<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Pesquisas - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/pesquisas</link><description>&lt;![CDATA[Descrição.]]</description><lastBuildDate>Tue, 16 Jun 2026 01:26:40 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Pesquisas - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/economia/pesquisas</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Custo de vida desacelerou na RMSP, mas inflação de transportes e alimentos impediu alívio no orçamento familiar ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/custo-de-vida-desacelerou-na-rmsp-mas-inflacao-de-transportes-e-alimentos-impediu-alivio-no-orcamento-familiar-1</link><description>&lt;![CDATA[Reajuste dos medicamentos contribuiu para o avanço dos preços em abril; CVCS variou 0,44% no mês]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O custo de vida desacelerou em abril na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo (RMSP), embora siga pressionado. De acordo com a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, houve desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a mar&amp;ccedil;o, quando o &amp;iacute;ndice havia avan&amp;ccedil;ado 0,72%. Contudo, o custo de vida segue pressionado, acumulando alta de 4,92% em 12 meses. Al&amp;eacute;m disso, o reajuste sazonal dos medicamentos contribuiu para a alta de 0,44% do custo de vida no m&amp;ecirc;s. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o resultado refor&amp;ccedil;a um cen&amp;aacute;rio de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o menos concentrada em choques sazonais e mais influenciada por press&amp;otilde;es estruturais relacionadas &amp;agrave;s varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es nos combust&amp;iacute;veis, al&amp;eacute;m dos custos log&amp;iacute;sticos e dos servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O custo de vida na RMSP &amp;eacute; acompanhado mensalmente pelo &amp;iacute;ndice &lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social (CVCS)&lt;/strong&gt;, produzido pela FecomercioSP. O indicador &amp;eacute; composto pelo &amp;Iacute;ndice de Pre&amp;ccedil;os do Varejo (IPV) e pelo &amp;Iacute;ndice de Pre&amp;ccedil;os de Servi&amp;ccedil;os (IPS) e avalia a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pre&amp;ccedil;os de produtos e servi&amp;ccedil;os em oito categorias que mais impactam o or&amp;ccedil;amento familiar. No quarto m&amp;ecirc;s do ano, nenhum dos itens avaliados apresentou decr&amp;eacute;scimo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de Vida (segmentos) &amp;mdash; abril/2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/fc6afedc2fe69d18de5b218e79ac02193625f6a7.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;iacute;ndice geral, a Entidade adverte que o quadro segue preocupante, especialmente porque os grupos que continuam pressionando a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como alimentos e transportes &amp;mdash; este &amp;uacute;ltimo ainda afetado pelo petr&amp;oacute;leo acima dos US$ 100, que mant&amp;eacute;m os combust&amp;iacute;veis pressionados &amp;mdash;, t&amp;ecirc;m peso importante no or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias. Isso sugere a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ambiente de custo de vida elevado nos pr&amp;oacute;ximos meses.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Medicamentos lideram press&amp;atilde;o sobre o or&amp;ccedil;amento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O reajuste nos pre&amp;ccedil;os dos medicamentos levou o grupo de sa&amp;uacute;de a avan&amp;ccedil;ar 1,56% no quarto m&amp;ecirc;s do ano. O segmento respondeu, sozinho, por cerca de 0,20 ponto porcentual (p.p.) para o resultado geral. As maiores influ&amp;ecirc;ncias vieram dos aumentos nos pre&amp;ccedil;os de antibi&amp;oacute;ticos (4,6%), horm&amp;ocirc;nios (4,4%), anti-inflamat&amp;oacute;rios e antirreum&amp;aacute;ticos (3,8%) e analg&amp;eacute;sicos e antit&amp;eacute;rmicos (3,5%). Al&amp;eacute;m desses itens, outros produtos farmac&amp;ecirc;uticos tamb&amp;eacute;m registraram altas disseminadas no m&amp;ecirc;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As fam&amp;iacute;lias de menor renda, em especial as pertencentes &amp;agrave; classe E, foram as mais impactadas, com varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 2%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alimentos e combust&amp;iacute;veis mant&amp;ecirc;m custo de vida elevado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro grupo importante para o or&amp;ccedil;amento familiar, o de alimentos e bebidas, apresentou varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 0,48%. O resultado foi influenciado pela alta dos cortes bovinos (como costela, contrafil&amp;eacute;, ch&amp;atilde; de dentro, patinho e alcatra), al&amp;eacute;m de produtos in natura, como tomate, cenoura, alho, cebola e frutas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o movimento reflete o encarecimento recente da arroba bovina, que continua sendo repassado ao consumidor final. Ao mesmo tempo, o aumento dos custos log&amp;iacute;sticos, estimulado pelos combust&amp;iacute;veis, contribuiu para manter os alimentos pressionados nos supermercados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto positivo &amp;eacute; que a arroba vem registrando quedas sequenciais. Contudo, esse movimento ainda deve levar alguns meses para chegar ao consumidor final.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Queda nas passagens a&amp;eacute;reas ameniza &amp;iacute;ndice&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Influenciado pela queda nos pre&amp;ccedil;os das passagens a&amp;eacute;reas, que registraram retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 11,9%, o grupo de transportes variou 0,18%. A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos pre&amp;ccedil;os dos t&amp;iacute;quetes ajudou a conter um avan&amp;ccedil;o mais intenso do grupo frente &amp;agrave; alta dos combust&amp;iacute;veis. A gasolina, por exemplo, subiu 1,8%, enquanto o &amp;oacute;leo diesel avan&amp;ccedil;ou 3,1%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, a FecomercioSP chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o fato de que essa redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorreu mais por uma quest&amp;atilde;o metodol&amp;oacute;gica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE) do que por um al&amp;iacute;vio efetivo nos custos das fam&amp;iacute;lias. Isso acontece porque a capta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os das passagens a&amp;eacute;reas &amp;eacute; realizada cerca de dois meses antes do m&amp;ecirc;s de refer&amp;ecirc;ncia. Assim, os reajustes ocorridos em abril, principalmente ap&amp;oacute;s os aumentos expressivos do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ainda n&amp;atilde;o foram capturados integralmente pelo &amp;iacute;ndice corrente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, o reflexo mais intenso desse encarecimento dever&amp;aacute; aparecer nos indicadores de junho e julho. Segundo a Entidade, como os combust&amp;iacute;veis continuaram pressionando o or&amp;ccedil;amento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o arrefecimento observado no m&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o representa, necessariamente, um al&amp;iacute;vio efetivo para o consumidor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social &amp;mdash; abril/2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/0639d2a5b3ae2ded5bbb36d93d8ffbc3e7633a0e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fam&amp;iacute;lias de menor renda sentem mais os efeitos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando se observa o impacto do custo de vida entre as classes sociais, o CVCS mostra que a alta mensal ficou disseminada entre os grupos, embora com diferen&amp;ccedil;as na composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. As classes D e A registraram as maiores varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es mensais, ambas pr&amp;oacute;ximas de 0,45%, enquanto a classe B apresentou alta mais moderada, de aproximadamente 0,42%. Entre as fam&amp;iacute;lias de menor renda, os maiores efeitos vieram dos grupos sa&amp;uacute;de, habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; entre as fam&amp;iacute;lias de renda mais elevada, chamaram a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o as press&amp;otilde;es mais intensas nos grupos alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o (0,48%), artigos do lar (0,47%) e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (0,28%). No acumulado de 12 meses, por&amp;eacute;m, as classes de menor renda seguem enfrentando infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais elevada: a classe E acumula alta de 5,4%, ao passo que a classe D, de 5,32% &amp;mdash; ante 4,75% da classe A e 4,52% da classe B.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social &amp;mdash; 12 meses&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/79f63aa8e8f248e421d0feee14bac0286a2c04af.