<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/brasil</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Sun, 03 May 2026 09:11:48 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/brasil</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Copom preferiu dar credibilidade ao ciclo de cortes da Selic, apesar de contexto econômico]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/copom-preferiu-dar-credibilidade-ao-ciclo-de-cortes-da-selic-apesar-de-contexto-economico</link><description>&lt;![CDATA[Órgão baixou a taxa básica de juros para 14,5% em meio ao conflito no Oriente Médio, à inflação ainda alta e ao cenário fiscal incerto do País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic, que define os juros básicos do País, em 0,25 ponto porcentual (p.p.), nesta quarta-feira (29). Não se tratou, porém, de uma reação natural à melhoria do cenário econômico, mas, antes disso, foi um sinal do comprometimento do órgão em estabelecer credibilidade ao ciclo de queda iniciada no último encontro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, se fosse em função do ambiente macroeconômico, talvez a decisão tivesse sido outra. A inflação do País está em 4,1% no acumulado dos 12 meses, acima da meta de 3%, o que fica ainda mais grave considerando a aceleração permanente dos preços de um setor vital à economia: os Serviços (6% ao ano). O mercado já percebeu essa volatilidade e tem trabalhado com um IPCA de 4,86% em 2026, o que seria uma taxa acima do teto da meta estabelecida pelo BC (4,5%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até mesmo a projeção de 2027 (4%) está acima da meta. Frente a um horizonte desancorado como esse, o BC não tem margem para cortar os juros de forma mais célere e profunda — ou afetaria ainda mais os preços.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entra nessa conta, ainda, a guerra do Irã, Estados Unidos e Israel, cujos efeitos — com o fechamento do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico — estão sendo percebidos, sobretudo, pelo mercado internacional de petróleo (o canal é um caminho de cerca de 20% do óleo bruto produzido no mundo). O preço do barril de petróleo brent (óleo bruto de alta qualidade), por exemplo, subiu para acima dos US$ 110 em abril, em meio aos bloqueios do estreito pelo conflito.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há um terceiro elemento em jogo: as contas públicas. Frágeis, sem nenhum tipo de avanço concreto para um controle estrutural e com despesas obrigatórias em franco crescimento, exigem que o BC tenha algum manejo, o que acontece por meio de juros altos. Na verdade, está claro que o órgão só terá uma postura mais forte de aprofundar o ciclo de cortes da Selic quando o governo tiver o compromisso claro de promover equilíbrio fiscal. Como é praxe que, em anos eleitorais, o contrário disso aconteça (o governo de ocasião sobe os gastos para tentar vencer nas urnas), a autoridade monetária não tem outra chance senão manter a Selic elevada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma expectativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), inclusive, é de ver a taxa Selic alta por mais tempo do que o mercado esperava, terminando o ano na casa dos 13%. É importante dizer que essa projeção passará por reuniões do Copom sem sinal de cortes. Para a Entidade, os juros só vão cair com um ajuste fiscal consistente. Sem isso, o Brasil viverá em uma economia de juros altos e incertezas, além dos custos para empresas e consumidores.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 19:10:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Energia elétrica no tanque]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/energia-eletrica-no-tanque</link><description>&lt;![CDATA[Vendas de carros elétricos explodem, mas pouca oferta de pontos de recarga pode travar o crescimento do setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em fevereiro, pela primeira vez na hist&amp;oacute;ria, o carro mais vendido no Brasil &lt;a href="https://revistapb.com.br/mobilidade/a-vez-dos-carros-eletricos/"&gt;foi um ve&amp;iacute;culo 100% el&amp;eacute;trico&lt;/a&gt;, o BYD Dolphin Mini, com 4.094 unidades emplacadas. Os n&amp;uacute;meros confirmam a tend&amp;ecirc;ncia, observada nos &amp;uacute;ltimos tr&amp;ecirc;s anos, da procura pelos consumidores por ve&amp;iacute;culos menos poluentes, com menor custo de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mais econ&amp;ocirc;micos se comparados com os modelos a combust&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, segundo dados da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira do Ve&amp;iacute;culo El&amp;eacute;trico (ABVE), foram vendidos 223.896 ve&amp;iacute;culos movidos a eletricidade, categoria dividida entre ve&amp;iacute;culos 100% el&amp;eacute;tricos, h&amp;iacute;bridos plug-in (PHEV) &amp;mdash; que podem ser conectados &amp;agrave; tomada para recarga, a qual tamb&amp;eacute;m ocorre por combust&amp;atilde;o e pelo sistema de frenagem regenerativa &amp;mdash; e h&amp;iacute;bridos convencionais (HEV), que s&amp;atilde;o abastecidos por combust&amp;atilde;o e pelos freios. A febre continua em 2026, com a comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais 83.947 unidades at&amp;eacute; mar&amp;ccedil;o. Atualmente, segundo a ABVE, cerca de 630 mil ve&amp;iacute;culos movidos a eletricidade rodam pelas cidades e rodovias do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autonomia limitada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rodam, mas h&amp;aacute; o risco da chamada pane seca se o percurso superar 300 quil&amp;ocirc;metros, principalmente em trajetos intermunicipais. Tanto as baterias dos 100% el&amp;eacute;tricos como as dos h&amp;iacute;bridos t&amp;ecirc;m autonomia que n&amp;atilde;o ultrapassa 300 quil&amp;ocirc;metros, o que exige uma rede robusta de pontos de recarga (eletropostos), algo longe do que existe nas rodovias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pr&amp;oacute;pria ABVE admite a falta de infraestrutura. Dados da entidade revelam a presen&amp;ccedil;a de 21.061 eletropostos p&amp;uacute;blicos &amp;mdash; 14.582 de recarga lenta (AC), com tempo m&amp;eacute;dio de 8 horas para recarga, e apenas 6.479 pontos de recarga r&amp;aacute;pida (DC), recomendados para rodovias. &amp;ldquo;A estimativa &amp;eacute; que tenhamos 3 milh&amp;otilde;es de carros el&amp;eacute;tricos em 2030. O ideal &amp;eacute; que haja um ponto de recarga privada, em casa ou no trabalho, para cada um e um eletroposto p&amp;uacute;blico para cada dez, para que o motorista tenha liberdade de viajar&amp;rdquo;, explica Tadeu Rezende, do Conselho Diretor da ABVE e CEO da Power2Go, empresa especializada em servi&amp;ccedil;os de recarga de ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o&amp;nbsp;engenheiro mec&amp;acirc;nico Marcelo Alves, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Escola Polit&amp;eacute;cnica da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (Poli-USP), o quadro atual e a aus&amp;ecirc;ncia de investimentos representam um gargalo para o crescimento. &amp;ldquo;Temos um problema insol&amp;uacute;vel no momento, que vai limitar o carro el&amp;eacute;trico ao uso urbano e a pequenos deslocamentos&amp;rdquo;, afirma, acrescentando que seriam necess&amp;aacute;rios 65 mil eletropostos, no momento atual, e 370 mil, em dez anos. &amp;ldquo;Equipamentos de recarga r&amp;aacute;pida em postos exigem investimentos e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de suporte de seguran&amp;ccedil;a por causa das descargas el&amp;eacute;tricas&amp;rdquo;, completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Faltam investidores&amp;rdquo;, lamenta a ABVE. A implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um eletroposto com cinco pontos de carga r&amp;aacute;pida requer R$ 2 milh&amp;otilde;es, e a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma rede que suporte uma frota de 3 milh&amp;otilde;es de carros custaria R$ 1 bilh&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Esse contexto pede uma sinergia entre investidores, montadoras e, no caso da infraestrutura em rodovias n&amp;atilde;o concessionadas, tamb&amp;eacute;m o Poder P&amp;uacute;blico&amp;rdquo;, pontua Rezende. Quanto &amp;agrave; oferta de energia, a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; mais tranquila, segundo ele. &amp;ldquo;A capacidade instalada do sistema el&amp;eacute;trico brasileiro &amp;eacute; de 217 gigawatts (GW). Precisar&amp;iacute;amos de uma reserva m&amp;eacute;dia de 150 megawatts (MW) adicionais, o que n&amp;atilde;o &amp;eacute; relevante&amp;rdquo;, destaca.