<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Trabalho - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/legislacao/trabalho</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Sat, 02 May 2026 06:53:07 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Trabalho - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/legislacao/trabalho</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Legislação]]</category><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Inteligência Artificial e trabalho: livro inédito discute os desafios da regulação]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/inteligencia-artificial-e-trabalho-livro-inedito-discute-os-desafios-da-regulacao</link><description>&lt;![CDATA[Lançamento de obra da FecomercioSP tem palestras sobre lacunas regulatórias no País e oportunidades para a gestão de pessoas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Nesta era de uma invas&amp;atilde;o irrevers&amp;iacute;vel da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) em todas as atividades da sociedade moderna, em especial o trabalho, o que ainda falta &amp;eacute; clareza sobre como o ambiente regulat&amp;oacute;rio vai responder a essa transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e quais ser&amp;atilde;o as consequ&amp;ecirc;ncias para trabalhadores e empresas enquanto essa resposta n&amp;atilde;o chega.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi com esse pano de fundo que a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; reuniu pesquisadores, executivos e lideran&amp;ccedil;as empresariais, no &amp;uacute;ltimo dia 23 de abril, para o lan&amp;ccedil;amento do livro &lt;strong&gt;O mundo do trabalho na era dos algoritmos&lt;/strong&gt;, produzido pelo Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Estiveram presentes v&amp;aacute;rios dos articulistas que contribu&amp;iacute;ram para a obra. O conselho, que, h&amp;aacute; anos, estuda o tema a fundo, enfim, traz um resumo desse aprendizado. Na ocasi&amp;atilde;o, os articulistas interagiram com o p&amp;uacute;blico sobre os temas de seus artigos. Acesse:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a id="isPasted" class="botao" href="https://fecomercio.com.br/upload/file/2026/04/13/o_mundo_do_trabalho_na_era_dos_algoritmos.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse: O MUNDO DO TRABALHO NA ERA DOS ALGORITMOS&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No evento, Marisa Salgado, &lt;em&gt;partner&lt;/em&gt; na Signium Brasil, dedicada ao desenvolvimento de lideran&amp;ccedil;as em ambientes de alta complexidade, trouxe uma leitura sobre onde a IA j&amp;aacute; est&amp;aacute; transformando a gest&amp;atilde;o e onde a tecnologia ainda encontra seus limites. Antes de tudo, sob a perspectiva da efici&amp;ecirc;ncia, os avan&amp;ccedil;os s&amp;atilde;o indiscut&amp;iacute;veis: gest&amp;atilde;o de metas em tempo real, proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de demanda, ajuste de estoques e ecossistemas em que empresas, antes concorrentes, passam a colaborar umas com as outras. Contudo, agora que a ferramenta est&amp;aacute; mudando os paradigmas e elevando a cobran&amp;ccedil;a por produtividade e resultados, deixar a dimens&amp;atilde;o humana &amp;ldquo;por &amp;uacute;ltimo&amp;rdquo; na gest&amp;atilde;o de pessoas pode abrir &amp;ldquo;flancos&amp;rdquo; no neg&amp;oacute;cio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa quest&amp;atilde;o demanda uma aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda maior do Varejo, que funciona como o term&amp;ocirc;metro mais fiel da economia brasileira, justamente porque &amp;eacute; onde a tecnologia encontra o humano de forma mais direta e imediata. &amp;ldquo;Trata-se de um setor de margens justas, intensivo em m&amp;atilde;o de obra e que, at&amp;eacute; pouco tempo atr&amp;aacute;s, era a principal porta de entrada de jovens no mercado de trabalho. Esse papel, por&amp;eacute;m, vem sendo disputado por plataformas de aplicativos de entrega e transporte, que oferecem renda imediata e flexibilidade&amp;rdquo;, ponderou Marisa, enfatizando o imediatismo com que muitos jovens encaram o trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O Varejo est&amp;aacute; sentindo isso na reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pr&amp;oacute;ximo ao fim do m&amp;ecirc;s, na &amp;uacute;ltima semana, o colaborador n&amp;atilde;o aparece, porque &amp;eacute; mais vantajoso para ele trabalhar como entregador ou motorista, uma renda l&amp;iacute;quida ali no dia. Isso tudo traz efeitos e impactos muito severos para a economia&amp;rdquo;, ressaltou a executiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o cliente, tamb&amp;eacute;m h&amp;aacute; um ponto importante de reflex&amp;atilde;o nesse sentido. &amp;ldquo;O consumidor n&amp;atilde;o volta pelo algoritmo, mas pela forma como se sentiu. E isso nenhuma m&amp;aacute;quina vai ser capaz de substituir. Sentir e fazer sentir ainda s&amp;atilde;o compet&amp;ecirc;ncias essencialmente humanas &amp;mdash; e ser&amp;atilde;o estas que vai determinar o jogo competitivo daqui para a frente&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impasse, acrescentou, &amp;eacute; ainda mais complexo no Brasil, onde a conviv&amp;ecirc;ncia entre mercados formal e informal, alta inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e press&amp;atilde;o por produtividade criam um ambiente em que as disson&amp;acirc;ncias entre tecnologia e trabalho aparecem de forma mais crua e urgente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA na gest&amp;atilde;o de pessoas da TOTVS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fernando Augusto Sollak, diretor de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Humanas da TOTVS, a maior empresa de tecnologia do Brasil, trouxe ao evento um relato de como a IA tem sido incorporada n&amp;atilde;o apenas aos produtos da companhia, mas tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; pr&amp;oacute;pria cultura organizacional. O ponto de partida da sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi uma pergunta que, segundo ele, est&amp;aacute; na mesa de todo gestor: como virar essa chave de forma produtiva e humana?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A resposta que a TOTVS encontrou est&amp;aacute; sintetizada a equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;intelig&amp;ecirc;ncia humana + IA&amp;rdquo;. &amp;quot;A tecnologia &amp;eacute; um meio, e n&amp;atilde;o um fim. Ela amplia a capacidade humana, n&amp;atilde;o a substitui. Esse princ&amp;iacute;pio foi formalizado como um pilar da cultura da empresa, ao lado de valores j&amp;aacute; consolidados como foco no cliente, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua e gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de resultados sustent&amp;aacute;veis&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, isso se traduz em investimentos em educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o corporativa. O maior programa de treinamento da TOTVS, hoje, &amp;eacute; a trilha de Data e IA, dispon&amp;iacute;vel na universidade corporativa da empresa, com conte&amp;uacute;dos online e presenciais que garantem que 100% dos colaboradores passem por uma forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial sobre o uso da tecnologia, incluindo aspectos de governan&amp;ccedil;a, seguran&amp;ccedil;a de dados e conformidade legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A TOTVS tamb&amp;eacute;m aposta em agentes de IA capazes de responder sobre remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, benef&amp;iacute;cios, avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desempenho e desenvolvimento de carreira, integrando m&amp;uacute;ltiplas fontes de dados num &amp;uacute;nico canal de atendimento. &amp;ldquo;O volume de chamados ao time de RH caiu mais da metade, os analistas passaram a dedicar mais tempo a projetos de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e atendimento personalizado, enquanto as pesquisas de engajamento apontaram melhoria significativa na percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de transpar&amp;ecirc;ncia e acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, salientou Sollak.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/b5d13b3cf0f0b7dd2a2713809a2857732fc6afae.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imprevisibilidade jur&amp;iacute;dica&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O economista Antonio Lanzana, que preside o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-empresarial-e-politica"&gt;Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica da FecomercioSP&lt;/a&gt;, chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para uma das aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos &amp;oacute;bvias dessa tecnologia &amp;mdash; a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do risco trabalhista, diante de regula&amp;ccedil;&amp;otilde;es mal desenhadas ou interpretadas de forma voluntarista. &amp;ldquo;A imprevisibilidade criada pelo ativismo judicial &amp;eacute;, ela mesma, uma promotora da ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de IA&amp;rdquo;, afirmou, recuperando a an&amp;aacute;lise deixada por Jos&amp;eacute; Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho, aos convidados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mensagem de Pastore tamb&amp;eacute;m levantou perguntas que ainda n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m resposta. Por exemplo, de quem &amp;eacute; o direito autoral de uma cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital? Como remunerar a criatividade dos algoritmos? Como garantir que essas tecnologias respeitem valores humanos sem banalizar a criatividade? &amp;ldquo;Nossa publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o d&amp;aacute; os primeiros passos para solucionar os problemas mais b&amp;aacute;sicos. Mas a caminhada &amp;eacute; longa&amp;rdquo;, concluiu.