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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/economia</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação de índices, estudos técnicos da assesoria econômica e sondagens do comércio, além de posicionamentos sobre a economia do país]]</description><lastBuildDate>Tue, 06 Oct 2026 04:45:55 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/economia</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Acordo Mercosul–EFTA entra em vigor e amplia oportunidades para empresas brasileiras]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/acordo-mercosulefta-entra-em-vigor-e-amplia-oportunidades-para-empresas-brasileiras</link><description>&lt;![CDATA[Tratado abre mercado de países de alta renda para produtos nacionais e reduz tarifas sobre máquinas, equipamentos, fármacos e insumos; veja as regras]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) entrou em vigor para o Brasil na última quinta-feira (1º), ampliando o acesso das empresas brasileiras a mercados como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O bloco reúne cerca de 15 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 1,4 trilhão, com elevado poder aquisitivo e demanda por produtos diferenciados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tratado foi promulgado pelo Decreto 13.126, publicado em edição extra do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Diário Oficial da União&lt;/strong&gt; em 23 de setembro, após a aprovação pelo Congresso Nacional e a ratificação brasileira. As negociações começaram em 2017, foram concluídas em 2025 e resultaram em um acordo que vai além da redução de tarifas, abrangendo serviços, investimentos, compras governamentais, regras de origem, facilitação do comércio, medidas sanitárias e fitossanitárias, barreiras técnicas, propriedade intelectual e compromissos relacionados ao desenvolvimento sustentável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O instrumento de cooperação se soma ao&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-abre-mercado-e-cria-nova-rota-de-crescimento-para-empresas-brasileiras"&gt;Acordo Provisório de Comércio com a União Europeia&lt;/a&gt;, em vigor para o Brasil desde maio, ampliando a rede de tratados comerciais do Mercosul e o acesso dos negócios nacionais ao mercado europeu. Com a entrada em vigor, a EFTA elimina as tarifas de importação sobre todos os produtos industriais e pesqueiros. Considerando também as condições previstas ao Agronegócio, que incluem eliminação ou redução tarifária, cotas e regimes específicos, produtos que representam quase 99% do valor atualmente exportado pelo Brasil ao bloco passam a ter acesso em livre-comércio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O acordo também protege 63 indicações geográficas brasileiras na Suíça e em Liechtenstein, incluindo cafés, vinhos, queijos, cachaça e calçados, ampliando as possibilidades de diferenciação e agregação de valor aos produtos nacionais. As regras para serviços, investimentos e compras governamentais também podem abrir novas oportunidades a empresas brasileiras e favorecer investimentos provenientes dos países do bloco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Importações podem ganhar competitividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas que importam, os efeitos serão graduais. A redução das tarifas aplicadas pelo Mercosul pode diminuir os custos de aquisição de máquinas, equipamentos, fármacos e insumos de maior conteúdo tecnológico, com potenciais reflexos na produtividade e nos custos empresariais. O movimento tem relevância particular para São Paulo, principal Estado importador do bloco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aproveitamento das novas condições comerciais, no entanto, não será automático. As empresas precisarão atender às regras de origem e às exigências técnicas previstas no acordo. O tema ganha importância porque Suíça e Noruega concentram, aproximadamente, 94% das exportações brasileiras destinadas à EFTA.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas precisam se preparar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A implementação do acordo ocorrerá de maneira bilateral, conforme cada país concluir os próprios procedimentos internos. Para o Brasil, as preferências começaram a valer no dia 1º de outubro, com a Islândia, e começarão a valer em 1º de novembro, com a Noruega. No caso de Suíça e Liechtenstein, ainda é necessária a conclusão dos respectivos processos de internalização.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para exportadores e importadores, a orientação da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; é revisar a classificação dos produtos, verificar o cumprimento das regras de origem e se preparar para a emissão da prova de origem. Também será necessário acompanhar os cronogramas de desgravação tarifária, a administração das cotas agrícolas e a entrada em vigor do acordo com Suíça e Liechtenstein, que concentram parcela importante do comércio com o bloco.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizou, no Portal Siscomex, manuais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas, além do Painel de Dados do Acordo Mercosul–EFTA, que permite consultar tarifas por produto e mapear oportunidades por Unidade da Federação (UF).&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:54:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O debate americano sobre IA não é o nosso]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/o-debate-americano-sobre-ia-nao-e-o-nosso</link><description>&lt;![CDATA[Brasil deve pisar firme no acelerador do desenvolvimento]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Andriei Gutierrez&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 12 de setembro, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, fez algo raro no Vale do Sil&amp;iacute;cio: pediu publicamente que a pr&amp;oacute;pria Ind&amp;uacute;stria tirasse o p&amp;eacute; do acelerador. Em um longo ensaio, defendeu desacelerar o avan&amp;ccedil;o dos modelos mais poderosos de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) at&amp;eacute; que os mecanismos de seguran&amp;ccedil;a consigam acompanh&amp;aacute;-los. O alerta veio com uma estimativa concreta. Entre 6 e 12 meses, enxames de agentes aut&amp;ocirc;nomos poderiam ser capazes de tomar a internet, com preju&amp;iacute;zos de centenas de bilh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk endossaram a tese em poucas horas. Estava aberta a pol&amp;ecirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chamou aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o apenas o conte&amp;uacute;do, mas tamb&amp;eacute;m quem o dizia. Quando os pr&amp;oacute;prios fabricantes pedem regras, a pergunta que vem &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a &amp;eacute;: trata-se de responsabilidade verdadeira ou de estrat&amp;eacute;gia para erguer barreiras aos concorrentes? Cr&amp;iacute;ticos n&amp;atilde;o demoraram a apostar na segunda hip&amp;oacute;tese. A rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o das duas pot&amp;ecirc;ncias que lideram a corrida foi imediata e reveladora. Donald Trump rejeitou qualquer nova regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, afirmando que o &amp;uacute;nico controle que a IA precisa &amp;eacute; de um presidente forte e lembrando que os Estados Unidos est&amp;atilde;o &amp;agrave; frente da China. Pequim classificou os alertas como alarmismo e viu no texto uma tentativa velada de conter o seu desenvolvimento. Desconfian&amp;ccedil;a m&amp;uacute;tua e competitividade seguem sendo os motores da IA no mundo. Ningu&amp;eacute;m quer ser o primeiro a frear.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; um ponto fundamental para o leitor brasileiro. O que se discute l&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; o que se discute aqui. O debate aberto por Amodei trata de um punhado de laborat&amp;oacute;rios capazes de treinar modelos de mais avan&amp;ccedil;ados, chamados de &amp;ldquo;fronteira&amp;rdquo;. As propostas incluem testes obrigat&amp;oacute;rios antes do lan&amp;ccedil;amento, avaliadores independentes com acesso interno &amp;agrave;s empresas, controle da exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de chips avan&amp;ccedil;ados e coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pa&amp;iacute;ses. &amp;Eacute; uma regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o pontual, voltada para quem constr&amp;oacute;i a tecnologia no limite do que &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, a principal proposta, o Projeto de Lei (PL) 2.338/2023, segue outra l&amp;oacute;gica. Aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 e, hoje, em an&amp;aacute;lise em comiss&amp;atilde;o especial na C&amp;acirc;mara, o projeto prop&amp;otilde;e uma regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral e horizontal inspirada na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o europeia. Classifica usos por grau de risco e distribui obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, governan&amp;ccedil;a e presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contas por toda a cadeia, incluindo as empresas que utilizam IA apenas no dia a dia. O varejista que usa um sistema para prever demanda, a cl&amp;iacute;nica que adota uma ferramenta de triagem e a pequena ag&amp;ecirc;ncia que atende clientes com um assistente virtual passam a conviver com uma nova camada de burocracia, mesmo sem desenvolver tecnologia alguma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O risco da proposta &amp;eacute; pagarmos o custo da regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem colher o benef&amp;iacute;cio da seguran&amp;ccedil;a. Os riscos da IA na sa&amp;uacute;de, no cr&amp;eacute;dito ou nos transportes s&amp;atilde;o diferentes entre si e j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m quem os conhe&amp;ccedil;a a fundo &amp;mdash; Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Vigil&amp;acirc;ncia Sanit&amp;aacute;ria (Anvisa), Banco Central (BC), Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Sa&amp;uacute;de Suplementar (ANS), ag&amp;ecirc;ncias