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m dos segmentos citados, vestu&amp;aacute;rio (0,37%), comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (0,28%) e habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o (0,14%) tamb&amp;eacute;m apontaram alta no quarto m&amp;ecirc;s do ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Pre&amp;ccedil;os do Varejo (IPV)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em abril, o IPV apontou alta de 0,68%, acumulando avan&amp;ccedil;o de 2,88% no ano e de 3,29% em 12 meses. Entre os oito grupos que comp&amp;otilde;em o indicador, dois encerraram o quarto m&amp;ecirc;s do ano com varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es negativas: habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o (-0,13%) e educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (-0,03%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando se avalia o IPV por estratos de renda, observa-se que as classes menos abastadas percebem de forma mais intensa o aumento nos pre&amp;ccedil;os dos produtos em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as fam&amp;iacute;lias de maior poder aquisitivo. Para as classes D e E, as varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es mensais foram de 0,84% e 0,80%, respectivamente. J&amp;aacute; para as classes A e B, os avan&amp;ccedil;os foram mais moderados, de 0,54% e 0,55%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 4]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndices: IPV, IPS e CVCS &amp;mdash; abril/12 meses (2026)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP\&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/bec88ddee953d39228b189b7169f8259bc081393.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Pre&amp;ccedil;os de Servi&amp;ccedil;os (IPS)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O IPS assinalou avan&amp;ccedil;o de 0,18% em abril, acumulando alta de 2,16% no ano e de 5,97% nos &amp;uacute;ltimos 12 meses. Dentre os oito grupos que comp&amp;otilde;em o indicador, apenas o de transportes encerrou o quarto m&amp;ecirc;s do ano com varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o negativa, de -0,82%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando se observa o IPS por estratos de renda, nota-se que as classes de maior poder aquisitivo sentiram de forma mais intensa o aumento nos pre&amp;ccedil;os dos servi&amp;ccedil;os. Para as classes A e B, as varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es mensais foram de 0,38% e 0,31%, respectivamente. J&amp;aacute; para as classes D e E, os &amp;iacute;ndices registraram retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de -0,12% e -0,10%.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:59:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Percentual de famílias paulistanas endividadas atinge maior nível em quase quatro anos]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/percentual-de-familias-paulistanas-endividadas-atinge-maior-nivel-em-quase-quatro-anos</link><description>&lt;![CDATA[São 3,3 milhões de lares com algum tipo de dívida e 946,7 mil famílias inadimplentes na capital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Quase oito em cada dez famílias paulistanas (74,2%) estavam endividadas em maio – o maior nível em quatro anos, mostra a &lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;, da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A taxa era de 72,9% em abril de 2026 e, no mesmo mês do ano passado, estava em 71,2%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, em números absolutos, são 3,33 milhões de lares na capital paulista com algum tipo de dívida [gráfico 1].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;12 meses&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/d97439673288706d6f8a81fcd5330e3ee621b081.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;Os dados indicam que as famílias seguem recorrendo ao crédito para manter o padrão de consumo, diante de um cenário de inflação que segue próxima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, pressionando o orçamento doméstico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da alta do endividamento, a parcela média da renda comprometida com dívidas recuou novamente, passando de 26,5% em abril para 26,1% em maio, um dos menores níveis da série histórica recente. À primeira vista, isso representa um aspecto positivo, indicando que o avanço do crédito ainda não está pressionando excessivamente o orçamento doméstico. Por outro lado, o cenário também sugere que parte das famílias tem utilizado crédito de menor valor e prazo mais curto para financiar despesas correntes do dia a dia, diante de uma renda menos suficiente para absorver todos os gastos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sobre os índices de inadimplência, o mercado de trabalho e o aumento da renda seguem evitando um descontrole. Em maio, 21,1% das famílias paulistanas declararam ter contas em atraso, estável em relação a abril (21,0%) e 0,6 p.p. abaixo do apurado em maio do ano passado, quando 21,7% das famílias estavam inadimplentes. Além disso, 8,9% das famílias afirmaram que não terão condições de pagar as contas no próximo mês, também praticamente estável em relação ao mês anterior e ao mesmo período de 2025.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tendência no curto prazo, assim, é de manutenção do endividamento em patamar elevado e de uma leve piora da inadimplência ao longo dos próximos meses, embora ainda dentro de níveis considerados razoáveis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conjuntura ainda está distante de uma crise, mas a combinação de endividamento em máxima histórica recente, atrasos mais longos, expansão do crédito de curto prazo e pressão inflacionária persistente merece atenção. Qualquer enfraquecimento do mercado de trabalho pode acelerar essa deterioração.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cartão de crédito como fator de endividamento&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço do endividamento cresceu em todas as faixas de renda. Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual daquelas que têm dívidas subiu de 76,3% para 77,5%. Já entre as de renda superior a dez salários mínimos, a alta foi de 63,1% para 64,6%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívidas, citada por oito em cada dez famílias (79,3%), seguida pelo financiamento da casa [gráfico 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Modalidades de dívidas das famílias paulistanas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Maio de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/5fa35ca4f4ba25a57376da030616eee87b95b78e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tempo de comprometimento de renda com dívidas no prazo de até três meses subiu para 34,3% em maio, acima dos 33,6% de abril e dos 27,7% registrados no mesmo período do ano passado [gráfico 3]. Esse é um movimento típico do cartão de crédito, modalidade de curto prazo que foi escolhida pelos endividados e corrobora o diagnóstico de que as famílias estão recorrendo ao crédito para manter padrão de consumo. Já no prazo de até um ano, o índice passou de 34,3% para 34,5% e segue bem abaixo dos 40,4% registrados no mesmo período do ano passado — perfil associado a financiamentos de maior duração, como os de imóveis e veículos.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo de comprometimento com dívida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Maio de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/963cc6dcc2ff9db20907d742f06c1935dd168c86.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade avalia que as medidas do Desenrola 2.0 do governo federal têm eficácia limitada, por ser paliativa. Os descontos ajudam quem já tem alguma capacidade de pagamento, mas não resolvem a situação de quem simplesmente não consegue pagar. A eventual liberação do FGTS pode oferecer um alívio pontual, mas não combate o problema na raiz. Segundo a Federação, o caminho mais efetivo passa pela redução dos juros cobrados ao consumidor, pela ampliação da educação financeira e por políticas que garantam a sustentação da renda de forma consistente.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:13:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Faturamento do Comércio deve crescer 2,1% em junho, impulsionado pelo Dia dos Namorados]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/faturamento-do-comercio-deve-crescer-2-1-em-junho-impulsionado-pelo-dia-dos-namorados</link><description>&lt;![CDATA[Projeção é que os segmentos mais afetados pela data faturem cerca de R$ 78,6 bilhões no período; R$ 1,6 bilhão a mais em comparação com junho de 2025]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Estimuladas pelo Dia dos Namorados e eventos festivos, as vendas do com&amp;eacute;rcio paulista devem crescer 2,1% em junho. De acordo com proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o da&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, a expectativa &amp;eacute; que o faturamento das cinco atividades mais impactadas pela data atinja cerca de &lt;strong&gt;R$ 78,6 bilh&amp;otilde;es&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;no m&amp;ecirc;s, &lt;strong&gt;R$ 1,6 bilh&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; a mais em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Dia dos Namorados &amp;eacute; uma das principais datas comemorativas do primeiro semestre em termos de movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica para o com&amp;eacute;rcio, e, ap&amp;oacute;s um in&amp;iacute;cio de ano fraco para o setor, o momento &amp;eacute; de oportunidade de alavancar as vendas [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vendas dos segmentos do varejo mais sens&amp;iacute;veis ao Dia dos Namorados&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Estado de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; junho de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/94885916e7d71523c906c493036955e86cd90186.