<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/</link><description>&lt;![CDATA[Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. ]]</description><lastBuildDate>Sun, 31 May 2026 15:32:14 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><item><title>&lt;![CDATA[Brasil intensifica debates sobre IA, datacenters e cibersegurança ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/brasil-intensifica-debates-sobre-ia-datacenters-e-ciberseguranca</link><description>&lt;![CDATA[Articulações da FecomercioSP visam consolidar uma agenda regulatória capaz de atrair investimentos, ampliar a competitividade digital e garantir segurança jurídica]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A disputa global por investimentos em Inteligência Artificial (IA), datacenters e infraestrutura tecnológica acelerou as articulações em Brasília em torno da agenda digital brasileira. Em reuniões com integrantes do governo federal e do Congresso Nacional, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e o seu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; defenderam o avanço de Projetos de Lei (PLs) considerados estratégicos para garantir segurança jurídica, ampliar a competitividade do País e destravar novos investimentos em tecnologia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O movimento vai além do PL 278/2026, o Redata, apontado como peça-chave para atrair investimentos bilionários em infraestrutura digital. A mobilização também envolve ponderações sobre o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-cobra-ajustes-no-marco-legal-da-ia-e-aceleracao-da-infraestrutura-digital-no-pais-1" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 2.338/2023)&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/no-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Marco Legal da Cibersegurança (PL 4.752/2025&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agenda digital em pauta&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na última terça-feira (26), as articulações começaram ainda pela manhã, com uma reunião entre Andriei Gutierrez, presidente do Conselho de Economia Digital e Inovação da FecomercioSP, e Rony Vainzof, &lt;strong&gt;advisor&lt;/strong&gt; em Regulação Digital da Entidade, com Samara Castro, secretária-executiva da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República. O encontro teve como foco discutir as perspectivas do governo federal para os principais projetos da agenda digital em tramitação no Congresso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP também esteve no gabinete do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), relator do Marco Legal da IA na Câmara, para entregar o seu posicionamento institucional e o manifesto do Redata. O parlamentar coordena a Comissão Especial responsável por consolidar as regras para o desenvolvimento e o uso ético da IA no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PL, já aprovado no Senado, agora, avança na Câmara em meio a discussões sobre governança, direitos autorais, responsabilidade das plataformas e infraestrutura tecnológica. Nesse debate, a Federação defende a realização de análise robusta de impacto regulatório do futuro Marco Legal da IA, evitando desalinhamentos com o Plano Brasileiro de IA; regular o uso (e não a tecnologia) com equilíbrio, capaz de garantir segurança jurídica sem comprometer a inovação e a competitividade digital brasileira; e amadurecer a discussão sobre direitos autorais e desenvolvimento de modelos de IA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cronograma incluiu ainda reunião sobre o PL de Cibersegurança com o ministro Marcos Antônio Amaro dos Santos, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República; além de Francisco de Oliveira Castro, assessor parlamentar do GSI; Luiz Fernando Moraes da Silva, diretor do departamento de Segurança Cibernética do GSI; e Marcelo Malagutti, assessor especial do ministro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta de um Marco Legal de Cibersegurança é relevante ao estabelecer princípios, diretrizes e regras para a segurança cibernética no País; definir agentes obrigados, incluindo serviços essenciais, infraestruturas críticas e órgãos da administração pública; e adotar uma abordagem proporcional ao risco, evitando ônus regulatórios desnecessários sobre agentes de menor exposição. Trata-se de movimento alinhado com as melhores práticas internacionais, que reconhecem a cibersegurança como tema de Estado, de competitividade e de resiliência econômica, e não apenas como questão tecnológica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Toda essa agenda digital deixou de ser somente um debate setorial e passou a representar uma estratégica essencial de desenvolvimento econômico, soberania digital e inserção internacional do Brasil. A avaliação é de que o País reúne vantagens competitivas importantes — como matriz energética limpa, posição geopolítica estratégica e potencial de expansão —, mas &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/para-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa?%2Fnoticia%2Fpara-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;precisa agir rapidamente para transformar todo o potencial em liderança global&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 29 May 2026 16:10:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Marco Legal do Comércio Exterior demanda mais simplificação, proporcionalidade e segurança jurídica ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/marco-legal-do-comercio-exterior-demanda-mais-simplificacao-proporcionalidade-e-seguranca-juridica</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP sugere texto substitutivo ao PL 4.423/2024, após diálogo com liderança da Comissão de Relações Exteriores da Câmara]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; encaminhou, ao deputado Luiz Philippe de Orl&amp;eacute;ans e Bragan&amp;ccedil;a (PL/SP), presidente da Comiss&amp;atilde;o de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores da C&amp;acirc;mara, uma proposta de texto substitutivo ao &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/nova-lei-do-comercio-exterior-avanca-com-pouco-espaco-para-o-dialogo"&gt;Projeto de Lei (PL) 4.423/2024 &amp;mdash; a chamada Lei Geral do Com&amp;eacute;rcio Exterior&lt;/a&gt;. O documento, fruto de amplo trabalho realizado pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da Entidade&lt;/a&gt;, busca evitar que a nova legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o imponha excessiva rigidez operacional ao setor produtivo. Apesar de o PL j&amp;aacute; ter sido aprovado no Senado no ano passado, espera-se que a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na C&amp;acirc;mara dos Deputados permita amplo debate com o setor produtivo, de modo a evidenciar os efeitos que uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o restritiva pode trazer ao Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento &amp;eacute; resultado de um trabalho iniciado h&amp;aacute; meses, quando Rubens Torres Medrano, vice-presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da Entidade, se reuniu com o deputado para apresentar as preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do setor produtivo com o texto em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Naquela ocasi&amp;atilde;o, houve converg&amp;ecirc;ncia de vis&amp;otilde;es entre a FecomercioSP e o parlamentar sobre a necessidade de aprimorar o ambiente de neg&amp;oacute;cios para o com&amp;eacute;rcio exterior, o que pode ocorrer mediante texto alternativo. A minuta entregue ao deputado parte desse alinhamento e incorpora as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/marco-legal-do-comercio-exterior-deve-priorizar-proporcionalidade-e-razoabilidade"&gt;sugest&amp;otilde;es discutidas&lt;/a&gt;&lt;u&gt;.