<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Editorial - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/editorial</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação dos artigos escritos pelos conselheiros da FecomercioSP, além de divulgar notícias institucionais]]</description><lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 16:38:17 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Editorial - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/editorial</link><url>https://fecomercio.com.br/upload/img/2015/11/12/5644e4dec6789-1600x1024_3.png</url></image><category>&lt;![CDATA[Editorial]]</category><item><title>&lt;![CDATA[PEC 6x1 deve garantir autonomia das negociações e transição gradual]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/pec-6x1-deve-garantir-autonomia-das-negociacoes-e-transicao-gradual</link><description>&lt;![CDATA[Do modo que está, texto reduz a flexibilidade para adaptar regras às necessidades de cada setor ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A Proposta de Emenda &amp;agrave; Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o (PEC) que altera a jornada e a escala de trabalho arrisca retirar de empresas e sindicatos a possibilidade de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma das principais fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es das entidades sindicais, e reduzir a capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais &amp;agrave;s caracter&amp;iacute;sticas de cada setor. A conclus&amp;atilde;o &amp;eacute; de S&amp;oacute;lon de Almeida Cunha, advogado, professor e membro do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho&lt;/a&gt;da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, na Plen&amp;aacute;ria de agosto da Entidade. H&amp;aacute; uma grande preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em todos os setores da economia, de que seja imposta uma regra &amp;uacute;nica a setores e atividades com realidades t&amp;atilde;o diferentes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, sa&amp;uacute;de, com&amp;eacute;rcio, servi&amp;ccedil;os, plataformas digitais e atividades que funcionam em regimes como 12x36, 15x15 ou 4x4 t&amp;ecirc;m necessidades distintas e dificilmente poderiam ser submetidos a uma mesma l&amp;oacute;gica de jornada e escala. No encontro, Cunha observou que a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m deve afetar horas extras, f&amp;eacute;rias, d&amp;eacute;cimo terceiro sal&amp;aacute;rio, bancos de horas e mecanismos de compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A maior preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; nas pequenas empresas e nos setores que dependem de funcionamento cont&amp;iacute;nuo ou de maior presen&amp;ccedil;a de trabalhadores nos fins de semana.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, caso a proposta avance da forma como est&amp;aacute;, tender&amp;aacute; a impor ao Pa&amp;iacute;s um ambiente com empregos com qualidade inferior e, possivelmente, o aumento da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/produtividade-e-o-fim-da-escala-6x1-folha-encarece-ate-para-quem-ja-da-dois-dias-de-folga"&gt;rotatividade devido aos custos elevados com a folha de pagamento.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;Segundo o presidente do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da FecomercioSP, Jos&amp;eacute; Pastore, o maior dano &amp;eacute; sobre a produtividade. Mais do que nunca, o Brasil depende de sua capacidade produtiva para elevar a renda, tendo em vista que o b&amp;ocirc;nus demogr&amp;aacute;fico j&amp;aacute; n&amp;atilde;o surte o mesmo efeito que h&amp;aacute; quatro d&amp;eacute;cadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/"&gt;presidente da FecomercioSP, Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua&lt;/a&gt;, ressaltou que o Brasil convive h&amp;aacute; d&amp;eacute;cadas com um paradoxo nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais. &amp;ldquo;A Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1988 estabeleceu fundamentos a uma economia baseada na livre-iniciativa, mas, na contram&amp;atilde;o dela, temos um Estado constantemente disposto a intervir na atividade econ&amp;ocirc;mica&amp;rdquo;, disse. &amp;ldquo;O problema &amp;eacute; que essas interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es assumem, agora, contornos ainda mais preocupantes. Sobra populismo e falta responsabilidade.&amp;rdquo; &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/foco-na-negociacao-coletiva-e-na-transicao-responsavel-fecomerciosp-propoe-ajustes-na-pec-6x1"&gt;enviou cinco sugest&amp;otilde;es de emendas ao texto da Proposta de Emenda &amp;agrave; Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o (PEC) 221/2019&lt;/a&gt;, que est&amp;aacute; sob an&amp;aacute;lise dos senadores. Dentre as propostas, destacam-se preservar a autonomia das negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas e garantir uma transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada de trabalho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Trabalho aos domingos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Maria Cristina Mattioli, ex-desembargadora da Justi&amp;ccedil;a Trabalhista, advertiu para os poss&amp;iacute;veis efeitos da nova jornada sobre a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o feminina no mercado de trabalho. Com a regra do descanso aos domingos, uma prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o aparentemente favor&amp;aacute;vel pode produzir o efeito contr&amp;aacute;rio, afastando mulheres justamente dos dias de maior movimento no com&amp;eacute;rcio, nos restaurantes e nos servi&amp;ccedil;os, per&amp;iacute;odos em que tamb&amp;eacute;m est&amp;atilde;o concentradas comiss&amp;otilde;es, gorjetas e oportunidades de renda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Maria Cristina, a pergunta n&amp;atilde;o deve ser apenas quanto a mulher ganhar&amp;aacute; em descanso, mas tamb&amp;eacute;m se a nova prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o poder&amp;aacute; reduzir sua renda, suas oportunidades profissionais e, em &amp;uacute;ltima inst&amp;acirc;ncia, sua presen&amp;ccedil;a no mercado de trabalho. Para ela, o dia da semana em que h&amp;aacute; descanso pode ser objeto de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as partes, e n&amp;atilde;o imposto por lei ou por tribunal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Debates Fecomercio-SP]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Simples Nacional: um modelo que arrecada, emprega e promove inclusão]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/simples-nacional-um-modelo-que-arrecada-emprega-e-promove-inclusao</link><description>&lt;![CDATA[Regime concentra 34% das empresas do País e responde por quase um terço dos empregos formais do Brasil]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;*Ivo Dall'Acqua&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Poucas políticas públicas brasileiras conseguem reunir, ao mesmo tempo, eficiência econômica, elevada capacidade de arrecadação e forte impacto social. O Simples Nacional é uma delas. Criado para reduzir a burocracia e estimular a formalização dos pequenos negócios, tornou-se um instrumento decisivo à geração de empregos, renda e oportunidades.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os números falam por si. O regime tributário reúne 6,2 milhões de empresas, cerca de 34% de todos os negócios brasileiros. Embora responda por apenas 7,2% da receita bruta nacional, o segmento é responsável por 18,8% de toda a arrecadação federal. Esses números apontam que, proporcionalmente ao faturamento, essas empresas contribuem muito mais para os cofres públicos do que normalmente se imagina, desmontando a ideia de que o Simples representa apenas um benefício fiscal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A contribuição social é ainda mais expressiva. As empresas optantes pelo regime empregam 23,3 milhões de trabalhadores, o equivalente a 33,3% de todos os empregos formais do Brasil, além de responderem por 14,2% da massa salarial. Presentes em praticamente todos os municípios, esses negócios impulsionam a economia local, distribuem renda e fazem do Simples um propulsor de emprego, inclusão produtiva e desenvolvimento econômico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não é exagero afirmar que o Simples funciona como um dos maiores programas sociais do Brasil. A diferença é que, em vez de distribuir renda por meio de transferências governamentais, cria condições para que milhões de brasileiros obtenham renda pelo trabalho, pelo empreendedorismo e pela atividade produtiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) dão a tônica da economia nacional, representando o pequeno comércio do bairro, a padaria, a oficina, o restaurante, o salão de beleza, a empresa familiar, enfim, o comerciante que conhece seus clientes pelo nome. É essa capilaridade que faz com que o crescimento econômico alcance regiões onde grandes investimentos dificilmente chegariam.