<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Trabalho - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/legislacao/trabalho</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Fri, 10 Apr 2026 18:56:21 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Trabalho - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/legislacao/trabalho</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Legislação]]</category><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Setor de reciclagem conquista isenção e aproveitamento de créditos tributários]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/setor-de-reciclagem-conquista-isencao-e-aproveitamento-de-creditos-tributarios</link><description>&lt;![CDATA[Após anos de articulação da FecomercioSP e do Sindinesfa, Congresso aprova PL que viabiliza aproveitamento de PIS/Cofins na compra de insumos recicláveis e isenta a venda de resíduos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s anos de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o por melhores regras de aproveitamento de cr&amp;eacute;ditos tribut&amp;aacute;rios para o segmento de reciclagem, o Senado finalmente aprovou o aguardado Projeto de Lei (PL) 1.800/2021, que permite o cr&amp;eacute;dito em tributos em PIS e Cofins na compra de produtos recicl&amp;aacute;veis e isenta a venda de res&amp;iacute;duos e sobras para empresas de reciclagem. O texto aguarda san&amp;ccedil;&amp;atilde;o presidencial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fruto de mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o setorial no Congresso, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o preserva a proposta original e atende &amp;agrave;s necessidades do setor. A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://sindinesfa.org.br/"&gt;Sindicato do Com&amp;eacute;rcio Atacadista de Sucata Ferrosa e N&amp;atilde;o Ferrosa do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Sindinesfa)&lt;/a&gt;&lt;a id="_anchor_2" href="applewebdata://496A551E-A610-4FA9-AF09-31A33A9E8D53#_msocom_2" language="JavaScript" name="_msoanchor_2"&gt;&lt;/a&gt;, agora, atuam pela san&amp;ccedil;&amp;atilde;o integral do PL.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A necessidade dessa reforma legislativa decorre de uma decis&amp;atilde;o do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual discutiu a constitucionalidade da norma que vedava a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos de PIS e Cofins na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de insumos recicl&amp;aacute;veis. Ao declarar a inconstitucionalidade de dois artigos da Lei 11.196/2005, o STF buscou reinserir o setor no regime de n&amp;atilde;o cumulatividade aplicado aos demais agentes econ&amp;ocirc;micos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PL no Congresso, a nova regra vai derrubar a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do aproveitamento desses cr&amp;eacute;ditos. Isso valer&amp;aacute; tanto para res&amp;iacute;duos quanto aparas de pl&amp;aacute;stico, papel ou cart&amp;atilde;o, vidro, ferro ou a&amp;ccedil;o, cobre, n&amp;iacute;quel, alum&amp;iacute;nio, chumbo, zinco e estanho, entre outros. O cr&amp;eacute;dito que n&amp;atilde;o tiver sido aproveitado em determinado m&amp;ecirc;s poder&amp;aacute; ser utilizado nos meses seguintes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso das vendas desses materiais, a isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m se aplicar&amp;aacute; a PIS e Cofins. Empresas de coleta, reciclagem e cooperativas de catadores t&amp;ecirc;m direito ao benef&amp;iacute;cio fiscal, contanto que sejam tributadas pelo lucro real. Em suma, o resultado ser&amp;aacute; ben&amp;eacute;fico tanto para a Ind&amp;uacute;stria quanto para o Com&amp;eacute;rcio e as cooperativas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos &amp;uacute;ltimos anos, decis&amp;otilde;es judiciais haviam enquadrado as empresas no regime aplicado a outros agentes, como o lucro real n&amp;atilde;o cumulativo. Na pr&amp;aacute;tica, isso derrubou uma isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vigorou por 15 anos, igualando erroneamente essa atividade ao extrativismo. A medida ignorou as prioridades ambientais da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da Pol&amp;iacute;tica Nacional de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos (PNRS), gerando um retrocesso ao tratar a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais como se fosse extra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos naturais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A cadeia de reciclagem &amp;eacute; formada, em sua maior parte, por pessoas f&amp;iacute;sicas e por pequenos dep&amp;oacute;sitos. Esse ecossistema &amp;eacute; fundamental para a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de insumos em novos produtos e para a reutiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; processos que trazem benef&amp;iacute;cios ao meio ambiente, valorizam a economia circular e precisam ter a sua relev&amp;acirc;ncia mais reconhecida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos recicl&amp;aacute;veis no Brasil ainda &amp;eacute; incipiente: segundo o &lt;a href="https://indicadores-sinisa-2025.cidades.gov.br/"&gt;Painel de Indicadores do Minist&amp;eacute;rio das Cidades&lt;/a&gt;, cerca 2,17% do total de recicl&amp;aacute;veis coletado em 2024 recebeu esse tratamento efetivo. Sem a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor, esse porcentual teria como destino lix&amp;otilde;es e aterros.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 31 Mar 2026 14:31:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Redução de jornada de trabalho para 40 horas custaria R$ 158 bilhões às empresas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/reducao-de-jornada-de-trabalho-para-40-horas-custaria-r-158-bilhoes-as-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Dados mostram que seis em cada dez trabalhadores formais atuam na faixa entre 40 e 44 horas semanais atualmente; agronegócio, varejo, alguns serviços e indústria seriam severamente afetados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;strong id="isPasted"&gt;R$ 158 bilhões.&lt;/strong&gt; Esse será o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do País, em um cenário conservador, caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas vá adiante, segundo cálculos feitos pela&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, do Ministério do Trabalho&lt;strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Esse montante seria ainda maior – de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;R$&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;610 bilhões&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;– se a proposta de diminuir a jornada para 36 horas semanais triunfasse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Entidade, isso significaria um choque de custos muito elevado para esses negócios – a maioria formada por Micro, Pequenas e Médias Empresas que dão a tônica da economia brasileira, e ainda arcam com o grosso dos tributos, em uma conjuntura de margens apertadas, juros elevados, dificuldade no acesso ao crédito e burocracia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;setor de Serviços, por ser maior, seria mais impactado&lt;/strong&gt;, com elevação de quase R$ 80 bilhões na sua folha de pagamentos. A indústria (R$ 35 bi) e varejo (R$ 30,4) bi também seriam severamente afetados pela mudança [&lt;em&gt;tabela 1&lt;/em&gt;].