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Planejamento log&amp;iacute;stico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dificuldade log&amp;iacute;stica para percorrer trajetos mais longos &amp;eacute; um transtorno para quem dirige um carro el&amp;eacute;trico. Com 61 unidades em rodovias das regi&amp;otilde;es Sudeste e Sul, a rede Graal oferece eletropostos em apenas 23 delas, todos em estradas de grande fluxo. A maioria est&amp;aacute; concentrada nas rodovias Presidente Dutra, que interliga as cidades de S&amp;atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, e nas paulistas Bandeirantes, Anhanguera, Washington Lu&amp;iacute;s e Castelo Branco, todas no Sudeste.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vias com grande movimento, como a BR-101 (no trecho de Santa Catarina) e a BR-040, que liga Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Bras&amp;iacute;lia, t&amp;ecirc;m apenas um ponto para abastecimento nos postos da rede. Fora dos grandes centros, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; bem mais complexa: no Piau&amp;iacute;, h&amp;aacute; 203 eletropostos e apenas 26 no Acre, segundo a ABVE.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos atuais contratos de concess&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nenhuma cl&amp;aacute;usula prevendo a obrigatoriedade de instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de eletropostos, informa a assessoria de imprensa da Motiva, novo nome do grupo CCR, concession&amp;aacute;ria de rodovias, aeroportos e metr&amp;ocirc;s. Segundo a companhia, existem iniciativas pontuais, previstas nos novos contratos, que estabelecem uma estrutura m&amp;iacute;nima de apoio, com a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pontos de recarga nas bases operacionais da concession&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira experi&amp;ecirc;ncia ser&amp;aacute; na Rodovia Fern&amp;atilde;o Dias (BR-381), que liga a capital paulista a Belo Horizonte (MG), em contrato a ser assinado no fim de abril. Atualmente, existem 20 eletropostos nas rodovias administradas pela Motiva, o que inclui o sistema Anhanguera&amp;ndash;Bandeirantes, Presidente Dutra e Castelo Branco. A concession&amp;aacute;ria destaca que a equipe de apoio est&amp;aacute; treinada para atender a ocorr&amp;ecirc;ncias de pane seca e que, em 2025, foram atendidos 120 casos envolvendo ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paz nos condom&amp;iacute;nios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nas regi&amp;otilde;es urbanas, o quadro &amp;eacute; mais tranquilo. Em fevereiro, foi aprovada, no Estado de S&amp;atilde;o Paulo, a Lei 18.403/2026, que regula a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de carregadores de ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos em condom&amp;iacute;nios residenciais e comerciais, garantindo ao cond&amp;ocirc;mino o direito de instalar pontos de recarga em suas vagas privativas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de impedir a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte do condom&amp;iacute;nio, a lei exige aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica, obedi&amp;ecirc;ncia &amp;agrave;s regras da&amp;nbsp;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Normas T&amp;eacute;cnicas&amp;nbsp;(ABNT) e que o custo do consumo seja do morador. &amp;ldquo;A lei pacifica as disputas condominiais e a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que haja uma lei federal nos mesmos termos da aprovada em S&amp;atilde;o Paulo&amp;rdquo;, aponta&amp;nbsp;Paulo Rewald, diretor de Normaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secovi-SP, sindicato do mercado imobili&amp;aacute;rio paulista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O investimento compensa, segundo Rezende, da ABVE. &amp;ldquo;Um wallbox [kit de recarga] custa em torno de R$ 8 mil, enquanto o aluguel est&amp;aacute; na faixa de R$ 300 por m&amp;ecirc;s. Vale a pena&amp;rdquo;, afirma. No caso de condom&amp;iacute;nios comerciais, o conselheiro acredita que a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um kit de recarga torna-se uma ferramenta para agregar valor ao neg&amp;oacute;cio. &amp;ldquo;Nos Estados Unidos, j&amp;aacute; observa-se que os condom&amp;iacute;nios que oferecem pontos de recarga chegam a se valorizar 5% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos concorrentes&amp;rdquo;, ressalta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Futuro dos el&amp;eacute;tricos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;C&amp;eacute;tico, o f&amp;iacute;sico, ex-ministro, ex-reitor da USP e presidente do Conselho de Sustentabilidade da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), Jos&amp;eacute; Goldemberg, atribui o sucesso dos carros el&amp;eacute;tricos &amp;agrave;s campanhas de marketing das montadoras e aos incentivos fiscais dados pelo governo. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um modelo apropriado para pa&amp;iacute;ses de dimens&amp;otilde;es menores, como a Dinamarca. N&amp;atilde;o temos uma rede adequada de eletropostos e n&amp;atilde;o h&amp;aacute; pol&amp;iacute;ticas nesse sentido&amp;rdquo;, critica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a experi&amp;ecirc;ncia de seus 97 anos, Goldemberg recorda o lan&amp;ccedil;amento do&amp;nbsp;&lt;a href="https://revistapb.com.br/brasileirismos/contra-a-alta-do-petroleo-carro-a-cana-de-acucar/"&gt;Programa Nacional do &amp;Aacute;lcool (Pro&amp;aacute;lcool), nos anos 1970&lt;/a&gt;, para incentivar o uso do etanol, ocasi&amp;atilde;o em que foi criada uma regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que exigia a presen&amp;ccedil;a de bombas nos postos de combust&amp;iacute;veis j&amp;aacute; existentes. &amp;ldquo;Penso que vai acabar prevalecendo a escolha pelos carros h&amp;iacute;bridos tradicionais&amp;rdquo;, opina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por sua vez, o engenheiro eletricista Jos&amp;eacute; Carlos Armelin, professor de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Engenharia de Energias Renov&amp;aacute;veis na Pontif&amp;iacute;cia Universidade Cat&amp;oacute;lica do Paran&amp;aacute; (PUC-PR), pondera que o Brasil pode n&amp;atilde;o ter condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, no futuro, para atender &amp;agrave; demanda de carga el&amp;eacute;trica para a frota em expans&amp;atilde;o por causa de outros grandes projetos que exigem vultosas cargas de energia, como &lt;a href="https://revistapb.com.br/tecnologia/brasil-hub-global-de-data-centers/"&gt;datacenters&lt;/a&gt; e polos de &lt;a href="https://revistapb.com.br/institucional/marco-legal-da-ia-deve-ser-construido-com-o-setor-produtivo-a-frente/"&gt;Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&lt;/a&gt;. &amp;ldquo;As geradoras n&amp;atilde;o contam com linhas de transmiss&amp;atilde;o suficientes&amp;rdquo;, adverte. Assim como Goldemberg, Armelin considera o ve&amp;iacute;culo h&amp;iacute;brido mais apropriado para as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es geogr&amp;aacute;ficas brasileiras, principalmente considerando a oferta nacional de etanol.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Texto publicado originalmente na &lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 09:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Endividamento elevado muda padrão de consumo e pressiona empresas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/endividamento-elevado-muda-padrao-de-consumo-e-pressiona-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Consumidor segue ativo, mas mais fragilizado, dependente de crédito e sensível a preço]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Com &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/sete-em-cada-dez-familias-estao-endividadas-em-sao-paulo-inadimplencia-chega-a-21-informa-a-fecomerciosp?%2Fnoticia%2Fsete-em-cada-dez-familias-estao-endividadas-em-sao-paulo-inadimplencia-chega-a-21-informa-a-fecomerciosp="&gt;71,1% das fam&amp;iacute;lias paulistanas endividadas no m&amp;ecirc;s de mar&amp;ccedil;o&lt;/a&gt;, o padr&amp;atilde;o de consumo mudou e come&amp;ccedil;a a pressionar o desempenho das empresas, especialmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os. Equivalente a cerca de 3,2 milh&amp;otilde;es de lares com d&amp;iacute;vidas, o &amp;iacute;ndice aponta o comprometimento m&amp;eacute;dio de 26,7% da renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O panorama foi detalhado durante reuni&amp;atilde;o do Comit&amp;ecirc; de Relacionamento de Assessorias Econ&amp;ocirc;micas e Especiais (CRAEE) da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, no dia 15 de abril, que trouxe dados sobre o comportamento financeiro do consumidor, apresentados por Bruno Souza, assessor econ&amp;ocirc;mico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;O cen&amp;aacute;rio revela uma mudan&amp;ccedil;a no papel do cr&amp;eacute;dito dentro do or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, pois deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade para sustentar o consumo&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A press&amp;atilde;o &amp;eacute; mais intensa entre as fam&amp;iacute;lias de menor renda, em que o endividamento atinge 