<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Internacional - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/internacional</link><description>&lt;![CDATA[Notícias relacionadas à área de atuação da Fecomercio Internacional.]]</description><lastBuildDate>Sat, 30 May 2026 06:25:01 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Internacional - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/internacional</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Marco Legal do Comércio Exterior demanda mais simplificação, proporcionalidade e segurança jurídica ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/marco-legal-do-comercio-exterior-demanda-mais-simplificacao-proporcionalidade-e-seguranca-juridica</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP sugere texto substitutivo ao PL 4.423/2024, após diálogo com liderança da Comissão de Relações Exteriores da Câmara]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; encaminhou, ao deputado Luiz Philippe de Orl&amp;eacute;ans e Bragan&amp;ccedil;a (PL/SP), presidente da Comiss&amp;atilde;o de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores da C&amp;acirc;mara, uma proposta de texto substitutivo ao &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/nova-lei-do-comercio-exterior-avanca-com-pouco-espaco-para-o-dialogo"&gt;Projeto de Lei (PL) 4.423/2024 &amp;mdash; a chamada Lei Geral do Com&amp;eacute;rcio Exterior&lt;/a&gt;. O documento, fruto de amplo trabalho realizado pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da Entidade&lt;/a&gt;, busca evitar que a nova legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o imponha excessiva rigidez operacional ao setor produtivo. Apesar de o PL j&amp;aacute; ter sido aprovado no Senado no ano passado, espera-se que a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na C&amp;acirc;mara dos Deputados permita amplo debate com o setor produtivo, de modo a evidenciar os efeitos que uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o restritiva pode trazer ao Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento &amp;eacute; resultado de um trabalho iniciado h&amp;aacute; meses, quando Rubens Torres Medrano, vice-presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da Entidade, se reuniu com o deputado para apresentar as preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do setor produtivo com o texto em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Naquela ocasi&amp;atilde;o, houve converg&amp;ecirc;ncia de vis&amp;otilde;es entre a FecomercioSP e o parlamentar sobre a necessidade de aprimorar o ambiente de neg&amp;oacute;cios para o com&amp;eacute;rcio exterior, o que pode ocorrer mediante texto alternativo. A minuta entregue ao deputado parte desse alinhamento e incorpora as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/marco-legal-do-comercio-exterior-deve-priorizar-proporcionalidade-e-razoabilidade"&gt;sugest&amp;otilde;es discutidas&lt;/a&gt;&lt;u&gt;.&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta de texto substitutivo busca trazer equil&amp;iacute;brio entre controle aduaneiro e facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, o texto original apresenta dispositivos com vi&amp;eacute;s predominantemente sancionat&amp;oacute;rio, com obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es r&amp;iacute;gidas e multas elevadas que penalizam at&amp;eacute; operadores regulares e adimplentes. A proposta prioriza mecanismos de conformidade, preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e autorregulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em linha com pr&amp;aacute;ticas internacionais modernas de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do marco normativo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O substitutivo busca aprimorar a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira brasileira com &amp;ecirc;nfase em simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de procedimentos, seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e alinhamento com o Acordo sobre Facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Com&amp;eacute;rcio da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial do Com&amp;eacute;rcio (OMC) e outros compromissos internacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Direitos dos operadores e mais previsibilidade na atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta institui direitos formais para os operadores de com&amp;eacute;rcio exterior, fixa prazos para libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das mercadorias pela Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica e prev&amp;ecirc; consequ&amp;ecirc;ncias para o seu descumprimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de procedimentos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto unifica as modalidades de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o indireta, racionaliza os procedimentos para mercadorias com defeito ou desconformidade e amplia o uso de ferramentas de gest&amp;atilde;o de riscos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o proporcional e boa-f&amp;eacute;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo fiscalizat&amp;oacute;rio, a proposta da Entidade adota os princ&amp;iacute;pios da proporcionalidade e da veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao confisco, valorizando a boa-f&amp;eacute; do operador e incentivando a autorregulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a conformidade volunt&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tratamento diferenciado para PMEs&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento ainda prev&amp;ecirc; acesso simplificado ao com&amp;eacute;rcio exterior para Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs) e reconhece o papel estrat&amp;eacute;gico de intervenientes como despachantes aduaneiros e neg&amp;oacute;cios comerciais exportadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tecnologia e transpar&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta refor&amp;ccedil;a a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional, a transpar&amp;ecirc;ncia nas normas e o uso intensivo de tecnologia, buscando construir um ambiente mais eficiente, moderno e competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;quot;O que buscamos &amp;eacute; um marco legal que d&amp;ecirc; previsibilidade e transpar&amp;ecirc;ncia a quem opera, reduza a inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e coloque o Brasil em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es reais de competir nas cadeias globais de valor. S&amp;atilde;o elementos fundamentais para um com&amp;eacute;rcio exterior mais justo e sustent&amp;aacute;vel&amp;quot;, afirma Medrano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 29 May 2026 14:00:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP recebe embaixador de Singapura para discutir comércio exterior e oportunidades para PMEs]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-recebe-embaixador-de-singapura-para-discutir-comercio-exterior-e-oportunidades-para-pmes</link><description>&lt;![CDATA[Encontro tratou do avanço do acordo Mercosul–Singapura e o interesse de empresas do país em atuar no mercado brasileiro]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, recebeu a visita institucional do embaixador n&amp;atilde;o residente de Singapura no Brasil,&amp;nbsp;Goi Seng Hui, em encontro voltado para o fortalecimento das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es comerciais entre os dois pa&amp;iacute;ses e a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de oportunidades de neg&amp;oacute;cios para empresas brasileiras, especialmente as Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a reuni&amp;atilde;o, o embaixador e representantes da embaixada destacaram o interesse crescente de empresas de Singapura no mercado brasileiro. Um dos exemplos apresentados foi o de uma empresa de tecnologia, que planeja abrir escrit&amp;oacute;rio no Brasil para estabelecer presen&amp;ccedil;a