<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/legislacao/reforma-tributaria</link><description>&lt;![CDATA[Descrição]]</description><lastBuildDate>Sat, 18 Apr 2026 23:18:44 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/legislacao/reforma-tributaria</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Legislação]]</category><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Informação na palma da mão: saiba tudo sobre a 2ª fase da Reforma Tributária sem complicação nem juridiquês]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/informacao-na-palma-da-mao-saiba-tudo-sobre-a-2a-fase-da-reforma-tributaria-sem-complicacao-nem-juridiques</link><description>&lt;![CDATA[Quinta cartilha elaborada pela FecomercioSP explica como funcionará o Comitê Gestor, as novas regras do ITCMD e os créditos do ICMS]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Reforma Tribut&amp;aacute;ria est&amp;aacute; ganhando forma e muitas regras in&amp;eacute;ditas foram lan&amp;ccedil;adas desde a san&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp214.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei Complementar (LC) 214/2025&lt;/a&gt;, que instituiu o Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS), a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS) e o Imposto Seletivo (IS). A &amp;uacute;ltima grande regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi realizada pela &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp227.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;LC 227/2026&lt;/a&gt;, uma das pe&amp;ccedil;as centrais desse processo, pois n&amp;atilde;o cria novos impostos, mas organiza como estes ser&amp;atilde;o administrados &amp;mdash; principalmente o IBS (que vai substituir ICMS e ISS) &amp;mdash; e muda regras importantes sobre heran&amp;ccedil;as e doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, al&amp;eacute;m do recebimento dos cr&amp;eacute;ditos do ICMS, que restar&amp;atilde;o ap&amp;oacute;s o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; lan&amp;ccedil;a mais uma cartilha orientativa, esmiu&amp;ccedil;ando cada ponto e demonstrando com exemplos reais como as novas regras v&amp;atilde;o afetar o dia a dia das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo isso em uma linguagem acess&amp;iacute;vel e sem juridiqu&amp;ecirc;s, atendendo a todos os p&amp;uacute;blicos. Afinal de contas, a Reforma Tribut&amp;aacute;ria dever&amp;aacute; ser absorvida por todos, at&amp;eacute; mesmo os contribuintes que n&amp;atilde;o contam com apoio cont&amp;aacute;bil estruturado.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/cartilhas-reforma-tributaria-agradecimento" class="botao"&gt;Baixe agora mesmo a nova cartilha sobre a LC 227&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entender todos os mecanismos do novo sistema tribut&amp;aacute;rio pode parecer complicado, mas, compreendendo como funciona cada &amp;ldquo;engrenagem&amp;rdquo; dessa enorme &amp;ldquo;geringon&amp;ccedil;a&amp;rdquo; que &amp;eacute; a Reforma Tribut&amp;aacute;ria, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel achar os melhores caminhos e o principal: ter tempo para se planejar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A LC 227/2026 &amp;eacute; complexa, mas trouxe mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica ao definir as regras do jogo. O segredo &amp;eacute; n&amp;atilde;o ter medo da mudan&amp;ccedil;a, mas se preparar com informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e planejamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da nova cartilha sobre a LC 227, a &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/cartilhas-reforma-tributaria-agradecimento"&gt;FecomercioSP tamb&amp;eacute;m atualizou as edi&amp;ccedil;&amp;otilde;es anteriores com as mudan&amp;ccedil;as recentes&lt;/a&gt; que definiram valores e novas regras estruturais, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/split-payment-afetara-o-fluxo-de-caixa-das-empresas-que-devem-se-preparar-com-antecedencia"&gt;como o &lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e seus Sindicatos filiados seguem atuando ativamente no Congresso Nacional para diminuir a burocracia e as injusti&amp;ccedil;as fiscais, al&amp;eacute;m de construir um ambiente de neg&amp;oacute;cios pr&amp;oacute;spero e sustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/cartilhas-reforma-tributaria-agradecimento" class="botao"&gt;Baixe gratuitamente a nova cartilha sobre a Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[split payment]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Inclusão do IBS e da CBS na base de cálculo impostos vigentes vai contra os princípios da não cumulatividade, neutralidade e da simplicidade]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/inclusao-do-ibs-e-da-cbs-na-base-de-calculo-impostos-vigentes-vai-contra-os-principios-da-nao-cumulatividade-neutralidade-e-da-simplicidade</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP sugere alterações ao Projeto de Lei Complementar 16/2025 para garantir que não haja interpretação equivocada e a questão não se torne a nova “tese do século”]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;a href="file:///C%3A%5CUsers%5Csarin%5CAppData%5CLocal%5CMicrosoft%5CWindows%5CINetCache%5CContent.Outlook%5C6V734EGI%5Cfecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, por meio do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt;, encaminhou, na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira (10), of&amp;iacute;cio ao deputado federal Mauro Benevides (PDT/CE), relator do &lt;a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2483205" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Projeto de Lei Complementar (PLP) 16/2025&lt;/a&gt;, com suas contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o aprimoramento do PLP, que prop&amp;otilde;e altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas Leis Complementares 214/2025 e 87/1996, com o objetivo de explicitar que o IBS e a CBS n&amp;atilde;o integram a base de c&amp;aacute;lculo do ICMS, do ISS e do IPI.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade destaca que a aus&amp;ecirc;ncia de previs&amp;atilde;o expressa deste entendimento tem levado alguns entes subnacionais a sustentarem a inclus&amp;atilde;o do IBS e da CBS na base de c&amp;aacute;lculo do ICMS e do ISS durante o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reforma tribut&amp;aacute;ria (2026 a 2033). Essa interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, segundo a FecomercioSP, &amp;eacute; incompat&amp;iacute;vel com os princ&amp;iacute;pios constitucionais da n&amp;atilde;o cumulatividade, da neutralidade, da transpar&amp;ecirc;ncia e da simplicidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses tributos na base de c&amp;aacute;lculo dos atuais impostos sobre o consumo geraria efeito cumulativo, aumento indireto da carga tribut&amp;aacute;ria, perda de transpar&amp;ecirc;ncia e eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos custos de conformidade para contribuintes e administra&amp;ccedil;&amp;otilde;es tribut&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, a falta de clareza normativa pode reabrir controv&amp;eacute;rsias relevantes, com o consequente aumento do contencioso judicial, semelhante ao que ocorreu com a chamada &amp;ldquo;tese do s&amp;eacute;culo&amp;rdquo; (RE 574.706 &amp;ndash; Tema 69 do STF), na qual o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ICMS n&amp;atilde;o comp&amp;otilde;e a base de c&amp;aacute;lculo do PIS e da Cofins, por n&amp;atilde;o constituir receita do contribuinte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem preju&amp;iacute;zo das altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; previstas no PLP 16/2025, a FecomercioSP tamb&amp;eacute;m sugere a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da LC 116/2003 (ISS), com o objetivo de refor&amp;ccedil;ar a uniformidade normativa entre os tributos sobre o consumo. Segundo a Entidade, a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;ar&amp;aacute; a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, reduzir&amp;aacute; o risco de contencioso tribut&amp;aacute;rio e preservar&amp;aacute; os princ&amp;iacute;pios estruturantes da Reforma Tribut&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 17 Mar 2026 15:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[tese do século]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária inaugura um novo mundo, que ignora todo o aprendizado do sistema anterior]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-inaugura-um-novo-mundo-que-ignora-todo-o-aprendizado-do-sistema-anterior</link><description>&lt;![CDATA[Especialistas discutem pontos contraditórios que podem trazer insegurança jurídica e desequilíbrio entre os entes federativos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Reforma Tribut&amp;aacute;ria, atualmente em fase de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre sistemas, tinha em sua g&amp;ecirc;nese os princ&amp;iacute;pios da simplicidade, da neutralidade, da transpar&amp;ecirc;ncia e da n&amp;atilde;o cumulatividade. Entretanto, recentes interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da nova legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as poss&amp;iacute;veis mudan&amp;ccedil;as durante o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem tornar o sistema tribut&amp;aacute;rio injusto, burocr&amp;aacute;tico e juridicamente inseguro para contribuintes, Estados e munic&amp;iacute;pios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema foi debatido durante reuni&amp;atilde;o do&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/codecon-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de S&amp;atilde;o Paulo (Codecon/SP)&lt;/a&gt;, ocorrida na &amp;uacute;ltima quarta-feira (25), na sede da&amp;nbsp;&lt;a href="http://fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;e contou com a presen&amp;ccedil;a de M&amp;aacute;rio Luiz Oliveira da Costa, s&amp;oacute;cio do escrit&amp;oacute;rio Dias de Souza Advogados, diretor do Movimento de Defesa da Advocacia (MDA) e ex-presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Advogados de S&amp;atilde;o Paulo (AASP).