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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/brasil</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Fri, 10 Apr 2026 07:56:11 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/brasil</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Fachadas inativas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fachadas-inativas</link><description>&lt;![CDATA[Problemas estruturais deixam vazios imóveis comerciais; solução passa pela criatividade para propiciar uma cidade mais viva e segura]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Do luxo da Rua Oscar Freire, nos Jardins, &amp;agrave;s lojas populares da Rua 25 de Mar&amp;ccedil;o e arredores, no Centro, n&amp;atilde;o faltam na cidade de S&amp;atilde;o Paulo refer&amp;ecirc;ncias de sucesso do com&amp;eacute;rcio de rua. Pr&amp;eacute;dios paulistanos com integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre resid&amp;ecirc;ncias e com&amp;eacute;rcio tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o refer&amp;ecirc;ncias, como os &amp;iacute;cones arquitet&amp;ocirc;nicos Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, ou o Edif&amp;iacute;cio Copan, na regi&amp;atilde;o da Pra&amp;ccedil;a Rep&amp;uacute;blica. Mesmo com essa tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a cidade enfrenta dificuldades para ocupar os espa&amp;ccedil;os comerciais de novos empreendimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitas das chamadas fachadas ativas &amp;mdash; &amp;aacute;reas destinadas ao com&amp;eacute;rcio e servi&amp;ccedil;os no t&amp;eacute;rreo de edif&amp;iacute;cios residenciais, incentivadas pelo Plano Diretor de 2014 e pela Lei de Parcelamento, Uso e Ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Solo, de 2016 &amp;mdash; est&amp;atilde;o ociosas. A desocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem causas m&amp;uacute;ltiplas e complexas, que passam por quest&amp;otilde;es culturais, localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e projetos inadequados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fachada ativa &amp;eacute; o nome do mecanismo econ&amp;ocirc;mico que incentiva o mercado imobili&amp;aacute;rio a construir edif&amp;iacute;cios de uso misto.&lt;/strong&gt; Em troca da reserva de um espa&amp;ccedil;o comercial no t&amp;eacute;rreo, h&amp;aacute; desconto no valor pago para aumentar o potencial construtivo do terreno. Assim, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel lucrar com a venda de mais unidades residenciais numa mesma &amp;aacute;rea de solo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso misto traz uma s&amp;eacute;rie de vantagens para a cidade, incluindo mais seguran&amp;ccedil;a, pois as &lt;a href="https://revistapb.com.br/seguranca/sorria-voce-esta-sendo-filmado/"&gt;cal&amp;ccedil;adas ganham mais ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e maior circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pedestres&lt;/a&gt;. H&amp;aacute;, ainda, uma potencial diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e congestionamentos, porque os residentes ganham op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produtos e servi&amp;ccedil;os mais perto de casa, reduzindo deslocamentos de carro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A realidade das ruas, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; que a maior parte das fachadas ativas segue sem uso. &lt;strong&gt;Entre 60% e 80% delas estavam dispon&amp;iacute;veis para compra ou aluguel at&amp;eacute; o ano passado, segundo pesquisa realizada pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Comercial de S&amp;atilde;o Paulo (ACSP).&lt;/strong&gt; Os dados mostram a Vila Mariana, na Zona Sul, com mais de 80% de vac&amp;acirc;ncia nas fachadas ativas. L&amp;aacute;, quando a pesquisa foi realizada, era poss&amp;iacute;vel encontrar im&amp;oacute;veis dessa natureza, com 600 metros quadrados, por cerca de R$ 11 milh&amp;otilde;es. O aluguel? Pelo menos R$ 40 mil. Os problemas, contudo, iam muito al&amp;eacute;m do pre&amp;ccedil;o. Aus&amp;ecirc;ncia de estacionamento, p&amp;eacute;-direito baixo, ventila&amp;ccedil;&amp;atilde;o inadequada, falta de espa&amp;ccedil;o para carga e descarga foram alguns dos entraves registrados pela ACSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por meio de nota, a Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo informou que, &lt;strong&gt;desde 2014, 920 empreendimentos utilizaram o instrumento de fachada ativa, mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; monitoramento de quantos espa&amp;ccedil;os foram de fato ocupados&lt;/strong&gt;. &amp;ldquo;&amp;Eacute; importante destacar que &amp;aacute;reas de fachada ativa atualmente n&amp;atilde;o ocupadas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o consideradas infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es e podem estar relacionadas a fatores econ&amp;ocirc;micos, de localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou de projeto. Por&amp;eacute;m, caso constatado desvirtuamento do alvar&amp;aacute; por constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de forma diversa do autorizado, o respons&amp;aacute;vel legal pelo empreendimento estar&amp;aacute; sujeito a san&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;, afirma a Prefeitura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2024, a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal editou um decreto para detalhar as regras de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fachadas ativas, com pormenores t&amp;eacute;cnicos sobre a interface da edifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o paisagismo, al&amp;eacute;m de ressaltar a necessidade de continuidade do piso da cal&amp;ccedil;ada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Muro alto ou loja vazia?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Antonio Carlos Pela, coordenador do Conselho de Pol&amp;iacute;tica Urbana da ACSP&lt;/strong&gt;, aponta que a variedade de com&amp;eacute;rcio e servi&amp;ccedil;os de um bairro &amp;eacute; um fator fundamental para tornar uma regi&amp;atilde;o mais ou menos atraente para se viver, mas o padr&amp;atilde;o de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o visto a partir dos anos 1980 estava acabando com essa riqueza. &amp;ldquo;A pessoa mudava para Perdizes, por exemplo, para ter as facilidades do bairro: a padaria, a lavanderia, o chaveiro, o mercadinho, tudo perto. Mas os incorporadores compravam os terrenos e, quando os pr&amp;eacute;dios ficavam prontos, as pessoas passavam a encontrar nas ruas apenas pared&amp;otilde;es e garagens. O com&amp;eacute;rcio n&amp;atilde;o estava mais l&amp;aacute;&amp;rdquo;, relata.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por essa raz&amp;atilde;o, a ideia de incentivar as fachadas ativas foi bem-recebida. Com o passar dos anos, no entanto, poucos espa&amp;ccedil;os estavam de fato ativos. Foi a partir da percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos associados da ACSP que a pesquisa nasceu, com o objetivo de quantificar o problema. &amp;ldquo;Os incorporadores, de maneira geral, haviam olhado s&amp;oacute; para um lado da equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que era aumentar o volume dos edif&amp;iacute;cios. Mas n&amp;atilde;o levaram em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o as caracter&amp;iacute;sticas da fachada, do que poderia ser alocado no espa&amp;ccedil;o&amp;rdquo;, explica Pela, da ACSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em muitos casos, houve mesmo erro de projeto. &amp;ldquo;Em alguns espa&amp;ccedil;os, n&amp;atilde;o se pensou na quest&amp;atilde;o da eletricidade para se colocar um resfriamento. H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m problemas de acessibilidade: uma loja n&amp;atilde;o pode ter um degrau na entrada. &amp;Agrave;s vezes, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nem banheiros&amp;rdquo;, cita o coordenador sobre alguns dos problemas encontrados na pesquisa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora as pessoas, de modo geral, queiram ter servi&amp;ccedil;os e com&amp;eacute;rcios pr&amp;oacute;ximos, muitas vezes n&amp;atilde;o desejam que sejam assim t&amp;atilde;o pr&amp;oacute;ximos. &lt;strong&gt;Stephany Matsuda, diretora de Gest&amp;atilde;o Patrimonial e Loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secovi-SP,&lt;/strong&gt; sindicato patronal do mercado imobili&amp;aacute;rio, conta que sabe de v&amp;aacute;rios neg&amp;oacute;cios que se tornaram invi&amp;aacute;veis por causa das conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es de condom&amp;iacute;nio. Por lei, os cond&amp;ocirc;minos podem vetar um com&amp;eacute;rcio que n&amp;atilde;o considerem adequado no edif&amp;iacute;cio. &amp;ldquo;&amp;Agrave;s vezes pro&amp;iacute;bem restaurantes ou academias para evitar o movimento at&amp;eacute; tarde. As conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;atilde;o restringindo tanto que impossibilitam o uso&amp;rdquo;, detalha. Nesse contexto, a diretora do Secovi-SP garante que o pre&amp;ccedil;o &amp;eacute; o menor dos problemas. &amp;ldquo;Se tem um interessado, com um projeto vi&amp;aacute;vel, o pre&amp;ccedil;o a gente discute e acerta&amp;rdquo;, garante.