local e oferecer solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es a neg&amp;oacute;cios nacionais. A iniciativa est&amp;aacute; em fase de prospec&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conta com o apoio da Embaixada de Singapura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro tema debatido foi o avan&amp;ccedil;o do acordo de livre-com&amp;eacute;rcio entre Mercosul e Singapura (FTA). Ap&amp;oacute;s a assinatura do tratado, representantes do governo de Singapura dever&amp;atilde;o vir ao Brasil para realizar uma s&amp;eacute;rie de encontros institucionais e aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mercado, incluindo uma visita &amp;agrave; Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP apresentou, ainda, projetos destinados ao apoio de PMEs brasileiras na inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o no com&amp;eacute;rcio exterior, refor&amp;ccedil;ando a import&amp;acirc;ncia de aproxima&amp;ccedil;&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas, &lt;em&gt;networking&lt;/em&gt; e gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de oportunidades internacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O embaixador ressaltou que a balan&amp;ccedil;a comercial entre Brasil e Singapura &amp;eacute; superavit&amp;aacute;ria para o lado brasileiro. Singapura importa grande volume de alimentos do mundo todo, tanto para consumo interno quanto para atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o como &lt;em&gt;hub&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;internacional de neg&amp;oacute;cios e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o regional. Dentre os produtos brasileiros com potencial de amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o pa&amp;iacute;s asi&amp;aacute;tico, destacam-se o mel, o a&amp;ccedil;a&amp;iacute; e o arroz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio geopol&amp;iacute;tico internacional tamb&amp;eacute;m entrou na pauta da reuni&amp;atilde;o. Segundo&amp;nbsp;Rubens Medrano, presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da FecomercioSP&lt;/a&gt;, o conflito envolvendo o Ir&amp;atilde; n&amp;atilde;o afeta somente pre&amp;ccedil;os do petr&amp;oacute;leo bruto, mas tamb&amp;eacute;m impacta os de fertilizantes provenientes daquele pa&amp;iacute;s, e isso deve pressionar os custos agr&amp;iacute;colas e contribuir para o aumento do custo de vida. Tamb&amp;eacute;m h&amp;aacute; incerteza sobre a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conflito e, mesmo com eventual redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tens&amp;otilde;es, a expectativa &amp;eacute; de que os pre&amp;ccedil;os n&amp;atilde;o retornem aos n&amp;iacute;veis anteriores ao in&amp;iacute;cio da crise.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de&amp;nbsp;Medrano, a assessora Nat&amp;aacute;lia&amp;nbsp;Tafarello&amp;nbsp;participou da reuni&amp;atilde;o. A visita marcou tamb&amp;eacute;m a despedida oficial de Seng Hui ap&amp;oacute;s oito anos no cargo de embaixador n&amp;atilde;o residente de Singapura no Brasil. Esta foi a segunda visita institucional do diplomata &amp;agrave; FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 26 May 2026 16:47:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[MEIs e microempresas puxam recorde de importadoras e exportadoras no Brasil]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/meis-e-microempresas-puxam-recorde-de-importadoras-e-exportadoras-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Participação das pequenas companhias é a maior da série histórica, impulsionada pelo avanço do e-commerce e dos marketplaces globais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Brasil alcan&amp;ccedil;ou, em 2025, o maior n&amp;uacute;mero de empresas importadoras da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. Segundo dados do Minist&amp;eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&amp;uacute;stria, Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os (MDIC), o Pa&amp;iacute;s encerrou o ano com 60.115 neg&amp;oacute;cios atuando nas importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, um crescimento de 7,6% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a 2024. O principal motor desse avan&amp;ccedil;o foram as Microempresas (MEs), os Microempreendedores Individuais (MEIs) e as Empresas de Pequeno Porte (EPPs), que cresceram acima da m&amp;eacute;dia nacional e ampliaram a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no com&amp;eacute;rcio exterior brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As MEs e os MEIs registraram crescimento de 10,2% no n&amp;uacute;mero de importadoras em 2025, totalizando 15.749 empresas, aproximadamente 1,5 mil a mais do que no ano anterior. J&amp;aacute; as EPPs somaram 14.367 importadoras, um avan&amp;ccedil;o de 8,8% no per&amp;iacute;odo. As m&amp;eacute;dias e grandes empresas tamb&amp;eacute;m cresceram, mas em ritmo menor, com alta de 5,5%, alcan&amp;ccedil;ando 29,11 mil companhias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O n&amp;uacute;mero de MEs e MEIs importadores vem aumentando em ritmo de dois d&amp;iacute;gitos desde 2021. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o crescimento acelerado das pequenas importadoras est&amp;aacute; diretamente ligado &amp;agrave; digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico internacional e &amp;agrave; expans&amp;atilde;o dos marketplaces globais, al&amp;eacute;m de iniciativas de desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos processos de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Hoje, esse processo n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais visto como exclusivo das grandes companhias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de empresas importadoras por porte em 2025&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;Porte&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;N&amp;uacute;mero de empresas&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;MEs e MEIs&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;15.749&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;+10,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;EPPs&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;14.367&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;+8,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;M&amp;eacute;dias e grandes empresas&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;29.110&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;+5,5%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;Total&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;60.115&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.333333333333336%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;+7,6%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, plataformas como o Alibaba simplificaram processos que, antes, eram considerados complexos e burocr&amp;aacute;ticos, permitindo que micro e pequenos empres&amp;aacute;rios brasileiros tenham acesso mais direto a fornecedores internacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento tamb&amp;eacute;m aparece na evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es provenientes da China realizadas por MEs e MEIs nacionais. Em 2019, esse grupo importava US$ 328,3 milh&amp;otilde;es (FOB) do pa&amp;iacute;s asi&amp;aacute;tico. Em 2025, o volume ultrapassou US$ 1,03 bilh&amp;atilde;o, crescimento de 214,6% em apenas seis anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de MEs e MEIs provenientes da China&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" id="isPasted"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="50%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;Ano&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="50%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;Valor importado (FOB)&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="50%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;2019&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="50%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;US$ 328,3 milh&amp;otilde;es&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="50%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;2025&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="50%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;US$ 1,03 bilh&amp;atilde;o&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="50%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="50%" valign="top"&gt;&lt;p&gt;+214,6%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/df73c9f736a3a49adadda38dcfdd12b35ed08f85.