&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta de texto substitutivo busca trazer equil&amp;iacute;brio entre controle aduaneiro e facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, o texto original apresenta dispositivos com vi&amp;eacute;s predominantemente sancionat&amp;oacute;rio, com obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es r&amp;iacute;gidas e multas elevadas que penalizam at&amp;eacute; operadores regulares e adimplentes. A proposta prioriza mecanismos de conformidade, preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e autorregulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em linha com pr&amp;aacute;ticas internacionais modernas de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do marco normativo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O substitutivo busca aprimorar a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira brasileira com &amp;ecirc;nfase em simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de procedimentos, seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e alinhamento com o Acordo sobre Facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Com&amp;eacute;rcio da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial do Com&amp;eacute;rcio (OMC) e outros compromissos internacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Direitos dos operadores e mais previsibilidade na atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta institui direitos formais para os operadores de com&amp;eacute;rcio exterior, fixa prazos para libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das mercadorias pela Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica e prev&amp;ecirc; consequ&amp;ecirc;ncias para o seu descumprimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de procedimentos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto unifica as modalidades de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o indireta, racionaliza os procedimentos para mercadorias com defeito ou desconformidade e amplia o uso de ferramentas de gest&amp;atilde;o de riscos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o proporcional e boa-f&amp;eacute;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo fiscalizat&amp;oacute;rio, a proposta da Entidade adota os princ&amp;iacute;pios da proporcionalidade e da veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao confisco, valorizando a boa-f&amp;eacute; do operador e incentivando a autorregulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a conformidade volunt&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tratamento diferenciado para PMEs&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento ainda prev&amp;ecirc; acesso simplificado ao com&amp;eacute;rcio exterior para Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs) e reconhece o papel estrat&amp;eacute;gico de intervenientes como despachantes aduaneiros e neg&amp;oacute;cios comerciais exportadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tecnologia e transpar&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta refor&amp;ccedil;a a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional, a transpar&amp;ecirc;ncia nas normas e o uso intensivo de tecnologia, buscando construir um ambiente mais eficiente, moderno e competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;quot;O que buscamos &amp;eacute; um marco legal que d&amp;ecirc; previsibilidade e transpar&amp;ecirc;ncia a quem opera, reduza a inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e coloque o Brasil em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es reais de competir nas cadeias globais de valor. S&amp;atilde;o elementos fundamentais para um com&amp;eacute;rcio exterior mais justo e sustent&amp;aacute;vel&amp;quot;, afirma Medrano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 29 May 2026 14:00:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Impasse no Oriente Médio está perto de afetar mais seriamente o Brasil]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/impasse-no-oriente-medio-esta-perto-de-afetar-mais-seriamente-o-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Carta de Conjuntura detalha como os efeitos devem repercutir nos juros, na inflação e até no emprego]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Enquanto Estados Unidos e Ir&amp;atilde; negociam o fim do conflito no Oriente M&amp;eacute;dio, os efeitos da crise come&amp;ccedil;am a se espraiar de forma mais estrutural sobre mercados globais. Como eles n&amp;atilde;o sabem se o pre&amp;ccedil;o do petr&amp;oacute;leo vai subir mais do que hoje, a sa&amp;iacute;da tem sido precificar um futuro com a commodity mais alta. Neste momento, o pre&amp;ccedil;o do barril do petr&amp;oacute;leo brent est&amp;aacute; cotado, na m&amp;eacute;dia, a R$ 111.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se as bolsas n&amp;atilde;o sentem tantos esses efeitos, porque s&amp;atilde;o ligadas a segmentos tecnol&amp;oacute;gicos &amp;mdash; semicondutores e Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) &amp;mdash; a economia real j&amp;aacute; est&amp;aacute; sendo impactada. Para o Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica (CSESP), isso ser&amp;aacute; visto logo mais nos juros, na infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e at&amp;eacute; nos dados de empregos. A an&amp;aacute;lise est&amp;aacute; na Carta de Conjuntura de maio, que pode ser acessada &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/d3c749d6486d2876d781857e1fd8652469b2176c.pdf"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img data-fr-image-pasted="true" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/40970d3e121137c915a05edb2645fe0ec47e81aa.png" style="height: auto; max-width: 100%; border: 0px; cursor: pointer; padding: 0px 1px; caret-color: rgb(65, 65, 65); color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-line: none; text-decoration-thickness: auto; text-decoration-style: solid; width: 733px;" id="isPasted" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;br&gt;O documento tamb&amp;eacute;m aponta que a economia brasileira ver&amp;aacute; uma eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pre&amp;ccedil;os, nos pr&amp;oacute;ximos meses, por uma s&amp;eacute;rie de fatores. Os gastos p&amp;uacute;blicos est&amp;atilde;o altos &amp;ndash; o que injeta mais recursos no Pa&amp;iacute;s, mas pressiona os produtos e servi&amp;ccedil;os para cima. Al&amp;eacute;m disso, o fen&amp;ocirc;meno El Ni&amp;ntilde;o vai afetar as colheitas e impactar nos alimentos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute;, de novo, um problema para o Brasil&amp;rdquo;, afirma Antonio Lanzana, economista que preside o CSESP. &amp;ldquo;Para al&amp;eacute;m de aspectos estruturais, como um mercado de trabalho aquecido pressionando Servi&amp;ccedil;os e expans&amp;atilde;o descontrolada dos gastos p&amp;uacute;blicos (que gera um choque de oferta), a guerra no Oriente M&amp;eacute;dio s&amp;oacute; agrava esse cen&amp;aacute;rio&amp;rdquo;, completa ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de Conjuntura tamb&amp;eacute;m se debru&amp;ccedil;a sobre os indicadores econ&amp;ocirc;micos da China e d&amp;aacute; algumas dicas para o empresariado planejar os neg&amp;oacute;cios para 2027. Acesse:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/d3c749d6486d2876d781857e1fd8652469b2176c.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Carta de Conjuntura&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 29 May 2026 13:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo físico entra em nova fase e exige reinvenção das empresas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/varejo-fisico-entra-em-nova-fase-e-exige-reinvencao-das-empresas</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP debate mudanças estruturais no consumo e aponta caminhos para que lojas físicas sigam competitivas diante da pressão digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor mudou de rota, e o varejo precisou se reposicionar. Hoje, preço baixo, sozinho, já não garante fidelidade. Além disso, a localização deixou de ser vantagem automática e a loja física passou a disputar atenção com marketplaces globais que cabem na palma da mão. Esse novo panorama foi discutido na reunião de maio do Comitê de Relacionamento das Assessorias de Comunicação e Marketing (CRACM) da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que reuniu análises sobre os desafios e os caminhos possíveis para o comércio físico nos próximos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avaliação apresentada por Thiago Carvalho, assessor da Entidade, apontou que o setor atravessa uma transformação estrutural, impulsionada pela digitalização do consumo, pela mudança de comportamento dos clientes e pela pressão crescente de plataformas internacionais. Nos Estados Unidos, considerados um retrato antecipado do que pode ocorrer no Brasil, mais de 2 mil lojas devem fechar em 2026, enquanto grandes redes reduzem espaços físicos e priorizam operações mais rentáveis e digitais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, shoppings