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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Wed, 13 May 2026 15:05:56 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Mobilização do setor produtivo pede aprovação urgente do regime especial para datacenters]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters</link><description>&lt;![CDATA[Ao lado de entidades representativas da Indústria, de Tecnologia e de Infraestrutura Digital, FecomercioSP cobra avanço da medida no Congresso Nacional]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;enviou, ao Congresso Nacional, um pedido para a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o urgente do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata). A medida &amp;eacute; considerada essencial para destravar investimentos no setor. Contudo, ainda n&amp;atilde;o foi pautada no Senado. O texto teve origem na Medida Provis&amp;oacute;ria (MP) 1.318/2025, que perdeu a validade em 25 de fevereiro sem ter sido apreciada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade assinou um manifesto elaborado por frentes parlamentares do setor produtivo e por entidades representativas da Ind&amp;uacute;stria, da Tecnologia e da Infraestrutura Digital, que solicitam a delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata da medida. Al&amp;eacute;m da FecomercioSP, o documento tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; assinado pelo &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Seinesp)&lt;/a&gt; e por outras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es &lt;strong&gt;confira o documento na &amp;iacute;ntegra&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1p4XSJYtqmMi7FaK_uLSEAnJPbTMtLrWj/view?usp=sharing"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Datacenters lideram investimentos globais e abrem janela para o Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com um relat&amp;oacute;rio da Confer&amp;ecirc;ncia das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas sobre Com&amp;eacute;rcio e Desenvolvimento (UNCTAD), o &lt;strong&gt;Global Investment Trends Monitor&lt;/strong&gt;, edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 50, de janeiro de 2026, um quinto dos valores investidos em novos projetos do tipo &lt;strong&gt;greenfield&lt;/strong&gt; foi destinado a datacenters em 2025. Os aportes superaram US$ 270 bilh&amp;otilde;es no &amp;uacute;ltimo ano. Trata-se do setor que mais recebeu investimentos, superando atividades como as de &amp;oacute;leo e g&amp;aacute;s, semicondutores, ind&amp;uacute;stria automobil&amp;iacute;stica e energia renov&amp;aacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses centros para processamento de dados e aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) envolve valores bilion&amp;aacute;rios e pode gerar empregos mais qualificados, al&amp;eacute;m de estimular o desenvolvimento do setor el&amp;eacute;trico, da cadeia de fornecedores locais e da qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;atilde;o de obra. Para o Brasil, n&amp;atilde;o se trata apenas de seguir uma tend&amp;ecirc;ncia global, mas de uma oportunidade &amp;uacute;nica: o Pa&amp;iacute;s conta com uma matriz energ&amp;eacute;tica limpa, um sistema interligado robusto e estabilidades institucional e geopol&amp;iacute;tica. Essas s&amp;atilde;o caracter&amp;iacute;sticas fundamentais para atrair boa parte dos investidores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters &amp;eacute; at&amp;eacute; 35% mais cara no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, para se consolidar como um destino estrat&amp;eacute;gico, o Brasil ainda precisa avan&amp;ccedil;ar na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ambiente regulat&amp;oacute;rio moderno, seguro e competitivo. Atualmente, a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um datacenter em territ&amp;oacute;rio nacional custa 26% mais do que nos Estados Unidos e 35% mais do que no Chile. Em grande parte, essa diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; resultado do alto custo de aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servidores (equipamentos de TI) no Pa&amp;iacute;s, que correspondem a 62% dos custos desses centros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata (PL 278/2026), o mercado brasileiro poderia contar com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais competitivas para atrair investimentos locais e estrangeiros no setor. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/para-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa?%2Fnoticia%2Fpara-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa="&gt;O projeto prev&amp;ecirc; a isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos de Tecnologias da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TIC&lt;/a&gt;), importados ou produzidos no Brasil, destinados a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters. Em contrapartida, as empresas dever&amp;atilde;o destinar 2% do valor dos produtos adquiridos, nacionais ou importados, em investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da an&amp;aacute;lise da medida, as entidades pedem no manifesto a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei Complementar (PLP) 74/2026, que remete aos aspectos jur&amp;iacute;dicos-or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rios da caducidade da MP 1.318/2025, assegurando seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, previsibilidade regulat&amp;oacute;ria e competitividade internacional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Diversos projetos relevantes aguardam exclusivamente esse marco legal para avan&amp;ccedil;ar com suas decis&amp;otilde;es de investimento no Brasil&amp;rdquo;, alertam os setores no documento encaminhado ao presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (Uni&amp;atilde;o/AP).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es tamb&amp;eacute;m lembram a import&amp;acirc;ncia do projeto para a soberania digital e a seguran&amp;ccedil;a digital do Pa&amp;iacute;s e pedem aprimoramento do texto legislativo a fim de contemplar fontes de energia n&amp;atilde;o sujeitas &amp;agrave; intermit&amp;ecirc;ncia. &amp;ldquo;A inclus&amp;atilde;o dessas fontes contribuir&amp;aacute; para reduzir riscos operacionais, aumentar a confiabilidade do sistema e proporcionar mais seguran&amp;ccedil;a aos investidores&amp;rdquo;, afirmam. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua da FecomercioSP na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde o an&amp;uacute;ncio da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata pelo Executivo, a FecomercioSP se mobiliza para contribuir para a medida, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/incentivos-fiscais-sem-considerar-infraestrutura-existente-podem-comprometer-eficacia-da-politica-nacional-de-datacenters?%2Fnoticia%2Fincentivos-fiscais-sem-considerar-infraestrutura-existente-podem-comprometer-eficacia-da-politica-nacional-de-datacenters="&gt;apresentando sugest&amp;otilde;es de aprimoramento ao texto&lt;/a&gt;. A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei (PL) 278/2025 &amp;eacute; considerada pela Entidade como fundamental para que o Brasil se posicione em um cen&amp;aacute;rio de intensa competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o global por investimentos em infraestrutura digital.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por meio do seu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, e em conjunto com o Seinesp, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o defendeu, contudo, mais isonomia e racionalidade econ&amp;ocirc;mica no projeto. O PL prev&amp;ecirc; a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 20% nas contrapartidas exigidas de empreendimentos localizados nas regi&amp;otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das entidades, pode incentivar investidores a optarem por vantagens tribut&amp;aacute;rias &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital="&gt;sem considerar fatores t&amp;eacute;cnicos relevantes, como a infraestrutura j&amp;aacute; instalada&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a FecomercioSP e o Seinesp solicitaram ajustes no desenho da proposta para garantir que as contrapartidas exigidas para ades&amp;atilde;o ao regime sejam ison&amp;ocirc;micas entre as diferentes regi&amp;otilde;es brasileiras, abrangendo tanto investimentos em equipamentos quanto aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em pesquisa e demais obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuar&amp;aacute; acompanhando os desdobramentos da medida para garantir que o projeto atenda &amp;agrave;s necessidades do setor produtivo e estimule novos investimentos no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 12 May 2026 10:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Orientação prática e equilíbrio regulatório são fundamentais para não frear a inovação em IA]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/orientacao-pratica-e-equilibrio-regulatorio-sao-fundamentais-para-nao-frear-a-inovacao-em-ia</link><description>&lt;![CDATA[Em consulta pública sobre o ‘Guia de Uso Ético’ da tecnologia, a FecomercioSP defende que o documento deve orientar, sem travar avanço tecnológico]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;refor&amp;ccedil;ou, ao Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a e Seguran&amp;ccedil;a P&amp;uacute;blica, a import&amp;acirc;ncia de um ambiente regulat&amp;oacute;rio equilibrado para o uso da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA). A Entidade apresentou contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao &lt;strong&gt;Guia de Uso &amp;Eacute;tico&lt;/strong&gt; da tecnologia para os usu&amp;aacute;rios brasileiros, durante consulta p&amp;uacute;blica aberta pela pasta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O guia foi elaborado para orientar a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre usos, limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, riscos, direitos e deveres na intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a ferramenta. A iniciativa integra as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-e-positivo-mas-precisa-ser-aprimorado-para-que-execucao-seja-factivel?