas e poder&amp;atilde;o ser utilizados pelas empresas do mercado regulado para compensar parte de suas emiss&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, o mecanismo tende a ampliar a demanda por projetos ambientais e fortalecer o mercado de cr&amp;eacute;ditos de carbono no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual at&amp;eacute; 2030&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema ocorrer&amp;aacute; de forma gradual ao longo dos pr&amp;oacute;ximos anos. &amp;ldquo;A etapa atual &amp;eacute; dedicada &amp;agrave; regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o detalhada da lei e &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o das infraestruturas institucional e tecnol&amp;oacute;gica necess&amp;aacute;rias para o funcionamento do mercado&amp;rdquo;, destacou Lu&amp;iacute;sa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os principais instrumentos em desenvolvimento est&amp;aacute; o sistema de Monitoramento, Reporte e Verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MRV), que definir&amp;aacute; como as empresas dever&amp;atilde;o medir e reportar suas emiss&amp;otilde;es e como essas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o auditadas por verificadores independentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m ser&amp;aacute; criado um registro central digital, que funcionar&amp;aacute; como uma plataforma para acompanhar as cotas de emiss&amp;atilde;o de cada empresa e registrar as transa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ativos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O primeiro Plano Nacional de Aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Emiss&amp;otilde;es &amp;mdash; documento que estabelecer&amp;aacute; os limites de emiss&amp;otilde;es para os setores regulados &amp;mdash; dever&amp;aacute; entrar em vigor em 2030&amp;rdquo;, complementou a coordenadora-geral da Semc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que muda para as empresas de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora o mercado regulado seja direcionado a grandes emissores industriais, empresas desses setores tamb&amp;eacute;m poder&amp;atilde;o participar do SBCE, sobretudo por meio do mercado volunt&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece que empresas que emitirem mais de &lt;strong&gt;10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano&lt;/strong&gt; dever&amp;atilde;o monitorar suas emiss&amp;otilde;es. E aquelas que ultrapassarem &lt;strong&gt;25 mil toneladas&lt;/strong&gt; ter&amp;atilde;o metas mais r&amp;iacute;gidas de controle e compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a maioria das empresas dos setores de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os emite volumes inferiores a esses limites, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ocorrer principalmente por meio da gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e venda volunt&amp;aacute;ria de cr&amp;eacute;ditos de carbono.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, iniciativas voltadas &amp;agrave; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es podem se transformar em ativos negoci&amp;aacute;veis. Entre elas est&amp;atilde;o medidas de efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo de combust&amp;iacute;veis, gest&amp;atilde;o adequada de res&amp;iacute;duos, log&amp;iacute;stica reversa e pr&amp;aacute;ticas de economia circular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, acompanhar a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema desde agora &amp;eacute; fundamental para que as empresas possam se preparar para esse novo mercado ambiental. &amp;ldquo;A orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que as empresas aproveitem esse momento para elaborar invent&amp;aacute;rios de emiss&amp;otilde;es e desenvolver estrat&amp;eacute;gias de sustentabilidade que permitam participar do sistema no futuro&amp;rdquo;, destacou o presidente do Conselho de Sustentabilidade da Entidade, Jos&amp;eacute; Goldemberg.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Credibilidade e desafios do novo mercado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o debate, os integrantes do Conselho tamb&amp;eacute;m levantaram questionamentos sobre a credibilidade do mercado de carbono e sobre os mecanismos de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos cr&amp;eacute;ditos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Goldemberg observou que parte do mercado volunt&amp;aacute;rio depende da disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas em investir em projetos de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es e questionou quais fatores podem sustentar o interesse das companhias no longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em resposta, a coordenadora-geral da Semc destacou que, apesar de oscila&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas em alguns pa&amp;iacute;ses, os mercados regulados de carbono continuam avan&amp;ccedil;ando em diversas economias e devem fortalecer a demanda por cr&amp;eacute;ditos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Lu&amp;iacute;sa, o modelo brasileiro pretende garantir maior confiabilidade aos cr&amp;eacute;ditos gerados no Pa&amp;iacute;s. &amp;ldquo;A proposta &amp;eacute; manter a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de certificadoras privadas, mas com metodologias t&amp;eacute;cnicas credenciadas e supervisionadas pelo governo federal&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial para novos projetos ambientais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na reuni&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m foram apontadas oportunidades de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos de carbono por meio de iniciativas de reciclagem e economia circular. Representantes do setor destacaram que o reaproveitamento de materiais pode contribuir para reduzir emiss&amp;otilde;es industriais e fortalecer cadeias produtivas mais sustent&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lu&amp;iacute;sa enfatizou que projetos desse tipo poder&amp;atilde;o gerar cr&amp;eacute;ditos de carbono no mercado volunt&amp;aacute;rio, desde que atendam &amp;agrave;s metodologias t&amp;eacute;cnicas estabelecidas pelo SBCE. &amp;Agrave; medida que a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o avance, a expectativa &amp;eacute; que o mercado de carbono brasileiro se consolide como um instrumento capaz de estimular inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, competitividade e sustentabilidade na economia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor empresarial, o momento atual &amp;eacute; visto como estrat&amp;eacute;gico para acompanhar as regras em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e avaliar como participar desse novo mercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mercado de carbono tamb&amp;eacute;m integra as prioridades da Agenda Verde da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SBCE est&amp;aacute; entre as pautas acompanhadas pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no &amp;acirc;mbito da sua &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Agenda Verde&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. O documento re&amp;uacute;ne propostas para orientar a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Pa&amp;iacute;s para uma economia de baixo carbono, com foco em temas como transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica, economia circular, log&amp;iacute;stica reversa e instrumentos econ&amp;ocirc;micos capazes de estimular a descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um mercado regulado no Brasil dialoga diretamente com esses pilares ao criar mecanismos de precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das emiss&amp;otilde;es e incentivar investimentos em efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e projetos ambientais. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considera que &amp;eacute; fundamental acompanhar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse novo marco regulat&amp;oacute;rio para que empresas dos setores de Com&amp;eacute;rcio, de Servi&amp;ccedil;os e de Turismo se preparem para as oportunidades associadas &amp;agrave; agenda clim&amp;aacute;tica e &amp;agrave; economia sustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 11 Mar 2026 18:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Tarifa branca: economia potencial e riscos para consumidores e empresas]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/tarifa-branca-economia-potencial-e-riscos-para-consumidores-e-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Modalidade que diferencia o preço da energia ao longo do dia tem a capacidade de reduzir despesas para quem consome fora do horário de pico, mas mudanças regulatórias em discussão podem trazer desdobramentos relevantes para o setor produtivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Por José Goldemberg e Cristiane Cortez*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tarifa branca é uma alternativa voluntária à convencional para consumidores de baixa tensão (grupo B) — residenciais, comerciais e rurais —, disponível desde janeiro de 2020. O seu diferencial está na variação do preço da energia conforme o horário de consumo, substituindo o valor único por três postos tarifários: fora de ponta, intermediário e ponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na prática, durante os dias úteis, a maior parte das horas ocorre no período fora de ponta, quando a energia tem valor inferior ao da tarifa convencional. Já no horário de ponta — normalmente no fim da tarde e início da noite —, o custo é significativamente superior, refletindo a maior demanda do sistema elétrico. Fins de semana e feriados nacionais são tarifados como fora de ponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal benefício da tarifa branca está na possibilidade de economia para quem não consome energia no horário de ponta. Estabelecimentos comerciais que encerrem as atividades até o fim da tarde, escritórios com jornada predominantemente diurna e residências com baixo consumo no início da noite tendem a se beneficiar do desconto aplicado ao período fora de ponta. Para esses consumidores, a migração pode resultar em redução real da conta de energia, sem necessidade de grandes adaptações operacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há também vantagens para aqueles que conseguem transferir parte do consumo. As empresas que usam equipamentos programáveis, sistemas de refrigeração com controle de carga, processos automatizados ou mesmo os consumidores que conseguem reorganizar hábitos — como uso de máquinas, carregamento de veículos elétricos ou aquecimento de água — podem deslocar atividades para horários mais baratos. Essa flexibilidade permite aproveitar os descontos e reduzir custos, ao mesmo tempo que contribui para aliviar a demanda no momento de maior pressão sobre o sistema elétrico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista regulatório, a tarifa branca integra a agenda de modernização tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).&amp;nbsp;A lógica é que o preço da energia reflita o custo do sistema em cada horário, incentivando o consumo em períodos de menos demanda e contribuindo para o uso mais otimizado da infraestrutura elétrica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema está em debate na Consulta Pública 46/2025 da Aneel.&amp;nbsp;A proposta avalia tornar automática e obrigatória a aplicação da tarifa branca para os maiores consumidores do grupo B: os que consomem, respectivamente, mais de 1.000 kWh e 600 kWh por mês.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A agência argumenta que a adesão voluntária foi baixa e que a ampliação da modalidade pode aumentar a eficiência sistêmica, em especial diante do crescimento da geração distribuída e das transformações na matriz elétrica, com grande oferta renovável durante o dia. Contudo, a divulgação da tarifa branca ainda é limitada.&amp;nbsp;Nem a Aneel nem as distribuidoras têm realizado campanhas amplas de comunicação, o que faz com que a maioria dos consumidores não saiba que essa opção tarifária existe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A relevante discussão exige ampla participação da sociedade. A tarifa branca representa uma oportunidade de economia para consumidores com perfil compatível ou capacidade de adaptação. Por outro lado, grande parte das empresas terá aumento de custos operacionais, uma vez que esses negócios não têm flexibilidade para mudanças, o que pode gerar desemprego e inflação. A alteração de modelo também requer informação clara, previsibilidade e tempo adequado para ajustes, sendo inviável iniciar já em 2026.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em um cenário de transição energética e digitalização do setor elétrico, compreender não apenas quanto (mas também como e quando) se consome energia é fundamental. A tarifa branca, mais do que uma simples modalidade de cobrança, representa uma mudança cultural na relação entre consumidor e sistema elétrico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, ampliar a tarifa branca sem informação adequada e sem tempo de adaptação pode gerar efeitos indesejados para o Comércio, as empresas e os consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;* José Goldemberg é ex-ministro do Meio Ambiente e presidente do Conselho de Sustentabilidade da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;; Cristiane Cortez é assessora do mesmo conselho.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo originalmente publicado no&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://dcomercio.com.br/publicacao/s/onibus-eletrico-opcao-eficiente-para-descarbonizar-grandes-centros-urbanos" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;jornal Diário do Comércio&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;em 10 de março de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 10 Mar 2026 10:27:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Cetesb redefine regras da logística reversa e impõe novos prazos e metas até 2029]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/cetesb-redefine-regras-da-logistica-reversa-e-impoe-novos-prazos-e-metas-ate-2029</link><description>&lt;![CDATA[Mudanças impactam licenciamento ambiental no Estado de São Paulo e exigem atenção estratégica de fabricantes, importadores, distribuidores e varejistas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Empresas atuantes no Estado de S&amp;atilde;o Paulo que dependam de licen&amp;ccedil;a de opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisam redobrar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s novas exig&amp;ecirc;ncias da Companhia Ambiental do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Cetesb). A Decis&amp;atilde;o de Diretoria 079/2025/A alterou regras anteriores e redefiniu procedimentos, prazos e metas relacionadas &amp;agrave; comprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da log&amp;iacute;stica reversa &amp;mdash; requisito que segue sendo condicionante para a emiss&amp;atilde;o ou a renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da licen&amp;ccedil;a ambiental.