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Aumento absoluto do custo da folha de pagamentos por setor produtivo – Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Março de 2026&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="558"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo adicional – PEC 36 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo adicional – PEC 40 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;Agronegócio&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 17.226.636.142&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 5.212.852.529&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Indústria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 122.154.602.462&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 35.923.612.228&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;Construção civil&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 31.974.785.893&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 9.677.858.102&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 100.625.040.295&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 30.432.386.249&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Serviços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 337.706.441.204&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 76.961.844.549&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;Turismo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 672.745.840&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;R$ 200.534.891&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="22.082585278276483%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Total&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 610.360.251.836&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="38.95870736086176%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 158.409.088.548&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;De acordo com a RAIS, cerca de 35,7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras com vínculos formais estão enquadrados na faixa entre 40 e 44 horas semanais trabalhadas, algo que representa &lt;strong&gt;62% da força de trabalho celetista do Brasil&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;[&lt;em&gt;tabela 3&lt;/em&gt;]. Vale ressaltar que, nas atividades intensivas de uso de mão de obra, os casos do comércio, logística, construção, atendimento, a jornada de 44 horas é o padrão dominante. Nelas, a execução das atividades depende da presença simultânea de trabalhadores organizados em turnos. Esses segmentos serão mais prejudicados caso a proposta seja aprovada. O agronegócio, por exemplo, tem 92% dos vínculos celetistas enquadrados nessa faixa, a construção civil, 91%. Varejo (89%) e indústria (85%) também possuem parcelas significativas de contratos de trabalho com essa jornada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Distribuição de faixas de jornadas de trabalho por setores da economia – Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP/RAIS 2024&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Março de 2026&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="773"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;br&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Menos de 36 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre 36 e 40 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre 40 e 44 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais de 44 horas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Total&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Agronegócio&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;55.299&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;29.121&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;1.643.092&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;51.665&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.779.176&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Indústria&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;644.198&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;445.348&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;7.398.926&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;209.413&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;8.697.885&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Construção civil&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;108.698&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;56.384&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;2.616.132&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;93.497&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2.874.711&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Varejo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;540.514&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;233.665&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;9.155.971&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;352.689&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;10.282.839&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Serviços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;10.838.329&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;7.589.245&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;13.889.968&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;511.621&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;32.829.162&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;Turismo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;101.317&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;55.106&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;1.063.924&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;44.001&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.264.347&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="14.599483204134367%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Total&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="19.50904392764858%"&gt;&lt;p&gt;12.288.354&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.34625322997416%"&gt;&lt;p&gt;8.408.868&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="18.733850129198967%"&gt;&lt;p&gt;35.768.013&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.537467700258397%"&gt;&lt;p&gt;1.262.886&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="12.27390180878553%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;57.728.120&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, a proposta de diminuir a jornada a 40 horas &lt;strong&gt;resultaria em aumento no custo da folha para trabalhadores que, hoje, trabalham 44 horas ou mais por semana&lt;/strong&gt;. Em termos técnicos, trata-se de redução da quantidade de horas trabalhadas sem diminuição proporcional do salário – o que eleva diretamente o custo da hora trabalhada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se hoje um funcionário é contratado para uma jornada de 220 horas (44 horas semanais) por um salário de R$ 2.200, significa que o custo da hora trabalhada é de R$ 10. Caso a jornada seja reduzida para 40 horas (200 horas) e o salário permaneça inalterado, o custo dessa hora subiria 10% para R$ 11. Caso seja aprovada a redução para 36 horas, esse aumento seria de 22,2% para R$ 12,22. Como absorver este custo?