norte-americanos começam a assumir novas funções, combinando moradia, saúde, lazer, alimentação e serviços. O modelo tradicional, baseado apenas em grandes lojas-âncora, perde força diante de formatos mais diversificados e conectados à experiência do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Carvalho, o processo não representa o desaparecimento do varejo físico, mas uma reorganização natural do mercado. “O ponto físico deixou de ser só um local de venda. Hoje, precisa gerar experiência, relacionamento e conveniência”, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, o movimento ainda está em curso, mas os sinais já aparecem de forma clara. O e-commerce responde por cerca de 12% das vendas totais do varejo nacional, enquanto 78% das vendas online passam pelos marketplaces. Plataformas asiáticas como Shopee, Temu e Shein ampliaram a concorrência sobre praticamente todos os segmentos do comércio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da pressão digital, os shopping centers seguem relevantes. Dados da &lt;a href="https://abrasce.com.br/"&gt;Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)&lt;/a&gt; apontam que há 658 shoppings em operação por todo o território nacional, com faturamento de R$ 200,9 bilhões, em 2025, e média de 471 milhões de visitantes por mês. Ainda assim, o fluxo caiu no último ano, indicando que parte do desempenho vem do tíquete médio e do mix de operações, e não necessariamente do aumento de circulação. O varejo de rua, por sua vez, aparece como o segmento mais vulnerável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nova função da loja física&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP destacou que o maior impasse do empresário está em adaptar o negócio ao novo comportamento do consumidor. A loja física deixa de ser apenas ponto de venda e passa a funcionar também como espaço de experiência, relacionamento e apoio logístico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, integrar canais virou questão de sobrevivência. Estratégias como retirada de compras feitas online, troca de produtos na loja e unificação de estoques entre físico e digital aparecem como diferenciais competitivos importantes frente aos marketplaces. “O varejo vencedor não é físico ou digital. É integrado”, afirmou Carvalho, durante a apresentação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade também atentou para a necessidade de rever estruturas excessivamente grandes, ajustar portfólios de lojas e investir em eficiência operacional. O consumidor atual pesquisa pela internet, compara preços em tempo real e alterna canais de compra com facilidade. Isso exige negócios mais ágeis e posicionamentos mais claros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pequenos negócios ainda têm vantagem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os pequenos varejistas, a FecomercioSP avalia que competir apenas por preço tende a ser uma disputa desigual diante das grandes plataformas globais. A recomendação é investir em diferenciação, curadoria, atendimento personalizado e relacionamento próximo com o cliente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ferramentas como redes sociais e ações direcionadas ao público local aparecem como alternativas importantes para gerar recorrência e fortalecer a conexão com a comunidade. A loja física também ganha valor quando oferece conveniência, retirada rápida, troca facilitada e atendimento consultivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A apresentação trouxe ainda exemplos de empresas que conseguiram se reposicionar com sucesso no Brasil e nos Estados Unidos, como Magazine Luiza, Apple Store, Oxxo, Reserva e Trader Joe’s. Em comum, esses modelos têm proposta de valor clara, integração digital, operação eficiente e capacidade de gerar demanda própria, sem depender somente do fluxo espontâneo das ruas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 15:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Setor produtivo cobra aprovação de regime de datacenters]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/setor-produtivo-cobra-aprovacao-de-regime-de-datacenters</link><description>&lt;![CDATA[Manifesto liderado por frentes parlamentares e entidades empresariais pressiona Senado pela deliberação urgente do tema essencial para agenda digital do País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O movimento pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata ganhou for&amp;ccedil;a pol&amp;iacute;tica em Bras&amp;iacute;lia e consolidou uma ampla alian&amp;ccedil;a entre Congresso, governo e setor produtivo em torno de uma agenda considerada decisiva para o futuro digital do Pa&amp;iacute;s. Liderado pela Coaliz&amp;atilde;o das Frentes Produtivas, o &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/02f1ba428b532df7867758328a47f481b1345f73.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;manifesto pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata e pelo futuro digital do Brasil&lt;/a&gt; pressiona o Senado a votar o Projeto de Lei (PL) 278/2026, apontado como fundamental para destravar a atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de investimentos bilion&amp;aacute;rios em datacenters, Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) e infraestrutura tecnol&amp;oacute;gica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a sua efetividade, o movimento defende, igualmente, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PLP 74/2026, que endere&amp;ccedil;a os aspectos jur&amp;iacute;dico-or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rio decorrentes da caducidade da MP 1.318/2025, primeiro pela C&amp;acirc;mara dos Deputados e, em seguida, pelo Senado Federal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ativa da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e do seu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;re&amp;uacute;ne mais de 30 entidades empresariais e diferentes frentes parlamentares em defesa de um ambiente regulat&amp;oacute;rio moderno e competitivo&lt;/a&gt;, capaz de posicionar o Brasil como um dos protagonistas da nova economia digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o documento, o setor global de datacenters deve receber cerca de US$ 3 trilh&amp;otilde;es em investimentos nos pr&amp;oacute;ximos anos, enquanto o Brasil pode atrair entre R$ 60 bilh&amp;otilde;es e R$ 100 bilh&amp;otilde;es em quatro anos, caso consiga criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es competitivas para novos projetos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de capital estrangeiro, o Redata e a expans&amp;atilde;o dos datacenters podem impulsionar mais empregos, ampliar a capacidade nacional de processamento de dados, fortalecer as cadeias produtivas de tecnologia e acelerar o desenvolvimento da IA no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O momento de decidir &amp;eacute; agora&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O almo&amp;ccedil;o-debate &lt;strong&gt;Redata pelo Futuro Digital do Brasil&lt;/strong&gt;, realizado na capital federal, simbolizou o avan&amp;ccedil;o dessa articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O encontro reuniu parlamentares, representantes do governo federal, especialistas e lideran&amp;ccedil;as empresariais para discutir os pr&amp;oacute;ximos passos da agenda digital brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Presente no evento, o &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;presidente em exerc&amp;iacute;cio da FecomercioSP, Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua J&amp;uacute;nior&lt;/a&gt;, ressaltou que o debate representa uma mudan&amp;ccedil;a de postura do Brasil frente &amp;agrave; economia digital global. &amp;ldquo;Esse movimento &amp;eacute; um despertar para a busca de um protagonismo que abrimos m&amp;atilde;o nos anos 1980, quando fechamos o mercado. Ent&amp;atilde;o, a gente precisa se abrir para o mundo para o mundo chegar at&amp;eacute; aqui.