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por todas essas razões, qualquer proposta que reduza a competitividade do Simples Nacional precisa ser analisada com extrema cautela. Enfraquecer esse regime significa aumentar a carga tributária sobre pequenos negócios, dificultar a formalização, ampliar a informalidade e comprometer milhares de empresas que sustentam economias locais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ministro da Fazenda, Dario Durigan, garantiu a parlamentares que o governo deve apresentar, no início de agosto, um estudo sobre o impacto fiscal da atualização do Simples. Por sua vez, o relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, que atualiza os limites de receita do Microempreendedor Empresarial (MEI), deputado Jorge Goetten (Rep/SC), entende que o mesmo pode ser feito em relação às demais empresas do Simples Nacional, pois se trataria de apenas de uma reposição da inflação, sem comprometimento do equilíbrio fiscal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o relator, a atualização exclusiva do MEI criaria uma distorção no regime, pois esvaziaria, na prática, a primeira faixa de enquadramento das Microempresas (MEs), comprometendo a coerência da estrutura do regime.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O certo é que o Brasil carece de uma agenda voltada para o aumento da produtividade, a simplificação do ambiente de negócios e o acesso ao crédito a os pequenos empreendedores, e não para a redução dos instrumentos que vêm funcionando. O Simples Nacional mostrou, ao longo de quase duas décadas, que é possível conciliar arrecadação, desenvolvimento econômico e inclusão social.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Num momento em que o País busca crescer de forma sustentável, fortalecer quem mais emprega deveria ser uma prioridade nacional. Defender o Simples é defender milhões de empreendedores, milhões de trabalhadores e um modelo que produz riqueza, amplia oportunidades e contribui para um Brasil mais dinâmico, competitivo e socialmente inclusivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Ivo Dall’Acqua é presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo originalmente publicado no portal Jota em 28 de agosto de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 07:26:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[A disputa pelo bolso do consumidor e os desafios do comércio atacadista]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/a-disputa-pelo-bolso-do-consumidor-e-os-desafios-do-comercio-atacadista</link><description>&lt;![CDATA[Novas despesas, como apostas, streaming e serviços digitais, reduzem a renda disponível das famílias e exigem mais eficiência, inteligência de dados e inovação do setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em id="isPasted"&gt;Ronaldo Jamar Taboada*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Atualmente, o orçamento familiar não é pressionado apenas por alimentação, moradia e transporte, mas também por novos mercados digitais e serviços. Plataformas de &lt;strong&gt;streaming&lt;/strong&gt;, aplicativos, compras internacionais, apostas online, academias, medicamentos voltados para o emagrecimento e serviços de entretenimento disputam os mesmos recursos do varejo tradicional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço de apostas esportivas e jogos virtuais é um dos exemplos mais evidentes dessa transformação. Segundo pesquisa da FecomercioSP, 35% dos paulistanos fazem apostas para tentar aumentar a renda doméstica, enquanto parte significativa usaria os recursos para consumo essencial, como pagar contas (14%) e comprar alimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o comércio atacadista e distribuidor, os impactos são preocupantes. O setor atua justamente na distribuição de bens de consumo que vêm sendo fortemente afetados por essas tendências. Quando novas despesas passam a ocupar espaço no orçamento, o consumidor reduz o volume de compras, e o varejista &amp;nbsp;diminui frequência de reposição, ou, ainda, buscam-se alternativas de menor valor agregado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante dessa situação, o setor precisará combinar escala, eficiência logística, inteligência de dados e resiliência. Identificar quais categorias ganham prioridade, os canais que preservam crescimento e as regiões que mantêm mais dinamismo passa a ser decisivo para sustentar o avanço do comércio atacadista em um ambiente de consumo fragmentado e fragilizado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Presidente do Conselho de Comércio Atacadista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo originalmente publicado na Revista Eletrolar News em 20 de agosto de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Juristas e economistas debatem equívocos, riscos e fragilidades da Reforma Tributária]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/juristas-e-economistas-debatem-equivocos-riscos-e-fragilidades-da-reforma-tributaria</link><description>&lt;![CDATA[Organizado por Ives Gandra Martins, Marcos Cintra e Felipe Silva, livro lançado na FecomercioSP analisa os impactos jurídico e econômico]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A sede da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; foi palco do lan&amp;ccedil;amento do livro &lt;strong&gt;Equ&amp;iacute;vocos, Riscos e Fragilidades da Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;da editora Thomson Reuters. Realizado na &amp;uacute;ltima sexta-feira (14), o evento aconteceu no bojo da reuni&amp;atilde;o de agosto do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-superior-de-direito" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Direito&lt;/a&gt;, presidido por Ives Gandra Martins da Silva, que tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; coordenador da obra.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A colet&amp;acirc;nea tem, dentre seus coordenadores, o economista Marcos Cintra, ex-secret&amp;aacute;rio da Receita Federal, e o jurista Felipe Ferreira Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (FBT). O livro re&amp;uacute;ne an&amp;aacute;lises de juristas, economistas e ex-gestores p&amp;uacute;blicos sobre os desafios trazidos pela Emenda Constitucional (EC) 132 e pelas leis complementares que regulamentam a reforma.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A solenidade contou com nomes de peso dos cen&amp;aacute;rios pol&amp;iacute;tico e acad&amp;ecirc;mico, como o senador Eduardo Gir&amp;atilde;o (Novo/CE), o deputado federal Ricardo Salles (Novo/SP) e o economista Felipe Salto, ex-secret&amp;aacute;rio da Fazenda do Estado de S&amp;atilde;o Paulo. Na ocasi&amp;atilde;o, Gir&amp;atilde;o lamentou a maneira a&amp;ccedil;odada como foi aprovada a reforma &amp;mdash; que era um sonho antigo. &amp;ldquo;Da forma que est&amp;aacute;, ela &amp;eacute; um projeto de concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poder na figura do governo federal&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&amp;ldquo;Iniciativas como esse livro s&amp;atilde;o fundamentais para aperfei&amp;ccedil;oar pontos cr&amp;iacute;ticos da Reforma Tribut&amp;aacute;ria, caso contr&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o teremos alternativa sen&amp;atilde;o revog&amp;aacute;-la como um todo&amp;rdquo;, advertiu o senador, que est&amp;aacute; licenciado do cargo para compor a chapa de Romeu Zema, candidato &amp;agrave; presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica. Em sua fala de abertura, Gandra Martins definiu o prop&amp;oacute;sito da obra, que mais do que uma cr&amp;iacute;tica, &amp;eacute; &amp;ldquo;uma agenda do que precisa ser feito para salvar a reforma tribut&amp;aacute;ria&amp;rdquo;, resumiu.