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A possibilidade de o novo sistema tribut&amp;aacute;rio acabar com o chamado efeito cascata &amp;mdash; quando h&amp;aacute; bitributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre um produto j&amp;aacute; tributado em algum momento na cadeia de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o/consumo &amp;mdash; &amp;eacute; enfraquecida quando as interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es recentes da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Sefaz&amp;ndash;SP), por meio de Respostas &amp;agrave; Consulta Tribut&amp;aacute;ria, levantaram a hip&amp;oacute;tese de incluir o Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS) e a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS) na base de c&amp;aacute;lculo do Imposto sobre Circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercadorias e Servi&amp;ccedil;os (ICMS) e do Imposto Sobre Servi&amp;ccedil;os de Qualquer Natureza (ISS) durante o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o (2026&amp;ndash;2033), medida que vem sendo seguida por outros Estados da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Essa tese, se prevalecer, pode significar um retrocesso para o modelo que a reforma buscou superar, com s&amp;eacute;rios preju&amp;iacute;zos para o empresariado brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A inclus&amp;atilde;o do IBS e da CBS nas bases de c&amp;aacute;lculo do ICMS e do ISS aumentaria substancialmente o valor dos bens e dos servi&amp;ccedil;os. Al&amp;eacute;m da carga tribut&amp;aacute;ria maior, pode haver eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos custos de compliance e, inevitavelmente, aumento de lit&amp;iacute;gios&amp;rdquo;, apontou Oliveira da Costa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nova tese do s&amp;eacute;culo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o diretor do MDA, se o IBS e a CBS entrarem na base de c&amp;aacute;lculo do ICMS e do ISS, haver&amp;aacute; viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os princ&amp;iacute;pios que balizaram a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Reforma Tribut&amp;aacute;ria. &amp;ldquo;O efeito cascata voltaria a encarecer os produtos e os servi&amp;ccedil;os, escondendo do consumidor o peso real dos tributos e fragilizando a competitividade das empresas brasileiras&amp;rdquo;, alertou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/a-reforma-tributaria-nao-pode-abrir-espaco-para-uma-nova-tese-do-seculo?%2Fnoticia%2Fa-reforma-tributaria-nao-pode-abrir-espaco-para-uma-nova-tese-do-seculo="&gt;problem&amp;aacute;tica assemelha-se &amp;agrave; chamada tese do s&amp;eacute;culo&lt;/a&gt;, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou o Tema 69 e decidiu que o ICMS n&amp;atilde;o pode compor a base de c&amp;aacute;lculo do&amp;nbsp;Programa de Integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social (PIS)&amp;nbsp;e da Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Financiamento da Seguridade Social&amp;nbsp;(Cofins), por n&amp;atilde;o fazer parte da receita do contribuinte. &amp;ldquo;Essa mesma l&amp;oacute;gica poderia ser aplicada no caso atual. Um tributo n&amp;atilde;o pode ser base de c&amp;aacute;lculo de outro. Insistir no contr&amp;aacute;rio &amp;eacute; reacender uma disputa que a reforma tentou encerrar&amp;rdquo;, pontuou Oliveira da Costa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a reuni&amp;atilde;o, M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio Fernandes da Costa, presidente do Codecon/SP e do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt; da FecomercioSP, ressaltou que, se a Sefaz/SP insistir na hip&amp;oacute;tese de incluir o IBS e a CBS na base de c&amp;aacute;lculo do ICMS, poder&amp;aacute; haver uma avalanche de processos, que aumentariam o j&amp;aacute; congestionado contencioso tribut&amp;aacute;rio e traria preju&amp;iacute;zos para os empres&amp;aacute;rios, em uma fase sens&amp;iacute;vel de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;As empresas, j&amp;aacute; pressionadas por adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas e regulat&amp;oacute;rias para atender ao per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, correm elevado risco de enfrentar disputas judiciais semelhantes &amp;agrave;s da tese do s&amp;eacute;culo, que resultou em passivo tribut&amp;aacute;rio para o er&amp;aacute;rio. &amp;Eacute; fundamental assegurar que o esp&amp;iacute;rito da reforma &amp;mdash; simplicidade, neutralidade e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lit&amp;iacute;gios &amp;mdash; seja preservado. O empresariado precisa de clareza, estabilidade, previsibilidade e coer&amp;ecirc;ncia para confiar no novo sistema tribut&amp;aacute;rio&amp;rdquo;, afirmou Costa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pontos contradit&amp;oacute;rios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de poss&amp;iacute;vel quebra da n&amp;atilde;o cumulatividade, Oliveira da Costa listou outras medidas presentes na Reforma Tribut&amp;aacute;ria que podem tornar o sistema inseguro e burocr&amp;aacute;tico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Neutralidade:&lt;/strong&gt; a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es e de regimes especiais favor&amp;aacute;veis a determinados setores e o tratamento desvantajoso para empresas do Simples Nacional podem comprometer a isonomia concorrencial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transpar&amp;ecirc;ncia:&lt;/strong&gt; a alta complexidade e a pulveriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da gest&amp;atilde;o do IBS entre Estados e munic&amp;iacute;pios podem aumentar o contencioso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Simplicidade:&lt;/strong&gt; a conviv&amp;ecirc;ncia com dois sistemas tribut&amp;aacute;rios durante longa transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a falta de clareza nas regras de cobran&amp;ccedil;a dos novos impostos, com &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-orienta-o-ambiente-regulatorio-brasileiro-sem-tecnicismos?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-orienta-o-ambiente-regulatorio-brasileiro-sem-tecnicismos="&gt;o sistema automatizado (split payment)&lt;/a&gt;, podem elevar as multas e san&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de n&amp;atilde;o seguir os princ&amp;iacute;pios basilares presentes na sua concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o novo sistema inaugura um novo mundo, que ignora todo o aprendizado e a jurisprud&amp;ecirc;ncia do sistema anterior. Na expectativa de corrigir tudo aquilo que estava errado, simplesmente se come&amp;ccedil;ar&amp;aacute; do zero, mas com novos erros latentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Oliveira da Costa ainda ressaltou que h&amp;aacute; alternativas, j&amp;aacute; em andamento no Congresso Nacional, para solucionar esse problema. &amp;ldquo;Um caminho pode ser a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2483205" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Projeto de Lei Complementar (PLP) 16/2025&lt;/a&gt;, em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na C&amp;acirc;mara dos Deputados, cuja proposta visa alterar a lei do IBS e da CBS para excluir esses tributos da base de c&amp;aacute;lculo de impostos sobre o consumo durante a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre sistemas, como ICMS, ISS e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)&amp;rdquo;, ponderou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os especialistas presentes na reuni&amp;atilde;o do Codecon/SP concordaram que todos esses pontos controversos precisam ser pacificados antes que se tornem um pesadelo na vida do empresariado e dos fiscos. Segundo o diretor do MDA, no curto prazo os preju&amp;iacute;zos n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o notados, mas a sociedade civil deve se unir para cobrar ajustes fundamentais e evitar um futuro ca&amp;oacute;tico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Em 2026, n&amp;atilde;o devem ocorrer problemas pr&amp;aacute;ticos. Entretanto, a partir de 2027, teremos uma inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica enorme. Precisamos que todas as entidades representativas se unam para cobrar defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o novo sistema tribut&amp;aacute;rio, e, assim, reduzir a inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica&amp;rdquo;, concluiu Oliveira da Costa.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 02 Mar 2026 11:45:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[tese do século]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Novas regras do ITCMD definidas pela Reforma Tributária exigem planejamento patrimonial para evitar prejuízos]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/novas-regras-do-itcmd-definidas-pela-reforma-tributaria-exigem-planejamento-patrimonial-para-evitar-prejuizos</link><description>&lt;![CDATA[Lei Complementar detalha operacionalização do imposto sobre heranças e doações, com novas obrigações, fiscalização integrada e mudanças na base de cálculo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A segunda fase da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Reforma Tribut&amp;aacute;ria trouxe mudan&amp;ccedil;as significativas para &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-muda-regras-do-itcmd-e-torna-progressividade-obrigatoria?%2Fnoticia%2Freforma-tributaria-muda-regras-do-itcmd-e-torna-progressividade-obrigatoria=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;o Imposto sobre Transmiss&amp;atilde;o Causa Mortis e Doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ITCMD)&lt;/a&gt;, tributo de compet&amp;ecirc;ncia estadual. Publicada em 14 de janeiro de 2026, a&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp227.