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mudan&amp;ccedil;as atingem diversos setores e cadeias produtivas, com ajustes nas metas quantitativas e geogr&amp;aacute;ficas para o per&amp;iacute;odo de 2026 a 2029. Est&amp;atilde;o dentre os segmentos afetados embalagens em geral (alimentos, bebidas, higiene pessoal, limpeza, cosm&amp;eacute;ticos, tintas e desinfetantes), eletroeletr&amp;ocirc;nicos, pilhas e baterias, pneus, filtros e embalagens de &amp;oacute;leo lubrificante, medicamentos domiciliares e l&amp;acirc;mpadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das metas, a norma tamb&amp;eacute;m altera prazos para entrega dos Relat&amp;oacute;rios Anuais de Resultados e para a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Planos de Log&amp;iacute;stica Reversa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Est&amp;atilde;o sujeitos &amp;agrave;s exig&amp;ecirc;ncias fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes obrigados a estruturar Sistemas de Log&amp;iacute;stica Reversa (SLR), especialmente quando dependem de licenciamento ambiental ou operam com marca pr&amp;oacute;pria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, as empresas que adotam o modelo coletivo de log&amp;iacute;stica reversa &amp;mdash; por meio de entidades gestoras homologadas &amp;mdash; podem reduzir custos operacionais e riscos regulat&amp;oacute;rios. Isso acontece porque parte das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados e o reporte ao &amp;oacute;rg&amp;atilde;o ambiental, pode ser centralizada nessas entidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es que optam pelo modelo individual precisam assegurar que seus planos estejam v&amp;aacute;lidos e atualizados, que o cadastro no &lt;a href="https://mtr.cetesb.sp.gov.br/#/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;SIGOR Log&amp;iacute;stica Reversa&lt;/a&gt; esteja correto e que as novas metas e prazos estejam sendo rigorosamente cumpridos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novas exig&amp;ecirc;ncias refor&amp;ccedil;am a revis&amp;atilde;o de processos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A norma tamb&amp;eacute;m prev&amp;ecirc; dispensa de apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Plano de Log&amp;iacute;stica Reversa e de Relat&amp;oacute;rios Anuais para Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs), desde que realizem a declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de embalagens inseridas no mercado paulista no sistema SIGOR, observando o per&amp;iacute;odo anual de refer&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O descumprimento das regras pode resultar em penalidades previstas na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental federal, incluindo o Decreto 6.514/2008 e a Lei 9.605/1998, o que ressalta a necessidade de revis&amp;atilde;o imediata de processos internos, contratos com entidades gestoras e rotinas de &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt; ambiental.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante das altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o momento &amp;eacute; de diagn&amp;oacute;stico e planejamento. Antecipar ajustes, revisar estrat&amp;eacute;gias de log&amp;iacute;stica reversa e garantir alinhamento com &amp;agrave;s novas exig&amp;ecirc;ncias regulat&amp;oacute;rias ser&amp;atilde;o fatores decisivos para manter a regularidade ambiental e evitar entraves ao funcionamento das atividades empresariais no Estado.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 25 Feb 2026 14:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Contribuições do Comércio sobre logística reversa de embalagens plásticas são levadas para garantir viabilidade do novo decreto]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/contribuicoes-do-comercio-sobre-logistica-reversa-de-embalagens-plasticas-sao-levadas-para-garantir-viabilidade-do-novo-decreto</link><description>&lt;![CDATA[Reunião entre a FecomercioSP e o MMA trata de reciclabilidade, entidades gestoras, regras de transição e possíveis ajustes no Decreto 12.688/2025]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo Sistema de Log&amp;iacute;stica Reversa (SLR) de embalagens pl&amp;aacute;sticas, institu&amp;iacute;do pelo Decreto 12.688/2025, tem mobilizado o setor produtivo diante dos entraves operacionais e regulat&amp;oacute;rios que recaem sobre empresas do Com&amp;eacute;rcio. Para aprofundar o di&amp;aacute;logo, esclarecer d&amp;uacute;vidas e apresentar contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es do empresariado, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; reuniu-se com o Minist&amp;eacute;rio do Meio Ambiente e Mudan&amp;ccedil;a do Clima (MMA) em 11 de fevereiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro teve como objetivo discutir os pontos sens&amp;iacute;veis do decreto, que estabelece metas de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e regras para a destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de embalagens pl&amp;aacute;sticas e itens equipar&amp;aacute;veis em todo o territ&amp;oacute;rio nacional. Participaram da reuni&amp;atilde;o o diretor do departamento de Gest&amp;atilde;o de Res&amp;iacute;duos do MMA, Eduardo Rocha, e a coordenadora-geral de Log&amp;iacute;stica Reversa, Caroline Alvarenga.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A agenda com o governo foi constru&amp;iacute;da a partir da reuni&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica do Conselho de Sustentabilidade, a qual levantou as principais d&amp;uacute;vidas e preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de empresas e sindicatos filiados em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s novas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas no &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/novo-decreto-sobre-logistica-reversa-de-embalagens-de-plastico-redefine-o-papel-da-iniciativa-privada?%2Fnoticia%2Fnovo-decreto-sobre-logistica-reversa-de-embalagens-de-plastico-redefine-o-papel-da-iniciativa-privada=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Decreto 12.688/2025, que instituiu o SLR de embalagens pl&amp;aacute;sticas e itens equipar&amp;aacute;veis&lt;/a&gt;, estabelecendo metas nacionais de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, exig&amp;ecirc;ncias de conte&amp;uacute;do reciclado e regras de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em sistema coletivo ou individual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que muda para empresas do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos temas centrais abordados foi a forma de cumprimento das metas de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de embalagens pl&amp;aacute;sticas, no caso de comerciantes com marcas pr&amp;oacute;prias ou empresas importadoras. O MMA esclareceu que os porcentuais s&amp;atilde;o calculados nacionalmente, o que significa que mesmo empresas com atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o restrita a uma regi&amp;atilde;o, como o Sudeste, dever&amp;atilde;o contribuir para o cumprimento das metas m&amp;iacute;nimas tamb&amp;eacute;m nas demais regi&amp;otilde;es do Pa&amp;iacute;s, em raz&amp;atilde;o do alcance nacional da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a conversa, o minist&amp;eacute;rio ressaltou a import&amp;acirc;ncia da ades&amp;atilde;o a sistemas coletivos de log&amp;iacute;stica reversa. Nesse modelo, as metas passam a ser compartilhadas entre empresas participantes, podendo haver negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es internas conforme a pol&amp;iacute;tica da entidade gestora respons&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto relevante tratado na reuni&amp;atilde;o foi a estrutura de governan&amp;ccedil;a do sistema. Segundo o MMA, atualmente, existem 13 entidades gestoras habilitadas pelo minist&amp;eacute;rio para operar programas de log&amp;iacute;stica reversa, com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es dispon&amp;iacute;veis no Sistema Nacional de Informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a Gest&amp;atilde;o dos Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos (SINIR).