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m do avan&amp;ccedil;o das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o Brasil tamb&amp;eacute;m registrou recorde no n&amp;uacute;mero de empresas exportadoras no ano passado. O total chegou a 29.818 neg&amp;oacute;cios, um crescimento de 3,4% frente ao ano anterior e o maior patamar da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica, mesmo em um cen&amp;aacute;rio internacional marcado por quest&amp;otilde;es tarif&amp;aacute;rias envolvendo os Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais do Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, 17.764 empresas exportadoras eram de m&amp;eacute;dio e grande portes, o equivalente a 59,6% do total, avan&amp;ccedil;o de 3,4% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior. J&amp;aacute; as EPPs exportadoras somaram 5.655 companhias (crescimento de 3,2%), enquanto MEs e MEIs totalizaram 6.167 exportadoras, alta de 3,6% e participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 20,7% no total nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o conjunta de MEs, MEIs e EPPs no total de exportadores brasileiros saltou de uma m&amp;eacute;dia de 30,6%, entre 2008 e 2018, para 39,6%, em 2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do crescimento recente, Rubens Medrano, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da FecomercioSP&lt;/a&gt;, destaca que a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira na corrente de com&amp;eacute;rcio internacional ainda permanece baixa diante do universo de aproximadamente 24,9 milh&amp;otilde;es de empresas ativas no Pa&amp;iacute;s. &amp;ldquo;O Brasil segue como uma economia relativamente fechada e pouco integrada &amp;agrave;s cadeias globais de valor, cen&amp;aacute;rio que limita principalmente a internacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de micro e pequenas empresas&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os principais obst&amp;aacute;culos, destacam-se burocracia, gargalos log&amp;iacute;sticos, falta de m&amp;atilde;o de obra qualificada, tarifas elevadas e baixa integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s cadeias globais de valor, avalia Medrano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP refor&amp;ccedil;a que a abertura comercial e as iniciativas de desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuam sendo fundamentais para ampliar competitividade, produtividade e acesso a produtos, tecnologias e insumos com maior valor agregado, beneficiando empresas e consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 26 May 2026 16:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O acordo UE–Mercosul virou realidade... e agora?]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/o-acordo-uemercosul-virou-realidade-e-agora</link><description>&lt;![CDATA[Aprovação final pelo lado europeu ainda está pendente; retrocessos ambientais e entraves tributários no Brasil podem ter custo direto na ratificação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;' id="isPasted"&gt;*Por Andr&amp;eacute; Sacconato&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil &amp;eacute; o primeiro pa&amp;iacute;s do Mercosul a concluir formalmente a ratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/acordo-mercosul-uniao-europeia-abre-grandes-oportunidades-para-pmes-no-comercio-internacional-1?%2Fnoticia%2Facordo-mercosul-uniao-europeia-abre-grandes-oportunidades-para-pmes-no-comercio-internacional-1="&gt;do acordo comercial com a Uni&amp;atilde;o Europeia (UE)&lt;/a&gt;, gra&amp;ccedil;as ao Decreto 12.953, publicado no fim de abril. &amp;nbsp;O texto do tratado havia sido assinado em Assun&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Paraguai) em janeiro de 2026.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em mar&amp;ccedil;o, o Congresso Nacional aprovou e, a partir de 1&amp;ordm; de maio, o Brasil j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ou a aplic&amp;aacute;-lo. Para quem acompanha essa negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o h&amp;aacute; tempo, ver tudo isso se concretizar em menos de quatro meses &amp;eacute; surpreendente, j&amp;aacute; que as conversas entre os dois blocos duraram mais de 25 anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O acordo deve mudar muita coisa no dia a dia. A UE &amp;eacute;, hoje, o segundo maior destino das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras e a principal origem de investimento estrangeiro no Pa&amp;iacute;s. Com o acordo, produtos como carne, soja, caf&amp;eacute;, a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, suco de laranja e etanol v&amp;atilde;o ganhar acesso preferencial a um mercado de mais de 440 milh&amp;otilde;es de consumidores europeus, com tarifas que, antes, tornavam o produto brasileiro artificialmente caro nas prateleiras do outro lado do Atl&amp;acirc;ntico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, o tratado deve atrair mais investimento europeu para Infraestrutura, Energia Renov&amp;aacute;vel, Tecnologia e Sa&amp;uacute;de, exatamente as &amp;aacute;reas onde o Brasil mais carece de capital e de conhecimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, h&amp;aacute; um empecilho: o acordo est&amp;aacute; em vigor para o Brasil, mas ainda n&amp;atilde;o completamente fechado do lado europeu. O Parlamento que responde por aquele bloco ainda precisa ratific&amp;aacute;-lo. Dependendo de como estiver estruturado o texto final, os parlamentos dos 27 pa&amp;iacute;ses-membros tamb&amp;eacute;m precisar&amp;atilde;o dar a palavra. Agricultores franceses, irlandeses e poloneses questionam esse avan&amp;ccedil;o, com receio da concorr&amp;ecirc;ncia do nosso Agroneg&amp;oacute;cio. Isso significa que o processo de ratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o plena vai levar algum tempo, ainda que Brasil j&amp;aacute; tenha cumprido a sua parte. Por enquanto, o acordo se mant&amp;eacute;m provis&amp;oacute;rio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E &amp;eacute; nesse ponto que entram os cuidados que o Brasil n&amp;atilde;o pode ignorar. Um deles &amp;eacute; o meio ambiente. A UE imp&amp;ocirc;s, no tratado, mecanismos que permitem suspender as prefer&amp;ecirc;ncias tarif&amp;aacute;rias caso o Brasil d&amp;ecirc; passos atr&amp;aacute;s no desmatamento ou no cumprimento do Acordo de Paris. Isto &amp;eacute;, retrocesso ambiental, agora, tem custo econ&amp;ocirc;mico direto e mensur&amp;aacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo cuidado &amp;eacute; com &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/solucao-para-grande-gargalo-do-custo-brasil-pode-estar-no-mar"&gt;o chamado Custo Brasil&lt;/a&gt;. Tarifa zero na fronteira europeia n&amp;atilde;o resolve nada se o produto brasileiro continuar sendo prejudicado pela carga tribut&amp;aacute;ria excessiva, pela infraestrutura cara, pelo cr&amp;eacute;dito escasso e pela burocracia de sempre. O acordo abre portas, mas atravess&amp;aacute;-la depende de reformas que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o no texto do decreto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No fim das contas, o decreto &amp;eacute; um marco hist&amp;oacute;rico real. O fato de o Brasil ter alcan&amp;ccedil;ado isso merece ser reconhecido. Mas a comemora&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode sobrepor o dever de casa. O acordo &amp;eacute; uma excelente