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei Complementar (LC) 227/2026&lt;/a&gt; estabelece novas diretrizes para a cobran&amp;ccedil;a do imposto sobre heran&amp;ccedil;as e doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, refletindo diretamente nos planejamentos familiar e empresarial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As novas regras, dispostas principalmente nos artigos 146 a 164 da lei, ampliam o alcance do imposto, definem com mais clareza a base de c&amp;aacute;lculo e criam um sistema integrado de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre diversos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os. Confira, a seguir, os t&amp;oacute;picos mais importantes para contribuintes e profissionais do Direito e da contabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fato gerador&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o inovou ao incluir, de forma expressa, transmiss&amp;otilde;es decorrentes de contratos no exterior semelhantes a &lt;strong&gt;trusts&lt;/strong&gt; e de contratos de fid&amp;uacute;cia no Brasil. Isso significa que estruturas patrimoniais que tinham como objetivo reduzir a incid&amp;ecirc;ncia do ITCMD poder&amp;atilde;o ser alcan&amp;ccedil;adas pela norma. Cada herdeiro ou donat&amp;aacute;rio gera um fato gerador independente, mesmo sobre bens indivis&amp;iacute;veis, e a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto na sucess&amp;atilde;o existe independentemente da abertura formal de invent&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imunidade e n&amp;atilde;o incid&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A lei manteve e detalhou as hip&amp;oacute;teses de imunidade. Assim, as imunidades do &amp;nbsp;ITCMD se aplicam a transmiss&amp;otilde;es para entes p&amp;uacute;blicos, partidos pol&amp;iacute;ticos, sindicatos de trabalhadores e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es religiosas ou de assist&amp;ecirc;ncia social sem fins lucrativos, desde que os bens estejam vinculados &amp;agrave;s suas finalidades essenciais. Livros, peri&amp;oacute;dicos e obras musicais de autores brasileiros tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o imunes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo da n&amp;atilde;o incid&amp;ecirc;ncia, a lei trouxe uma importante seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica ao destacar que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o sujeitos ao ITCMD:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;a ren&amp;uacute;ncia pura e simples &amp;agrave; heran&amp;ccedil;a;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o de usufruto que consolida a propriedade;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;os benef&amp;iacute;cios de previd&amp;ecirc;ncia privada (aberta ou fechada), seguros de vida e pec&amp;uacute;lios.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Base de c&amp;aacute;lculo mais justa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos avan&amp;ccedil;os da nova legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, segundo a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, est&amp;aacute; na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da base de c&amp;aacute;lculo. O imposto incide sobre o valor de mercado do bem ou direito transmitido, por&amp;eacute;m &amp;eacute; permitida a dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das d&amp;iacute;vidas do falecido (&lt;strong&gt;de cujus&lt;/strong&gt;). Isso evita a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre um patrim&amp;ocirc;nio l&amp;iacute;quido que, na pr&amp;aacute;tica, n&amp;atilde;o existe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para empresas n&amp;atilde;o listadas em Bolsa, o valor deve ser apurado por metodologia t&amp;eacute;cnica que considere o patrim&amp;ocirc;nio l&amp;iacute;quido ajustado ao mercado e ao fundo de com&amp;eacute;rcio, exigindo mais rigor na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Al&amp;iacute;quotas e compet&amp;ecirc;ncia por domic&amp;iacute;lio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A lei torna obrigat&amp;oacute;ria a progressividade das al&amp;iacute;quotas em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do valor da heran&amp;ccedil;a ou doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, respeitando o teto m&amp;aacute;ximo de 8% autorizado pelo Senado Federal. Embora o Estado de S&amp;atilde;o Paulo, por exemplo, ainda utilize al&amp;iacute;quota fixa de 4%, h&amp;aacute; projetos de lei na Assembleia Legislativa de S&amp;atilde;o Paulo (Alesp) para implementar a progressividade e, possivelmente, elevar a al&amp;iacute;quota m&amp;aacute;xima, o que gera alerta no setor produtivo. Diante disso, a FecomercioSP mant&amp;eacute;m uma atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o rigorosa no Legislativo paulista, com o prop&amp;oacute;sito de evitar o aumento da carga tribut&amp;aacute;ria e proteger o capital de giro das empresas e o patrim&amp;ocirc;nio das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A compet&amp;ecirc;ncia para cobrar o imposto foi pacificada:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- im&amp;oacute;veis no Brasil &amp;mdash;&lt;/strong&gt; tributa no Estado onde o bem est&amp;aacute; localizado;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- im&amp;oacute;veis no exterior &amp;mdash;&lt;/strong&gt; tributa no Estado de domic&amp;iacute;lio do doador/falecido, se residente no Brasil. Caso contr&amp;aacute;rio, no Estado de domic&amp;iacute;lio do benefici&amp;aacute;rio;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- bens m&amp;oacute;veis, t&amp;iacute;tulos e direitos &amp;mdash;&lt;/strong&gt; a regra geral &amp;eacute; o domic&amp;iacute;lio. Na sucess&amp;atilde;o, tributa no Estado de domic&amp;iacute;lio do falecido. Na doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no Estado de domic&amp;iacute;lio do doador.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A &amp;lsquo;malha fina&amp;rsquo; do ITCMD&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A nova lei estabelece um rigoroso sistema de controle para garantir o recolhimento. A homologa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do c&amp;aacute;lculo do imposto passa a ser de compet&amp;ecirc;ncia privativa de servidores efetivos das Fazendas Estaduais, por lan&amp;ccedil;amento de of&amp;iacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para viabilizar isso, a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o autoriza e estimula conv&amp;ecirc;nios para o compartilhamento autom&amp;aacute;tico de dados entre o Conselho Nacional de Justi&amp;ccedil;a (CNJ), Tribunais de Justi&amp;ccedil;a e as Fazendas Estaduais, abrangendo informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre invent&amp;aacute;rios, div&amp;oacute;rcios e dissolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uni&amp;atilde;o est&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a obrigatoriedade da progressividade das al&amp;iacute;quotas, a inclus&amp;atilde;o de &lt;strong&gt;trusts&lt;/strong&gt; e fid&amp;uacute;cias e uma fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais tecnol&amp;oacute;gica e integrada, a FecomercioSP orienta que o planejamento sucess&amp;oacute;rio exija an&amp;aacute;lise t&amp;eacute;cnica mais cautelosa e antecipada. Os contribuintes devem revisar estruturas patrimoniais &amp;agrave; luz das novas regras para garantir conformidade e efici&amp;ecirc;ncia na transmiss&amp;atilde;o de bens, evitando multas e recolhimento do imposto com eventuais encargos legais.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 03 Feb 2026 16:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[sucessão empresarial]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária: contencioso terá três instâncias baseadas no Comitê Gestor do IBS]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-contencioso-tera-tres-instancias-baseadas-no-comite-gestor-do-ibs</link><description>&lt;![CDATA[Lei Complementar detalha as regras para a resolução de conflitos no novo sistema tributário e ratifica prazo de 20 anos para o pagamento do saldo credor do ICMS]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Aos poucos, est&amp;aacute; ficando mais claro como funcionar&amp;aacute;, na pr&amp;aacute;tica, o novo sistema tribut&amp;aacute;rio brasileiro, ap&amp;oacute;s a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp227.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei Complementar (LC) 227/2026&lt;/a&gt;, que regulamenta a Reforma Tribut&amp;aacute;ria e indica como trabalhar&amp;atilde;o os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os julgadores dentro de um processo administrativo unificado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro tema sacramentado pela regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi o prazo total para o pagamento dos saldos credores do ICMS, que vem gerando cr&amp;iacute;ticas do setor produtivo desde os primeiros debates sobre a Reforma Tribut&amp;aacute;ria no Congresso Nacional. Ficou determinado que os contribuintes com cr&amp;eacute;dito de ICMS at&amp;eacute; 2032 ser&amp;atilde;o compensados em at&amp;eacute; 240 meses &amp;mdash; ou seja, 20 anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, por meio do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt;, atuou ativamente no Congresso Nacional para a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de melhorias ao Projeto de Lei Complementar 108/2024 (&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/nova-lei-regulamenta-comite-gestor-com-poderes-amplos-e-gera-tensao-federativa" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;que se tornou a LC 227&lt;/a&gt;). Apesar de n&amp;atilde;o ter conseguido emplacar todos os seus pleitos, como as redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es do prazo e do n&amp;uacute;mero de parcelas para homologa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ressarcimento de cr&amp;eacute;ditos de ICMS, conquistou importantes melhorias para os contribuintes, como:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- a possibilidade de apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de memoriais e de manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o oral pelos contribuintes nos julgamentos administrativos, ainda que preservada a predomin&amp;acirc;ncia das sess&amp;otilde;es virtuais;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- a previs&amp;atilde;o de descontos escalonados de multas tamb&amp;eacute;m para pagamentos parcelados, inclusive com porcentuais mais favor&amp;aacute;veis aos contribuintes inseridos em programas de conformidade;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- a supress&amp;atilde;o de dispositivos incompat&amp;iacute;veis com o C&amp;oacute;digo Tribut&amp;aacute;rio Nacional (CTN), que autorizavam a revis&amp;atilde;o do lan&amp;ccedil;amento ap&amp;oacute;s a impugna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e alteravam indevidamente o termo inicial da decad&amp;ecirc;ncia do ITCMD.