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;EFEITOS OPERACIONAIS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos impactos econômicos, a redução de jornada exigirá que empregadores &lt;strong&gt;reorganizem as escalas de trabalho dos seus colaboradores ao longo da semana.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O problema é que, hoje, boa parte dos setores – notadamente o varejo e parcela significativa dos serviços – trabalha todos os dias. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É um resultado da própria lógica da economia moderna, em que o empresas e consumidores demandam produtos e serviços todos os dias. O abastecimento, os serviços de transportes e logística, de saúde, o comércio, entre outras atividades trabalham de maneira praticamente ininterrupta e uma eventual mudança de escalas reduzirá a disponibilidade de força de trabalho por dia da semana e isso tende a gerar um desequilíbrio entre demanda de cobertura e oferta efetiva de trabalho em dias úteis, elevando custos e reduzindo capacidade de atendimento. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a FecomercioSP, propostas que busquem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores são bem-vindas, mas a redução da jornada de trabalho e de escalas tende a gerar mais impactos negativos do que positivos. Diante do aumento de custos e da impossibilidade de absorvê-los, as empresas buscarão alternativas como reduzir contratações, demitir funcionários celetistas e migrar para modelos de contratação informal, acelerar a automatização, demitir funcionários mais experientes e de maior salário por trabalhadores com salário menor, e nos casos em que a presença é do trabalhador é obrigatória, haverá repasse para os preços, gerando inflação, entre outras consequências negativas. E nesse último caso, o impacto sobre os serviços públicos está sendo pouco debatido. Como lidar com a necessidade de cobrir a escala de profissionais como enfermeiros, motoristas de ônibus, entre outros profissionais? &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas, na verdade, sobrarão poucas opções: ou terão que reduzir o horário de operação – cujos impactos serão relevantes sobre a economia –, ou vão elevar os preços de seus produtos e/ou serviços para compensar essa alta desse custo do trabalho, ou vão demitir funcionários para manter contas em dia, já que boa parte delas não terá condição de arcar com uma nova contratação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tem atuado junto ao Congresso, ao Executivo e a autoridades de várias instâncias para mobilizá-las, a partir das demandas do setor produtivo, sobre um diálogo justo e equilibrado sobre essa medida. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recentemente, a Entidade assinou o Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil, ao lado de uma centena de representantes desse setor. O documento elenca quatro prioridades: a preservação dos empregos formais, a produtividade como base para gerar desenvolvimento social e sustentabilidade econômica, a diferenciação por setor e o uso da negociação coletiva para ajustes de jornadas e salários e a promoção de debates técnicos aprofundados, além de governança de diálogo social sobre esse tipo de mudança.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 14:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Escala 6x1 e jornada de trabalho: o que está em discussão no Brasil]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/escala-6x1-e-jornada-de-trabalho-o-que-esta-em-discussao-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Propostas buscam reduzir a jornada de 44 horas e alterar sua distribuição semanal]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Reduzir a jornada de trabalho envolve uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o complexa entre produtividade, custos e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas &amp;mdash; especialmente em setores que dependem fortemente de m&amp;atilde;o de obra. Os debates que ocorrem no Congresso prop&amp;otilde;em tanto o fim da escala 6x1 quanto a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada para 40 ou at&amp;eacute; 36 horas semanais. Para o setor produtivo, o principal ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; no custo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Se houver redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada sem ganho de produtividade, o custo da hora trabalhada vai subir. O empres&amp;aacute;rio ter&amp;aacute; o mesmo sal&amp;aacute;rio com menos horas de trabalho&amp;rdquo;, alerta Leandro Almeida, assessor jur&amp;iacute;dico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP). Hoje, a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece o limite de 44 horas semanais de trabalho, mas, na pr&amp;aacute;tica, a m&amp;eacute;dia j&amp;aacute; &amp;eacute; menor, fruto de negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto de uma eventual redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ser ainda maior para Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e para setores intensivos em m&amp;atilde;o de obra, como Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os, onde a folha de pagamento representa um ativo pesado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesacast FecomercioSP Orienta ainda refor&amp;ccedil;a a import&amp;acirc;ncia de acompanhar as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas e de antecipar an&amp;aacute;lises internas, como simula&amp;ccedil;&amp;otilde;es de custo e revis&amp;atilde;o de escalas. &amp;ldquo;&amp;Eacute; crucial que os empres&amp;aacute;rios se mantenham atualizados sobre as conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas de suas categorias, pois elas podem antecipar ou influenciar os debates sobre redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornada&amp;rdquo;, Almeida pondera.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa traz orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para quem precisa tomar decis&amp;otilde;es em meio a um cen&amp;aacute;rio ainda em discuss&amp;atilde;o. Confira!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dMq36YQheBU?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 13:52:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O seu chefe é um algoritmo!]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/o-seu-chefe-e-um-algoritmo</link><description>&lt;![CDATA[Como a tecnologia passou a gerir jornadas, desempenho e decisões no mundo laboral]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Jos&amp;eacute; Pastore&lt;/em&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O seu chefe &amp;eacute; um algoritmo!&amp;rdquo;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Com esse t&amp;iacute;tulo, os pesquisadores europeus Antonio Aloisi e Valerio De Stefano publicaram um livro que v&amp;ecirc; o algoritmo como b&amp;aacute;sico para caracterizar as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do trabalho com v&amp;iacute;nculo empregat&amp;iacute;cio&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;. O tema &amp;eacute; dos mais pol&amp;ecirc;micos e tem ocupado grande parte dos debates e decis&amp;otilde;es dos tribunais do trabalho no Brasil e no exterior. Vale a pena, portanto, compreender o que s&amp;atilde;o os algoritmos, bem como suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es e seus limites.