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar das dificuldades, h&amp;aacute; exemplos de sucesso, o que acontece quando, desde o projeto, &amp;eacute; definido quem vai ocupar o espa&amp;ccedil;o. &amp;ldquo;H&amp;aacute; uma incorporadora com 98% de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ela procura a quem interessa certa localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o antes do in&amp;iacute;cio das obras, faz contratos de longo prazo e desenha o projeto pensando nas necessidades espec&amp;iacute;ficas daquelas empresas&amp;rdquo;, acrescenta Stephany. Para os espa&amp;ccedil;os que hoje est&amp;atilde;o ociosos, ela defende criatividade e flexibilidade. J&amp;aacute; existem imobili&amp;aacute;rias especializadas na comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fachadas ativas, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mudan&amp;ccedil;a de comportamento&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro obst&amp;aacute;culo apontado pela diretora do Secovi-SP &amp;eacute; o longo intervalo entre os planos diretores. Desde a promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;uacute;ltimo, h&amp;aacute; mais de dez anos, o mundo mudou: teve pandemia, surgiu a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&amp;hellip; Fatores que transformam comportamentos. Nas ruas e cal&amp;ccedil;adas de cada cidade, as experi&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o distintas e refletem-se diretamente nas formas de consumir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O fluxo das pessoas mudou, algumas regi&amp;otilde;es ficaram mais vazias. O ponto &amp;eacute; muito importante. Costumamos falar, por exemplo, que o dono da farm&amp;aacute;cia escolhe a cal&amp;ccedil;ada da sombra porque &amp;eacute; onde as pessoas v&amp;atilde;o circular. Basta estar na outra cal&amp;ccedil;ada que o movimento se perde&amp;rdquo;, &lt;strong&gt;afirma F&amp;aacute;bio Pina, assessor econ&amp;ocirc;mico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;. Outro problema &amp;eacute; que, numa cidade como S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute;, sim, necess&amp;aacute;rio pensar em vagas para estacionar. &amp;ldquo;Alguns lugares s&amp;atilde;o de alto fluxo, mas de carro. Numa cidade com um tr&amp;acirc;nsito problem&amp;aacute;tico como S&amp;atilde;o Paulo, se eu n&amp;atilde;o tiver onde encostar o carro, n&amp;atilde;o vou parar&amp;rdquo;, pontua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mudan&amp;ccedil;as nos h&amp;aacute;bitos de consumo, com presen&amp;ccedil;a cada vez mais relevante do e-commerce, diminui a compra por impulso na rua. Nesse contexto, os &lt;strong&gt;shoppings&lt;/strong&gt;, que re&amp;uacute;nem v&amp;aacute;rios estabelecimentos num lugar s&amp;oacute; &amp;mdash; e estacionamento &amp;mdash; t&amp;ecirc;m vantagens. &amp;ldquo;Vou l&amp;aacute; para fazer um furo a mais no meu cinto e aproveito para comer, tudo no mesmo espa&amp;ccedil;o. Talvez uma das sa&amp;iacute;das para as fachadas ativas seja justamente conseguir um mix interessante de servi&amp;ccedil;os nas redondezas&amp;rdquo;, sugere Pina.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A&amp;ccedil;o e concreto&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ainda, quest&amp;otilde;es culturais, observa Maria Lucia Refinetti Martins, professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (FAU-USP). Embora S&amp;atilde;o Paulo tenha, historicamente, muito com&amp;eacute;rcio na rua, a partir do fim do s&amp;eacute;culo 20, ganhou for&amp;ccedil;a o desenho de centros comerciais fechados. &amp;ldquo;O modelo do &lt;strong&gt;shopping center&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;veio com uma ideia de modernidade, de um espa&amp;ccedil;o separado das resid&amp;ecirc;ncias, com um fim espec&amp;iacute;fico, que traria seguran&amp;ccedil;a e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, enfatiza.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, a arquitetura passou a jogar contra. Os projetos de pr&amp;eacute;dios altos, de 30 andares ou mais, passou a exigir recuos maiores em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s cal&amp;ccedil;adas, distanciando os pedestres. &amp;ldquo;Esse t&amp;eacute;rreo afastado n&amp;atilde;o &amp;eacute; atrativo para atividades comerciais&amp;rdquo;, opina. Maria Lucia lembra que a pr&amp;oacute;pria produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riqueza da cidade mudou e passou a demandar outras formas de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os e constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;O desenvolvimento atual tem base em servi&amp;ccedil;os especializados, do setor terci&amp;aacute;rio superior, como as atividades de inform&amp;aacute;tica e de investimento financeiro, que usam outro tipo de arquitetura e de rua&amp;rdquo;, avalia. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, argumenta a professora, &amp;eacute; justamente a mistura que gera uma cidade viva e segura. &amp;ldquo;O bom &amp;eacute; ter uma certa bagun&amp;ccedil;a, uma certa desordem, a ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos com&amp;eacute;rcios, as janelas para a rua. Onde tem gente olhando, a rua &amp;eacute; segura e interessante&amp;rdquo;, conclui Maria Lucia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;' id="isPasted"&gt;Texto publicado originalmente na&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/infraestrutura/o-preco-da-agua/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(120, 86, 255); outline: medium; display: inline; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: inherit; font-width: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium;'&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 09:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Carta de Conjuntura: inflação esgota ciclo de queda]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/carta-de-conjuntura-inflacao-esgota-ciclo-de-queda-e-deve-retomar-alta</link><description>&lt;![CDATA[Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política avalia que medidas do Planalto para atenuar impacto da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis terão efeito limitado]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O IPCA chegou ao seu ponto mínimo no acumulado de 12 meses até fevereiro: 3,81%, quase no centro da meta anual do Banco Central. Porém, esse é o limite. A leitura do &lt;strong&gt;Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política (CSESP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;da FecomercioSP é que, por conta das pressões externas e do cenário interno, os preços vão voltar a subir daqui em diante.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Carta de Conjuntura de março do CSESP&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;já está disponível.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por um lado, as medidas do Planalto para atenuar os impactos da guerra pelo Oriente Médio sobre os combustíveis serão limitadas, embora tenham efeito. A tendência é que as famílias mais pobres sejam especialmente mais penalizadas, já que os custos da gasolina e do diesel pesam mais sobre elas – e eles ficarão mais caros. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No cenário interno, o mercado de trabalho permanece aquecido – o desemprego ficou em 5,1% no fim do último trimestre de 2025 –, o que pressiona, sobretudo, o setor de Serviços. Na composição do IPCA, ele tem uma alta mais robusta, de 6%, enquanto os produtos do varejo não subiram mais do que 1,5% no período. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É por isso que, na reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, o ajuste na taxa básica de juros, a Selic, que poderia ser de 0.50 p.p., foi a metade disso (0.25 p. p.).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A economia mundial passa por um momento robusto de incertezas. A guerra no Oriente Médio é muito grave, e o impactos serão globais. Para o Brasil, os efeitos virão na inflação do petróleo, que vai elevar o custo de vida das famílias – ainda mais aquelas das camadas mais baixas”, analisa o economista Antonio Lanzana, presidente do CSESP. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Isso deve fazer o Banco Central medir novamente seu ciclo de cortes dos juros, retraindo o ritmo dos ajustes na Selic. Não é uma boa notícia para um país cujos primeiros indicadores do ano mostram um comportamento setorial diferenciado: indústria em queda, comércio estável e serviços, ao contrário, em ritmo elevado”, continua ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de Conjuntura de março ainda discute os impactos econômicos nos EUA da guerra no Irã e as dinâmicas cambiantes da China.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/0dde79aecd376f06a4843a4e2550ac6bb801ec0c.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Leia a Carta de Conjuntura!