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, embora a economia brasileira esteja passando por um processo de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o frente a um cen&amp;aacute;rio marcado por juros altos e fam&amp;iacute;lias endividadas com n&amp;iacute;vel de inadimpl&amp;ecirc;ncia em alta, as expectativas otimistas podem ser explicadas pelo aumento de renda e do mercado de trabalho formal. Essa conjuntura significa que h&amp;aacute; um contingente maior de pessoas com capacidade de consumir. Al&amp;eacute;m disso, eventos como a Copa do Mundo e as festas juninas, que tamb&amp;eacute;m ocorrem durante o m&amp;ecirc;s, ajudam a explicar o cen&amp;aacute;rio mais favor&amp;aacute;vel. &lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Farm&amp;aacute;cias e perfumarias devem liderar crescimento, com alta de 4,8% nas vendas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o acredita que, apesar de o crescimento previsto para junho parecer t&amp;iacute;mido, &amp;eacute; preciso considerar a forte base de compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ano anterior. Al&amp;eacute;m disso, as cinco atividades consideradas no levantamento devem apresentar alta do faturamento em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que as vendas das farm&amp;aacute;cias e perfumarias cres&amp;ccedil;am 4,8%, refletindo a din&amp;acirc;mica recente de forte expans&amp;atilde;o do setor e a prefer&amp;ecirc;ncia pela compra de produtos de beleza, cosm&amp;eacute;ticos e autocuidado na hora de presentear no Dia dos Namorados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As lojas de vestu&amp;aacute;rios, tecidos e cal&amp;ccedil;ados, outro segmento muito escolhido na ocasi&amp;atilde;o, devem avan&amp;ccedil;ar 3,5%, o que significa R$ 400 milh&amp;otilde;es a mais do que o apurado um ano atr&amp;aacute;s. Diante da concorr&amp;ecirc;ncia com a Copa do Mundo, &amp;eacute; importante que o empres&amp;aacute;rio esteja atento &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos estoques, j&amp;aacute; que pode haver uma mudan&amp;ccedil;a no perfil do presente deste ano, com a prefer&amp;ecirc;ncia por camisas de sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre outros artigos esportivos ou relacionados ao evento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jantares e celebra&amp;ccedil;&amp;otilde;es a dois incentivam o crescimento dos supermercados, com expectativa de alta de 1,3%. O grupo sofrer&amp;aacute; o segundo maior impacto monet&amp;aacute;rio sobre o total geral, j&amp;aacute; que apresenta o maior faturamento entre as atividades.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O contexto de juros elevados e de fam&amp;iacute;lias endividadas, somado &amp;agrave;s incertezas econ&amp;ocirc;micas, acaba refletindo negativamente na venda de bens dur&amp;aacute;veis, j&amp;aacute; que a compra depende do cr&amp;eacute;dito e do comprometimento da renda por v&amp;aacute;rios meses. Dessa forma, as atividades de eletrodom&amp;eacute;sticos, eletr&amp;ocirc;nicos e lojas de departamentos (0,3%) e as lojas de m&amp;oacute;veis e decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o (0,7%) devem apresentar as menores taxas de crescimento no m&amp;ecirc;s.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:04:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Confiança do consumidor paulistano caiu, mas expectativas sustentaram algum otimismo em maio]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/confianca-do-consumidor-paulistano-caiu-mas-expectativas-sustentaram-algum-otimismo-em-maio</link><description>&lt;![CDATA[Compras a longo prazo recuam com juros altos, mas renda e emprego aquecidos mantêm o consumo acima da linha do otimismo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor paulistano segue relativamente confiante com o futuro, mas j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a dar sinais de que as contas dom&amp;eacute;sticas est&amp;atilde;o mais pressionadas no presente. &lt;strong&gt;O &amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Consumidor (ICC), da&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;recuou 0,4% em maio, para 120,6 pontos, ante os 121,1 pontos de abril. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo m&amp;ecirc;s de 2025, o &amp;iacute;ndice, por outro lado, registra avan&amp;ccedil;o de 7,9%, sinalizando que a confian&amp;ccedil;a permanece em n&amp;iacute;vel elevado, embora com sinais de acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o no ciclo do consumo [gr&amp;aacute;fico 1].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Consumidor (ICC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;S&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; font: 10.0px Arial; color: #000000;"&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/5a8bfb0be411e46ba590ce57e384b0cc3f41867b.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Na leitura da FecomercioSP, para entender essa conjuntura, &amp;eacute; preciso olhar para o ambiente econ&amp;ocirc;mico atual. A taxa b&amp;aacute;sica de juros (Selic) est&amp;aacute; em 14,5% ao ano, o que torna o cr&amp;eacute;dito mais caro e dificulta compras parceladas e financiadas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em especial no setor de Servi&amp;ccedil;os, segue pressionada, com proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es de mercado pr&amp;oacute;ximas de 4,9% para 2026, acima do centro da meta. Esse cen&amp;aacute;rio faz com que o consumidor fique mais seletivo &amp;mdash; ele n&amp;atilde;o para de consumir, mas come&amp;ccedil;a a planejar melhor, comparar pre&amp;ccedil;os com mais frequ&amp;ecirc;ncia e adiar compras de valor mais alto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ICC &amp;eacute; formado por dois sub&amp;iacute;ndices, cujas leituras foram opostas em maio. O &lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice das Condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Econ&amp;ocirc;micas Atuais (ICEA)&lt;/strong&gt;, que mede como o consumidor avalia a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica presente, caiu de 119,1 pontos, em abril, para 112,4 pontos, em maio &amp;mdash; retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 5,6% no m&amp;ecirc;s, sinalizando que as fam&amp;iacute;lias est&amp;atilde;o avaliando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras moment&amp;acirc;neas com mais inseguran&amp;ccedil;a. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; &lt;strong&gt;o &amp;Iacute;ndice de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;, que capta as perspectivas para o futuro pr&amp;oacute;ximo, subiu de 122,4 pontos no m&amp;ecirc;s anterior para 126 pontos, alta de 2,9% no m&amp;ecirc;s e de 7,5% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a maio do ano anterior. O resultado aponta que o paulistano ainda acredita que os pr&amp;oacute;ximos meses ser&amp;atilde;o melhores, mas est&amp;aacute; mais incerto com o que vive agora [gr&amp;aacute;fico 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice das Condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Econ&amp;ocirc;micas Atuais (ICEA)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;e de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;S&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Arial; color: #000000; min-height: 14.0px;"&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/acad6bb5f7f36fb3da3d257b8df78c8dcc54fe68.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;Pessimismo &amp;eacute; mais intenso entre mais velhos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A queda do ICEA foi mais intensa entre consumidores com 35 anos ou mais (-7,3% no m&amp;ecirc;s), fam&amp;iacute;lias com renda de dez sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos ou mais (-7%) e mulheres (-6%), grupos que costumam ser mais resilientes financeiramente e que, agora, refletem com mais for&amp;ccedil;a a press&amp;atilde;o das contas no curto prazo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo das expectativas, no IEC, por&amp;eacute;m, foram justamente os jovens com menos de 35 anos (5,8%), as mulheres (4,9%) e as fam&amp;iacute;lias de maior renda (5%) os mais otimistas com o futuro, o que sugere que esses grupos antecipam algum al&amp;iacute;vio &amp;agrave; frente, ainda que no presente estejam mais apertados financeiramente. No ICC geral, o contraste por faixa et&amp;aacute;ria tamb&amp;eacute;m chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Consumidores com menos de 35 anos registraram alta de 1,6% no m&amp;ecirc;s, enquanto os com 35 anos ou mais recuaram 3,8%.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um fator que pode estar contribuindo para sustentar as expectativas &amp;eacute; o novo Desenrola Brasil, programa que oferece descontos de at&amp;eacute; 90% em d&amp;iacute;vidas de cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, cheque especial e cr&amp;eacute;dito pessoal. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP observa que o programa pode melhorar a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o futura das fam&amp;iacute;lias sobre a pr&amp;oacute;pria reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira, mas seus efeitos concretos sobre o consumo devem ser graduais e dependem da ades&amp;atilde;o efetiva, das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es oferecidas pelas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras e da real capacidade familiar de pagamento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consumo acumula terceira queda consecutiva&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse mesmo movimento de acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; mensurado pela &lt;strong&gt;Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Consumo das Fam&amp;iacute;lias (ICF)&lt;/strong&gt;, indicador mensurado mensalmente pela FecomercioSP que mede a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos lares para consumir. Em maio, recuou 0,2%, para 113,2 pontos &amp;mdash; a terceira queda consecutiva na margem &amp;mdash;, mas segue com alta de 8,6% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado e acima dos 100 pontos, limiar que indica predisposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumo [gr&amp;aacute;fico 3].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Consumo das Fam&amp;iacute;lias (ICF)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;S&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; font: 10.0px Arial; color: #000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/2fa2458da3141927cea6e1c7c5613b596852360a.