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que s&amp;atilde;o algoritmos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o conjuntos de instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;oacute;gicas, abstratas e hierarquizadas destinados a executar tarefas predeterminadas. S&amp;atilde;o usados para resolver problemas, organizar dados ou tomar decis&amp;otilde;es de forma autom&amp;aacute;tica. As instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos algoritmos s&amp;atilde;o campe&amp;atilde;s de objetividade, uma vez que n&amp;atilde;o requerem muito esfor&amp;ccedil;o mental para serem operadas, sendo seguidas de forma autom&amp;aacute;tica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitos deles fazem opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que os seres humanos n&amp;atilde;o conseguem fazer com alta velocidade de respostas, como a tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de grandes textos em poucos segundos, a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mesma fala em v&amp;aacute;rias l&amp;iacute;nguas, o reconhecimento artificial instant&amp;acirc;neo e outras. Com isso, eles eliminam muitas tarefas manuais, ganham escala, padronizam a execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, reduzem os erros humanos e operam com grande escalabilidade &amp;mdash; al&amp;eacute;m de, em muitos casos, proporcionarem claros ganhos de produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As a&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais conhecidas dos algoritmos est&amp;atilde;o presentes nas &amp;aacute;reas de Log&amp;iacute;stica e Compras. No primeiro caso, s&amp;atilde;o eles que conduzem as pessoas em rotas r&amp;aacute;pidas nos sistemas de transporte. No segundo, proporcionam a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compras de modo r&amp;aacute;pido e diferenciado. Assim, abrem novas oportunidades de neg&amp;oacute;cios e trabalho. &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com base na observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es anteriores, os algoritmos ganham mem&amp;oacute;ria e rapidamente captam os gostos e as tend&amp;ecirc;ncias das pessoas. Essa mem&amp;oacute;ria &amp;eacute; fruto do est&amp;iacute;mulo repetido dos pr&amp;oacute;prios usu&amp;aacute;rios. Quando os algoritmos percebem que uma pessoa gosta de determinado conte&amp;uacute;do, passam a recomendar conte&amp;uacute;dos semelhantes, mantendo os usu&amp;aacute;rios fidelizados e bem-informados. Isso vale para o campo dos valores sociais. Por exemplo, quando percebem que um usu&amp;aacute;rio tem prefer&amp;ecirc;ncia por determinadas ideias, os algoritmos repetem os mesmos est&amp;iacute;mulos e omitem est&amp;iacute;mulos contr&amp;aacute;rios. Isso &amp;eacute; conseguido por meio de um sistema de pontua&amp;ccedil;&amp;atilde;o que define as tend&amp;ecirc;ncias dos usu&amp;aacute;rios. S&amp;atilde;o observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es realizadas em fra&amp;ccedil;&amp;otilde;es de segundos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com isso, os algoritmos ajudam a formar &amp;ldquo;clientelas fidelizadas&amp;rdquo;. Quando percebem, por exemplo, que um usu&amp;aacute;rio gosta de um pol&amp;iacute;tico de esquerda, omitem sinais que elogiem ou promovam posicionamentos de direita.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, assim, v&amp;atilde;o monitorando as ideias e as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es das pessoas. Nesse processo, os algoritmos v&amp;atilde;o aprendendo o que o p&amp;uacute;blico mais gosta para mostrar mais conte&amp;uacute;dos parecidos no mesmo campo de vis&amp;atilde;o e aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nesse sentido, pode-se dizer que os algoritmos tomam decis&amp;otilde;es pelas pessoas e induzem o seu comportamento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Algoritmos no trabalho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O trabalho humano n&amp;atilde;o est&amp;aacute; imune &amp;agrave;s transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas em curso no mundo. Em primeira inst&amp;acirc;ncia, os algoritmos v&amp;ecirc;m sendo usados em &amp;aacute;reas como Recrutamento e Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Pessoas, guiando as an&amp;aacute;lises de curr&amp;iacute;culos e perfis profissionais, por exemplo. Mas n&amp;atilde;o para por a&amp;iacute;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os algoritmos j&amp;aacute; assumem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es tradicionalmente exercidas por gestores humanos, como o controle e a governan&amp;ccedil;a das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho. S&amp;atilde;o utilizados para decis&amp;otilde;es de promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desligamento de empregados; para o monitoramento de hor&amp;aacute;rios, pausas e jornadas; e para a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de gratifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e penalidades. A pr&amp;oacute;pria mensura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da produtividade e a proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desempenho futuro passaram a ser mediadas pela tecnologia. Nesse contexto, consolida-se um modelo de supervis&amp;atilde;o e controle que caracteriza a chamada subordina&amp;ccedil;&amp;atilde;o algor&amp;iacute;tmica.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; magistrados que veem esse conceito como suficiente para caracterizar um v&amp;iacute;nculo empregat&amp;iacute;cio, afastando a possibilidade de trabalho aut&amp;ocirc;nomo. Trata-se de um campo dos mais controvertidos, gerando um enorme volume de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas que questionam o car&amp;aacute;ter aut&amp;ocirc;nomo de muitas atividades realizadas por meio de plataformas digitais baseadas na a&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos algoritmos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, o car&amp;aacute;ter aut&amp;ocirc;nomo do trabalho ancorado em plataformas digitais vem das caracter&amp;iacute;sticas de liberdade que envolve os seus operadores. No caso de motoristas de aplicativos, por exemplo, eles mant&amp;ecirc;m a liberdade de trabalhar nos hor&amp;aacute;rios que desejam e at&amp;eacute; mesmo combinar esse tipo de atividade com a do emprego formal. Apesar de suas atividades serem controladas pelos algoritmos, essas pessoas t&amp;ecirc;m a liberdade de trabalhar como quiserem, correndo por sua pr&amp;oacute;pria conta o risco da sua atividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; claro que essa atividade laboral, como qualquer outra, demanda prote&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;mdash; em especial a previdenci&amp;aacute;ria, que garante recursos para dias parados por acidente ou doen&amp;ccedil;a, assim como aposentadoria por idade e/ou tempo de servi&amp;ccedil;o. Ali&amp;aacute;s, as leis brasileiras exigem a vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o previdenci&amp;aacute;ria para os que trabalham de modo aut&amp;ocirc;nomo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, para quem atua no transporte de passageiros por meio de plataformas digitais, h&amp;aacute; iniciativas legislativas recentes que apontam para a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de prote&amp;ccedil;&amp;otilde;es previdenci&amp;aacute;rias aos motoristas. Esse &amp;eacute; o caso do Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2024, em debate no Congresso Nacional. A consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse tipo de marco normativo servir&amp;aacute; de inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outras formas de trabalho aut&amp;ocirc;nomo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em &amp;uacute;ltima an&amp;aacute;lise, n&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio enquadrar o trabalho aut&amp;ocirc;nomo no v&amp;iacute;nculo empregat&amp;iacute;cio para que os trabalhadores desfrutem de prote&amp;ccedil;&amp;otilde;es que, de resto, s&amp;atilde;o oferecidas pelo sistema previdenci&amp;aacute;rio. Uma discuss&amp;atilde;o decisiva para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de modelos de trabalho mais inclusivos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;sup&gt;&lt;em&gt;[1]&lt;/em&gt;&lt;/sup&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Antonio Aloisi e Valerio de Stefano, &lt;strong&gt;Your boss is an algorithm&lt;/strong&gt;, Oxford: HART Ed., 2022. &amp;nbsp;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Soci&amp;oacute;logo, &amp;eacute; professor de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho na Faculdade de Economia, Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Contabilidade e Atu&amp;aacute;ria da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP) e presidente do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo integra colet&amp;acirc;nea &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/2026/02/25/o_mundo_do_trabalho_na_era_dos_algoritmos.pdf"&gt;O Mundo do Trabalho na Era dos Algoritmos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, produzida pelo Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 16 Mar 2026 10:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Entidades e relator da PEC da escala 6x1 alertam para custo excessivo sobre emprego e empresas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/entidades-e-relator-da-pec-da-escala-6x1-alertam-para-custo-excessivo-sobre-emprego-e-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião da Frente Parlamentar pelo Ambiente de Negócios, FecomercioSP e mobilização empresarial reforçam o risco de 1,2 milhão de demissões e queda de 6,2% no PIB]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reforçou sua preocupação com a redução da jornada de trabalho em mais uma rodada de debates sobre o fim da escala 6x1, em Brasília, em articulação ao lado de uma grande mobilização empresarial. Realizado na última quarta-feira (11), o encontro foi promovido pela Frente Parlamentar pelo Ambiente de Negócios (FPN), com o apoio do Instituto Unidos Brasil (IUB) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O evento reuniu lideranças partidárias, parlamentares, representantes do setor produtivo e integrantes da imprensa, e foi uma oportunidade para encaminhar os próximos passos em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que propõe alteração da jornada de trabalho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasião, o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Paulo Azi (União-BA), sustentou que é preciso dar a segurança necessária para que não se percam empregos e produtividade com as mudanças propostas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O posicionamento de Azi está na mesma linha do que tem argumentado a FecomercioSP e outras entidades representativas dos setores da economia. O deputado lembrou, ainda, que, neste primeiro momento, a discussão na CCJ deve focar na constitucionalidade da proposta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Nós vamos analisar se está correto ou não trazer para o texto constitucional uma redução da jornada e da escala de trabalho. Mas é preciso entender como as empresas, de acordo com suas atividades, vão se adequar às mudanças, assim como qual será a participação do governo para garantir que não haja perda de empregos, renda e produtividade”, pontuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rito após CCJ&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Azi, a proposta deve ser analisada pela CCJ até abril. Ele garantiu, contudo, que o debate no colegiado ouvirá o setor produtivo antes de o relatório final ser apresentado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em maio, deverá ser instalada uma comissão especial para analisar o texto, caso a CCJ admita a constitucionalidade da PEC. É na comissão especial que eventuais mudanças poderão ser feitas, quando ocorrerá a análise do mérito da proposta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após essas primeiras fases, a PEC deverá ser analisada pelo plenário da Câmara até junho, antes do recesso parlamentar. Se aprovada, seguirá para o Senado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeito contrário ao pretendido&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o evento com parlamentares e representantes da articulação empresarial, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) alertou que a PEC da redução da jornada pode repetir o efeito da PEC das domésticas: garantir direitos no papel, mas empurrar trabalhadores para a informalidade pelo aumento do custo de contratação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A gente não pode cair na ilusão de que a lei sempre vai melhorar a vida das pessoas, principalmente quando se fala de economia. Isso não é verdade, porque, quando a norma não se pauta pelo conhecimento econômico, não causa efeito na realidade. Sem aumento de produtividade, a gente não tem mudança econômica”, disse Kataguiri.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo econômico&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP foi representada pelo presidente do Sindlojas de Campinas, Carlos Augusto Gobbo. Ele reforçou, nas conversas com parlamentares, o posicionamento da Entidade sobre a proposta, defendendo a manutenção dos acordos coletivos e que a discussão da PEC ocorra apenas após as eleições deste ano, evitando, assim, a contaminação político-eleitoral.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tem levado às frentes parlamentares a preocupação com os reflexos econômicos da proposta. Cálculos da Federação indicam que, caso aprovada, a medida elevaria o custo do trabalho em 22% no Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O efeito para as Micro e Pequenas Empresas (MPE) seria significativo, considerando que são esses negócios que mais pagam tributos, têm menos recursos para se manter e, ainda assim, geram pelo menos 1 milhão de empregos por ano, segundo o Sebrae. Caso a proposta torne-se lei, a estimativa é de que cerca de 1,2 milhão de vagas sejam eliminadas já no primeiro ano, o que poderia levar a uma queda de até 6,2% no Produto Interno Bruto (PIB).