oportunidade, &amp;nbsp;e grandes oportunidades n&amp;atilde;o se aproveitam sozinhas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Andr&amp;eacute; Sacconato &amp;eacute; economista e assessor da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 05 May 2026 15:27:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Abertura comercial como estratégia de desenvolvimento]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/abertura-comercial-como-estrategia-de-desenvolvimento</link><description>&lt;![CDATA[A fragmentação geoeconômica abre oportunidades para fornecedores confiáveis em áreas estratégicas; permanecer fechado é optar pela estagnação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Rubens Medrano*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A economia mundial n&amp;atilde;o deixou de se globalizar; ela se fragmentou. O com&amp;eacute;rcio segue como grande motor de produtividade e de difus&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, mas agora opera em um ambiente marcado por tens&amp;otilde;es geopol&amp;iacute;ticas, pol&amp;iacute;ticas industriais bilion&amp;aacute;rias e um protecionismo crescente nas principais pot&amp;ecirc;ncias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, pa&amp;iacute;ses que se conectam de forma estrat&amp;eacute;gica &amp;agrave;s cadeias globais de valor avan&amp;ccedil;am, enquanto os que se fecham ficam para tr&amp;aacute;s &amp;ndash; e o Brasil ainda se aproxima mais do 2&amp;ordm; grupo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A experi&amp;ecirc;ncia internacional mostra que a abertura comercial &amp;eacute; um dos pilares do crescimento de longo prazo. Economias expostas ao com&amp;eacute;rcio absorvem tecnologia com mais rapidez, aprendem com quem est&amp;aacute; na fronteira e elevam sua produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa pressiona as empresas a inovar e melhorar processos, enquanto o acesso a insumos mais modernos reduz custos e eleva a qualidade do que se produz. Quando as empresas passam a atender mercados maiores, ganham escala e diluem custos fixos. Para pa&amp;iacute;ses de renda m&amp;eacute;dia como o Brasil, isso &amp;eacute; decisivo para escapar da armadilha da baixa produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Casos como Coreia do Sul, M&amp;eacute;xico, Vietn&amp;atilde; e Bangladesh ilustram esse caminho. A Coreia, que nos anos 1960 era mais pobre que o Brasil, integrou-se agressivamente ao com&amp;eacute;rcio mundial &amp;ndash; reduziu tarifas, assinou acordos e orientou sua pol&amp;iacute;tica industrial para competir l&amp;aacute; fora &amp;ndash; e hoje tem PIB per capita muito superior ao nosso. O M&amp;eacute;xico tornou-se um dos maiores exportadores de manufaturas do mundo depois do Nafta. Vietn&amp;atilde; e Bangladesh usaram a abertura como trampolim para atrair investimentos, tecnologia e milh&amp;otilde;es de empregos industriais. Esses exemplos mostram que a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial &amp;eacute; o que separa pa&amp;iacute;ses que avan&amp;ccedil;am dos que estagnaram.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil, por&amp;eacute;m, insiste em manter uma economia fechada. Nossa tarifa m&amp;eacute;dia supera o dobro da m&amp;eacute;dia da OCDE, e nossa participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas cadeias globais de valor &amp;eacute; inferior &amp;agrave; de pa&amp;iacute;ses muito mais pobres. Isso se reflete em baixa produtividade, pouca inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uma ind&amp;uacute;stria com menor densidade tecnol&amp;oacute;gica. A prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o prolongada permitiu que muitas empresas sobrevivessem pela barreira tarif&amp;aacute;ria, e n&amp;atilde;o pela efici&amp;ecirc;ncia, penalizando consumidores e limitando o crescimento do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o geoecon&amp;ocirc;mica atual abre oportunidades para fornecedores confi&amp;aacute;veis em &amp;aacute;reas estrat&amp;eacute;gicas: energia limpa, minerais cr&amp;iacute;ticos, agroind&amp;uacute;stria avan&amp;ccedil;ada e biotecnologia. O Brasil tem vantagens naturais e institucionais para ocupar esse espa&amp;ccedil;o, mas precisa reduzir barreiras, simplificar regras e firmar acordos que ampliem escala e previsibilidade. A abertura tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; essencial para inovar: em setores de fronteira, ningu&amp;eacute;m inova sozinho, e economias fechadas ficam distantes do que h&amp;aacute; de mais avan&amp;ccedil;ado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O argumento de que a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o preserva empregos n&amp;atilde;o se sustenta. Pa&amp;iacute;ses fechados protegem inefici&amp;ecirc;ncias, n&amp;atilde;o trabalhadores. A abertura desloca m&amp;atilde;o de obra para setores mais produtivos, nos quais os sal&amp;aacute;rios tendem a ser maiores. Crescer apoiado s&amp;oacute; no mercado interno &amp;eacute; estrat&amp;eacute;gia vi&amp;aacute;vel para economias com a escala dos EUA ou da China. N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o temos essa escala, e fingir que temos &amp;eacute; um erro que custa caro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A abertura comercial n&amp;atilde;o amea&amp;ccedil;a o desenvolvimento brasileiro; ela &amp;eacute; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para que ele ocorra. Em um mundo fragmentado, quem se fecha perde relev&amp;acirc;ncia. O Brasil tem potencial para ser protagonista, mas precisa escolher esse caminho. Permanecer fechado &amp;eacute; optar pela estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*&lt;em id="isPasted"&gt;Rubens Medrano&lt;/em&gt; &amp;eacute; presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo publicado originalmente no &lt;a href="https://www.poder360.com.br/opiniao/abertura-comercial-como-estrategia-de-desenvolvimento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Poder360&lt;/a&gt; em 18 de abril de 2026&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Marco Legal do Comércio Exterior deve priorizar proporcionalidade e razoabilidade]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/marco-legal-do-comercio-exterior-deve-priorizar-proporcionalidade-e-razoabilidade</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP propõe ajustes ao PL 4.423/2024 a fim de assegurar uma legislação moderna e eficiente para o fluxo aduaneiro]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Para defender regras mais justas e promover o crescimento das Micro e Pequenas Empresas (MPE) no com&amp;eacute;rcio internacional, o Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt; apresentou ao Congresso Nacional, na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira (24), sugest&amp;otilde;es de aprimoramento do Projeto de Lei 4.423/2024. O texto, j&amp;aacute; aprovado no Senado Federal, est&amp;aacute; em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na C&amp;acirc;mara dos Deputados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considerando a import&amp;acirc;ncia da consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um marco regulat&amp;oacute;rio para o com&amp;eacute;rcio exterior, o projeto estabelece regras que, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, podem dificultar e inviabilizar a inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o competitiva das MPE no mercado internacional. As propostas de melhoria foram apresentadas para os deputados federais Luiz Philippe de Orl&amp;eacute;ans e Bragan&amp;ccedil;a, presidente da Comiss&amp;atilde;o de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores&amp;nbsp;e de Defesa Nacional (CREDN), e Luiz Gast&amp;atilde;o (PSD-CE), com ampla atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em defesa nos setores de Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os principais pontos de preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; o car&amp;aacute;ter excessivamente punitivo da