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Processo eletr&amp;ocirc;nico e direitos do contribuinte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O processo administrativo tribut&amp;aacute;rio do IBS ser&amp;aacute; predominantemente eletr&amp;ocirc;nico, com intima&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;aacute;lidas via domic&amp;iacute;lio tribut&amp;aacute;rio digital e contagem de prazos em dias &amp;uacute;teis. A lei assegura princ&amp;iacute;pios como o contradit&amp;oacute;rio, a ampla defesa, a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o razo&amp;aacute;vel do processo e a publicidade. O contribuinte ter&amp;aacute; direito a defesa escrita e sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o oral, e o formalismo ser&amp;aacute; moderado, permitindo a corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o de falhas sem preju&amp;iacute;zo da finalidade do ato.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A lei, que prioriza a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do m&amp;eacute;rito quando for favor&amp;aacute;vel ao contribuinte, busca evitar anula&amp;ccedil;&amp;otilde;es por v&amp;iacute;cios meramente formais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tr&amp;ecirc;s inst&amp;acirc;ncias julgadoras&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todo o contencioso administrativo do IBS ser&amp;aacute; resolvido dentro da estrutura do Comit&amp;ecirc; Gestor do IBS (CGIBS), em um sistema de tr&amp;ecirc;s inst&amp;acirc;ncias. Veja a seguir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Primeira inst&amp;acirc;ncia:&lt;/strong&gt; c&amp;acirc;maras virtuais compostas de forma parit&amp;aacute;ria por servidores de Estados e munic&amp;iacute;pios, que julgar&amp;atilde;o as impugna&amp;ccedil;&amp;otilde;es e manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es iniciais dos contribuintes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Segunda inst&amp;acirc;ncia (recursal):&lt;/strong&gt; c&amp;acirc;maras recursais, tamb&amp;eacute;m parit&amp;aacute;rias, com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de representantes dos contribuintes, que apreciar&amp;atilde;o os recursos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inst&amp;acirc;ncia de uniformiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/strong&gt; a C&amp;acirc;mara Superior do IBS, &amp;oacute;rg&amp;atilde;o m&amp;aacute;ximo do contencioso administrativo, ter&amp;aacute; a miss&amp;atilde;o fundamental de padronizar a jurisprud&amp;ecirc;ncia. Ela ser&amp;aacute; formada por representantes dos entes federativos e dos contribuintes e poder&amp;aacute; editar s&amp;uacute;mulas e provimentos vinculantes para garantir coer&amp;ecirc;ncia em todo o Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cr&amp;eacute;dito de ICMS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto o processo do IBS ganha mais previsibilidade, as regras para a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ICMS geram preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente sobre aproveitamento dos saldos credores &amp;mdash; valores que as empresas t&amp;ecirc;m a receber dos Estados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A lei determina que os cr&amp;eacute;ditos de ICMS existentes em 31 de dezembro de 2032, ap&amp;oacute;s homologados, poder&amp;atilde;o ser usados para compensar d&amp;eacute;bitos do pr&amp;oacute;prio ICMS ou do novo IBS. A forma mais comum de utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o IBS, ocorrer&amp;aacute; de forma parcelada. O texto estabelece que, em regra, essa compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se dar&amp;aacute; em at&amp;eacute; 240 meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Especialistas e entidades empresariais analisam o prazo como excessivamente longo e um potencial estrangulamento de caixa para muitas empresas. O CGIBS ser&amp;aacute; respons&amp;aacute;vel por controlar e operacionalizar esses cr&amp;eacute;ditos, deduzindo-os da parcela da arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IBS que caberia aos Estados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Tribut&amp;aacute;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os estoques de mercadorias sujeitas &amp;agrave; Substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Tribut&amp;aacute;ria do ICMS (ICMS-ST) em 31 de dezembro de 2032, a lei assegura um cr&amp;eacute;dito ao contribuinte. Esse cr&amp;eacute;dito, correspondente ao imposto j&amp;aacute; retido, que poder&amp;aacute; ser compensado com o IBS devido em 12 parcelas mensais, um prazo consideravelmente mais curto e visto como razo&amp;aacute;vel pelo mercado. Contribuintes do Simples Nacional ter&amp;atilde;o direito &amp;agrave; restitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o em dinheiro, conforme as regras de cada Estado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A LC 227/2026, portanto, desenha os trilhos sobre os quais o novo sistema tribut&amp;aacute;rio vai trafegar. Se por um lado, avan&amp;ccedil;a em procedimentos modernos, por outro, deixa um legado da transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que promete ser fonte de discuss&amp;otilde;es e pleitos por revis&amp;atilde;o no Congresso Nacional nos pr&amp;oacute;ximos anos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 30 Jan 2026 10:35:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[substituição tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Nova lei regulamenta Comitê Gestor com poderes amplos e gera tensão federativa]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/nova-lei-regulamenta-comite-gestor-com-poderes-amplos-e-gera-tensao-federativa</link><description>&lt;![CDATA[Concentração de poder do órgão, que assume funções administrativas e legislativas, pode reduzir Estados e municípios a meros recebedores de recursos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A publicação da &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp227.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei Complementar (LC) 227/2026&lt;/a&gt; inicia, na prática, a fase de transição da Reforma Tributária, com a criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), que fará a gestão e a operacionalização do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do discurso de integração e eficiência, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/sistema-mais-complexo-e-perda-de-autonomia-de-estados-e-municipios-sao-efeitos-colaterais-da-reforma-tributaria"&gt;a estrutura do comitê tem gerado preocupação entre juristas, técnicos e auditores fiscais&lt;/a&gt;, que veem na nova entidade uma concentração excessiva de poder, esvaziando a autonomia dos entes federativos e invadindo funções constitucionalmente reservadas ao Legislativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O CGIBS, definido como uma entidade pública especial com autonomias técnica, administrativa, orçamentária e financeira, será responsável pela administração compartilhada do IBS. Dentre suas competências, destacam-se a edição do regulamento único do imposto, a uniformização de interpretações legais, a arrecadação, a distribuição de recursos e a decisão sobre contenciosos administrativos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na prática, o comitê passa a centralizar decisões que antes eram distribuídas entre Estados e municípios, podendo transformá-los em receptores passivos de valores arrecadados, sem poder efetivo da gestão tributária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autonomia para legislar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos mais críticos é o caráter quase legislativo das atribuições do CGIBS. O comitê não apenas regulamenta, mas também uniformiza a interpretação da legislação e institui obrigações acessórias — funções que, segundo a Constituição Federal, são de competência exclusiva do Congresso Nacional (Câmara e Senado).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em contrapartida, o Conselho Superior do CGIBS, que tem função de eleger dirigentes, aprovar o regulamento único do IBS e o regimento interno, uniformizar a interpretação da legislação, aprovar orçamento, contas e diretrizes de cobrança e deliberar sobre matérias relacionadas ao IBS e à sua harmonização com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), será composto por 54 representantes paritários de Estados e municípios, prometendo dar voz e força de decisão de forma igualitária para cada ente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da representação formal, perde-se a capacidade de se considerarem as particularidades regionais, que exigiam, muitas vezes, a adaptação da fiscalização e a cobrança às realidades local em nome da uniformidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fiscalização e cobrança&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O comitê também vai coordenar a fiscalização e a cobrança do IBS, podendo delegar ações, mas sempre mantendo o controle final sobre processos e decisões. Embora a lei preveja a atuação conjunta de entes em operações com mais de um interessado, a última palavra sobre custos, partilha de multas e organização será do comitê.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; apoia a desburocratização e a uniformização das regras para cobranças de tributos, mas sinaliza que a impossibilidade de interpretar a legislação fora do âmbito do Comitê Gestor pode refletir em aumento do contencioso judiciário.