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: center; font: 10.0px Arial; color: #000000; min-height: 11.0px;"&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Na an&amp;aacute;lise da Entidade, o mercado de trabalho aquecido &amp;eacute; o principal fator que mant&amp;eacute;m o ICF positivo. O componente emprego atual avan&amp;ccedil;ou 2,6% no m&amp;ecirc;s, atingindo 142,4 pontos, ao passo que a renda atual subiu 0,9%, para 140,3 pontos, os dois maiores patamares entre todos os itens do indicador. Isso significa que, em grande parte, os paulistanos ainda t&amp;ecirc;m emprego e percebem renda, o que mant&amp;eacute;m o consumo ativo mesmo num ambiente mais restritivo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema est&amp;aacute; onde os juros afetam mais as fam&amp;iacute;lias: nas compras a prazo. O componente momento para dur&amp;aacute;veis, que mede a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para adquirir bens como geladeiras, televisores e autom&amp;oacute;veis (geralmente comprados de forma parcelada), caiu 5,8% no m&amp;ecirc;s e chegou a 80,9 pontos &amp;mdash; na faixa do pessimismo. O acesso ao cr&amp;eacute;dito, por sua vez, tamb&amp;eacute;m recuou 1% no m&amp;ecirc;s, para 112,1 pontos. Os dois movimentos s&amp;atilde;o consequ&amp;ecirc;ncia direta da taxa Selic alta, que encarece o parcelamento e reduz o interesse por compras de maior valor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na an&amp;aacute;lise por faixa de renda, as fam&amp;iacute;lias com at&amp;eacute; dez sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos registraram alta de 10,2% no ICF, na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, sustentadas pelo emprego e pela renda ainda em expans&amp;atilde;o. Entre as fam&amp;iacute;lias de renda mais alta, o avan&amp;ccedil;o foi mais modesto, de 4,5% no mesmo per&amp;iacute;odo, acompanhado de mais cautela quanto &amp;agrave;s compras n&amp;atilde;o essenciais e que podem ser postergadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos sobre o varejo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado de maio aponta para uma mudan&amp;ccedil;a no perfil do consumo, mas n&amp;atilde;o para uma revers&amp;atilde;o. O consumidor paulistano n&amp;atilde;o abandonou as compras, por&amp;eacute;m passou a ser mais cauteloso, mais atento a pre&amp;ccedil;os e mais seletivo. Esse padr&amp;atilde;o &amp;eacute; t&amp;iacute;pico de uma fase de acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ciclo econ&amp;ocirc;mico: o consumo n&amp;atilde;o recua de forma abrupta, mas perde intensidade e se concentra em itens essenciais e de menor comprometimento financeiro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o varejo, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pede mais precis&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica. Segmentos que dependam de cr&amp;eacute;dito e parcelamento, como eletrodom&amp;eacute;sticos, eletr&amp;ocirc;nicos e ve&amp;iacute;culos, devem continuar se deparando com mais volatilidade na demanda, enquanto setores ligados a conveni&amp;ecirc;ncia, servi&amp;ccedil;os essenciais e itens do dia a dia tendem a se sair melhor. O varejista que apostar em pol&amp;iacute;tica de pre&amp;ccedil;os bem calibrada, promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es direcionadas e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara de valor estar&amp;aacute; mais bem posicionado para passar por esse per&amp;iacute;odo de acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt; de junho traz algumas orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre como adotar estrat&amp;eacute;gias para esse momento. Clique &lt;a href="https://drive.google.com/file/d/156biVUoLRM5dOR2CJz9hwDVhN6QRUKae/view"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; para fazer o download.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 09:21:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Itens mais buscados para assistir jogos da Copa estão mais favoráveis do que no Mundial de 2022]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/itens-mais-buscados-para-assistir-jogos-da-copa-estao-mais-favoraveis-do-que-no-mundial-de-2022</link><description>&lt;![CDATA[Cesta de churrasco cresceu 3,1%; cenário menos inflacionado é mais propício a reunir amigos e familiares para celebrar os jogos em comparação com a última edição do torneio, realizada no Qatar]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Aqueles que pretendem reunir amigos e familiares para acompanhar os jogos em casa perceberão que o cenário de preços está mais favorável, em comparação com as vésperas da Copa do Qatar, em 2022. Segundo levantamento da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, elaborado com base em itens selecionados do IPCA, do IBGE, a alta média da &lt;strong&gt;cesta de produtos de churrasco,&lt;/strong&gt; nos últimos 12 meses, é de &lt;strong&gt;3,1%&lt;/strong&gt; até abril, enquanto na última edição era de 12,54% [tabela 1].&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Inflação Cesta Copa do Mundo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Acumulado em 12 meses até abril&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/4795d08f7da84ed73b2e911a845c84071de220dc.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o quadro é considerado positivo para os consumidores, sem pressões estruturais e generalizadas sobre o preço. Isso permite que os brasileiros possam aproveitar a Copa do Mundo de 2026 com mais tranquilidade, seja para reunir pessoas próximas para um churrasco, seja para investir em equipamentos para acompanhar os jogos com mais conforto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aumento nos itens mais consumidos&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os itens da &lt;strong&gt;cesta do churrasco&lt;/strong&gt;, os que apontaram os maiores aumentos foram a cebola (14,19%), o tempero misto (9,6%) e as carnes (7,45%). Além disso, as bebidas mais consumidas durante os jogos também registraram alta, como a cerveja (5,1%), o refrigerante e a água mineral (5,59%). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, alguns produtos importantes para o churrasco sofreram queda nos preços, o que ajudou a conter a inflação média da cesta. Os principais foram o alho (-26,31%), o tomate (-7,83%), as aves e os ovos (-5,46%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na comparação com as vésperas da Copa de 2022, é possível observar uma situação &lt;strong&gt;menos pressionada&lt;/strong&gt;, já que os produtos como a cebola acumulavam inflação de 151,76%, enquanto a maionese subia 30,64% e os panificados avançavam 20,55%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No segmento de eletroeletrônicos, os televisores acumulam queda média de 2,93%, nos preços nos últimos 12 meses até abril, enquanto os aparelhos de som recuaram 0,46%. Contudo, o custo médio de conserto de televisores apresentou alta de 7,87%, indicando que os consumidores podem optar pela manutenção de aparelhos antigos em vez da compra de um modelo novo.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Orientação da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com os preços mais favoráveis, a Federação recomenda que a compra de eletrônicos seja feita com antecedência, especialmente pelo estoque, pelo prazo de entrega, pela instalação e pelos testes dos equipamentos. A orientação vale tanto para residências quanto para bares e restaurantes, que tradicionalmente ampliam a estrutura para a transmissão dos jogos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade também ressalta que os preços representam médias apuradas pelo IBGE e podem variar conforme região, estabelecimento, marca e promoções. Por isso, é importante que o consumidor pesquise preços e, principalmente, antecipe as compras, já que a tendência é de aumento na procura nos dias anteriores aos jogos da Seleção Brasileira, o que pode gerar filas, dificuldade para encontrar determinados produtos e até falta pontual de estoque de carnes, bebidas e itens específicos para churrasco.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:51:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Confiança das empresas caiu 3,1% na capital paulista, em abril, e voltou para zona de pessimismo ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/confianca-das-empresas-caiu-3-1-na-capital-paulista-em-abril-e-voltou-para-zona-de-pessimismo-1</link><description>&lt;![CDATA[Desaceleração das vendas, juros elevados e margens de lucro pressionadas derrubaram otimismo dos empreendedores]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O &amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (ICEC) caiu 3,1% em abril. O indicador, produzido pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, passou de 102,9 pontos, em mar&amp;ccedil;o, para 99,7 pontos, no quarto m&amp;ecirc;s do ano, ficando abaixo do limite que separa o pessimismo do otimismo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (ICEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Abril de 2025 a abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;FecomercioSP&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/2604f57aa072b06d55f2258af7a1a88f963cd684.