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Tamb&amp;eacute;m participaram do debate Andriei Gutierrez, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP&lt;/a&gt;, autor do artigo sobre as novas fronteiras do trabalho na era digital no livro, e Rony Vainzof, &lt;strong&gt;data advisor&lt;/strong&gt; da FecomercioSP, que abordou governan&amp;ccedil;a algor&amp;iacute;tmica, LGPD e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o acompanha a realidade &amp;eacute; o maior risco&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/"&gt;presidente em exerc&amp;iacute;cio da FecomercioSP, Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua J&amp;uacute;nior&lt;/a&gt;, refletiu sobre os limites do modelo regulat&amp;oacute;rio atual. Ainda que a ferramenta entregue &amp;agrave;s empresas um ativo essencial no mundo contempor&amp;acirc;neo (agilidade) e que isso represente vantagem competitiva real, transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es dessa magnitude carregam complexidade igualmente elevada, de forma que o ordenamento jur&amp;iacute;dico brasileiro ainda n&amp;atilde;o encontrou resposta adequada para lidar com elas. Enquanto isso, as interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es na Justi&amp;ccedil;a seguem divergentes. Trata-se de um grande risco para o emprego.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;As plataformas digitais operam a partir de l&amp;oacute;gicas baseadas em flexibilidade, autonomia e liberdade de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo de trabalho. Ignorar esse fato &amp;eacute; t&amp;atilde;o problem&amp;aacute;tico quanto desconsiderar a necessidade de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. N&amp;atilde;o podemos abreviar essa discuss&amp;atilde;o a uma falsa escolha entre emprego formal e desprote&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, disse. &amp;ldquo;H&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o e necessidade para inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem abrir m&amp;atilde;o dos sistemas de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o social&amp;rdquo;, finalizou.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:21:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[NR-1 precisa de clareza e de adiamento até 2027]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/nr-1-precisa-de-clareza-e-de-adiamento-ate-2027</link><description>&lt;![CDATA[Manual com regras foi divulgado só em março, a dois meses do prazo final de adaptação das empresas; FecomercioSP propõe mais um ano para a implementação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O prazo para se adaptar às novas exigências sobre riscos psicossociais está se aproximando sem que muitas empresas saibam, de fato, o que fazer. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-nr-1-no-setor-de-servicos?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-nr-1-no-setor-de-servicos="&gt;A Norma Regulamentadora 1 (NR-1) passa a valer a partir de 26 de maio&lt;/a&gt;, ainda que o manual de interpretação das regras só tenha sido publicado pelo governo em 16 de março. A implementação de diretrizes com esse grau de complexidade exige tempo adequado, diálogo tripartite e orientações técnicas mais concretas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; propôs ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a prorrogação por 12 meses do início da vigência das novas regras da NR-1.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A busca por ambientes de trabalho seguros e salubres, tanto física quanto psicossocialmente, é essencial. Mas as empresas ainda não têm condições técnicas, materiais e humanas para estarem adequadas plenamente à norma no prazo atual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regras pouco claras sobre a NR-1&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/manuais-e-publicacoes/manual_gro_pgr_da_nr_1.pdf/view"&gt;Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1&lt;/a&gt;, além de ter chegado tarde, não incorporou as contribuições dos setores produtivos, o que pode comprometer sua utilidade prática. Sem clareza sobre os parâmetros técnicos de aferição dos riscos psicossociais, qualquer equívoco na aplicação trará consequências como infrações, penalidades e prejuízos às empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por se tratar de risco de alto caráter subjetivo, não há a certeza sobre quais serão os critérios, utilizados pelos auditores, para avaliar a eficácia das ações implementadas pelas empresas quanto aos fatores psicossociais relacionados ao trabalho, ou ainda de que tipo de evidências a fiscalização utilizará para avaliar que uma empresa gerencia ou não esses fatores adequadamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os fatores de risco a serem gerenciados no ambiente do trabalho, o risco psicossocial é considerado de natureza ergonômica, sendo que o Manual de Interpretação da NR-1, publicado em março de 2026, indica que o foco é a &lt;u&gt;“organização do trabalho, a forma como as tarefas e atividades são estruturadas, distribuídas e coordenadas dentro do ambiente de trabalho”&lt;/u&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a gestão das empresas sobre fatores psicossociais do trabalho passará a ser auditada, conforme guia do MTE (2025), como:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;baixo controle no trabalho/falta de autonomia;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;baixa demanda no trabalho (subcarga);&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;excesso de demandas no trabalho (sobrecarga).&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;É diante de conceitos tão abertos que reside a insegurança das empresas e a necessidade de maior concretude para a aplicação adequada da norma. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Risco para as MPEs&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situação é ainda mais delicada para Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Embora estejam dispensadas de elaborar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de forma completa, se enquadradas nos graus de risco 1 e 2, continuam obrigadas a manter a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), alinhada com o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), o que implica lidar com os mesmos conceitos de riscos psicossociais que, neste momento, geram insegurança ao restante do setor produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O prazo adicional de 12 meses permitiria retomar o diálogo tripartite, estabelecer parâmetros técnicos mais objetivos na própria norma e dar aos negócios condições reais de implementação — sem o risco de autuações decorrentes de insegurança gerada pela ausência de uma regulamentação clara. Entretanto, até agora, o MTE não se posicionou favorável à solicitação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde 2025, a FecomercioSP atua para garantir que o manual contemple as demandas empresariais e traga normas e conceitos objetivos, práticos e possíveis de serem implementados. Ainda assim, a Federação também tem reforçado a orientação aos Sindicatos Patronais e as empresas sobre boas práticas, procurando contribuir para a qualidade e a segurança dos ambientes laborais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acesse uma cartilha orientadora sobre a NR-1: &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/wp-content/uploads/2025/03/NR1_Prevencao-de-Doencas-Psicossociais.pdf"&gt;Prevenção de doenças psicossociais&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Trabalho aos domingos e feriados: como garantir conformidade?]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/trabalho-aos-domingos-e-feriados-como-se-preparar-para-as-novas-regras</link><description>&lt;![CDATA[Adiamento de novas regras não elimina a necessidade de adequação para evitar passivos trabalhistas; assista ao 'FecomercioSP Orienta'!]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;As novas regras para o trabalho aos domingos e feriados devem começar a valer a partir de junho, após serem prorrogadas pelo governo no fim de fevereiro. Mas há grande preocupação no Comércio a respeito do que será permitido, o que dependerá de negociação coletiva e, principalmente, de como ficará a rotina de trabalho e as escalas nessas datas de maior demanda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesacast&amp;nbsp;&lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt; de abril explica como o comerciante empregador pode se preparar. Neste momento, há um grupo tripartite, formado pelo governo e por entidades representativas de empregadores e trabalhadores, buscando alinhar um entendimento definitivo. O ideal é que cheguem a regras mais equilibradas, já que a portaria que restringe o trabalho nessas datas é considerada excessivamente restritiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Como houve a prorrogação de 90 dias [contando a partir de 1º de março], as regras que valem neste momento para o trabalho aos domingos e feriados são aquelas previstas nas convenções coletivas. Após esse prazo, pode haver uma regulamentação mais detalhada pelo Ministério do Trabalho que mude essa dinâmica atual”, pondera a assessora jurídica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Karina Negreli.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Para saber se está em conformidade, o empregador deve continuar consultando seu sindicato patronal para que, dentro da convenção ou em algum acordo coletivo que trate da questão, atenda a todas as obrigações e condições para o exercício da atividade”, complementa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Karina enfatiza que o negócio que mantiver o funcionamento aos domingos e feriados sem o respaldo da negociação coletiva e sem o cumprimento das escalas e folgas estabelecidas para essas datas estará, basicamente, assumindo um passivo trabalhista. “Isso tem reflexo em diversas verbas, além de poder gerar autuações por parte do Ministério do Trabalho e processos trabalhistas.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da autorização municipal para funcionar nessas datas, é essencial manter evidências de que todos os pagamentos e obrigações previstas na legislação são cumpridos, conclui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assista ao mesacast!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dwFiANA5Uc0?&amp;amp;t=2s​&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 14:49:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Redução da jornada por lei vai elevar custos, impactar empregos e pressionar contas públicas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/reducao-da-jornada-por-lei-vai-elevar-custos-impactar-empregos-e-pressionar-contas-publicas</link><description>&lt;![CDATA[Em período pré-eleitoral, propostas impõem ônus insustentáveis para pequenos negócios e reduzem drasticamente o espaço da negociação coletiva, instrumento que já permite ajustar jornadas e escalas conforme a realidade de empresas e trabalhadores]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Enquanto insistirem em reduzir a jornada de trabalho do País por imposição legal ou constitucional, o governo e o Congresso vão manter no horizonte um quadro de aumento significativo do custo laboral, prejuízo à competitividade, queda de empregabilidade e pressão sobre as contas públicas. Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), são esses elementos que estão em jogo agora, tanto nas discussões do Projeto de Lei (PL) 1.838/2026, feito pelo Poder Executivo, quanto das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 221/2019 e 08/2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há, ainda, um problema constitucional, já que a aplicação imediata da regra aos contratos vigentes, sem períodos de transição, inclusa na PEC 08/2025, fere os princípios de segurança jurídica e do ato jurídico perfeito, estabelecidos para evitar choques imediatos à sociedade em meio a mudanças legais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeitos perversos às empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ambas as propostas não consideram, em primeiro lugar, as particularidades dos segmentos produtivos e, assim, não reconhecem a complexidade das atividades. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/reducao-de-jornada-de-trabalho-para-40-horas-custaria-r-158-bilhoes-as-empresas-calcula-fecomerciosp"&gt;Um estudo da FecomercioSP&lt;/a&gt; — que, inclusive, balizou os debates recentes em torno da PEC — mostra que a elevação nos custos da folha de pagamentos, em uma eventual redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas (tal como propõe o PL), seria de R$ 158 bilhões, em um cenário conservador. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), 62% da força de trabalho celetista atua na faixa entre 40 e 44 horas semanais. Nas atividades intensivas de uso de mão de obra, como comércio, transportes e construção, o modelo de 44 horas é um padrão dominante. Nelas, a execução das tarefas depende de uma presença simultânea de trabalhadores organizados em turnos. É por isso que eles seriam os mais prejudicados pelas propostas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Agronegócio, por exemplo, tem 92% dos vínculos enquadrados nessa faixa, enquanto a Construção Civil, 91%. O Varejo (89%) e a Indústria (85%) também contam com parcelas significativas de contratos de trabalho com essa jornada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados da Entidade dão conta que uma elevação entre 10% e 22% no custo da hora trabalhada caso a jornada seja reduzida para 40 ou 36 horas, muito acima da média de 1% a 3% observada nos casos de aumento real, aplicados nas situações em que os reajustes anuais são concedidos acima da inflação das negociações coletivas. Uma elevação abrupta desse custo, sem contrapartidas nem ganhos de produtividade, com uma redução de 18% na carga semanal de trabalho, tornaria muitas operações inviáveis, principalmente para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPEs). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses negócios, que correspondem a mais de 90% do universo empresarial brasileiro e respondem por 60% dos empregos gerados por ano no País, têm pouca capacidade de absorção dos custos e convivem com margens apertadas e escassez de recursos para investir em inovação e automação. Assim, devem sofrer de forma desproporcional, ao diminuir postos de trabalho, reduzir produtos e serviços e, nos casos mais graves, fechar as portas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reflexos nas contas de prefeituras e Estados&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para além dos prejuízos às empresas, a ideia de mudar a jornada de trabalho por via legal ou constitucional afetará prefeituras, governos estaduais e até mesmo a União, que adotam o modelo de terceirização de serviços e, dessa forma, terão que arcar com a elevação da folha de pagamento das empresas contratadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jornada média é menor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que os impactos econômicos, esses projetos em debate hoje não levam em conta que o mercado de trabalho brasileiro já vem promovendo ajustes na jornada de maneira gradual, por meio de negociações coletivas. Hoje, a jornada média efetivamente trabalhada no Brasil é 39 horas semanais. Isso comprova que essa adaptação ocorre de maneira orgânica, sem intervenção estatal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na verdade, ao impor regras rígidas e padronizadas, ambas as propostas reduzem o espaço dessa negociação, contrariando todos os princípios constitucionais e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, sobretudo a Convenção 154 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que incentiva esse modelo. Essa convenção define a negociação coletiva como todas as discussões que se dão entre os empregadores e as organizações de trabalhadores para fixar as condições de trabalho e emprego. Um dos artigos do texto diz que qualquer tipo de medida sobre negociações não pode acontecer em prejuízo à liberdade do modelo. O PL do governo, assim, cria exatamente o tipo de interferência estatal que a OIT proíbe.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobilização&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em suma, para a FecomercioSP, qualquer debate sobre mudanças na jornada de trabalho deve acontecer — pela própria natureza dinâmica e pela sensibilidade às condições de produtividade e competitividade — na moldura institucional das negociações coletivas. A tentativa de enrijecer uma questão econômica como essa, colocando o Estado no centro de relações privadas por uma medida legal, é um risco econômico, fiscal, institucional e setorial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação tem atuado no Congresso, no Executivo e com as autoridades de várias instâncias para sensibilizá-las, a partir dessas demandas do setor produtivo, sobre a necessidade de um diálogo justo e equilibrado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP já é signatária do &lt;a href="https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/institucional/cni-e-instituicoes-do-setor-produtivo-divulgam-manifesto-pela-modernizacao-da-jornada-de-trabalho/?utm_campaign=Em+Bras%C3%ADlia%2C+FecomercioSP+defende+instrumento+da+negocia%C3%A7%C3%A3o+coletiva+no+debate+sobre+a+redu%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+e+o+fim+da+escala+6x1&amp;utm_content=CNI+e+institui%C3%A7%C3%B5es+do+setor+produtivo+divulgam+manifesto+pela+moderniza%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+-+Ag%C3%AAncia+de+Not%C3%ADcias+da+Ind%C3%BAstria&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=dinamize&amp;utm_term=Em+Bras%C3%ADlia%2C+FecomercioSP+defende+instrumento+da+negocia%C3%A7%C3%A3o+coletiva+no+debate+sobre+a+redu%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+e+o+fim+da+escala+6x1"&gt;Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil&lt;/a&gt;, ao lado de uma centena de representantes desse setor. O documento elenca quatro prioridades: preservação dos empregos formais; produtividade na base do desenvolvimento social e da sustentabilidade econômica; diferenciação por setor e uso da negociação coletiva para ajustes de jornadas e salários; e promoção de debates técnicos aprofundados, além de governança de diálogo social sobre essa mudança.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 10:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[As múltiplas dimensões da relação entre trabalho e tecnologia]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/as-multiplas-dimensoes-da-relacao-entre-trabalho-e-tecnologia</link><description>&lt;![CDATA[Não há espaço para refrear o avanço tecnológico no desenvolvimento das atividades produtivas e da economia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;*Karina Zuanazzi Negreli&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre trabalho e tecnologia sempre foi marcada por tens&amp;otilde;es e avan&amp;ccedil;os simult&amp;acirc;neos. Se na Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Industrial a mecaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o imp&amp;ocirc;s desafios &amp;agrave; absor&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra, o autoatendimento nas ag&amp;ecirc;ncias banc&amp;aacute;rias e a autossufici&amp;ecirc;ncia na opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de elevadores &amp;mdash; bem como a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o por biometria nos controles de acesso em condom&amp;iacute;nios e tantos outros exemplos dessa ordem &amp;mdash; tamb&amp;eacute;m foram, aos poucos, moldando essas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es para colocar o trabalho humano em posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de mais engenhosidade e, ao mesmo tempo, demonstrando a inexor&amp;aacute;vel necessidade de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da for&amp;ccedil;a laboral para o uso de novas ferramentas que lhes abrissem espa&amp;ccedil;o a novas oportunidades. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passado esse tempo, a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital e, mais recentemente, a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) n&amp;atilde;o s&amp;oacute; checam a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprendida como inauguram uma nova etapa: a da reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutural das atividades produtivas, com impactos diretos sobre a forma de contratar, fiscalizar, executar o trabalho e, especialmente, gerir neg&amp;oacute;cios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A hist&amp;oacute;ria fornece evid&amp;ecirc;ncias consistentes de que a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica promove deslocamentos relevantes de postos de trabalho, ao mesmo tempo que cria ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a robotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do computador pessoal, a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da internet e as ferramentas de IA constru&amp;iacute;ram o caminho da sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o natural nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais &amp;mdash; sobrevivem os mais aptos &amp;agrave;s adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No contexto contempor&amp;acirc;neo, a IA amplia a escala e a velocidade dessas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es indicam efeitos substanciais sobre tarefas e ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao passo que novas atividades emergem de forma cont&amp;iacute;nua, muitas delas inexistentes at&amp;eacute; poucos anos atr&amp;aacute;s. Trata-se, portanto, de um processo de destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o criativa que desafia estruturas normativas e institucionais tradicionais. Nesse cen&amp;aacute;rio, o debate jur&amp;iacute;dico-trabalhista n&amp;atilde;o pode se limitar a categorias tradicionais. A din&amp;acirc;mica contempor&amp;acirc;nea abrange desde processos seletivos mediados por algoritmos at&amp;eacute; sistemas sofisticados de controle de jornada e desempenho, al&amp;eacute;m de mecanismos digitais de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um pr&amp;ecirc;mio para executivos de Recursos Humanos (RH) realizado anualmente por uma revista especializada nesse nicho premiou, em 2025, na categoria &amp;ldquo;Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o por Todos&amp;rdquo;, iniciativas que pouparam horas de trabalho repetitivo dos times da &amp;aacute;rea com o uso de IA. Um assistente virtual apto a prestar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos colaboradores sobre benef&amp;iacute;cios, uma ferramenta avan&amp;ccedil;ada de triagem de candidaturas em processos seletivos e, ainda, um guia de cultura organizacional que visava orientar o corpo funcional sobre as posturas esperadas pela organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o exemplos do emprego da tecnologia aplicada a servi&amp;ccedil;o do trabalho humano, da alta efici&amp;ecirc;ncia e do ganho de produtividade. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;prio Estado brasileiro, em suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es Executiva, Legislativa e Jurisdicional, tem passado por intensa moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, incorporando plataformas digitais, automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fluxos e intelig&amp;ecirc;ncia de dados na presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos. No &amp;acirc;mbito do Poder Judici&amp;aacute;rio, iniciativas como o programa Justi&amp;ccedil;a 4.0/5.0 e o Domic&amp;iacute;lio Judicial Eletr&amp;ocirc;nico, institu&amp;iacute;do pelo Conselho Nacional de Justi&amp;ccedil;a, exemplificam esse movimento ao centralizar, em ambiente &amp;uacute;nico e integralmente digital, as comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es processuais, substituindo os meios tradicionais f&amp;iacute;sicos de notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e promovendo mais celeridade, efici&amp;ecirc;ncia e racionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos e recursos na tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos processos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na seara trabalhista, o Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE) implementou o Domic&amp;iacute;lio Eletr&amp;ocirc;nico Trabalhista (DET), integrado &amp;agrave; l&amp;oacute;gica de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o inaugurada pelo e-Social, como canal oficial de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o laboral e os empregadores, permitindo a ci&amp;ecirc;ncia eletr&amp;ocirc;nica de atos administrativos e conferindo mais transpar&amp;ecirc;ncia e lisura, bem como efici&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal. O sistema permite envio de notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, remessa e exame de documentos e tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos administrativos em ambiente digital, deixando as visitas da fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para inspe&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais detalhadas e relacionadas &amp;agrave; necessidade de constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fatos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo tribut&amp;aacute;rio, a Receita Federal do Brasil (RFB) tem avan&amp;ccedil;ado de forma consistente em mecanismos de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos, cruzamento de dados que evitam sonega&amp;ccedil;&amp;atilde;o e trazem facilidade ao contribuinte como no caso da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-preenchida do Imposto de Renda da Pessoa F&amp;iacute;sica (IRPF), que a cada nova vers&amp;atilde;o realiza a importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o autom&amp;aacute;tica de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de diversas bases de dados, reduzindo erros e custos de conformidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito da sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica, por sua vez, a telemedicina no Sistema &amp;Uacute;nico de Sa&amp;uacute;de (SUS) j&amp;aacute; encontra aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deve ser ampliada. Segundo o ministro da Sa&amp;uacute;de, Alexandre Padilha, informou em recente participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no painel IA para o Bem de Todos &amp;mdash; Perspectivas Brasileiras sobre o Futuro da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, durante a C&amp;uacute;pula de Impacto da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, evento global realizado na &amp;Iacute;ndia em fevereiro deste ano, uma das iniciativas do SUS na &amp;aacute;rea &amp;eacute; o Super Centro Brasil de Diagn&amp;oacute;stico do C&amp;acirc;ncer, &amp;ldquo;que utiliza&amp;nbsp;telemedicina&amp;nbsp;e tecnologias avan&amp;ccedil;adas para reduzir o tempo de an&amp;aacute;lise de bi&amp;oacute;psias de at&amp;eacute; seis meses para cerca de 15 dias&amp;rdquo;. Segundo o ministro, &amp;ldquo;desde 2023, a plataforma passou de 743 milh&amp;otilde;es para 4,3 bilh&amp;otilde;es de registros de sa&amp;uacute;de, consolidando uma das maiores bases p&amp;uacute;blicas de dados sanit&amp;aacute;rios do mundo&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como se v&amp;ecirc;, mesmo na m&amp;aacute;quina p&amp;uacute;blica, com suas conhecidas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o uso da intelig&amp;ecirc;ncia de dados, dos algoritmos e da IA j&amp;aacute; &amp;eacute; uma realidade que cresce e se espraia por todo o servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, cujo atributo da efici&amp;ecirc;ncia, prevista no Direito Administrativo, segue sendo perseguida. Enquanto isso, no campo da iniciativa privada, motor da economia (e do Produto Interno Bruto &amp;mdash; PIB), essas aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, por vezes, encontra percal&amp;ccedil;os quanto &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica desse uso, dando azo a um aparente antagonismo de parte dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os reguladores do trabalho em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos novos arranjos jur&amp;iacute;dico-contratuais que sustentam, por exemplo, o trabalho plataformizado e outras ferramentas de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o laboral (nesse abrangidas as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es celetistas e aut&amp;ocirc;nomas).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o talvez possa ser explicada pela avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grande universo de diferentes modalidades de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, sempre sob a perspectiva da Consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Leis do Trabalho (CLT), concebida em 1943, estruturada para uma realidade industrial, est&amp;aacute;tica e fortemente hierarquizada. Ainda que a Reforma Trabalhista de 2017 tenha promovido avan&amp;ccedil;os relevantes &amp;mdash; como o reconhecimento de novas modalidades contratuais e a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho remoto &amp;mdash;, &amp;eacute; evidente que o ritmo legislativo n&amp;atilde;o acompanha a velocidade das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, sobretudo na era da IA e da gest&amp;atilde;o orientada por dados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A recente discuss&amp;atilde;o travada na A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Direta de Inconstitucionalidade por Omiss&amp;atilde;o (ADO) 73, no &amp;acirc;mbito do Supremo Tribunal Federal (STF), evidencia esse descompasso ao apontar a necessidade de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do art. 7&amp;ordm;, XXVII, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal, que trata da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o em face da automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O desafio, entretanto, n&amp;atilde;o reside apenas em legislar, mas em faz&amp;ecirc;-lo com precis&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica e sensibilidade econ&amp;ocirc;mica, evitando a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entraves que comprometam a produtividade, a competitividade e a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas, da for&amp;ccedil;a de trabalho e da sociedade como um todo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; fundamental reconhecer que as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais contempor&amp;acirc;neas nem sempre se enquadram em moldes celetistas r&amp;iacute;gidos. A sociedade atual &amp;eacute; marcada por mobilidade, fluidez e m&amp;uacute;ltiplas formas de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o produtiva. Plataformas digitais, trabalho sob demanda e arranjos h&amp;iacute;bridos desafiam a l&amp;oacute;gica bin&amp;aacute;ria entre emprego subordinado e autonomia, exigindo abordagens interpretativas mais sofisticadas por parte dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os decis&amp;oacute;rios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro vetor relevante &amp;eacute; a mudan&amp;ccedil;a geracional. As novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m expectativas distintas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao trabalho: valorizam flexibilidade, prop&amp;oacute;sito, autonomia e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a tecnologia. Ignorar essas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es significa fragilizar a pr&amp;oacute;pria efetividade da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal. A tutela adequada n&amp;atilde;o &amp;eacute; aquela que imp&amp;otilde;e modelos tradicionais, mas a que reconhece e legitima os arranjos produtivos constru&amp;iacute;dos por uma for&amp;ccedil;a de trabalho mais informada, conectada e capaz de autodetermina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Frente a esse quadro, surge uma dupla necessidade. De um lado, int&amp;eacute;rpretes do Direito do Trabalho &amp;mdash; magistrados, auditores e demais operadores &amp;mdash; devem alinhar-se com a velocidade das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, adotando leituras mais aderentes &amp;agrave; realidade contempor&amp;acirc;nea. De outro, o Estado deve exercer autoconten&amp;ccedil;&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, evitando respostas normativas precipitadas que possam inibir a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Alcan&amp;ccedil;ar esse equil&amp;iacute;brio requer coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Estado e sociedade civil, por isso, buscando colaborar na reflex&amp;atilde;o sobre as m&amp;uacute;ltiplas dimens&amp;otilde;es da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre trabalho e tecnologia, o Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Trabalho da FecomercioSP organizou a colet&amp;acirc;nea &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/2026/04/13/o_mundo_do_trabalho_na_era_dos_algoritmos.