74,5%, mas tamb&amp;eacute;m se mant&amp;eacute;m elevado nas faixas superiores, com 61,3%. Esse quadro reduz a capacidade de ajuste financeiro e torna o consumidor mais cauteloso nas decis&amp;otilde;es de consumo. Para Souza, a consequ&amp;ecirc;ncia direta &amp;eacute; um comportamento mais defensivo, com foco em itens essenciais e menos margem para gastos de maior valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cr&amp;eacute;dito sustenta consumo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal tipo de d&amp;iacute;vida &amp;eacute; o cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, com 79,3%, o principal instrumento de financiamento das fam&amp;iacute;lias. Na pr&amp;aacute;tica, tem sido utilizado para cobrir despesas do dia a dia, e n&amp;atilde;o apenas compras pontuais. &amp;ldquo;Hoje, o cr&amp;eacute;dito funciona como uma ponte entre a necessidade e a capacidade de pagamento&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento mant&amp;eacute;m o consumo ativo, mas em menor qualidade. O consumidor segue no mercado, por&amp;eacute;m mais sens&amp;iacute;vel a pre&amp;ccedil;os, buscando promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es e alternativas mais baratas. Ao mesmo tempo, h&amp;aacute; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da liquidez, o que diminui as compras &amp;agrave; vista e amplia a depend&amp;ecirc;ncia do parcelamento como condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para consumir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tend&amp;ecirc;ncia deve continuar: cerca de 11,4% dos consumidores pretendem contratar cr&amp;eacute;dito nos pr&amp;oacute;ximos meses, dos quais 83% ser&amp;atilde;o destinados ao consumo corrente. O dado refor&amp;ccedil;a a leitura de que o cr&amp;eacute;dito passou a sustentar despesas b&amp;aacute;sicas, sem necessariamente estar atrelado a aumento de renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impacto para os neg&amp;oacute;cios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O enfraquecimento financeiro das fam&amp;iacute;lias j&amp;aacute; se reflete no ambiente empresarial. O n&amp;uacute;mero de empresas inadimplentes no Brasil chegou a 8,9 milh&amp;otilde;es, com alta de 29% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior e um volume de R$ 213 bilh&amp;otilde;es em d&amp;iacute;vidas. Os setores mais dependentes do consumo dom&amp;eacute;stico concentram os maiores reflexos, com destaque para Servi&amp;ccedil;os e Com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o assessor, h&amp;aacute; uma transmiss&amp;atilde;o direta desse movimento. &amp;ldquo;O problema que come&amp;ccedil;ou nas fam&amp;iacute;lias est&amp;aacute; chegando ao balan&amp;ccedil;o das empresas, principalmente aquelas mais expostas ao consumo recorrente&amp;rdquo;, disse Souza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/inadimplencia-aumenta-em-todas-as-faixas-de-renda-em-sao-paulo"&gt;A inadimpl&amp;ecirc;ncia das fam&amp;iacute;lias tamb&amp;eacute;m avan&amp;ccedil;ou&lt;/a&gt;. Em mar&amp;ccedil;o, 20,9% estavam com contas em atraso e tempo m&amp;eacute;dio de 66 dias para regulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O aumento de 1,6 ponto porcentual (p.p.) em um ano representa mais de 70 mil novas fam&amp;iacute;lias inadimplentes, indicando mais dificuldade de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente de press&amp;atilde;o aparece ainda no n&amp;uacute;mero de recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais, que somaram 2.466 casos, um recorde hist&amp;oacute;rico. O dado mostra que muitas empresas continuam operando, mas com elevado n&amp;iacute;vel de endividamento e restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de caixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; ajustar a estrat&amp;eacute;gia ao novo perfil do consumidor. Mais seletivo, com menos recursos dispon&amp;iacute;veis e maior depend&amp;ecirc;ncia de cr&amp;eacute;dito, ele exige pol&amp;iacute;ticas comerciais mais cautelosas. Entender esse comportamento deixou de ser diferencial e passou a ser condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para manter as vendas em um ambiente mais desafiador.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 16:08:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Manifesto multissetorial une entidades para preservar isonomia tributária no e-commerce nacional]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/manifesto-multissetorial-une-entidades-para-preservar-isonomia-tributaria-no-e-commerce-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Fim da taxa sobre importados de até US$ 50 criaria privilégios que podem desequilibrar a competição, sem reverter em investimentos ou mais postos de trabalho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Enquanto as empresas instaladas no Brasil arcam com uma das maiores cargas tribut&amp;aacute;rias do mundo e seguem normas rigorosas de consumo e qualidade, o modelo de isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para compras estrangeiras de at&amp;eacute; US$ 50 criou uma vantagem competitiva artificial a produtos importados. Durante anos, conforme essas plataformas cresciam, essa desigualdade tribut&amp;aacute;ria retirou o f&amp;ocirc;lego do com&amp;eacute;rcio local, arriscando a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de milh&amp;otilde;es de empregos e a pr&amp;oacute;pria arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o que sustenta os servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Pa&amp;iacute;s acertou ao impor um limite a isso. Desde a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/taxacao-de-compras-internacionais-de-ate-us-50-e-sensata?%2Fnoticia%2Ftaxacao-de-compras-internacionais-de-ate-us-50-e-sensata="&gt;cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Programa Remessa Conforme&lt;/a&gt;, em agosto de 2023, o e-commerce internacional passou a recolher o ICMS estadual no Brasil. Essa estrutura de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou completa em 2024, com a cobran&amp;ccedil;a do Imposto de Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esse avan&amp;ccedil;o, no entanto, est&amp;aacute; amea&amp;ccedil;ado diante da possibilidade de retorno da isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para produtos estrangeiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, em conjunto com 62 entidades representativas da Ind&amp;uacute;stria e do Com&amp;eacute;rcio, oficializou apoio a um manifesto multissetorial pela manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre compras internacionais de at&amp;eacute; US$ 50 &amp;mdash; medida que ficou conhecida como &amp;ldquo;taxa das blusinhas&amp;rdquo;. O documento busca sensibilizar lideran&amp;ccedil;as p&amp;uacute;blicas sobre a necessidade de preservar a isonomia tribut&amp;aacute;ria entre os setores nacionais e o com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico estrangeiro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o recai somente sobre o setor de vestu&amp;aacute;rio, mas tamb&amp;eacute;m sobre diversos produtos que passam por uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualitativa no Pa&amp;iacute;s, seguindo regras r&amp;iacute;gidas. Al&amp;eacute;m disso, se houver tratamento desigual, poder&amp;aacute; criar uma distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o e concorr&amp;ecirc;ncia desleal, como nos casos de eletr&amp;ocirc;nicos, materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o, medicamentos, produtos para pets, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados indicam avan&amp;ccedil;o na competitividade das empresas nacionais, com impactos sobre emprego, renda e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumidor. A continuidade desse processo depende da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das medidas adotadas, com foco na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desigualdades tribut&amp;aacute;rias e no fortalecimento da economia dom&amp;eacute;stica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O manifesto enfatiza que a medida viabilizou avan&amp;ccedil;os fundamentais para a economia nacional. Confira a seguir!