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 26 Mar 2026 10:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Após forte articulação empresarial, Comércio conquista endurecimento de penas para furtos e roubos]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/apos-forte-articulacao-empresarial-comercio-conquista-endurecimento-de-penas-para-furtos-e-roubos</link><description>&lt;![CDATA[Agenda prioritária da FecomercioSP e de sindicatos filiados para conter crimes e prejuízos tem importantes avanços no Congresso]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Ap&amp;oacute;s forte atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) e dos sindicatos filiados, a agenda de seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica da Entidade obteve duas conquistas importantes no Congresso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A C&amp;acirc;mara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) 3.780/2023, que endurece as penas para furto, roubo, estelionato, recepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fraudes eletr&amp;ocirc;nicas. Como o texto j&amp;aacute; passou pelo Senado, agora vai &amp;agrave; san&amp;ccedil;&amp;atilde;o presidencial. A Casa restabeleceu a espinha dorsal da proposta, justamente um tratamento mais rigoroso para diversos crimes envolvendo patrim&amp;ocirc;nio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na mesma semana, a C&amp;acirc;mara atendeu a um pleito da FecomercioSP e aprovou proposta que autoriza a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de imagens de flagrantes de crimes em estabelecimentos &amp;ndash; PL 3.630/2025. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/apos-articulacao-da-fecomerciosp-e-sindicatos-empresariais-camara-aprova-divulgacao-de-imagens-de-flagrantes-de-crimes-no-comercio"&gt;Saiba mais!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale lembrar que, no fim de 2025, ap&amp;oacute;s articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o intensa junto ao Poder P&amp;uacute;blico, foi sancionada a lei que &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/senado-aprova-novos-criterios-para-basear-pedidos-de-prisao-preventiva-em-audiencias-de-custodia?%2Fnoticia%2Fsenado-aprova-novos-criterios-para-basear-pedidos-de-prisao-preventiva-em-audiencias-de-custodia="&gt;endurece os crit&amp;eacute;rios de convers&amp;atilde;o de pris&amp;atilde;o em flagrante em preventiva em audi&amp;ecirc;ncias de cust&amp;oacute;dia&lt;/a&gt; (Lei 15.272/25).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em todos esses casos, a FecomercioSP e os sindicatos dialogaram diretamente com lideran&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias e contribu&amp;iacute;ram para o aprimoramento dos projetos, visto que est&amp;atilde;o no topo das demandas empresariais como forma de resguardar a seguran&amp;ccedil;a patrimonial dos estabelecimentos e a integridade f&amp;iacute;sica de empregados e consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Endurecimento de penas&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pena m&amp;iacute;nima para &lt;strong&gt;furto simples&lt;/strong&gt; &amp;mdash; que, atualmente, &amp;eacute; de 1 a 4 anos de pris&amp;atilde;o &amp;mdash; ser&amp;aacute; ampliada para 1 a 6 anos com multa. Caso ocorra em estabelecimentos p&amp;uacute;blicos ou privados que prestem servi&amp;ccedil;os essenciais, entre outros, passa para 2 a 8 anos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reclus&amp;atilde;o para &lt;strong&gt;furto por meio eletr&amp;ocirc;nico, como golpes virtuais&lt;/strong&gt;, passa a ser de 4 a 10 anos &lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;&amp;mdash;&lt;/span&gt; ainda que ocorra com ou sem acesso &amp;agrave; internet e com ou sem viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seguran&amp;ccedil;a ou uso de programa malicioso. Essa ser&amp;aacute; uma resposta mais firme contra pr&amp;aacute;ticas que envolvem cada vez mais engenharia social e t&amp;ecirc;m se avolumado no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto tamb&amp;eacute;m eleva para 4 a 10 anos a pena de reclus&amp;atilde;o em casos espec&amp;iacute;ficos j&amp;aacute; previstos em lei, como o &lt;strong&gt;furto de ve&amp;iacute;culos&lt;/strong&gt; levados para outro Estado ou para o exterior. A mesma puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o passa a valer para o &lt;strong&gt;furto de celulares&lt;/strong&gt;, computadores, incluindo notebooks e tablets, e outros dispositivos eletr&amp;ocirc;nicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pena para o crime de &lt;strong&gt;recepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; passa a ser de 2 a 6 anos &amp;mdash; a pr&amp;aacute;tica envolve adquirir, receber, revender ou ocultar mercadoria roubada ou furtada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; a pena para &lt;strong&gt;furtos de fios, cabos e equipamentos&lt;/strong&gt; que afetem sistemas de energia, telefonia e dados ser&amp;aacute; de 2 a 8 anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;interrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt; ter&amp;aacute; pena de 2 a 4 anos. A reclus&amp;atilde;o ser&amp;aacute; dobrada por ocasi&amp;atilde;o de calamidade p&amp;uacute;blica ou quando houver roubo, dano ou destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos instalados em torres e usados nesses servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso de crime de &lt;strong&gt;roubo&lt;/strong&gt;, a pena base passa para 6 a 10 anos, com agravamento quando envolver celulares, computadores, notebooks e tablets, al&amp;eacute;m de arma de fogo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;Se o &lt;strong&gt;roubo for cometido com viol&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt; e resultar em les&amp;atilde;o grave, a puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; ampliada para 16 a 24 anos de reclus&amp;atilde;o (atualmente &amp;eacute; de 7 a 18 anos). Caso o roubo resulte na morte da v&amp;iacute;tima (&lt;strong&gt;latroc&amp;iacute;nio&lt;/strong&gt;), a pena ser&amp;aacute; de 24 a 30 anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pena para &lt;strong&gt;estelionato&lt;/strong&gt; &amp;mdash; crime que consiste em enganar algu&amp;eacute;m para obter vantagem indevida &amp;mdash; foi mantida entre 1 e 5 anos de reclus&amp;atilde;o. O Congresso tamb&amp;eacute;m passou a tipificar a chamada &amp;ldquo;&lt;strong&gt;cess&amp;atilde;o de conta laranja&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;, que ocorre quando uma pessoa cede, de forma gratuita ou remunerada, sua conta banc&amp;aacute;ria para movimentar recursos de origem criminosa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caso o estelionato qualificado envolva &lt;strong&gt;fraude eletr&amp;ocirc;nica&lt;/strong&gt;, a pena ser&amp;aacute; de 4 a 8 anos. O crime geralmente envolve o uso de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da v&amp;iacute;tima ou de terceiros enganados, por meio de redes sociais, telefone, e-mails falsos ou clonagem de dispositivos.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dan Guinsburg, vice-presidente do Conselho do Com&amp;eacute;rcio Varejista da FecomercioSP e presidente do Sindicato do Com&amp;eacute;rcio Varejista de Taubat&amp;eacute; e Regi&amp;atilde;o (Sincovat), levou &amp;agrave; C&amp;acirc;mara os pleitos priorit&amp;aacute;rios do Com&amp;eacute;rcio para a seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica &amp;ndash; iniciativa que vem gerando resultados &lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Endurecimento de penas era medida urgente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PL 3780/2023 &amp;eacute; uma vit&amp;oacute;ria para Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os e Turismo, justamente por fortalecer a seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica. As mudan&amp;ccedil;as promovidas pela C&amp;acirc;mara no texto do Senado s&amp;atilde;o positivas e atendem ao que a FecomercioSP defendeu ao longo da tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A Casa manteve o texto original e, em alguns casos, evitou retrocessos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, a reclus&amp;atilde;o para furto simples deveria partir de 2 anos no m&amp;iacute;nimo &amp;mdash; j&amp;aacute; que a pena de 1 ano permite acordo para extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Casos frequentes de invas&amp;otilde;es e saques mostram perdas irrepar&amp;aacute;veis para comerciantes. Exemplos disso s&amp;atilde;o o de uma loja em S&amp;atilde;o Paulo que fechou ap&amp;oacute;s preju&amp;iacute;zo de R$ 300 mil, fruto de roubo em 2024, e os epis&amp;oacute;dios de saque durante as enchentes no Rio Grande do Sul.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Perdas (Abrappe), o varejo brasileiro teve perdas de R$ 34,9 bilh&amp;otilde;es em 2023, sendo 31,7% (R$ 11 bilh&amp;otilde;es) por furtos, valor quase tr&amp;ecirc;s vezes maior que o faturamento di&amp;aacute;rio do varejo paulista, que gira em torno de&amp;nbsp;R$ 3,5 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o recursos que deixam de virar investimento e gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos. Como o furto tem baixa puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o, h&amp;aacute; sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impunidade e reincid&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m das perdas financeiras dos furtos, situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de roubo e viol&amp;ecirc;ncia tamb&amp;eacute;m geram trauma, medo recorrente e at&amp;eacute; dificultam a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de funcion&amp;aacute;rios em determinadas regi&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale lembrar que combater e punir a recepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; essencial para reduzir roubos e furtos. No varejo, supermercados e farm&amp;aacute;cias s&amp;atilde;o os mais afetados, pela facilidade de revenda das mercadorias, com casos recentes de assaltos a farm&amp;aacute;cias em busca de canetas emagrecedoras de alto valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 20 Mar 2026 10:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Guerra do Irã e inflação de Serviços impediram corte mais robusto na Selic]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/guerra-do-ira-e-inflacao-dos-servicos-impediram-corte-mais-robusto-na-selic</link><description>&lt;![CDATA[Taxa básica cai para 14,75%; choque do petróleo e preços persistentes no setor interno devem reduzir margem de manobra do BC daqui para frente&#13;