proposta, que imp&amp;otilde;e obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es r&amp;iacute;gidas e multas elevadas mesmo para operadores regulares e adimplentes. Representaram a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; o presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais e vice-presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Rubens Torres Medrano, acompanhado do assessor jur&amp;iacute;dico, Fernando Sousa, e do consultor aduaneiro, ex-auditor fiscal da Receita Federal e integrante desse conselho da FecomercioSP, Augusto Oliveira da Silva Neto. Eles defenderam a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entraves burocr&amp;aacute;ticos e o fortalecimento da seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Os ajustes propostos visam a garantir previsibilidade normativa, transpar&amp;ecirc;ncia e efici&amp;ecirc;ncia operacional, elementos fundamentais para contribuir com a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um pa&amp;iacute;s mais justo, competitivo e integrado &amp;agrave;s cadeias globais de valor, e com o desenvolvimento sustent&amp;aacute;vel do com&amp;eacute;rcio exterior&amp;rdquo;, afirma Medrano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o equilibrada&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; prop&amp;otilde;e a revis&amp;atilde;o do cap&amp;iacute;tulo de infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es e penalidades, com a exclus&amp;atilde;o de infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es desproporcionais; a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios de dupla visita, com a possibilidade de corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o de eventuais irregularidades; a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de prazos para libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercadorias pelos agentes alfandeg&amp;aacute;rios; e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regime simplificado de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Dentre outras sugest&amp;otilde;es, est&amp;atilde;o a inclus&amp;atilde;o de diretrizes como a continuidade dos servi&amp;ccedil;os aduaneiros, o tratamento diferenciado para pequenas empresas e a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos operadores log&amp;iacute;sticos e despachantes aduaneiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Silva Neto, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio trazer para a mat&amp;eacute;ria regras mais justas para estabelecer direitos dos operadores e deveres da Receita Federal, assegurando prazos razo&amp;aacute;veis, tratamento ison&amp;ocirc;mico e estabelecendo san&amp;ccedil;&amp;otilde;es pelo descumprimento de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es administrativas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto defendido &amp;eacute; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um cap&amp;iacute;tulo espec&amp;iacute;fico que trate dos direitos dos operadores e dos deveres da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Aduaneira, assegurando prazos adequados, contradit&amp;oacute;rio nos processos e maior equil&amp;iacute;brio na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o setor privado e o Poder P&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;&lt;div id="_com_1" language="JavaScript"&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 07:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP reúne-se com autoridades da Lituânia para debater nova fase de relação comercial]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-reune-se-com-autoridades-da-lituania-para-debater-nova-fase-de-relacao-comercial</link><description>&lt;![CDATA[Criação de câmara bilateral e acordo Mercosul-UE devem fortalecer frentes de negócios voltadas à economia digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A recente criação da Câmara de Comércio Brasil-Lituânia, no dia 12 de março, marca um novo momento na relação entre os dois países e deve impulsionar a agenda de negócios bilaterais. Nesse contexto, o Conselho de Relações Internacionais da &lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;recebeu, na sede da Entidade, representantes do governo lituano para discutir oportunidades de aproximação econômica e comercial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, os dados do intercâmbio comercial entre as duas nações indicam o quanto ainda há espaço para crescer. Em 2024, a corrente de exportações entre Brasil e Lituânia somou cerca de US$ 130 milhões, com saldo de US$ 50 milhões favorável ao país europeu. Os números são modestos diante do tamanho das duas economias — o Brasil, com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,17 trilhões, e a Lituânia, com US$ 80 bilhões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A delegação foi composta pelo vice-ministro de Relações Exteriores da&amp;nbsp;Lituânia, Taurimas Valys; pela cônsul-geral da Lituânia em São Paulo, Audra Čiapienė; e pelo diretor de Relações Econômicas Externas do país, Donatas Tamulaitis. Do lado da Federação, participaram o presidente do&amp;nbsp;&amp;nbsp;Conselho de Relações Internacionais, Rubens Medrano, e os assessores Natália Tafarello, Douglas Dias e Pedro Silveira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O vice-ministro Valys classificou o volume atual de trocas como “inacreditavelmente pequeno” e acredita que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, combinado à criação da câmara bilateral, será um ponto de inflexão para mudar esse quadro. “Vemos a América Latina — e o Brasil, seu maior país — como uma das regiões mais promissoras para a exportação de bens e serviços lituanos”, afirmou. Além do potencial de crescimento, o interesse na região também está ligado à estratégia de diversificação de mercados, com o objetivo de reduzir dependências e ampliar a presença em economias emergentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamulaitis destacou que, nos últimos 20 anos, desde a entrada da Lituânia na União Europeia, na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na zona do euro e na&amp;nbsp;Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico&amp;nbsp;(OCDE), o PIB&amp;nbsp;&lt;em&gt;per capita&amp;nbsp;&lt;/em&gt;do país cresceu sete vezes mais rápido do que a média europeia. Atualmente, a Lituânia ocupa o primeiro lugar no continente em número de licenças&amp;nbsp;&lt;em&gt;fintech&lt;/em&gt; emitidas e também se destaca em cibersegurança e no índice internacional de empreendedorismo, além de figurar entre as economias mais abertas do bloco econômico, com forte inserção no comércio internacional de bens e serviços, tecnologias avançadas e Inteligência Artificial (IA).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Medrano, áreas como cibersegurança,&amp;nbsp;&lt;em&gt;fintechs&lt;/em&gt; e outros segmentos da economia digital são estratégicas para o Brasil fortalecer sua competitividade e a segurança digital, de modo que uma aproximação comercial representa um trunfo para ambos os lados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente do Conselho apresentou a estrutura da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; e sua capacidade de apoiar empresas estrangeiras interessadas no mercado paulista. “Se precisarem de dados econômicos, informações sobre legislação trabalhista, tributação ou mesmo a organização de uma agenda de negócios, as portas da Federação estão abertas, inclusive para receber delegações com suas empresas”, enfatizou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a reunião, Natália detalhou os serviços do Conselho de Relações Internacionais e da Fecomercio Internacional, que apoiam empresas na simplificação de processos. A equipe atua desde o mapeamento de mercado até a organização de agendas com importadores, distribuidores e certificadores, além de auxiliar exportadores brasileiros na busca por novos mercados. “Trabalhamos tanto para trazer empresas para o Brasil, quanto para ajudar empresas brasileiras a se internacionalizarem”, concluiu.