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo retoma crescimento e gera mais empregos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre agosto de 2024 &amp;mdash; &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/sistema-comercio-pede-fim-da-isencao-do-imposto-de-importacao"&gt;com o retorno da cobran&amp;ccedil;a do Imposto de Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; &amp;mdash; e o primeiro semestre de 2025, alguns segmentos do Com&amp;eacute;rcio sa&amp;iacute;ram da retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o para registrarem expans&amp;atilde;o real: t&amp;ecirc;xtil e cal&amp;ccedil;ados, eletroeletr&amp;ocirc;nicos, m&amp;oacute;veis e eletrodom&amp;eacute;sticos, materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e artigos de uso pessoal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;de 2023 at&amp;eacute; dezembro de 2025, foram criados 860 mil novos empregos diretos e outras 1,5 milh&amp;atilde;o de novas vagas na cadeia produtiva do Com&amp;eacute;rcio, conforme dados do Minist&amp;eacute;rio do Trabalho. Na Ind&amp;uacute;stria, por sua vez, no mesmo per&amp;iacute;odo, foram criados 578 mil novos empregos diretos e outros milhares de indiretos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ind&amp;uacute;stria e varejo contribu&amp;iacute;ram para que o Brasil alcan&amp;ccedil;asse, no fim de 2025, o menor n&amp;iacute;vel de desemprego da hist&amp;oacute;ria (5,1%), al&amp;eacute;m de recordes de massa salarial (R$ 367 bilh&amp;otilde;es) e de renda m&amp;eacute;dia (R$ 3.616).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais investimentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os efeitos sobre emprego e renda tendem a se ampliar em 2026, com previs&amp;atilde;o de R$ 100 bilh&amp;otilde;es em investimentos do Com&amp;eacute;rcio nacional. Esse movimento pode ser comprometido por eventuais retrocessos na busca por isonomia tribut&amp;aacute;ria. J&amp;aacute; o fim da taxa das blusinhas n&amp;atilde;o deve gerar novos aportes no Pa&amp;iacute;s, considerando o baixo n&amp;iacute;vel hist&amp;oacute;rico de investimentos dessas plataformas no Brasil &amp;mdash; embora tenham faturado por aqui, entre 2023 e 2025, R$ 40 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Benef&amp;iacute;cios ao consumidor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da desigualdade tribut&amp;aacute;ria tamb&amp;eacute;m trouxe ganhos ao consumidor, com mais oferta de produtos nacionais, qualidade assegurada, garantia, assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e conformidade com normas nacionais de seguran&amp;ccedil;a, sa&amp;uacute;de e meio ambiente. Ao contr&amp;aacute;rio do que se difundiu, o consumo n&amp;atilde;o foi retra&amp;iacute;do: a maioria dos consumidores manteve ou ampliou compras nessas plataformas, ainda que parte tenha migrado para o Varejo nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as plataformas estrangeiras operam no Pa&amp;iacute;s com carga em torno de 50% inferior &amp;agrave; do setor produtivo local, o que refor&amp;ccedil;a a necessidade de preservar os avan&amp;ccedil;os recentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Forte incremento da arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;oacute; em 2024, segundo dados da Receita Federal, o Com&amp;eacute;rcio, entre Varejo e Atacado, recolheu aos cofres da Uni&amp;atilde;o R$ 246 bilh&amp;otilde;es, R$ 36,9 bilh&amp;otilde;es adicionais em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao registrado em 2023. J&amp;aacute; os Estados arrecadaram cerca de R$ 5 bilh&amp;otilde;es a partir de 2023, com o ICMS sobre essas vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma eventual revers&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica pode reduzir significativamente a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o apenas pela perda direta desses tributos, mas tamb&amp;eacute;m pela queda na atividade do Varejo e da Ind&amp;uacute;stria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas tribut&amp;aacute;rias alinhou o Pa&amp;iacute;s com uma tend&amp;ecirc;ncia internacional de maior controle sobre essas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Diversos pa&amp;iacute;ses passaram a adotar pol&amp;iacute;ticas semelhantes, enfatizando a necessidade de equil&amp;iacute;brio competitivo e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o das economias locais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira as entidades signat&amp;aacute;rias do manifesto &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/698402d015b6cd6862b406fd3555c1058e694128.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Fachadas inativas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fachadas-inativas</link><description>&lt;![CDATA[Problemas estruturais deixam vazios imóveis comerciais; solução passa pela criatividade para propiciar uma cidade mais viva e segura]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Do luxo da Rua Oscar Freire, nos Jardins, &amp;agrave;s lojas populares da Rua 25 de Mar&amp;ccedil;o e arredores, no Centro, n&amp;atilde;o faltam na cidade de S&amp;atilde;o Paulo refer&amp;ecirc;ncias de sucesso do com&amp;eacute;rcio de rua. Pr&amp;eacute;dios paulistanos com integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre resid&amp;ecirc;ncias e com&amp;eacute;rcio tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o refer&amp;ecirc;ncias, como os &amp;iacute;cones arquitet&amp;ocirc;nicos Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, ou o Edif&amp;iacute;cio Copan, na regi&amp;atilde;o da Pra&amp;ccedil;a Rep&amp;uacute;blica. Mesmo com essa tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a cidade enfrenta dificuldades para ocupar os espa&amp;ccedil;os comerciais de novos empreendimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitas das chamadas fachadas ativas &amp;mdash; &amp;aacute;reas destinadas ao com&amp;eacute;rcio e servi&amp;ccedil;os no t&amp;eacute;rreo de edif&amp;iacute;cios residenciais, incentivadas pelo Plano Diretor de 2014 e pela Lei de Parcelamento, Uso e Ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Solo, de 2016 &amp;mdash; est&amp;atilde;o ociosas. A desocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem causas m&amp;uacute;ltiplas e complexas, que passam por quest&amp;otilde;es culturais, localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e projetos inadequados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fachada ativa &amp;eacute; o nome do mecanismo econ&amp;ocirc;mico que incentiva o mercado imobili&amp;aacute;rio a construir edif&amp;iacute;cios de uso misto.&lt;/strong&gt; Em troca da reserva de um espa&amp;ccedil;o comercial no t&amp;eacute;rreo, h&amp;aacute; desconto no valor pago para aumentar o potencial construtivo do terreno. Assim, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel lucrar com a venda de mais unidades residenciais numa mesma &amp;aacute;rea de solo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso misto traz uma s&amp;eacute;rie de vantagens para a cidade, incluindo mais seguran&amp;ccedil;a, pois as &lt;a href="https://revistapb.com.br/seguranca/sorria-voce-esta-sendo-filmado/"&gt;cal&amp;ccedil;adas ganham mais ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e maior circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pedestres&lt;/a&gt;. H&amp;aacute;, ainda, uma potencial diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e congestionamentos, porque os residentes ganham op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produtos e servi&amp;ccedil;os mais perto de casa, reduzindo deslocamentos de carro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A realidade das ruas, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; que a maior parte das fachadas ativas segue sem uso. &lt;strong&gt;Entre 60% e 80% delas estavam dispon&amp;iacute;veis para compra ou aluguel at&amp;eacute; o ano passado, segundo pesquisa realizada pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Comercial de S&amp;atilde;o Paulo (ACSP).&lt;/strong&gt; Os dados mostram a Vila Mariana, na Zona Sul, com mais de 80% de vac&amp;acirc;ncia nas fachadas ativas. L&amp;aacute;, quando a pesquisa foi realizada, era poss&amp;iacute;vel encontrar im&amp;oacute;veis dessa natureza, com 600 metros quadrados, por cerca de R$ 11 milh&amp;otilde;es. O aluguel? Pelo menos R$ 40 mil. Os problemas, contudo, iam muito al&amp;eacute;m do pre&amp;ccedil;o. Aus&amp;ecirc;ncia de estacionamento, p&amp;eacute;-direito baixo, ventila&amp;ccedil;&amp;atilde;o inadequada, falta de espa&amp;ccedil;o para carga e descarga foram alguns dos entraves registrados pela ACSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por meio de nota, a Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo informou que, &lt;strong&gt;desde 2014, 920 empreendimentos utilizaram o instrumento de fachada ativa, mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; monitoramento de quantos espa&amp;ccedil;os foram de fato ocupados&lt;/strong&gt;. &amp;ldquo;&amp;Eacute; importante destacar que &amp;aacute;reas de fachada ativa atualmente n&amp;atilde;o ocupadas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o consideradas infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es e podem estar relacionadas a fatores econ&amp;ocirc;micos, de localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou de projeto. Por&amp;eacute;m, caso constatado desvirtuamento do alvar&amp;aacute; por constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de forma diversa do autorizado, o respons&amp;aacute;vel legal pelo empreendimento estar&amp;aacute; sujeito a san&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;, afirma a Prefeitura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2024, a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal editou um decreto para detalhar as regras de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fachadas ativas, com pormenores t&amp;eacute;cnicos sobre a interface da edifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o paisagismo, al&amp;eacute;m de ressaltar a necessidade de continuidade do piso da cal&amp;ccedil;ada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Muro alto ou loja vazia?