]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em meio a um cenário turbulento na conjuntura externa e de incertezas no cenário nacional, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, optou por reduzir ponderadamente a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual – passando para 14,75% ao ano. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o aumento do preço do petróleo no mercado global e a inflação dos Serviços, no cenário interno, não impediram o início do ciclo de cortes, mas impediram um ajuste mais robusto. Isso deve, inclusive, se manter nas próximas reuniões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inflação dos Serviços segue pressionada – resultado do mercado de trabalho ainda aquecido, da renda real em elevação e, como consequência, da demanda interna resiliente. Ainda que o IPCA acumulado nos últimos 12 meses esteja em 3,8%, abaixo do teto da meta (4,5%), os preços do setor tendem a ser inerciais, e respondem de maneira mais lenta à política monetária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, os chamados núcleos da inflação voltaram a subir, indicando maior dificuldade para que a inflação atinja o centro da meta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel abriu o flanco de incertezas mais robusto da última década no cenário internacional, fazendo o preço do barril de petróleo explodir em um intervalo de duas semanas. Esses choques tendem a se transmitir com mais intensidade nas economias que operam acima do nível potencial de produção, o que lidam com demandas aquecidas. É um aspecto de caráter crítico ao Brasil: com atividade doméstica em alta, o aumento do petróleo pode se tornar inflação persistente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Soma-se a isso a própria estratégia do Comitê, que tem tentado transmitir lógicas estáveis e certas ao mercado, evitando surpresas que se transformem em crises. Assim, o grupo quis evitar mudanças inesperadas. O ciclo de redução da Selic começou, mas a duração e a intensidade dos cortes são cada vez mais incertas diante das conjunturas doméstica e internacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 19:02:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Após articulação da FecomercioSP e sindicatos empresariais, Câmara aprova divulgação de imagens de flagrantes de crimes no comércio]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/apos-articulacao-da-fecomerciosp-e-sindicatos-empresariais-camara-aprova-divulgacao-de-imagens-de-flagrantes-de-crimes-no-comercio</link><description>&lt;![CDATA[PL segue para o Senado e atende a demanda antiga de comerciantes diante do aumento da criminalidade&#13;
]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (17), o Projeto de Lei (PL) 3.630/2025, que altera a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) para permitir a divulgação de imagens de pessoas flagradas em crimes dentro de estabelecimentos comerciais, viabilizando a identificação do infrator. A aprovação é resultado de intensa articulação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e de sindicatos empresariais junto aos parlamentares. A proposta agora segue para o Senado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos objetivos da divulgação dessas imagens é alertar a população sobre a prática ilícita e contribuir para as investigações e a captura desses criminosos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aumento de furtos e roubos nos estabelecimentos comerciais, comprometendo a segurança de empresários, trabalhadores e clientes, é um dos grandes problemas que assolam os comerciantes brasileiros. Esses crimes têm reflexos diretos nas atividades econômicas, na capacidade de um negócio se manter aberto e, consequentemente, na geração e na manutenção de empregos e nos preços praticados ao consumidor. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os setores de Comércio e Serviços, em especial o varejo de itens alimentares, as farmácias e os pequenos negócios, operam com margens reduzidas de lucro e elevada exposição a esses tipos ações criminosas, o que reforça a urgente necessidade de instrumentos que ampliem a capacidade de prevenção dessas ocorrências, desestimulem a prática desses delitos e tragam mais segurança aos empreendedores. Nos últimos meses, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da FecomercioSP esteve em contato com lideranças partidárias do Congresso em apoio ao projeto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há alguns pontos de muita atenção nesse debate. Primeiro, é essencial que a dinâmica em torno dessa divulgação seja prática para o Comércio e que esteja acompanhada de ações reais de combate à violência urbana, como:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;combate efetivo à criminalidade no Comércio&lt;/strong&gt;, por meio de tecnologias que ajudem a identificar delitos e reduzir prejuízos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;ações coordenadas e praticáveis&lt;/strong&gt;, compatíveis com a realidade operacional das empresas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;fortalecimento da segurança&lt;/strong&gt; de empreendedores, trabalhadores e consumidores;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;preservação das atividades econômicas&lt;/strong&gt; sem criar barreiras operacionais desproporcionais.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Além disso, é essencial conciliar o uso de imagens de flagrantes com as regras da LGPD, em proteção a clientes, empregados e comerciantes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema exige atenção a princípios como proporcionalidade, finalidade e proteção de terceiros, bem como cuidados para evitar abusos, exposições indevidas e insegurança jurídica. Em outras palavras, o avanço da proposta deve seguir critérios claros e técnicos, garantindo previsibilidade às empresas e proteção aos direitos fundamentais no uso de tecnologias e dados pessoais, especialmente das vítimas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tendo em vista a complexidade do tema e de seus impactos nos âmbitos econômico, jurídico e social, é indispensável que o processo legislativo seja acompanhado da realização de amplas discussões com diversos setores da sociedade, em especial com os empresários diretamente afetados pela proposta, mediante audiências públicas e a promoção de diálogos entre parlamentares, atores sociais e representantes institucionais, de modo a permitir o aperfeiçoamento do texto legal e o avanço equilibrado da iniciativa. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale lembrar que a FecomercioSP aderiu, no fim de 2025, a um grande manifesto de entidades em apoio a esse PL, com a mensagem de que o direito à privacidade não pode servir de escudo para práticas ilícitas. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-e-entidades-da-iniciativa-privada-cobram-aprovacao-de-projeto-que-permite-a-divulgacao-de-imagens-de-crimes-no-comercio?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-e-entidades-da-iniciativa-privada-cobram-aprovacao-de-projeto-que-permite-a-divulgacao-de-imagens-de-crimes-no-comercio="&gt;Saiba mais&lt;/a&gt;!&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 11:48:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[A economia em ano de eleições]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/a-economia-em-ano-de-eleicoes</link><description>&lt;![CDATA[Situação fiscal brasileira é preocupante, dado que a relação entre dívida e PIB deve passar a 84% ao longo deste ano]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Antonio Lanzana*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde a famosa frase do consultor político norte-americano James Carville — “É a economia, estúpido” —, proferida durante a campanha de Bill Clinton nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 1992, a relação entre economia e política passou a ser muito discutida. Considerando que haverá eleições neste ano no Brasil, cabe analisar como a economia poderá ser afetada por esse cenário, uma vez que o pleito já está no radar dos agentes econômicos. Para isso, é importante separar os lados real e financeiro da economia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto ao primeiro, vale destacar que o nível de atividade é menos sensível ao processo eleitoral e deve continuar o processo de desaceleração verificado ao longo do ano passado, crescendo 1,8%, contra 2,3% em 2025 e 3,4% no ano anterior. A perspectiva de desaceleração pode ser explicada por pelo menos quatro motivos: efeito defasado do aumento dos juros sobre o&amp;nbsp;Produto Interno Bruto (PIB),&amp;nbsp;estimado em dois a três quadrimestres; mesmo com a perspectiva de início do processo de queda da Selic, as taxas reais de juros permanecerão extremamente elevadas, podendo encerrar este ano em torno de 8% (acima da inflação); o crescimento da inadimplência está levando os bancos a serem mais seletivos na concessão de crédito, reduzindo o ritmo de crescimento dos empréstimos tanto para pessoas físicas como jurídicas; e, em menor escala, os efeitos gerados pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano, principalmente sobre alguns setores industriais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto à análise da influência das eleições sobre o lado financeiro da economia (ações, juros e câmbio), o quadro é muito diferente, porque são variáveis que reagem quase que instantaneamente aos fatos. Nesse campo, em 2026, não se pode descartar a perspectiva de muita volatilidade, principalmente pelas propostas para a área econômica dos principais candidatos. Sabe-se que a situação fiscal brasileira é preocupante, dado que a relação entre dívida e PIB deve passar de 71,7% no fim do governo anterior, para 83% a 84% no encerramento do atual mandato, um aumento de mais de 10 pontos porcentuais (p.p.).