%2Fnoticia%2Fplano-brasileiro-de-inteligencia-artificial-e-positivo-mas-precisa-ser-aprimorado-para-que-execucao-seja-factivel="&gt;Plano Brasileiro de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (PBIA&lt;/a&gt;), pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica do governo federal para o uso da IA no Pa&amp;iacute;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos usu&amp;aacute;rios sem frear a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, &amp;eacute; essencial garantir um ambiente regulat&amp;oacute;rio que estimule a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a competitividade dos neg&amp;oacute;cios e o uso respons&amp;aacute;vel da IA no Brasil. As sugest&amp;otilde;es enviadas buscam aprimorar o documento, refor&amp;ccedil;ando a import&amp;acirc;ncia de proteger o usu&amp;aacute;rio sem criar barreiras desnecess&amp;aacute;rias &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o enfatizou que o guia deve ter car&amp;aacute;teres orientativo e educativo, sem impor obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es regulat&amp;oacute;rias ou direcionar o desenvolvimento t&amp;eacute;cnico dos sistemas de IA. Al&amp;eacute;m disso, seu foco deve se restringir ao usu&amp;aacute;rio final, evitando detalhamentos voltados para desenvolvedores, empresas ou &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fortalece a confian&amp;ccedil;a na IA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade tamb&amp;eacute;m destacou a import&amp;acirc;ncia de uma linguagem simples e de orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas, al&amp;eacute;m da inclus&amp;atilde;o de exemplos concretos e pr&amp;oacute;ximos da realidade brasileira. Essa abordagem contribuiria para aumentar a confian&amp;ccedil;a da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o na tecnologia, al&amp;eacute;m de diminuir assimetrias de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos setores produtivos, especialmente entre Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estudo da FecomercioSP, o uso da IA vem crescendo, mas ainda de forma gradual e desigual entre empresas e setores. No varejo brasileiro, por exemplo, apenas 5% das empresas utilizam a tecnologia de forma abrangente, enquanto 21,3% a aplicam em departamentos espec&amp;iacute;ficos, como Marketing, Vendas e Atendimento ao Cliente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de muitos cidad&amp;atilde;os j&amp;aacute; interagirem com sistemas de IA no cotidiano, inclusive no trabalho, essa rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o &amp;eacute; generalizada. Apenas 6,3% dos neg&amp;oacute;cios t&amp;ecirc;m dom&amp;iacute;nio avan&amp;ccedil;ado sobre a tecnologia, enquanto a maioria apresenta conhecimento b&amp;aacute;sico ou intermedi&amp;aacute;rio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/maioria-das-empresas-paulistanas-ainda-nao-usa-ia-mas-esta-interessada-em-saber-como-adota-la-mostra-pesquisa?%2Fnoticia%2Fmaioria-das-empresas-paulistanas-ainda-nao-usa-ia-mas-esta-interessada-em-saber-como-adota-la-mostra-pesquisa="&gt;Al&amp;eacute;m disso, 58,7% ainda n&amp;atilde;o utilizam IA nem planejam adot&amp;aacute;-la&lt;/a&gt;, porcentual ainda maior entre pequenos neg&amp;oacute;cios. Dentre os principais obst&amp;aacute;culos, destacam-se a falta de conhecimento t&amp;eacute;cnico e preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es com seguran&amp;ccedil;a e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados, indicando que as barreiras s&amp;atilde;o mais culturais e informacionais do que financeiras.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uso respons&amp;aacute;vel e impactos econ&amp;ocirc;micos da IA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inclus&amp;atilde;o de orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o uso da IA generativa no ambiente profissional, com recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o respeito &amp;agrave;s pol&amp;iacute;ticas internas, a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es confidenciais, a verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conte&amp;uacute;dos gerados e as responsabilidades dos usu&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o fundamentais nesse contexto de pouca informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre como aplicar a ferramenta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m dos riscos, o guia tamb&amp;eacute;m poderia contemplar os ganhos de produtividade, a efici&amp;ecirc;ncia e o reflexo econ&amp;ocirc;mico proporcionados. O Plano Brasileiro de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (PBIA 2024&amp;ndash;2028), por exemplo, prev&amp;ecirc; cerca de R$ 23 bilh&amp;otilde;es em investimentos, com foco na produtividade e na melhoria dos servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos. H&amp;aacute; exemplos relevantes de uso respons&amp;aacute;vel tamb&amp;eacute;m nos setores produtivos e no uso para preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fraudes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riscos e limites dos direitos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tamb&amp;eacute;m sugeriu a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma abordagem baseada em n&amp;iacute;veis, diferenciando aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de baixo, m&amp;eacute;dio e alto riscos, para refletir a diversidade de usos da tecnologia. Isso afasta a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que todas as aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de IA s&amp;atilde;o equivalentes e evita a cobran&amp;ccedil;a por exig&amp;ecirc;ncias desproporcionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, outro ponto discutido &amp;eacute; que os direitos dos usu&amp;aacute;rios, embora existentes, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o absolutos e devem ser equilibrados com limites legais e empresariais, como o sigilo de neg&amp;oacute;cio. Essa abordagem busca assegurar uma interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada desses direitos, prevenindo distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es que possam gerar expectativas ou demandas incompat&amp;iacute;veis com a realidade regulat&amp;oacute;ria.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ambiente seguro para a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, a cartilha representa um passo importante para orientar o uso da IA no Brasil, mas deve evitar exig&amp;ecirc;ncias excessivas ao ambiente de neg&amp;oacute;cios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade segue acompanhando as iniciativas relacionadas &amp;agrave; tecnologia e &amp;agrave; sua regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ressaltando a necessidade de buscar a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, favorecendo a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a competitividade das empresas nacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 06 May 2026 14:33:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Mercado de software e IA aceleram transformação da economia digital]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/mercado-de-software-e-ia-aceleram-transformacao-da-economia-digital</link><description>&lt;![CDATA[Brasil está entre os maiores investidores em TI; avanço da tecnologia impulsiona conectividade global]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Brasil est&amp;aacute; refor&amp;ccedil;ando a sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de destaque na economia digital global, consolidando-se entre os pa&amp;iacute;ses que mais investem em Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI) e ampliando o grau de maturidade digital. Esse movimento &amp;eacute; evidenciado por um estudo sobre o mercado de software que analisa o panorama mundial e as tend&amp;ecirc;ncias do setor, ao oferecer um retrato atualizado dos investimentos em tecnologia. O levantamento, realizado pela &lt;a href="https://abes.org.br/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Empresas de Software (Abes)&lt;/a&gt;, em parceria com a IDC, aponta o Pa&amp;iacute;s como uma das dez economias que mais investem na &amp;aacute;rea.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cerca de 110 pa&amp;iacute;ses, o estudo revela que os investimentos globais em TI somaram US$ 4,2 trilh&amp;otilde;es em 2025. No topo da lista, est&amp;atilde;o os Estados Unidos, com 36% dos investimentos totais, seguidos por China, Reino Unido, Jap&amp;atilde;o, Alemanha, Fran&amp;ccedil;a, &amp;Iacute;ndia, Canad&amp;aacute;, Austr&amp;aacute;lia e Brasil. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Am&amp;eacute;rica Latina, a inje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos somou US$ 176,6 bilh&amp;otilde;es no &amp;uacute;ltimo ano. O Brasil se destaca na regi&amp;atilde;o, com mais de 38% dos aportes, seguido por M&amp;eacute;xico (24,2%), Col&amp;ocirc;mbia (7,8%), Argentina (6,2%), Chile (5,8%) e Peru (4,3%). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contrariando as expectativas, no ano passado, o Pa&amp;iacute;s cresceu 18,5% em aloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de recursos, enquanto no restante do mundo os investimentos no setor avan&amp;ccedil;aram 14,1%. Os aportes nacionais totalizaram US$ 67,8 bilh&amp;otilde;es. Desse total, US$ 32,5 bilh&amp;otilde;es foram direcionados ao segmento de hardware; US$ 21,7 bilh&amp;otilde;es, ao de software; e US$ 13,6 bilh&amp;otilde;es, ao de servi&amp;ccedil;os.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sofistica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos investimentos&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A m&amp;eacute;dia global indica que os recursos s&amp;atilde;o destinados principalmente ao hardware (47%), seguido por software (31%) e servi&amp;ccedil;os (22%). De acordo com Jorge Sukarie, fundador e presidente da Brasoftware, quanto maior o investimento em tecnologia e intelig&amp;ecirc;ncia &amp;mdash; como software e servi&amp;ccedil;os &amp;mdash;, maior o grau de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital de uma na&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, os investimentos seguem padr&amp;atilde;o semelhante ao do restante do mundo: hardware representa 48%; software, 32%; e servi&amp;ccedil;os 20%. &amp;ldquo;O Brasil tem convergido para a m&amp;eacute;dia global de investimentos. Quando come&amp;ccedil;amos o estudo, h&amp;aacute; 22 anos, o Pa&amp;iacute;s investia 67% em hardware; hoje, s&amp;atilde;o 48%. Isto &amp;eacute;, temos nos aproximado da m&amp;eacute;dia mundial, aumentando, assim, o nosso grau de maturidade&amp;rdquo;, ressaltou Sukarie.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com outros pa&amp;iacute;ses emergentes, o ecossistema nacional se destaca, especialmente frente &amp;agrave; China, que ainda concentra grande parte dos investimentos em hardware. &amp;ldquo;Ao observar apenas software e servi&amp;ccedil;os, o Brasil tamb&amp;eacute;m ocupa uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de destaque&amp;rdquo;, disse o fundador e presidente da Brasoftware, durante reuni&amp;atilde;o do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, realizada na &amp;uacute;ltima sexta-feira (17). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Incertezas freiam expectativas para 2026&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do crescimento observado no ano passado, a perspectiva para 2026 &amp;eacute; mais moderada. O Brasil deve crescer 5,3%, enquanto o restante do mundo tende a avan&amp;ccedil;ar 9,7%. Segundo Sukarie, fatores como infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente, juros elevados e instabilidade geopol&amp;iacute;tica ajudam a explicar o cen&amp;aacute;rio mais cauteloso. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso nacional, somam-se o ano eleitoral, que tende a reduzir investimentos, al&amp;eacute;m da Copa do Mundo, que impacta a produtividade, e &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/inclusao-do-ibs-e-da-cbs-na-base-de-calculo-impostos-vigentes-vai-contra-os-principios-da-nao-cumulatividade-neutralidade-e-da-simplicidade?%2Fnoticia%2Finclusao-do-ibs-e-da-cbs-na-base-de-calculo-impostos-vigentes-vai-contra-os-principios-da-nao-cumulatividade-neutralidade-e-da-simplicidade="&gt;incertezas ligadas &amp;agrave; regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IBS e da CBS na Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/a&gt;, que permanece sem a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da al&amp;iacute;quota. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Todos esses fatores acabam influenciando o apetite dos empres&amp;aacute;rios e podem ter levado o Brasil a esse patamar. N&amp;atilde;o lembro de ter visto, nos 22 anos de estudo, o Brasil com uma previs&amp;atilde;o de crescer metade da m&amp;eacute;dia mundial&amp;rdquo;, comentou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dessa estimativa, o especialista acredita que o Pa&amp;iacute;s ainda pode surpreender e superar essa perspectiva. Atualmente, os setores de Telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Finan&amp;ccedil;as e Ind&amp;uacute;stria s&amp;atilde;o os que mais investem em TI. J&amp;aacute; &amp;aacute;reas como Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os ainda apresentam grande potencial de expans&amp;atilde;o nesse tipo de investimento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA segue redefinindo a economia digital&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que o volume de investimentos, o avan&amp;ccedil;o da economia digital tem demonstrado que mercados e pa&amp;iacute;ses precisam se preparar para uma transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica acelerada e cada vez mais complexa. Nessa conjuntura, a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) se consolida como uma das principais ferramentas, deixando o campo conceitual e avan&amp;ccedil;ando para aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es reais. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O tema de IA foi o mais citado no Mobile World Congress, e mais de 70% dos expositores mostraram suas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es com a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ferramenta&amp;rdquo;, afirmou M&amp;aacute;rcio Kanamaru, conselheiro-executivo da Kryptus e da NTT DATA, que participou da 20&amp;ordf; edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do evento anual sobre conectividade e tecnologia m&amp;oacute;vel, realizado em mar&amp;ccedil;o deste ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com ele, todas as grandes operadoras de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es apresentaram projetos com agentes de IA durante o evento. Al&amp;eacute;m disso, a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia ao mundo f&amp;iacute;sico p&amp;ocirc;de ser observada na rob&amp;oacute;tica, com o uso de vis&amp;atilde;o computacional para controle de qualidade, manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o preditiva na log&amp;iacute;stica e automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o industrial. Esse avan&amp;ccedil;o converge com o uso de g&amp;ecirc;meos digitais (modelos virtuais de um objeto f&amp;iacute;sico)&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e tecnologias de realidade aumentada, entre outras &amp;aacute;reas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, as redes m&amp;oacute;veis passam a ser cada vez mais definidas pela ferramenta. A aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA tem ajudado a superar lacunas, como a escassez de profissionais de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, al&amp;eacute;m de lidar com a crescente complexidade desses sistemas. Com a IA, as redes ganham mais intelig&amp;ecirc;ncia, reduzem a lat&amp;ecirc;ncia (tempo de resposta) e passam a contar com uma gest&amp;atilde;o mais preditiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Soberania digital &amp;eacute; pol&amp;iacute;tica de Estado&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o maior com a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poder em grandes empresas. O avan&amp;ccedil;o acelerado da IA aponta a necessidade de investimento em seguran&amp;ccedil;a digital e soberania de dados, em um quadro de crescente disputa global pelo controle tecnol&amp;oacute;gico. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, cresce a tend&amp;ecirc;ncia de desenvolvimento de IAs locais, mais seguras e reguladas, especialmente em locais como Oriente M&amp;eacute;dio e Europa. Essas regi&amp;otilde;es v&amp;ecirc;m se movimentando diante da depend&amp;ecirc;ncia das grandes empresas mundiais de tecnologia e modelos de linguagem, consolidando a chamada soberania digital como uma estrat&amp;eacute;gia de Estado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Monetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 5G e avan&amp;ccedil;o para o 6G&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o retorno sobre investimento (ROI) se torna cada vez mais importante como crit&amp;eacute;rio para ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es corporativas. Da mesma forma, o mercado passa a discutir a monetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 5G, com aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em setores como Ind&amp;uacute;stria, Agro e Sa&amp;uacute;de. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Vemos tamb&amp;eacute;m os primeiros prot&amp;oacute;tipos do 6G, nascendo com a IA integrada. Esses prot&amp;oacute;tipos j&amp;aacute; foram testados na Europa, na Coreia e na China com bandas acima de 100 GHz. Vemos uma discuss&amp;atilde;o grande, j&amp;aacute; posta &amp;agrave; mesa durante o Mobile World Congress, sobre a necessidade de um espectro maior ou igual a 400 MHz para poder utilizar a capacidade do 6G&amp;rdquo;, acrescentou Kanamaru.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O especialista tamb&amp;eacute;m citou a expans&amp;atilde;o massiva de datacenters e da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de borda (processamento de dados mais pr&amp;oacute;ximo do usu&amp;aacute;rio), de forma integrada &amp;agrave;s redes 5G e 6G. No Brasil, a expectativa &amp;eacute; que o 6G esteja dispon&amp;iacute;vel a partir de 2030.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conectividade em qualquer lugar&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro movimento relevante e disruptivo &amp;eacute; a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos dispositivos, com o avan&amp;ccedil;o do conceito de Direct-to-Device (D2D), com conex&amp;atilde;o direta via sat&amp;eacute;lite. Isso significa que o celular passa a ter uma cobertura praticamente global. &amp;ldquo;Em outras palavras, voc&amp;ecirc; poder&amp;aacute; utilizar o celular com uma cobertura irrestrita em qualquer lugar do planeta &amp;mdash; ou mesmo fora dele&amp;rdquo;, explicou o executivo da Kryptus.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a expans&amp;atilde;o dessa conectividade, surgem tamb&amp;eacute;m novos desafios regulat&amp;oacute;rios, j&amp;aacute; que o acesso passa a ocorrer via sat&amp;eacute;lite e fora das estruturas tradicionais de redes terrestres. Ao mesmo tempo, a tend&amp;ecirc;ncia aponta para smartphones com IA nativa (IA no chip), ampliando a capacidade dos dispositivos com processamento local, sem depender da nuvem e com menos lat&amp;ecirc;ncia, o que tamb&amp;eacute;m traz preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias com os limites e a pr&amp;oacute;pria ciberseguran&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica ainda distante do Brasil&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto isso, no mundo, o avan&amp;ccedil;o de tecnologias emergentes, como a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica, ganha cada vez mais relev&amp;acirc;ncia. Para o ambiente dom&amp;eacute;stico, no entanto, o campo ainda &amp;eacute; pouco desenvolvido: &amp;ldquo;O Brasil ainda est&amp;aacute; fora dos grandes circuitos de computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica do mundo&amp;rdquo;, destacou Kanamaru.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo ele, apesar da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de profissionais qualificados, a maior parte acaba sendo absorvida por mercados internacionais mais avan&amp;ccedil;ados, como Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido e Fran&amp;ccedil;a. &amp;ldquo;Infelizmente, ao se formarem doutores e p&amp;oacute;s-doutores na &amp;aacute;rea, pelo menos 9 em cada 10 saem do Brasil j&amp;aacute; contratados por grandes centros.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o executivo, a tecnologia tem tido seu potencial ampliado pela integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a IA, principalmente em modelos h&amp;iacute;bridos capazes de lidar com problemas que a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cl&amp;aacute;ssica n&amp;atilde;o consegue processar com efici&amp;ecirc;ncia. Dentre os principais casos de uso, destacam-se as simula&amp;ccedil;&amp;otilde;es complexas, como an&amp;aacute;lises ambientais, clim&amp;aacute;ticas, s&amp;iacute;smicas e aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em biomedicina. Apesar do avan&amp;ccedil;o, a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica ainda lida com limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como custo alto e aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ainda restritas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; de que, com a gradual democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cl&amp;aacute;ssica, mediante o desenvolvimento cont&amp;iacute;nuo do hardware e do software, a sua presen&amp;ccedil;a se amplie nos pr&amp;oacute;ximos tr&amp;ecirc;s a cinco anos, com aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es cada vez mais pr&amp;oacute;ximas da vida moderna atual de outros pa&amp;iacute;ses desenvolvidos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 16:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[ECA Digital em vigor: o que muda na prática?]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica</link><description>&lt;![CDATA[Proteção infantil passa a ser requisito operacional, regulatório e estratégico para qualquer organização que queira operar no Brasil]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Rony Vainzof, Caio Lima e Andriei Gutierrez&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira, 17 de mar&amp;ccedil;o de 2026, entra em vigor o Estatuto Digital da Crian&amp;ccedil;a e do Adolescente. A prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantojuvenil passa a integrar a pr&amp;oacute;pria arquitetura dos servi&amp;ccedil;os digitais, representando importante atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa que exige mudan&amp;ccedil;a estrutural das &amp;nbsp;plataformas, de acordo com o respectivo risco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ECA Digital se aplica a produtos e servi&amp;ccedil;os direcionados ou de acesso prov&amp;aacute;vel por crian&amp;ccedil;as e adolescentes, em especial quando houver risco relevante &amp;agrave; privacidade, &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a ou ao desenvolvimento biopsicossocial. Na pr&amp;aacute;tica, isso amplia o alcance regulat&amp;oacute;rio para redes sociais, jogos, apostas, conte&amp;uacute;do adulto, marketplaces, lojas de aplicativos e sistemas operacionais conectados.