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Antonio Carlos Pela, coordenador do Conselho de Pol&amp;iacute;tica Urbana da ACSP&lt;/strong&gt;, aponta que a variedade de com&amp;eacute;rcio e servi&amp;ccedil;os de um bairro &amp;eacute; um fator fundamental para tornar uma regi&amp;atilde;o mais ou menos atraente para se viver, mas o padr&amp;atilde;o de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o visto a partir dos anos 1980 estava acabando com essa riqueza. &amp;ldquo;A pessoa mudava para Perdizes, por exemplo, para ter as facilidades do bairro: a padaria, a lavanderia, o chaveiro, o mercadinho, tudo perto. Mas os incorporadores compravam os terrenos e, quando os pr&amp;eacute;dios ficavam prontos, as pessoas passavam a encontrar nas ruas apenas pared&amp;otilde;es e garagens. O com&amp;eacute;rcio n&amp;atilde;o estava mais l&amp;aacute;&amp;rdquo;, relata.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por essa raz&amp;atilde;o, a ideia de incentivar as fachadas ativas foi bem-recebida. Com o passar dos anos, no entanto, poucos espa&amp;ccedil;os estavam de fato ativos. Foi a partir da percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos associados da ACSP que a pesquisa nasceu, com o objetivo de quantificar o problema. &amp;ldquo;Os incorporadores, de maneira geral, haviam olhado s&amp;oacute; para um lado da equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que era aumentar o volume dos edif&amp;iacute;cios. Mas n&amp;atilde;o levaram em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o as caracter&amp;iacute;sticas da fachada, do que poderia ser alocado no espa&amp;ccedil;o&amp;rdquo;, explica Pela, da ACSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em muitos casos, houve mesmo erro de projeto. &amp;ldquo;Em alguns espa&amp;ccedil;os, n&amp;atilde;o se pensou na quest&amp;atilde;o da eletricidade para se colocar um resfriamento. H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m problemas de acessibilidade: uma loja n&amp;atilde;o pode ter um degrau na entrada. &amp;Agrave;s vezes, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nem banheiros&amp;rdquo;, cita o coordenador sobre alguns dos problemas encontrados na pesquisa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora as pessoas, de modo geral, queiram ter servi&amp;ccedil;os e com&amp;eacute;rcios pr&amp;oacute;ximos, muitas vezes n&amp;atilde;o desejam que sejam assim t&amp;atilde;o pr&amp;oacute;ximos. &lt;strong&gt;Stephany Matsuda, diretora de Gest&amp;atilde;o Patrimonial e Loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secovi-SP,&lt;/strong&gt; sindicato patronal do mercado imobili&amp;aacute;rio, conta que sabe de v&amp;aacute;rios neg&amp;oacute;cios que se tornaram invi&amp;aacute;veis por causa das conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es de condom&amp;iacute;nio. Por lei, os cond&amp;ocirc;minos podem vetar um com&amp;eacute;rcio que n&amp;atilde;o considerem adequado no edif&amp;iacute;cio. &amp;ldquo;&amp;Agrave;s vezes pro&amp;iacute;bem restaurantes ou academias para evitar o movimento at&amp;eacute; tarde. As conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;atilde;o restringindo tanto que impossibilitam o uso&amp;rdquo;, detalha. Nesse contexto, a diretora do Secovi-SP garante que o pre&amp;ccedil;o &amp;eacute; o menor dos problemas. &amp;ldquo;Se tem um interessado, com um projeto vi&amp;aacute;vel, o pre&amp;ccedil;o a gente discute e acerta&amp;rdquo;, garante.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar das dificuldades, h&amp;aacute; exemplos de sucesso, o que acontece quando, desde o projeto, &amp;eacute; definido quem vai ocupar o espa&amp;ccedil;o. &amp;ldquo;H&amp;aacute; uma incorporadora com 98% de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ela procura a quem interessa certa localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o antes do in&amp;iacute;cio das obras, faz contratos de longo prazo e desenha o projeto pensando nas necessidades espec&amp;iacute;ficas daquelas empresas&amp;rdquo;, acrescenta Stephany. Para os espa&amp;ccedil;os que hoje est&amp;atilde;o ociosos, ela defende criatividade e flexibilidade. J&amp;aacute; existem imobili&amp;aacute;rias especializadas na comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fachadas ativas, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mudan&amp;ccedil;a de comportamento&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro obst&amp;aacute;culo apontado pela diretora do Secovi-SP &amp;eacute; o longo intervalo entre os planos diretores. Desde a promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;uacute;ltimo, h&amp;aacute; mais de dez anos, o mundo mudou: teve pandemia, surgiu a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&amp;hellip; Fatores que transformam comportamentos. Nas ruas e cal&amp;ccedil;adas de cada cidade, as experi&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o distintas e refletem-se diretamente nas formas de consumir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O fluxo das pessoas mudou, algumas regi&amp;otilde;es ficaram mais vazias. O ponto &amp;eacute; muito importante. Costumamos falar, por exemplo, que o dono da farm&amp;aacute;cia escolhe a cal&amp;ccedil;ada da sombra porque &amp;eacute; onde as pessoas v&amp;atilde;o circular. Basta estar na outra cal&amp;ccedil;ada que o movimento se perde&amp;rdquo;, &lt;strong&gt;afirma F&amp;aacute;bio Pina, assessor econ&amp;ocirc;mico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;. Outro problema &amp;eacute; que, numa cidade como S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute;, sim, necess&amp;aacute;rio pensar em vagas para estacionar. &amp;ldquo;Alguns lugares s&amp;atilde;o de alto fluxo, mas de carro. Numa cidade com um tr&amp;acirc;nsito problem&amp;aacute;tico como S&amp;atilde;o Paulo, se eu n&amp;atilde;o tiver onde encostar o carro, n&amp;atilde;o vou parar&amp;rdquo;, pontua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mudan&amp;ccedil;as nos h&amp;aacute;bitos de consumo, com presen&amp;ccedil;a cada vez mais relevante do e-commerce, diminui a compra por impulso na rua. Nesse contexto, os &lt;strong&gt;shoppings&lt;/strong&gt;, que re&amp;uacute;nem v&amp;aacute;rios estabelecimentos num lugar s&amp;oacute; &amp;mdash; e estacionamento &amp;mdash; t&amp;ecirc;m vantagens. &amp;ldquo;Vou l&amp;aacute; para fazer um furo a mais no meu cinto e aproveito para comer, tudo no mesmo espa&amp;ccedil;o. Talvez uma das sa&amp;iacute;das para as fachadas ativas seja justamente conseguir um mix interessante de servi&amp;ccedil;os nas redondezas&amp;rdquo;, sugere Pina.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A&amp;ccedil;o e concreto&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ainda, quest&amp;otilde;es culturais, observa Maria Lucia Refinetti Martins, professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (FAU-USP). Embora S&amp;atilde;o Paulo tenha, historicamente, muito com&amp;eacute;rcio na rua, a partir do fim do s&amp;eacute;culo 20, ganhou for&amp;ccedil;a o desenho de centros comerciais fechados. &amp;ldquo;O modelo do &lt;strong&gt;shopping center&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;veio com uma ideia de modernidade, de um espa&amp;ccedil;o separado das resid&amp;ecirc;ncias, com um fim espec&amp;iacute;fico, que traria seguran&amp;ccedil;a e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, enfatiza.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, a arquitetura passou a jogar contra. Os projetos de pr&amp;eacute;dios altos, de 30 andares ou mais, passou a exigir recuos maiores em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s cal&amp;ccedil;adas, distanciando os pedestres. &amp;ldquo;Esse t&amp;eacute;rreo afastado n&amp;atilde;o &amp;eacute; atrativo para atividades comerciais&amp;rdquo;, opina. Maria Lucia lembra que a pr&amp;oacute;pria produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riqueza da cidade mudou e passou a demandar outras formas de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os e constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;O desenvolvimento atual tem base em servi&amp;ccedil;os especializados, do setor terci&amp;aacute;rio superior, como as atividades de inform&amp;aacute;tica e de investimento financeiro, que usam outro tipo de arquitetura e de rua&amp;rdquo;, avalia. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, argumenta a professora, &amp;eacute; justamente a mistura que gera uma cidade viva e segura. &amp;ldquo;O bom &amp;eacute; ter uma certa bagun&amp;ccedil;a, uma certa desordem, a ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos com&amp;eacute;rcios, as janelas para a rua. Onde tem gente olhando, a rua &amp;eacute; segura e interessante&amp;rdquo;, conclui Maria Lucia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;' id="isPasted"&gt;Texto publicado originalmente na&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/infraestrutura/o-preco-da-agua/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(120, 86, 255); outline: medium; display: inline; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: inherit; font-width: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium;'&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 09:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Carta de Conjuntura: inflação esgota ciclo de queda]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/carta-de-conjuntura-inflacao-esgota-ciclo-de-queda-e-deve-retomar-alta</link><description>&lt;![CDATA[Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política avalia que medidas do Planalto para atenuar impacto da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis terão efeito limitado]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O IPCA chegou ao seu ponto mínimo no acumulado de 12 meses até fevereiro: 3,81%, quase no centro da meta anual do Banco Central. Porém, esse é o limite. A leitura do &lt;strong&gt;Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política (CSESP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;da FecomercioSP é que, por conta das pressões externas e do cenário interno, os preços vão voltar a subir daqui em diante.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Carta de Conjuntura de março do CSESP&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;já está disponível.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por um lado, as medidas do Planalto para atenuar os impactos da guerra pelo Oriente Médio sobre os combustíveis serão limitadas, embora tenham efeito. A tendência é que as famílias mais pobres sejam especialmente mais penalizadas, já que os custos da gasolina e do diesel pesam mais sobre elas – e eles ficarão mais caros. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No cenário interno, o mercado de trabalho permanece aquecido – o desemprego ficou em 5,1% no fim do último trimestre de 2025 –, o que pressiona, sobretudo, o setor de Serviços. Na composição do IPCA, ele tem uma alta mais robusta, de 6%, enquanto os produtos do varejo não subiram mais do que 1,5% no período. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É por isso que, na reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, o ajuste na taxa básica de juros, a Selic, que poderia ser de 0.50 p.p., foi a metade disso (0.25 p. p.).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A economia mundial passa por um momento robusto de incertezas. A guerra no Oriente Médio é muito grave, e o impactos serão globais. Para o Brasil, os efeitos virão na inflação do petróleo, que vai elevar o custo de vida das famílias – ainda mais aquelas das camadas mais baixas”, analisa o economista Antonio Lanzana, presidente do CSESP. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Isso deve fazer o Banco Central medir novamente seu ciclo de cortes dos juros, retraindo o ritmo dos ajustes na Selic. Não é uma boa notícia para um país cujos primeiros indicadores do ano mostram um comportamento setorial diferenciado: indústria em queda, comércio estável e serviços, ao contrário, em ritmo elevado”, continua ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de Conjuntura de março ainda discute os impactos econômicos nos EUA da guerra no Irã e as dinâmicas cambiantes da China.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/0dde79aecd376f06a4843a4e2550ac6bb801ec0c.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Leia a Carta de Conjuntura!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 26 Mar 2026 10:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Após forte articulação empresarial, Comércio conquista endurecimento de penas para furtos e roubos]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/apos-forte-articulacao-empresarial-comercio-conquista-endurecimento-de-penas-para-furtos-e-roubos</link><description>&lt;![CDATA[Agenda prioritária da FecomercioSP e de sindicatos filiados para conter crimes e prejuízos tem importantes avanços no Congresso]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Ap&amp;oacute;s forte atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) e dos sindicatos filiados, a agenda de seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica da Entidade obteve duas conquistas importantes no Congresso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A C&amp;acirc;mara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) 3.780/2023, que endurece as penas para furto, roubo, estelionato, recepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fraudes eletr&amp;ocirc;nicas. Como o texto j&amp;aacute; passou pelo Senado, agora vai &amp;agrave; san&amp;ccedil;&amp;atilde;o presidencial. A Casa restabeleceu a espinha dorsal da proposta, justamente um tratamento mais rigoroso para diversos crimes envolvendo patrim&amp;ocirc;nio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na mesma semana, a C&amp;acirc;mara atendeu a um pleito da FecomercioSP e aprovou proposta que autoriza a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de imagens de flagrantes de crimes em estabelecimentos &amp;ndash; PL 3.630/2025. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/apos-articulacao-da-fecomerciosp-e-sindicatos-empresariais-camara-aprova-divulgacao-de-imagens-de-flagrantes-de-crimes-no-comercio"&gt;Saiba mais!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale lembrar que, no fim de 2025, ap&amp;oacute;s articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o intensa junto ao Poder P&amp;uacute;blico, foi sancionada a lei que &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/senado-aprova-novos-criterios-para-basear-pedidos-de-prisao-preventiva-em-audiencias-de-custodia?%2Fnoticia%2Fsenado-aprova-novos-criterios-para-basear-pedidos-de-prisao-preventiva-em-audiencias-de-custodia="&gt;endurece os crit&amp;eacute;rios de convers&amp;atilde;o de pris&amp;atilde;o em flagrante em preventiva em audi&amp;ecirc;ncias de cust&amp;oacute;dia&lt;/a&gt; (Lei 15.272/25).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em todos esses casos, a FecomercioSP e os sindicatos dialogaram diretamente com lideran&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias e contribu&amp;iacute;ram para o aprimoramento dos projetos, visto que est&amp;atilde;o no topo das demandas empresariais como forma de resguardar a seguran&amp;ccedil;a patrimonial dos estabelecimentos e a integridade f&amp;iacute;sica de empregados e consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Endurecimento de penas&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pena m&amp;iacute;nima para &lt;strong&gt;furto simples&lt;/strong&gt; &amp;mdash; que, atualmente, &amp;eacute; de 1 a 4 anos de pris&amp;atilde;o &amp;mdash; ser&amp;aacute; ampliada para 1 a 6 anos com multa. Caso ocorra em estabelecimentos p&amp;uacute;blicos ou privados que prestem servi&amp;ccedil;os essenciais, entre outros, passa para 2 a 8 anos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reclus&amp;atilde;o para &lt;strong&gt;furto por meio eletr&amp;ocirc;nico, como golpes virtuais&lt;/strong&gt;, passa a ser de 4 a 10 anos &lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;&amp;mdash;&lt;/span&gt; ainda que ocorra com ou sem acesso &amp;agrave; internet e com ou sem viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seguran&amp;ccedil;a ou uso de programa malicioso. Essa ser&amp;aacute; uma resposta mais firme contra pr&amp;aacute;ticas que envolvem cada vez mais engenharia social e t&amp;ecirc;m se avolumado no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto tamb&amp;eacute;m eleva para 4 a 10 anos a pena de reclus&amp;atilde;o em casos espec&amp;iacute;ficos j&amp;aacute; previstos em lei, como o &lt;strong&gt;furto de ve&amp;iacute;culos&lt;/strong&gt; levados para outro Estado ou para o exterior. A mesma puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o passa a valer para o &lt;strong&gt;furto de celulares&lt;/strong&gt;, computadores, incluindo notebooks e tablets, e outros dispositivos eletr&amp;ocirc;nicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pena para o crime de &lt;strong&gt;recepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; passa a ser de 2 a 6 anos &amp;mdash; a pr&amp;aacute;tica envolve adquirir, receber, revender ou ocultar mercadoria roubada ou furtada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; a pena para &lt;strong&gt;furtos de fios, cabos e equipamentos&lt;/strong&gt; que afetem