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, o recuo do indicador pelo terceiro m&amp;ecirc;s consecutivo reflete o atual contexto econ&amp;ocirc;mico nacional. Os sinais de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vendas &amp;mdash; e at&amp;eacute; mesmo de queda em alguns segmentos &amp;mdash;, somados &amp;agrave;s margens de lucro pressionadas, afetaram o caixa das empresas, principalmente daquelas que j&amp;aacute; carregam d&amp;iacute;vidas acumuladas dos &amp;uacute;ltimos anos. Al&amp;eacute;m disso, o conflito no Oriente M&amp;eacute;dio, com seus efeitos sobre o pre&amp;ccedil;o do barril de petr&amp;oacute;leo, aliado &amp;agrave;s incertezas do cen&amp;aacute;rio internacional &amp;mdash; fatores que influenciaram, inclusive, um corte menor da taxa Selic &amp;mdash;, impactou negativamente a confian&amp;ccedil;a das empresas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa era de uma nova rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o do indicador com o in&amp;iacute;cio da queda da Selic e a chegada de datas comemorativas, como o Dia das M&amp;atilde;es. Contudo, como o corte da taxa foi menor do que o esperado, n&amp;atilde;o foi suficiente para sustentar a confian&amp;ccedil;a do empresariado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os juros elevados e a inadimpl&amp;ecirc;ncia em alta tamb&amp;eacute;m afetam negativamente o consumo. Por isso, a FecomercioSP recomenda que os neg&amp;oacute;cios adotem uma postura mais cautelosa quanto a novos investimentos e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estoques.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da queda mensal, o ICEC registrou alta de 2,1%, na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es atuais: quesito com pior avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ICEC &amp;eacute; composto pelos sub&amp;iacute;ndices &amp;Iacute;ndice das Condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Atuais do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (ICAEC), &amp;Iacute;ndice de Expectativa do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (IEEC) e &amp;Iacute;ndice de Investimento do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (IIEC). Em abril, todos os quesitos sofreram queda na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ICAEC recuou 2,3%, passando de 75,6 para 73,8 pontos. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado, a vari&amp;aacute;vel cresceu 2,9%, mas segue como o item de pior avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ICEC. Este &amp;eacute; o 38&amp;ordm; m&amp;ecirc;s consecutivo em que o sub&amp;iacute;ndice permanece abaixo dos 100 pontos. Segundo a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, esse movimento demonstra que, embora as vendas tenham crescido nos &amp;uacute;ltimos meses, os empres&amp;aacute;rios ainda est&amp;atilde;o insatisfeitos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; rentabilidade, &amp;agrave; press&amp;atilde;o de custos, aos juros elevados e &amp;agrave; pol&amp;iacute;tica econ&amp;ocirc;mica do governo, entre outros aspectos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndices: ICAEC, IEEC e IIEC&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Abril de 2025 a abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; FecomercioSP&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/6014a8ada1f94db513983ed47bd19ee9d46d36f1.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; o IEEC passou de 128,3 para 122,7 pontos, registrando recuo de 4,3%. A vari&amp;aacute;vel est&amp;aacute; 0,6% abaixo do apurado no mesmo m&amp;ecirc;s do ano passado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o IIEC caiu 2,3%, para 102,6 pontos, mas apresenta alta de 5% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a abril de 2025. Este sub&amp;iacute;ndice tem oscilado em torno dos 100 pontos, revelando que os empres&amp;aacute;rios est&amp;atilde;o adotando uma postura mais cautelosa relacionada a novos investimentos diante das incertezas econ&amp;ocirc;micas e dos juros elevados. Considerando o cen&amp;aacute;rio eleitoral, a FecomercioSP acredita que esse comportamento deve permanecer ao longo de 2026.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Expans&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio (IEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O interesse dos empres&amp;aacute;rios em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, compra de m&amp;aacute;quinas e equipamentos ou abertura de novas lojas, avaliado pelo IEC, recuou 1,5% em abril, ao passar de 107 pontos, em mar&amp;ccedil;o, para os atuais 105,4 pontos. Apesar da queda, o &amp;iacute;ndice est&amp;aacute; 5,1% acima do registrado em abril do ano passado. O resultado indica uma desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da propens&amp;atilde;o a investir, seja em contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, seja em capital f&amp;iacute;sico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Expans&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio (IEC)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;S&amp;eacute;rie Hist&amp;oacute;rica&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;: FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/89a9058bbac391ef58c37e2a81814d36466c97a2.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &amp;Iacute;ndice de Expectativa para Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Funcion&amp;aacute;rios (ECF) ficou em 117,8 pontos em abril &amp;mdash; uma queda de 2% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os 120,1 pontos registrados em mar&amp;ccedil;o. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com abril do ano passado, houve crescimento de 5,8%. Na pr&amp;aacute;tica, isso significa que os comerciantes paulistanos ainda pretendem ampliar as equipes nos pr&amp;oacute;ximos meses, mesmo vivendo uma conjuntura econ&amp;ocirc;mica mais desafiadora. &amp;Eacute; esse fator que impede o IEC de entrar na zona de pessimismo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; diferente quando se trata de gastar com m&amp;aacute;quinas, reformas, equipamentos ou expans&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica. O &amp;Iacute;ndice de N&amp;iacute;vel de Investimento das Empresas (NIE) marcou 93,1 pontos em abril, ficando abaixo dos 100 pontos pelo 17&amp;ordm; m&amp;ecirc;s consecutivo. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com mar&amp;ccedil;o, houve queda de 0,9% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos 94 pontos registrados, a terceira retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o seguida. Mesmo assim, no acumulado anual, o &amp;iacute;ndice ainda subiu 4,3%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Expectativa para Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Funcion&amp;aacute;rios&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;e N&amp;iacute;vel de Investimento das Empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/84e66b828e4fd7e27d24ae67e864247842dc1b23.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2026, o IEC iniciou o ano em patamar mais positivo, acima dos 105 pontos. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, o resultado de abril, no entanto, confirma que esse otimismo ainda enfrenta resist&amp;ecirc;ncias. A combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de juros elevados, mais comprometimento da renda familiar e, agora, volatilidade no cen&amp;aacute;rio externo com a guerra no Oriente M&amp;eacute;dio imp&amp;otilde;e limites a uma expans&amp;atilde;o maior. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os empres&amp;aacute;rios do Com&amp;eacute;rcio est&amp;atilde;o adaptando planos e postergando decis&amp;otilde;es enquanto aguardam sinais mais claros de como a pol&amp;iacute;tica econ&amp;ocirc;mica vai se comportar ap&amp;oacute;s as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 27 May 2026 09:30:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Quase um terço da renda das famílias brasileiras é usado para pagar dívidas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/quase-um-terco-da-renda-das-familias-brasileiras-e-usado-para-pagar-dividas</link><description>&lt;![CDATA[Situação é díspar entre capitais: em Teresina (PI), taxa supera 40%, enquanto em João Pessoa (PB) é de apenas 15%]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Quase um ter&amp;ccedil;o (30%) da renda das fam&amp;iacute;lias brasileiras estava comprometida com d&amp;iacute;vidas no in&amp;iacute;cio do ano, aponta a &lt;strong&gt;Radiografia do Endividamento de 2026,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;estudo da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;.&lt;/a&gt; A taxa repete-se pelo menos desde 2023.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se n&amp;atilde;o &amp;eacute; um n&amp;uacute;mero totalmente preocupante, algumas capitais convivem com situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais cr&amp;iacute;ticas. &amp;Eacute; caso de Teresina (PI), onde quase a metade (42,4%) dos rendimentos mensais dos lares &amp;eacute; destinada ao pagamento de d&amp;iacute;vidas. Em Natal (RN), essa taxa &amp;eacute; de 35,6%, e em Macap&amp;aacute; (AP), 35,5%. Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG) completam esse ranking [gr&amp;aacute;fico 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A capital mineira, por&amp;eacute;m, tem o acr&amp;eacute;scimo de ser &lt;strong&gt;a mais inadimplente do Pa&amp;iacute;s:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;seis em cada dez fam&amp;iacute;lias da cidade (65%) tinham uma conta vencida no in&amp;iacute;cio de 2026. O indicador aumenta a cada ano: no fim de 2023, a porcentagem de fam&amp;iacute;lias nessas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es era de 50%. Um ano depois, foi para 55% e, agora, subiu 10 pontos porcentuais (p.p.).