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Fragiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aumento da carga tribut&amp;aacute;ria&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;O primeiro painel, dedicado aos aspectos jur&amp;iacute;dicos da reforma, reuniu Gandra Martins, a tributarista Elidie Palma Bifano e o professor Jos&amp;eacute; Eduardo Soares de Melo. O presidente do Conselho abriu os trabalhos alertando para o que considera o problema central da reforma: a perda de autonomia financeira de Estados e munic&amp;iacute;pios, hoje concentrada na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um comit&amp;ecirc; gestor nacional. &amp;ldquo;Cria-se um comit&amp;ecirc; gestor l&amp;aacute; em Bras&amp;iacute;lia, com 54 cidad&amp;atilde;os, que ser&amp;atilde;o mais fortes do que qualquer governador&amp;rdquo;, afirmou, destacando que Estados e munic&amp;iacute;pios exportadores l&amp;iacute;quidos de mercadorias e servi&amp;ccedil;os tendem a perder receita significativa com a migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da origem para o destino.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Elidie criticou o processo de elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reforma, conduzido, em sua avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sociedade civil e de especialistas independentes. A tributarista apontou como principal equ&amp;iacute;voco t&amp;eacute;cnico o tratamento dado aos servi&amp;ccedil;os financeiros, tributados como se fossem presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o quando, para ela, representam mera intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira. Tamb&amp;eacute;m enfatizou o aumento expressivo do custo de conformidade das empresas com a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o simult&amp;acirc;nea de novas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es acess&amp;oacute;rias.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Melo aprofundou a an&amp;aacute;lise jur&amp;iacute;dica, ressaltando a amplitude conceitual dada pela lei complementar aos termos &amp;ldquo;opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; e &amp;ldquo;servi&amp;ccedil;o&amp;rdquo;, o alargamento da base de c&amp;aacute;lculo &amp;mdash; que passa a incluir juros, multas e outros valores que, tradicionalmente, n&amp;atilde;o compunham o pre&amp;ccedil;o da mercadoria &amp;mdash; e as incertezas em torno do mecanismo de &lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt;, que segundo ele deve gerar impacto relevante ao fluxo de caixa das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Laborat&amp;oacute;rio tribut&amp;aacute;rio sem precedentes&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;O segundo painel, com enfoque econ&amp;ocirc;mico, contou com Cintra, Salto e o tributarista Miguel Silva. Cintra criticou o processo de tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reforma, conduzido, em suas palavras, sem o debate amplo que caracterizou outras reformas tribut&amp;aacute;rias hist&amp;oacute;ricas no Pa&amp;iacute;s, e alertou que pa&amp;iacute;ses federativos costumam enfrentar dificuldades expressivas com o IVA.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Como exemplo da retic&amp;ecirc;ncia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a esse modelo, o ex-secret&amp;aacute;rio citou os Estados Unidos, maior federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mundo, que nunca adotou esse tipo de tributo. Para o economista, a mudan&amp;ccedil;a da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da origem para o destino ignora d&amp;eacute;cadas de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema tribut&amp;aacute;rio brasileiro e pode esvaziar a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Estados produtores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Salto apresentou os antecedentes da reforma e prop&amp;ocirc;s uma alternativa ao comit&amp;ecirc; gestor para garantir a autonomia dos entes federativos: a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de c&amp;acirc;maras de compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o estaduais, que manteriam as opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es internas sob controle de cada unidade e criariam um mecanismo de partilha espec&amp;iacute;fico apenas &amp;agrave;s opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es interestaduais.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O ex-secret&amp;aacute;rio da Fazenda de S&amp;atilde;o Paulo tamb&amp;eacute;m chamou aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o volume de recursos comprometidos nos fundos de compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o criados pela reforma &amp;mdash; cerca de R$ 790 bilh&amp;otilde;es at&amp;eacute; 2043 &amp;mdash; e para a fragilidade fiscal do Brasil diante desse compromisso.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Silva encerrou o debate com uma provoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o: partindo de uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre contencioso tribut&amp;aacute;rio e PIB estimada hoje em 75% &amp;mdash; ante 5% na Alemanha e 3% na Fran&amp;ccedil;a &amp;mdash;, o tributarista questionou se a reforma, concebida para simplificar o sistema, n&amp;atilde;o estaria na verdade ampliando as litigiosidades administrativa e judicial, dada a quantidade de conceitos ainda indefinidos na regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como a caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do contribuinte pessoa f&amp;iacute;sica e &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-propoe-25-aprimoramentos-ao-novo-sistema-tributario" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;as hip&amp;oacute;teses de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Uma agenda de aperfei&amp;ccedil;oamento&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;Apesar do tom cr&amp;iacute;tico dos debates, os organizadores refor&amp;ccedil;aram o car&amp;aacute;ter propositivo da obra. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o estamos querendo destruir e apedrejar nada. A inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi boa, o instrumento, infelizmente, n&amp;atilde;o foi o mais adequado, mas o que n&amp;oacute;s queremos &amp;eacute; ajudar na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o disso&amp;rdquo;, resumiu Gandra Martins ao encerrar o evento, defendendo que a Reforma Tribut&amp;aacute;ria siga em processo de aperfei&amp;ccedil;oamento cont&amp;iacute;nuo, com a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de especialistas e da sociedade civil.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 17:48:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Escolas de Direito e Economia da FGV-SP, FecomercioSP e  Canal UM BRASIL abrem curso sobre os dilemas do País]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/escolas-de-direito-e-economia-da-fgv-sp-fecomerciosp-e-canal-um-brasil-abrem-curso-sobre-os-dilemas-do-pais</link><description>&lt;![CDATA[Implementação da Reforma Tributária corre riscos de recriar a complexidade que novo sistema pretende eliminar, avaliaram Márcio Holland e Tathiane Piscitelli em aula inaugural]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O maior desafio da Reforma Tribut&amp;aacute;ria brasileira come&amp;ccedil;a agora: fazer funcionar, na pr&amp;aacute;tica, um sistema que, no papel, promete ser mais simples, transparente e eficiente, mas cuja implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolver&amp;aacute; uma longa transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A conviv&amp;ecirc;ncia entre regras antigas e novas, defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de al&amp;iacute;quotas, regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mecanismos ainda em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e quest&amp;otilde;es jur&amp;iacute;dicas ainda n&amp;atilde;o solucionadas s&amp;atilde;o alguns dos entraves a serem superados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reforma representa um avan&amp;ccedil;o importante, por&amp;eacute;m seu sucesso depender&amp;aacute; menos da aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas regras que da capacidade do Pa&amp;iacute;s de implement&amp;aacute;-las sem reproduzir a complexidade que pretende eliminar. Esta &amp;eacute; uma das conclus&amp;otilde;es do primeiro encontro do curso &lt;strong&gt;O Futuro do Brasil em Debate: um olhar interdisciplinar&lt;/strong&gt;, promovido pelas Escolas de Direito e Economia de S&amp;atilde;o Paulo da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV Direito SP e FGV EESP) em parceria com o Canal UM BRASIL e