sistemas de energia, telefonia e dados ser&amp;aacute; de 2 a 8 anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;interrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou perturba&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt; ter&amp;aacute; pena de 2 a 4 anos. A reclus&amp;atilde;o ser&amp;aacute; dobrada por ocasi&amp;atilde;o de calamidade p&amp;uacute;blica ou quando houver roubo, dano ou destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos instalados em torres e usados nesses servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso de crime de &lt;strong&gt;roubo&lt;/strong&gt;, a pena base passa para 6 a 10 anos, com agravamento quando envolver celulares, computadores, notebooks e tablets, al&amp;eacute;m de arma de fogo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;Se o &lt;strong&gt;roubo for cometido com viol&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt; e resultar em les&amp;atilde;o grave, a puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; ampliada para 16 a 24 anos de reclus&amp;atilde;o (atualmente &amp;eacute; de 7 a 18 anos). Caso o roubo resulte na morte da v&amp;iacute;tima (&lt;strong&gt;latroc&amp;iacute;nio&lt;/strong&gt;), a pena ser&amp;aacute; de 24 a 30 anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pena para &lt;strong&gt;estelionato&lt;/strong&gt; &amp;mdash; crime que consiste em enganar algu&amp;eacute;m para obter vantagem indevida &amp;mdash; foi mantida entre 1 e 5 anos de reclus&amp;atilde;o. O Congresso tamb&amp;eacute;m passou a tipificar a chamada &amp;ldquo;&lt;strong&gt;cess&amp;atilde;o de conta laranja&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;, que ocorre quando uma pessoa cede, de forma gratuita ou remunerada, sua conta banc&amp;aacute;ria para movimentar recursos de origem criminosa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caso o estelionato qualificado envolva &lt;strong&gt;fraude eletr&amp;ocirc;nica&lt;/strong&gt;, a pena ser&amp;aacute; de 4 a 8 anos. O crime geralmente envolve o uso de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da v&amp;iacute;tima ou de terceiros enganados, por meio de redes sociais, telefone, e-mails falsos ou clonagem de dispositivos.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dan Guinsburg, vice-presidente do Conselho do Com&amp;eacute;rcio Varejista da FecomercioSP e presidente do Sindicato do Com&amp;eacute;rcio Varejista de Taubat&amp;eacute; e Regi&amp;atilde;o (Sincovat), levou &amp;agrave; C&amp;acirc;mara os pleitos priorit&amp;aacute;rios do Com&amp;eacute;rcio para a seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica &amp;ndash; iniciativa que vem gerando resultados &lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Endurecimento de penas era medida urgente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PL 3780/2023 &amp;eacute; uma vit&amp;oacute;ria para Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os e Turismo, justamente por fortalecer a seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica. As mudan&amp;ccedil;as promovidas pela C&amp;acirc;mara no texto do Senado s&amp;atilde;o positivas e atendem ao que a FecomercioSP defendeu ao longo da tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A Casa manteve o texto original e, em alguns casos, evitou retrocessos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, a reclus&amp;atilde;o para furto simples deveria partir de 2 anos no m&amp;iacute;nimo &amp;mdash; j&amp;aacute; que a pena de 1 ano permite acordo para extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Casos frequentes de invas&amp;otilde;es e saques mostram perdas irrepar&amp;aacute;veis para comerciantes. Exemplos disso s&amp;atilde;o o de uma loja em S&amp;atilde;o Paulo que fechou ap&amp;oacute;s preju&amp;iacute;zo de R$ 300 mil, fruto de roubo em 2024, e os epis&amp;oacute;dios de saque durante as enchentes no Rio Grande do Sul.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Perdas (Abrappe), o varejo brasileiro teve perdas de R$ 34,9 bilh&amp;otilde;es em 2023, sendo 31,7% (R$ 11 bilh&amp;otilde;es) por furtos, valor quase tr&amp;ecirc;s vezes maior que o faturamento di&amp;aacute;rio do varejo paulista, que gira em torno de&amp;nbsp;R$ 3,5 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o recursos que deixam de virar investimento e gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos. Como o furto tem baixa puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o, h&amp;aacute; sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impunidade e reincid&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m das perdas financeiras dos furtos, situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de roubo e viol&amp;ecirc;ncia tamb&amp;eacute;m geram trauma, medo recorrente e at&amp;eacute; dificultam a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de funcion&amp;aacute;rios em determinadas regi&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale lembrar que combater e punir a recepta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; essencial para reduzir roubos e furtos. No varejo, supermercados e farm&amp;aacute;cias s&amp;atilde;o os mais afetados, pela facilidade de revenda das mercadorias, com casos recentes de assaltos a farm&amp;aacute;cias em busca de canetas emagrecedoras de alto valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 20 Mar 2026 10:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Guerra do Irã e inflação de Serviços impediram corte mais robusto na Selic]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/guerra-do-ira-e-inflacao-dos-servicos-impediram-corte-mais-robusto-na-selic</link><description>&lt;![CDATA[Taxa básica cai para 14,75%; choque do petróleo e preços persistentes no setor interno devem reduzir margem de manobra do BC daqui para frente&#13;
]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em meio a um cenário turbulento na conjuntura externa e de incertezas no cenário nacional, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, optou por reduzir ponderadamente a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual – passando para 14,75% ao ano. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o aumento do preço do petróleo no mercado global e a inflação dos Serviços, no cenário interno, não impediram o início do ciclo de cortes, mas impediram um ajuste mais robusto. Isso deve, inclusive, se manter nas próximas reuniões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inflação dos Serviços segue pressionada – resultado do mercado de trabalho ainda aquecido, da renda real em elevação e, como consequência, da demanda interna resiliente. Ainda que o IPCA acumulado nos últimos 12 meses esteja em 3,8%, abaixo do teto da meta (4,5%), os preços do setor tendem a ser inerciais, e respondem de maneira mais lenta à política monetária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, os chamados núcleos da inflação voltaram a subir, indicando maior dificuldade para que a inflação atinja o centro da meta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel abriu o flanco de incertezas mais robusto da última década no cenário internacional, fazendo o preço do barril de petróleo explodir em um intervalo de duas semanas. Esses choques tendem a se transmitir com mais intensidade nas economias que operam acima do nível potencial de produção, o que lidam com demandas aquecidas. É um aspecto de caráter crítico ao Brasil: com atividade doméstica em alta, o aumento do petróleo pode se tornar inflação persistente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Soma-se a isso a própria estratégia do Comitê, que tem tentado transmitir lógicas estáveis e certas ao mercado, evitando surpresas que se transformem em crises. Assim, o grupo quis evitar mudanças inesperadas. O ciclo de redução da Selic começou, mas a duração e a intensidade dos cortes são cada vez mais incertas diante das conjunturas doméstica e internacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 19:02:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Após articulação da FecomercioSP e sindicatos empresariais, Câmara aprova divulgação de imagens de flagrantes de crimes no comércio]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/apos-articulacao-da-fecomerciosp-e-sindicatos-empresariais-camara-aprova-divulgacao-de-imagens-de-flagrantes-de-crimes-no-comercio</link><description>&lt;![CDATA[PL segue para o Senado e atende a demanda antiga de comerciantes diante do aumento da criminalidade&#13;