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O dirigente tamb&amp;eacute;m afirmou que a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a produzir resultados concretos no Congresso Nacional. &amp;ldquo;Hoje, o dia &amp;eacute; simb&amp;oacute;lico, porque celebramos o fato de essa caminhada estar apresentando os primeiros resultados. Saio daqui torcendo para que o Senado cumpra a sua parte tamb&amp;eacute;m, porque esse trabalho resulta de um consenso do ambiente econ&amp;ocirc;mico e da sociedade. N&amp;oacute;s precisamos muito. O Redata &amp;eacute; um passo importante rumo &amp;agrave; transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; compartilhada por diferentes atores envolvidos na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do manifesto. O deputado J&amp;uacute;lio Lopes (PP/RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC), afirmou que investidores internacionais acompanham de perto o avan&amp;ccedil;o do projeto no Congresso e aguardam uma defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o tema para anunciar novos aportes no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O debate tamb&amp;eacute;m ressaltou o entendimento de que a disputa mundial por infraestrutura digital j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ou. Hoje, pa&amp;iacute;ses da Am&amp;eacute;rica Latina avan&amp;ccedil;am rapidamente para atrair opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de processamento de dados e IA, enquanto o Brasil ainda lida com entraves tribut&amp;aacute;rios e regulat&amp;oacute;rios que reduzem a competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m participaram do debate o secret&amp;aacute;rio de Telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Minist&amp;eacute;rio das Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Hermano Tercius; o presidente da Comiss&amp;atilde;o de Desenvolvimento Econ&amp;ocirc;mico da C&amp;acirc;mara, deputado Jadyel Alencar (Rep/PI); o presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Tecnologia para o Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os (Afrac), Edgard de Castro; e o presidente da Scala Data Centers, Marcos Peigo. A reuni&amp;atilde;o ainda contou com a presen&amp;ccedil;a dos deputados Juscelino Filho (PSDB/MA), Mendon&amp;ccedil;a Filho (Uni&amp;atilde;o/PE), Renata Abreu (Pode/SP), Joaquim Passarinho (PL/PA), Jorge Goetten (Republicanos/SC), Z&amp;eacute; Silva (Solidariedade/MG), Vitor Lippi (PSDB/SP) e Marangoni (Uni&amp;atilde;o/SP), al&amp;eacute;m do senador Wellington Fagundes (PL/MT).&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 14:22:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Proposta que obriga lojas paulistas a aceitarem troca de produtos sem defeito viola o Código de Defesa do Consumidor]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/proposta-que-obriga-lojas-paulistas-a-aceitarem-troca-de-produtos-sem-defeito-viola-o-codigo-de-defesa-do-consumidor</link><description>&lt;![CDATA[Caso aprovado, PL 1.404/25 também pode resultar em aumento nos preços dos produtos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Um Projeto de Lei (PL) que tramita no Legislativo paulista determina que lojas em todo o Estado dever&amp;atilde;o permitir a troca de itens adquiridos presencialmente por qualquer motivo, dentro de um prazo de at&amp;eacute; 30 dias. Em outras palavras, amplia o &amp;ldquo;direito ao arrependimento&amp;rdquo; para produtos de loja f&amp;iacute;sica sem defeitos. Caso aprovado, causar&amp;aacute; enormes custos operacional, econ&amp;ocirc;mico e jur&amp;iacute;dico para os estabelecimentos comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; est&amp;aacute; em contato com o deputado estadual Jorge Wilson Gon&amp;ccedil;alves de Mattos (Cidadania/SP), conhecido como &amp;ldquo;Xerife do Consumidor&amp;rdquo;, presidente da Comiss&amp;atilde;o de Defesa dos Direitos do Consumidor (CDDC) da Assembleia Legislativa do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Alesp), que analisa o &lt;a href="https://al.sp.gov.br/propositura/?id=1000674913" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;PL 1.404/2025&lt;/a&gt;, para manifestar preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o texto. A proposta, de autoria do deputado estadual Tom&amp;eacute; Abduch (Republicanos/SP), conta com relatoria da deputada estadual Edna Macedo (Republicanos/SP), que tamb&amp;eacute;m recebeu o of&amp;iacute;cio da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-e-inclusao-do-consumidor-negro-avanca-no-varejo-e-amplia-discussao-sobre-praticas-antidiscriminatorias"&gt;C&amp;oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC)&lt;/a&gt; nacional &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;(Lei 8.078/1990&lt;/a&gt;) prev&amp;ecirc; o chamado direito de arrependimento apenas para compras realizadas fora do estabelecimento comercial (por cat&amp;aacute;logo, telefone ou internet), com prazo de sete dias. Em lojas f&amp;iacute;sicas, a troca por raz&amp;otilde;es de gosto ou conveni&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; uma pr&amp;aacute;tica volunt&amp;aacute;ria das empresas, e n&amp;atilde;o uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em of&amp;iacute;cio encaminhado ao presidente do CDDC, a FecomercioSP reconhece a relev&amp;acirc;ncia do trabalho da comiss&amp;atilde;o e a import&amp;acirc;ncia do debate sobre transpar&amp;ecirc;ncia e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. Contudo, a Entidade lista uma s&amp;eacute;rie de ressalvas que tornam o projeto problem&amp;aacute;tico sob tr&amp;ecirc;s aspectos principais: constitucional, econ&amp;ocirc;mico e regulat&amp;oacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; compet&amp;ecirc;ncia da Uni&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro ponto levantado pelo of&amp;iacute;cio &amp;eacute; de ordem jur&amp;iacute;dico-constitucional. A Entidade argumenta que o PL 1.404/25 avan&amp;ccedil;a sobre compet&amp;ecirc;ncias privativas da Uni&amp;atilde;o para legislar sobre direitos civil e comercial, o que afrontaria o artigo 22, inciso I, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/as-regras-do-cdc-que-todo-empresario-precisa-conhecer"&gt;O CDC j&amp;aacute; disciplina de forma uniforme&lt;/a&gt; as hip&amp;oacute;teses de troca, devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e responsabilidade do fornecedor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, a aus&amp;ecirc;ncia de previs&amp;atilde;o nacional sobre troca imotivada &amp;eacute; uma decis&amp;atilde;o federal, e n&amp;atilde;o uma lacuna, o que n&amp;atilde;o justifica nova lei estadual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Liberdade econ&amp;ocirc;mica em xeque&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na esfera econ&amp;ocirc;mica, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sustenta que a proposta transforma uma pol&amp;iacute;tica comercial facultativa em obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal compuls&amp;oacute;ria e uniforme. Essa escolha, hoje, pertence ao lojista, sendo adotada por muitas empresas como estrat&amp;eacute;gia de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e competitividade. A mudan&amp;ccedil;a restringe a autonomia privada, a liberdade contratual e a livre-iniciativa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13874.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei 13.874/2019&lt;/a&gt;, que &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/lei-da-liberdade-economica-entenda-os-avancos-promovidos-a-atividade-empresarial"&gt;instituiu a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Direitos de Liberdade Econ&amp;ocirc;mica&lt;/a&gt;, determina que o Estado deve ter interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o subsidi&amp;aacute;ria, m&amp;iacute;nima e excepcional sobre a atividade econ&amp;ocirc;mica. A proposta, na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, vai de encontro a esse princ&amp;iacute;pio ao impor uma regra &amp;uacute;nica para todos os setores, ignorando diferen&amp;ccedil;as entre modelos de neg&amp;oacute;cio, portes de empresas e tipos de produtos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Risco de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista pr&amp;aacute;tico, a FecomecioSP alerta para o aumento de custos operacionais e log&amp;iacute;sticos, especialmente para micro e pequenos empreendedores, que t&amp;ecirc;m menos capacidade de absorver novos encargos regulat&amp;oacute;rios. O temor &amp;eacute; que esses custos sejam repassados aos pre&amp;ccedil;os dos produtos comercializados no Estado de S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda ressalta que o mercado j&amp;aacute; incorporou amplamente mecanismos facultativos de troca, programas de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pol&amp;iacute;ticas de satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumidor, desenvolvidos de forma concorrencial e adaptada a cada segmento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PL 1.404/25 segue em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na CDDC. Caso aprovado, ser&amp;aacute; votado em outras comiss&amp;otilde;es antes de seguir para o plen&amp;aacute;rio da Alesp. A FecomercioSP est&amp;aacute; mobilizando a assembleia para evitar os efeitos adversos ao ambiente de neg&amp;oacute;cios, &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e ao equil&amp;iacute;brio das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Consumo desacelera, apostas avançam e atacado ganha protagonismo em 2026]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/consumo-desacelera-apostas-avancam-e-atacado-ganha-protagonismo-em-2026</link><description>&lt;![CDATA[Inflação, endividamento e mudanças de comportamento estão redesenhando o consumo brasileiro, enquanto atacadistas e distribuidores ampliam relevância &#13;