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;A principal inflex&amp;atilde;o &amp;eacute; regulat&amp;oacute;ria e t&amp;eacute;cnica &amp;mdash; o estatuto desloca o eixo da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o do plano declarat&amp;oacute;rio para o plano do design. N&amp;atilde;o basta ter termos de uso, pol&amp;iacute;ticas ou canais de den&amp;uacute;ncia. A lei exige medidas preventivas desde a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o do produto: configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais protetivas por padr&amp;atilde;o, limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de coleta de dados ao necess&amp;aacute;rio, mecanismos de supervis&amp;atilde;o parental e aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade, preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uso compulsivo e veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de t&amp;eacute;cnicas de design que enfraque&amp;ccedil;am salvaguardas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso significa que o cumprimento do ECA Digital n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; avaliado apenas por documentos, mas por escolhas operacionais verific&amp;aacute;veis. Como funciona a aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade, quais s&amp;atilde;o as configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es padr&amp;atilde;o, quais dados s&amp;atilde;o coletados, como conte&amp;uacute;dos s&amp;atilde;o recomendados, quais intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o permitidas e quais mecanismos existem para reduzir exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a riscos. A lei exige preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua, n&amp;atilde;o apenas resposta reativa ap&amp;oacute;s den&amp;uacute;ncias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; nesse ponto que a abordagem baseada em risco assume papel estruturante. Longe de representar flexibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o indevida ou concess&amp;atilde;o ao mercado, trata-se de t&amp;eacute;cnica regulat&amp;oacute;ria essencial para assegurar efetividade protetiva em um ambiente marcado por diversidade de servi&amp;ccedil;os, assimetrias de capacidade e din&amp;acirc;micas de evas&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A calibragem dos mecanismos tecnol&amp;oacute;gicos deve considerar n&amp;atilde;o apenas o risco do conte&amp;uacute;do ou da funcionalidade oferecida, como tamb&amp;eacute;m os impactos sist&amp;ecirc;micos da regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inclusive riscos regulat&amp;oacute;rios decorrentes de &lt;em&gt;overcompliance&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sob essa &amp;oacute;ptica, os princ&amp;iacute;pios da necessidade, proporcionalidade, minimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, usabilidade, inclus&amp;atilde;o e transpar&amp;ecirc;ncia deixam de funcionar como refer&amp;ecirc;ncias abstratas e passam a operar como crit&amp;eacute;rios jur&amp;iacute;dicos concretos para orientar desenho de jornadas, governan&amp;ccedil;a interna e demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dilig&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O CO:RE&lt;sup&gt;[1]&lt;/sup&gt; constitui uma das principais refer&amp;ecirc;ncias internacionais na sistematiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos riscos digitais para crian&amp;ccedil;as e adolescentes, com base no modelo dos 4Cs:&lt;sup&gt;[2]&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;Content (Conte&amp;uacute;do) abrange os riscos decorrentes da exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a materiais inadequados ou prejudiciais &amp;agrave; faixa et&amp;aacute;ria, como conte&amp;uacute;dos violentos, sexualizados ou discriminat&amp;oacute;rios;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Contact (Contato) refere-se aos riscos associados a intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es potencialmente danosas com terceiros, incluindo ass&amp;eacute;dio, aliciamento e persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Conduct (Conduta) envolve os riscos relacionados ao comportamento dos pr&amp;oacute;prios usu&amp;aacute;rios ou &amp;agrave;s intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre pares, como &lt;em&gt;cyberbullying&lt;/em&gt;, discursos de &amp;oacute;dio e pr&amp;aacute;ticas que possam gerar danos f&amp;iacute;sicos ou psicol&amp;oacute;gicos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Contract (Contrato) compreende os riscos derivados das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es contratuais e comerciais mediadas por plataformas, como explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica, jogos de azar, pr&amp;aacute;ticas publicit&amp;aacute;rias predat&amp;oacute;rias e coleta excessiva de dados.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, uma das premissas centrais do ECA Digital &amp;eacute; a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mecanismos de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade, sendo vedada a autodeclara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para conte&amp;uacute;dos vedados por lei aos menores de idade, como pornografia e apostas. Isso cria um dilema regulat&amp;oacute;rio inevit&amp;aacute;vel. Para proteger esse p&amp;uacute;blico vulner&amp;aacute;vel, plataformas precisam distingui-lo de adultos, mas mecanismos r&amp;iacute;gidos de verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem ampliar a coleta de dados (inclusive sens&amp;iacute;veis) e aumentar riscos de vigil&amp;acirc;ncia. Por isso, o estatuto n&amp;atilde;o imp&amp;otilde;e tecnologia &amp;uacute;nica e remete &amp;agrave; regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios proporcionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desafio &amp;eacute; t&amp;eacute;cnico e de governan&amp;ccedil;a. Solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es como verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o documental ou biometria facial n&amp;atilde;o podem ser demonizadas nem banalizadas, sob pena de colidir com princ&amp;iacute;pios de minimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e necessidade. Ao mesmo tempo, mecanismos fr&amp;aacute;geis para riscos altos tornam as salvaguardas ineficazes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade devem ser acess&amp;iacute;veis, inclusivas, interoper&amp;aacute;veis e alinhadas com padr&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicos abertos, evitando exclus&amp;atilde;o de grupos vulner&amp;aacute;veis, fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da internet, depend&amp;ecirc;ncia de tecnologias propriet&amp;aacute;rias e concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o excessiva de poder econ&amp;ocirc;mico.&lt;sup&gt;[3]&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais consistente &amp;eacute; a abordagem baseada em risco. Servi&amp;ccedil;os de maior exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o exigem controles mais robustos; outros podem operar com solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos intrusivas, inclusive ganhando espa&amp;ccedil;o o &amp;ldquo;sinal de idade&amp;rdquo;, que confirma apenas se o usu&amp;aacute;rio est&amp;aacute; acima de certa faixa et&amp;aacute;ria, sem identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aferir idade n&amp;atilde;o significa saber quem &amp;eacute; o usu&amp;aacute;rio, mas aplicar salvaguardas compat&amp;iacute;veis com a pr&amp;oacute;pria faixa et&amp;aacute;ria. A Uni&amp;atilde;o Europeia tem avan&amp;ccedil;ado em credenciais digitais que permitem comprovar idade m&amp;iacute;nima sem expor dados adicionais, e o debate brit&amp;acirc;nico sobre &lt;em&gt;age assurance&amp;nbsp;&lt;/em&gt;segue na mesma linha: mecanismos efetivos, audit&amp;aacute;veis e proporcionais, sem transformar prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vigil&amp;acirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A supervis&amp;atilde;o parental tamb&amp;eacute;m passa a ser fundamental. A lei exige ferramentas efetivas e configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es de maior prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o como padr&amp;atilde;o, incluindo restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com desconhecidos, limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos que ampliem artificialmente o tempo de uso, restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao compartilhamento da geolocaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transpar&amp;ecirc;ncia sobre quais controles est&amp;atilde;o ativos. Tamb&amp;eacute;m veda explicitamente interfaces manipulativas que comprometam escolhas do usu&amp;aacute;rio ou enfraque&amp;ccedil;am salvaguardas, em linha com a cr&amp;iacute;tica internacional aos chamados &lt;em&gt;dark patterns&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em produtos infantis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto central &amp;eacute; a reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime de dados infantis. O estatuto vai al&amp;eacute;m da Lei Geral de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (LGPD) e veda o perfilamento comportamental e a publicidade direcionada baseada em dados de menores, inclusive por t&amp;eacute;cnicas emocionais ou imersivas. Com isso, recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es personalizadas e segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial para esse p&amp;uacute;blico precisar&amp;atilde;o ser recalibrados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para plataformas baseadas em recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o personalizada e segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, isso exige revis&amp;atilde;o de modelo econ&amp;ocirc;mico, e n&amp;atilde;o somente ajuste contratual, seguindo premissas do Children&amp;rsquo;s Code do Reino Unido e do Digital Services Act europeu, que tamb&amp;eacute;m restringe an&amp;uacute;ncios baseados em perfiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando houver conhecimento razo&amp;aacute;vel de que o usu&amp;aacute;rio &amp;eacute; menor, refor&amp;ccedil;ando que a monetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o por engajamento e publicidade comportamental n&amp;atilde;o pode ser o eixo da experi&amp;ecirc;ncia infantil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Importante lembrar que essas veda&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o de perfiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para publicidade direcionada, e n&amp;atilde;o para adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da experi&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; idade. Interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es extremas podem contrariar o esp&amp;iacute;rito da lei, cujo objetivo &amp;eacute; tornar as experi&amp;ecirc;ncias digitais seguras, proporcionais e apropriadas &amp;agrave; idade, reconhecendo inclusive a autonomia progressiva do adolescente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estatuto tamb&amp;eacute;m alcan&amp;ccedil;a sistemas automatizados e intelig&amp;ecirc;ncia artificial. Ele prev&amp;ecirc; revis&amp;atilde;o regular de ferramentas de IA utilizadas em ambientes acess&amp;iacute;veis a menores, com possibilidade de desabilitar funcionalidades n&amp;atilde;o essenciais. Isso se conecta ao debate internacional sobre riscos de recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o automatizada e infer&amp;ecirc;ncias comportamentais aplicadas a p&amp;uacute;blicos vulner&amp;aacute;veis, tema que tem sido central em discuss&amp;otilde;es regulat&amp;oacute;rias no Reino Unido, na Uni&amp;atilde;o Europeia e nos Estados Unidos. E o &lt;em&gt;enforcement&lt;/em&gt; para todos esses pontos elencados tende a ser mais intenso &amp;mdash; a Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (ANPD), agora com status de ag&amp;ecirc;ncia reguladora, assume papel central na regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse ponto &amp;eacute; decisivo, porque transforma prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil em risco regulat&amp;oacute;rio concreto. N&amp;atilde;o se trata s&amp;oacute; de reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas audit&amp;aacute;veis, com possibilidade de san&amp;ccedil;&amp;otilde;es proporcionais ao faturamento. Al&amp;eacute;m disso, o ECA Digital exige que controladores mapeiem riscos e elaborem relat&amp;oacute;rios de impacto quando o tratamento de dados infantis extrapolar o estritamente necess&amp;aacute;rio, refor&amp;ccedil;ando uma l&amp;oacute;gica de governan&amp;ccedil;a cont&amp;iacute;nua.