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa linha, o presidente da FPN, deputado Mendonça Filho (União-PE), opinou que, mais do que discutir a escala e a jornada de trabalho, também é preciso debater produtividade e renda. “Se reduzirmos a jornada, consequentemente poderá haver uma diminuição da renda. Além disso, também é preciso discutir qual será a quota de participação do governo para viabilizar a mudança da jornada de trabalho sem prejuízo à produtividade e aos postos de trabalho”, pontuou o parlamentar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a Federação, as entidades e os parlamentares também enfatizaram a necessidade de que a discussão não seja contaminada pelo debate eleitoral, devendo ser conduzida com responsabilidade e critérios técnicos para evitar danos para os trabalhadores e para as empresas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 12 Mar 2026 13:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[MPEs terão dificuldade de absorver custo operacional com a ampliação da licença-paternidade]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/pmes-terao-dificuldade-de-absorver-custo-operacional-com-a-ampliacao-da-licenca-paternidade</link><description>&lt;![CDATA[Congresso aumenta afastamento para até 20 dias de forma escalonada; estudo da FecomercioSP aponta elevação de despesas de 25% a 37% na substituição de mão de obra]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Projeto de Lei que amplia gradualmente a licença-paternidade até 20 dias, aprovado pelo Senado em março e encaminhado à sanção presidencial, deve comprometer cerca de 30% das operações das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e elevar em até 37% os gastos com pessoal nesses negócios — um custo impraticável. Os dados são de um &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/licenca-paternidade-de-20-dias-multiplicaria-gastos-das-pequenas-empresas?%2Fnoticia%2Flicenca-paternidade-de-20-dias-multiplicaria-gastos-das-pequenas-empresas="&gt;estudo produzido pela&amp;nbsp;&lt;/a&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e encaminhado ao Senado durante a tramitação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação atuou no processo legislativo para garantir que a proposta ampliasse gradualmente o benefício ao longo de três anos, o que foi atendido. A Entidade também mobilizou parlamentares para que a licença de 30 dias, proposta inicialmente na Câmara, não avançasse. Entretanto, o ideal seria que o tempo de afastamento do empregado não ultrapassasse 15 dias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A licença terá duração de:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;. 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;. 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;. 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A licença — de até 20 dias, sem prejuízo do emprego e do salário — vale para os casos de nascimento, adoção ou guarda judicial de criança ou adolescente. O salário-paternidade será equivalente à remuneração integral do trabalhador, proporcional ao período de afastamento, e custeado pelo INSS.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obrigação do empregado de comunicar o afastamento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pelo texto aprovado, o trabalhador deve comunicar ao empregador, com pelo menos 30 dias de antecedência, a data prevista para o início da licença, acompanhada de atestado médico com a previsão do parto ou de certidão da Vara da Infância e da Juventude. Em caso de parto antecipado, o afastamento é imediato, e o empregador deve ser notificado o quanto antes. Nessa situação, após o nascimento, o trabalhador apresenta a certidão de nascimento, ou o termo judicial de guarda em caso de adoção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobilização em defesa das PMEs&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tem manifestado preocupação em torno de projetos de âmbito trabalhista que podem comprometer as operações de cerca de 90% das empresas do País, justamente as pequenas, responsáveis pela maior parte da ocupação formal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal agravante nessa situação são os encargos operacionais e despesas com o quadro funcional decorrentes da substituição do trabalhador durante o afastamento acima de 15 dias: contratação temporária, horas extras e treinamento de mão de obra, com reflexo direto na produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados apontam para um aumento linear e consistente de cerca de 25% nos custos, independentemente da estratégia de substituição do empregado adotada (horas extras, trabalhador temporário ou intermitente). O principal fator de impacto é a maior duração do afastamento, e não o modelo de cobertura utilizado pela empresa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso ocorre porque as MPEs operam em condições com pouca “margem de manobra”:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;60% delas contam com até quatro funcionários. A ausência de apenas um colaborador representa a perda imediata de 20% a 50% da força produtiva;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;em estruturas tão enxutas e com margens de lucro que variam entre 3% e 8%, qualquer afastamento prolongado tende a provocar efeitos operacionais sensíveis, como sobrecarga da equipe, fadiga, queda de produtividade, propensão a erros, redução da capacidade de atendimento e aumento de custos com treinamento.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;As alternativas de reposição da mão de obra mais comuns resultam em custos mais altos. Veja a seguir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Horas extra&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;s:&lt;/strong&gt; em ambos os períodos de licença, o uso de horas extras geraria um acréscimo de aproximadamente 20% em relação ao custo habitual por trabalhador. O impacto absoluto da licença de 20 dias seria significativamente maior, já que a quantidade de horas suplementares necessárias cresce na mesma proporção da duração do afastamento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Temporário&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;s:&lt;/strong&gt; os custos aumentariam conforme a duração da licença. Em afastamentos de 15 dias, essa modalidade elevaria as despesas em cerca de 32%, chegando a aproximadamente 37% quando o período se estender para 20 dias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Intermitentes&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; o impacto também cresceria com o tempo de afastamento. Para licenças de 15 dias, o acréscimo nos custos seria de cerca de 22%, chegando a aproximadamente 24% em licenças de 20 dias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Somando-se as licenças já previstas em lei (luto, casamento, doação de sangue, alistamento militar e acompanhamentos pré-natal e familiar), hoje, um trabalhador pode se ausentar por até 18 dias. Com mais 20 dias de licença, esse total mais do que dobrará.