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É um quadro insustentável. Considerando que nada vai mudar em 2026, as reações do mercado serão fortemente influenciadas pelas propostas de política fiscal, uma vez que os demais instrumentos de política econômica estão bem conduzidos — na área cambial, com o dólar flutuante, e na monetária, com a independência do Banco Central (BC), o que é extremamente positivo. Independentemente de quem vencer, as reações antes e depois da eleição vão se basear no conjunto de propostas para a área fiscal e sua viabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, pode-se identificar duas possibilidades. A primeira englobando propostas que demonstrem claramente e de forma crível que a relação entre dívida e PIB pode ser estabilizada num primeiro momento e, posteriormente, entrar num processo de redução — passando, necessariamente, por mudanças nas regras fiscais atuais —; mais transparência na forma de obtenção dos indicadores, sem retirar do cálculo despesas efetuadas unicamente com o objetivo de atingir a meta de superavit primário; desvincular despesas previdenciárias da evolução do salário mínimo; e substituir o atual arcabouço fiscal. Nessa hipótese, juros podem cair de forma expressiva num momento posterior e o câmbio pode se apreciar, além de haver efeitos positivos sobre o mercado de ações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um quadro completamente diferente poderá ser observado na ausência de propostas na área fiscal, ou mesmo sem viabilidade e credibilidade, ou ainda na insistência na manutenção das regras atuais. Isso pode levar a um cenário de dominância fiscal, e o Brasil continuará convivendo com taxa de câmbio depreciada, juros elevados e riscos de aceleração inflacionária e de crescimento medíocre. Fortes emoções aguardam os agentes econômicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política da FecomercioSP&lt;strong id="isPasted"&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e professor na Universidade de São Paulo (USP) e na Fundação Dom Cabral (FDC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Texto publicado originalmente na Revista Problemas Brasileiros, uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 17 Mar 2026 10:18:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Guerra do Irã e inflação dos Serviços podem fazer Copom ponderar corte da Selic]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/guerra-do-ira-e-inflacao-dos-servicos-podem-fazer-copom-ponderar-corte-da-selic</link><description>&lt;![CDATA[Choque do petróleo e preços persistentes no setor interno não devem impedir reduções da taxa de juros, mas vão diminuir margem de manobra do BC; corte dessa semana deve ser de 0,25 p.p.]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Embora tenha sinalizado que pretende iniciar um ciclo de cortes na taxa de juros do País – a Selic –, é possível que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, seja menos “agressivo” agora. Para a &lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o aumento do preço do petróleo no mercado global e a inflação dos Serviços, no cenário nacional, devem fazer com que a Selic caia menos que o esperado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ciclo de redução, assim, deve ser iniciado com um corte de apenas 0,25 ponto percentual (p.p.), fazendo a Selic ficar em 14,75%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inflação dos Serviços segue pressionada – resultado do mercado de trabalho ainda aquecido, da renda real em elevação e, como consequência, da demanda interna resiliente. Ainda que o IPCA acumulado nos últimos 12 meses esteja em 3,8%, abaixo do teto da meta (4,5%), os preços do setor tendem a ser inerciais, e respondem de maneira mais lenta à política monetária.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, os chamados núcleos da inflação voltaram a subir, indicando maior dificuldade para que a inflação atinja o centro da meta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel abriu o flanco de incertezas mais robusto da última década no cenário internacional, fazendo o preço do barril de petróleo explodir em um intervalo de duas semanas. Esses choques tendem a se transmitir com mais intensidade nas economias que operam acima do nível potencial de produção, o que lidam com demandas aquecidas. É um aspecto de caráter crítico ao Brasil: com atividade doméstica em alta, o aumento do petróleo pode se tornar inflação persistente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Soma-se a isso a própria estratégia do Comitê, que tem tentado transmitir lógicas estáveis e certas ao mercado, evitando surpresas que se transformem em crises. Assim, o grupo deve evitar mudanças inesperadas. O ciclo de redução da Selic deve ter início na reunião dessa semana, mas a duração e intensidade dos cortes são cada vez mais incertos diante das conjunturas doméstica e internacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 16 Mar 2026 15:56:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Escala 6x1 e redução da jornada de trabalho entram no radar do Comércio e acendem debate sobre efeitos na economia]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/escala-6x1-e-reducao-da-jornada-de-trabalho-entram-no-radar-do-comercio-e-acendem-debate-sobre-efeitos-na-economia</link><description>&lt;![CDATA[Temas levantam discussões sobre produtividade, custos e emprego no Brasil na pauta da reunião do Comitê de Relacionamento de Assessorias Econômicas e Especiais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Mudar a jornada de trabalho pode parecer simples no papel. Na realidade, por&amp;eacute;m, a medida mexe com toda a engrenagem da economia. A proposta de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada e o poss&amp;iacute;vel fim da escala 6x1 no Brasil t&amp;ecirc;m levantado debates sobre produtividade, custos e consequ&amp;ecirc;ncias no emprego, especialmente em setores intensivos em m&amp;atilde;o de obra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados e an&amp;aacute;lises foram apresentados pelo assessor da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), Thiago Carvalho, durante reuni&amp;atilde;o do Comit&amp;ecirc; de Relacionamento de Assessorias Econ&amp;ocirc;micas e Especiais (CRAEE), no dia 11 de mar&amp;ccedil;o. Ele detalhou os poss&amp;iacute;veis efeitos da PEC 8/2025, que prop&amp;otilde;e alterar o Inciso XIII do Artigo 7&amp;ordm; da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal, para estabelecer jornada m&amp;aacute;xima de oito horas di&amp;aacute;rias e 36 horas semanais, com possibilidade de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho em quatro dias por semana.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Carvalho, a an&amp;aacute;lise do tema precisa considerar n&amp;atilde;o apenas a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada, mas tamb&amp;eacute;m fatores estruturais da economia brasileira, como produtividade, custos do trabalho e din&amp;acirc;mica de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Qualquer mudan&amp;ccedil;a desse porte precisa ser avaliada &amp;agrave; luz da realidade econ&amp;ocirc;mica do Pa&amp;iacute;s, principalmente quando envolve setores intensivos em m&amp;atilde;o de obra, como Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Produtividade e jornada no cen&amp;aacute;rio internacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das compara&amp;ccedil;&amp;otilde;es apresentadas na reuni&amp;atilde;o mostrou que a jornada semanal brasileira j&amp;aacute; est&amp;aacute; dentro do padr&amp;atilde;o internacional. No Brasil, a jornada legal &amp;eacute; de 44 horas semanais, enquanto diversos pa&amp;iacute;ses adotam limites semelhantes ou at&amp;eacute; superiores. O ponto que diferencia &amp;eacute; a produtividade. Atualmente, o valor da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o por hora trabalhada no Pa&amp;iacute;s &amp;eacute; de cerca de US$ 17, bem abaixo de economias desenvolvidas como Noruega (US$ 93), Holanda (US$ 80) e Estados Unidos (US$ 70).