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 26 Jan 2026 14:08:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[União]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[A nova era do contencioso administrativo e judicial tributário: visões para entender os entraves e as transformações da Reforma Tributária]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/a-nova-era-do-contencioso-administrativo-e-judicial-tributario-visoes-para-entender-os-entraves-e-as-transformacoes-da-reforma-tributaria</link><description>&lt;![CDATA[7º Congresso Codecon/SP expõe as fragilidades institucionais, tensões federativas e riscos operacionais do novo modelo do IBS e da CBS]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O 7º Congresso Codecon/SP de Direito Tributário reuniu, em 26 de novembro, um conjunto de advogados tributaristas, juristas, autoridades fiscais, contadores e lideranças empresariais para projetar os contornos da transição que o novo sistema tributário colocará sobre as empresas e os contribuintes a partir do ano que vem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A abertura do Congresso contou com Márcio Olívio da Costa, presidente do &lt;a id="isPasted"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de São Paulo (Codecon/SP)&lt;/a&gt;, vice-presidente da &lt;a id="isPasted"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Assuntos Tributários&lt;/a&gt; da Entidade, e Ives Gandra da Silva Martins, jurista e presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-superior-de-direito" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Direito&lt;/a&gt; da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O evento — realizado pelo Codecon/SP, na sede da FecomercioSP, em novembro — não se limitou a discutir a teoria da reforma. Buscou, sim, antecipar os desafios práticos, operacionais e, sobretudo, jurídicos da implementação do regime consolidado pela Emenda Constitucional (EC) 132/2023, pela Lei Complementar (LC) 214/2025 e pelos projetos em tramitação — como o PLP 108/2024 — que normatizam a tributação sobre consumo por meio de tributos de valor agregado, entre outros pontos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os especialistas, com décadas de experiência em tribunais administrativos e judiciais, convergiram em uma mesma constatação: a legislação avançou mais rápido do que a infraestrutura institucional capaz de sustentá-la, criando flancos de insegurança para empresas, governos e para o próprio sistema de Justiça.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A magnitude da transformação está clara, pois o sistema de tributação que vigorará não apenas exige adaptações contábeis e operacionais, como também impõe revisões profundas da arquitetura institucional e do contencioso tributário, com impacto direto sobre as empresas, os escritórios, os contadores e os departamentos jurídicos, além dos Fiscos estadual e municipal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O contencioso tributário no Brasil reformado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A uniformização como ponto nevrálgico foi o foco da exposição do tributarista Robson Maia Lins, sócio do escritório Barros Carvalho Advogados, professor na PUC/SP e no Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (Ibet). Ele traçou um panorama histórico da uniformização judicial para mostrar que o País convive, há quase um século, com fragilidades estruturais no processo tributário. Lins recordou a ausência de mecanismos eficazes de vinculação entre 1965 e 1988, as contradições do Supremo Tribunal Federal (STF) e o crescente ativismo da Corte, que hoje impõe prazos ao Legislativo, como no caso do Imposto sobre Grandes Fortunas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na sua visão, a retirada das regras processuais do IBS e da CBS durante a tramitação da reforma é o maior gatilho de litígios futuros. “A exigência de normas idênticas para os dois tributos (artigo 149-B) e a competência do STJ para conflitos federativos, sem clareza sobre o acesso do contribuinte, formam um campo fértil para disputas”, ressaltou. Lins comparou ainda o momento à guerra fiscal dos anos 1990. “Se não cuidarem do processo, o Supremo cuidará”, advertiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Governança e coordenação fiscal sob tensão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já Argos Campos Ribeiro Simões, presidente do Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo (TIT/SP) — órgão paritário de julgamento dos processos administrativos tributários da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) —, alertou que a Reforma Tributária pode substituir a complexidade atual por outra ainda maior. “Minha principal preocupação é a perda da pluralidade interpretativa, já que os colegiados paritários deixam de existir nas instâncias decisórias do IBS e da CBS. O Comitê Gestor, com predominância da Receita Federal e decisões por unanimidade, comprometeria o equilíbrio federativo e a credibilidade dos julgamentos”, destacou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro risco concreto apontado foi a dupla fiscalização simultânea. O mesmo contribuinte poderá ser autuado por fiscais federais, estaduais e municipais, com estruturas desiguais e sobreposições de processos. As contradições do PLP 108 — que ora manda anular atos ilegais, ora proíbe afastar normas infralegais — tornam o cenário ainda mais instável. “A reforma pretende simplificar, mas precisamos evitar que a tentativa de organizar o caos acabe criando outro”, sintetizou Simões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regimes × Benefícios fiscais atuais&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Simone Rodrigues Costa Barreto, doutora e também professora no Ibet, além de sócia do Aires Barreto Advogados, analisou os efeitos da extinção dos incentivos fiscais e a criação do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais. “Embora previsto para aportar R$ 160 bilhões, o fundo dependerá da capacidade fiscal da União”, considerou. E mais grave: caberá ao governo federal habilitar, caso a caso, os contribuintes beneficiados por incentivos concedidos pelos Estados — interferência que, segundo ela, viola a autonomia federativa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Simone advertiu para o impacto econômico. “Empresas instaladas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste podem migrar para o Sul e o Sudeste, esvaziando regiões e reduzindo o consumo local, base arrecadatória do princípio do destino.” Indicou ainda a ausência de compensação para benefícios relacionados ao ISS. E sobre os regimes, enfatizou que os específicos apenas ajustam a tributação, enquanto os diferenciados reduzem carga, mas com revisão a cada cinco anos. “Serviços profissionais deveriam estar entre os específicos, e não nos diferenciados”, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transição tributária e Acordo Paulista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No sexto painel, os especialistas afirmaram que a transição para o novo sistema tributário (IBS, CBS e Imposto Seletivo — IS) exige, além de regras claras, instrumentos para reduzir o contencioso e ampliar a previsibilidade para empresas e para o Estado. As exposições consideraram a transação tributária e o Acordo Paulista caminhos centrais para atravessar a mudança com segurança jurídica e cooperação institucional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eduardo Perez Salusse, doutor em Direito Constitucional e Processual Tributário pela PUC/SP, sustentou que a solução consensual de conflitos tributários não é apenas conveniente. “É compatível com valores constitucionais, por privilegiar pacificação social e eficiência administrativa.” Ele descreveu a transação como uma negociação em que Estado e contribuinte, ao ponderarem custos e riscos do litígio, encontram uma zona racional de acordo com benefícios possíveis para ambos, razão pela qual o instituto deixou de ser mera previsão do Código Tributário Nacional (CTN) e se consolidou como ferramenta de gestão do contencioso. “No novo modelo, ressalto o papel do Comitê Gestor do IBS e o desafio de uniformizar regras entre entes para evitar fragmentação de créditos e insegurança jurídica. Defendo ainda ajustes, como regras mais claras sobre honorários, agilidade na análise de pagamentos com precatórios e critérios transparentes e previsíveis de avaliação e controle”, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na sequência, Danilo Barth Pires, subprocurador-geral do Estado de São Paulo — Contencioso Tributário-Fiscal, apresentou o Acordo Paulista como política construída com entidades representativas, advocacia e setor produtivo, voltada para a conformidade fiscal e, sobretudo, a desjudicialização. “Desde fevereiro de 2024, o programa negociou R$ 63,4 bilhões, abrangendo débitos inscritos em dívida ativa de ICMS, IPVA, ITCMD e multas do Procon, com adesão online”, apontou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pires explicou que o eixo do modelo é o grau de recuperabilidade, que define benefícios e descontos. “Com ajustes regulatórios, a classificação passou a considerar quatro critérios [garantias, parcelamentos, histórico de pagamento e data da constituição definitiva], ampliando o enquadramento de casos como difícil recuperação ou irrecuperável, com descontos e parcelamento em até 120 vezes, sem entrada ou garantia”, reforçou. Por fim, defendeu a resolução de impasses por canais administrativos, em ambiente de cooperação, transparência e boa-fé, para evitar judicialização que esvazie o objetivo do acordo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os pontos de convergência, ambas as falas reforçaram que a transição envolve mudança de cultura, exige coordenação e governança para reduzir insegurança e aponta que acordos bem desenhados podem gerar ganhos para o Estado e previsibilidade para as empresas. Nesse recorte, a mensagem final é que o novo sistema demandará um contencioso mais racional, e São Paulo aposta na transação como ferramenta de gestão — desde que haja uniformização de critérios, segurança jurídica para a advocacia e transparência na consensualidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Critérios e coerência técnica dos regimes diferenciados&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tathiane Piscitelli, advogada e sócia do Heleno Torres Advogados, além de professora na FGV/SP, &amp;nbsp;afirmou que os regimes diferenciados são o principal instrumento de justiça tributária da reforma, pois materializam o novo dever constitucional de atenuar a regressividade econômica. Na sua exposição, explicou que as reduções de 60% e 100% seguem um critério de essencialidade — saúde, educação, higiene, alimentação, produtos agropecuários, cultura e itens de acessibilidade — e que a lista não é aleatória, mas que precisa ser tecnicamente coerente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A uniformidade nacional dos regimes diferenciados elimina a possibilidade de incentivos estaduais ou municipais, reduzindo a capacidade local de atrair investimentos estratégicos, como datacenters e projetos de energia limpa”, disse. Ela também criticou a redução de 30% para sociedades uniprofissionais, que considera mal-alocada. “Entrou onde deu para entrar, não onde deveria estar.