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 26 Mar 2026 09:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Receita Federal propõe mudanças no Programa OEA e amplia benefícios para empresas com maior regularidade]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/receita-federal-propoe-mudancas-no-programa-oea-e-amplia-beneficios-para-empresas-com-maior-regularidade</link><description>&lt;![CDATA[Principal mudança sugerida pelo órgão é a criação de três níveis de certificação dentro da modalidade OEA-Conformidade]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Com o objetivo de fortalecer a conformidade no com&amp;eacute;rcio exterior, aumentar a previsibilidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e incentivar melhores pr&amp;aacute;ticas de governan&amp;ccedil;a aduaneira e tribut&amp;aacute;ria, a Receita Federal apresentou proposta de atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Programa Brasileiro de Operador Econ&amp;ocirc;mico Autorizado (Programa OEA), ampliando benef&amp;iacute;cios para empresas com maior n&amp;iacute;vel de regularidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta, formalizada por meio de minutas de Instru&amp;ccedil;&amp;atilde;o Normativa, introduz um novo modelo de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o escalonado, no qual empresas com maior n&amp;iacute;vel de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, governan&amp;ccedil;a e conformidade passam a ter acesso a vantagens operacionais e financeiras mais relevantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O OEA &amp;eacute; um programa de ades&amp;atilde;o volunt&amp;aacute;ria voltado a empresas que atuam em opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o reconhece operadores que demonstram cumprimento consistente da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira, gest&amp;atilde;o estruturada de riscos e controle adequado de suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o que tende a resultar em maior previsibilidade e menor incid&amp;ecirc;ncia de interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novo modelo de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A principal mudan&amp;ccedil;a proposta &amp;eacute; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tr&amp;ecirc;s n&amp;iacute;veis de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro da modalidade OEA-Conformidade (OEA-C).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O n&amp;iacute;vel inicial, denominado&amp;nbsp;&lt;strong&gt;OEA-C Essencial&lt;/strong&gt;, foi estruturado para ampliar o acesso ao programa, principalmente de empresas comerciais exportadoras. Nesse caso, a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; mais automatizada, baseada em crit&amp;eacute;rios como regularidade cadastral, situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal b&amp;aacute;sica e aus&amp;ecirc;ncia de pend&amp;ecirc;ncias impeditivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo n&amp;iacute;vel,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;OEA-C Qualificado&lt;/strong&gt;, mant&amp;eacute;m o modelo atualmente vigente, exigindo comprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de controles internos estruturados nas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de com&amp;eacute;rcio exterior, incluindo procedimentos formais de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal, confer&amp;ecirc;ncia de documentos, rastreabilidade e mecanismos de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inconsist&amp;ecirc;ncias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E o n&amp;iacute;vel mais elevado,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;OEA-C de Excel&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt;, passa a concentrar os principais benef&amp;iacute;cios do programa. Para alcan&amp;ccedil;&amp;aacute;-lo, al&amp;eacute;m do cumprimento das exig&amp;ecirc;ncias aduaneiras, a empresa dever&amp;aacute; demonstrar elevado grau de regularidade tribut&amp;aacute;ria, seja por meio de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Programa Confia ou pela classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o A+ no sistema Sintonia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com isso, o programa passa a operar de forma progressiva &amp;mdash; quanto maior o n&amp;iacute;vel de conformidade e governan&amp;ccedil;a, maiores os benef&amp;iacute;cios concedidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diferimento de tributos e efeito financeiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as mudan&amp;ccedil;as mais relevantes est&amp;aacute; a possibilidade de diferimento do prazo de pagamento de tributos federais na importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que pode chegar at&amp;eacute; o dia 20 do m&amp;ecirc;s seguinte ao desembara&amp;ccedil;o aduaneiro para empresas certificadas no n&amp;iacute;vel&amp;nbsp;&lt;strong&gt;de Excel&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt;, o patamar mais elevado do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse benef&amp;iacute;cio pode gerar resultado relevante no fluxo de caixa, em especial para empresas com grande volume de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Atualmente, os tributos incidentes na importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o recolhidos no momento do registro da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mudan&amp;ccedil;a dever&amp;aacute; ocorrer inicialmente por meio de projeto-piloto com n&amp;uacute;mero limitado de empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Maior previsibilidade nas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro avan&amp;ccedil;o previsto &amp;eacute; o aumento da previsibilidade no despacho aduaneiro. Empresas certificadas no n&amp;iacute;vel&amp;nbsp;&lt;strong&gt;OEA-C de Excel&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt; poder&amp;atilde;o ter suas declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es direcionadas ao canal verde, no qual a libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mercadoria ocorre de forma autom&amp;aacute;tica, sem an&amp;aacute;lise documental ou inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica, salvo exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse direcionamento reduz o tempo de perman&amp;ecirc;ncia de cargas em portos e aeroportos, diminui custos log&amp;iacute;sticos e amplia a previsibilidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. No canal amarelo, h&amp;aacute; confer&amp;ecirc;ncia de documentos. No canal vermelho, al&amp;eacute;m da an&amp;aacute;lise documental, pode ocorrer inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica da carga.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dados do Programa OEA evidenciam esses ganhos. Em 2025, importadores certificados apresentaram taxa m&amp;eacute;dia de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o para confer&amp;ecirc;ncia de apenas 0,32%, enquanto importadores n&amp;atilde;o certificados registraram 23,15%. No modal mar&amp;iacute;timo, o tempo m&amp;eacute;dio de desembara&amp;ccedil;o foi de 1 hora e 13 minutos para empresas OEA, contra 24 horas e 22 minutos para n&amp;atilde;o certificadas. No a&amp;eacute;reo, a m&amp;eacute;dia foi de 43 minutos para OEA e 18 horas e 43 minutos para n&amp;atilde;o OEA. Em termos de representatividade, operadores certificados responderam por 28,55% do valor total das declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o registradas no Pa&amp;iacute;s em 2025.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/b2d8babba46e2f57878939078e5bf30afed62cba.