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o assessor da FecomercioSP, esse &amp;eacute; um fator central no debate, pois reduzir a jornada sem ganhos de produtividade pode gerar distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas relevantes. &amp;ldquo;O ideal &amp;eacute; que eventuais redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es ocorram de forma gradual e acompanhadas de aumento de produtividade, algo que v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses fizeram ao longo do tempo&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeitos poss&amp;iacute;veis para empresas e empregos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto discutido foi o resultado direto sobre os custos das empresas. Um exemplo apresentado considera um trabalhador com sal&amp;aacute;rio de R$ 2.200 e jornada de 44 horas semanais, o que equivale a um custo aproximado de R$ 10 por hora trabalhada. Com a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada para 36 horas semanais, mantendo o mesmo sal&amp;aacute;rio, o custo da hora subiria para R$ 12,22, o que representa uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 18,2% na carga hor&amp;aacute;ria e um aumento de 22,2% no custo da hora trabalhada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Carvalho, esse tipo de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a gerar efeitos em cadeia. Entre os poss&amp;iacute;veis reflexos citados est&amp;atilde;o a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o aumento da informalidade, maior automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e dificuldades na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escalas de trabalho. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estudos publicados pela Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV), dentre outras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;eacute;rias, tamb&amp;eacute;m pontuam que mudan&amp;ccedil;as bruscas podem afetar indicadores macroecon&amp;ocirc;micos. A estimativa aponta para queda de 6% no Produto Interno Bruto (PIB) e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cerca de 1,2 milh&amp;atilde;o de empregos. Al&amp;eacute;m disso, setores como Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os e Turismo estariam entre os mais afetados, justamente por dependerem de jornadas mais flex&amp;iacute;veis e de maior intensidade de m&amp;atilde;o de obra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Carvalho ressalta que a discuss&amp;atilde;o sobre a jornada &amp;eacute; leg&amp;iacute;tima, mas precisa considerar as particularidades de cada setor e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es da economia brasileira. Nesse contexto, o assessor refor&amp;ccedil;ou que a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva j&amp;aacute; &amp;eacute; um instrumento capaz de ajustar jornadas e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho conforme a realidade de cada atividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O Brasil tem mecanismos de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permitem adaptar jornadas &amp;agrave;s necessidades das empresas e dos trabalhadores. Esse caminho tende a ser mais eficiente do que regras r&amp;iacute;gidas estabelecidas diretamente na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, destacou.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 16 Mar 2026 10:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Por que o Brasil está tão longe das metas de universalização do saneamento básico?]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/por-que-o-brasil-esta-tao-longe-das-metas-de-universalizacao-do-saneamento-basico</link><description>&lt;![CDATA[Uma das fragilidades do sistema brasileiro é o desperdício: cerca de 40% da água captada nos mananciais se perde antes de chegar à população]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Quanto custaria oferecer &amp;aacute;gua limpa e esgoto tratado a todos os brasileiros? N&amp;atilde;o &amp;eacute; uma pergunta f&amp;aacute;cil de responder, mas o engenheiro Fabiano Pompermayer foi &amp;agrave;s contas. Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econ&amp;ocirc;mica Aplicada (Ipea) &amp;mdash; com passagens por diferentes cargos t&amp;eacute;cnicos no Minist&amp;eacute;rio da Economia, que existiu durante o governo de Jair Bolsonaro (2019&amp;ndash;2022) &amp;mdash;, ele calcula que esse custo estaria entre R$ 313 e R$ 394 por pessoa, anualmente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados &amp;mdash; publicados em um relat&amp;oacute;rio do Ipea no ano passado, uma coautoria de Pompermayer, Andr&amp;eacute; Serrano e Gabriela Saiki &amp;mdash; variam a partir da densidade demogr&amp;aacute;fica dos munic&amp;iacute;pios. Os menores, de at&amp;eacute; 10 mil habitantes, teriam gastos operacionais menores (entre R$ 313 e R$ 331 por pessoa) do que as grandes cidades, acima de 250 mil moradores (R$ 386 a R$ 394).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Pense que, em uma cidade grande, &amp;eacute; preciso mais energia para bombear a &amp;aacute;gua e distribui-la &amp;agrave; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; a mesma coisa com o esgoto, que depende de uma rede enorme para lev&amp;aacute;-lo at&amp;eacute; as esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de tratamento&amp;rdquo;, explica Pompermayer. E lembra, ainda, que&amp;nbsp;as &amp;aacute;guas pr&amp;oacute;ximas aos centros urbanos tendem a ser mais polu&amp;iacute;das, o que exige mais produtos para limp&amp;aacute;-la, entre muitos outros fatores que encarecem o servi&amp;ccedil;o&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pompermayer e seus colegas chegaram a esses n&amp;uacute;meros aplicando um m&amp;eacute;todo de an&amp;aacute;lise de unidades de gest&amp;atilde;o &amp;mdash; que, no estudo, s&amp;atilde;o cidades. A partir dessa divis&amp;atilde;o, foram mensurados o n&amp;iacute;vel da efici&amp;ecirc;ncia dos recursos dispon&amp;iacute;veis e usados em cada localidade e a cobertura do servi&amp;ccedil;o ao qual esses recursos est&amp;atilde;o alocados. &amp;ldquo;Em suma, &amp;eacute; um jeito de medir como gastar menos recursos e oferecer o m&amp;aacute;ximo de efici&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo;, observa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; por isso que o resultado diverge do custo per capita de universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o utilizado por pesquisas como a do Instituto Trata Brasil, de R$ 223,82 (Ranking do Saneamento de 2025, no ano-base de 2023), que se vale de estudos t&amp;eacute;cnicos produzidos pelo governo federal a partir das din&amp;acirc;micas de cada localidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema &amp;eacute; que, pelos dados do Trata Brasil &amp;mdash; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sociedade civil de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o empresarial que atua no debate h&amp;iacute;drico &amp;mdash;, esse montante n&amp;atilde;o &amp;eacute; investido nem pelas cidades com os melhores indicadores de saneamento do Pa&amp;iacute;s, que, na m&amp;eacute;dia, destinam R$ 176,39 por ano per capita aos seus servi&amp;ccedil;os de &amp;aacute;gua e esgoto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os 20 melhores munic&amp;iacute;pios nesse ranking, nove s&amp;atilde;o paulistas e, destes, quatro est&amp;atilde;o nos primeiros lugares: Campinas, metr&amp;oacute;pole do interior do Estado, lidera, seguida por Limeira (SP), Niter&amp;oacute;i (no Rio de Janeiro), S&amp;atilde;o Jos&amp;eacute; do Rio Preto (SP) e Franca (SP). Cada uma delas &amp;eacute; atendida por uma empresa diferente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na contram&amp;atilde;o, os investimentos dos munic&amp;iacute;pios com piores servi&amp;ccedil;os de &amp;aacute;gua e esgoto do Brasil foram, em m&amp;eacute;dia, de R$ 78,40 por habitante, cerca de 65% abaixo do valor considerado necess&amp;aacute;rio. Essa lista &amp;eacute; liderada por Bauru, em S&amp;atilde;o Paulo, mas dominada por cidades pernambucanas: Olinda, Recife e Paulista, todas elas operadas pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), gerida pelo governo estadual &amp;mdash;, al&amp;eacute;m de Juazeiro do Norte, no Cear&amp;aacute;. Na m&amp;eacute;dia, o Pa&amp;iacute;s gasta R$ 126 por habitante com servi&amp;ccedil;os de saneamento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/b9cd61e891ff82da3f50f817540631c09ce8627a.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quem paga a conta?&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A responsabilidade pela universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do saneamento &amp;eacute; das prefeituras&amp;rdquo;, nota a engenheira Luana Pretto, presidente-executiva do Trata Brasil. Muitas vezes, prevalece o custo pol&amp;iacute;tico &amp;mdash; quebrar pavimento, instalar tubula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cobrar tarifa etc. &amp;mdash; sobre a relev&amp;acirc;ncia do saneamento. &amp;ldquo;Na verdade, &amp;eacute; preciso romper com os tabus que n&amp;atilde;o reconhecem o saneamento como fonte de desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico e de base para o cotidiano das pessoas. Parece algo evidente, mas, em muitos lugares, n&amp;atilde;o &amp;eacute;&amp;rdquo;, constata.