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo oposto, Jo&amp;atilde;o Pessoa (PB) &amp;eacute; a capital com menor propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o de renda comprometida com d&amp;iacute;vidas: 15%. &amp;Eacute; uma taxa bastante abaixo do segundo lugar, o Distrito Federal (DF), com 22% dos rendimentos destinados para d&amp;iacute;vidas. O &lt;em&gt;ranking&lt;/em&gt; ainda tem Goi&amp;acirc;nia (26%) e Palmas (TO) e Aracaju (SE), com 27%, j&amp;aacute; pr&amp;oacute;ximas da m&amp;eacute;dia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas diferen&amp;ccedil;as tamb&amp;eacute;m podem ser notadas no valor absoluto das d&amp;iacute;vidas familiares das capitais. Nesse sentido, Florian&amp;oacute;polis (SC) &amp;eacute; onde esse montante &amp;eacute; mais alto: R$ 6,4 mil por m&amp;ecirc;s, o que &amp;eacute; suavizado pelo fato de a cidade ter a segunda maior renda m&amp;eacute;dia familiar entre as capitais [tabela 1]. N&amp;atilde;o &amp;eacute; o que acontece em Belo Horizonte, por&amp;eacute;m, cujas d&amp;iacute;vidas chegam a quase R$ 5 mil mensais e a renda m&amp;eacute;dia &amp;eacute; de R$ 8,2 mil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a an&amp;aacute;lise da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, essa press&amp;atilde;o sobre a renda &amp;eacute; um risco significativo de inadimpl&amp;ecirc;ncia, uma vez que, nesse cen&amp;aacute;rio de mais instabilidade, dificilmente as fam&amp;iacute;lias conseguem manter as contas em dia. Assim, as consequ&amp;ecirc;ncias atingem do consumo mais essencial at&amp;eacute; itens de segunda necessidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Montante mensal da d&amp;iacute;vida e renda m&amp;eacute;dia familiar &amp;mdash; capitais brasileiras&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a23cbc017f1084cd8244ea823a37c38a5bfeb745.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante dos dados, a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; entende ser importante fortalecer as pol&amp;iacute;ticas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, conscientizando as fam&amp;iacute;lias sobre os usos do cr&amp;eacute;dito e quanto &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais adequada do or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico. O cen&amp;aacute;rio de endividamento &amp;mdash; e inadimpl&amp;ecirc;ncia, sobretudo &amp;mdash; &amp;eacute; prejudicial para o consumo e, de certa forma, para a economia do Brasil. Evitar a deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse quadro &amp;eacute; essencial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale situar que a porcentagem de fam&amp;iacute;lias com d&amp;iacute;vidas voltou a subir: era de 78% em 2023 no Pa&amp;iacute;s, foi para 76% em 2024 e, agora, chegou a oito em cada dez lares (80%). Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Vit&amp;oacute;ria (ES) e o Rio de Janeiro (RJ) apresentam as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais cr&amp;iacute;ticas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na contram&amp;atilde;o, est&amp;atilde;o capitais bastante diferentes entre si, como Macap&amp;aacute; (AP) e S&amp;atilde;o Paulo (SP), ambas com 69% de fam&amp;iacute;lias endividadas. Enquanto a primeira &amp;eacute; uma cidade de menor porte, com aproximadamente 500 mil habitantes, a outra &amp;eacute; a maior metr&amp;oacute;pole do Pa&amp;iacute;s e da Am&amp;eacute;rica do Sul. Esse ranking tem ainda Campo Grande (MS) e Bel&amp;eacute;m (PA), com 70% de endividamento, e Florian&amp;oacute;polis (73%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das d&amp;iacute;vidas na renda familiar brasileira (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/361b235e2fe38ba79a0e834467a924329e46d2ae.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desenrola 2.0 tem limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es estruturais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora o Novo Desenrola Brasil busque ampliar o acesso &amp;agrave; renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;eacute;bitos, principalmente modalidades como cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, cheque especial, cr&amp;eacute;dito pessoal e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), h&amp;aacute; elementos que sugerem limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes quanto &amp;agrave; sua efetividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente econ&amp;ocirc;mico &amp;eacute; o principal desafio: juros elevados, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente e alta carga tribut&amp;aacute;ria, que mant&amp;ecirc;m consumidores perto do limite financeiro e dificultam solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es duradouras para a alta inadimpl&amp;ecirc;ncia, sobretudo em certas capitais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de ter proporcionado um n&amp;iacute;vel razo&amp;aacute;vel de renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o programa de 2024 tinha limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es que restringiram a ades&amp;atilde;o e sua capacidade de resolver, de forma estrutural, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como o acesso dif&amp;iacute;cil &amp;agrave; plataforma Gov.br, ou a concorr&amp;ecirc;ncia com feir&amp;otilde;es de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; consolidados e a restrita capacidade de pagamento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mesmo diante de descontos expressivos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, agora, mudan&amp;ccedil;as relevantes, como a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta entre consumidor e institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira, sem necessidade de intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Gov.br. Contudo, &lt;strong&gt;o governo passa a atuar como garantidor desse cr&amp;eacute;dito, por meio do Fundo de Garantia de Opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es (FGO)&lt;/strong&gt;. Caso o inadimplente deixe de pagar o valor renegociado, o Poder P&amp;uacute;blico cobre o n&amp;atilde;o pagamento. S&amp;atilde;o R$ 2 bilh&amp;otilde;es iniciais, com potencial de amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o para at&amp;eacute; R$ 5 bilh&amp;otilde;es mediante autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Executivo, al&amp;eacute;m de outros R$ 8 bilh&amp;otilde;es de recursos atualmente parados no sistema financeiro. Em outras palavras, a sociedade, de alguma forma, participa do financiamento do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Servi&amp;ccedil;o&lt;em&gt;&amp;nbsp;(&lt;/em&gt;FGTS&lt;em&gt;)&lt;/em&gt; para quitar d&amp;iacute;vidas tamb&amp;eacute;m pode gerar al&amp;iacute;vio imediato, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o desequil&amp;iacute;brio estrutural das contas, podendo resultar em inadimpl&amp;ecirc;ncia posterior, mas com menor prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto importante &amp;eacute; a restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por 12 meses, do acesso a plataformas de apostas online para participantes do programa. Embora a medida dialogue com preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es leg&amp;iacute;timas sobre o comprometimento da renda com jogos, pode desestimular uma ades&amp;atilde;o de parte do p&amp;uacute;blico-alvo diante da percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que novos programas de renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o surjam no futuro.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 25 May 2026 10:17:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Um terço dos paulistanos já faz apostas buscando aumentar a renda doméstica]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/um-terco-dos-paulistanos-ja-faz-apostas-buscando-aumentar-a-renda-domestica</link><description>&lt;![CDATA[Dados apontam que um quarto da população guardaria o dinheiro usado para apostar; há ainda um contingente de pessoas que já precisou buscar ajuda financeira]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Um ter&amp;ccedil;o (35%) dos paulistanos faz apostas em plataformas online com o plano de aumentar a renda dom&amp;eacute;stica de maneira r&amp;aacute;pida, segundo dados de um estudo da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;sobre esses h&amp;aacute;bitos. O n&amp;uacute;mero representa um salto de 10 pontos porcentuais (p.p.) em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; pesquisa realizada pela Entidade em 2024.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, caiu a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pessoas que dizem apostar para investir, de 9%, em 2024, para 5%, em 2026. Quase 1 em cada 10 entrevistados (7%) diz estar viciado nos jogos [&lt;em&gt;gr&amp;aacute;fico 1&lt;/em&gt;].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O que te leva a apostar online&lt;em&gt;?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a1e30396a205e5cef07a4d7c63a00c9bccde9160.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na leitura da FecomercioSP, os resultados s&amp;atilde;o mais desafiadores quando vistos a partir do recorte das classes sociais: entre pessoas cuja renda n&amp;atilde;o ultrapassa dois sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos (cerca de R$ 3 mil), 40% apostam para elevar o or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico. Essa propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o cai para 30%, na faixa entre dois e cinco sal&amp;aacute;rios, e para 29%, entre as fam&amp;iacute;lias que ganham entre cinco e dez sal&amp;aacute;rios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sinal &amp;eacute; de que pessoas em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vulnerabilidade financeira t&amp;ecirc;m recorrido cada vez mais a esse tipo de consumo de risco, como uma maneira de superar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es dif&amp;iacute;ceis do or&amp;ccedil;amento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; &amp;agrave; toa, inclusive, que metade (50%) da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o aposte com frequ&amp;ecirc;ncia &amp;mdash; o mesmo n&amp;uacute;mero de dois anos atr&amp;aacute;s. Mas, entre as faixas de renda, as classes baixas e m&amp;eacute;dias dizem se valer das plataformas com mais &amp;ecirc;nfase do que aquelas de rendimentos mais altos [&lt;em&gt;gr&amp;aacute;fico 2&lt;/em&gt;]. Isso acontece porque s&amp;atilde;o essas faixas que mais demandam a expans&amp;atilde;o da pr&amp;oacute;pria renda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Com que frequ&amp;ecirc;ncia voc&amp;ecirc; faz apostas online?