]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (17), o Projeto de Lei (PL) 3.630/2025, que altera a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) para permitir a divulgação de imagens de pessoas flagradas em crimes dentro de estabelecimentos comerciais, viabilizando a identificação do infrator. A aprovação é resultado de intensa articulação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e de sindicatos empresariais junto aos parlamentares. A proposta agora segue para o Senado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos objetivos da divulgação dessas imagens é alertar a população sobre a prática ilícita e contribuir para as investigações e a captura desses criminosos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aumento de furtos e roubos nos estabelecimentos comerciais, comprometendo a segurança de empresários, trabalhadores e clientes, é um dos grandes problemas que assolam os comerciantes brasileiros. Esses crimes têm reflexos diretos nas atividades econômicas, na capacidade de um negócio se manter aberto e, consequentemente, na geração e na manutenção de empregos e nos preços praticados ao consumidor. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os setores de Comércio e Serviços, em especial o varejo de itens alimentares, as farmácias e os pequenos negócios, operam com margens reduzidas de lucro e elevada exposição a esses tipos ações criminosas, o que reforça a urgente necessidade de instrumentos que ampliem a capacidade de prevenção dessas ocorrências, desestimulem a prática desses delitos e tragam mais segurança aos empreendedores. Nos últimos meses, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da FecomercioSP esteve em contato com lideranças partidárias do Congresso em apoio ao projeto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há alguns pontos de muita atenção nesse debate. Primeiro, é essencial que a dinâmica em torno dessa divulgação seja prática para o Comércio e que esteja acompanhada de ações reais de combate à violência urbana, como:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;combate efetivo à criminalidade no Comércio&lt;/strong&gt;, por meio de tecnologias que ajudem a identificar delitos e reduzir prejuízos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;ações coordenadas e praticáveis&lt;/strong&gt;, compatíveis com a realidade operacional das empresas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;fortalecimento da segurança&lt;/strong&gt; de empreendedores, trabalhadores e consumidores;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;preservação das atividades econômicas&lt;/strong&gt; sem criar barreiras operacionais desproporcionais.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Além disso, é essencial conciliar o uso de imagens de flagrantes com as regras da LGPD, em proteção a clientes, empregados e comerciantes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema exige atenção a princípios como proporcionalidade, finalidade e proteção de terceiros, bem como cuidados para evitar abusos, exposições indevidas e insegurança jurídica. Em outras palavras, o avanço da proposta deve seguir critérios claros e técnicos, garantindo previsibilidade às empresas e proteção aos direitos fundamentais no uso de tecnologias e dados pessoais, especialmente das vítimas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tendo em vista a complexidade do tema e de seus impactos nos âmbitos econômico, jurídico e social, é indispensável que o processo legislativo seja acompanhado da realização de amplas discussões com diversos setores da sociedade, em especial com os empresários diretamente afetados pela proposta, mediante audiências públicas e a promoção de diálogos entre parlamentares, atores sociais e representantes institucionais, de modo a permitir o aperfeiçoamento do texto legal e o avanço equilibrado da iniciativa. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale lembrar que a FecomercioSP aderiu, no fim de 2025, a um grande manifesto de entidades em apoio a esse PL, com a mensagem de que o direito à privacidade não pode servir de escudo para práticas ilícitas. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-e-entidades-da-iniciativa-privada-cobram-aprovacao-de-projeto-que-permite-a-divulgacao-de-imagens-de-crimes-no-comercio?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-e-entidades-da-iniciativa-privada-cobram-aprovacao-de-projeto-que-permite-a-divulgacao-de-imagens-de-crimes-no-comercio="&gt;Saiba mais&lt;/a&gt;!&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 11:48:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[A economia em ano de eleições]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/a-economia-em-ano-de-eleicoes</link><description>&lt;![CDATA[Situação fiscal brasileira é preocupante, dado que a relação entre dívida e PIB deve passar a 84% ao longo deste ano]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Antonio Lanzana*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde a famosa frase do consultor político norte-americano James Carville — “É a economia, estúpido” —, proferida durante a campanha de Bill Clinton nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 1992, a relação entre economia e política passou a ser muito discutida. Considerando que haverá eleições neste ano no Brasil, cabe analisar como a economia poderá ser afetada por esse cenário, uma vez que o pleito já está no radar dos agentes econômicos. Para isso, é importante separar os lados real e financeiro da economia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto ao primeiro, vale destacar que o nível de atividade é menos sensível ao processo eleitoral e deve continuar o processo de desaceleração verificado ao longo do ano passado, crescendo 1,8%, contra 2,3% em 2025 e 3,4% no ano anterior. A perspectiva de desaceleração pode ser explicada por pelo menos quatro motivos: efeito defasado do aumento dos juros sobre o&amp;nbsp;Produto Interno Bruto (PIB),&amp;nbsp;estimado em dois a três quadrimestres; mesmo com a perspectiva de início do processo de queda da Selic, as taxas reais de juros permanecerão extremamente elevadas, podendo encerrar este ano em torno de 8% (acima da inflação); o crescimento da inadimplência está levando os bancos a serem mais seletivos na concessão de crédito, reduzindo o ritmo de crescimento dos empréstimos tanto para pessoas físicas como jurídicas; e, em menor escala, os efeitos gerados pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano, principalmente sobre alguns setores industriais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto à análise da influência das eleições sobre o lado financeiro da economia (ações, juros e câmbio), o quadro é muito diferente, porque são variáveis que reagem quase que instantaneamente aos fatos. Nesse campo, em 2026, não se pode descartar a perspectiva de muita volatilidade, principalmente pelas propostas para a área econômica dos principais candidatos. Sabe-se que a situação fiscal brasileira é preocupante, dado que a relação entre dívida e PIB deve passar de 71,7% no fim do governo anterior, para 83% a 84% no encerramento do atual mandato, um aumento de mais de 10 pontos porcentuais (p.p.).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É um quadro insustentável. Considerando que nada vai mudar em 2026, as reações do mercado serão fortemente influenciadas pelas propostas de política fiscal, uma vez que os demais instrumentos de política econômica estão bem conduzidos — na área cambial, com o dólar flutuante, e na monetária, com a independência do Banco Central (BC), o que é extremamente positivo. Independentemente de quem vencer, as reações antes e depois da eleição vão se basear no conjunto de propostas para a área fiscal e sua viabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, pode-se identificar duas possibilidades. A primeira englobando propostas que demonstrem claramente e de forma crível que a relação entre dívida e PIB pode ser estabilizada num primeiro momento e, posteriormente, entrar num processo de redução — passando, necessariamente, por mudanças nas regras fiscais atuais —; mais transparência na forma de obtenção dos indicadores, sem retirar do cálculo despesas efetuadas unicamente com o objetivo de atingir a meta de superavit primário; desvincular despesas previdenciárias da evolução do salário mínimo; e substituir o atual arcabouço fiscal. Nessa hipótese, juros podem cair de forma expressiva num momento posterior e o câmbio pode se apreciar, além de haver efeitos positivos sobre o mercado de ações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um quadro completamente diferente poderá ser observado na ausência de propostas na área fiscal, ou mesmo sem viabilidade e credibilidade, ou ainda na insistência na manutenção das regras atuais. Isso pode levar a um cenário de dominância fiscal, e o Brasil continuará convivendo com taxa de câmbio depreciada, juros elevados e riscos de aceleração inflacionária e de crescimento medíocre. Fortes emoções aguardam os agentes econômicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política da FecomercioSP&lt;strong id="isPasted"&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e professor na Universidade de São Paulo (USP) e na Fundação Dom Cabral (FDC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Texto publicado originalmente na Revista Problemas Brasileiros, uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 17 Mar 2026 10:18:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item></channel></rss>