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a como fator de competitividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta refor&amp;ccedil;a a l&amp;oacute;gica de vincular benef&amp;iacute;cios operacionais e financeiros ao grau de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e regularidade das empresas, com as governan&amp;ccedil;as aduaneira e tribut&amp;aacute;ria deixando de ser apenas uma exig&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria para atuar como elemento estrat&amp;eacute;gico para ganho de competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Num cen&amp;aacute;rio de custos log&amp;iacute;sticos elevados e maior complexidade no com&amp;eacute;rcio internacional, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atrasos, o aumento de efici&amp;ecirc;ncia e a melhoria no fluxo de caixa podem representar diferenciais relevantes para as empresas brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, iniciativas como o Programa OEA ganham ainda mais import&amp;acirc;ncia diante da amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de acordos comerciais internacionais, como o tratado entre o Mercosul e a Uni&amp;atilde;o Europeia, que tende a aumentar a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas brasileiras &amp;agrave; concorr&amp;ecirc;ncia global e exigir maior n&amp;iacute;vel de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conformidade para atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado externo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, o Programa OEA consolida-se n&amp;atilde;o apenas como um selo de conformidade, mas tamb&amp;eacute;m como um instrumento de posicionamento competitivo no com&amp;eacute;rcio internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 26 Mar 2026 09:33:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP leva à Receita Federal alerta sobre distorções de nova penalidade no comércio exterior e abre diálogo para aprimorar sanções]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-leva-a-receita-federal-alerta-sobre-distorcoes-de-nova-penalidade-e-abre-dialogo-para-aprimorar-sancoes-no-comercio-exterior</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião em Brasília, Entidade defende revisão de punições e propõe construção conjunta de soluções com foco em proporcionalidade e segurança jurídica]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Num cenário em que o Brasil busca ampliar sua participação no comércio internacional, a legislação parece caminhar no sentido contrário. No comércio exterior, a forma como a regulamentação da lei é estruturada pode ser determinante para uma decisão importantíssima do empresário — se o seu modelo de negócio seguirá adiante ou se desistirá de operar fora do País. Foi com esse diagnóstico que a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho de Relações Internacionais, alertou a Receita Federal sobre os prejuízos que poderão ser causados às operações internacionais com o advento da nova penalidade do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Lei Complementar (LC) 227/2026 alterou o regime de penalidades no comércio exterior ao extinguir a antiga multa de 1% sobre o valor aduaneiro por erros ou omissões na declaração de importação. Em seu lugar, passou a prever uma nova multa, por meio do Artigo 341-G, Inciso XIX, baseada em valores mínimos elevados, e que devem encarecer o custo de conformidade dos contribuintes. A mudança altera a lógica anterior, ao combinar valores fixos com piso mínimo elevado, o que poderá gerar distorções e aumentar o impacto sobre operações de menor porte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto central é a repercussão nas operações realizadas por pequenos empresários, em evidente ofensa ao tratamento favorecido e diferenciado previsto na Constituição Federal, como no exemplo a seguir. Em uma operação com mercadorias avaliadas em R$ 50 mil, a multa mínima de R$ 10 mil pode consumir 20% do valor negociado. Já em uma operação de R$ 2 milhões em produtos, a penalidade máxima de R$ 20 mil representa apenas 1% no total do negócio. Segundo a Entidade, essa assimetria penaliza sobretudo micro e pequenas empresas, justamente aquelas que se busca inserir no comércio internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para discutir o assunto, a agenda foi realizada com Carlos Eduardo da Costa Oliveira, coordenador-geral substituto de Administração Aduaneira da Receita Federal do Brasil, e outros representantes do órgão. Pela FecomercioSP, participaram Rubens Torres Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais e vice-presidente da Federação; Augusto Oliveira da Silva Neto, consultor aduaneiro, ex-auditor fiscal da Receita Federal, integrante do conselho da FecomercioSP e sócio da Solução Integrada Assessoria Aduaneira; Elson Isayama, presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (Sindasp); Fernando Sousa, assessor jurídico; e Maria Izabel Collor de Mello, head de Relações Governamentais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A iniciativa foi debatida recentemente pelo Conselho de Relações Internacionais da FecomercioSP, que tem intensificado a atuação em temas ligados à inserção internacional das empresas brasileiras e buscado abrir canais institucionais para tratar de entraves regulatórios junto ao Poder Público, além de estimular a contínua abertura comercial do País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Medrano destacou a necessidade de ampliação da presença das micro e pequenas empresas no mercado internacional. Segundo ele, a concentração das operações nas grandes companhias ainda limita o potencial do Brasil. “A nossa preocupação é com a pequena e média empresa, que acaba sendo a grande prejudicada pelos efeitos regressivos dessa penalidade. Para uma operação pequena, uma multa desse porte pode representar até 100% daquilo que está sendo realizado”, argumentou. “Este foi um primeiro passo para abrir um canal de diálogo com a Receita, com o objetivo de construir soluções conjuntas por meio da regulamentação dessa penalidade, a fim de buscar estimular a internacionalização dessas empresas no comércio exterior”, observou. Na sua visão, o crescimento das operações no comércio exterior exige não só estímulo comercial, mas também suporte técnico e segurança regulatória.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/981af87d8e2f4f3c8505bf8b5b19c4f00bdde959.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeito regressivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No centro do debate está o efeito regressivo da nova sistemática. Na realidade, o peso recai com mais força sobre quem tem menos escala, menos estrutura e menor capacidade de absorver riscos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Augusto Neto, um dos pontos que mais chama atenção é a subjetividade da legislação e as consequências para o operador de menor porte. “Criou-se uma multa com conceitos abertos e indeterminados, com problemas de regressividade e maior efeito sobre o pequeno comerciante do que sobre o grande”, apontou. Na sua opinião, é indispensável que a regulamentação seja objetiva e reduza margens de interpretação que possam transformar erros formais em sanções excessivas. “O que nós queremos, pelo menos neste primeiro momento, é que essa regulamentação seja mais precisa e proporcional”, ressaltou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Saída institucional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, a FecomercioSP defende uma agenda de aperfeiçoamento da penalidade baseada em três eixos: redução do piso da multa, visita orientadora e prazo para regularização dos contribuintes, além da necessária diferenciação entre erro escusável e conduta dolosa, a fim de distinguir o bom contribuinte do devedor contumaz. A proposta conecta-se à ideia de conformidade cooperativa, que privilegia orientação, previsibilidade e boa-fé.