reguladoras de transporte, Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (ANPD). Embora o texto preveja a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com esses &amp;oacute;rg&amp;atilde;os, sua espinha dorsal continua sendo um c&amp;oacute;digo &amp;uacute;nico para toda a economia. Regras setoriais, calibradas por quem entende de cada mercado, tendem a ser mais precisas, mais baratas e mais eficazes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; ainda um fato que precisa ser dito sem constrangimento: o Brasil n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na disputa global pelos modelos de fronteira, liderada por Estados Unidos e China. Nossa capacidade de influenciar o ritmo dessa corrida por meio de lei &amp;eacute; nula. Uma norma brasileira n&amp;atilde;o vai desacelerar um modelo treinado na Calif&amp;oacute;rnia ou em Shenzhen, mas pode, sim, desacelerar a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA pelas empresas brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas essa constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o deve ser, de forma alguma, um convite &amp;agrave; ina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo contr&amp;aacute;rio. Se o Pa&amp;iacute;s, atualmente, n&amp;atilde;o tem voz na fronteira, precisa construi-la. Nesse sentido, &amp;eacute; muito bem-vindo o an&amp;uacute;ncio, em agosto, de um supercomputador de cerca de R$ 1 bilh&amp;atilde;o em Maca&amp;iacute;ba, na regi&amp;atilde;o metropolitana de Natal, e de nova infraestrutura de supercomputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Sudeste, dentro de um pacote de R$ 2,5 bilh&amp;otilde;es do Plano Brasileiro de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (PBIA). Trata-se de um passo importante para um pa&amp;iacute;s em que 60% do processamento de IA &amp;eacute; realizado no exterior e que quer se posicionar nesse debate.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas &amp;eacute; preciso ir al&amp;eacute;m (e mais r&amp;aacute;pido). Um supercomputador, sozinho, n&amp;atilde;o cria um ecossistema. Quatro frentes s&amp;atilde;o decisivas. A primeira &amp;eacute; prioridade pol&amp;iacute;tica &amp;mdash; a IA precisa estar no centro de uma estrat&amp;eacute;gia nacional, com coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mais alto n&amp;iacute;vel do governo, como estiveram o pr&amp;eacute;-sal e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&amp;aacute;ria&amp;nbsp;(Embrapa). A segunda &amp;eacute; cr&amp;eacute;dito, com financiamento de longo prazo e a custo competitivo para startups, empresas e centros de pesquisa que queiram treinar e adaptar modelos, somado ao poder de compra do Estado como primeiro cliente de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es locais. A terceira &amp;eacute; capacidade computacional em escala, ao aproveitar nossa energia limpa e abundante, consolidando um regime tribut&amp;aacute;rio competitivo a datacenters (como o Redata) e garantindo regras est&amp;aacute;veis que atraiam investimento. A quarta &amp;eacute; gente: forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa, reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de talentos e uma pol&amp;iacute;tica migrat&amp;oacute;ria que facilite a vinda de pesquisadores e engenheiros de qualquer lugar do mundo. A quinta, enfim, seria o est&amp;iacute;mulo massivo &amp;agrave; ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o acelerada da IA pelo setor privado para impulsionar a competitividade brasileira em todos os segmentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil disp&amp;otilde;e de energia renov&amp;aacute;vel abundante, um mercado de mais de 200 milh&amp;otilde;es de consumidores, dados em portugu&amp;ecirc;s, comunidade cient&amp;iacute;fica respeitada e um parque industrial diversificado. Temos condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ser mais do que usu&amp;aacute;rios de tecnologia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A li&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate americano &amp;eacute; simples. Cada pa&amp;iacute;s regula da posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ocupa. Quem est&amp;aacute; na fronteira discute como frear com seguran&amp;ccedil;a. Quem ainda n&amp;atilde;o chegou l&amp;aacute; precisa discutir como acelerar. Ainda h&amp;aacute; tempo de corrigir a rota; trocar a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o gen&amp;eacute;rica e burocr&amp;aacute;tica por regras setoriais, proporcionais e inteligentes e pisar firme no acelerador do desenvolvimento. &amp;Eacute; assim que o Brasil ter&amp;aacute;, um dia, lugar &amp;agrave; mesa em que o futuro da IA est&amp;aacute; sendo decidido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Andriei Gutierrez &amp;eacute; presidente do Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado originalmente no Valor Econ&amp;ocirc;mico em 05 de outubro de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Serviços da capital resistem aos juros altos e ao menor dinamismo da economia]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/servicos-da-capital-mostram-resistencia-diante-de-juros-altos-e-menor-dinamismo-economico</link><description>&lt;![CDATA[Setor cresceu 10,5% no primeiro semestre, mas ambiente ainda é de cautela para a segunda metade do ano]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Os Serviços mantiveram desempenho expressivo no primeiro semestre do ano na capital paulista. Segundo os dados da&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;elaborada pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; com base nas informações da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo (Sefaz/SP), entre janeiro e junho, o &lt;strong&gt;faturamento real&lt;/strong&gt;alcançou &lt;strong&gt;R$ 538,3 bilhões&lt;/strong&gt;, um crescimento de &lt;strong&gt;10,5%&lt;/strong&gt; em relação ao mesmo período de 2025 — representando incremento de aproximadamente R$ 51 bilhões. [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento real do Setor de Serviços — 1º semestre de 2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/1eb0fc796d69982157e4af8cf36884adc0f0842f.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, o resultado mostra a capacidade de resistência do setor diante de um ambiente de juros elevados e menor dinamismo da atividade econômica. Entretanto, a composição desse crescimento merece atenção. A expansão foi particularmente forte em atividades relacionadas a intermediação, comunicação, serviços empresariais e saúde, enquanto outros segmentos apontaram crescimento mais moderado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atividades em expansão&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segmento de agenciamento, corretagem e intermediação acumulou faturamento de R$ 55,7 bilhões (22,7%), adicionando em torno de R$ 10,3 bilhões em comparação com o primeiro semestre de 2025. Também se destacou a atividade de mercadologia e comunicação, com faturamento de R$ 60,3 bilhões (18,6%), equivalente a aproximadamente R$ 9,5 bilhões adicionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Entidade, a expansão dessas atividades reforça uma mudança estrutural na composição dos Serviços, com tecnologia, plataformas digitais, publicidade, dados e intermediação ganhando mais importância.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os serviços jurídicos, econômicos e técnico-administrativos movimentaram R$ 168,3 bilhões (10,4%). Em razão do tamanho do segmento, foram cerca de R$ 15,8 bilhões adicionais em relação ao primeiro semestre de 2025, uma das principais contribuições em valores para o crescimento da pesquisa. Esse crescimento consolida a importância dos serviços especializados para as empresas em um ambiente de mais complexidades regulatória, tributária, tecnológica e trabalhista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os serviços de saúde, por sua vez, acumularam faturamento de R$ 43,2 bilhões, um crescimento de 12,1%, enquanto a construção civil atingiu aproximadamente R$ 12,7 bilhões, alta de 10,6%. As empresas do Simples Nacional movimentaram em torno de R$ 57,6 bilhões, um crescimento de 8,5%, representando R$ 4,5 bilhões adicionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já os serviços técnico-científicos expandiram 6,7%, ao passo que os serviços bancários, financeiros e securitários avançaram aproximadamente 5%. Conservação, limpeza e reparação de bens móveis registraram expansão de 4%, enquanto educação (2%) e representação (0,3%) registraram avanços contidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segmento de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados foi o único a apresentar retração no acumulado do primeiro semestre, com faturamento de aproximadamente R$ 11,5 bilhões, 9,3% abaixo do observado no mesmo período do ano passado, correspondendo a uma redução próxima de R$ 1,2 bilhão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cautela para o segundo semestre&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do resultado positivo na comparação anual, o resultado foi 2,3% inferior aos aproximadamente R$ 551,3 bilhões registrados entre julho e dezembro de 2025, indicando uma perda de ritmo mediante os dados mais recentes do setor. A comparação entre semestres deve ser interpretada com cautela em razão dos efeitos sazonais, mas serve como indicador complementar da dinâmica da economia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As atividades serviços técnico-científicos (-11%), construção civil (-10,2%), turismo, hospedagem e eventos (-10,1%), Simples Nacional (-6,8%), representação (-6,5%) e serviços bancários, financeiros e securitários (-4,2%) ficaram abaixo do segundo semestre do ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, a FecomercioSP orienta os empresários a priorizarem capital de giro e liquidez em detrimento de investimentos estruturais enquanto o custo do crédito seguir elevado, além de investir em retenção e produtividade da equipe atual antes de expandir o quadro, aproveitando o mercado de trabalho aquecido e monitorando de perto o cenário de juros e o calendário político-eleitoral antes de assumir compromissos financeiros de longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Setor faturou R$ 96,4 bilhões em junho na capital&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os segmentos de serviços da capital paulista alcançaram faturamento de R$ 96,4 bilhões, um crescimento de 13,2% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 11,8% [tabela 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento real do Setor de Serviços — junho/2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo/FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/af0a9cb57b5095d0a996806ccd7b48b5dba29aaa.