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil n&amp;atilde;o seguiu o caminho de bloqueio generalizado de redes sociais adotado em outras jurisdi&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Na Austr&amp;aacute;lia, plataformas devem impedir contas de menores de 16 anos sob pena de multas elevadas. A Espanha segue em sentido semelhante, tendo determinado essa mesma idade m&amp;iacute;nima para registro de crian&amp;ccedil;as em redes sociais, exigindo verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;ada. O modelo brasileiro &amp;eacute; diferente: n&amp;atilde;o retira menores do ambiente digital como regra, mas imp&amp;otilde;e dever de arquitetura e governan&amp;ccedil;a refor&amp;ccedil;ados para reduzir riscos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa escolha tem implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas. Em vez de proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ampla, o ECA Digital exige que plataformas demonstrem capacidade de operar com salvaguardas proporcionais, evitando deslocamento de menores para ambientes menos regulados e concentrando esfor&amp;ccedil;os em preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, design e transpar&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As empresas, portanto, n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o cobradas apenas pelo que prometem em pol&amp;iacute;ticas, mas pelo que implementam, na pr&amp;aacute;tica, em produto, dados, algoritmos e governan&amp;ccedil;a. A partir de hoje, a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil passa a ser requisito operacional, regulat&amp;oacute;rio e estrat&amp;eacute;gico para qualquer organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que queira operar de forma sustent&amp;aacute;vel no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, importante lembrar que a l&amp;oacute;gica do ECA Digital &amp;eacute; refor&amp;ccedil;ar que a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as e adolescentes online &amp;eacute; um dever compartilhado entre o Estado, a sociedade, as fam&amp;iacute;lias e as empresas, conforme princ&amp;iacute;pio constitucional da absoluta prioridade aos direitos infantojuvenis e na compreens&amp;atilde;o de que nenhuma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica isolada &amp;eacute; suficiente para garantir a seguran&amp;ccedil;a integral.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica#_ftnref1"&gt;&lt;sup&gt;[1]&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; CHILDREN ONLINE: RESEARCH AND EVIDENCE (CO:RE). &amp;ldquo;Children Online: Research and Evidence&amp;rdquo;. Dispon&amp;iacute;vel em: &lt;a href="https://core-evidence.eu/"&gt;https://core-evidence.eu/&lt;/a&gt;. Acessado em 16 de janeiro de 2026.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica#_ftnref2"&gt;&lt;sup&gt;[2]&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; CHILDREN ONLINE: RESEARCH AND EVIDENCE (CO:RE). &amp;ldquo;The 4 Cs of online risk&amp;rdquo;. Dispon&amp;iacute;vel em &lt;a href="https://core-evidence.eu/posts/4-cs-of-online-risk" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;https://core-evidence.eu/posts/4-cs-of-online-risk&lt;/a&gt;. Acessado em 16 de janeiro de 2026.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica#_ftnref3"&gt;&lt;sup&gt;[3]&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; Conforme recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do COMIT&amp;Ecirc; GESTOR DA INTERNET NO BRASIL (CGI.br) na contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; Consulta P&amp;uacute;blica &amp;mdash; Aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Idade na Internet Brasileira do Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a e Seguran&amp;ccedil;a P&amp;uacute;blica. S&amp;atilde;o Paulo: CGI.br, 18 de novembro de 2025. Dispon&amp;iacute;vel em:&amp;nbsp;&lt;a href="https://cgi.br/media/docs/publicacoes/4/pt/20251118175422/CGIbr_Contribuicoes_Consulta_MJ_Afericao_Idade.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;https://cgi.br/media/docs/publicacoes/4/pt/20251118175422/CGIbr_Contribuicoes_Consulta_MJ_Afericao_Idade.pdf&lt;/a&gt;. Acessado em 16 de janeiro de 2026&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Rony Vainzof, advisor em Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital da FecomercioSP e s&amp;oacute;cio do VLK Advogados&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Caio Lima, consultor de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados da FecomercioSP e s&amp;oacute;cio do VLK Advogados&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Andriei Gutierrez, Presidente do Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, s&amp;oacute;cio da Innova Assuntos P&amp;uacute;blicos e presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Empresas de Software (ABES)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Texto publicado originalmente no portal Jota, em 17 de mar&amp;ccedil;o de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 17:17:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Agenda Digital e os novos rumos do ambiente regulatório para empresas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/agenda-digital-e-os-novos-rumos-do-ambiente-regulatorio-para-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Material de referência reúne os principais avanços em Direito Digital, IA, governança e cibersegurança, com impactos diretos para o setor produtivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Agenda Digital brasileira ganhou for&amp;ccedil;a e complexidade em 2025, com decis&amp;otilde;es judiciais relevantes, novas legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es e fortalecimento institucional de &amp;oacute;rg&amp;atilde;os reguladores. O resultado &amp;eacute; um cen&amp;aacute;rio em r&amp;aacute;pida transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que reposiciona temas como prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados, Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA), ciberseguran&amp;ccedil;a e regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de plataformas no centro das estrat&amp;eacute;gias empresariais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para 2026, a expectativa &amp;eacute; de um ciclo ainda mais exigente, marcado por execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, mais fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e cobran&amp;ccedil;a de governan&amp;ccedil;a demonstr&amp;aacute;vel, afetando diretamente os modelos de neg&amp;oacute;cio baseados em dados e tecnologia. Empresas e entidades do Com&amp;eacute;rcio e dos Servi&amp;ccedil;os precisar&amp;atilde;o se antecipar para reduzir os riscos e capturar as oportunidades em um ambiente digital cada vez mais regulado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica para o setor produtivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; disponibiliza um material t&amp;eacute;cnico de refer&amp;ecirc;ncia que consolida os principais fatos do ano passado e aponta as tend&amp;ecirc;ncias para este ano, oferecendo orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualificada ao empresariado e aos sindicatos filiados sobre caminhos de conformidade, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o respons&amp;aacute;vel e competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conte&amp;uacute;do &amp;eacute; especialmente importante para empres&amp;aacute;rios, executivos e gestores, al&amp;eacute;m de profissionais das &amp;aacute;reas Jur&amp;iacute;dica, de Compliance, de Tecnologia, de Governan&amp;ccedil;a e de Seguran&amp;ccedil;a da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Tamb&amp;eacute;m serve como subs&amp;iacute;dio estrat&amp;eacute;gico para conselhos institucionais, sindicatos e os formadores de opini&amp;atilde;o que acompanham a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao promover essa discuss&amp;atilde;o, a FecomercioSP refor&amp;ccedil;a o seu papel como refer&amp;ecirc;ncia na &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;agenda de economia digital&lt;/a&gt;, apoiando o setor produtivo na adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s novas exig&amp;ecirc;ncias e no uso seguro e sustent&amp;aacute;vel da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma leitura essencial para quem quer entender o presente e se preparar para o futuro da regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital no Brasil. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/30be2b0ab79b16298dab8163ccbac80a2f616cc1.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;e confira!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 24 Feb 2026 10:32:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Incentivos fiscais, sem considerar infraestrutura existente, podem comprometer eficácia da Política Nacional de Datacenters]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/incentivos-fiscais-sem-considerar-infraestrutura-existente-podem-comprometer-eficacia-da-politica-nacional-de-datacenters</link><description>&lt;![CDATA[Em contribuições ao PL do Redata, FecomercioSP e Seinesp reforçam pedido por isonomia e critérios técnicos no desenho do regime]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei (PL) 278/2025, que pretende instituir o Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata), ser&amp;aacute; um marco important&amp;iacute;ssimo para que o Brasil se posicione para estimular o desenvolvimento de infraestruturas tecnol&amp;oacute;gicas, cada vez mais estrat&amp;eacute;gicas para a competitividade, a seguran&amp;ccedil;a digital e a soberania econ&amp;ocirc;mica das na&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Contudo, a aposta exclusiva em benef&amp;iacute;cios tribut&amp;aacute;rios para atrair investimentos e o tratamento desigual entre as regi&amp;otilde;es do Pa&amp;iacute;s podem comprometer o desempenho do regime.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em of&amp;iacute;cio encaminhado &amp;agrave; C&amp;acirc;mara dos Deputados, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, por meio do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, e o Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Seinesp) pedem que o programa seja pautado por crit&amp;eacute;rios t&amp;eacute;cnicos, isonomia e racionalidade econ&amp;ocirc;mica. As entidades temem que, ao prever a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 20% nas contrapartidas exigidas de empreendimentos localizados nas regi&amp;otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a proposta incentive investidores a optarem por vantagens tribut&amp;aacute;rias sem considerar fatores t&amp;eacute;cnicos relevantes, como a infraestrutura j&amp;aacute; instalada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, embora a medida seja leg&amp;iacute;tima e necess&amp;aacute;ria sob a perspectiva do desenvolvimento regional, &amp;eacute; importante n&amp;atilde;o perder de vista a estrutura j&amp;aacute; consolidada em determinadas localidades. Um exemplo &amp;eacute; o Estado de S&amp;atilde;o Paulo, que concentra atualmente cerca de 80% da capacidade de datacenters do Brasil e recebeu, recentemente, mais de R$ 10 bilh&amp;otilde;es em investimentos privados nesse segmento, configurando-se como o principal &lt;strong&gt;hub&lt;/strong&gt; digital do Hemisf&amp;eacute;rio Sul.