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/b11990ca9cef0eaf6b656dcc031afb4ac0088eb3.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Menos poupan&amp;ccedil;a, mais risco&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse per&amp;iacute;odo, mudou tamb&amp;eacute;m a destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos usados para apostas caso as plataformas n&amp;atilde;o existissem. Um quarto (26%) dos paulistanos diz, agora, que &lt;strong&gt;se n&amp;atilde;o apostasse,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;guardaria esse dinheiro.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Na pesquisa anterior, essa margem era de 19%. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados ainda apontam que parte significativa das pessoas usaria os recursos para consumos essenciais, como pagar as contas dom&amp;eacute;sticas (14%) e comprar alimentos (13%). Nesse caso, as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sugerem que as apostas disputam, agora, um espa&amp;ccedil;o que antes estava ocupado pelo consumo tradicional das fam&amp;iacute;lias &amp;mdash; em atividades como o com&amp;eacute;rcio, a alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os servi&amp;ccedil;os &amp;mdash;, mas tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira dessas apostas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Se voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o gastasse esse dinheiro com apostas esportivas, como voc&amp;ecirc; o utilizaria?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/707b559936a101ca9fe5bfe0d14364ab1aa79893.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os recortes de g&amp;ecirc;nero, vale observar como as mulheres dizem que usariam o dinheiro para comprar comida (18%) mais do que os homens (11%). Elas ainda pagariam mais as contas (18%, contra 13%). J&amp;aacute; homens guardariam mais (28%) do que elas (18%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ajuda para apostar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja pequena, a FecomercioSP considera importante notar o fato de &lt;strong&gt;12% dos paulistanos terem buscado algum tipo de ajuda financeira para seguir apostando&lt;/strong&gt;. Desses, 5% pediram dinheiro emprestado para amigos ou familiares, enquanto outros 4% ainda recorreram a empr&amp;eacute;stimos banc&amp;aacute;rios. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sob a &amp;oacute;ptica socioecon&amp;ocirc;mica, esse &amp;eacute; um dos dados mais sens&amp;iacute;veis da pesquisa, uma vez que revela que 1 em cada 10 paulistanos j&amp;aacute; teve problemas financeiros em apostar, e precisou recorrer a terceiros para regularizar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O t&amp;iacute;quete m&amp;eacute;dio, por&amp;eacute;m, segue baixo, refor&amp;ccedil;ando a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que, no Brasil, prevalece a l&amp;oacute;gica do &amp;ldquo;pequeno apostador&amp;rdquo;: metade dos entrevistados (54%) afirma n&amp;atilde;o gastar mais do que R$ 50 por m&amp;ecirc;s nas &lt;em&gt;bets&lt;/em&gt;, enquanto outros 16% gastam at&amp;eacute; R$ 100 e outros 12% investem at&amp;eacute; R$ 200 nas plataformas. S&amp;atilde;o n&amp;uacute;meros parecidos aos de 2024 [gr&amp;aacute;fico 5], embora tenha crescido de forma significativa o n&amp;uacute;mero de quem gasta at&amp;eacute; R$ 100 com apostas.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 4]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; chegou a ficar com a renda comprometida para pagamento de outros compromissos do dia a dia por causa das apostas? O que fez para resolver?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/114ab8e0cfc113f79c67b19aa68a507aa2e7f914.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 5]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Qual &amp;eacute; o valor m&amp;eacute;dio mensal que voc&amp;ecirc; gasta com apostas online?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/be08056e1a7268f65db4f9e00deba6ace9beb121.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A leitura da FecomercioSP &amp;eacute; pessimista: os dados mostram o contexto de uma cidade (reflexo do Pa&amp;iacute;s) afetada socioeconomicamente&amp;nbsp;pelo fen&amp;ocirc;meno. Isso aconteceu muito por causa da exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o cada vez mais intensa das plataformas nas redes sociais, mas tamb&amp;eacute;m pela expans&amp;atilde;o dos meios de pagamento instant&amp;acirc;neos (96% dos entrevistados pagam os jogos com PIX) e pela explos&amp;atilde;o de novas plataformas facilmente acess&amp;iacute;veis por meio dos smartphones&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso ocorre, por&amp;eacute;m, em meio a um quadro econ&amp;ocirc;mico complexo, marcado por endividamento e juros altos. S&amp;oacute; a &lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimpl&amp;ecirc;ncia do Consumidor (PEIC)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de abril mostrou, por exemplo, que 72,9% das fam&amp;iacute;lias da cidade estavam endividadas, o maior n&amp;iacute;vel em tr&amp;ecirc;s anos. Em cada dez delas, duas (21%) estavam inadimplentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP segue pedindo &amp;agrave;s autoridades a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pol&amp;iacute;ticas de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das apostas online (inclusive aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s plataformas n&amp;atilde;o autorizadas e ilegais)&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;que possam impactar dados como esses, al&amp;eacute;m de ajudar a elaborar programas de orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos consumidores que, hoje, integram esse universo.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 25 May 2026 09:45:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Plataformas de apostas online sediadas na capital paulista faturaram R$ 1,4 bilhão e cresceram 21% no início de 2026]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/plataformas-de-apostas-online-sediadas-na-capital-paulista-faturaram-r-1-4-bilhao-e-cresceram-21-no-inicio-de-2026</link><description>&lt;![CDATA[Levantamento da FecomercioSP aponta que setor de ‘bets’ se consolida como uma das atividades que mais cresce em São Paulo, mesmo com famílias endividadas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;As apostas online movimentaram R$ 1,4 bilh&amp;atilde;o na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo em fevereiro de 2026. Al&amp;eacute;m disso, nos dois primeiros meses do ano, acumula alta de 21,2%, quase o dobro da m&amp;eacute;dia geral do setor de Servi&amp;ccedil;os. Os dados s&amp;atilde;o da Pesquisa Conjuntural do Setor de Servi&amp;ccedil;os (PCSS) realizada pela &lt;a href="https://feclink.fecomercio.net.br/cl/PW_6x/A/523c/0/BMNv/BsneApdz1WJ/1/" target="_blank"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base em informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo. O dado chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o por mostrar que o segmento segue em forte expans&amp;atilde;o, mesmo em um momento em que os brasileiros est&amp;atilde;o mais endividados e com menos dinheiro sobrando no bolso.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Real do Setor de Servi&amp;ccedil;os na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; fevereiro de 2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;br&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/fd280a53738f0bb2c32994b827daf01917bb02e1.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale mencionar que a queda de 2,8% no faturamento das bets, em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo m&amp;ecirc;s do ano passado, n&amp;atilde;o significa uma perda de f&amp;ocirc;lego, mas provavelmente &amp;eacute; decorrente do efeito calend&amp;aacute;rio causado pelo carnaval, que, neste ano, ocorreu em fevereiro. De qualquer forma, o crescimento de 21,2% no primeiro bimestre evidencia que as apostas online j&amp;aacute; se consolidaram como um uma das atividades mais relevantes do setor de Servi&amp;ccedil;os da maior metr&amp;oacute;pole do Pa&amp;iacute;s, ainda que promovam um deslocamento de renda &amp;mdash; impactando negativamente segmentos tradicionais grandes geradores de empregos &amp;mdash; ao ocuparem espa&amp;ccedil;o relevante no or&amp;ccedil;amento familiar.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Real do Setor de Servi&amp;ccedil;os na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; acumulado no ano (2026)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;br&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/2de87b8fc3681ec44de8d25812f1feb6c68392b4.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP incorporou os servi&amp;ccedil;os de apostas online &amp;agrave; PCSS em janeiro de 2026, justamente para ampliar a capacidade de leitura sobre as transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es do setor, que cada vez mais incorpora atividades digitais de alta recorr&amp;ecirc;ncia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor de Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os Servi&amp;ccedil;os da capital paulista faturaram R$ 81,3 bilh&amp;otilde;es em fevereiro de 2026, uma alta de 8,4% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. Isso significa R$ 6,3 bilh&amp;otilde;es a mais. No acumulado do ano, o crescimento chegou a 11%, e nos &amp;uacute;ltimos 12 meses, a 12,1% [gr&amp;aacute;fico 1].