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m foram discutidas medidas que possam estimular o setor de reciclagem e reduzir custos associados &amp;agrave; ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de insumos recicl&amp;aacute;veis. O MMA mencionou iniciativas em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como a chamada PEC da Reciclagem, al&amp;eacute;m da Lei 14.260/2021, que permite a destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de parte do Imposto de Renda (IR) a projetos de reciclagem aprovados pelo MMA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, foram citadas consultas p&amp;uacute;blicas em andamento sobre o &amp;Iacute;ndice de Reciclabilidade das Embalagens Pl&amp;aacute;sticas (IREP) e sobre os procedimentos para retirada de rejeitos resultantes da triagem, temas que dever&amp;atilde;o impactar diretamente fabricantes, importadores e entidades gestoras nos pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Conselho de Sustentabilidade tamb&amp;eacute;m chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os prazos de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o considerados ex&amp;iacute;guos. O decreto entrou em vigor em janeiro deste ano para empresas de grande porte e passar&amp;aacute; a valer em julho para as empresas de pequeno e m&amp;eacute;dio portes. O MMA reconheceu a dificuldade e sinalizou a possibilidade de avaliar uma extens&amp;atilde;o dos prazos caso surjam impasses concretos ao cumprimento das metas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Advocacy e pr&amp;oacute;ximos encaminhamentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reuni&amp;atilde;o corrobora a estrat&amp;eacute;gia de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de advocacy da FecomercioSP, que j&amp;aacute; vinha dialogando sobre o tema com o MMA antes mesmo da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do decreto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como encaminhamento, a Entidade enviar&amp;aacute; um of&amp;iacute;cio formal ao minist&amp;eacute;rio com as d&amp;uacute;vidas e contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es apresentadas para avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e devolutiva do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o ambiental. Tamb&amp;eacute;m ser&amp;aacute; solicitada uma reuni&amp;atilde;o com o Minist&amp;eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&amp;uacute;stria, Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os (MDIC), ampliando o debate sobre os impactos do decreto para o Com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema seguir&amp;aacute; sendo acompanhado de forma t&amp;eacute;cnica e propositiva, com o objetivo de garantir seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, viabilidade operacional e previsibilidade para os empres&amp;aacute;rios diante das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es em curso na agenda de economia circular e responsabilidade p&amp;oacute;s-consumo.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 25 Feb 2026 14:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Quem gira a economia circular]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/quem-gira-a-economia-circular</link><description>&lt;![CDATA[Com renda, dignidade e resistência, cooperados e catadores mantêm viva uma engrenagem bilionária que ainda recicla apenas 8% dos resíduos do País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Brasil produz cerca de 80 milh&amp;otilde;es de toneladas de res&amp;iacute;duos por ano, 382 quilos por habitante. No entanto,&amp;nbsp;apenas 8% dos res&amp;iacute;duos secos das cidades brasileiras seguem para a reciclagem, um porcentual ainda baixo &amp;mdash; e potencial gigantesco para o meio ambiente e a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego e renda. Ainda estigmatizados, os catadores de recicl&amp;aacute;veis carregam boa parte da responsabilidade pela economia circular, mas a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cooperativas ganha espa&amp;ccedil;o, com mais seguran&amp;ccedil;a e dignidade para os trabalhadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Localizada no movimentado bairro industrial da Lapa de Baixo, na zona oeste da Cidade de S&amp;atilde;o Paulo, em meio &amp;agrave; fuma&amp;ccedil;a despejada pelas f&amp;aacute;bricas e pelos milhares de ve&amp;iacute;culos que trafegam pela engarrafada Marginal Tiet&amp;ecirc;, a Cooperativa de Reciclagem Crescer respira pl&amp;aacute;stico, vidro, metal e papel. Em um cont&amp;iacute;nuo vaiv&amp;eacute;m de caminh&amp;otilde;es, chegam ao local, diariamente, em torno de 12 toneladas de res&amp;iacute;duos recicl&amp;aacute;veis coletados nos domic&amp;iacute;lios da capital paulista e em grandes empresas parceiras. Despejados no galp&amp;atilde;o de 1,2 mil metros quadrados, tem in&amp;iacute;cio o processo de triagem e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Primeiro, os res&amp;iacute;duos formam uma pilha de 10 metros diante de uma esteira elevat&amp;oacute;ria de 7 metros, que os transporta at&amp;eacute; outra esteira de 18 metros. Diante dela, homens e mulheres alijados do mercado de trabalho convencional separam os 32 tipos de recicl&amp;aacute;veis em grandes sacos de pl&amp;aacute;sticos &amp;mdash; as &lt;em&gt;big bags&lt;/em&gt; &amp;mdash;, dispostos abaixo da plataforma. Uma vez limpo, mo&amp;iacute;do, prensado ou fundido, conforme o tipo, o material &amp;eacute; vendido para as ind&amp;uacute;strias de reciclagem, a maioria em cidades do interior de S&amp;atilde;o Paulo e em Estados vizinhos, como o Paran&amp;aacute;, que abriga recicladoras de aparas de papel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessas empresas, s&amp;atilde;o transformados em embalagens e outros itens que retornam ao mercado, concluindo o ciclo da economia circular. Um processo virtuoso, mas que padece do desconhecimento de boas pr&amp;aacute;ticas por parte da sociedade, da aus&amp;ecirc;ncia de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas e, principalmente, do preconceito da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que ainda enxerga como cidad&amp;atilde;o de segunda classe o catador que perambula pelas ruas, ou o trabalhador que atua nas cooperativas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Houve uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 20 anos para c&amp;aacute;&amp;rdquo;, observa Telines Bas&amp;iacute;lio, conhecido como Carioca, ex-catador e atual presidente da Cooperativa de Coleta Seletiva da Capela do Socorro (Coopercaps) e da Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Cooperativas de Trabalho e Produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Recicl&amp;aacute;veis (Conatrec). &amp;ldquo;Antes, o perfil era de catadores e catadoras informais, mas, com o crescimento das cooperativas e o compromisso de empregar idosos, refugiados e egressos do sistema prisional, ganhamos mais respeito. Mas ainda h&amp;aacute; preconceito e invisibilidade dessa categoria que presta um servi&amp;ccedil;o t&amp;atilde;o essencial&amp;rdquo;, refor&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o Panorama dos Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos no Brasil 2024, realizado pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Res&amp;iacute;duos e Meio Ambiente (Abrema), 41,5% dos res&amp;iacute;duos s&amp;atilde;o destinados de maneira inadequada, j&amp;aacute; que os lix&amp;otilde;es ainda recebem 35% de tudo o que &amp;eacute; descartado no Pa&amp;iacute;s. A mesma pesquisa revela que apenas 8% dos res&amp;iacute;duos secos foram encaminhados para a reciclagem. Isto &amp;eacute;, 6,7 milh&amp;otilde;es de toneladas de recicl&amp;aacute;veis n&amp;atilde;o cumprem o ciclo da economia reversa. O estudo tamb&amp;eacute;m concluiu que 67,2% do encaminhamento ocorreu por meio de catadores informais, que venderam o material para ferros-velhos, enquanto apenas 32,8% do material coletado veio das concession&amp;aacute;rias municipais, de empresas e de cooperativas. Segundo a Abrema, apenas 32% dos munic&amp;iacute;pios brasileiros contam com coleta seletiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/0e116dcf75c48a32a79a22eecdfa7554530d0be3.