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em junho, todas as atividades de serviços analisadas no município registraram crescimento do faturamento real em relação ao mesmo mês de 2025, com exceção de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados. No acumulado em 12 meses, tanto esse segmento quanto a atividade de representação mostraram resultados negativos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Transformação digital deve estar no centro da agenda de desenvolvimento nacional ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/transformacao-digital-deve-estar-no-centro-da-agenda-de-desenvolvimento-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Conselho de Economia Digital e Inovação defende coordenação de iniciativas e políticas de longo prazo para ampliar a competitividade e aproveitar o potencial tecnológico do País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A necessidade de coordenar iniciativas para fazer da transformação digital um movimento transversal a toda a economia está entre as principais preocupações dos especialistas reunidos pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-propoe-agenda-para-a-transformacao-digital-do-brasil"&gt;&lt;strong&gt;O grupo acaba de lançar um conjunto de propostas para reposicionar o Brasil na economia digital&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao comentar os eixos estruturantes do projeto na última reunião do conselho, realizada na última sexta-feira (25), Andriei Gutierrez, presidente do órgão, ressaltou que a agenda digital requer prioridade estratégica e coordenação institucional de alto nível entre as diferentes esferas do Poder Público. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A transformação digital e a Inteligência Artificial (IA) estão indo por um caminho que, se não as tornarmos prioridade de Nação, de Estado, com metas e todo mundo engajado — ministérios, presidente da República, Estados e municípios remando no mesmo sentido —, não vamos conseguir avançar nesse novo mundo geopolítico, tecnológico, que nos obriga a adotar essas tecnologias para termos produtividade”, analisou ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/f3c16761ebacf03ffaf09530ea15ae777438034e.png" style="width: 500px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Legenda: Andriei Gutierrez / Foto: Edilson Dias&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As propostas defendidas pelo grupo têm como eixo central a governança. O objetivo é articular iniciativas, evitando a dispersão de recursos e a sobreposição de normas, a fim de garantir a previsibilidade regulatória e a segurança jurídica, necessárias para a atração de investimentos, difusão de tecnologias e aceleração da inovação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rodolfo Fücher, vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasil Digital, integrante do conselho e um dos idealizadores do projeto, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/a-transformacao-silenciosa-da-china-pais-deixou-de-copiar-para-liderar-a-revolucao-tecnologica"&gt;ressaltou que países que avançaram na economia digital, como Estados Unidos e China&lt;/a&gt;, adotaram uma visão voltada para a competitividade e o desenvolvimento socioeconômico, incorporando a tecnologia à estrutura econômica. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Os dois países encaram o tema da IA como estratégica à economia. Quando olhamos para o Brasil — e esse tema não está na pauta prioritária —, nós percebemos que há alguma coisa equivocada. Onde nós estamos errando, até como setor, que não conseguimos levar a importância desse tema ao governo?”, questionou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, a Estratégia (E-Digital) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) buscam contribuir para esse objetivo, mas, na visão dos especialistas, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/transformacao-digital-desafia-brasil-a-construir-agenda-de-inovacao-e-competitividade"&gt;ainda falta transformar diretrizes em metas executáveis&lt;/a&gt; e garantir continuidade entre diferentes ciclos de governo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as iniciativas defendidas pela FecomercioSP nessa área, destacam-se a criação de um Sistema Nacional de Governança da Economia Digital e da Inovação, coordenado por uma instância de alto nível e com participação permanente do Poder Público, do setor produtivo, da academia e da sociedade civil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O intuito é que o sistema integre estratégias e programas existentes, estabeleça prioridades, metas e indicadores; organize uma agenda regulatória previsível; e publique relatório anual de acompanhamento e avaliação de resultados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/65fe9823dada77baaa9f1a322479c80a079b4d54.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Legenda: Alexandre Del Rey, Rodolfo Fücher e Adriana Esper &amp;nbsp;/ Foto: Edilson Dias&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Competitividade exige visão de longo prazo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alexandre Del Rey, fundador da Associação Internacional de Inteligência Artificial — I2AI, que participou da formulação da agenda, afirmou que, embora o Brasil tenha bons &lt;strong&gt;cases&lt;/strong&gt; na economia digital, que evidenciam como o País conta com talentos e capacidades para avançar, ainda falta tornar o ambiente mais próspero a essas ações. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao abordar a competitividade, eixo que integra a agenda do conselho, ele salientou que o País não precisa partir de uma folha em branco. Ele acredita que o Brasil já reúne competências em setores estratégicos e bons exemplos na economia digital, mas precisa de um plano contínuo de transformar essas capacidades em novos negócios e avanços tecnológicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No segmento de semicondutores, por exemplo, já avançamos e recuamos várias vezes, sem garantir esse desenvolvimento. “A China percebeu quão estratégica era essa indústria, que está desenvolvendo toda a atividade de semicondutores, de forma independente e está chegando, em um, dois anos, a fazer o que os Estados Unidos têm de melhor”, comparou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das propostas defendidas pelo conselho para alancar a competitividade é a criação de um Programa Nacional de Transformação Digital e Adoção de Inteligência Artificial, com prioridade a Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs). O foco seria reduzir custos da adoção tecnológica, além de investir em assistência técnica e capacitação. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/bb1799cb416a22eedf9f2a1155f1053fde7fc08a.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Legenda: Leonardo Barreto, sócio-proprietário da Think Policy, e Andriei Gutierrez /&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Foto: Edilson Dias&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agenda econômica e transformação digital&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Leonardo Barreto, sócio-proprietário da Think Policy, que também é membro do conselho da FecomercioSP, em meio à disputa eleitoral, há, ainda, outros obstáculos no horizonte das políticas públicas para a transformação digital: garantir as condições institucionais e econômicas a fim de que o Brasil consiga avançar nessa agenda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao comentar o cenário eleitoral e o que esperar do próximo governo, o cientista político explicou que o avanço da agenda econômica exigirá um ambiente de tranquilidade institucional, com entendimentos em torno de questões &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/o-papel-do-stf-e-as-garantias-de-liberdade-em-debate"&gt;relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF)&lt;/a&gt; e ao orçamento, diante das limitações fiscais para a próxima gestão.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Sem essas duas transições, nós não começaremos a discutir a agenda econômica no próximo governo, ou faremos isso de maneira muito segmentada”, apontou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/044fb1ec94da43ba708c397d31a66eca24e96f6b.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;Legenda: &lt;em&gt;Rodolfo Fücher e Adriana Esper / Foto: Edilson Dias&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Preparação para riscos cibernéticos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os crimes digitais são outra preocupação latente dos especialistas do conselho da FecomercioSP. Cada vez mais frequentes e sofisticados, essas infrações desafiam empresas, pessoas e governos, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/ataques-digitais-transformam-ciberseguranca-em-risco-para-empresas"&gt;exigindo planos coordenados e investimentos em prevenção&lt;/a&gt;, letramento da população e fortalecimento de infraestruturas críticas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Pode parecer clichê, mas é exatamente isto: não é ‘será que eu vou ser atacado?’, mas ‘quando eu vou ser atacado?’. Então, todos — digo, não só empresas, mas também pessoas físicas — precisam estar preparados para isso”, afirmou a conselheira Adriana Esper, advogada e consultora de proteção de dados, ao comentar o tema, que integra a agenda do conselho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela opinou que programas que capacitem e empoderem empresas e cidadãos para combater esses problemas são extremamente necessários. “Segurança é tudo. Tanto que, se pegarmos as normas, a própria LGPD menciona mais de 30 vezes a palavra ‘segurança’. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-cobra-ajustes-no-marco-legal-da-ia-e-aceleracao-da-infraestrutura-digital-no-pais-1"&gt;O PL 2.338 também&lt;/a&gt;, assim como todas as regulações mundo afora. O risco existe. Ele pode ser pequeno, médio ou alto, mas ele existe. E precisamos estar preparados para tudo”, comentou a conselheira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que a criação da Política (PNCiber) e da Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) signifiquem importantes avanços no enfrentamento dos ataques criminosos, os conselheiros enfatizaram a falta de governança operacional, a definição de responsabilidades, a integração entre estruturas públicas e privadas e os indicadores capazes de medir prevenção, resposta e recuperação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na visão do conselho, é preciso consolidar as iniciativas, mediante a elaboração e &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/novo-decalogo-da-fecomerciosp-traz-propostas-e-alerta-para-a-necessidade-de-um-pacto-nacional-pela-ciberseguranca"&gt;a execução do Plano Nacional de Cibersegurança&lt;/a&gt;, com metas, indicadores, responsabilidades e cronograma de implementação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Espera-se que essa política estabeleça padrões mínimos proporcionais e defina protocolos de notificação, simulação e resposta a incidentes, além de promover exercícios periódicos em infraestruturas críticas e ampliar os apoios técnico e financeiro às pequenas empresas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/2708a4ea48b1ee71bf58ffdaead579e2b22edaad.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;Cinco eixos para reposicionar o Brasil na economia digital&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dessas temáticas, a agenda digital do conselho conta ainda com outras duas frentes para acelerar a transformação tecnológica do Brasil: fronteira tecnológica e equilíbrio social.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses eixos articulam, dentre outros aspectos, a necessidade de fortalecer cadeias estratégicas, como semicondutores, computação avançada, robótica, tecnologias quânticas e sistemas de defesa, além de apoiar a adaptação dos trabalhadores aos impactos da IA e da automação. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acesse o vídeo abaixo para conferir!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/sfAjwGDCQMc?&amp;amp;source_ve_path=OTY3MTQ&amp;amp;embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.fecomercio.com.br%2F&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:00:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Intenção de consumo das famílias recua pelo quinto mês seguido ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/intencao-de-consumo-das-familias-recua-pelo-quinto-mes-seguido</link><description>&lt;![CDATA[Emprego e renda ainda sustentam cenário, mas piora nas expectativas, juros altos e endividamento limitam compras de maior valor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Intenção de Consumo das Famílias (ICF),&lt;/strong&gt; indicador mensurado mensalmente pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, recuou 1,2% em agosto. O índice caiu para 110,9 pontos, registrando a quinta queda mensal consecutiva e a mais intensa da sequência iniciada em abril. Ainda assim, o indicador permaneceu acima da linha de satisfação (100 pontos) e cresceu 4,4% em comparação com o mesmo período do ano passado [gráfico 1].&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/3a86bdcaecd0c5e30ec5ecdfa1e5dc9a6b7ab330.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Emprego sustenta consumo, mas lares ficam mais cautelosos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na análise da FecomercioSP, o mercado de trabalho ainda aquecido continua sendo o principal fator de sustentação do ICF. O componente &lt;strong&gt;emprego atual&lt;/strong&gt; variou apenas -0,4% no mês, para 141,3 pontos, mas avançou 6,3% em um ano e segue como o item de maior pontuação do indicador. A força do emprego ajuda a preservar a renda e a capacidade de pagamento familiar, evitando uma queda mais acentuada da intenção de consumo [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal sinal de cautela surge nas perspectivas para o futuro. A &lt;strong&gt;perspectiva profissional&lt;/strong&gt; caiu 4,5%, no mês, e 10,5%, em um ano, ampliando a distância para o emprego atual. O resultado indica que, embora as famílias avaliem positivamente a sua situação profissional hoje, estão menos confiantes em relação a promoções, aumentos salariais e estabilidade no futuro, o que pode estimular a poupança por precaução e o adiamento de compromissos financeiros mais longos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;renda atual&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;recuou 1,3%, na terceira queda mensal seguida, embora ainda esteja 2,8% acima de agosto de 2025. O &lt;strong&gt;acesso ao crédito&lt;/strong&gt;, por sua vez, foi o único componente a avançar no mês (0,8%), mas a melhoria na percepção de crédito disponível não significa que o custo dos financiamentos tenha diminuído. &lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Intenção de Consumo das Famílias — componentes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a8915002236ef6b9838dbd0e28fb286d175ec52e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados mostram que emprego e renda ainda funcionam como amortecedores, mas os juros altos, o endividamento e a cautela das famílias continuam limitando compras de valor mais alto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Melhor avaliação do presente&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também avaliado pela FecomercioSP,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;O Índice de Confiança do Consumidor (ICC)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;variou -0,6% em relação a julho, para 120,8 pontos, indicando que o consumidor paulistano segue relativamente confiante com o futuro, mas já começa a dar sinais de que as contas domésticas estão mais pressionadas no presente. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, a retração foi menor do que a queda de 2% registrada no mês anterior e manteve o indicador na zona de otimismo. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 8%, sinalizando que a confiança permanece em nível elevado, embora com sinais de acomodação no ciclo do consumo [gráfico 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Confiança do Consumidor (ICC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/6e63fc3e2df0e1464cc9b3b70e12032969a44112.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na leitura da FecomercioSP, o emprego e o alívio recente da inflação ajudaram a melhorar a percepção sobre o momento presente. Já a cautela em relação ao futuro reflete os pesos dos juros ainda altos e do maior comprometimento da renda familiar com dívidas, fatores que tornam o consumidor mais seletivo frente a compromissos de médio e longo prazos. Portanto, ele não para de consumir, mas começa a planejar melhor, comparar preços com mais frequência e adiar compras de valor mais alto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ICC é formado por dois subíndices, cujas leituras foram divergentes em agosto.&amp;nbsp;&amp;nbsp;O&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA)&lt;/strong&gt;, que mede como o consumidor avalia a situação econômica presente, avançou 0,5%, para 114,5 pontos, com melhoria entre famílias das duas faixas de renda, mulheres e consumidores com menos de 35 anos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Índice de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;, que capta as perspectivas para o futuro próximo, caiu 1,3%, para 125 pontos. O resultado indica que o paulistano está mais cauteloso quanto ao futuro [gráfico 3].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;e de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/f1da0e206fcb7d7384a63deb0a634809e2ac21a7.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Pessimismo entre os consumidores mais velhos&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A queda do ICC foi mais intensa entre consumidores com 35 anos ou mais (-3%), enquanto os mais jovens variaram 0,8% no mês, com o maior resultado entre as faixas etárias. A diferença entre os grupos aumentou de 6 para 10,6 pontos. Entre os consumidores com mais idade, a confiança está mais sustentada pelas expectativas para o futuro do que pela percepção sobre o presente, o que sugere mais sensibilidade às mudanças econômicas e uma eventual piora da renda, do emprego ou do custo de vida&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;[tabela 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por renda, a confiança recuou entre os lares com até dez salários mínimos (-1,2%) e avançou entre as de maior renda (0,6%). O contraste aparece principalmente na avaliação das condições atuais, indicando que, embora as famílias de menor renda mantenham expectativas relativamente favoráveis, ainda sofrem mais pressão no orçamento diante dos preços, dos juros e das despesas essenciais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os homens, o ICC caiu 1,8%, enquanto entre as mulheres variou 0,6%. Apesar de a confiança masculina continuar mais alta, a diferença entre os grupos diminuiu de forma significativa. No campo das expectativas, porém, o IEC dos homens cresceu 11,3% em um ano, maior alta entre os segmentos, sinalizando que a cautela observada em agosto ocorre mesmo com uma percepção mais positiva sobre o futuro.&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Confiança do Consumidor (ICC) – segmentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/5750b495597ebc7fedfd05d57150b7db62d2badf.