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O futuro da tributação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No encerramento do evento, Tácio Lacerda Gama, professor na PUC/SP e presidente do Instituto de Aplicação do Tributo (IAT), apresentou uma reflexão incisiva sobre como a digitalização e a Reforma Tributária redesenham a prática tributária. Com linguagem direta, afirmou que “o que nos trouxe até aqui talvez não nos leve adiante”, indicando que a advocacia, a administração tributária e o próprio Judiciário operam, hoje, em um ambiente radicalmente distinto daquele que moldou gerações anteriores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O especialista ressaltou que a era digital mudou completamente o ambiente tributário. Atualmente, qualquer pessoa acessa decisões, jurisprudência e análises técnicas em segundos. Nesse cenário, teses fracas não sobrevivem, e o julgador rapidamente identifica inconsistências. “Sem confiança, nenhuma tese prospera”, afirmou, reforçando que credibilidade e precisão são ativos essenciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele ainda lembrou que, com um contencioso que supera R$ 5,7 trilhões, o sistema passou a decidir em blocos, por meio de precedentes e uniformizações. Por isso, a advocacia — e as empresas — precisam entender em qual “trilha decisória” cada caso se encaixa e saber diferenciá-lo tecnicamente de situações desfavoráveis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gama também alertou que, em um ambiente onde milhões de pessoas opinam sobre temas tributários, comunicar-se com clareza, sem simplificações equivocadas, tornou-se indispensável. Isso exige seriedade, honestidade argumentativa e adaptação ao escrutínio permanente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para ele, o futuro da tributação não depende apenas de novas leis, mas de uma nova postura profissional, capaz de atuar em um sistema mais rápido, transparente e guiado por precedentes. “Vencer casos difíceis exige reconhecer sua complexidade, e trabalhar com rigor para superá-los”, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma reforma que exige mais do que legislação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As exposições convergem em um ponto decisivo: sem estrutura processual, coordenação federativa e segurança operacional, a reforma pode frustrar as próprias promessas de simplificação, justiça tributária e neutralidade econômica. Os painéis do período da tarde do 7º Congresso Codecon/SP mostraram que a questão não é somente aplicar novas regras, mas reconstruir a espinha dorsal do contencioso tributário brasileiro em bases sólidas, transparentes e tecnicamente coerentes.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 10 Dec 2025 08:26:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Tathiane Piscitelli]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Sistema mais complexo e perda de autonomia de Estados e municípios são efeitos colaterais da Reforma Tributária]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/sistema-mais-complexo-e-perda-de-autonomia-de-estados-e-municipios-sao-efeitos-colaterais-da-reforma-tributaria</link><description>&lt;![CDATA[Durante o 7º Congresso Codecon/SP, juristas e técnicos apontam risco de mais complexidade e centralização de poder no Comitê Gestor do IBS]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O 7&amp;ordm; Congresso do Codecon/SP de Direito Tribut&amp;aacute;rio, que ocorreu no dia 26 de novembro, na sede da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, entidade que h&amp;aacute; 22 anos integra o &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/codecon-sp"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de S&amp;atilde;o Paulo (Codecon/SP)&lt;/a&gt;, colocou em evid&amp;ecirc;ncia dois riscos centrais da implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Reforma Tribut&amp;aacute;ria: a potencial cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um sistema ainda mais complexo durante a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a significativa perda de poder de decis&amp;atilde;o de Estados e munic&amp;iacute;pios no novo modelo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A abertura do Congresso contou com M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio da Costa, presidente do Codecon/SP, vice-presidente da FecomercioSP e presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt; da Entidade, e Ives Gandra da Silva Martins, jurista e presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-superior-de-direito" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Direito&lt;/a&gt; da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, marcado para o ano de 2026 &amp;mdash; que prev&amp;ecirc; a coexist&amp;ecirc;ncia gradual do atual sistema com o novo Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS) &amp;mdash;, foi apontado como uma fase de alta complexidade e inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. Para Ives Gandra da Silva Martins, presidente do Conselho Superior de Direito da FecomercioSP, o Pa&amp;iacute;s corre um perigo concreto. &amp;ldquo;Substitu&amp;iacute;mos um sistema imperfeito, mas conhecido, por outro ainda mais complexo, especialmente nos primeiros anos. A sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regras durante a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o criar&amp;aacute; um labirinto para os contribuintes e os fiscos, elevando os custos de compliance e o risco de lit&amp;iacute;gios&amp;rdquo;, avaliou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A vis&amp;atilde;o &amp;eacute; compartilhada por Luciano Garcia Miguel, diretor-geral do Contencioso e Consultoria Tribut&amp;aacute;ria da Secretaria da Fazenda de S&amp;atilde;o Paulo (Sefaz/SP), que criticou a falta de um modelo internacional consolidado a ser seguido. &amp;ldquo;O Brasil se tornou pioneiro ao adotar uma estrutura que ainda n&amp;atilde;o foi testada. Aprendermos na base de erros e acertos, com a economia e os contribuintes pagando o pre&amp;ccedil;o por essa experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, afirmou. Segundo ele, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do modelo se deu em um &amp;ldquo;ato de f&amp;eacute;&amp;rdquo;, sem a devida previs&amp;atilde;o dos desafios operacionais dessa fase h&amp;iacute;brida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mary Elbe Queiroz, presidente do Centro Nacional para a Preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Conflitos Tribut&amp;aacute;rios (Cenapret), tamb&amp;eacute;m elencou as promessas feitas durante a discuss&amp;atilde;o da Reforma Tribut&amp;aacute;ria no Congresso, que dificilmente ser&amp;atilde;o cumpridas. &amp;ldquo;Estados e munic&amp;iacute;pios n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m mais o poder de legislar sobre a mat&amp;eacute;ria tribut&amp;aacute;ria, salvo a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da al&amp;iacute;quota. A transfer&amp;ecirc;ncia da compet&amp;ecirc;ncia para a Uni&amp;atilde;o representa uma perda hist&amp;oacute;rica de autonomia, e o risco de desequil&amp;iacute;brios financeiros &amp;eacute; real, principalmente para os entes exportadores l&amp;iacute;quidos, como S&amp;atilde;o Paulo&amp;rdquo;, apontou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A presidente do Cenapret tamb&amp;eacute;m chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um poss&amp;iacute;vel aumento nos lit&amp;iacute;gios, que iria de encontro &amp;agrave; proposta inicial da reforma, ocasionado pela disputa de poder entre Comit&amp;ecirc; Gestor e Estados e munic&amp;iacute;pios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Miguel, a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo sistema &amp;eacute; centralizar o poder. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um projeto claro de centraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Estados e munic&amp;iacute;pios passar&amp;atilde;o a exercer poder apenas por meio de um colegiado, cuja diretoria-executiva, dominada pela Uni&amp;atilde;o, tender&amp;aacute; a concentrar grande influ&amp;ecirc;ncia. Teremos voz, mas em um cen&amp;aacute;rio no qual o nosso poder de voto &amp;eacute; minorit&amp;aacute;rio, a capacidade de decis&amp;atilde;o efetiva fica drasticamente reduzida&amp;rdquo;, ponderou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tecnologia na transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Congresso do Codecon/SP tamb&amp;eacute;m jogou luz a uma quest&amp;atilde;o urgente nas empresas: a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sistemas para o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que j&amp;aacute; ter&amp;aacute; impactos profundos para o dia a dia empresarial a partir do dia 1&amp;ordm; de janeiro de 2026.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Paulo C&amp;eacute;sar Teixeira Duarte Filho, doutor em Direito Econ&amp;ocirc;mico pela Universidade de Ci&amp;ecirc;ncias Econ&amp;ocirc;micas de Viena (WU) e mestre em Direito (LL.M.) pela Ludwig-Maximilians-Universit&amp;auml;t de Munique (LMU), a tecnologia deve ser utilizada pelas empresas para garantir seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e mais produtividade. &amp;ldquo;O per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o requer investimento em tecnologias para dar conta das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais, mas principalmente para a sobreviv&amp;ecirc;ncia das empresas no per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tamb&amp;eacute;m no p&amp;oacute;s-reforma. Desde j&amp;aacute;, deve-se investir em solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o controle de fluxo de caixa, j&amp;aacute; prevendo as novas al&amp;iacute;quotas, a possibilidade de creditamento e maior controle de conformidade dos fornecedores&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mercado j&amp;aacute; est&amp;aacute; se preparando &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as desde o in&amp;iacute;cio do ano e muitas pequenas empresas, que n&amp;atilde;o contam com grandes estruturas e apoio jur&amp;iacute;dico robusto est&amp;atilde;o sendo orientadas por grandes empresas parceiras para tomar as melhores decis&amp;otilde;es e continuar competitivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alessandra Heloise Vieira, &lt;strong&gt;tax director&lt;/strong&gt; do Mercado Livre, acredita que o marketplace promove uma s&amp;eacute;rie de encontros com os empreendedores parceiros, visando &amp;agrave; melhor adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a reforma. &amp;ldquo;Este &amp;eacute; um per&amp;iacute;odo fundamental para o futuro dos neg&amp;oacute;cios, pois as pequenas empresas devem pensar se o regime do Simples Nacional continuar&amp;aacute; sendo vantajoso no novo sistema ou se o outro regime ser&amp;aacute; mais vi&amp;aacute;vel&amp;rdquo;, destacou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso acontece porque as opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es envolvendo as empresas optantes pelo Simples Nacional n&amp;atilde;o gerar&amp;atilde;o cr&amp;eacute;dito tribut&amp;aacute;rio, o que &amp;eacute; extremamente prejudicial para as grandes companhias. A mudan&amp;ccedil;a para o regime normal (lucro real) tornar&amp;aacute; as pequenas empresas mais competitivas, uma vez que assegura o direito ao cr&amp;eacute;dito, entretanto, obrigar&amp;aacute; os neg&amp;oacute;cios a terem mais custos para dar conta das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais e mais burocracia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O consenso entre os palestrantes &amp;eacute; de que, sem um di&amp;aacute;logo t&amp;eacute;cnico s&amp;eacute;rio e ajustes na governan&amp;ccedil;a do sistema, a reforma destinada a simplificar pode, em curto e m&amp;eacute;dio prazos, gerar mais conflitos, inseguran&amp;ccedil;as e custos do que benef&amp;iacute;cios, pondo em risco a competitividade da economia brasileira.