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na leitura de Luana, no caso do saneamento, existem tr&amp;ecirc;s tipos de cidades no Brasil atualmente &amp;mdash; aquelas que j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m tanto capacidade de investimento e gest&amp;atilde;o quanto estrutura consolidada para distribuir &amp;aacute;gua e tratar esgoto com qualidade; aquelas que apresentam indicadores ruins, mas re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de investir e gerir suas redes; e aquelas que n&amp;atilde;o contam com nenhum desses elementos: recursos e gest&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;&amp;Eacute; isso que faz a universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do saneamento ser um desafio&amp;rdquo;, argumenta. Segundo a engenheira, h&amp;aacute; regi&amp;otilde;es, como a Norte, que ainda s&amp;atilde;o muito ineficientes, onde somente 16% das pessoas t&amp;ecirc;m acesso &amp;agrave; coleta de esgoto e mais de 40% da &amp;aacute;gua coletada perde-se na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Essa desigualdade regional prejudica o objetivo de universalizar&amp;rdquo;, conclui.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;Meta distante&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O dilema mais significativo, dizem especialistas, est&amp;aacute;, de fato, em alcan&amp;ccedil;ar, at&amp;eacute; 2033, a universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso a &amp;aacute;gua pot&amp;aacute;vel e esgoto tratado no Brasil. A meta foi estabelecida pelo Plano Nacional de Saneamento B&amp;aacute;sico (Plansab), em 2013, prevendo ainda as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de limpeza urbana e drenagem de &amp;aacute;guas pluviais &amp;mdash; dilema de cidades ribeirinhas, como Bel&amp;eacute;m, no Par&amp;aacute;. Os objetivos do Plansab s&amp;atilde;o de 99% de resid&amp;ecirc;ncias com acesso &amp;agrave; &amp;aacute;gua e de 90% com tratamento de esgoto, at&amp;eacute; 2033.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE), mostrou que, faltando uma d&amp;eacute;cada para o prazo do Plansab expirar, o Pa&amp;iacute;s ainda est&amp;aacute; longe de atingir o previsto: aproximadamente 171 milh&amp;otilde;es de brasileiros tinham acesso &amp;agrave; &amp;aacute;gua limpa naquele ano, 84,9% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. No Censo de 2010, a taxa era de 81,1% &amp;mdash; em 12 anos, o atendimento avan&amp;ccedil;ou t&amp;iacute;midos 3,8 pontos porcentuais (p.p.).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Luiz Firmino Pereira, pesquisador s&amp;ecirc;nior no Centro de Estudos em Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Infraestrutura da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV Ceri), aponta que o modelo que vigorou entre 2010 e 2020 &amp;mdash; anterior ao do Marco do Saneamento B&amp;aacute;sico aprovado em 2020 &amp;mdash; funcionava com base em concession&amp;aacute;rias estaduais e em contratos de programa (sem licita&amp;ccedil;&amp;atilde;o), que, &amp;agrave;s vezes, inclu&amp;iacute;am somente distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;aacute;gua, sem prazo para a universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Foram pouqu&amp;iacute;ssimos os locais que fizeram concess&amp;otilde;es &amp;agrave; iniciativa privada. O marco instituiu ferramentas para superar o descompasso. Dentre os dispositivos, destacam-se a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contratos de programa e a exig&amp;ecirc;ncia de comprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que a empresa contratada tem as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para atingir a meta do Plansab. &amp;ldquo;O ritmo foi mais lento ao longo da d&amp;eacute;cada em que vigorava o modelo anterior ao marco&amp;rdquo;, ressalta Pereira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o pesquisador, o marco fez o volume de concess&amp;otilde;es explodir e colocou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&amp;ocirc;mico e Social (BNDES) como um ator relevante do processo. Ainda assim, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio que os investimentos per capita&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;sejam mais amplos. &amp;ldquo;Penso que &amp;eacute; pouco prov&amp;aacute;vel que o Pa&amp;iacute;s, como um todo, chegue a 2033 com esses n&amp;uacute;meros. As regi&amp;otilde;es mais adensadas, em que as concess&amp;otilde;es j&amp;aacute; est&amp;atilde;o compromissadas com a meta e captam recursos para fazer esse investimento, v&amp;atilde;o, sim, alcan&amp;ccedil;ar as metas&amp;rdquo;, afirma.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pompermayer, do Ipea, corrobora: &amp;ldquo;N&amp;atilde;o vamos alcan&amp;ccedil;ar a meta, mas chegaremos perto dela&amp;rdquo;. Na sua avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, v&amp;aacute;rios munic&amp;iacute;pios de maior porte j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de universalizar o abastecimento de &amp;aacute;gua e, por isso, devem puxar o n&amp;uacute;mero para cima. &amp;ldquo;E os pequenos, embora tenham mais dificuldades, n&amp;atilde;o ter&amp;atilde;o tanto efeito no c&amp;ocirc;mputo final&amp;rdquo;, pondera.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais complexa &amp;eacute; a meta de oferta de servi&amp;ccedil;os de esgoto. De acordo com o Censo de 2022, cerca de 112,8 milh&amp;otilde;es de brasileiros viviam em resid&amp;ecirc;ncias com tratamento adequado, 56% do total. Nesse caso, o avan&amp;ccedil;o foi relevante em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Censo de 2010, quando a taxa era de 46,2%. &amp;ldquo;Em alguns lugares, ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel chegar ao objetivo. S&amp;atilde;o os que est&amp;atilde;o investindo, captando recursos, modelando sistemas de gest&amp;atilde;o. Mas, no plano geral, a universaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o vai evoluir nos locais em que o saneamento n&amp;atilde;o &amp;eacute; a prioridade pol&amp;iacute;tica&amp;rdquo;, enfatiza Luana, do Trata Brasil. H&amp;aacute;, ainda, em torno de 10% dos munic&amp;iacute;pios brasileiros que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m sequer cobertura adequada de coleta de res&amp;iacute;duos s&amp;oacute;lidos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale dizer que, pela metodologia do Plansab &amp;mdash; que inclui sistemas aut&amp;ocirc;nomos, como po&amp;ccedil;os artesianos e fossas s&amp;eacute;pticas &amp;mdash;, essas taxas sobem para 95,6% de domic&amp;iacute;lios com acesso &amp;agrave; &amp;aacute;gua e 77,4% com tratamento adequado de esgoto. &amp;ldquo;&amp;Eacute; evidente que a meta n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; alcan&amp;ccedil;ada, porque h&amp;aacute; depend&amp;ecirc;ncia do or&amp;ccedil;amento p&amp;uacute;blico nas cidades. Os gestores locais n&amp;atilde;o querem cobrar tarifas da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo servi&amp;ccedil;o &amp;mdash; que representam um custo pol&amp;iacute;tico imediato, enquanto o benef&amp;iacute;cio chega em um prazo bem mais longo, de tr&amp;ecirc;s a cinco anos, pelo menos&amp;rdquo;, explica Pompermayer. &amp;ldquo;Sem dinheiro, n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; investimento para melhorar essa rede.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Riqueza pelo ralo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desperd&amp;iacute;cio &amp;eacute; t&amp;atilde;o grave quanto a falta de acesso da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o a saneamento b&amp;aacute;sico, adverte Pompermayer. Pelas contas do Ipea, cerca de 40% da &amp;aacute;gua retirada de mananciais para distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o desaparece no meio do caminho, dilapidando um recurso cada vez mais valioso, bem como causando press&amp;atilde;o sobre os ecossistemas. &amp;ldquo;E h&amp;aacute; cidades onde esse desperd&amp;iacute;cio &amp;eacute; de 70%&amp;rdquo;, lamenta. &amp;ldquo;Os prestadores de servi&amp;ccedil;o v&amp;atilde;o ter de gastar dinheiro para diminuir essas perdas, seja para identificar fraudes, seja para melhorar a infraestrutura. Nesse n&amp;iacute;vel, o que pode acontecer &amp;eacute; que, nas contas dessas empresas, o custo de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da perda &amp;eacute; maior do que mant&amp;ecirc;-la&amp;rdquo;, ressalta o engenheiro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda entra nessa discuss&amp;atilde;o a qualidade da &amp;aacute;gua fornecida. Em Limeira (SP), por exemplo, a prestadora local dos servi&amp;ccedil;os, a BRK Ambiental, cuja maioria das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es pertence &amp;agrave; gigante canadense Brookfield, foi ajuizada pelo Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (MPSP) a pagar indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de R$ 300 mil por danos morais coletivos. O motivo: a &amp;aacute;gua nas torneiras da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o tinha uma concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trihalometanos (THM) acima dos limites estabelecidos pelo Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de. &amp;ldquo;Mas h&amp;aacute; mais indicadores sobre distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que sobre qualidade qu&amp;iacute;mica da &amp;aacute;gua, por exemplo&amp;rdquo;, prossegue Pompermayer.