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Os n&amp;uacute;meros do setor, ainda modestos, apontam para um lado da reciclagem invis&amp;iacute;vel para a maioria dos brasileiros. A Conatrec re&amp;uacute;ne 153 cooperativas de sete Estados mais o Distrito Federal, as quais congregam 3.755 cooperados, registrados pelo modelo de cooperativismo, remunerados conforme a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a receita auferida pela cooperativa, com direitos trabalhistas assegurados &amp;mdash; equipamentos de seguran&amp;ccedil;a, seguro de vida por acidentes de trabalho, contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a Previd&amp;ecirc;ncia Social, descanso anual remunerado e bonifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fim de ano. Em m&amp;eacute;dia, a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal de um cooperado varia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. No entanto, no universo da reciclagem, o volume mais expressivo da m&amp;atilde;o de obra ainda &amp;eacute; de catadores informais. Segundo estimativa do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicl&amp;aacute;veis (MNCR), h&amp;aacute; aproximadamente 800 mil catadores de materiais recicl&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso do munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo, as cooperativas recebem um subs&amp;iacute;dio direto da prefeitura para pagamento de aluguel e despesas de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Aqui, somos mais maduros. Fora de S&amp;atilde;o Paulo, falta conhecimento do modelo de cooperativismo&amp;rdquo;, sustenta Jair do Amaral, presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Paulista de Cooperativas de Reciclagem (Fepacoore) e fundador da Crescer, que conta com 62 cooperados &amp;mdash; de jovens at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o desempregados a idosos em busca de recome&amp;ccedil;os e renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; o caso da cearense Maria Audie, de 76 anos, m&amp;atilde;e de dois filhos e av&amp;oacute; de dois netos, h&amp;aacute; 16 anos na fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de triagem de materiais. &amp;ldquo;O trabalho me mant&amp;eacute;m ativa e com sa&amp;uacute;de. N&amp;atilde;o penso em parar e quero trabalhar por pelo menos mais dez anos&amp;rdquo;, assegura. H&amp;aacute; um ano na mesma fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o tamb&amp;eacute;m cearense Osmar Lopes da Silva, de 69 anos, trabalhou por d&amp;eacute;cadas como ajudante de pedreiro. Desempregado, ofereceu-se para trabalhar na cooperativa e diz que est&amp;aacute; feliz com a atividade. Segundo Amaral, o repasse mensal de R$ 60 mil que a Crescer recebe da Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; suficiente para manter a cooperativa, mas ele defende a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um modelo semelhante ao praticado em Guarulhos, cidade da Grande S&amp;atilde;o Paulo onde a prefeitura remunera pelos servi&amp;ccedil;os ambientais prestados pelas toneladas de res&amp;iacute;duos que deixam de ir aos aterros sanit&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Valor de mercado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na reciclagem, cada material equivale a uma commodity, com pre&amp;ccedil;os que variam de acordo com o interesse do mercado. A principal receita das cooperativas vem dos pl&amp;aacute;sticos. O quilo de PET (politereftalato de etileno) &amp;eacute; vendido para as ind&amp;uacute;strias por R$ 4,50, e o quilo do polietileno de alta densidade, como as embalagens de xampu e detergente, est&amp;aacute; cotado a R$ 4. O item mais valioso &amp;eacute; a latinha de alum&amp;iacute;nio, R$ 12 por quilo. Mas esse produto &amp;eacute; raro nas cooperativas em raz&amp;atilde;o da atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos catadores de rua, que historicamente dominam o mercado. Segundo a Recicla Latas, associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mantida pelos fabricantes e recicladores de alum&amp;iacute;nio, o &amp;iacute;ndice de reciclagem em 2024 foi de 97,3%, patamar mantido h&amp;aacute; 16 anos &amp;mdash; em 2022, chegou a 100%. Fica evidente a for&amp;ccedil;a da informalidade na economia circular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ind&amp;uacute;stria brasileira de reciclagem processa mais de 15 milh&amp;otilde;es de toneladas de materiais todos os anos, ao valor de R$ 80,7 bilh&amp;otilde;es, segundo pesquisa da Mastersenso Consultoria Industrial. O Brasil ainda desperdi&amp;ccedil;a um grande potencial em reciclagem de materiais, principalmente no p&amp;oacute;s-consumo. Anualmente, cerca de 80 milh&amp;otilde;es de toneladas de res&amp;iacute;duos s&amp;oacute;lidos urbanos s&amp;atilde;o geradas, 50% de org&amp;acirc;nicos, 30% de recicl&amp;aacute;veis e 20% de sobras e res&amp;iacute;duos higi&amp;ecirc;nicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de ainda haver muito a ser feito para um manejo ideal dos res&amp;iacute;duos produzidos, h&amp;aacute; avan&amp;ccedil;o referente aos servi&amp;ccedil;os municipais de coleta de res&amp;iacute;duos s&amp;oacute;lidos, tanto org&amp;acirc;nicos quanto recicl&amp;aacute;veis. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&amp;iacute;lios (PNAD) Cont&amp;iacute;nua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE), a coleta por caminh&amp;otilde;es atingiu 86,9% dos 77,3 milh&amp;otilde;es de domic&amp;iacute;lios brasileiros em 2024, o que representa crescimento em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a 2016, quando era de 82,7%. Por sua vez, setores da sociedade civil t&amp;ecirc;m chamado a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a import&amp;acirc;ncia da economia circular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cristiane Cortez, assessora do Conselho de Sustentabilidade da &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, explica que a Entidade prioriza a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da log&amp;iacute;stica reversa entre os associados, por meio de parcerias com associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de eletroeletr&amp;ocirc;nicos, l&amp;acirc;mpadas e &amp;oacute;leo vegetal. &amp;ldquo;Os estabelecimentos que contam com pontos de coleta seletiva ganham pontos com o cliente&amp;rdquo;, opina. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o divulga suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es por meio de material distribu&amp;iacute;do para as associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es parceiras, que atuam como gestoras na orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pontos de descarte, com c&amp;oacute;digo QR e adesivos de f&amp;aacute;cil visibilidade para os consumidores. &amp;ldquo;Uma das principais recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; quanto &amp;agrave; obrigatoriedade da log&amp;iacute;stica reversa nos casos em que a coleta de materiais recicl&amp;aacute;veis supere 200 litros di&amp;aacute;rios&amp;rdquo;, refor&amp;ccedil;a Cristiane. At&amp;eacute; esse volume, os res&amp;iacute;duos podem ser colocados em sacos pl&amp;aacute;sticos adequados e coletados pelas concession&amp;aacute;rias. Acima dessa quantidade, no caso dos recicl&amp;aacute;veis, as empresas devem procurar uma cooperativa ou um local autorizado de comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sucata.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Iniciativa paulistana&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lan&amp;ccedil;ada em 2018 na capital paulista, a plataforma Recicla Sampa tornou-se, em pouco tempo, uma refer&amp;ecirc;ncia em mat&amp;eacute;ria de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental. Recebeu o pr&amp;ecirc;mio internacional IF Design Award 2025, no Jap&amp;atilde;o, em raz&amp;atilde;o de sua originalidade est&amp;eacute;tica e do seu impacto social. &amp;ldquo;Somos a maior base de dados de pontos de reciclagem do Brasil, incluindo iniciativas p&amp;uacute;blicas, privadas e do terceiro setor. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; plataforma semelhante &amp;agrave; nossa&amp;rdquo;, comemora Felipe Soutello, idealizador do projeto e s&amp;oacute;cio da ag&amp;ecirc;ncia D4G do Recicla Sampa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na plataforma, o usu&amp;aacute;rio encontra informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a reciclagem em S&amp;atilde;o Paulo, como os endere&amp;ccedil;os dos mais de 120 pontos de coleta de recicl&amp;aacute;veis &amp;mdash; os ecopontos &amp;mdash;, os dias e os hor&amp;aacute;rios da coleta seletiva nas ruas e conte&amp;uacute;do de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental para estudantes, al&amp;eacute;m de &amp;aacute;udios e v&amp;iacute;deos sobre o setor e atividades das cooperativas, com participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do rapper Tha&amp;iacute;de, do ex-VJ da MTV Caz&amp;eacute; Pessini, e da influencer Karina Pegolato. &amp;ldquo;O p&amp;uacute;blico &amp;eacute; majoritariamente feminino e as &amp;aacute;reas mais acessadas s&amp;atilde;o as dos ecopontos e dos dias e hor&amp;aacute;rios de coleta seletiva&amp;rdquo;, detalha Soutello.