a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Realizada na &amp;uacute;ltima segunda-feira (17), no audit&amp;oacute;rio da FGV, em S&amp;atilde;o Paulo, a aula inaugural teve como tema a reforma fiscal e reuniu os professores M&amp;aacute;rcio Holland, da FGV EESP, e Tathiane Piscitelli, da FGV Direito SP, que apontaram uma s&amp;eacute;rie de quest&amp;otilde;es capazes de abrir novas frentes de contencioso tribut&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; particularmente delicado. Segundo Holland, durante anos, empresas e contribuintes ter&amp;atilde;o de operar com diferentes sistemas tribut&amp;aacute;rios simultaneamente. ICMS e ISS continuar&amp;atilde;o convivendo com os novos tributos, enquanto ser&amp;atilde;o definidos procedimentos para apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos, emiss&amp;atilde;o de documentos fiscais, funcionamento do split payment e operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;cashback&lt;/em&gt;. Para as empresas, isso significa custo de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, necessidade de rever sistemas e processos e dificuldade adicional para fazer planejamento de m&amp;eacute;dio prazo. J&amp;aacute; a professora Tathiane ressaltou que o contribuinte n&amp;atilde;o sabe exatamente como ser&amp;aacute; a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de determinadas regras, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-e-cnc-apresentam-a-receita-federal-pleitos-para-garantir-uma-transicao-segura-na-reforma-tributaria?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-e-cnc-apresentam-a-receita-federal-pleitos-para-garantir-uma-transicao-segura-na-reforma-tributaria=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;o que cria inseguran&amp;ccedil;a para decis&amp;otilde;es empresariais&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Al&amp;iacute;quota: problema elementar&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a al&amp;iacute;quota geral. Para Holland, as estimativas discutidas no debate apontam para um IVA pr&amp;oacute;ximo de 28%, o que colocaria o Brasil acima da Hungria, cujo percentual de 27% &amp;eacute; citado como o maior do mundo. O n&amp;uacute;mero, contudo, precisa ser interpretado com cuidado, pois n&amp;atilde;o significa necessariamente que a reforma aumentar&amp;aacute; a carga tribut&amp;aacute;ria sobre o consumo. &amp;ldquo;O Brasil j&amp;aacute; conta com uma tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o elevada nessa base. O problema &amp;eacute; que multiplicidade de exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es, regimes diferenciados e tratamentos especiais podem pressionar para cima a al&amp;iacute;quota aplic&amp;aacute;vel &amp;agrave; parcela mais ampla da economia&amp;rdquo;, ressaltou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa &amp;eacute; uma das contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es da reforma: o IVA foi concebido para ter uma base ampla, evitar diferencia&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre bens e servi&amp;ccedil;os e reduzir distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Mas quanto mais exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es forem incorporadas, maior tender&amp;aacute; a ser a al&amp;iacute;quota necess&amp;aacute;ria para preservar a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A reforma pode, portanto, simplificar o sistema e, ao mesmo tempo, carregar uma estrutura de exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es capaz de limitar parte dos ganhos esperados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tathiane levantou d&amp;uacute;vidas de ordenamento jur&amp;iacute;dico. &amp;ldquo;Uma delas diz respeito ao contencioso envolvendo o IBS, de compet&amp;ecirc;ncia de Estados e munic&amp;iacute;pios, e a CBS, de compet&amp;ecirc;ncia federal. Qual Justi&amp;ccedil;a dever&amp;aacute; julgar determinados conflitos? Como evitar interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes para tributos com bases semelhantes? Como ser&amp;atilde;o resolvidas as disputas administrativas? E como ser&amp;atilde;o calculadas e pagas as compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es a Estados que perderem receitas ou benef&amp;iacute;cios com a mudan&amp;ccedil;a do sistema? E se o comit&amp;ecirc; gestor do imposto for mais &amp;aacute;gil que o gestor do CBS ou vice-versa?&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;em&gt;cashback&lt;/em&gt;, segundo a professora, &amp;eacute; outro exemplo. A devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de parte do imposto para fam&amp;iacute;lias de menor renda pode ajudar a reduzir o car&amp;aacute;ter regressivo da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o consumo e &amp;eacute; considerada uma inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o importante. No entanto, o seu desenho foi apontado como t&amp;iacute;mido, cuja efic&amp;aacute;cia depender&amp;aacute; de crit&amp;eacute;rios e mecanismos capazes de alcan&amp;ccedil;ar efetivamente quem precisa. Ela explicou que o mesmo vale para os benef&amp;iacute;cios fiscais: a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o passou a exigir uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seus efeitos sobre desigualdades de renda, g&amp;ecirc;nero e ra&amp;ccedil;a. O problema ser&amp;aacute; transformar esse princ&amp;iacute;pio em crit&amp;eacute;rios objetivos capazes de determinar quem ter&amp;aacute; direito ao benef&amp;iacute;cio, por quanto tempo e mediante quais resultados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os debatedores da FGV entendem que a reforma tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o deve ser apresentada como solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o problema fiscal brasileiro. A nova lei pode atacar distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es hist&amp;oacute;ricas da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o consumo, aumentar a transpar&amp;ecirc;ncia e melhorar a aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fatores de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o pode, por&amp;eacute;m, resolver sozinha o crescimento das despesas obrigat&amp;oacute;rias, a baixa qualidade de parte dos gastos p&amp;uacute;blicos, o envelhecimento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou a trajet&amp;oacute;ria da d&amp;iacute;vida. Ambos ressaltaram que o sistema tribut&amp;aacute;rio brasileiro &amp;eacute; caro, complexo e distorcivo, mas o desequil&amp;iacute;brio fiscal tem tamb&amp;eacute;m uma origem importante no crescimento persistente das despesas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Seis debates UM BRASIL&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse primeiro debate marca o in&amp;iacute;cio da parceria entre a FGV Direito SP, a FGV EESP, a FecomercioSP e o Canal UM BRASIL. O curso &lt;strong&gt;O Futuro do Brasil em Debate: um olhar interdisciplinar&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;eacute; destinado a alunas e alunos da gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o das duas escolas. Dos 14 encontros previstos, seis acontecem em formato de debate, reunindo professores de Economia e de Direito em torno de um mesmo tema, com grava&amp;ccedil;&amp;otilde;es disponibilizadas posteriormente no UM BRASIL.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o percorre agendas estruturais do Pa&amp;iacute;s &amp;mdash; reforma fiscal, institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas, transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica, seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica, rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e abertura comercial &amp;mdash;, temas que dialogam diretamente com as pautas defendidas pela FecomercioSP, como abertura comercial, Reforma Administrativa e revis&amp;atilde;o das pol&amp;iacute;ticas fiscais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;ximo ocorrer&amp;aacute; em 31 de agosto, no audit&amp;oacute;rio da FGV, com o tema &amp;ldquo;Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas e funcionamento do Estado&amp;rdquo;. Participam o cientista pol&amp;iacute;tico Fernando Limongi, professor na FGV EESP, e o jurista Carlos Ari Sundfeld, professor na FGV Direito SP.