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novo marco&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em julho do ano passado, entidades especializadas no debate sobre saneamento organizaram uma s&amp;eacute;rie de eventos para avaliar os cinco anos do Marco Legal do Saneamento B&amp;aacute;sico. Promulgada em 2020, em meio &amp;agrave; pandemia de covid-19, a lei gera discuss&amp;otilde;es acaloradas at&amp;eacute; hoje. Uma das principais mudan&amp;ccedil;as foi a flexibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mercado de fornecimento, que passou a permitir a entrada de atores privados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o Minist&amp;eacute;rio das Cidades (MCID), existem 13,6 mil fornecedores do servi&amp;ccedil;o em opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil. Dados do Instituto Trata Brasil apontam que, desde o in&amp;iacute;cio da vig&amp;ecirc;ncia do Marco, o saneamento piorou, com menos casas atendidas no acesso a &amp;aacute;gua e um avan&amp;ccedil;o t&amp;iacute;mido no tratamento de esgoto. &amp;ldquo;Estamos criando uma bomba-rel&amp;oacute;gio&amp;rdquo;, alertou Adauto Santos, do Ipea, durante um evento da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o Marco Legal, no ano passado, em que n&amp;uacute;meros foram apresentados e discutidos entre pesquisadores e empresas. &amp;ldquo;Os estudos superestimam receitas, subestimam investimentos e excluem parcelas da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; atendida. Em 35 anos, os sistemas podem voltar sucateados para o Poder P&amp;uacute;blico&amp;rdquo;, completou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, segundo o Trata Brasil, cinco anos &amp;eacute; pouco tempo para avaliar os resultados da lei. &amp;ldquo;&amp;Eacute; prov&amp;aacute;vel que essa melhoria nos indicadores ocorra em m&amp;eacute;dio e longo prazos&amp;rdquo;, indicou a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o na an&amp;aacute;lise do relat&amp;oacute;rio do MCID. O marco j&amp;aacute; permitiu a capta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de R$ 300 bilh&amp;otilde;es para investimentos em saneamento desde que entrou em vigor. &amp;ldquo;O dispositivo que permitiu que cidades pequenas se unissem em busca de viabilidade econ&amp;ocirc;mica foi positivo. Os governadores e prefeitos est&amp;atilde;o somando esfor&amp;ccedil;os para buscar recursos em institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es como o Banco Mundial ou o pr&amp;oacute;prio BNDES e produzir essas modelagens&amp;rdquo;, completa Luana.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pompermayer, do Ipea, concorda que o Marco do Saneamento precisa de tempo para provar resultados. &amp;ldquo;Pelo menos sete ou oito anos. Ainda n&amp;atilde;o temos elementos seguros para fazer essa avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, prev&amp;ecirc;. &amp;ldquo;O marco deu uma sacudida no Brasil. Na pr&amp;oacute;xima d&amp;eacute;cada, o salto ser&amp;aacute; bastante consider&amp;aacute;vel&amp;rdquo;, finaliza Pereira, do FGV Ceri.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Texto publicado originalmente na &lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/infraestrutura/o-preco-da-agua/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 16 Mar 2026 09:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo perde tração e reforça sinais de desaceleração da economia]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/varejo-perde-tracao-e-reforca-sinais-de-desaceleracao-da-economia</link><description>&lt;![CDATA[Pesquisa do IBGE mostra crescimento limitado das vendas e avanço concentrado em segmentos essenciais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Os dados da Pesquisa Mensal do Com&amp;eacute;rcio (PMC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE), mostram que o varejo brasileiro segue crescendo, mas em ritmo mais lento, sem for&amp;ccedil;a suficiente que indique uma retomada mais consistente do consumo. A primeira divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ano refor&amp;ccedil;a a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que a atividade perdeu dinamismo ao longo de 2025 e entra em 2026 com lentid&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em janeiro, o varejo restrito avan&amp;ccedil;ou 0,4% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao m&amp;ecirc;s anterior, enquanto o varejo ampliado cresceu 0,9%. Embora positivos, os n&amp;uacute;meros apenas interrompem uma sequ&amp;ecirc;ncia recente de resultados mais fracos e n&amp;atilde;o mostram uma acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara da atividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com janeiro do ano passado, o desempenho tamb&amp;eacute;m foi moderado. O varejo restrito registrou alta de 2,8%, enquanto o ampliado avan&amp;ccedil;ou 1,1%. Parte desse crescimento, no entanto, ficou concentrada em segmentos ligados ao consumo essencial, como supermercados e artigos farmac&amp;ecirc;uticos. Esses setores costumam responder com atraso &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as no ciclo econ&amp;ocirc;mico e tendem a manter algum crescimento mesmo quando a economia perde f&amp;ocirc;lego.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em contraste, atividades mais sens&amp;iacute;veis &amp;agrave; renda das fam&amp;iacute;lias j&amp;aacute; mostram sinais mais claros de enfraquecimento. Combust&amp;iacute;veis, livros e papelaria, al&amp;eacute;m de equipamentos de inform&amp;aacute;tica, registraram retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no per&amp;iacute;odo, sendo que este &amp;uacute;ltimo apresentou queda expressiva, pr&amp;oacute;xima de 10%. O movimento aponta para um consumidor mais seletivo, que prioriza gastos b&amp;aacute;sicos e adia compras de maior valor ou menos urgentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Perda de ritmo do com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa mudan&amp;ccedil;a de comportamento do consumidor aparece com mais clareza quando se observa o desempenho do varejo em um horizonte mais amplo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/292ade0c6d1fe7366b778dd52890fc7940c33ff1.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O indicador que melhor evidencia a tend&amp;ecirc;ncia do setor &amp;eacute; o acumulado em 12 meses &amp;mdash; e &amp;eacute; justamente nele que a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o aparece de forma mais clara. Enquanto o &lt;strong&gt;varejo restrito&lt;/strong&gt; diminuiu o crescimento, de 1,9% para 1,6%, o &lt;strong&gt;varejo ampliado&lt;/strong&gt; saiu de uma expans&amp;atilde;o de 2,7% para praticamente zero.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/aa19a111a8e354175aadeb4c150ee9eeb8ff8ee3.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/f1263afb48104afa89c7373d4a06a11a51ecf925.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse resultado chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o porque o varejo ampliado inclui segmentos mais ligados ao ciclo econ&amp;ocirc;mico, como ve&amp;iacute;culos, motos e material de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Quando essas atividades perdem for&amp;ccedil;a, normalmente reflete condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras mais apertadas e menor disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das fam&amp;iacute;lias para assumir novos compromissos de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De fato, esses setores j&amp;aacute; mostram retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. As vendas de ve&amp;iacute;culos e motos ca&amp;iacute;ram 3,3% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, enquanto o com&amp;eacute;rcio de material de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o recuou 2,3%. Ambos dependem fortemente de cr&amp;eacute;dito e de confian&amp;ccedil;a do consumidor &amp;mdash; fatores que seguem pressionados por juros elevados e crescimento mais limitado da renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, a primeira PMC de 2026 mostra um varejo que segue crescendo, mas sem tra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O avan&amp;ccedil;o existe, por&amp;eacute;m, concentrado em atividades menos sens&amp;iacute;veis &amp;agrave;s oscila&amp;ccedil;&amp;otilde;es da economia, enquanto segmentos mais dependentes de cr&amp;eacute;dito e de renda j&amp;aacute; lidam com dificuldades. Para os empres&amp;aacute;rios, o cen&amp;aacute;rio sugere um ano de crescimento moderado do consumo, em que planejamento e cautela tendem a ser fundamentais para a tomada de decis&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, os resultados indicam que o varejo deve seguir operando em um ambiente de crescimento moderado ao longo deste ano. A combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito ainda caro, renda com expans&amp;atilde;o limitada e mais cautela das fam&amp;iacute;lias tende a manter o consumo em ritmo mais seletivo. Nesse contexto, planejamento financeiro, gest&amp;atilde;o eficiente de estoques e estrat&amp;eacute;gias comerciais mais assertivas tornam-se fatores ainda mais importantes para sustentar o desempenho das empresas do com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 13 Mar 2026 08:56:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item></channel></rss>