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o executivo, o custo anual do projeto &amp;eacute; de aproximadamente R$ 5 milh&amp;otilde;es, recursos que vinham das concession&amp;aacute;rias Loga e Ecourbis, que detinham o contrato de coleta urbana desde 2004. Em 2024, os contratos dessas concession&amp;aacute;rias foram renovados por mais 20 anos pela Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo, mas a obrigatoriedade da destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da verba n&amp;atilde;o foi inclu&amp;iacute;da nos termos de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que resultou em uma nova estrat&amp;eacute;gia por parte do Recicla Sampa. &amp;ldquo;O projeto continua, n&amp;atilde;o vai parar. Estamos buscando patroc&amp;iacute;nios de marcas e parcerias com cooperativas, mas vamos manter a nossa independ&amp;ecirc;ncia. N&amp;atilde;o seremos ref&amp;eacute;ns das concession&amp;aacute;rias&amp;rdquo;, garante Soutello, que vem mantendo a plataforma no ar com recursos de sua ag&amp;ecirc;ncia. A principal mudan&amp;ccedil;a, esclarece, foi a paralisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de audiovisuais. A &amp;uacute;nica queixa &amp;eacute; quanto ao envolvimento do setor p&amp;uacute;blico. &amp;ldquo;Em S&amp;atilde;o Paulo, a prefeitura poderia ser mais engajada na reciclagem e na separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos&amp;rdquo;, ressalta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por meio da assessoria de imprensa, sem explicar as raz&amp;otilde;es da descontinuidade do apoio ao projeto, a ag&amp;ecirc;ncia municipal SP Regula, respons&amp;aacute;vel pela gest&amp;atilde;o dos contratos, informou que atualmente as concession&amp;aacute;rias mant&amp;ecirc;m os programas Ver de Perto (da Ecourbis), e Ecoeduca&amp;ccedil;&amp;atilde;o (da Loga). Segundo o comunicado, &amp;ldquo;j&amp;aacute; foram realizadas aproximadamente 19 mil a&amp;ccedil;&amp;otilde;es em institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino, empresas e &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos&amp;rdquo;. O comunicado acrescenta que as concession&amp;aacute;rias est&amp;atilde;o elaborando novos planos de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, alinhados com os direcionamentos estabelecidos nos contratos e as inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, a fim de aprimorar os servi&amp;ccedil;os prestados e aumentar a efici&amp;ecirc;ncia na gest&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos, &amp;ldquo;sempre com foco em sustentabilidade e educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gargalos do c&amp;iacute;rculo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Primeira mulher a ocupar a presid&amp;ecirc;ncia da Companhia Ambiental do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Cetesb), professora na Faculdade de Direito da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (FDUSP) e especializada em Direito Ambiental, a advogada Patr&amp;iacute;cia Iglecias critica a bitributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que incide sobre os produtos reciclados. &amp;ldquo;Ela penaliza o setor da reciclagem e &amp;eacute; um gargalo para a economia circular&amp;rdquo;, destaca. Por isso, a advogada defende uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusiva para os reciclados. Hoje, a maioria dos Estados cobra o Imposto sobre Circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercadorias e Servi&amp;ccedil;os (ICMS) de produtos reciclados, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o de algumas unidades da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como S&amp;atilde;o Paulo, Minas Gerais e Paran&amp;aacute;, que contam com legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas para produtos oriundos de cooperativas e que circulem internamente. H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m a pol&amp;ecirc;mica sobre a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tomar cr&amp;eacute;ditos do Programa de Integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social (PIS) e da Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para as ind&amp;uacute;strias de reciclagem, que acabam pagando esses tributos mesmo quando j&amp;aacute; foram cobrados na origem do material. A quest&amp;atilde;o chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda n&amp;atilde;o est&amp;aacute; equacionada. &amp;ldquo;A expectativa &amp;eacute; que seja definida claramente com a Reforma Tribut&amp;aacute;ria&amp;rdquo;, revela Patr&amp;iacute;cia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Paulo Ziulkoski, presidente da Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Munic&amp;iacute;pios (CNM), pontua que os desafios para a sustentabilidade do mercado de reciclagem v&amp;atilde;o al&amp;eacute;m da bitributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e revelam uma falta de estrutura hist&amp;oacute;rica do Pa&amp;iacute;s. &amp;ldquo;H&amp;aacute; uma concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ind&amp;uacute;strias de reciclagem em poucas regi&amp;otilde;es, dificuldades log&amp;iacute;sticas, aus&amp;ecirc;ncia dessas ind&amp;uacute;strias para alguns tipos de materiais e tamb&amp;eacute;m a volatilidade do valor dos recicl&amp;aacute;veis no mercado, que prejudica a estabilidade financeira dos catadores&amp;rdquo;, enumera.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Ziulkoski, os munic&amp;iacute;pios t&amp;ecirc;m buscado fazer a sua parte na gest&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos s&amp;oacute;lidos, mas as pequenas cidades, aquelas com at&amp;eacute; 50 mil habitantes, t&amp;ecirc;m mais dificuldades de conseguir apoios t&amp;eacute;cnico e financeiro para eliminar lix&amp;otilde;es e implantar aterros sanit&amp;aacute;rios, segundo dados do Minist&amp;eacute;rio do Meio Ambiente e Mudan&amp;ccedil;a do Clima (MMA). &amp;ldquo;Uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o seriam cons&amp;oacute;rcios intermunicipais entre cidades maiores e menores, diante do alto custo das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais e da necessidade de equipe t&amp;eacute;cnica especializada&amp;rdquo;, sugere. De acordo com pesquisa da CNM, a maior parte dos recursos or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rios do MMA, em 2022 e 2023, foi destinada ao pagamento de pessoal. &amp;ldquo;Em 21 anos, menos de 1% dos recursos foram direcionados a munic&amp;iacute;pios e cons&amp;oacute;rcios intermunicipais e n&amp;atilde;o houve aumento significativo desde 2002&amp;rdquo;, afirma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Mat&amp;eacute;ria originalmente publicada no site da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;A FecomercioSP acredita que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprofundada &amp;eacute; um instrumento fundamental de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate p&amp;uacute;blico sobre assuntos importantes n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para a classe empresarial, mas para toda a sociedade. &amp;Eacute; neste sentido que a entidade publica, bimestralmente, a Revista Problemas Brasileiros.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 24 Feb 2026 10:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Crise hídrica pressiona reservatórios e reacende discussão sobre incentivos à redução de consumo em São Paulo]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/crise-hidrica-pressiona-reservatorios-e-reacende-discussao-sobre-incentivos-a-reducao-de-consumo-em-sao-paulo</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião com a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, FecomercioSP cobra resposta rápida para conter a demanda e pede mais espaço do setor em instâncias ambientais do Estado]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &amp;aacute;gua &amp;ldquo;some&amp;rdquo; aos poucos &amp;mdash; primeiro, no n&amp;iacute;vel dos reservat&amp;oacute;rios; depois, na press&amp;atilde;o da rede &amp;mdash; at&amp;eacute; se tornar uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cotidiana para fam&amp;iacute;lias, empresas e governos. Diante da escassez h&amp;iacute;drica que volta a pressionar o Estado de S&amp;atilde;o Paulo, representantes da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da Entidade reuniram-se com a secret&amp;aacute;ria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Log&amp;iacute;stica (Semil), Nat&amp;aacute;lia Resende, e outros representantes da Pasta para discutir a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-sinaliza-ao-governo-estadual-a-urgencia-da-crise-hidrica-e-sugere-programa-de-bonificacao-por-reducao-de-consumo?