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;O mundo do trabalho na era dos algoritmos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, contribuindo de forma propositiva para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma agenda que busca equilibrar produtividade, competitividade e a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos fundamentais do trabalho, como um convite para pensar o futuro do trabalho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conclus&amp;atilde;o &amp;eacute; clara: n&amp;atilde;o h&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o para refrear o avan&amp;ccedil;o tecnol&amp;oacute;gico no desenvolvimento das atividades produtivas e da economia. Trata-se de um fen&amp;ocirc;meno estrutural e inexor&amp;aacute;vel. Cabe ao Estado, portanto, n&amp;atilde;o obstruir esse processo, mas atuar como facilitador, promovendo qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, incentivando a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o economicamente ativa e garantindo um ambiente institucional que concilie prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o social com efici&amp;ecirc;ncia econ&amp;ocirc;mica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Karina Zuanazzi Negreli &amp;eacute; assessora jur&amp;iacute;dica da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo publicado originalmente no &lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/as-multiplas-dimensoes-da-relacao-entre-trabalho-e-tecnologia" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;portal Jota&lt;/a&gt;, em 17 de abril de 2026.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 08:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Redução de jornada de trabalho para 40 horas custaria R$ 158 bilhões às empresas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/reducao-de-jornada-de-trabalho-para-40-horas-custaria-r-158-bilhoes-as-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Dados mostram que seis em cada dez trabalhadores formais atuam na faixa entre 40 e 44 horas semanais atualmente; agronegócio, varejo, alguns serviços e indústria seriam severamente afetados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;strong id="isPasted"&gt;R$ 158 bilhões.&lt;/strong&gt; Esse será o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do País, em um cenário conservador, caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas vá adiante, segundo cálculos feitos pela&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, do Ministério do Trabalho&lt;strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Esse montante seria ainda maior – de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;R$&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;610 bilhões&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;– se a proposta de diminuir a jornada para 36 horas semanais triunfasse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Entidade, isso significaria um choque de custos muito elevado para esses negócios – a maioria formada por Micro, Pequenas e Médias Empresas que dão a tônica da economia brasileira, e ainda arcam com o grosso dos tributos, em uma conjuntura de margens apertadas, juros elevados, dificuldade no acesso ao crédito e burocracia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;setor de Serviços, por ser maior, seria mais impactado&lt;/strong&gt;, com elevação de quase R$ 80 bilhões na sua folha de pagamentos. A indústria (R$ 35 bi) e varejo (R$ 30,4) bi também seriam severamente afetados pela mudança [&lt;em&gt;tabela 1&lt;/em&gt;].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Aumento absoluto do custo da folha de pagamentos por setor produtivo – Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Março de 2026&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="558"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo adicional – PEC 36 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo adicional – PEC 40 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;Agronegócio&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 17.226.636.142&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 5.212.852.529&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Indústria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 122.154.602.462&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 35.923.612.228&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;Construção civil&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 31.974.785.893&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 9.677.858.102&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 100.625.040.295&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 30.432.386.249&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Serviços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 337.706.441.204&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 76.961.844.549&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;Turismo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 672.745.840&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 200.534.891&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Total&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 610.360.251.836&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 158.409.088.548&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;De acordo com a RAIS, cerca de 35,7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com vínculos formais estão enquadrados na faixa entre 40 e 44 horas semanais trabalhadas, algo que representa &lt;strong&gt;62% da força de trabalho celetista do Brasil&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;[&lt;em&gt;tabela 3&lt;/em&gt;]. Vale ressaltar que, nas atividades intensivas de uso de mão de obra, os casos do comércio, logística, construção, atendimento, a jornada de 44 horas é o padrão dominante. Nelas, a execução das atividades depende da presença simultânea de trabalhadores organizados em turnos. Esses segmentos serão mais prejudicados caso a proposta seja aprovada. O agronegócio, por exemplo, tem 92% dos vínculos celetistas enquadrados nessa faixa, a construção civil, 91%. Varejo (89%) e indústria (85%) também possuem parcelas significativas de contratos de trabalho com essa jornada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Distribuição de faixas de jornadas de trabalho por setores da economia – Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP/RAIS 2024&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Março de 2026&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="773"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;br&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Menos de 36 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre 36 e 40 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre 40 e 44 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais de 44 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Total&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Agronegócio&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;55.299&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;29.121&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;1.643.092&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;51.665&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.779.176&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Indústria&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;644.198&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;445.348&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;7.398.926&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;209.413&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;8.697.885&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Construção civil&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;108.698&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;56.384&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;2.616.132&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;93.497&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2.874.711&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Varejo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;540.514&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;233.665&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;9.155.971&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;352.689&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;10.282.839&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Serviços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;10.838.329&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;7.589.245&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;13.889.968&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;511.621&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;32.829.162&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Turismo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;101.317&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;55.106&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;1.063.924&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;44.001&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.264.347&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Total&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;12.288.354&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;8.408.868&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;35.768.013&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;1.262.886&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;57.728.120&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, a proposta de diminuir a jornada a 40 horas &lt;strong&gt;resultaria em aumento no custo da folha para trabalhadores que, hoje, trabalham 44 horas ou mais por semana&lt;/strong&gt;. Em termos técnicos, trata-se de redução da quantidade de horas trabalhadas sem diminuição proporcional do salário – o que eleva diretamente o custo da hora trabalhada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se hoje um funcionário é contratado para uma jornada de 220 horas (44 horas semanais) por um salário de R$ 2.200, significa que o custo da hora trabalhada é de R$ 10. Caso a jornada seja reduzida para 40 horas (200 horas) e o salário permaneça inalterado, o custo dessa hora subiria 10% para R$ 11. Caso seja aprovada a redução para 36 horas, esse aumento seria de 22,2% para R$ 12,22. Como absorver este custo?