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:45:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Quando a gestão de resíduos deixa de ser opção e passa a ser obrigação]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/quando-a-gestao-de-residuos-deixa-de-ser-opcao-e-passa-a-ser-obrigacao</link><description>&lt;![CDATA[Dispensa do plano de gerenciamento não livra empresas de responsabilidades sobre resíduos; desconhecer as regras pode aumentar riscos legais e custos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Por José Goldemberg e Cristiane Cortez*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) completou 16 anos, mas muitos comerciantes ainda desconhecem que a gestão adequada dos rejeitos gerados em seus estabelecimentos não é apenas uma boa prática ambiental, mas uma obrigação legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Toda empresa gera resíduos sólidos, independentemente do porte ou do ramo de atividade. A diferença está no tipo e na quantidade produzida, fatores que determinam as responsabilidades do gerador. Um dos equívocos mais comuns é acreditar que todas estão obrigadas a elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Não é assim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Decreto Federal 10.936/2022 dispensou dessa obrigação Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) que gerem apenas resíduos domiciliares ou equiparados a estes pelo Poder Público municipal, desde que respeitado o limite estabelecido pelo município. Quando não houver regulamentação municipal específica, aplica-se o limite de 200 litros de rejeitos por estabelecimento por dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse ponto merece atenção. Muitos negócios utilizam o parâmetro de 200 litros como regra geral, quando, na verdade, cabe a cada município definir o volume considerado equivalente ao resíduo domiciliar. Há municípios que adotam limites inferiores, ampliando o número de estabelecimentos obrigados a elaborar o PGRS e contratar a destinação ambientalmente adequada de seus resíduos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, por exemplo, o limite também é de 200 litros por dia, mas essa realidade não se repete em todos os municípios do Estado. Por isso, antes de concluir que está dispensado do plano, o comerciante deve verificar a legislação municipal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As obrigações vão além do PGRS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estar dispensado do PGRS não significa estar dispensado de gerir corretamente os resíduos. A responsabilidade do gerador permanece. A empresa deve reduzir a geração de resíduos, promover sua segregação, armazená-los adequadamente e destiná-los aos sistemas apropriados de coleta, reciclagem, compostagem ou logística reversa, conforme o caso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto frequentemente negligenciado é a logística reversa. Diversos produtos comercializados contam com sistemas específicos para o retorno pós-consumo, como eletroeletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas, medicamentos, pneus, embalagens de óleo lubrificante e outros itens definidos na legislação. Assim, os comerciantes têm obrigações relacionadas à participação nesses sistemas, como ponto de entrega ou de divulgação, de forma isolada ou em sistemas coletivos, mediante adesão às entidades gestoras responsáveis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o avanço das exigências ambientais e da fiscalização, cresce também a importância de instrumentos que facilitem o cumprimento dessas obrigações. Nesse contexto, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; desenvolveu uma &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/projeto-especial/logistica-reversa" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Plataforma de Logística Reversa&lt;/a&gt;, que permite a sindicatos, varejistas, distribuidores, importadores, atacadistas e consumidores obterem informações e aderirem gratuitamente a diversos Sistemas de Logística Reversa (SLRs), além de receberem orientação técnica especializada. A Federação também promove o &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/parcerias-fecomerciosp/green-eletron/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Selo Parceiro Green Eletron&lt;/a&gt; e disponibiliza &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/ferramentas/checklist-esg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;gratuitamente um Checklist ESG&lt;/a&gt;, apoiando as empresas no gerenciamento sustentável de seus negócios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A boa gestão de resíduos deixou de ser apenas uma questão ambiental, uma vez que também reduz desperdícios, melhora a eficiência operacional, fortalece a imagem da empresa perante consumidores e investidores e minimiza riscos decorrentes do descumprimento da legislação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Competitividade e sustentabilidade, cada vez mais, caminham juntas. Para o Comércio, conhecer suas obrigações legais e adotar práticas responsáveis na gestão de resíduos representa, além de conformidade com a lei, uma oportunidade de agregar valor ao negócio e contribuir para cidades mais limpas, uma economia mais circular e um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;* Respectivamente, presidente e assessora do Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo originalmente publicado no&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://dcomercio.com.br/publicacao/s/onibus-eletrico-opcao-eficiente-para-descarbonizar-grandes-centros-urbanos" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;jornal Diário do Comércio&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;em 18 de agosto de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:25:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O peso do ‘pacote de bondades’]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/o-peso-do-pacote-de-bondades</link><description>&lt;![CDATA[Medidas anunciadas às vésperas do período eleitoral superam R$ 200 bilhões e cobrarão seu preço em inflação, juros e dívida pública]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Antonio Lanzana*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto não começam a vigorar as regras de conduta do período eleitoral, o governo federal vem anunciando uma série de medidas eleitoreiras com o objetivo de aumentar a popularidade. Além da redução da jornada 6x1, da reforma do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF) — com isenção para rendimentos de até R$ 5 mil — e da eliminação da “taxa das blusinhas”, pode-se destacar um conjunto enorme de outros anúncios, tanto no âmbito dos gastos públicos como no da ampliação do crédito. No primeiro caso, tem-se pagamento de precatórios em março no valor de R$ 70 bilhões; antecipação do décimo terceiro salário de aposentados e pensionistas; e subsídios para famílias de baixa renda, como os programas Luz do Povo e Gás do Povo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na área de crédito, os segmentos beneficiados são vários: motoristas de aplicativos e taxistas; consignado para trabalhadores do setor privado; programa de renegociação de dívidas (Desenrola 2.0); crédito subsidiado para empresas (Brasil Soberano); renovação das frotas de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas; novo crédito imobiliário, que oferece recursos para reformas residenciais (Reforma Casa Brasil); e ampliação do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Ainda estão no radar duas novas iniciativas — a segunda fase do Desenrola 2.0, desta vez voltada para correntistas adimplentes, e um novo estímulo à construção civil industrializada, com objetivo de acelerar a entrega de moradias do MCMV, a custos e prazos reduzidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O montante dessas iniciativas deve superar a casa dos R$ 200 bilhões. As consequências sobre a economia serão inevitáveis. A ampliação da demanda deve levar a uma revisão para cima das projeções de crescimento do&amp;nbsp;Produto Interno Bruto (PIB)&amp;nbsp;em 2026, atualmente em 1,89%, segundo o relatório Focus, do Banco Central (BC). Considerando, no entanto, que a capacidade de resposta da produção é limitada pelo reduzido nível de investimentos, as pressões inflacionárias serão crescentes. Esse contexto agrava-se por causa do quadro externo, com a manutenção do preço do petróleo em níveis elevados e demais efeitos sobre o Agronegócio. O mercado já vem revisando as projeções de inflação para 2026 (no início do ano, estavam em 3,7%) e a variação do IPCA deste ano pode chegar perto dos 6%, distanciando-se significativamente da meta (centro de 3% e teto de 4,5%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, o BC vê-se “obrigado” a encurtar o ciclo de redução da taxa Selic, que pode encerrar 2026 com 14%, contra uma expectativa criada no início do ano de 12%. A manutenção de juros mais elevados vai continuar agravando a situação financeira das empresas, com possíveis novos recordes de pedidos de recuperação judicial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É interessante chamar a atenção de que o governo vai cumprir as metas de superávit primário em 2026, que deve ficar em 0,25% do PIB, porque exclui algumas despesas do cálculo e usa medidas parafiscais para financiar as decisões anunciadas. Indicadores mais relevantes da situação das contas públicas, porém, mostram um cenário muito preocupante. É o caso do elevado déficit nominal, que inclui o pagamento de juros, atingindo 9,4% do PIB em março, além de forte deterioração da relação entre dívida e PIB, que deve encerrar o ano em torno de 82% a 83%, contra 71,7% no início do atual governo. É um quadro insustentável, mas nada muda até as eleições. As esperanças ficam para 2027.