no abastecimento nacional&#13;
]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor brasileiro come&amp;ccedil;ou o ano mais pressionado financeiramente, mais seletivo nas compras e disputado por uma quantidade in&amp;eacute;dita de categorias, plataformas e servi&amp;ccedil;os. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi apresentada por Pietro Bastos, gerente da NielsenIQ Brasil, durante reuni&amp;atilde;o de maio do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, ao detalhar os principais movimentos do consumo e do setor atacadista no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Bastos, o ambiente econ&amp;ocirc;mico segue marcado por juros elevados, endividamento das fam&amp;iacute;lias e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do poder de compra, fatores que desaceleraram o consumo ao longo de 2025 e continuam influenciando o comportamento do consumidor em 2026. &amp;ldquo;O consumo das fam&amp;iacute;lias desacelerou, impactado por juros, endividamento e infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os, principalmente no &amp;uacute;ltimo trimestre&amp;rdquo;, destacou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3%, renda em alta de 3,8% e desemprego em 5,2%, o avan&amp;ccedil;o do consumo das casas brasileiras ficou limitado a 1,3%, refletindo o or&amp;ccedil;amento cada vez mais pressionado da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bolso do consumidor mudou&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos principais pontos foi a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da matriz de gastos dos brasileiros. Dados da NielsenIQ mostram que os gastos com abastecimento do lar perderam participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no or&amp;ccedil;amento familiar nos &amp;uacute;ltimos anos, enquanto despesas secund&amp;aacute;rias, contas dom&amp;eacute;sticas e outras d&amp;iacute;vidas ganharam espa&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o levantamento, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos produtos de abastecimento dom&amp;eacute;stico caiu de 23,2%, em 2023, para 21,9%, em 2025. Ao mesmo tempo, os gastos secund&amp;aacute;rios passaram de 29,2% para 31,4% do or&amp;ccedil;amento familiar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pesquisa tamb&amp;eacute;m mostrou que consumidores de baixa renda passaram a depender mais do cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito para complementar despesas b&amp;aacute;sicas. Fam&amp;iacute;lias com renda de at&amp;eacute; dois sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos comprometem mais de 60% da renda com alimentos e higiene, enquanto as faixas intermedi&amp;aacute;rias enfrentam crescente press&amp;atilde;o das contas dom&amp;eacute;sticas. &amp;ldquo;Quanto menor a renda, maior o endividamento com cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito&amp;rdquo;, ponderou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;lsquo;Bets&amp;rsquo;, &amp;lsquo;streaming&amp;rsquo; e plataformas entram na disputa pelo consumo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A chamada &amp;ldquo;disputa generalizada pelo bolso do consumidor&amp;rdquo; tamb&amp;eacute;m foi destaque. Segundo a NielsenIQ, categorias que antes n&amp;atilde;o competiam diretamente com o varejo alimentar, agora, capturam parcelas importantes da renda das fam&amp;iacute;lias brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jogos de aposta, plataformas digitais, &lt;strong&gt;streaming&lt;/strong&gt;, aplicativos de mobilidade e compras internacionais passaram a disputar espa&amp;ccedil;o com o consumo tradicional. O mercado de apostas, por exemplo, j&amp;aacute; movimenta cerca de R$ 360 bilh&amp;otilde;es, mesmo patamar estimado para servi&amp;ccedil;os de &lt;strong&gt;streaming&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avan&amp;ccedil;o das apostas esportivas apareceu como um dos fen&amp;ocirc;menos mais relevantes. Segundo a NielsenIQ, 26% dos lares brasileiros afirmam participar regularmente de jogos e apostas, o dobro do registrado um ano antes. Quase metade dos apostadores &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/um-terco-dos-paulistanos-ja-faz-apostas-buscando-aumentar-a-renda-domestica"&gt;declarou buscar aumento de renda como principal motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos setores varejista e atacadista aumenta porque parte desse consumo j&amp;aacute; substitui despesas essenciais. Dentre os consumidores que admitiram trocar gastos do lar por apostas, 47% reduziram despesas com alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e 45%, com contas dom&amp;eacute;sticas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Consumidor leva menos itens para casa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m aparece dentro dos carrinhos, com a queda cont&amp;iacute;nua no n&amp;uacute;mero de itens levados por ocasi&amp;atilde;o de compra ao longo do ano passado. No quarto trimestre, a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o chegou a 6,5%, enquanto o acumulado dos canais indicou queda de 8% nas unidades compradas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Bastos, isso explica por que parte do crescimento observado no varejo ocorre mais por reajuste de pre&amp;ccedil;os do que por expans&amp;atilde;o real de volume. O fen&amp;ocirc;meno aparece de forma desigual entre os canais. Enquanto farm&amp;aacute;cias de rede cresceram 5,6% em volume, bares, mercearias e varejo independente sofreram retra&amp;ccedil;&amp;otilde;es expressivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Houve ainda crescimento acelerado do mercado de medicamentos voltados para o emagrecimento. Em 2026, oito dos dez produtos mais vendidos na cadeia farmac&amp;ecirc;utica pertencem &amp;agrave; categoria de emagrecedores injet&amp;aacute;veis, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atacado amplia influ&amp;ecirc;ncia sobre varejo brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao abordar o cen&amp;aacute;rio do canal atacadista e distribuidor, Bastos destacou o peso crescente do setor dentro da cadeia nacional de abastecimento. Segundo os dados apresentados, o mercado brasileiro de bens de consumo movimenta cerca de R$ 1,1 trilh&amp;atilde;o, sendo que o setor atacadista j&amp;aacute; cobre mais de 51% dos canais de venda. O segmento tem forte presen&amp;ccedil;a principalmente em supermercados pequenos, varejo tradicional, bares e &lt;strong&gt;food service&lt;/strong&gt;, em que a cobertura do atacado supera 80% em diversos casos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Ranking Abad 2026 mostrou que os respondentes faturaram R$ 302,5 bilh&amp;otilde;es em 2025, um crescimento de 9,2% sobre o ano anterior. Apesar da pulveriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o regional, S&amp;atilde;o Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina concentram mais da metade do faturamento do setor. O levantamento identificou ainda forte concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica: apenas 13 atacadistas respondem por 50% do faturamento total analisado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Bastos, a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;distribuidor com entrega&amp;rdquo; tornou-se o principal modelo de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor, representando 44,5% do faturamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Farm&amp;aacute;cias lideram