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 09 Dec 2025 10:11:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[reforma tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[7º Congresso do Codecon/SP discute Reforma Tributária e aborda os riscos da complexidade e da centralização do poder]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/7o-congresso-do-codecon-sp-discute-reforma-tributaria-e-aborda-os-riscos-da-complexidade-e-da-centralizacao-do-poder</link><description>&lt;![CDATA[Evento, que celebrou os 22 anos do órgão, reuniu especialistas para analisar os desafios práticos da transição para o novo sistema do IBS e da CBS, salientando a importância do diálogo democrático]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Realizado no dia 26 de novembro, na sede da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o 7&amp;ordm; Congresso de Direito Tribut&amp;aacute;rio do Codecon/SP consolidou-se como um f&amp;oacute;rum essencial para os debates t&amp;eacute;cnico e democr&amp;aacute;tico sobre o futuro do sistema tribut&amp;aacute;rio nacional. O evento, que marcou os 22 anos do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/codecon-sp"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de S&amp;atilde;o Paulo (Codecon/SP)&lt;/a&gt;, criado com base na Lei Complementar 939/2003, reafirmou o papel do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o como protagonista na melhoria da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Fisco e contribuintes, servindo de espa&amp;ccedil;o vital para a discuss&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas e tribut&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com foco na implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Reforma Tribut&amp;aacute;ria, prevista pela EC 132/23 e regulamentada pela Lei Complementar 214/25, o congresso reuniu juristas, contadores, autoridades fiscais e l&amp;iacute;deres empresariais em torno de um alerta un&amp;acirc;nime: a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o novo sistema, com o Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS) e a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS), traz riscos concretos de aumento da complexidade, poss&amp;iacute;vel eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga tribut&amp;aacute;ria e mais centraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do poder decis&amp;oacute;rio, com a possibilidade de gerar mais inseguran&amp;ccedil;a e lit&amp;iacute;gios antes de cumprir a promessa de simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio da Costa, presidente do Codecon/SP, vice-presidente da FecomercioSP e presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios da Entidade&lt;/a&gt;, explicou a import&amp;acirc;ncia do di&amp;aacute;logo entre os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os fiscais, os contribuintes e o Congresso Nacional para a formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um sistema que reflita os anseios da sociedade. &amp;ldquo;Toda Reforma Tribut&amp;aacute;ria, antes de ser t&amp;eacute;cnica, deve ser humana. N&amp;atilde;o haver&amp;aacute; sucesso do novo sistema se n&amp;atilde;o pensar nas pessoas. Quando h&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o para ouvir, h&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o para prosperar. S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute; um grande exemplo disso com o Codecon, respaldado pelo C&amp;oacute;digo de Direitos, Garantias e Obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Contribuinte [LC 939/03], e com a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Programa de Est&amp;iacute;mulo &amp;agrave; Conformidade Tribut&amp;aacute;ria [Nos Conformes], institu&amp;iacute;do pela Lei 1.320/2018. S&amp;atilde;o iniciativas que proporcionaram mais di&amp;aacute;logo, mais transpar&amp;ecirc;ncia e mais simplicidade&amp;rdquo;, apontou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Risco da complexidade e poder centralizador&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os especialistas enfatizaram que o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com a coexist&amp;ecirc;ncia dos regimes antigo e novo at&amp;eacute; 2033, per&amp;iacute;odo que entra integralmente em vig&amp;ecirc;ncia o novo modelo, criar&amp;aacute; um &amp;ldquo;labirinto&amp;rdquo; para contribuintes e fiscos. &amp;ldquo;Substitu&amp;iacute;mos um sistema imperfeito, mas conhecido, por outro ainda mais complexo&amp;rdquo;, avaliou Ives Gandra da Silva Martins, jurista e presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-superior-de-direito"&gt;Conselho Superior de Direito da FecomercioSP&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A perda de autonomia dos entes federativos emergiu como preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o central. Mary Elbe Queiroz, presidente do Centro Nacional para a Preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Conflitos Tribut&amp;aacute;rios (Cenapret), e Luciano Garcia Miguel, diretor-geral do Contencioso e Consultoria Tribut&amp;aacute;ria da Secretaria da Fazenda de S&amp;atilde;o Paulo (Sefaz/SP), apontaram que o Comit&amp;ecirc; Gestor do IBS, com predomin&amp;acirc;ncia da Uni&amp;atilde;o, concentrar&amp;aacute; poder, reduzindo drasticamente a capacidade de Estados e munic&amp;iacute;pios legislarem e decidirem. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um projeto claro de centraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Teremos voz, mas com poder de voto minorit&amp;aacute;rio&amp;rdquo;, afirmou Miguel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o de incentivos e impactos regionais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Simone Rodrigues Costa Barreto, s&amp;oacute;cia do Aires Barreto Advogados e professora no Instituto Brasileiro de Estudos Tribut&amp;aacute;rios (Ibet), analisou a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos incentivos estaduais que geram compet&amp;ecirc;ncia entres os Estados e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Fundo de Compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, alertando para um grave efeito colateral: as empresas instaladas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste podem migrar para o Sul e o Sudeste, esvaziando regi&amp;otilde;es e reduzindo o consumo local. Ela tamb&amp;eacute;m destacou a aus&amp;ecirc;ncia de compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para benef&amp;iacute;cios do ISS e explicou a distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre regimes espec&amp;iacute;ficos (que ajustam a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o) e diferenciados (que reduzem a carga, mas com revis&amp;atilde;o quinquenal), defendendo que &amp;ldquo;servi&amp;ccedil;os profissionais deveriam estar entre os espec&amp;iacute;ficos, e n&amp;atilde;o nos diferenciados&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em linha com a discuss&amp;atilde;o, Tathiane Piscitelli, s&amp;oacute;cia do Heleno Torres Advogados e professora na FGV/SP, avaliou os regimes diferenciados como principal instrumento de justi&amp;ccedil;a tribut&amp;aacute;ria da reforma, por atenuarem a regressividade. Ela explicou que as redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 60% e 100% seguem um crit&amp;eacute;rio de essencialidade &amp;mdash; abrangendo sa&amp;uacute;de, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e outros itens b&amp;aacute;sicos &amp;mdash;, mas que a lista precisa de coer&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a uniformidade, segundo Tathiane, elimina-se a possibilidade de incentivos estaduais ou municipais, reduzindo a capacidade local de atrair investimentos estrat&amp;eacute;gicos, como datacenters e projetos de energia limpa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tens&amp;atilde;o federativa e futuro do contencioso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No painel sobre o futuro do contencioso, Robson Maia Lins, s&amp;oacute;cio do escrit&amp;oacute;rio Barros Carvalho Advogados e professor na PUC/SP e no Ibet, alertou que a retirada das regras processuais do IBS e da CBS durante a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um &amp;ldquo;gatilho&amp;rdquo; para lit&amp;iacute;gios. J&amp;aacute; Argos Campos Ribeiro Sim&amp;otilde;es, presidente do Tribunal de Impostos e Taxas de S&amp;atilde;o Paulo (TIT/SP), &amp;oacute;rg&amp;atilde;o parit&amp;aacute;rio de julgamento dos processos administrativos tribut&amp;aacute;rios da Secretaria da Fazenda do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Sefaz/SP), ressaltou os riscos da perda da pluralidade interpretativa e da dupla fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o por entes diferentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os desafios operacionais e o papel da tecnologia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A urg&amp;ecirc;ncia da adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica das empresas para 2026 foi outro eixo do debate. O advogado Paulo C&amp;eacute;sar Teixeira Duarte Filho defendeu o investimento em sistemas para controle de fluxo de caixa e conformidade. Alessandra Heloise Vieira, tax director do Mercado Livre, por sua vez, compartilhou que grandes empresas j&amp;aacute; orientam parceiros menores, inclusive na decis&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica entre permanecer no Simples Nacional ou migrar para o lucro real &amp;mdash; cuja escolha impactar&amp;aacute; a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos tribut&amp;aacute;rios na cadeia. Ou, ainda, optar por permanecer no regime tribut&amp;aacute;rio do Simples, adotando o regime h&amp;iacute;brido apenas para determinadas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria e Acordo Paulista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dispositivos de transa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria e o Acordo Paulista podem ser o caminho para resolver conflitos fiscais? Essa pergunta foi respondida por Eduardo Perez Salusse, doutor em Direito Constitucional e Processual Tribut&amp;aacute;rio pela PUC/SP, e Danilo Barth Pires, subprocurador-geral do Estado de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; Contencioso Tribut&amp;aacute;rio-Fiscal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo eles, o novo sistema tribut&amp;aacute;rio (IBS, CBS e Imposto Seletivo &amp;mdash; IS) precisa ir al&amp;eacute;m de regras claras, com mecanismos para reduzir o contencioso e dar previsibilidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Salusse, transa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria &amp;eacute; uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o consensual alinhada com a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a efici&amp;ecirc;ncia. Ele salientou a necessidade de uniformiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regras pelo Comit&amp;ecirc; Gestor do IBS e de ajustes, como mais clareza sobre honor&amp;aacute;rios, agilidade com precat&amp;oacute;rios e crit&amp;eacute;rios transparentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; Pires apresentou o Acordo Paulista como instrumento de conformidade e desjudicializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, explicou o grau de recuperabilidade como base para descontos e parcelamentos e alertou que a classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; din&amp;acirc;mica, exigindo aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contribuintes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma reforma que exige nova postura profissional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Encerrando o congresso, T&amp;aacute;cio Lacerda Gama, professor na PUC/SP e presidente do Instituto de Aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Tributo (IAT), refletiu sobre a nova era digital. Ele argumentou que a advocacia e o Judici&amp;aacute;rio operam em um ambiente radicalmente transparente, onde &amp;ldquo;teses fracas n&amp;atilde;o sobrevivem&amp;rdquo; e a credibilidade t&amp;eacute;cnica &amp;eacute; o ativo principal. &amp;ldquo;O que nos trouxe at&amp;eacute; aqui talvez n&amp;atilde;o nos leve adiante&amp;rdquo;, sintetizou, defendendo uma postura profissional de rigor e clareza para navegar no sistema guiado por precedentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo dos pain&amp;eacute;is, ficou claro que o sucesso da reforma depende de mais do que a nova legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios ajustes na governan&amp;ccedil;a, robustez t&amp;eacute;cnica e um di&amp;aacute;logo federativo verdadeiro. O 7&amp;ordm; Congresso do Codecon/SP, ao fomentar esse debate cr&amp;iacute;tico e plural, cumpriu com excel&amp;ecirc;ncia a sua miss&amp;atilde;o de defender o contribuinte e buscar avan&amp;ccedil;os para um sistema tribut&amp;aacute;rio mais justo e eficiente para todos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O contribuinte &amp;eacute; o financiador do Estado, que produz riqueza, gera empregos e oportunidades e entrega parte do fruto do seu trabalho para que o Poder P&amp;uacute;blico cumpra a sua miss&amp;atilde;o constitucional. E, por isso, tem o direito de ser tratado com respeito, clareza, equil&amp;iacute;brio e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. O Codecon/SP, institu&amp;iacute;do pela Lei Complementar 939/2003, nasceu dessa vis&amp;atilde;o e se transformou, ao longo de sua hist&amp;oacute;ria, em um dos maiores s&amp;iacute;mbolos de maturidade institucional de que S&amp;atilde;o Paulo disp&amp;otilde;e. E serve de exemplo para o Brasil, como promotor do debate, que transforma, a antes conturbada rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Fisco e contribuinte, em um di&amp;aacute;logo em p&amp;eacute; de igualdade, que coloca todos na mesma mesa para pensar, em conjunto, as melhores decis&amp;otilde;es para o Pa&amp;iacute;s&amp;rdquo;, finalizou Costa, da FecomercioSP.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 04 Dec 2025 13:24:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[reforma tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Negócios devem projetar cenários antes do novo sistema tributário entrar em vigor]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/negocios-devem-projetar-cenarios-antes-do-novo-sistema-tributario-entrar-em-vigor</link><description>&lt;![CDATA[Pontos-chave para o empresário se preparar para CBS, IBS e Imposto Seletivo são tema do mesacast FecomercioSP Orienta]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O início da implantação do novo sistema tributário se aproxima! Em 2026, começa o longo caminho de substituição gradual dos velhos tributos (ICMS, PIS/Cofins, ISS) para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Por isso, neste momento, é importante que o empresariado já esteja atento e compreenda as modificações para que a transição seja a menos traumática possível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A ideia, agora, é de que as alíquotas de calibragem na transição, de 0,1% de CBS e 0,9% de IBS, não sejam recolhidas logo em 2026 para a maioria das empresas, mas elas serão informadas no documento fiscal eletrônico. E para 2027, PIS/Cofins serão extintos e dará lugar à CBS, com recolhimento efetivo. Naquele ano, também, o IPI será praticamente extinto, e terá início a cobrança do Imposto Seletivo (IS)”, destaca Sarina Manata, assessora da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, durante o mesacast&amp;nbsp;&lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt;. “Já a cobrança efetiva do IBS fica para 2029”, complementa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;'Split payment'&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra mudança importante é quanto à apuração de débitos e créditos de impostos que as empresas recolhem para o governo. A nova sistemática muda toda essa estrutura nos pagamentos eletrônicos, seja por PIX, seja por cartão: a parcela correspondente ao imposto será separada automaticamente no pagamento e enviada diretamente ao Fisco.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Na prática, como esses valores, hoje, circulam no caixa da empresa durante o mês, o empresário acaba utilizando em seu fluxo para pagamentos de fornecedores e empregados, entre outros. Isso vai mudar. Mas há muitas dúvidas se essa ferramenta [&lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt;, em português, "pagamento dividido"], que é uma das bases da Reforma Tributária, ficará pronta e operante a tempo. Isso é o mais importante disso tudo”, acrescenta Sarina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como se preparar?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a assessora da FecomercioSP, agora é essencial entender como cada uma das etapas afetará efetivamente o negócio. Isso envolve, por exemplo, verificar se todos os produtos e serviços que a empresa vende e toma de fornecedores estão catalogados de forma correta, se têm redução de alíquota etc. Como a reforma também muda a tributação do destino, o empresário terá de apurar as regras de onde está seu cliente, muitas vezes em outro Estado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, o cálculo antecipado sobre a situação da empresa com a reforma é uma etapa fundamental, pois o negócio, eventualmente, terá de rever contratos e renegociar preços. “Será importante atualizar o cadastro dos fornecedores e saber qual o regime tributário de cada um deles. Com todos esses dados apurados, é possível fazer uma simulação do caso concreto dessa companhia”, frisa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que ainda está indefinido na reforma&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sarina ainda ressalta que, em razão dos diversos entraves presentes na lei que instituiu os novos tributos, há outro Projeto de Lei (PL) importante para se buscar a correção dos problemas na lei da reforma, bem como para preservar a competitividade das pequenas empresas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O PL 108/2024 é importante para as empresas. Além de ser responsável por fazer todo esse novo sistema funcionar, também trata de como funcionará o contencioso, ou seja, o processo administrativo. É também uma oportunidade de reparar os equívocos que vão prejudicar os pequenos negócios. A FecomercioSP atua justamente em defesa da empresa optante pelo Simples Nacional [que são as mais afetadas pela reforma]”, destaca.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assista ao mesacast na íntegra e entenda, também, os efeitos da reforma sobre o uso de créditos tributários pelo setor de Serviços, sobre a folha de pagamentos, como fica o regime do Simples e mais!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a FecomercioSP produziu uma série com cartilhas sobre a Reforma Tributária para esclarecer, de forma simples e prática, esses e outros pontos. Acesse &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/orientacartilhas?utm_source=portal"&gt;aqui&lt;/a&gt;!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/eg-NjWCJzd8??si=65kQnd6fDjkQqz6G&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;span class="fr-mk" style="display: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div id="_com_1" language="JavaScript"&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 28 Nov 2025 16:59:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item></channel></rss>