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;EFEITOS OPERACIONAIS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos impactos econômicos, a redução de jornada exigirá que empregadores &lt;strong&gt;reorganizem as escalas de trabalho dos seus colaboradores ao longo da semana.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O problema é que, hoje, boa parte dos setores – notadamente o varejo e parcela significativa dos serviços – trabalha todos os dias. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É um resultado da própria lógica da economia moderna, em que o empresas e consumidores demandam produtos e serviços todos os dias. O abastecimento, os serviços de transportes e logística, de saúde, o comércio, entre outras atividades trabalham de maneira praticamente ininterrupta e uma eventual mudança de escalas reduzirá a disponibilidade de força de trabalho por dia da semana e isso tende a gerar um desequilíbrio entre demanda de cobertura e oferta efetiva de trabalho em dias úteis, elevando custos e reduzindo capacidade de atendimento. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a FecomercioSP, propostas que busquem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores são bem-vindas, mas a redução da jornada de trabalho e de escalas tende a gerar mais impactos negativos do que positivos. Diante do aumento de custos e da impossibilidade de absorvê-los, as empresas buscarão alternativas como reduzir contratações, demitir funcionários celetistas e migrar para modelos de contratação informal, acelerar a automatização, demitir funcionários mais experientes e de maior salário por trabalhadores com salário menor, e nos casos em que a presença é do trabalhador é obrigatória, haverá repasse para os preços, gerando inflação, entre outras consequências negativas. E nesse último caso, o impacto sobre os serviços públicos está sendo pouco debatido. Como lidar com a necessidade de cobrir a escala de profissionais como enfermeiros, motoristas de ônibus, entre outros profissionais? &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas, na verdade, sobrarão poucas opções: ou terão que reduzir o horário de operação – cujos impactos serão relevantes sobre a economia –, ou vão elevar os preços de seus produtos e/ou serviços para compensar essa alta desse custo do trabalho, ou vão demitir funcionários para manter contas em dia, já que boa parte delas não terá condição de arcar com uma nova contratação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tem atuado junto ao Congresso, ao Executivo e a autoridades de várias instâncias para mobilizá-las, a partir das demandas do setor produtivo, sobre um diálogo justo e equilibrado sobre essa medida. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recentemente, a Entidade assinou o Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil, ao lado de uma centena de representantes desse setor. O documento elenca quatro prioridades: a preservação dos empregos formais, a produtividade como base para gerar desenvolvimento social e sustentabilidade econômica, a diferenciação por setor e o uso da negociação coletiva para ajustes de jornadas e salários e a promoção de debates técnicos aprofundados, além de governança de diálogo social sobre esse tipo de mudança.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 14:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Escala 6x1 e jornada de trabalho: o que está em discussão no Brasil]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/escala-6x1-e-jornada-de-trabalho-o-que-esta-em-discussao-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Propostas buscam reduzir a jornada de 44 horas e alterar sua distribuição semanal]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Reduzir a jornada de trabalho envolve uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o complexa entre produtividade, custos e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas &amp;mdash; especialmente em setores que dependem fortemente de m&amp;atilde;o de obra. Os debates que ocorrem no Congresso prop&amp;otilde;em tanto o fim da escala 6x1 quanto a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada para 40 ou at&amp;eacute; 36 horas semanais. Para o setor produtivo, o principal ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; no custo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Se houver redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada sem ganho de produtividade, o custo da hora trabalhada vai subir. O empres&amp;aacute;rio ter&amp;aacute; o mesmo sal&amp;aacute;rio com menos horas de trabalho&amp;rdquo;, alerta Leandro Almeida, assessor jur&amp;iacute;dico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP). Hoje, a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece o limite de 44 horas semanais de trabalho, mas, na pr&amp;aacute;tica, a m&amp;eacute;dia j&amp;aacute; &amp;eacute; menor, fruto de negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto de uma eventual redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ser ainda maior para Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e para setores intensivos em m&amp;atilde;o de obra, como Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os, onde a folha de pagamento representa um ativo pesado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesacast FecomercioSP Orienta ainda refor&amp;ccedil;a a import&amp;acirc;ncia de acompanhar as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas e de antecipar an&amp;aacute;lises internas, como simula&amp;ccedil;&amp;otilde;es de custo e revis&amp;atilde;o de escalas. &amp;ldquo;&amp;Eacute; crucial que os empres&amp;aacute;rios se mantenham atualizados sobre as conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas de suas categorias, pois elas podem antecipar ou influenciar os debates sobre redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornada&amp;rdquo;, Almeida pondera.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa traz orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para quem precisa tomar decis&amp;otilde;es em meio a um cen&amp;aacute;rio ainda em discuss&amp;atilde;o. Confira!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dMq36YQheBU?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 13:52:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O seu chefe é um algoritmo!]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/o-seu-chefe-e-um-algoritmo</link><description>&lt;![CDATA[Como a tecnologia passou a gerir jornadas, desempenho e decisões no mundo laboral]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Jos&amp;eacute; Pastore&lt;/em&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O seu chefe &amp;eacute; um algoritmo!&amp;rdquo;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Com esse t&amp;iacute;tulo, os pesquisadores europeus Antonio Aloisi e Valerio De Stefano publicaram um livro que v&amp;ecirc; o algoritmo como b&amp;aacute;sico para caracterizar as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do trabalho com v&amp;iacute;nculo empregat&amp;iacute;cio&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;. O tema &amp;eacute; dos mais pol&amp;ecirc;micos e tem ocupado grande parte dos debates e decis&amp;otilde;es dos tribunais do trabalho no Brasil e no exterior. Vale a pena, portanto, compreender o que s&amp;atilde;o os algoritmos, bem como suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es e seus limites.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que s&amp;atilde;o algoritmos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o conjuntos de instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;oacute;gicas, abstratas e hierarquizadas destinados a executar tarefas predeterminadas. S&amp;atilde;o usados para resolver problemas, organizar dados ou tomar decis&amp;otilde;es de forma autom&amp;aacute;tica. As instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos algoritmos s&amp;atilde;o campe&amp;atilde;s de objetividade, uma vez que n&amp;atilde;o requerem muito esfor&amp;ccedil;o mental para serem operadas, sendo seguidas de forma autom&amp;aacute;tica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitos deles fazem opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que os seres humanos n&amp;atilde;o conseguem fazer com alta velocidade de respostas, como a tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de grandes textos em poucos segundos, a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mesma fala em v&amp;aacute;rias l&amp;iacute;nguas, o reconhecimento artificial instant&amp;acirc;neo e outras. Com isso, eles eliminam muitas tarefas manuais, ganham escala, padronizam a execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, reduzem os erros humanos e operam com grande escalabilidade &amp;mdash; al&amp;eacute;m de, em muitos casos, proporcionarem claros ganhos de produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As a&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais conhecidas dos algoritmos est&amp;atilde;o presentes nas &amp;aacute;reas de Log&amp;iacute;stica e Compras. No primeiro caso, s&amp;atilde;o eles que conduzem as pessoas