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP observa que, apesar da piora pontual em agosto, todas as segmentações registraram alta no comparativo anual. O resultado mostra uma acomodação de curto prazo da confiança, sem caracterizar uma reversão da melhoria observada nos últimos 12 meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos sobre o varejo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado de agosto constata que o consumidor paulistano segue otimista, mas mais seletivo e cauteloso, principalmente em relação ao futuro profissional e às compras de alto valor. O mercado de trabalho ainda sustenta emprego, renda e capacidade de pagamento, mas já não é suficiente para manter o consumo no mesmo ritmo, diante do crédito caro, do maior comprometimento da renda com dívidas e da pressão das despesas essenciais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o varejo, esse quadro reforça um comportamento de consumo mais planejado, marcado por pesquisa de preços, comparação entre canais e mais seletividade. Segmentos que dependam de crédito e parcelamento tendem a enfrentar mais resistência. Nesse ambiente, também ganha importância a gestão prudente de estoques e de caixa, além da adaptação da oferta aos diferentes perfis de renda e idade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O varejista que compreender esse consumidor mais cauteloso e apresentar uma proposta de valor clara estará mais preparado para passar por período de acomodação. Mais do que apostar apenas em descontos, o momento exige acompanhar de perto a capacidade financeira das famílias e a evolução da confiança, especialmente das expectativas profissionais, que podem antecipar mudanças mais amplas no comportamento de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Panorama do Comércio&lt;/strong&gt; de setembro traz algumas orientações sobre como adotar estratégias para esse momento. Clique&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/corda-bamba-comercio-paulista-sofre-pressao-de-estoques-dividas-e-juros-altos"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; para fazer o download.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 16:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Articulação com Prefeitura de SP busca abrir novos mercados para PMEs]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/novas-frentes-buscam-facilitar-importacoes-e-exportacoes</link><description>&lt;![CDATA[Agenda visa fortalecer capacitação e conexões com parceiros-chave para destravar oportunidades no exterior]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e a &lt;a href="https://prefeitura.sp.gov.br/web/relacoes_internacionais" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Secretaria Municipal de Relações Internacionais de São Paulo (SMRI)&lt;/a&gt; acertaram uma agenda conjunta para reduzir barreiras ao comércio exterior e ajudar mais empresas, especialmente as pequenas e médias, a importar, exportar e acessar novos mercados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as ações previstas, destaque para a conexão com a &lt;a href="https://spnegocios.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;São Paulo Negócios&lt;/a&gt; e câmaras de comércio, o acesso a programas de internacionalização e a identificação de feiras e eventos que possam aproximar empresários de compradores, fornecedores e investidores estrangeiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As iniciativas foram discutidas em reunião na última sexta-feira (25), na Secretaria Municipal de Relações Internacionais, com a participação da secretária Angela Gandra; do vice-presidente da FecomercioSP e presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Relações Internacionais&lt;/a&gt;, Rubens Medrano; e das equipes das duas instituições.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos primeiros passos será articular uma reunião com a São Paulo Negócios, que desenvolve ações de preparação e acompanhamento de interessados em importar e exportar. A conversa deverá envolver também a área internacional da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra frente será a conexão com câmaras de comércio, que podem abrir contato com potenciais compradores, fornecedores e investidores de outros países. A SMRI também vai buscar, junto à Secretaria de Turismo, o calendário de feiras internacionais realizadas na cidade para identificar eventos estratégicos e oportunidades de participação do setor produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais preparo para chegar ao mercado externo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os encaminhamentos reforçam o trabalho que o &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Relações Internacionais da Entidade&lt;/a&gt; e a unidade de negócio da &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/produtos/fecomercio-internacional/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Fecomercio Internacional&lt;/a&gt; vêm desenvolvendo para simplificar o caminho de quem pretende negociar com outros países. A proposta é reunir Poder Público, instituições especializadas e agentes da cadeia para orientar tanto quem pretende dar os primeiros passos quanto quem já tentou importar ou exportar e encontrou dificuldades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Medrano, essa rede de apoio é fundamental para que o empresário ganhe conhecimento e autonomia. “Nós sabemos que sozinhos não vamos conseguir. Queremos ter parceiros e ser parceiros. Não vamos dar o peixe, mas ensinar a pescar”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação também vem mapeando entraves regulatórios, aduaneiros, logísticos e tributários relatados pelo setor produtivo. A ideia é levar ao Poder Público os problemas acompanhados de propostas que possam tornar as operações mais simples e seguras. E começar não significa necessariamente viajar para o exterior. &lt;strong&gt;Capacitação, informação e acesso a instituições especializadas&lt;/strong&gt; podem ajudar o empresário a identificar mercados, avaliar riscos, conhecer potenciais parceiros e entender como comprar ou vender fora do País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conexões que podem virar negócios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasião, Angela salientou a convergência entre as iniciativas da FecomercioSP e a agenda internacional da cidade. Para a secretária, essas conexões podem aproximar o setor produtivo de diferentes regiões e abrir novas frentes comerciais. “Há muita potencialidade. Podemos criar novos mercados e fortalecer novas bases”, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A SMRI poderá funcionar como ponte com câmaras de comércio, organizações internacionais, outras áreas da administração municipal e parceiros institucionais. A São Paulo Negócios, por sua vez, poderá contribuir para conectar empresários a compradores e fornecedores estrangeiros, além de promover encontros e rodadas de negócios. Medrano acredita que reunir esses atores é essencial para dar escala à iniciativa. “É um projeto grande. Todos os parceiros precisam estar juntos”, resumiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A próxima etapa é transformar essas conexões em soluções que cheguem às empresas: &lt;strong&gt;mais informação e capacitação, acesso a parceiros especializados, participação em feiras e contato com potenciais compradores e fornecedores&lt;/strong&gt;. O objetivo é tornar o caminho para importar e exportar mais claro e seguro, inclusive aos pequenos e médios negócios.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 14:01:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Juros altos têm raiz no desequilíbrio fiscal]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/juros-altos-tem-raiz-no-desequilibrio-fiscal</link><description>&lt;![CDATA[Ao BC, FecomercioSP propõe medidas para fortalecer ambiente de crédito aos pequenos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O debate recorrente sobre taxas de cart&amp;atilde;o e parcelamento tende a ressurgir sempre que o or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias aperta. Mas trata-se apenas de um sintoma de um problema mais profundo: h&amp;aacute; anos, o Brasil apresenta crescimento insuficiente da produtividade e da renda por habitante, baixa taxa de investimento e um quadro fiscal que mant&amp;eacute;m elevada a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de risco. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3% e o PIB per capita avan&amp;ccedil;ou 1,9%, enquanto a taxa de investimento ficou em apenas 16,8% do PIB.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Essa avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o faz parte de um estudo elaborado pela &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, levado formalmente ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Gal&amp;iacute;polo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O material detalha a dimens&amp;atilde;o do desequil&amp;iacute;brio fiscal: em junho de 2026, a D&amp;iacute;vida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 81,9% do PIB (R$ 10,8 trilh&amp;otilde;es); nos 12 meses at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o, o setor p&amp;uacute;blico acumulou d&amp;eacute;ficit prim&amp;aacute;rio de R$ 157,2 bilh&amp;otilde;es, enquanto os juros nominais somaram R$ 1,16 trilh&amp;atilde;o, equivalente a 8,8% do PIB.&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mesmo-com-corte-espaco-para-reducoes-adicionais-na-selic-permanece-estreito" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt; A Selic, fixada pelo Comit&amp;ecirc; de Pol&amp;iacute;tica Monet&amp;aacute;ria &amp;nbsp;(Copom)&lt;/a&gt; em 14% ao ano em agosto de 2026, segue em patamar elevado e restritivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Esses fatores comp&amp;otilde;em uma cadeia de efeitos &amp;mdash; desequil&amp;iacute;brio fiscal, maior percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de risco, juros mais altos, cr&amp;eacute;dito mais caro e menor consumo e investimento. Discutir apenas a &amp;uacute;ltima etapa dessa cadeia (o pre&amp;ccedil;o cobrado no cart&amp;atilde;o) significa ignorar uma parte importante do processo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Concorr&amp;ecirc;ncia, sim; tabelamento, n&amp;atilde;o&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ao BC, a FecomercioSP refor&amp;ccedil;ou a defesa por mais concorr&amp;ecirc;ncia entre institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras, adquirentes, bandeiras e emissores, com mais transpar&amp;ecirc;ncia tarif&amp;aacute;ria. Contudo, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o alertou para as consequ&amp;ecirc;ncias de um eventual tabelamento direto de juros, medida que n&amp;atilde;o elimina os custos que comp&amp;otilde;em o pre&amp;ccedil;o do cr&amp;eacute;dito e pode apenas restringir a oferta, excluindo clientes de maior risco.