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política da FecomercioSP e professor na Universidade de São Paulo (USP) e na Fundação Dom Cabral (FDC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado originalmente na&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:15:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP instala Conselho do Mercado Imobiliário]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-instala-conselho-do-mercado-imobiliario</link><description>&lt;![CDATA[Colegiado, que será liderado pelo Secovi-SP, atuará na construção de propostas para ampliar investimentos, segurança jurídica e acesso à moradia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;amplia a sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o na defesa dos setores produtivos paulistas com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-mercado-imobiliario" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Conselho do Mercado Imobili&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, um novo espa&amp;ccedil;o permanente de di&amp;aacute;logo e formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas para um dos segmentos mais estrat&amp;eacute;gicos da economia brasileira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O setor vive transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas e demanda esfor&amp;ccedil;os conjuntos em prol de um ambiente regulat&amp;oacute;rio moderno, seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas que incentivem o investimento, a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a expans&amp;atilde;o da oferta de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Criado na &amp;uacute;ltima&amp;nbsp;quarta-feira (22), o colegiado ter&amp;aacute; a &lt;em&gt;expertise&lt;/em&gt; e a lideran&amp;ccedil;a setorial do &lt;strong&gt;&lt;a href="https://secovi.com.br/"&gt;Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Im&amp;oacute;veis Residenciais e Comerciais de S&amp;atilde;o Paulo (Secovi-SP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. A presid&amp;ecirc;ncia ser&amp;aacute; da empres&amp;aacute;ria M&amp;aacute;rcia Ler&amp;aacute;rio Taques, delegada representante do Secovi-SP junto &amp;agrave; FecomercioSP e titular da Urbi Empreendimentos Imobili&amp;aacute;rios LTDA.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/e3d154357cc13eb993ebc4d1fdf603287c271a7f.png" style="width: 400px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;A empres&amp;aacute;ria M&amp;aacute;rcia Ler&amp;aacute;rio Taques, presidente do conselho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A miss&amp;atilde;o central do grupo de trabalho ser&amp;aacute; acompanhar e formular propostas para o aperfei&amp;ccedil;oamento do ambiente regulat&amp;oacute;rio e o est&amp;iacute;mulo &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m estar&amp;aacute; voltada para pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas que ampliem a oferta de moradia, fortale&amp;ccedil;am a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e incentivem investimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A iniciativa refor&amp;ccedil;a a estrat&amp;eacute;gia da nova gest&amp;atilde;o da FecomercioSP de reunir entidades de refer&amp;ecirc;ncia para ampliar a sua capacidade de representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de desenvolvimento de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es a diversos segmentos da economia. A condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conselho pelo Secovi-SP agrega a experi&amp;ecirc;ncia de uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o reconhecida nacionalmente por sua capacidade t&amp;eacute;cnica, express&amp;atilde;o institucional e contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rica ao desenvolvimento dos mercados imobili&amp;aacute;rio e urbano brasileiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Intelig&amp;ecirc;ncia de mercado&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fundado em 1946, o Secovi-SP, conhecido como a Casa do Mercado Imobili&amp;aacute;rio, representa mais de 90 mil empresas que atuam em toda a cadeia do setor, da incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e dos loteamentos &amp;agrave; administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condom&amp;iacute;nios, &amp;agrave; loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; gest&amp;atilde;o patrimonial e &amp;agrave; intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o imobili&amp;aacute;ria.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Filiado &amp;agrave; FecomercioSP desde a sua funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, est&amp;aacute; presente nos principais polos econ&amp;ocirc;micos do Estado de S&amp;atilde;o Paulo, onde desempenha papel estrat&amp;eacute;gico na defesa dos interesses do setor, ajudando a estimular um ambiente de neg&amp;oacute;cios competitivo, saud&amp;aacute;vel e atrativo a investimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A entidade tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; uma das principais refer&amp;ecirc;ncias t&amp;eacute;cnicas desse setor pujante. Ao longo de sua trajet&amp;oacute;ria, tem ajudado a aperfei&amp;ccedil;oar a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o urban&amp;iacute;stica e habitacional e se firmado como interlocutora permanente dos Poderes P&amp;uacute;blicos na formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas destinadas ao desenvolvimento urbano, &amp;agrave; habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ao cr&amp;eacute;dito imobili&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conselho do Mercado Imobili&amp;aacute;rio conta ainda com a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empres&amp;aacute;rios, assessores t&amp;eacute;cnicos e representantes de outros Sindicatos filiados &amp;agrave; FecomercioSP, como SindilojasSP, Sincomaco, Sincomavi e Seciesp.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O colegiado refor&amp;ccedil;a o compromisso da FecomercioSP de reunir as principais lideran&amp;ccedil;as empresariais para construir propostas que fortale&amp;ccedil;am a competitividade, estimulem os investimentos e contribuam para o desenvolvimento sustent&amp;aacute;vel das cidades&amp;rdquo;, afirma &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/"&gt;Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua, presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Jorge Cury, presidente do Secovi-SP, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conselho se constitui em f&amp;oacute;rum qualificado para somar esfor&amp;ccedil;os ao importante trabalho pela melhoria do ambiente de neg&amp;oacute;cios que a FecomercioSP vem consolidando ao longo de sua hist&amp;oacute;ria. &amp;ldquo;Participar da iniciativa representa uma oportunidade de ampliar o di&amp;aacute;logo entre o mercado imobili&amp;aacute;rio e os demais segmentos da economia paulista.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 10:55:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Para onde vai a renda?]