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O territ&amp;oacute;rio paulista conta com as infraestruturas energ&amp;eacute;tica e de fibra &amp;oacute;ptica mais robustas do territ&amp;oacute;rio nacional, al&amp;eacute;m de abrigar o maior polo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra qualificada da Am&amp;eacute;rica Latina, com mais de 2,3 milh&amp;otilde;es de matr&amp;iacute;culas no ensino superior, sendo o eixo estruturante para que o Brasil alcance competitividade global nessa nova economia digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a FecomercioSP e o Seinesp solicitaram aos deputados que o desenho do regime passe por ajustes a fim de garantir que a contrapartidas exigidas como condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para ades&amp;atilde;o ao Redata sejam ison&amp;ocirc;micas entre as diversas regi&amp;otilde;es nacionais, bem como que envolva tanto as exig&amp;ecirc;ncias relacionadas a investimentos em equipamentos quanto a aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em pesquisa e demais obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto foi apresentado originalmente na MP 1.318/2025, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital="&gt;ocasi&amp;atilde;o em que a FecomercioSP e o Seinesp tamb&amp;eacute;m se manifestaram perante o Legislativo&lt;/a&gt;. A medida provis&amp;oacute;ria, cuja vig&amp;ecirc;ncia se encerra no pr&amp;oacute;ximo dia 25 de fevereiro, deve ganhar prioridade na pauta do Congresso Nacional nos pr&amp;oacute;ximos dias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial energ&amp;eacute;tico e impacto econ&amp;ocirc;mico do regime&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil det&amp;eacute;m uma matriz energ&amp;eacute;tica cerca de 90% limpa e disp&amp;otilde;e de aproximadamente 15 GW de energia excedente &amp;mdash; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o rara no cen&amp;aacute;rio internacional, que torna esse momento uma oportunidade hist&amp;oacute;rica para o Pa&amp;iacute;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Redata exige que as empresas beneficiadas invistam ao menos 2% em pesquisa e desenvolvimento em territ&amp;oacute;rio nacional, o que pode mobilizar entre R$ 3,4 bilh&amp;otilde;es e R$ 5,4 bilh&amp;otilde;es em inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao longo de dez anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento contribuiria para o fortalecimento das cadeias produtivas, o est&amp;iacute;mulo a centros de pesquisa e a atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas de tecnologia e engenharia nacional avan&amp;ccedil;ada, podendo gerar entre 8 e 13 GW adicionais de capacidade de processamento. Dessa forma, o poder computacional dispon&amp;iacute;vel nacional dobraria, reduzindo a depend&amp;ecirc;ncia de provedores internacionais.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Feb 2026 14:25:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP alerta sobre riscos de regulação excessiva da IA em debate da Meta]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-alerta-sobre-riscos-de-regulacao-excessiva-da-ia-em-debate-da-meta</link><description>&lt;![CDATA[Em encontro na Casa Melhoramentos, Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da Entidade defende equilíbrio no Marco Legal da Inteligência Artificial e destaca ganhos em programas de capacitação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O avanço da digitalização nas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) colocou a Inteligência Artificial (IA) no centro do debate sobre competitividade. Esse foi o tom do encontro promovido pela Meta, em São Paulo, que reuniu lideranças do Comércio, autoridades e empreendedores comprometidos com o fortalecimento do ecossistema de PMEs.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente em exercício da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Ivo Dall’Acqua Júnior&lt;/a&gt;, participou da mesa-redonda do evento que faz parte do programa Potencialize com a Meta, destacando o papel estratégico da tecnologia para impulsionar negócios e ampliar oportunidades de crescimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a sua fala, Dr. Ivo lembrou resultados concretos das iniciativas de qualificação apoiadas pela Federação. Segundo ele, “as pequenas empresas que participaram desse tipo de qualificação tiveram um aumento de faturamento da ordem de 12,6%”. O dado reforça o impacto direto da capacitação no desempenho dos empreendedores, especialmente em um cenário em que muitos ainda lidam com barreiras para adotar ferramentas digitais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desafios urgentes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dos avanços, o presidente em exercício da FecomercioSP observou que o nível de domínio das novas tecnologias permanece baixo entre os pequenos negócios. “Apenas 6% têm um conhecimento e informação num nível que possamos considerar satisfatório da Inteligência Artificial. É muito pouco ainda e a gente precisa multiplicar”, afirmou. Para ele, informação é o principal ativo de transformação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao discutir o ambiente regulatório, Dr. Ivo chamou atenção para o risco de legislações restritivas comprometerem a inovação. “O excesso de regulação poderá impedir o crescimento da utilização dessas e das demais ferramentas digitais que estão surgindo e que surgirão”, advertiu. O tema tem sido acompanhado de perto pela FecomercioSP, que defende um marco legal equilibrado, capaz de organizar responsabilidades sem inibir a modernização dos negócios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regulação global&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dr. Ivo também compartilhou sua experiência nas conferências da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocasiões em que o debate sobre plataformas digitais expôs visões divergentes entre os países. Ele relatou a resistência de diversas nações em acelerar regulações sem clareza sobre seus reflexos. “Não podemos fazer nada de forma acelerada e açodada, não sabemos o que virá”, afirmou, citando o posicionamento firme de Estados Unidos, China e Índia para evitar medidas precipitadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fala ressaltou a necessidade de diálogo contínuo entre setor privado e Poder Público. Para o presidente, regular mal pode significar atrasar economias inteiras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novas gerações&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dr. Ivo ainda citou iniciativas de estímulo ao empreendedorismo promovidas pela rede do Senac, que revelam o potencial da juventude brasileira para inovar. Ele destacou que os projetos mais recentes apresentados pelos alunos já nasceram fundamentados na digitalização e na IA. De acordo com ele, essa geração “não tem medo de perguntar, não tem medo de tentar, não tem medo de explicitar aquilo que sonha — e, por isso, acontece”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A presença da FecomercioSP no encontro salientou o compromisso da Entidade com o futuro do Varejo e a construção de políticas públicas que favoreçam a modernização, a competitividade e o desenvolvimento sustentável das empresas brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Post Instagram&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em um ambiente em que novas tecnologias surgem a cada semana, o desafio das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) brasileiras não está só em acompanhar a inovação, mas em garantir condições para que ela aconteça de forma contínua, sem freios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o encontro Potencialize com a Meta, o presidente em exercício da FecomercioSP,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ivo Dall’Acqua Júnior, reforçou que conhecimento é o primeiro passo para destravar oportunidades. “Informação é tesouro”, disse, ao destacar o impacto das iniciativas de capacitação apoiadas pela Entidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele alertou ainda para os riscos de uma regulação excessivamente rígida da Inteligência Artificial (IA), que pode frear avanços fundamentais num momento em que o Varejo já vive profundas transformações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP defende um marco legal moderno, que estimule inovação e proteja direitos sem impedir o uso de ferramentas essenciais para a competitividade das PMEs. Dessa forma, a Entidade segue presente nos debates que moldam o futuro, sempre com foco em inovação, formação empreendedora e competitividade.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 05 Dec 2025 17:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Para especialistas, Brasil está bem posicionado na corrida para atrair datacenters, mas precisa fazer a ‘lição de casa’]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/para-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa</link><description>&lt;![CDATA[Segurança jurídica, previsibilidade e redução de custos ainda são entraves para atrair investimentos e exportar serviços digitais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Em um mundo cada vez mais digitalizado, a infraestrutura necessária para dar conta da enorme quantidade de processamento e armazenamento de dados tornou-se uma das principais vantagens competitivas na disputa por soberania digital e influência geopolítica. Na visão de especialistas reunidos pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt;, da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o Brasil tem, diante de si, uma grande janela de oportunidade não apenas para suprir a demanda interna, como também para se tornar um polo de exportação de serviços digitais e de datacenters.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As razões para isso passam, principalmente, pelo excedente de energia disponível e pela matriz energética majoritariamente limpa. Ainda assim, aumentar a segurança jurídica, acabar com a guerra fiscal, reduzir custos, incentivar a &amp;nbsp;Indústria nacional e oferecer um ambiente econômico mais atrativo para investimentos permanecem dificultando que o Brasil consiga aproveitar as próprias vantagens.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Disputa global por datacenters&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o presidente do conselho, Andriei Gutierrez, o mundo está numa corrida por capacidade para instalar datacenters, e o &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital"&gt;País precisa aproveitar esse momento&lt;/a&gt;. “Não há para onde o Brasil correr senão investir em infraestrutura digital”, afirma. Ele destacou que as empresas nacionais vão, cada vez mais, se digitalizar, o que exigirá a ampliação dessas estruturas. “Isso é estratégico para o País, para as nossas empresas, e ainda tem esse &lt;strong&gt;plus&lt;/strong&gt;, que é a possibilidade de exportar datacenters e serviços de processamento”, explicou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto países como os Estados Unidos — que lideram o número desses centros no mundo — lidam com problemas para avançar por terem pouco excedente de energia e uma matriz composta por apenas 24% de fontes renováveis, o Brasil se destaca com sobra de energia e matriz limpa, o que se torna um ativo estratégico diante da busca por sustentabilidade. “Nós somos um dos poucos países do planeta em que a questão é o excesso de energia, e não a falta”, lembrou o assessor especial do Ministério da Fazenda, Igor Marchesini, ao ressaltar que o Brasil tem “quase 15 GW de excesso de energia no &lt;strong&gt;grid&lt;/strong&gt;”, além de uma matriz 90% limpa “que não tem paralelo no mundo”. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, embora tenha as condições naturais e energéticas para sair na frente nessa corrida, Luciano Fialho, vice-presidente sênior de Expansão da Scala Data Centers lembrou que os investimentos só virão se houver viabilidade. Isso significa tornar o ambiente de negócios estável, eficaz e com regras claras em relação a proteção de dados, Inteligência Artificial (IA) e sistema tributário.