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o presidente do Sindasp, Elson Isayama, a discussão passa também pela construção conjunta de soluções entre Poder Público e setor produtivo. “O ponto fundamental é como a gente pode contribuir nessa construção”, enfatizou. E acrescentou que, além do ajuste normativo, será necessário traduzir esse debate para a realidade das empresas, de modo a fortalecer a conformidade e evitar que a penalidade funcione como barreira de entrada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do lado da Receita, Carlos Eduardo da Costa Oliveira reconheceu a pertinência da contribuição técnica e afirmou que a regulamentação da multa ainda exigirá discussão. “Essa preocupação de vocês é válida também para que possam contribuir auxiliando-nos na regulamentação da norma”, pontuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que contestar uma nova sanção, o Conselho de Relações Internacionais propôs uma agenda estratégica: manter o diálogo aberto para corrigir distorções que afetam diretamente a competitividade do País. A reunião marcou o início desse processo, com a abertura de um canal direto entre a FecomercioSP e a Receita Federal, com a perspectiva de novos encontros e a construção conjunta de propostas. Segundo a Entidade, em um cenário de maior abertura comercial, é preciso combinar rigor no combate a irregularidades com regras proporcionais, que não desestimulem a boa-fé e nem afastem as empresas do comércio exterior.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 24 Mar 2026 14:45:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Acordo Mercosul-União Europeia abre grandes oportunidades para PMEs no comércio internacional]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/acordo-mercosul-uniao-europeia-abre-grandes-oportunidades-para-pmes-no-comercio-internacional-1</link><description>&lt;![CDATA[Promulgado no Brasil, tratado criará um ambiente mais estável e previsível em temas como sustentabilidade, regulação e solução de controvérsias]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s mais de duas d&amp;eacute;cadas de negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a conclus&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica em 2019, o acordo entre Mercosul e Uni&amp;atilde;o Europeia foi promulgado pelo Congresso Nacional, na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira (17), em um marco hist&amp;oacute;rico para o processo de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os blocos. Considerado o maior acordo comercial j&amp;aacute; negociado pelo Brasil, o tratado conecta o Pa&amp;iacute;s a um mercado de cerca de 450 milh&amp;otilde;es de consumidores com alto poder aquisitivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) acompanhou o processo ao longo de d&amp;eacute;cadas e pleiteou seu avan&amp;ccedil;o, por entender que se trata de uma oportunidade estrat&amp;eacute;gica para o Brasil ampliar sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no com&amp;eacute;rcio global e fortalecer a cultura exportadora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, o acordo cria condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais favor&amp;aacute;veis para neg&amp;oacute;cios internacionais ao reduzir barreiras comerciais e ampliar a previsibilidade regulat&amp;oacute;ria. Entre os principais efeitos esperados est&amp;atilde;o a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tarifas, a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regras de origem e a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da burocracia aduaneira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, o tratado pode tornar produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu, ao mesmo tempo em que reduz custos para empresas que dependem de insumos importados. O acordo tamb&amp;eacute;m abre espa&amp;ccedil;o para a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas brasileiras em compras governamentais na Uni&amp;atilde;o Europeia e fortalece a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de marcas, de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de propriedade intelectual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Incid&amp;ecirc;ncia para pequenas empresas&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as Micro, Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs), que historicamente enfrentam maiores barreiras para acessar mercados externos, o acordo representa uma oportunidade concreta de expans&amp;atilde;o dos neg&amp;oacute;cios. A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tarifas, a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos e a maior previsibilidade regulat&amp;oacute;ria tendem a diminuir custos e riscos associados &amp;agrave; internacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tratado tamb&amp;eacute;m incorpora mecanismos espec&amp;iacute;ficos voltados para esse p&amp;uacute;blico, como acesso a informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais claras sobre exig&amp;ecirc;ncias regulat&amp;oacute;rias, tarifas e procedimentos, reduzindo uma das principais barreiras &amp;agrave; atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional &amp;mdash; justamente o custo da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regras de origem e a moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos procedimentos aduaneiros facilitam a exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inclusive para empresas que utilizam insumos importados em sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A possibilidade de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em compras governamentais na Uni&amp;atilde;o Europeia e o fortalecimento da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de marcas e de propriedade intelectual tamb&amp;eacute;m ampliam o potencial competitivo dessas companhias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto relevante &amp;eacute; a maior previsibilidade em temas como sustentabilidade, regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de controv&amp;eacute;rsias. O acordo criar&amp;aacute; um ambiente mais est&amp;aacute;vel e seguro para opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais, fator particularmente relevante para empresas de menor porte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, o texto foi aprovado pela C&amp;acirc;mara dos Deputados no final de fevereiro e pelo Senado Federal, no dia 4 de mar&amp;ccedil;o. Com a promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em se&amp;ccedil;&amp;atilde;o conjunta do Congresso Nacional, seguir&amp;aacute; para as formaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es finais que permitir&amp;atilde;o sua comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o oficial &amp;agrave; Uni&amp;atilde;o Europeia. Argentina e Uruguai tamb&amp;eacute;m conclu&amp;iacute;ram seus processos legislativos, restando apenas o Paraguai para finalizar o ciclo no bloco. Com esse avan&amp;ccedil;o, a expectativa passa a se concentrar na entrada em vigor provis&amp;oacute;ria do tratado, que pode ocorrer j&amp;aacute; a partir de maio de 2026, caso o cronograma europeu avance sem atrasos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No continente europeu, o cen&amp;aacute;rio &amp;eacute; mais complexo. O acordo enfrenta resist&amp;ecirc;ncias, especialmente relacionadas a quest&amp;otilde;es ambientais, al&amp;eacute;m de an&amp;aacute;lises jur&amp;iacute;dicas em andamento. Ainda assim, a Comiss&amp;atilde;o Europeia j&amp;aacute; sinalizou a possibilidade de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o provis&amp;oacute;ria a partir de 2026, ao menos nas &amp;aacute;reas de compet&amp;ecirc;ncia exclusiva do bloco, como com&amp;eacute;rcio de bens.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oportunidades e desafios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o aproveitamento dessas oportunidades depender&amp;aacute; da capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas &amp;agrave;s exig&amp;ecirc;ncias do mercado europeu, incluindo padr&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicos, ambientais e regulat&amp;oacute;rios mais rigorosos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O acordo tamb&amp;eacute;m pode acelerar transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es internas, incentivando inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e maior integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s cadeias globais de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item></channel></rss>