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/para-onde-vai-a-renda</link><description>&lt;![CDATA[Estimativas apontam que os brasileiros podem movimentar entre R$ 300 bilhões e R$ 400 bilhões por ano em apostas online]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fabio Pina*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os indicadores econ&amp;ocirc;micos recentes mostram um cen&amp;aacute;rio aparentemente positivo para o Brasil. A renda m&amp;eacute;dia do trabalhador cresceu nos &amp;uacute;ltimos anos, assim como a massa de rendimentos, e o mercado de trabalho permaneceu relativamente resiliente. Ainda assim, a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o predominante continua distante de uma percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o concreta de melhoria financeira. A explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para esse paradoxo passa por um conjunto de fatores que vem comprimindo o or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias e reduzindo a capacidade de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro deles &amp;eacute; o elevado endividamento. Dados da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mostram que cerca de 80% das fam&amp;iacute;lias brasileiras est&amp;atilde;o endividadas, muitas pagando juros elevados, sobretudo em modalidades como cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito e cr&amp;eacute;dito pessoal &amp;mdash; e em muitos casos, as taxas anuais superam 100%. Esse cen&amp;aacute;rio indica que uma parcela importante do aumento da renda n&amp;atilde;o se transforma em consumo ou poupan&amp;ccedil;a, mas &amp;eacute; absorvida pelo pagamento de presta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, juros e d&amp;iacute;vidas acumuladas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto relevante &amp;eacute; a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alimentos. Entre janeiro de 2022 e abril de 2025, o &amp;Iacute;ndice Nacional de Pre&amp;ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA) geral subiu 23% enquanto a alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o aumentou 29%. Ao olharmos para o per&amp;iacute;odo entre janeiro e abril de 2026, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral foi de 1,5%, com os alimentos subindo quase 3%. Mesmo em per&amp;iacute;odos de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o inflacion&amp;aacute;ria, os pre&amp;ccedil;os de itens essenciais da cesta b&amp;aacute;sica avan&amp;ccedil;aram acima da m&amp;eacute;dia geral da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como os gastos com alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pesam proporcionalmente mais no or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias de baixa renda, o efeito sobre a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica &amp;eacute; muito mais intenso do que sugerem os &amp;iacute;ndices agregados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, soma-se a isso um novo fen&amp;ocirc;meno: o avan&amp;ccedil;o explosivo das apostas online. Pesquisa recente da FecomercioSP mostrou que 35% dos paulistanos fazem apostas buscando aumentar rapidamente a renda dom&amp;eacute;stica, um salto de 10 pontos porcentuais (p.p.) em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a 2024. Entre as fam&amp;iacute;lias com renda de at&amp;eacute; dois sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos, esse porcentual chega a 40%. Esse dado revela um fato preocupante: parte crescente da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o passou a enxergar as &lt;em&gt;bets&lt;/em&gt; n&amp;atilde;o como entretenimento controlado, mas como tentativa de sobreviv&amp;ecirc;ncia financeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estudo traz outros sinais alarmantes. Um quarto dos entrevistados afirmou que, se n&amp;atilde;o apostasse, guardaria esse dinheiro. Outros disseram que destinariam os recursos para pagar contas ou comprar alimentos. Isto &amp;eacute;, as apostas passaram a disputar espa&amp;ccedil;o diretamente com o consumo tradicional das fam&amp;iacute;lias e at&amp;eacute; com a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poupan&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o torna-se ainda mais grave quando se observa que 12% dos entrevistados afirmaram j&amp;aacute; ter buscado ajuda financeira para continuar apostando, incluindo empr&amp;eacute;stimos banc&amp;aacute;rios e pedidos de dinheiro para familiares ou amigos. Trata-se de um processo que pode aprofundar o endividamento e ampliar a vulnerabilidade social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As cifras envolvidas ajudam a dimensionar o problema. Estimativas apontam que os brasileiros podem movimentar entre R$ 300 bilh&amp;otilde;es e R$ 400 bilh&amp;otilde;es por ano em apostas online. Mesmo considerando uma reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia de 15% pelas plataformas, porcentual previsto no modelo regulat&amp;oacute;rio, essa movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o representaria algo pr&amp;oacute;ximo de R$ 50 bilh&amp;otilde;es drenados do consumo das fam&amp;iacute;lias para empresas de apostas. Para efeito de compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, esse valor equivale a cerca de um ter&amp;ccedil;o do or&amp;ccedil;amento anual do Bolsa Fam&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, parte relevante dessas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ocorre em plataformas ilegais ou sediadas fora do Pa&amp;iacute;s, ampliando o vazamento de renda da economia. Diferentemente de atividades presenciais, como cassinos e&amp;nbsp;&lt;em&gt;resorts&lt;/em&gt;, que ao menos geram empregos, turismo e arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o local, as apostas virtuais t&amp;ecirc;m baix&amp;iacute;ssima capacidade de multiplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado &amp;eacute; uma economia em que a renda cresce estatisticamente, mas uma parcela relevante desse ganho &amp;eacute; capturada por juros, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de itens essenciais e apostas online. O consumidor sente menos melhoria porque, na pr&amp;aacute;tica, sobra menos dinheiro dispon&amp;iacute;vel para consumir, investir ou construir patrim&amp;ocirc;nio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Economista e assessor t&amp;eacute;cnico da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 10:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[NR-1 e o direito do luto: a dor que se tornou ofício]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/nr-1-e-o-direito-do-luto-a-dor-que-se-tornou-oficio</link><description>&lt;![CDATA[Norma amplia a atenção aos riscos psicossociais e impõe ao setor funerário o desafio de proteger a saúde mental de quem convive diariamente com a dor e o luto]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Eduardo Pastore, Luiza Melo e Leonardo Battistuzzo&lt;sup&gt;*&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Nascemos morrendo. O fim de cada dia é um passo a mais em direção ao fim.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Sêneca,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Cartas a Lucílio&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não conhecemos sociedade humana que não tenha inventado algum rito para seus mortos. Há mais de 60 mil anos, neandertais já depositavam flores junto aos corpos de seus companheiros — porque cuidar do morto parece mais antigo do que muita coisa que chamamos de “civilização”. Os egípcios fizeram da morte uma política de Estado; Roma tinha os&amp;nbsp;&lt;em&gt;pollinctores&lt;/em&gt;, que preparavam os corpos para o funeral.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A função é, portanto, velha como a espécie. A novidade é que, no Brasil de hoje, ela tem CNPJ, convenção coletiva e sindicato — o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).&amp;nbsp;&amp;nbsp;Agora, precisa responder a seus representados à Norma Regulamentadora 1 (NR-1). Não qualquer norma, mas a que coloca os riscos psicossociais no centro da agenda de saúde ocupacional brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Existe uma curiosa lei da visibilidade social: quanto mais essencial um serviço, menos se fala dele. Cemitérios, crematórios e funerárias formam um setor econômico sólido porque sua “demanda” é a única absolutamente garantida da economia. Todos nós, sem exceção, seremos seus clientes um dia. A questão é que, enquanto ignoramos esse setor, homens e mulheres que nele trabalham carregam, dia após dia, o peso que a sociedade não quer ver.