crescimento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados mais recentes do Term&amp;ocirc;metro Abad NielsenIQ indicam que o canal farmac&amp;ecirc;utico se consolidou como principal destaque do primeiro trimestre de 2026. Em mar&amp;ccedil;o, farm&amp;aacute;cias registraram crescimento de 16% em faturamento na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, desempenho muito superior aos demais canais monitorados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No acumulado entre janeiro e mar&amp;ccedil;o, o mercado de consumo nacional cresceu 5,2% em valor, puxado principalmente pelo aumento do pre&amp;ccedil;o m&amp;eacute;dio e do t&amp;iacute;quete por ponto de venda. O crescimento em volume, por&amp;eacute;m, permaneceu discreto (0,9%). No varejo alimentar, o Sudeste continua liderando as vendas nacionais, mas o Norte apresentou o maior crescimento em faturamento no per&amp;iacute;odo, com avan&amp;ccedil;o de 11,7%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; no &lt;strong&gt;food service&lt;/strong&gt;, o crescimento nacional chegou a 9% em vendas, impulsionado por reajustes de pre&amp;ccedil;os, aumento do t&amp;iacute;quete m&amp;eacute;dio e retomada gradual do fluxo de consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Copa do Mundo deve estimular consumo dentro de casa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bastos ainda apontou que 2026 tende a ser um ano guiado por grandes eventos sazonais, como elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es e Copa do Mundo, favorecendo momentos espec&amp;iacute;ficos de consumo. A realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Copa entre junho e julho deve fortalecer o consumo dom&amp;eacute;stico, especialmente por causa do inverno nas regi&amp;otilde;es Sul e Sudeste, das festas juninas no Norte e Nordeste e do per&amp;iacute;odo de f&amp;eacute;rias escolares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estudo aponta oportunidades para categorias ligadas a conveni&amp;ecirc;ncia, alimentos quentes, bebidas, delivery e consumo familiar dentro de casa. Ao mesmo tempo, tend&amp;ecirc;ncias como saudabilidade, digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comportamento da gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Z devem continuar moldando o mercado brasileiro nos pr&amp;oacute;ximos anos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 27 May 2026 16:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[NR-1 coloca saúde mental no centro da gestão de riscos das empresas do varejo]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/nr-1-coloca-saude-mental-no-centro-da-gestao-de-riscos-das-empresas-do-varejo</link><description>&lt;![CDATA[Reunião de maio do Conselho do Comércio Varejista da FecomercioSP alerta sobre nova regulamentação dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O risco invis&amp;iacute;vel agora tem prazo, regra e consequ&amp;ecirc;ncia jur&amp;iacute;dica. Desde o dia 26, empresas do com&amp;eacute;rcio varejista devem incluir oficialmente os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos ocupacionais (PGR). O tema, que j&amp;aacute; mobiliza o Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE) e o Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico do Trabalho (MPT), esteve no centro das discuss&amp;otilde;es na reuni&amp;atilde;o de maio do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-varejista"&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Varejista&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a amplia a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas para fatores relacionados &amp;agrave; sa&amp;uacute;de mental e ao ambiente organizacional, exigindo avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e monitoramento cont&amp;iacute;nuo das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais. Para aprofundar o assunto, os empres&amp;aacute;rios assistiram &amp;agrave; palestra conduzida por Luis Cesar Bigonha, presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://belezapatronal.portaldocomercio.org.br/"&gt;Beleza Patronal&lt;/a&gt;, que destacou os efeitos da nova regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o setor varejista. &amp;ldquo;O risco agora est&amp;aacute; previsto na regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; aqui, dispon&amp;iacute;vel para voc&amp;ecirc; hoje&amp;rdquo;, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Bigonha, muitas empresas ainda tratam sa&amp;uacute;de mental como tema secund&amp;aacute;rio, quando, na pr&amp;aacute;tica, o assunto j&amp;aacute; passou a integrar de forma mais direta as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas e a gest&amp;atilde;o de riscos corporativos. A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclui fatores como ass&amp;eacute;dios moral e sexual, press&amp;atilde;o abusiva por metas, jornadas intensas, conflitos internos, &lt;strong&gt;burnout&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e sobrecarga emocional entre os pontos que dever&amp;atilde;o ser obrigatoriamente avaliados e documentados pelas empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, foi ressaltado que o com&amp;eacute;rcio varejista re&amp;uacute;ne caracter&amp;iacute;sticas operacionais que exigem aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial aos chamados riscos psicossociais. Atendimento constante ao p&amp;uacute;blico, press&amp;atilde;o por resultados, alta rotatividade e jornadas intensas comp&amp;otilde;em um ambiente de elevada carga emocional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;O varejo apresenta din&amp;acirc;micas pr&amp;oacute;prias que aumentam a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a fatores psicossociais. &amp;nbsp;E muitas das empresas ainda n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o estruturada para demonstrar a&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas, afirmou Bigonha, ao comentar o posicionamento atual dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os fiscalizadores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a ganhou for&amp;ccedil;a com a Portaria 1.419/2024, que incluiu explicitamente os riscos psicossociais no PGR. Embora o prazo de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tenha sido prorrogado para maio deste ano, o tempo de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; curto para empresas que ainda n&amp;atilde;o iniciaram mapeamentos, diagn&amp;oacute;sticos e produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de evid&amp;ecirc;ncias documentais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo da omiss&amp;atilde;o pode ser alto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os reflexos financeiro e jur&amp;iacute;dico da falta de adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi um dos principiais t&amp;oacute;picos discutidos. Para Bigonha, ignorar a nova exig&amp;ecirc;ncia pode ampliar a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas a passivos trabalhistas, previdenci&amp;aacute;rios e reputacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as consequ&amp;ecirc;ncias apresentadas, destacam-se multas administrativas, fiscaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es do MTE, termos de ajustamento de conduta, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas relacionadas a &lt;strong&gt;burnout&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e ass&amp;eacute;dio moral, afastamentos previdenci&amp;aacute;rios e danos reputacionais. A&amp;ccedil;&amp;otilde;es regressivas da Uni&amp;atilde;o j&amp;aacute; v&amp;ecirc;m crescendo nos &amp;uacute;ltimos anos para recuperar gastos do INSS relacionados a doen&amp;ccedil;as ocupacionais reconhecidas judicialmente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolve o cruzamento de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es no eSocial, pois uma inconsist&amp;ecirc;ncia pode ser compartilhada, simultaneamente, entre diferentes &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos, aumentando o potencial de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sa&amp;uacute;de mental nos processos trabalhistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a no perfil das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas relacionadas &amp;agrave; sa&amp;uacute;de mental tamb&amp;eacute;m requer aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Hoje, alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ansiedade, depress&amp;atilde;o, &lt;strong&gt;burnout&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;e