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o crescimento existe, mas &amp;eacute; mais seletivo do que nos anos do p&amp;oacute;s-pandemia. Setores de maior valor agregado e opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre empresas (B2B), como constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o civil, tecnologia e servi&amp;ccedil;os t&amp;eacute;cnico-cient&amp;iacute;ficos, puxaram os resultados, enquanto as atividades que dependem do bolso dos cidad&amp;atilde;os lidam com mais dificuldades &amp;mdash; em raz&amp;atilde;o de juros altos, cr&amp;eacute;dito caro e lares cada vez mais endividados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os segmentos que mais cresceram no m&amp;ecirc;s, o de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o civil se destacou, com alta de 17,4% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a fevereiro de 2025 e expressivos 35,8% no acumulado do ano. O resultado surpreende em um cen&amp;aacute;rio de juros elevados, que normalmente encarece o cr&amp;eacute;dito imobili&amp;aacute;rio e desestimula novos investimentos. A leitura mais prov&amp;aacute;vel &amp;eacute; que obras j&amp;aacute; contratadas estejam em plena execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de projetos de infraestrutura urbana e investimentos corporativos em andamento na capital, o que sustenta o ritmo mesmo diante do custo da cidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atividade de agenciamento, corretagem e intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m avan&amp;ccedil;ou, registrando crescimento de 16,9%. Frente a margens mais apertadas e cr&amp;eacute;dito seletivo, as empresas t&amp;ecirc;m investido mais em estrat&amp;eacute;gias de relacionamento com clientes, posicionamento digital e tecnologia para aumentar a efici&amp;ecirc;ncia e sustentar receitas, o que explica o seu desempenho. Em paralelo, mercadologia e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o cresceu 16,3%, indicando que o investimento em marketing e presen&amp;ccedil;a de marca segue aquecido. Sa&amp;uacute;de, por sua vez, avan&amp;ccedil;ou 13,6%, mantendo a consist&amp;ecirc;ncia de um segmento que, historicamente, se mostra resiliente a crises e segue em expans&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua na capital paulista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na outra ponta, a atividade de turismo, hospedagem e eventos recuou 10,6% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com fevereiro do ano passado. A queda ocorreu no per&amp;iacute;odo do carnaval, o que redirecionou a demanda para lazer e viagens e diminuiu o fluxo do turismo corporativo na capital, justamente o segmento que mais movimenta hot&amp;eacute;is e eventos de neg&amp;oacute;cios em S&amp;atilde;o Paulo. Trata-se, portanto, de um efeito pontual de calend&amp;aacute;rio, sem indicar tend&amp;ecirc;ncia de queda estrutural.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa Conjuntural do Setor de Servi&amp;ccedil;os &amp;mdash; Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do faturamento real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo m&amp;ecirc;s do ano anterior&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo/FecomercioSP&lt;br&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/28604c41d329f76cf4f1b36cc8447229e94371c2.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP recomenda que os empres&amp;aacute;rios mantenham aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; gest&amp;atilde;o financeira e priorizem investimentos que aumentem vendas e produtividade. Em um ambiente marcado por juros elevados e cr&amp;eacute;dito seletivo, decis&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas bem planejadas, controle rigoroso de custos e investimentos em digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuam sendo fundamentais para sustentar o crescimento e preservar as margens.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 22 May 2026 09:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Endividamento das famílias na capital paulista atinge maior nível em três anos]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/endividamento-das-familias-na-capital-paulista-atinge-o-maior-nivel-em-tres-anos</link><description>&lt;![CDATA[São 3,28 milhões de lares com algum tipo de dívida e 946 mil famílias inadimplentes ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O endividamento das famílias paulistas chegou a 72,9% em abril, o maior nível em três anos, segundo a &lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;, divulgada mensalmente pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. O índice era de 71,1% em março, e de 70,2% em abril do ano passado. São 3,28 milhões de lares na capital com algum tipo de dívida [gráfico 1].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;12 meses&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/cc480e6b049a01f2963e7fbbed4425f27bee58d4.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, a alta reflete o impacto da inflação de março sobre o orçamento familiar. Com os preços de alimentos e combustíveis pressionados e agravados pelo conflito no Oriente Médio, parte dos lares passou a recorrer ao crédito para cobrir despesas do cotidiano. O mercado de trabalho aquecido ainda evita que o quadro se agrave com mais rapidez, mas a pressão sobre as finanças vem crescendo de forma consistente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cartão de crédito é o principal fator de endividamento&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço do endividamento foi observado em todas as faixas de renda. Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, o porcentual subiu de 74,5% para 76,3%. Entre as de renda superior a dez salários mínimos, a alta foi de 61,3% para 63,1%. O cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívida, presente em 79,6% dos casos, reflexo de que muitas famílias recorrem ao crédito rotativo para manter o consumo do dia a dia [gráfico 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Modalidades de dívidas das famílias paulistanas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/3bd584341ff891ef50f26c0bc32a15821609be60.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A parcela da renda comprometida com dívidas recuou levemente — de 26,7% em março, para 26,5% em abril, número abaixo dos 29,2% registrados no mesmo período de 2025. O prazo médio das dívidas também caiu, de 7,5 para 6,8 meses, na comparação com abril do ano passado. Esse é um indicador de que as famílias estão buscando crédito de prazo mais curto, voltado para despesas imediatas (como alimentação e contas básicas), e não para a aquisição de bens ou projetos de médio e longo prazo. A renda, para muitos lares, não está sendo suficiente para fechar o mês.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tempo de comprometimento de renda com dívidas no prazo de até três meses subiu para 33,6% em abril, acima dos 32,1% de março e dos 28,1% registrados no mesmo período do ano passado. Esse é um movimento típico do cartão de crédito, modalidade de curto prazo que foi escolhida pelos endividados. Já no prazo de até um ano, o índice recuou levemente (de 35% para 34,3%) e segue bem abaixo dos 41,3% registrados no mesmo período do ano passado — perfil associado a financiamentos de maior duração, como os de imóveis e veículos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo de comprometimento com dívida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;: FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/0e0fc51958d4f300e8c208c9004e801f6106b871.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;946 mil famílias paulistas com contas em atraso&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inadimplência se manteve estável em abril, ao atingir 21% das famílias. Em março, esse número era de 20,9%, e no mesmo período do ano passado, de 20,6%. São 946 mil famílias com pelo menos uma conta em atraso na capital. Entre o total dos lares, 9,1% declaram não ter condições de quitar as dívidas — em março, o indicador registrava 8,9%. Trata-se de um grupo que dificilmente consegue se recuperar sem algum tipo de renegociação. Na faixa de menor renda, esse porcentual avançou de 11,4% para 11,8%, enquanto entre as de renda mais alta permaneceu estável em 3,3%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As famílias estão levando mais tempo para regularizar sua situação: o tempo médio de atraso das dívidas subiu de 60 para 66,6 dias, com crescimento nos casos entre 30 e 90 dias. No entanto, a intenção de contrair novo crédito nos próximos três meses também cresceu, passando de 11,4% para 12,2%. Desse grupo, 83,7% pretendem usar os recursos para consumo e compras do cotidiano, e apenas 10% para quitar dívidas existentes, o menor índice desde junho de 2025. O cenário sugere que o ciclo de endividamento tende a se manter nos próximos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP analisa que, no curto prazo, a tendência é de leve piora da inadimplência. A conjuntura ainda está distante de uma crise, mas a combinação de endividamento em máxima histórica recente, atrasos mais longos, expansão do crédito de curto prazo e pressão inflacionária persistente merece atenção. Qualquer enfraquecimento do mercado de trabalho pode acelerar essa deterioração.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade avalia que as medidas do Desenrola 2.0 do governo federal têm eficácia limitada, por ser paliativa. Os descontos ajudam quem já tem alguma capacidade de pagamento, mas não resolvem a situação de quem simplesmente não consegue pagar. A eventual liberação do FGTS pode oferecer um alívio pontual, mas não combate o problema na raiz. Segundo a Federação, o caminho mais efetivo passa pela redução dos juros cobrados ao consumidor, pela ampliação da educação financeira e por políticas que garantam a sustentação da renda de forma consistente.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 15 May 2026 16:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item></channel></rss>