em rotas r&amp;aacute;pidas nos sistemas de transporte. No segundo, proporcionam a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compras de modo r&amp;aacute;pido e diferenciado. Assim, abrem novas oportunidades de neg&amp;oacute;cios e trabalho. &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com base na observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es anteriores, os algoritmos ganham mem&amp;oacute;ria e rapidamente captam os gostos e as tend&amp;ecirc;ncias das pessoas. Essa mem&amp;oacute;ria &amp;eacute; fruto do est&amp;iacute;mulo repetido dos pr&amp;oacute;prios usu&amp;aacute;rios. Quando os algoritmos percebem que uma pessoa gosta de determinado conte&amp;uacute;do, passam a recomendar conte&amp;uacute;dos semelhantes, mantendo os usu&amp;aacute;rios fidelizados e bem-informados. Isso vale para o campo dos valores sociais. Por exemplo, quando percebem que um usu&amp;aacute;rio tem prefer&amp;ecirc;ncia por determinadas ideias, os algoritmos repetem os mesmos est&amp;iacute;mulos e omitem est&amp;iacute;mulos contr&amp;aacute;rios. Isso &amp;eacute; conseguido por meio de um sistema de pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o que define as tend&amp;ecirc;ncias dos usu&amp;aacute;rios. S&amp;atilde;o observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es realizadas em fra&amp;ccedil;&amp;otilde;es de segundos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com isso, os algoritmos ajudam a formar &amp;ldquo;clientelas fidelizadas&amp;rdquo;. Quando percebem, por exemplo, que um usu&amp;aacute;rio gosta de um pol&amp;iacute;tico de esquerda, omitem sinais que elogiem ou promovam posicionamentos de direita.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, assim, v&amp;atilde;o monitorando as ideias e as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es das pessoas. Nesse processo, os algoritmos v&amp;atilde;o aprendendo o que o p&amp;uacute;blico mais gosta para mostrar mais conte&amp;uacute;dos parecidos no mesmo campo de vis&amp;atilde;o e aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nesse sentido, pode-se dizer que os algoritmos tomam decis&amp;otilde;es pelas pessoas e induzem o seu comportamento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Algoritmos no trabalho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O trabalho humano n&amp;atilde;o est&amp;aacute; imune &amp;agrave;s transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas em curso no mundo. Em primeira inst&amp;acirc;ncia, os algoritmos v&amp;ecirc;m sendo usados em &amp;aacute;reas como Recrutamento e Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Pessoas, guiando as an&amp;aacute;lises de curr&amp;iacute;culos e perfis profissionais, por exemplo. Mas n&amp;atilde;o para por a&amp;iacute;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os algoritmos j&amp;aacute; assumem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es tradicionalmente exercidas por gestores humanos, como o controle e a governan&amp;ccedil;a das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho. S&amp;atilde;o utilizados para decis&amp;otilde;es de promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desligamento de empregados; para o monitoramento de hor&amp;aacute;rios, pausas e jornadas; e para a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de gratifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e penalidades. A pr&amp;oacute;pria mensura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da produtividade e a proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desempenho futuro passaram a ser mediadas pela tecnologia. Nesse contexto, consolida-se um modelo de supervis&amp;atilde;o e controle que caracteriza a chamada subordina&amp;ccedil;&amp;atilde;o algor&amp;iacute;tmica.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; magistrados que veem esse conceito como suficiente para caracterizar um v&amp;iacute;nculo empregat&amp;iacute;cio, afastando a possibilidade de trabalho aut&amp;ocirc;nomo. Trata-se de um campo dos mais controvertidos, gerando um enorme volume de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas que questionam o car&amp;aacute;ter aut&amp;ocirc;nomo de muitas atividades realizadas por meio de plataformas digitais baseadas na a&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos algoritmos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, o car&amp;aacute;ter aut&amp;ocirc;nomo do trabalho ancorado em plataformas digitais vem das caracter&amp;iacute;sticas de liberdade que envolve os seus operadores. No caso de motoristas de aplicativos, por exemplo, eles mant&amp;ecirc;m a liberdade de trabalhar nos hor&amp;aacute;rios que desejam e at&amp;eacute; mesmo combinar esse tipo de atividade com a do emprego formal. Apesar de suas atividades serem controladas pelos algoritmos, essas pessoas t&amp;ecirc;m a liberdade de trabalhar como quiserem, correndo por sua pr&amp;oacute;pria conta o risco da sua atividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; claro que essa atividade laboral, como qualquer outra, demanda prote&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;mdash; em especial a previdenci&amp;aacute;ria, que garante recursos para dias parados por acidente ou doen&amp;ccedil;a, assim como aposentadoria por idade e/ou tempo de servi&amp;ccedil;o. Ali&amp;aacute;s, as leis brasileiras exigem a vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o previdenci&amp;aacute;ria para os que trabalham de modo aut&amp;ocirc;nomo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, para quem atua no transporte de passageiros por meio de plataformas digitais, h&amp;aacute; iniciativas legislativas recentes que apontam para a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de prote&amp;ccedil;&amp;otilde;es previdenci&amp;aacute;rias aos motoristas. Esse &amp;eacute; o caso do Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2024, em debate no Congresso Nacional. A consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse tipo de marco normativo servir&amp;aacute; de inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outras formas de trabalho aut&amp;ocirc;nomo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em &amp;uacute;ltima an&amp;aacute;lise, n&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio enquadrar o trabalho aut&amp;ocirc;nomo no v&amp;iacute;nculo empregat&amp;iacute;cio para que os trabalhadores desfrutem de prote&amp;ccedil;&amp;otilde;es que, de resto, s&amp;atilde;o oferecidas pelo sistema previdenci&amp;aacute;rio. Uma discuss&amp;atilde;o decisiva para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de modelos de trabalho mais inclusivos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;sup&gt;&lt;em&gt;[1]&lt;/em&gt;&lt;/sup&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Antonio Aloisi e Valerio de Stefano, &lt;strong&gt;Your boss is an algorithm&lt;/strong&gt;, Oxford: HART Ed., 2022. &amp;nbsp;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Soci&amp;oacute;logo, &amp;eacute; professor de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho na Faculdade de Economia, Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Contabilidade e Atu&amp;aacute;ria da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP) e presidente do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo integra colet&amp;acirc;nea &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/2026/02/25/o_mundo_do_trabalho_na_era_dos_algoritmos.pdf"&gt;O Mundo do Trabalho na Era dos Algoritmos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, produzida pelo Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 16 Mar 2026 10:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Entidades e relator da PEC da escala 6x1 alertam para custo excessivo sobre emprego e empresas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/entidades-e-relator-da-pec-da-escala-6x1-alertam-para-custo-excessivo-sobre-emprego-e-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião da Frente Parlamentar pelo Ambiente de Negócios, FecomercioSP e mobilização empresarial reforçam o risco de 1,2 milhão de demissões e queda de 6,2% no PIB]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reforçou sua preocupação com a redução da jornada de trabalho em mais uma rodada de debates sobre o fim da escala 6x1, em Brasília, em articulação ao lado de uma grande mobilização empresarial. Realizado na última quarta-feira (11), o encontro foi promovido pela Frente Parlamentar pelo Ambiente de Negócios (FPN), com o apoio do Instituto Unidos Brasil (IUB) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O evento reuniu lideranças partidárias, parlamentares, representantes do setor produtivo e integrantes da imprensa, e foi uma oportunidade para encaminhar os próximos passos em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que propõe alteração da jornada de trabalho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasião, o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Paulo Azi (União-BA), sustentou que é preciso dar a segurança necessária para que não se percam empregos e produtividade com as mudanças propostas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O posicionamento de Azi está na mesma linha do que tem argumentado a FecomercioSP e outras entidades representativas dos setores da economia. O deputado lembrou, ainda, que, neste primeiro momento, a discussão na CCJ deve focar na constitucionalidade da proposta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Nós vamos analisar se está correto ou não trazer para o texto constitucional uma redução da jornada e da escala de trabalho. Mas é preciso entender como as empresas, de acordo com suas atividades, vão se adequar às mudanças, assim como qual será a participação do governo para garantir que não haja perda de empregos, renda e produtividade”, pontuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rito após CCJ&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Azi, a proposta deve ser analisada pela CCJ até abril. Ele garantiu, contudo, que o debate no colegiado ouvirá o setor produtivo antes de o relatório final ser apresentado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em maio, deverá ser instalada uma comissão especial para analisar o texto, caso a CCJ admita a constitucionalidade da PEC. É na comissão especial que eventuais mudanças poderão ser feitas, quando ocorrerá a análise do mérito da proposta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após essas primeiras fases, a PEC deverá ser analisada pelo plenário da Câmara até junho, antes do recesso parlamentar. Se aprovada, seguirá para o Senado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeito contrário ao pretendido&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o evento com parlamentares e representantes da articulação empresarial, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) alertou que a PEC da redução da jornada pode repetir o efeito da PEC das domésticas: garantir direitos no papel, mas empurrar trabalhadores para a informalidade pelo aumento do custo de contratação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A gente não pode cair na ilusão de que a lei sempre vai melhorar a vida das pessoas, principalmente quando se fala de economia. Isso não é verdade, porque, quando a norma não se pauta pelo conhecimento econômico, não causa efeito na realidade. Sem aumento de produtividade, a gente não tem mudança econômica”, disse Kataguiri.