ass&amp;eacute;dio moral j&amp;aacute; aparecem com frequ&amp;ecirc;ncia crescente na Justi&amp;ccedil;a do Trabalho, especialmente quando associadas a ambientes considerados inadequados ou excessivamente pressionados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bigonha explicou que o chamado nexo causal se tornou elemento decisivo nas disputas judiciais. Quando um trabalhador alega adoecimento mental relacionado ao ambiente laboral, a Justi&amp;ccedil;a passa a avaliar se existem evid&amp;ecirc;ncias de rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o trabalho e o quadro apresentado. Nesse cen&amp;aacute;rio, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o organizada e hist&amp;oacute;rico preventivo tornam-se parte essencial da defesa da empresa. Os registros de sa&amp;uacute;de e seguran&amp;ccedil;a ocupacional devem ser preservados por at&amp;eacute; 20 anos, podendo servir como elemento probat&amp;oacute;rio em eventuais futuras fiscaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige mudan&amp;ccedil;as cultural e organizacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m das exig&amp;ecirc;ncias legais, a discuss&amp;atilde;o mostrou que a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; NR-1 tamb&amp;eacute;m envolve revis&amp;atilde;o de cultura organizacional, lideran&amp;ccedil;a e clima interno. Bigonha explicou que riscos psicossociais n&amp;atilde;o se limitam a situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es individuais, mas refletem a forma como equipes, metas, processos e rotinas s&amp;atilde;o estruturados dentro das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Excesso de horas extras, aus&amp;ecirc;ncia de pausas, conflitos interpessoais, press&amp;atilde;o excessiva por metas, monitoramento abusivo e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es inadequadas de trabalho s&amp;atilde;o alguns dos fatores que devem ser observados. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o exigida pela norma tem car&amp;aacute;ter coletivo e organizacional, n&amp;atilde;o individual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palestra tamb&amp;eacute;m ressaltou sinais internos que podem indicar ambientes sob risco elevado, como alta rotatividade, aumento de absente&amp;iacute;smo e hist&amp;oacute;rico recorrente de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas. Empresas com alta incid&amp;ecirc;ncia de reclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es correm mais risco de lidar com novas alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es ligadas a fatores psicossociais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas iniciam corrida por adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda segundo o presidente do Beleza Patronal, empresas mais estruturadas j&amp;aacute; iniciaram diagn&amp;oacute;sticos preventivos, atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PGRs, mapeamento de clima organizacional e treinamentos de lideran&amp;ccedil;as. A prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolve tamb&amp;eacute;m aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de question&amp;aacute;rios t&amp;eacute;cnicos, elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de relat&amp;oacute;rios documentados e implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de programas de sa&amp;uacute;de mental e preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bigonha sinalizou que a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o deve ser vista apenas como obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal, mas tamb&amp;eacute;m como ferramenta de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o operacional e fortalecimento da gest&amp;atilde;o empresarial e do ambiente interno.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os potenciais benef&amp;iacute;cios apontados s&amp;atilde;o a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de rotatividade, a melhoria do clima organizacional, a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de passivos trabalhistas e mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O momento exige a&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata. &amp;ldquo;Empresas despreparadas sofrer&amp;atilde;o. Empresas organizadas crescer&amp;atilde;o&amp;rdquo;, finalizou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 27 May 2026 14:26:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[PEC 6x1: relatório atinge a livre iniciativa, enfraquece negociação coletiva e impõe período insuficiente de transição]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/pec-6x1-relatorio-afronta-a-livre-iniciativa-enfraquece-negociacao-coletiva-e-impoe-periodo-insuficiente-de-transicao</link><description>&lt;![CDATA[Proposta erra ao fixar modelo único de escala por emenda constitucional e reduz a autonomia das negociações entre empresas e trabalhadores, um dos pleitos mais relevantes do setor produtivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O relat&amp;oacute;rio da Comiss&amp;atilde;o Especial sobre a Redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Jornada de Trabalho e o Fim da Escala 6x1, apresentado na segunda (25), traz problemas relevantes: fixa um &lt;strong&gt;&amp;uacute;nico modelo de escala de trabalho por emenda constitucional,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;que &amp;eacute; uma afronta &amp;agrave; livre iniciativa, &lt;strong&gt;reduz o espa&amp;ccedil;o da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e ainda oferece um &lt;strong&gt;per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o insuficiente&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;para implementar as mudan&amp;ccedil;as.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na vis&amp;atilde;o da &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, o texto precisar&amp;aacute; passar por ajustes estruturais na C&amp;acirc;mara dos Deputados e no Senado para contemplar esses t&amp;oacute;picos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ter&amp;ccedil;a-feira (26), a FecomercioSP discutiu esses temas em uma reuni&amp;atilde;o com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Uni&amp;atilde;o Brasil-AP), assim como j&amp;aacute; havia levado o assunto a v&amp;aacute;rios parlamentares e autoridades do Executivo nos meses anteriores &amp;agrave; comiss&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em primeiro lugar, o texto &lt;strong&gt;contraria o princ&amp;iacute;pio do ato jur&amp;iacute;dico perfeito&lt;/strong&gt;, assim como o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a preval&amp;ecirc;ncia do negociado sobre o legislado em mat&amp;eacute;ria trabalhista.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta tamb&amp;eacute;m acaba com flexibilidade proporcionada pelo teto de 44 horas semanais, que permitia, por meio da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical, tanto uma ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornadas menores para melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho quanto a adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade produtiva em per&amp;iacute;odos de maior demanda sazonal. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do jeito que est&amp;aacute;, o texto tamb&amp;eacute;m reduz capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas &amp;agrave;s necessidades espec&amp;iacute;ficas de cada setor, e restringe liberdade de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das atividades produtivas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado pode ser impactos expressivos para setores econ&amp;ocirc;micos. A Entidade considera que &lt;strong&gt;a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas regras em um prazo reduzido tende a gerar inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, conflitos e incertezas interpretativas&lt;/strong&gt;, al&amp;eacute;m de aumentar a judicializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o trabalhista e dificultar opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas. Em um cen&amp;aacute;rio extremo, as mudan&amp;ccedil;as v&amp;atilde;o provocar forte desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em diversos setores da economia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Setores como com&amp;eacute;rcio, servi&amp;ccedil;os, turismo, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, log&amp;iacute;stica e sa&amp;uacute;de, que dependem de escalas flex&amp;iacute;veis e de funcionamento cont&amp;iacute;nuo, poder&amp;atilde;o enfrentar impactos relevantes sobre os custos, organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o operacional e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos, sobretudo nas micro e pequenas empresas (MPEs). &amp;Eacute; preocupante a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regras r&amp;iacute;gidas sobre jornada de trabalho e descanso semanal em um pa&amp;iacute;s marcado por profundas diferen&amp;ccedil;as setoriais e regionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto apresentado tamb&amp;eacute;m reduz a autonomia dos particulares desses processos. Um exemplo &amp;eacute; exig&amp;ecirc;ncia de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva para autorizar a compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hor&amp;aacute;rios dentro da mesma semana, algo que anteriormente podia ser ajustado diretamente entre empregado e empregador. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto tamb&amp;eacute;m reduz autonomia coletiva privada, enfraquecendo instrumentos historicamente reconhecidos pela constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pelo STF como adequados para ajustar jornadas, escalas e compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de acordo com a realidade de cada atividade econ&amp;ocirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora considere a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada uma demanda leg&amp;iacute;tima da sociedade, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o alerta que sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem ganhos de produtividade, tende a elevar estruturalmente custo do trabalho, especialmente de setores intensivos em m&amp;atilde;o de obra. A experi&amp;ecirc;ncia internacional demonstra que mudan&amp;ccedil;as dessa natureza foram implementadas de forma gradual e negociada, acompanhadas por investimentos em tecnologia, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o produtiva &amp;mdash; realidade que ainda se apresenta de forma heterog&amp;ecirc;nea no Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m dos impactos sobre as empresas, a Entidade ressalta que o aumento dos custos tende a ser repassado para toda a sociedade por meio da eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pre&amp;ccedil;os, pressionando a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reduzindo o poder de compra das fam&amp;iacute;lias. Por isso, a FecomercioSP defende que eventuais mudan&amp;ccedil;as estruturais na jornada de trabalho ocorram de forma gradual, sustent&amp;aacute;vel e prioritariamente negociada entre empregadores e trabalhadores, respeitando as especificidades dos diferentes setores econ&amp;ocirc;micos e a capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas, especialmente das micro e pequenas, respons&amp;aacute;veis por parcela significativa da gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 27 May 2026 13:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Período eleitoral não pode ser carta branca para avanços populistas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/periodo-eleitoral-nao-pode-ser-carta-branca-para-avancos-populistas</link><description>&lt;![CDATA[Durante plenária, especialistas discutem cenário eleitoral e condições do Brasil na Copa, uma das datas mais relevantes para o Comércio]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O cenário eleitoral indica que o segundo turno das eleições presidenciais deverá mesmo ser disputado pelo presidente Lula e pelo senador Flávio Bolsonaro, não havendo espaço para o crescimento expressivo de outra candidatura viável, de acordo com as percepções dos eleitores que as pesquisas estão captando.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avaliação é do cientista político Cristiano Noronha, vice-presidente da consultoria Arko Advice, que participou da Plenária de maio da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, ao lado do jornalista esportivo, escritor e produtor de filmes Mauro Beting. Noronha não acredita na desistência do senador do PL em razão do contexto político envolvendo a sua candidatura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cientista político disse que, se eleito, Flávio Bolsonaro teria mais condições de empreender reformas estruturais, como a Administrativa, e de manter uma relação mais estável com o Congresso. Em contrapartida, seria cobrado para investir em uma agenda política que acene para a sua base, o que poderia resultar em confrontos institucionais e insegurança jurídica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente Lula, por sua vez, se reeleito, tende a manter o foco na questão social, com um aumento na arrecadação tributária para custear os programas. O petista, segundo Noronha, deve permanecer com uma postura mais modesta quanto às reformas. No campo político, ainda teria uma relação difícil e instável com o Congresso. Por fim, teria de gastar energia para construir o seu sucessor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O vice-presidente da Arko Advice demonstrou com pesquisas que, historicamente, a popularidade e a aprovação dos governos&amp;nbsp;dos presidentes em exercício&amp;nbsp;melhoram no ano eleitoral, o que acontece desde Fernando Henrique Cardoso, no fim da década de 1990. Na sua avaliação, o principal motivo é que o presidente em exercício investe em “pacotes de bondade” para aumentar suas chances nas urnas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, ao que tudo indica, meses antes do pleito, o resultado final das urnas no segundo turno não será&amp;nbsp;decidido&amp;nbsp;por uma diferença superior a 4 pontos porcentuais (p.p.) entre os dois candidatos. No entanto, opinou que “Lula tem, no momento, um leve favoritismo”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a FecomercioSP, ainda que o ambiente eleitoral, tradicionalmente, seja movido por paixões e torcidas, é importante que os candidatos à Presidência de República e aos governos estaduais foquem na apresentação de propostas e programas de governo que combatam os entraves à produtividade e às condições de crescimento dos negócios, bem como o alto endividamento da população e a informalidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesmo vale para as eleições legislativas: os parlamentares não devem ter&amp;nbsp;receio&amp;nbsp;de atuar contra projetos populistas que, apesar do grande apelo popular, terão um imenso custo fiscal ou resultarão em uma produtividade ainda mais estagnada, como a redução da jornada 6x1.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os favoritos da Copa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em palestra durante a reunião das diretorias da FecomercioSP e do Cecomercio na plenária, Beting avaliou as condições que o Brasil tem para se sair bem na Copa do Mundo deste ano, um evento com grande apelo popular com capacidade de mobilizar todas as regiões do País durante semanas. O Comércio está de olho no resultado dos jogos, uma vez que são esses os indicadores de quanto tempo os negócios poderão manter suas ações de vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O time de um país pode estar&amp;nbsp;bem preparado&amp;nbsp;e perder a Copa, assim como um comerciante pode fazer tudo certo e não obter sucesso nos negócios por causa de outros fatores”, disse. Na sua opinião, o Brasil não será o campeão, mas pode surpreender e disputar, por exemplo, o terceiro lugar. Ele apontou, como favoritos, Espanha, França e Portugal. “Mas, com 48 seleções em jogo, tudo pode acontecer”, ressalvou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;I(N)ova&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasião, o presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-varejista"&gt;Conselho do Comércio Varejista da FecomercioSP&lt;/a&gt;, Antonio Deliza Neto, convidou os dirigentes de Sindicatos a aproveitarem &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/programa-i-nova"&gt;a riqueza do Programa I(N)ova&lt;/a&gt;, que oferece as ferramentas, o conhecimento e o apoio estratégico para que as entidades se tornem mais relevantes, inovadoras e indispensáveis às empresas que representam. &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 27 May 2026 12:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item></channel></rss>
