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Após dez quedas mensais consecutivas e estabilidade em outubro, o Índice de Expansão do Comércio (IEC) atingiu 68,9 pontos em novembro, aumento de 3,2% se comparado ao mês passado. No entanto, a alta está associada basicamente à melhora na intenção de contratações decorrente do maior fluxo de consumidores nas lojas no final do ano.  Trata-se, na verdade, de um reflexo sazonal, já que se comparado a novembro de 2014 o recuo foi de 35,6%. A pesquisa é realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Embora o subíndice Expectativas para contratação de funcionários (um dos indicadores que compõem a pesquisa) tenha apresentado crescimento de 5,9% com relação a outubro deste ano, passando de 75,1 para 79,6 pontos, na comparação anual a queda foi de 35,5%. Segundo a assessoria econômica, isso reforça o fato de que ainda é cedo para falar em uma reversão da tendência de queda observada nos meses anteriores.

Outro componente do IEC, o Nível de investimento das empresas, voltou a cair na comparação mensal (-0,2%). Este indicador sinaliza se o empresário está ou não disposto a investir em novas instalações ou em equipamentos, dado o cenário analisado.  Os últimos números, de acordo com os economistas da Federação, indicam que ainda não há sinais de recuperação e do fim de um ciclo negativo.

Dos cerca de 600 empresários entrevistados na RMSP, 76% estão investindo menos e 65,2% ainda pretendem reduzir o quadro de funcionários nos próximos meses. Assim, o IEC sugere um ambiente de muita cautela por parte dos empresários, com incentivo apenas momentâneo às contratações temporárias, mas nenhuma indicação de que isso venha a resultar em algo mais consistente e que gere efetivamente aumento da propensão a investimentos.


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