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-sinaliza-ao-governo-estadual-a-urgencia-da-crise-hidrica-e-sugere-programa-de-bonificacao-por-reducao-de-consumo=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;proposta da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; Consulta P&amp;uacute;blica Arsesp 14/2025&lt;/a&gt;, a respeito da replica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do programa de bonifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo de &amp;aacute;gua, implementado pela Sabesp em 2014, bem como medidas regulat&amp;oacute;rias de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conting&amp;ecirc;ncia para o sistema paulista de abastecimento, al&amp;eacute;m de cobrar respostas compat&amp;iacute;veis com a urg&amp;ecirc;ncia do momento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Logo no in&amp;iacute;cio do encontro, o presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, &lt;a href="https://homolognotaveis.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;professor Jos&amp;eacute; Goldemberg&lt;/a&gt;, classificou a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como cr&amp;iacute;tica. &amp;ldquo;A falta de &amp;aacute;gua &amp;eacute; uma trag&amp;eacute;dia. Trata-se de um problema que varia no tempo, mas que, neste momento, est&amp;aacute; posto. A crise &amp;eacute; agora&amp;rdquo;, afirmou ao destacar que os n&amp;iacute;veis dos reservat&amp;oacute;rios seguem abaixo do ideal, apesar das chuvas recentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Medidas imediatas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Goldemberg, o enfrentamento da escassez exige respostas de curto prazo voltadas para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo. &amp;ldquo;A &amp;uacute;nica coisa que se pode fazer imediatamente &amp;eacute; reduzir a demanda. Isso j&amp;aacute; foi feito no passado com sucesso&amp;rdquo;, disse ao defender mecanismos de incentivo ao uso racional da &amp;aacute;gua. Segundo ele, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es dessa natureza ajudam a mobilizar a sociedade e a mitigar os efeitos da crise enquanto investimentos estruturais avan&amp;ccedil;am.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP ressaltou que o pleito apresentado nasce da escuta do setor produtivo e do acompanhamento constante do tema, que afeta diretamente a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas e servi&amp;ccedil;os. A Entidade tamb&amp;eacute;m destacou a import&amp;acirc;ncia de alinhar decis&amp;otilde;es regulat&amp;oacute;rias com o car&amp;aacute;ter emergencial da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem preju&amp;iacute;zo do rigor t&amp;eacute;cnico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Planejamento e dados&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao responder &amp;agrave;s preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Nat&amp;aacute;lia afirmou que o governo estadual vem adotando uma estrat&amp;eacute;gia baseada em preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, planejamento e evid&amp;ecirc;ncias t&amp;eacute;cnicas. &amp;ldquo;Temos uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito grande com dados, m&amp;eacute;todo e planejamento. Desde 2023, trabalhamos para antecipar cen&amp;aacute;rios e fortalecer a resili&amp;ecirc;ncia do sistema&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A secret&amp;aacute;ria citou obras em andamento, ajustes contratuais e a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de faixas de conting&amp;ecirc;ncia para evitar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es extremas de desabastecimento. Segundo ela, esse conjunto de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; trouxe resultados. &amp;ldquo;Hoje, alcan&amp;ccedil;amos uma economia expressiva de &amp;aacute;gua, suficiente para abastecer milh&amp;otilde;es de pessoas por um m&amp;ecirc;s&amp;rdquo;, disse, ao enfatizar o monitoramento cont&amp;iacute;nuo dos reservat&amp;oacute;rios e a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre diferentes &amp;oacute;rg&amp;atilde;os do Estado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tema recorrente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a reuni&amp;atilde;o, a FecomercioSP frisou que a escassez h&amp;iacute;drica &amp;eacute; um tema recorrente na agenda da Entidade, que atua de forma permanente tanto na formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas ao Poder P&amp;uacute;blico quanto na orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica aos empres&amp;aacute;rios. Al&amp;eacute;m de contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es formais aos processos regulat&amp;oacute;rios, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mant&amp;eacute;m materiais atualizados de &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/a9f875272d042152ab0d4fdaf1e6f3e277aa26b9.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o uso racional da &amp;aacute;gua&lt;/a&gt;, destinados a diferentes atividades econ&amp;ocirc;micas, com foco na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do desperd&amp;iacute;cio e na efici&amp;ecirc;ncia h&amp;iacute;drica como fator de sustentabilidade e competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao fim do encontro, a FecomercioSP reiterou a import&amp;acirc;ncia do di&amp;aacute;logo institucional cont&amp;iacute;nuo e da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor produtivo em inst&amp;acirc;ncias de debate ambiental, sobretudo no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), para o qual a Entidade vem pleiteando assento h&amp;aacute; alguns anos, dada a relev&amp;acirc;ncia dos setores de Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os e Turismo para o Estado, os quais correspondem a cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) paulista. &amp;Eacute; uma forma de qualificar as decis&amp;otilde;es e ampliar a efetividade das pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas &amp;mdash; lembrando que a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; integra o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e muitos outros conselhos ambientais estaduais e municipais. A FecomercioSP deve encaminhar of&amp;iacute;cio para refor&amp;ccedil;ar suas contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es e manter o acompanhamento das medidas relacionadas &amp;agrave; crise h&amp;iacute;drica em S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 11 Feb 2026 09:30:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Sustentabilidade entra no modo execução e redefine gestão dos negócios em 2026]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/sustentabilidade-entra-no-modo-execucao-e-redefine-gestao-dos-negocios-em-2026</link><description>&lt;![CDATA[Nova edição do ‘Boletim do Conselho de Sustentabilidade’ mostra como eficiência, adaptação climática e governança viraram fatores decisivos de competitividade]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A sustentabilidade virou critério de gestão — e não há mais espaço para discursos vazios. A segunda edição especial do &lt;strong&gt;Boletim do Conselho de Sustentabilidade&lt;/strong&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; destaca que, nesse ciclo, é fundamental consolidar a agenda ambiental no coração das decisões empresariais, conectando risco climático, eficiência operacional, crédito e competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse movimento, ganha força a virada da intenção para a implementação. Eventos climáticos extremos já impactam os custos, as cadeias e a continuidade das operações, enquanto bancos, seguradoras e compradores passam a exigir evidências concretas, métricas confiáveis e projetos bem-estruturados. Diante de tudo isso, adaptação, eficiências energética e hídrica, rastreabilidade e economia circular deixam de ser diferenciais e se tornam exigências do mercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo das páginas, os conteúdos apresentam caminhos para transformar sustentabilidade em proteção do negócio, com análises práticas, um guia com dez ações para começar agora e as principais tendências que vão moldar o ano — da pressão por padrões internacionais de reporte à crescente seletividade do mercado financeiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O olhar do mercado também ganha espaço, com a voz de empresas e sindicatos que participaram da COP30, sinalizando como circularidade, governança e dados reduzem riscos e destravam investimentos. E o boletim traz ainda a discussão sobre administração de riscos na cadeia de valor e a atuação da FecomercioSP em ações de advocacy para garantir regras claras e viáveis, além de segurança jurídica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que apontar caminhos, a edição consolida a mensagem de que a sustentabilidade é uma estratégia de continuidade, efetividade e crescimento. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/5ef5afc6b7346d2c811671458d225268994af14d.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui&amp;nbsp;&lt;/a&gt;e confira conteúdos relevantes para executar melhor e sair na frente!&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 23 Jan 2026 09:27:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Agenda climática e negócios: as lições de 2025 e os desafios de 2026 para o Comércio e os Serviços]]</title><link>http://fecomercio.com.br/noticia/agenda-climatica-e-negocios-as-licoes-de-2025-e-os-desafios-de-2026-para-o-comercio-e-os-servicos</link><description>&lt;![CDATA[Com menos consenso global e mais ação local, empresas ganham papel central na transição sustentável]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Por Cristiane Cortez e Jos&amp;eacute; Goldemberg*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio de 2025, o debate clim&amp;aacute;tico esteve cercado de grandes expectativas. O Brasil se preparava para sediar a COP30, em Bel&amp;eacute;m, em um contexto de crescente urg&amp;ecirc;ncia diante do avan&amp;ccedil;o das mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas. Havia a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o Pa&amp;iacute;s poderia exercer protagonismo internacional, especialmente nos temas relacionados a financiamento clim&amp;aacute;tico, transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica, mercado de carbono e combate ao desmatamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo do ano, contudo, o balan&amp;ccedil;o que se consolida &amp;eacute; mais complexo. O evento trouxe avan&amp;ccedil;os relevantes, sobretudo no fortalecimento da agenda de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do papel de Estados, munic&amp;iacute;pios e outros agentes subnacionais e na amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate sobre solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es baseadas na natureza. Ao mesmo tempo, ficou evidente a dificuldade de avan&amp;ccedil;ar em compromissos globais mais ambiciosos para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do uso de combust&amp;iacute;veis f&amp;oacute;sseis, em raz&amp;atilde;o das limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es do modelo multilateral baseado no consenso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ano passado nos mostrou que, embora indispens&amp;aacute;veis, os grandes f&amp;oacute;runs internacionais n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o suficientes, por si s&amp;oacute;, para responder &amp;agrave; urg&amp;ecirc;ncia clim&amp;aacute;tica. Al&amp;eacute;m disso, ganhou for&amp;ccedil;a a compreens&amp;atilde;o de que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o clim&amp;aacute;tica precisa combinar esfor&amp;ccedil;os mundiais com iniciativas paralelas, regionais e setoriais, capazes de avan&amp;ccedil;ar mesmo diante de impasses geopol&amp;iacute;ticos. A transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para uma economia de baixo carbono passou a ser vista menos como um objetivo distante e mais como um processo cont&amp;iacute;nuo, que exige decis&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas e graduais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Consolidou-se, ainda, a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que as confer&amp;ecirc;ncias clim&amp;aacute;ticas v&amp;ecirc;m se afastando, ao longo do tempo, de um papel mais regulador e mandat&amp;oacute;rio, assumindo fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes de di&amp;aacute;logo, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas com limitada capacidade de induzir mudan&amp;ccedil;as estruturais na velocidade necess&amp;aacute;ria. Frente ao agravamento dos impactos clim&amp;aacute;ticos, a quest&amp;atilde;o central passa a ser recuperar instrumentos capazes de promover uma transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica realista, com previsibilidade regulat&amp;oacute;ria e viabilidade econ&amp;ocirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, 2026 surge como um ano-chave para transformar aprendizados em implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A agenda clim&amp;aacute;tica tende a avan&amp;ccedil;ar menos por grandes consensos pelo planeta e mais por a&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas lideradas por pa&amp;iacute;ses, regi&amp;otilde;es, cidades e setores produtivos. A prioridade dever&amp;aacute; recair sobre resultados mensur&amp;aacute;veis, como a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva do desmatamento, a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercados de carbono, o est&amp;iacute;mulo &amp;agrave; economia circular e o fortalecimento de instrumentos econ&amp;ocirc;micos que conciliem competitividade e sustentabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; nesse contexto que a &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Agenda Verde da FecomercioSP&lt;/a&gt; assume papel estrat&amp;eacute;gico. Ao apontar metas como o avan&amp;ccedil;o da economia circular, o desmatamento zero, a efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica e a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sustentabilidade &amp;agrave;s estrat&amp;eacute;gias empresariais, a Entidade refor&amp;ccedil;a a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos setores do Com&amp;eacute;rcio e dos Servi&amp;ccedil;os para a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para uma economia de baixo carbono. A Agenda Verde sinaliza que crescimento econ&amp;ocirc;mico e responsabilidade ambiental n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o agendas opostas, mas complementares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O balan&amp;ccedil;o de 2025 indica que o tempo das expectativas deu lugar ao tempo da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Para este ano, o desafio ser&amp;aacute; acelerar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas, fortalecer a coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Poder P&amp;uacute;blico e setor privado e transformar sustentabilidade em vetor de competitividade. O &amp;ecirc;xito da agenda clim&amp;aacute;tica depender&amp;aacute;, cada vez mais, da capacidade de empresas e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de transformar compromissos em resultados concretos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;* Jos&amp;eacute; Goldemberg &amp;eacute; ex-ministro do Meio Ambiente e presidente do Conselho de Sustentabilidade da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;; Cristiane Cortez &amp;eacute; assessora do mesmo conselho.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo originalmente publicado no&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://dcomercio.com.br/publicacao/s/onibus-eletrico-opcao-eficiente-para-descarbonizar-grandes-centros-urbanos" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;jornal Di&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;em 9 de janeiro de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 14 Jan 2026 09:13:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item></channel></rss>