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo econômico&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP foi representada pelo presidente do Sindlojas de Campinas, Carlos Augusto Gobbo. Ele reforçou, nas conversas com parlamentares, o posicionamento da Entidade sobre a proposta, defendendo a manutenção dos acordos coletivos e que a discussão da PEC ocorra apenas após as eleições deste ano, evitando, assim, a contaminação político-eleitoral.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tem levado às frentes parlamentares a preocupação com os reflexos econômicos da proposta. Cálculos da Federação indicam que, caso aprovada, a medida elevaria o custo do trabalho em 22% no Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O efeito para as Micro e Pequenas Empresas (MPE) seria significativo, considerando que são esses negócios que mais pagam tributos, têm menos recursos para se manter e, ainda assim, geram pelo menos 1 milhão de empregos por ano, segundo o Sebrae. Caso a proposta torne-se lei, a estimativa é de que cerca de 1,2 milhão de vagas sejam eliminadas já no primeiro ano, o que poderia levar a uma queda de até 6,2% no Produto Interno Bruto (PIB).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa linha, o presidente da FPN, deputado Mendonça Filho (União-PE), opinou que, mais do que discutir a escala e a jornada de trabalho, também é preciso debater produtividade e renda. “Se reduzirmos a jornada, consequentemente poderá haver uma diminuição da renda. Além disso, também é preciso discutir qual será a quota de participação do governo para viabilizar a mudança da jornada de trabalho sem prejuízo à produtividade e aos postos de trabalho”, pontuou o parlamentar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a Federação, as entidades e os parlamentares também enfatizaram a necessidade de que a discussão não seja contaminada pelo debate eleitoral, devendo ser conduzida com responsabilidade e critérios técnicos para evitar danos para os trabalhadores e para as empresas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 12 Mar 2026 13:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[MPEs terão dificuldade de absorver custo operacional com a ampliação da licença-paternidade]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/pmes-terao-dificuldade-de-absorver-custo-operacional-com-a-ampliacao-da-licenca-paternidade</link><description>&lt;![CDATA[Congresso aumenta afastamento para até 20 dias de forma escalonada; estudo da FecomercioSP aponta elevação de despesas de 25% a 37% na substituição de mão de obra]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Projeto de Lei que amplia gradualmente a licença-paternidade até 20 dias, aprovado pelo Senado em março e encaminhado à sanção presidencial, deve comprometer cerca de 30% das operações das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e elevar em até 37% os gastos com pessoal nesses negócios — um custo impraticável. Os dados são de um &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/licenca-paternidade-de-20-dias-multiplicaria-gastos-das-pequenas-empresas?%2Fnoticia%2Flicenca-paternidade-de-20-dias-multiplicaria-gastos-das-pequenas-empresas="&gt;estudo produzido pela&amp;nbsp;&lt;/a&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e encaminhado ao Senado durante a tramitação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação atuou no processo legislativo para garantir que a proposta ampliasse gradualmente o benefício ao longo de três anos, o que foi atendido. A Entidade também mobilizou parlamentares para que a licença de 30 dias, proposta inicialmente na Câmara, não avançasse. Entretanto, o ideal seria que o tempo de afastamento do empregado não ultrapassasse 15 dias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A licença terá duração de:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;. 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;. 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;. 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A licença — de até 20 dias, sem prejuízo do emprego e do salário — vale para os casos de nascimento, adoção ou guarda judicial de criança ou adolescente. O salário-paternidade será equivalente à remuneração integral do trabalhador, proporcional ao período de afastamento, e custeado pelo INSS.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obrigação do empregado de comunicar o afastamento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pelo texto aprovado, o trabalhador deve comunicar ao empregador, com pelo menos 30 dias de antecedência, a data prevista para o início da licença, acompanhada de atestado médico com a previsão do parto ou de certidão da Vara da Infância e da Juventude. Em caso de parto antecipado, o afastamento é imediato, e o empregador deve ser notificado o quanto antes. Nessa situação, após o nascimento, o trabalhador apresenta a certidão de nascimento, ou o termo judicial de guarda em caso de adoção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobilização em defesa das PMEs&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tem manifestado preocupação em torno de projetos de âmbito trabalhista que podem comprometer as operações de cerca de 90% das empresas do País, justamente as pequenas, responsáveis pela maior parte da ocupação formal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal agravante nessa situação são os encargos operacionais e despesas com o quadro funcional decorrentes da substituição do trabalhador durante o afastamento acima de 15 dias: contratação temporária, horas extras e treinamento de mão de obra, com reflexo direto na produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados apontam para um aumento linear e consistente de cerca de 25% nos custos, independentemente da estratégia de substituição do empregado adotada (horas extras, trabalhador temporário ou intermitente). O principal fator de impacto é a maior duração do afastamento, e não o modelo de cobertura utilizado pela empresa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso ocorre porque as MPEs operam em condições com pouca “margem de manobra”:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;60% delas contam com até quatro funcionários. A ausência de apenas um colaborador representa a perda imediata de 20% a 50% da força produtiva;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;em estruturas tão enxutas e com margens de lucro que variam entre 3% e 8%, qualquer afastamento prolongado tende a provocar efeitos operacionais sensíveis, como sobrecarga da equipe, fadiga, queda de produtividade, propensão a erros, redução da capacidade de atendimento e aumento de custos com treinamento.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;As alternativas de reposição da mão de obra mais comuns resultam em custos mais altos. Veja a seguir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Horas extra&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;s:&lt;/strong&gt; em ambos os períodos de licença, o uso de horas extras geraria um acréscimo de aproximadamente 20% em relação ao custo habitual por trabalhador. O impacto absoluto da licença de 20 dias seria significativamente maior, já que a quantidade de horas suplementares necessárias cresce na mesma proporção da duração do afastamento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Temporário&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;s:&lt;/strong&gt; os custos aumentariam conforme a duração da licença. Em afastamentos de 15 dias, essa modalidade elevaria as despesas em cerca de 32%, chegando a aproximadamente 37% quando o período se estender para 20 dias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Intermitentes&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; o impacto também cresceria com o tempo de afastamento. Para licenças de 15 dias, o acréscimo nos custos seria de cerca de 22%, chegando a aproximadamente 24% em licenças de 20 dias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Somando-se as licenças já previstas em lei (luto, casamento, doação de sangue, alistamento militar e acompanhamentos pré-natal e familiar), hoje, um trabalhador pode se ausentar por até 18 dias. Com mais 20 dias de licença, esse total mais do que dobrará.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Solução deveria vir por meio de negociação&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses resultados mostram que a ampliação da licença-paternidade, embora tenha objetivos sociais relevantes, deveria considerar a capacidade de adaptação dos pequenos negócios. Estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que, em países desenvolvidos, a licença costuma variar entre 11 e 15 dias — patamar que já pressiona economias menos robustas, como a brasileira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que o ordenamento jurídico conte com ferramentas suficientes para assegurar a ampliação da licença por meio da negociação coletiva e/ou da adesão empresarial aos programas de incentivo legal (Empresa Cidadã), não é viável ou sustentável que o período obrigatório ultrapasse os 15 dias praticados nas nações mais desenvolvidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante desse conjunto de evidências, a FecomercioSP entende que qualquer extensão deveria ocorrer de forma gradual e responsável, sempre apoiada em instrumentos já existentes, como a negociação coletiva e os programas de incentivo legal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 11 Mar 2026 13:45:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item></channel></rss>