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É um setor que vive da urgência alheia. Ninguém telefona para um&amp;nbsp;cemitério&amp;nbsp;com calma, com antecedência, com tempo para cotação. O cliente chega em pânico, em choque, ainda com a notícia da morte ecoando como um zumbido dentro da cabeça. É nesse encontro entre a urgência de um lado e a rotina do outro que nasce o problema que este artigo quer iluminar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pense nos profissionais da linha de frente — o sepultador, que lida diretamente com&amp;nbsp;a&amp;nbsp;urna funerária&amp;nbsp;(a morte em sua face mais concreta, física, irrevogável); o atendente do cemitério ou crematório, que recebe famílias em choque, muitas vezes agressivas não por maldade, mas porque a dor precisa escoar em algum lugar (e o balcão de atendimento está ali, presente, humano); o motorista do carro funerário; e o administrativo, que, todos os dias, transforma burocracia em acolhimento. Todos compartilham algo raro em qualquer outra profissão: o cliente está, por definição, vivendo o pior dia de sua vida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se a dor do trabalho já é, por si, objeto da NR-1 em qualquer setor — operário de fábrica, atendente de telemarketing, motorista de ônibus etc. —, imagine essa mesma dor quando o pano de fundo cotidiano é a morte de outra pessoa, repetida, sem pausa, dia após dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A modernidade empurra a morte para o hospital; depois, para o cemitério, criando uma cadeia de profissionais cuja função é nos proteger do contato com a finitude. Pagamos para que outros lidem, em nosso lugar, com o que mais tememos. E aqui está o nó do problema. Terceirizamos as providências que a morte exige, mas o luto não se terceiriza. Continua pertencendo a quem ama e perde. E apenas ganha, nesse encontro, uma testemunha diária e involuntária — o profissional do setor funerário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;São eles que acolhem os primeiros choros, escutam histórias interrompidas, administram conflitos familiares exacerbados pela dor, orientam decisões difíceis quando a capacidade de decidir está comprometida pelo sofrimento. Enfim, permanecem presentes (serenos, profissionais e contínuos) quando a dor do outro se manifesta em sua forma mais intensa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agimos coletivamente como se esses trabalhadores fossem blindados ao impacto emocional dessa convivência permanente com a perda.&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não há blindagem.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; O que pode haver (e, muitas vezes, há) é adoecimento silencioso. E é justamente esse silêncio que a NR-1 vem, finalmente, obrigar a romper. O adoecimento no setor do luto não é um problema individual, tampouco fragilidade do sepultador nem sensibilidade excessiva do atendente. Trata-se de um problema da organização do trabalho, reconhecer isso é o que muda tudo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pergunta deixa de ser “por que este trabalhador adoeceu?” e passa a ser “quais aspectos da organização do trabalho produziram esse adoecimento?”. Essa é a mudança de paradigma que a ergonomia contemporânea propõe — e que a NR-1 atualizada incorpora como obrigação legal. Ergonomia, aqui, não é sobre cadeiras ou bancadas, mas sobre escalas, previsibilidade de demandas, protocolos de acolhimento após atendimentos especialmente dolorosos, existência (ou ausência) de espaços seguros para elaborar o que foi vivido. É sobre a relação entre as cargas cognitiva e emocional do trabalho e a capacidade humana de sustentá-la com saúde. Mais do que nunca, sobre a saúde da organização do trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A NR-1 atualizada rompe com décadas de invisibilidade do sofrimento psíquico no trabalho. Durante muito tempo, a proteção à saúde ocupacional concentrou-se, legitimamente, nos riscos físicos, químicos e biológicos. O sofrimento psíquico ficou de fora, tratado como questão pessoal. A nova abordagem da norma reconhece que saúde ocupacional e saúde mental são indissociáveis. O adoecimento psicológico produz efeitos concretos: aumento do absenteísmo, afastamentos previdenciários e elevação da rotatividade, passivos trabalhistas decorrentes da omissão diante de riscos conhecidos. A prevenção não é custo; é investimento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando prevenção trabalhista,&amp;nbsp;&lt;em&gt;compliance&lt;/em&gt;, saúde ocupacional e ergonomia atuam de forma integrada, a empresa deixa de enxergar o adoecimento como problema individual e passa a compreendê-lo como indicador da própria organização laboral. No setor do luto, essa integração é especialmente urgente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este artigo fala em “direito do luto” em dois sentidos que se completam. O primeiro é&amp;nbsp;&lt;strong&gt;existencial&lt;/strong&gt;: o direito ao luto como experiência humana legítima; não apenas de quem perde um ente querido, mas, inclusive — e este é o ponto que com frequência se esquece —, de quem trabalha todos os dias absorvendo o luto alheio. Sepultadores, atendentes, motoristas e administrativos também têm direito a elaborar, processar e sofrer com o que testemunham. Negar-lhes esse direito, tratando-os como peças neutras de uma engrenagem operacional, é, em si, uma forma de violência silenciosa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo é&amp;nbsp;&lt;strong&gt;jurídico&lt;/strong&gt;. A NR-1 impõe um conjunto de obrigações a esse setor por reconhecer a sua exposição, de forma estrutural e contínua, a riscos psicossociais de elevada intensidade. Poucos estão tão expostos quanto. Para o setor do luto, isso significa avançar para além do cumprimento formal: mapear quais funções estão mais expostas (e todas, em alguma medida, estão), capacitar lideranças para reconhecer sinais de adoecimento, estabelecer canais seguros de escuta e desenvolver protocolos de acolhimento interno. As duas faces convergem num ponto inegociável. O setor só cumprirá bem as obrigações da NR-1 se compreender, antes, a dimensão existencial do problema. Não é planilha. É gente. E gente precisa ser vista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sêneca escreveu que morremos um pouco todos os dias —&amp;nbsp;&lt;em&gt;cotidie morimur&lt;/em&gt; —, porque cada dia que passa também é um dia que não volta. Epicuro lembrava que “a morte não é nada para nós: enquanto existimos, ela não está presente; quando está presente, já não existimos”, consolo lógico que pouco ajuda às 3 da manhã, mas que aponta para algo que importa — o medo da morte é, na maior parte das vezes, medo de&amp;nbsp;&lt;em&gt;pensar&lt;/em&gt; nela.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os trabalhadores do setor do luto não têm esse privilégio. Estão lá, todos os dias, diante da morte com nome e sobrenome, com família e história, com alguém que chora do outro lado do balcão. Praticam, involuntária e cotidianamente, o que a filosofia trata como exercício de sabedoria: conviver com a finitude. Mas conviver com a finitude sem suporte, sem reconhecimento, sem estrutura organizacional que acolha esse peso não é sabedoria, mas sofrimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não se trata apenas de cumprir uma exigência regulamentária, elaborar relatórios ou atualizar documentos internos. Trata-se de construir uma cultura organizacional que reconheça a saúde mental dos trabalhadores e de todos que lidam com o setor do luto como ativo estratégico e condição indispensável para a prestação de um serviço digno à população. Afinal, uma sociedade que deseja ser acolhida em seus momentos mais difíceis precisa começar por acolher quem dedica sua vida profissional a cuidar da dor dos outros&lt;strong&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rendemos nossa homenagem a todos que compõem esse setor — sepultadores, atendentes, motoristas, administrativos, empresários, profissionais de RH etc. —, que, todos os dias, emprestam seus ombros para que o resto de nós atravesse, com um pouco menos de peso, o momento mais difícil da vida. E a NR-1 assume papel fundamental para o setor do luto em acolher quem acolhe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Eduardo Pastore, assessor da FecomercioSP e advogado trabalhista; Leonardo Battistuzzo, advogado especializado em Direito do Luto e Direito Funerário; e Luiza Melo, ergonomista e especialista em saúde ocupacional e gestão de riscos psicossociais.&lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Artigo publicado originalmente no portal Contábeis em 13 de julho de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:54:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item></channel></rss>