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa é que os investimentos mundiais necessários para atender à demanda por capacidade de datacenters estimulada pela IA deva ficar entre US$ 3 trilhões e US$ 8 trilhões até 2030. No caso do Brasil, explicou Fialho, em até cinco anos, estima-se que o País precise triplicar ou quadriplicar esse mercado. Em outras palavras, se hoje consegue processar cerca de 800 MW, nesse período, deverá precisar de 2,5 a 3 GW, o que exigirá investimentos massivos. “O Brasil precisa fazer a lição de casa”, afirmou o vice-presidente, ao defender políticas públicas que garantam os meios para o País trilhar esse caminho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O peso do ICMS nas operações com datacenter&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Executivo, a ideia é que haja um esforço dentro do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para reunir secretarias estaduais e discutir a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Hoje, o tributo tem peso relevante sobre os custos de operação de datacenters no Brasil. Além disso, se autorizado pelo Confaz, cada Estado pode decidir se concede ou retira incentivos de ICMS — muitas vezes de forma repentina. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa instabilidade dificulta o planejamento das empresas e compromete investimentos, já que não é possível prever se os incentivos vigentes permanecerão no futuro, o que inviabiliza aportes bilionários e de longo prazo, como são os casos envolvendo essas infraestruturas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Marchesini enfatizou que, embora a Reforma Tributária permita a desoneração de investimentos, exportações e cadeias intermediárias,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;além de racionalizar a tributação, a instabilidade envolvendo o ICMS deve perdurar até a conclusão da transição para o novo regime. Por isso, a ideia é criar um acordo no Confaz que uniformize regras e ofereça mais segurança e previsibilidade às empresas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o assessor,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a disputa dos Estados não deverá se dar na guerra fiscal entre quem conseguirá mais isenção de impostos, mas por quem reúne as condições mais favoráveis para esses investimentos. “Essa briga será para ver quem tem a melhor infraestrutura, quem consegue o licenciamento mais rápido, quem tem o programa de mão de obra qualificada para que esse negócio consiga sair do papel com mais celeridade”, explicou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Indústria nacional e soberania digital&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente do Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo (Seinesp), José Janone Júnior, observou, porém, que, ainda o governo espere que a Reforma Tributária melhore as condições de aquisição de equipamentos e de compensações tributárias, a preocupação com a indústria nacional de programação e aplicações continua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Provedores de serviços e aplicações de internet não têm condições tributárias para competir com as empresas internacionais”, explica. “No Estado de São Paulo, nós temos a infraestrutura, mas não os incentivos necessários.” De acordo com o presidente do Seinesp, os negócios brasileiros têm capacidade, mas necessitam de apoio. “O problema é que fica inviável construir a roda sabendo que é mais fácil comprá-la lá fora”, explicou. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na mesma linha, o vice-presidente sênior de Expansão da Scala Data Centers chamou a atenção para os custos nacionais: “Em tese, é mais barato processar e armazenar dados nos Estados Unidos, que está longe, do que no Brasil”, comentou. Fialho afirmou que os maiores provedores de infraestrutura de nuvem são a AWS, da Amazon, que detém cerca de 33% do mercado; a Azure, da Microsoft, com participação entre 24% e 26%; e a Google Cloud, entre 15% e 18%. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fatia que essas empresas ocupam no mercado desnuda a dependência nacional dos serviços digitais estrangeiros e os riscos para a soberania digital. Para o especialista, trazer os dados dos brasileiros, e das empresas nacionais, para serem processados dentro do território é uma questão fundamental para evitar que, em casos de falhas ou incidentes, seja necessário recorrer às companhias estrangeiras — ou à Justiça — para resolver o impasse.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Redata: regime especial quer atrair investimentos&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Publicada em setembro como Medida Provisória (MP) 1.318, o Redata é um programa do Executivo que cria um regime especial de tributação para serviços de datacenter no Brasil. A expectativa do governo é justamente melhorar as condições para investimentos, ampliar a capacidade digital e reduzir a dependência de serviços de outros países.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O programa prevê a isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisição de equipamentos de TIC, importados ou produzidos no Brasil, destinados a implantação, ampliação e manutenção de datacenters. Em contrapartida, as empresas deverão destinar 2% do valor dos produtos adquiridos, nacionais ou importados, em investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, os negócios beneficiados pelo Redata terão de disponibilizar, no mínimo, 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento de dados para o mercado nacional. O projeto também estabelece critérios de sustentabilidade, como uso de energia limpa e padrões de eficiência hídrica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gutierrez frisou que, considerando as estimativas mais conservadoras, com o programa, o Brasil poderia atrair 8 GW adicionais de capacidade de processamento e armazenamento de dados. Pela regra de destinar 10% ao mercado nacional, isso adicionaria 800 MW ao potencial brasileiro. “Em dez anos, dobraríamos nossa capacidade de processamento só para o mercado interno”, explicou, sobre os efeitos do regime. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Levando-se em conta valores médios de investimento por megawatt e a exigência de injetar 2% do montante em Pesquisa e Inovação (P&amp;amp;D), ele salientou ainda que esse movimento poderia gerar um impacto de R$ 3,4 bilhões nessas atividades em uma década. Já considerando um cenário ainda mais otimista, com o Brasil conseguindo atrair 13 GW, esse valor poderia chegar a R$ 5,4 bilhões. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos reflexos para o mercado interno, frente à materialização do projeto, o Brasil pode atrair empresas interessadas em explorar essa capacidade computacional, além de cientistas, startups e centros de desenvolvimento, explicou Marchesini. O regime, apesar de valer para todo o território nacional, para empreendimentos instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, prevê uma redução de 20% nas obrigações exigidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tramitação e próximos passos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para que seja convertido em lei e seus efeitos tributários comecem a valer já no ano que vem, o Redata precisa ser aprovado ainda neste ano no Congresso, em razão do princípio da anterioridade tributária. No Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA) 2026, o governo reservou R$ 5,2 bilhões para o programa. Outra etapa necessária é a regulamentação do regime.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Marchesini, hoje, existe uma articulação entre o Ministério da Fazenda e o relator do &lt;a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/12/lei-de-ia-avanca-no-senado-com-previsao-de-remuneracao-de-direitos-autorais.shtml"&gt;projeto do marco legal da IA&lt;/a&gt;, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), para integrar os dois temas — já que o relator tem interesse em incluir a MP no parecer sobre IA. A expectativa do governo e do relator é que a votação ocorra antes do recesso de fim de ano.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para acessar os incentivos do programa, as empresas deverão se registrar no site da Receita Federal. Segundo o representante do Ministério da Fazenda, a perspectiva é que o sistema para cadastramento esteja disponível a partir da segunda quinzena de dezembro. O programa será aberto a qualquer negócio — grande, pequeno, nacional ou internacional —, desde que cumpra todas as regras estabelecidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 28 Nov 2025 15:41:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Entregas mais rápidas: como a Inteligência Artificial aplicada à logística pode aumentar a eficiência do varejo na Black Friday]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/entregas-mais-rapidas-como-a-inteligencia-artificial-aplicada-a-logistica-pode-aumentar-a-eficiencia-do-varejo-na-black-friday</link><description>&lt;![CDATA[Com a aproximação do período mais importante para as vendas no setor, tecnologia serve como aliada das PMEs, diminuindo custos e fidelizando clientes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O crescimento do e-commerce trouxe a Logística para o centro das atenções no varejo. Hoje, a gestão de fluxos é um dos pilares mais estratégicos do setor — e, por isso, investir na área é fundamental. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) surge como uma aliada para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) entregarem mais rápido, com menos custos e mais satisfação dos clientes, especialmente durante um dos períodos mais estratégicos para o Comércio: a Black Friday.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o &lt;a href="https://www.loggi.com/mapa-da-logistica/?utm_source=parceiro&amp;utm_medium=ebr&amp;utm_campaign=ed3_publieditorial"&gt;Mapa da Logística, divulgado pela Loggi&lt;/a&gt;, relativo ao terceiro trimestre deste ano, São Paulo é um dos cinco Estados que devem apresentar o maior envio de pedidos via e-commerce durante a data. O dado mostra a importância das compras virtuais na Black Friday e de adotar uma entrega eficiente para atender clientes cada vez mais exigentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;“Hoje, o esforço do empreendedor não se limita a vender o produto. É preciso acompanhar todo o processo, já que a logística é decisiva para preservar a reputação do negócio e garantir credibilidade, principalmente nessas ocasiões”, explica Kelly Carvalho, economista e assessora técnica do Conselho de Economia Digital e Inovação da &lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA expande a eficiência logística&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A boa notícia é que garantir essa eficiência não exige infraestrutura própria complexa ou grandes investimentos. Plataformas de logística com soluções integradas de IA permitem automatizar tarefas, otimizar rotas e reduzir custos e tempo. Algoritmos calculam itinerários mais curtos e agrupam entregas por região, considerando variáveis como trânsito e clima, além de permitirem rastreabilidade em tempo real e a substituição de etapas manuais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Escalabilidade e redução de custos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra vantagem é que, ao fazer parcerias com plataformas digitais, as PMEs podem expandir sem aumentar a frota própria ou contratar grandes equipes, ajustando os custos conforme o crescimento do negócio. Dentre os principais benefícios, destacam-se aumento da produtividade, redução de custos e manutenção da competividade, além de escalabilidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Experiência do cliente e reputação&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conquista e a fidelização de consumidores também são favorecidas ao oferecerem experiências alinhadas com as expectativas atuais do mercado. De acordo com estimativas, o ideal é manter, pelo menos, 95% dos pedidos entregues dentro do prazo prometido. Atrasos frequentes reduzem a taxa de recompra e aumentam custos com suporte. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“No e-commerce, rapidez, previsibilidade e rastreio em tempo real já superaram o preço como principal fator de compra. Hoje, essas variáveis fazem parte do valor do produto e melhoram a experiência”, afirma Kelly. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sustentabilidade&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A IA também traz ganhos de sustentabilidade. O uso da tecnologia evita rotas desnecessárias, bem como reduz quilômetros rodados, consumo de combustível, porcentual de reentregas e, consequentemente, a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Logística Reversa&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, alguns contratos com operadores logísticos também possibilitam gerar códigos de postagem para que o cliente devolva produtos em pontos de atendimento credenciados ou pelo agendamento de coleta domiciliar, facilitando as devoluções após a Black Friday e evitando a insatisfação dos clientes, além de garantir o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pontos de atenção e conformidade&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dos impactos positivos, é importante que os empreendedores estejam atentos às opções de contratos com as plataformas digitais, escolhendo aquela que mais se adapta às necessidades do negócio, além de observarem o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso porque, mesmo ao terceirizar serviços de entrega, a empresa continua responsável pelos dados pessoais dos clientes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra medida importante é observar as métricas e os indicadores, principalmente quanto à satisfação dos clientes, ajustando planos e estratégias de acordo com as necessidades identificadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E-book IA aplicada à logística para PMEs&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para apoiar as PMEs nessas questões, além de entender o funcionamento das plataformas baseadas em IA, o Conselho de Economia Digital e Inovação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) preparou o e-book &lt;strong&gt;Inteligência Artificial Aplicada à Logística para PMEs do Varejo&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O material reúne informações, boas práticas e estratégias, além de um guia de implementação que ajuda os negócios a adotarem soluções de IA na logística, com foco em eficiência operacional, competitividade e crescimento sustentável. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/entregas-mais-rapidas-como-a-inteligencia-artificial-aplicada-a-logistica-pode-aumentar-eficiencia-do-varejo-na-black-friday/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse o Lab FecomercioSP e leia o e-book!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 17 Nov 2025 15:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[No Senado, coalizão de entidades entrega contribuições para aprimorar marco legal da cibersegurança]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/no-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca</link><description>&lt;![CDATA[Aliança, composta pela FecomercioSP e por instituições de referência em segurança cibernética, propõe criação de autoridade nacional para unificar regras e superar a fragmentação atual]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Em mais uma etapa do debate sobre o Plano Nacional de Cibersegurança, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; participou, na última terça-feira (4), de audiência da Frente Parlamentar do Senado para entregar, em mãos, as contribuições de aperfeiçoamento ao projeto e reforçar a importância da construção colaborativa do marco legal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Projeto de Lei (PL) 4.752/2025, que institui a regulação, de autoria do senador Esperidião Amin (PP/SC), resulta da consolidação de diversas sugestões colhidas ao longo das discussões sobre o tema. Com as contribuições reunidas, a frente inicia, agora, a etapa de definição do relator e de avanço no trâmite legislativo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasião, a FecomercioSP apresentou um conjunto de princípios defendidos pela Aliança Multissetorial pela Cibersegurança Nacional — movimento liderado pelo Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC) do qual a Entidade faz parte, ao lado de instituições de referência em cibersegurança no Brasil e de representantes de diversos setores da economia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Pessoalmente, eu li grandes contribuições. Em nome da frente parlamentar, enalteço especialmente a da Aliança Multissetorial pela Cibersegurança Nacional, fundamental para a construção do marco legal”, destacou o senador Amin, presidente da frente. O parlamentar já &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/a-economia-invisivel-dos-ataques-ciberneticos-e-o-custo-da-inercia"&gt;participou de encontros promovidos pela&amp;nbsp;FecomercioSP&lt;/a&gt;, que vem reunindo autoridades e especialistas para fortalecer o diálogo e o pacto pela segurança cibernética. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda estiveram presentes na reunião o secretário de Segurança da Informação e Cibernética do governo federal, André Luiz Molina, os senadores Jorge Seif (PL/SC) e Hamilton Mourão (Republicanos/RS), entre outros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também na audiência, Rony Vainzof, consultor de proteção de dados da Federação e Conselheiro Titular do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), entende que “este é o momento fundamental para discutir o assunto no Brasil. O País é um dos principais alvos de ataques cibernéticos e fraudes digitais do mundo, vivendo um paradoxo: enquanto lidera em inovação e incorpora soluções digitais avançadas, também se torna alvo e está cada vez mais exposto a ataques cibernéticos. Em um período de pouco mais de uma década, as preocupações envolvendo crimes cibernéticos no País cresceram substancialmente, na medida em que as empresas se tornaram alvo sem contar com proteção necessária — tanto dos pontos de vista prático quanto de uma regulação efetiva”, frisou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De forma geral, a mensagem do debate foi a necessidade não apenas de preencher as lacunas do ordenamento jurídico nacional, mas também de estabelecer diretrizes e mecanismos de cooperação voltados para a segurança e a proteção das infraestruturas críticas. “O marco normativo representa um passo estratégico para o País no fortalecimento da resiliência digital, e as contribuições recebidas refletem a relevância desse objetivo”, ponderou o contra-almirante Marcelo do Nascimento Marcelino, chefe do Centro de Operações Cibernéticas da Marinha do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação ainda entregou às autoridades e lideranças um decálogo com as dez diretrizes que devem nortear as políticas públicas nacionais de cibersegurança. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/72ff6ca1be9e263fdedc9d28989c41230478d427.pdf"&gt;Saiba mais!&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Confira as propostas da coalizão pela cibersegurança&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O relatório &lt;strong&gt;Contribuições para o Marco Legal da Cibersegurança&lt;/strong&gt; defende a criação urgente de uma autoridade nacional de cibersegurança que supere a fragmentação atual das normas brasileiras e estabeleça um sistema integrado de governança, cooperação e proteção digital. O texto parte do diagnóstico de que o Brasil, apesar de avanços como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ainda carece de um instrumento legal abrangente que defina responsabilidades, garanta coordenação institucional e fortaleça a defesa contra ataques cibernéticos — que já comprometem a economia, a soberania e os direitos dos cidadãos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A ausência de um marco legal da cibersegurança gera lacunas operacionais, insegurança jurídica e fragmentação institucional. A inexistência de uma lei que estruture a governança nacional da cibersegurança dificulta a definição de responsabilidades, enfraquece a capacidade de resposta a incidentes, reduz a efetividade dos investimentos públicos e privados em proteção digital e compromete a capacidade brasileira de negociar e cooperar internacionalmente com credibilidade”, enfatiza o grupo de entidades.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta é inspirada em modelos internacionais (como os dos Estados Unidos, do Reino Unido, da União Europeia, do Chile, de Singapura e de Israel) e sugere um marco normativo técnico e democrático, amparado em princípios de proporcionalidade, neutralidade tecnológica, cooperação interinstitucional e integração com regras setoriais já existentes. O texto ressalta que a nova lei deve evitar sobreposição regulatória, valorizar a competência de autoridades atuantes (como Banco Central e ANPD) e harmonizar o sistema jurídico, oferecendo segurança regulatória e previsibilidade. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O relatório propõe oito pilares estratégicos para sustentar o marco:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;governança nacional;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;proteção de direitos e apoio a vulneráveis;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;educação e cultura cibernéticas;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;inovação e competitividade;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;proteção de infraestruturas críticas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;modernização do sistema penal;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;cooperações federativa e internacional;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;regulação proporcional com incentivos.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Também destaca a necessidade de prazos transitórios e apoio técnico para que pequenas empresas e órgãos públicos possam se adaptar gradualmente às novas exigências. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento é um chamado à união entre Poder Público, setor privado, academia e sociedade civil para construir um arcabouço legal capaz de fortalecer a resiliência digital e a soberania tecnológica do Brasil, transformando o marco legal da cibersegurança em um instrumento prático, equilibrado e inclusivo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Só uma coalizão ampla e tecnicamente qualificada permitirá transformar o marco em capacidade concreta de defesa, proteção de direitos e promoção da maturidade digital do Brasil”, concluem as entidades.&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5db3d440ecdea99ac37272d1b8de2a05ae12bd7e.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Confira o documento na íntegra!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Aliança Multissetorial pela Cibersegurança é idealizada pelo Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC) e composta pelas seguintes instituições:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Catarinense de Tecnologia (Acate)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Nacional das Vítimas de Internet (Anvint)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Confederação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Federação Brasileira de Bancos (Febraban)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Global Anti-Scam Alliance (Gasa)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Instituto Peck de Cidadania Digital (IPCD)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 07 Nov 2025 15:29:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item></channel></rss>