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O estudo tamb&amp;eacute;m recomenda a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do modelo atual do parcelado sem juros, hoje uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o do comerciante prevista na Lei 13.455/2017. Essa modalidade tem um papel central na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os e no est&amp;iacute;mulo &amp;agrave;s vendas, especialmente para Micro e Pequenas Empresas (MPEs).&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A agenda estrutural proposta pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao &amp;oacute;rg&amp;atilde;o segue seis frentes:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul style="margin-bottom:0cm;margin-top:0cm;" type="disc"&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;recompor a credibilidade fiscal;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;melhorar a efici&amp;ecirc;ncia do gasto p&amp;uacute;blico;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;avan&amp;ccedil;ar em reformas que aumentem produtividade e renda per capita;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;aprofundar a concorr&amp;ecirc;ncia no sistema financeiro;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;fortalecer a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;preservar a liberdade de consumidores e empresas para definir pre&amp;ccedil;os e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es comerciais, com interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o apenas diante de falhas de mercado comprovadas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Ao BC, a FecomercioSP prop&amp;otilde;e que as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras adotem pol&amp;iacute;ticas de concess&amp;atilde;o e precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito mais favor&amp;aacute;veis a consumidores com hist&amp;oacute;rico consistente de adimpl&amp;ecirc;ncia e menor risco.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 10:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[juros do cartão de crédito]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP amplia capacitação de PMEs junto aos Sindicatos para atuação no comércio exterior]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-amplia-capacitacao-de-pmes-junto-aos-sindicatos-para-atuacao-no-comercio-exterior</link><description>&lt;![CDATA[Iniciativa apresentada ao Conselho do Comércio Atacadista busca apoiar pequenos e médios negócios interessados em importar ou exportar; tributação de receitas sindicais e negociações coletivas também estiveram na pauta]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;vai ampliar a capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pequenas e m&amp;eacute;dias empresas interessadas em ingressar ou expandir a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o no com&amp;eacute;rcio exterior. A iniciativa, que ser&amp;aacute; desenvolvida em conjunto com os Sindicatos, pretende oferecer orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para que neg&amp;oacute;cios de menor porte possam acessar o mercado internacional. Um levantamento realizado pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o recebeu respostas de 50 entidades e ser&amp;aacute; utilizado para identificar aquelas que j&amp;aacute; desenvolvem iniciativas na &amp;aacute;rea e as que pretendem avan&amp;ccedil;ar nessa agenda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta foi apresentada por Rubens Medrano, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, durante reuni&amp;atilde;o do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;&lt;strong&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; da Entidade. A partir do mapeamento, ser&amp;atilde;o desenvolvidas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es para apoiar tanto as empresas que pretendem iniciar atividades de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o quanto as j&amp;aacute; atuantes no com&amp;eacute;rcio exterior que buscam ampliar as opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;N&amp;atilde;o existe espa&amp;ccedil;o vazio nos neg&amp;oacute;cios. &amp;Eacute; sempre coberto por algu&amp;eacute;m. Ent&amp;atilde;o, acho que o Com&amp;eacute;rcio &amp;eacute; o grande importador e exportador, e n&amp;oacute;s temos de realmente reivindicar essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, afirmou Medrano. Ele acredita que ampliar a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (MPEs) nessa agenda ganha import&amp;acirc;ncia diante de um cen&amp;aacute;rio internacional que interfere cada vez mais na atividade empresarial brasileira. Ele citou as disputas geopol&amp;iacute;ticas e geoecon&amp;ocirc;micas entre Estados Unidos e China e ressaltou que acontecimentos externos podem afetar cadeias de abastecimento, elevar os custos dos fretes e repercutir nos pre&amp;ccedil;os dos produtos no mercado dom&amp;eacute;stico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A agenda de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;aacute; como uma das pr&amp;oacute;ximas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es um encontro em 2 de outubro, com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de representantes da ApexBrasil, do Sebrae e da Receita Federal, entre outros. A programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; abordar o cen&amp;aacute;rio internacional e apresentar instrumentos e caminhos para apoiar a internacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dando continuidade &amp;agrave; estrat&amp;eacute;gia de orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos Sindicatos e &amp;agrave;s empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reforma Tribut&amp;aacute;ria muda tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das receitas dos sindicatos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os impactos da Reforma Tribut&amp;aacute;ria sobre as entidades sindicais patronais tamb&amp;eacute;m estiveram na pauta. Sarina Sasaki Manata, assessora da FecomercioSP, explicou que, a partir de 2027, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/incerteza-sobre-aliquota-da-cbs-preocupa-empresas-do-simples"&gt;PIS e Cofins ser&amp;atilde;o extintos e substitu&amp;iacute;dos pela Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS),&lt;/a&gt; exigindo aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Sindicatos &amp;agrave;s diferentes fontes de receita das entidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o associativa estatut&amp;aacute;ria est&amp;aacute; expressamente entre as hip&amp;oacute;teses de n&amp;atilde;o incid&amp;ecirc;ncia, assim como rendimentos de aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras, doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem contrapresta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e determinadas transfer&amp;ecirc;ncias de recursos p&amp;uacute;blicos. J&amp;aacute; a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o assistencial n&amp;atilde;o aparece de forma expressa na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, embora haja, segundo Sarina, argumento para defender a n&amp;atilde;o incid&amp;ecirc;ncia pela aus&amp;ecirc;ncia de contrapresta&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Receitas provenientes de loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de im&amp;oacute;veis e espa&amp;ccedil;os, intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de neg&amp;oacute;cios, cursos e treinamentos, por outro lado, podem estar sujeitas aos novos tributos. Nas loca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, h&amp;aacute; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 70% da al&amp;iacute;quota, enquanto intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e treinamentos podem ter tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o integral.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mudan&amp;ccedil;as na jornada de trabalho est&amp;atilde;o entre os principais temas no radar das empresas nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas. Durante a reuni&amp;atilde;o, foram destacadas as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/produtividade-e-o-fim-da-escala-6x1-folha-encarece-ate-para-quem-ja-da-dois-dias-de-folga"&gt;discuss&amp;otilde;es sobre redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada e fim da escala 6x1&lt;/a&gt;, trabalho aos domingos e feriados e propostas para restringir modalidades de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como o contrato intermitente e jornadas utilizadas pelas empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio foi apresentado por Paula Tateishi, tamb&amp;eacute;m assessora da FecomercioSP, que relatou as preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es levantadas pelas pr&amp;oacute;prias empresas durante encontro realizado pela &amp;aacute;rea Trabalhista da FecomercioSP em agosto. Dentre elas, destaque para a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de modelos de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada adequados &amp;agrave;s caracter&amp;iacute;sticas de cada atividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Com&amp;eacute;rcio atacadista atinge recorde de empregos, mas ritmo desacelera&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro tamb&amp;eacute;m apresentou uma radiografia do mercado de trabalho formal do com&amp;eacute;rcio atacadista paulista. Segundo estudo apresentado por Thiago Carvalho, assessor da FecomercioSP, o setor chegou a 632.386 trabalhadores com carteira assinada em junho de 2026, o maior contingente da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica, iniciada em 2020.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do recorde, os dados mostram perda de ritmo na gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vagas. O saldo de empregos no primeiro semestre deste ano permaneceu positivo, mas foi o menor para o per&amp;iacute;odo desde a pandemia, acompanhando o movimento de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia brasileira. Papel, res&amp;iacute;duos e sucatas foram algumas das atividades que apontaram crescimento no n&amp;uacute;mero de trabalhadores, com alta de 2,6% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a junho de 2025, al&amp;eacute;m de produtos e equipamentos m&amp;eacute;dico-hospitalares e odontol&amp;oacute;gicos, com avan&amp;ccedil;o de 1,9%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto analisado foi a rotatividade da m&amp;atilde;o de obra. O levantamento, o qual mostra aumento desse indicador desde 2023, revela que, em um ano, o com&amp;eacute;rcio atacadista chegou a substituir quase metade dos trabalhadores, quadro que amplia custos com contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, treinamento e adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos profissionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A an&amp;aacute;lise tamb&amp;eacute;m relacionou o resultado do setor &amp;agrave; conjuntura econ&amp;ocirc;mica. Embora o mercado de trabalho ainda contribua para sustentar renda e consumo, Carvalho chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para sinais de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e para o elevado endividamento de pessoas f&amp;iacute;sicas e empresas, fatores que podem limitar a atividade nos pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 09:36:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Digitalização do Estado amplia eficiência,  mas exige nova rotina das empresas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/digitalizacao-do-estado-amplia-eficiencia-mas-exige-nova-rotina-das-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Integração de dados públicos torna fiscalização mais ágil e aumenta necessidade de atenção às obrigações digitais, em especial entre MPEs]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado brasileiro deixou de representar apenas a substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do papel por servi&amp;ccedil;os eletr&amp;ocirc;nicos e avan&amp;ccedil;a para uma etapa de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados capaz de mudar a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos neg&amp;oacute;cios com o Poder P&amp;uacute;blico. Informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais, trabalhistas e cadastrais passam a ser compartilhadas entre diferentes sistemas, simplificando processos, mas tamb&amp;eacute;m ampliando a capacidade de identificar inconsist&amp;ecirc;ncias e fiscalizar empresas com mais rapidez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os reflexos desse movimento sobre o ambiente de neg&amp;oacute;cios foram debatidos durante reuni&amp;atilde;o &lt;strong&gt;do&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-servicos"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;da&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Ao abrir o encontro, o presidente do conselho, Marcelo Braga, abordou a necessidade de aproximar a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital da realidade empresarial, principalmente das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), que contam com menos estrutura para acompanhar mudan&amp;ccedil;as regulat&amp;oacute;rias e novas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As diferen&amp;ccedil;as no pr&amp;oacute;prio avan&amp;ccedil;o da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo Pa&amp;iacute;s foram exemplificadas pelo vice-presidente do conselho, Eladio Paniagua Junior, com base na experi&amp;ecirc;ncia do segmento de loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ve&amp;iacute;culos. Segundo ele, enquanto processos de primeiro emplacamento podem ser conclu&amp;iacute;dos rapidamente em Estados como Paran&amp;aacute; e Minas Gerais, em S&amp;atilde;o Paulo ainda levam dias e apresentam custos superiores. &amp;ldquo;O Brasil, na verdade, n&amp;atilde;o tem um registro digital, mas v&amp;aacute;rios. E essa diferen&amp;ccedil;a &amp;nbsp;&amp;eacute;, al&amp;eacute;m de t&amp;eacute;cnica, competitiva&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Paniagua Junior, burocracia e custos adicionais acabam interferindo na pr&amp;oacute;pria capacidade de investimento das empresas. &amp;ldquo;Cada dia que esperamos um documento sair, cada custo adicional, &amp;eacute; tempo e dinheiro que deixam de virar investimento, contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, acrescentou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sistemas integrados mudam rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Estado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir dessas quest&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas, o debate avan&amp;ccedil;ou para os impactos mais amplos da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o ambiente de neg&amp;oacute;cios. A palestra acerca do tema foi conduzida por &lt;strong&gt;Andriei Gutierrez, presidente do&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, que apresentou a trajet&amp;oacute;ria da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital do Estado e seus reflexos para as empresas do setor de Servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasi&amp;atilde;o, Gutierrez ressaltou que esse processo vem sendo constru&amp;iacute;do h&amp;aacute; mais de duas d&amp;eacute;cadas no governo federal e se consolidou como uma pol&amp;iacute;tica de Estado, passando por diferentes administra&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Um dos principais elementos dessa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a interoperabilidade, que permite aos sistemas p&amp;uacute;blicos compartilhar e cruzar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dimens&amp;atilde;o desse processo aparece nos dados do &lt;a href="https://www.gov.br/governodigital/pt-br/infraestrutura-nacional-de-dados/interoperabilidade/conecta-gov.br"&gt;Conecta Gov.br&lt;/a&gt;. As consultas de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos passaram de 56 milh&amp;otilde;es, em 2020, para 1,1 bilh&amp;atilde;o em 2025. Segundo os dados apresentados, a economia estimada pelo governo com esse compartilhamento chegou a R$ 6,31 bilh&amp;otilde;es no ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas, por&amp;eacute;m, a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m muda a l&amp;oacute;gica da fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es provenientes de notas fiscais, folha de pagamento, eSocial, FGTS e outras bases podem ser confrontadas eletronicamente, identificando diverg&amp;ecirc;ncias de forma muito mais r&amp;aacute;pida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;No passado, quando os sistemas estavam no papel ou n&amp;atilde;o conversavam entre si, uma autua&amp;ccedil;&amp;atilde;o dependia muitas vezes de uma den&amp;uacute;ncia ou de uma fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica. Com os sistemas digitalizados, integrados e, cada vez mais, com Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, uma inconsist&amp;ecirc;ncia pode ser identificada automaticamente&amp;rdquo;, explicou Gutierrez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pequenas empresas lidam com mais obst&amp;aacute;culos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto neg&amp;oacute;cios de maior porte geralmente contam com &amp;aacute;reas Fiscais e Jur&amp;iacute;dicas, sistemas integrados de gest&amp;atilde;o e equipes respons&amp;aacute;veis pelo acompanhamento regulat&amp;oacute;rio, MPEs frequentemente dependem do pr&amp;oacute;prio empres&amp;aacute;rio e do contador para acompanhar obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es e prazos. A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o frisou que, embora a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital possa ser a mesma para todos, o custo e a estrutura necess&amp;aacute;rios para cumpri-la s&amp;atilde;o diferentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo trabalhista, um exemplo &amp;eacute; o Domic&amp;iacute;lio Eletr&amp;ocirc;nico Trabalhista (DET), utilizado para a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os empregadores. Uma notifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser considerada recebida ap&amp;oacute;s 15 dias, mesmo que n&amp;atilde;o tenha sido aberta, o que refor&amp;ccedil;a a necessidade de monitorar regularmente a plataforma e manter dados e procura&amp;ccedil;&amp;otilde;es atualizados. &amp;ldquo;&amp;Eacute; muito desigual cobrar da pequena da mesma maneira que se cobra da grande. As MPEs precisam de tratamento diferenciado&amp;rdquo;, ressaltou Gutierrez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o debate, o presidente do conselho alertou tamb&amp;eacute;m para tentativas de fraude que simulam comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es oficiais. Com a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es digitais, a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; verificar as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es diretamente nos ambientes oficiais do governo, evitando acessar links recebidos por e-mails, mensagens ou aplicativos.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reforma Tribut&amp;aacute;ria amplia digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m avan&amp;ccedil;a sobre a &amp;aacute;rea Tribut&amp;aacute;ria. A partir de 1&amp;ordm; de novembro, MPEs optantes pelo Simples Nacional passam a utilizar obrigatoriamente o padr&amp;atilde;o nacional da Nota Fiscal de Servi&amp;ccedil;o Eletr&amp;ocirc;nica (NFS-e).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse processo ganha peso com &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/momento-decisivo-conheca-as-adaptacoes-que-as-empresas-do-simples-nacional-devem-fazer-ainda-em-2026"&gt;a Reforma Tribut&amp;aacute;ria e a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual da CBS e do IBS&lt;/a&gt;. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentada durante o encontro, a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre documentos fiscais, sistemas de gest&amp;atilde;o e bases p&amp;uacute;blicas tende a tornar a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais automatizada, ao mesmo tempo que aumenta a necessidade de consist&amp;ecirc;ncia das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es fornecidas pelas empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) deve ampliar ainda mais essa capacidade. Gutierrez chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por&amp;eacute;m, para a necessidade de transpar&amp;ecirc;ncia nos processos automatizados. Ele enfatizou que se algoritmos forem utilizados para selecionar empresas para fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio garantir mecanismos que permitam compreender os crit&amp;eacute;rios utilizados e exercer o direito de defesa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o entra no centro da agenda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O debate ainda salientou que a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado precisa ser acompanhada pela capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas. Dentre os encaminhamentos apresentados por Gutierrez, destacam-se defesa de prazos de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o compat&amp;iacute;veis com a capacidade dos pequenos neg&amp;oacute;cios, mecanismos simples para contestar notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es autom&amp;aacute;ticas e mais transpar&amp;ecirc;ncia sobre os crit&amp;eacute;rios utilizados por sistemas e algoritmos de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desafio, segundo as discuss&amp;otilde;es da reuni&amp;atilde;o, &amp;eacute; fazer com que as empresas acompanhem a velocidade dessa transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Para MPEs, informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica tornam-se ainda mais importantes para que os ganhos proporcionados pela digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o sejam acompanhados por novos custos e riscos de conformidade.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:18:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP propõe agenda para a transformação digital do Brasil]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-propoe-agenda-para-a-transformacao-digital-do-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Propostas estabelecem diretrizes para o País avançar em economia digital, inovação e IA]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Enquanto a tecnologia transforma a economia e as relações de trabalho e consumo, o Brasil ainda lida com desafios estruturais para avançar na transformação digital. Para &lt;strong&gt;o&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;da&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, o País deve acelerar esse processo com coordenação institucional, segurança jurídica, infraestrutura adequada, acesso a tecnologias críticas e políticas voltadas para o aumento da produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fim de contribuir para esse objetivo, e com a preparação da sociedade, das empresas, dos trabalhadores e do Estado para a nova etapa da economia global, o conselho propõe uma agenda estratégica com o objetivo de reposicionar o Brasil nesse debate. O documento organiza as diretrizes em torno de um eixo central (a governança) e quatro eixos estruturantes: competitividade, fronteira tecnológica, resiliência e equilíbrio social. Confira as propostas da FecomercioSP:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/89781c9f73fd67ca8c231571eaa5c82b310ff32e.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Cinco eixos para reposicionar o Brasil na Economia Digital&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estratégia nacional coordenada&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação do conselho, um dos principais impasses do País é fortalecer a coordenação nacional da agenda digital. Isso significa articular e unificar iniciativas, garantindo previsibilidade regulatória e segurança jurídica. Metas públicas, indicadores, avaliações periódicas, redução das sobreposições entre as normas e aumento da eficiência das políticas públicas são algumas das necessidades.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O País já dispõe de instrumentos relevantes, como a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê até R$ 23 bilhões em investimentos entre 2024 e 2028. Contudo, é preciso transformar diretrizes em metas executáveis e garantir continuidade entre diferentes ciclos de governo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A somatização desses itens com a participação do setor produtivo, da academia e da sociedade civil permitiria corrigir rumos, reduzir conflitos institucionais e orientar investimentos públicos e privados às prioridades nacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Digitalização, modernização e ampliação da infraestrutura&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra preocupação apontada pelos conselheiros é a adoção tecnológica ainda desigual. Segundo a TIC Empresas 2025, apenas 17% dos negócios nacionais com dez ou mais pessoas ocupadas utilizavam IA, proporção que alcançava 50% entre as grandes empresas. A diferença aponta a necessidade de políticas específicas a pequenos e médios negócios, que sofrem mais restrições de crédito, conhecimento técnico e acesso a soluções digitais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, o conselho defende uma ampliação dos acessos à tecnologia, à inovação e ao crédito como condições para a transformação digital, a expansão da infraestrutura digital e a digitalização dos serviços públicos. Além disso, apoia as promoções da qualificação e da requalificação da força de trabalho, as reduções de barreiras regulatórias e de custos para a adoção tecnológica e o fortalecimento da inserção internacional do País, com semicondutores e cadeias tecnológicas estratégicas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA e soberania&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A IA amplia a competição por dados, capacidade computacional, energias, semicondutores e talentos especializados. Nesse contexto, a avaliação dos especialistas é que o Brasil deve desenvolver capacidades nacionais em IA de fronteira e expandir a própria infraestrutura de supercomputação e capacidade computacional, além de estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação tecnológica avançada. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se o País almeja obter soberania, deve buscar fortalecer suas tecnologias estratégicas ligadas à defesa e se inserir nas cadeias globais de maior valor agregado. O PBIA prevê investimentos de até R$ 23 bilhões e inclui infraestrutura de alto desempenho, pesquisa, inovação empresarial e melhoria dos serviços públicos. Na visão do conselho, é necessário que o País assegure a execução contínua e a conexão entre a pesquisa de ponta e aplicações capazes de elevar a produtividade e solucionar desafios nacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fortalecimento de cadeias estratégicas — como semicondutores, computação avançada, robótica, tecnologias quânticas e sistemas de defesa — deve considerar as competências já existentes no País e os segmentos em que a Nação pode ocupar posições de maior valor agregado. O Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon) oferece uma base institucional que precisa ser articulada à política de inovação e à atração de investimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cibersegurança e apoio às PMEs&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os crimes digitais, cada vez mais frequentes e avançados, exigem que o Brasil fortaleça sua segurança cibernética, protegendo especialmente as infraestruturas críticas e os serviços essenciais. Dentre as empresas, as micro e pequenas são as mais afetadas por esse tipo de crime e as que detêm menos recursos e capacidade operacional para lidar com as suas consequências. É por isso que esses negócios precisam de apoio nesse processo, com orientações práticas, padrões proporcionais, formação profissional e recursos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que a criação da Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber), em 2023, e da Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber), em 2025, signifiquem importantes passos nessa direção, o avanço ainda depende da governança operacional, da definição de responsabilidades, da integração entre estruturas públicas e privadas e de indicadores capazes de medir prevenção, resposta e recuperação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transformação digital para todos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que 27% dos empregos em seus países-membros estão em ocupações com alto risco de automação. Embora isso não signifique o desaparecimento automático dos postos laborais, o dado reforça a necessidade de antecipar mudanças, atualizar competências e apoiar trabalhadores e empresas durante a reorganização produtiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, medidas para democratizar o acesso à tecnologia são fundamentais. É preciso promover o letramento digital da população, ampliar programas de qualificação e requalificação profissionais, apoiar a adaptação dos trabalhadores aos impactos da IA e da automação e estimular a inclusão produtiva e o acesso às oportunidades da economia digital. Também é necessário desenvolver mecanismos de transição aos setores e ocupações mais afetados pelas transformações tecnológicas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A política de inclusão digital precisa, portanto, ir além do acesso à internet e incorporar educação continuada, qualificação profissional e estímulos à criação de novas atividades econômicas. O acompanhamento dos reflexos sobre emprego, renda e consumo também será fundamental para direcionar ações aos setores, territórios e grupos mais expostos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/sfAjwGDCQMc?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 10:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item></channel></rss>