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Solução deveria vir por meio de negociação&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses resultados mostram que a ampliação da licença-paternidade, embora tenha objetivos sociais relevantes, deveria considerar a capacidade de adaptação dos pequenos negócios. Estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que, em países desenvolvidos, a licença costuma variar entre 11 e 15 dias — patamar que já pressiona economias menos robustas, como a brasileira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que o ordenamento jurídico conte com ferramentas suficientes para assegurar a ampliação da licença por meio da negociação coletiva e/ou da adesão empresarial aos programas de incentivo legal (Empresa Cidadã), não é viável ou sustentável que o período obrigatório ultrapasse os 15 dias praticados nas nações mais desenvolvidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante desse conjunto de evidências, a FecomercioSP entende que qualquer extensão deveria ocorrer de forma gradual e responsável, sempre apoiada em instrumentos já existentes, como a negociação coletiva e os programas de incentivo legal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 11 Mar 2026 13:45:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Diálogo tripartite é a base para a construção de consensos trabalhistas]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/dialogo-tripartite-e-a-base-para-a-construcao-de-consensos-trabalhistas</link><description>&lt;![CDATA[Na II Conferência Nacional do Trabalho, FecomercioSP e diretores sindicais reforçam legitimidade das negociações coletivas para equilibrar temas complexos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A II Confer&amp;ecirc;ncia Nacional do Trabalho (II CNT), encerrada em 5 de mar&amp;ccedil;o, ap&amp;oacute;s tr&amp;ecirc;s dias de debates, demonstrou que o Brasil precisa preservar espa&amp;ccedil;os de di&amp;aacute;logo tripartite como ponto de partida para construir consensos em temas trabalhistas t&amp;atilde;o complexos. Promovido pelo Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio t&amp;eacute;cnico da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Internacional do Trabalho (OIT), o encontro reuniu representantes de trabalhadores, empregadores e governo federal para debater pol&amp;iacute;ticas de emprego e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s exame das propostas em grupos tem&amp;aacute;ticos, aquelas consideradas de consenso tripartite foram apresentadas &amp;agrave; plen&amp;aacute;ria final e submetidas &amp;agrave; delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos 637 delegados presentes, que procederam &amp;agrave; vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o por meio eletr&amp;ocirc;nico, resultando na aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 10 propostas voltadas ao fortalecimento das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva e da seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, envolvendo: promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra mais inclusiva; a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pol&amp;iacute;ticas de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional cont&amp;iacute;nua, alinhadas &amp;agrave;s reais necessidades do mercado de trabalho; a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um sistema de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o social integrado; e o fortalecimento e aprimoramento do FAT e do FGTS.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/pdfs/declaracao-final-4mar26-17h52.pdf"&gt;Conforme a declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o final da confer&amp;ecirc;ncia&lt;/a&gt;, outros temas exigir&amp;atilde;o novas rodadas de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com an&amp;aacute;lise aprofundada de impactos sociais, econ&amp;ocirc;micos e de produtividade &amp;mdash; trabalho em plataformas digitais; combate &amp;agrave; informalidade; novas formas de trabalho, jornada e escalas; fortalecimento sindical; valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), &amp;eacute; vital que esse debate abra caminhos para a continuidade do di&amp;aacute;logo tripartite.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o organizou a delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o representativa dos setores de Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os e Turismo, reunindo diretores, assessores e sindicatos filiados, que atuaram de forma qualificada em defesa dos leg&amp;iacute;timos interesses dos empregadores, sem perder de vista as oportunidades de consenso para o aperfei&amp;ccedil;oamento das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A II CNT reafirma a import&amp;acirc;ncia desse modelo de di&amp;aacute;logo, no qual governo, empregadores e trabalhadores buscam acordos para promover um ambiente de trabalho mais equilibrado e produtivo. Participar desse processo &amp;eacute; demonstrar nosso compromisso com a formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas que favore&amp;ccedil;am a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, a competitividade e o desenvolvimento do Pa&amp;iacute;s&amp;rdquo;, ressaltou Ivo Dall&amp;#39;Acqua Junior, presidente em exerc&amp;iacute;cio da FecomercioSP. &amp;ldquo;Foi o momento de refor&amp;ccedil;ar o nosso papel estrat&amp;eacute;gico de defender um ambiente institucional equilibrado, seguro e favor&amp;aacute;vel ao desenvolvimento dos setores&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasi&amp;atilde;o, Dall&amp;#39;Acqua Junior tamb&amp;eacute;m representou a Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo (CNC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A cerim&amp;ocirc;nia de abertura teve a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do presidente Luiz In&amp;aacute;cio Lula da Silva, que refor&amp;ccedil;ou a import&amp;acirc;ncia do di&amp;aacute;logo tripartite na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas para o mercado de trabalho. Tamb&amp;eacute;m estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e M&amp;aacute;rcio Fran&amp;ccedil;a (Empreendedorismo).&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 10 Mar 2026 17:33:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Articulação empresarial sensibiliza parlamentares pela preservação da negociação coletiva no debate sobre escala 6x1]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/articulacao-empresarial-sensibiliza-parlamentares-pela-preservacao-da-negociacao-coletiva-no-debate-sobre-escala-6x1</link><description>&lt;![CDATA[Durante seminário da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, em Brasília, FecomercioSP aponta riscos econômicos de uma mudança em contexto eleitoral]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A discussão sobre a redução da jornada de trabalho deve considerar as peculiaridades de cada atividade e setor, observando os acordos coletivos. Essa foi a defesa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) durante participação em seminário promovido pela Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), em Brasília, nesta terça-feira (11), que debateu as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que propõem o fim da escala 6x1.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP foi representada por Dan Guinsburg, vice-presidente do Conselho do Comércio Varejista da Entidade e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté. Em sua fala, ele afirmou que o debate sobre a redução da jornada é válido, mas precisa ocorrer de forma individualizada em cada setor, por meio da negociação coletiva — instrumento legítimo e capaz de tratar dessa complexidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“É perfeitamente possível fazer essa adequação. As empresas analisam sua produtividade, avaliam como mantê-la e verificam de que forma podem ajustar as jornadas. As convenções coletivas são justamente o instrumento que permite isso e possibilita, por exemplo, que setores como o Turismo abram em feriados e atendam o público”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na mesma linha, o professor André Portela, da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), sugeriu que, no curto prazo, possa haver uma redução, desde que ocorra por meio de negociações coletivas, e não por uma PEC ou projeto de lei, como se discute atualmente no Congresso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De modo geral, assim como a FecomercioSP, as entidades empresariais também defendem que o debate avance dentro do rito tradicional, com análise nas comissões da Câmara e do Senado e participação dos setores produtivos, evitando que a discussão seja influenciada pelo calendário eleitoral. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Os parlamentares Joaquim Passarinho (PL/PA), Hugo Leal (PSD/RJ) e Luiz Gastão (PSD/CE) recepcionaram entidades no seminário da FPE&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ganho de produtividade deve vir antes da redução da jornada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto destacado no seminário da Frente Parlamentar foi a necessidade de elevar a produtividade antes de se discutir a redução da escala ou da jornada de trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O deputado Luiz Gastão (PSD/CE) sugeriu que a jornada de trabalho seja reduzida para 40 horas semanais de forma escalonada. Também salientou, em linha com as entidades, que a mudança ocorra por meio de acordos coletivos, e não por lei. Para o parlamentar, o texto pode incorrer em inconstitucionalidade, pois “ao proibir a escala 6x1, você tira o direito da pessoa de escolher trabalhar”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O deputado ressaltou, ainda, que a PEC 221/19, em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, não será votada de imediato. Segundo ele, o relator da proposta, deputado Paulo Azi (União/BA), deverá ouvir os setores envolvidos antes de submeter a admissibilidade da PEC à votação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De qualquer modo, Gastão argumentou que deveria haver uma compensação às empresas, com redução de impostos como contrapartida à diminuição da jornada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos econômicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de preocupação que a FecomercioSP tem levado às frentes parlamentares são os reflexos econômicos da proposta. Cálculos da Entidade indicam que, caso aprovada, a medida elevaria o custo do trabalho em 22% no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Levando-se em conta que eventuais aumentos reais sobre a folha de pagamento promovidos por negociações coletivas costumam oscilar entre 1% e 3%, no máximo, e que seus efeitos atingem uma massa relevante de trabalhadores, essa elevação abrupta seria considerada inviável— especialmente para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O efeito para esses negócios seria significativo, considerando que são eles que mais pagam tributos, têm menos recursos para se manter e, ainda assim, geram pelo menos 1 milhão de empregos por ano, segundo o Sebrae. Caso a proposta se torne lei, a estimativa é de que cerca de 1,2 milhão de vagas sejam eliminadas já no primeiro ano, o que poderia levar a uma queda de até 6,2% no Produto Interno Bruto (PIB).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses riscos foram apontados pelo empresário Ivo Pinfildi Junior, diretor da FecomercioSP e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Catanduva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também apresentou dados sobre os impactos das mudanças propostas nas PECs que tratam da escala 6x1. Segundo Fábio Bentes, representante da entidade, um aumento de 1% no custo da folha de pagamento do comércio representa um repasse potencial de até 13% nos preços ao consumidor final. “Se as empresas deixarem de lucrar, elas deixam de existir. Se reduzimos a jornada de trabalho e encarecemos o custo do trabalho, consequentemente aumentamos a informalidade no Brasil”, alertou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O evento contou com um público de cerca de 120 pessoas, entre deputados e representantes de entidades dos setores da Indústria, Comércio, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tem participado de todas as frentes de debate sobre o tema em Brasília. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/em-brasilia-fecomerciosp-cita-necessidade-de-dialogo-social-em-torno-do-debate-sobre-o-fim-da-escala-6x1"&gt;No último dia 3 de março,&lt;/a&gt; a Entidade esteve em reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária, ocasião em que assinou o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/manifesto-modernizacao-da-jornada-deve-se-apoiar-em-emprego-formal-produtividade-e-dialogo"&gt;Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil&lt;/a&gt;&lt;em&gt;,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;ao lado de uma centena de representantes do setor produtivo do País. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento elenca quatro prioridades: a preservação dos empregos formais; a produtividade como base para gerar desenvolvimento social e sustentabilidade econômica; a diferenciação por setor e o uso da negociação coletiva para ajustes de jornadas e salários; e a promoção de debates técnicos aprofundados — além de governança no diálogo social sobre esse tipo de mudança. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abaixo, as entidades que participaram do seminário da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Unecs — União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abrasce — Associação Brasileira de Shopping Centers&lt;/p&gt;&lt;p&gt;FecomercioSP — Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo&lt;/p&gt;&lt;p&gt;FGV/Eaesp — Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas&lt;/p&gt;&lt;p&gt;CACB — Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil&lt;/p&gt;&lt;p&gt;CNC — Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fiep — Federação das Indústrias do Estado do Paraná&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Firjan — Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro&lt;/p&gt;&lt;p&gt;CNA — Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil&lt;/p&gt;&lt;p&gt;CNT — Confederação Nacional do Transporte&lt;/p&gt;&lt;p&gt;CNI — Confederação Nacional da Indústria&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 10 Mar 2026 17:13:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Trabalho no Comércio aos feriados: nada muda por enquanto]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/trabalho-no-comercio-aos-feriados-nada-muda-por-enquanto</link><description>&lt;![CDATA[Autorização para a atuação continua sendo negociada entre trabalhadores e empregadores mediante convenção coletiva e respeitando as legislações municipais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou (por meio da Portaria 356), no dia 26 de fevereiro, a prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o por mais 90 dias para a entrada em vigor das regras para o trabalho no Com&amp;eacute;rcio durante os feriados (dispostas na&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mte-n-3.665-de-13-de-novembro-de-2023-522874590" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Portaria MTE 3.665/23&lt;/a&gt;). At&amp;eacute; ent&amp;atilde;o prevista para 1&amp;ordm; de mar&amp;ccedil;o, a medida altera e revoga uma s&amp;eacute;rie de autoriza&amp;ccedil;&amp;otilde;es permanentes para o trabalho nos feriados em atividades como supermercados, farm&amp;aacute;cias, varejistas em geral, entre outras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; avalia positivamente a decis&amp;atilde;o do governo de instituir um Grupo de Trabalho (GT), composto por representantes de empregados e empregadores, para discutir a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que muda na pr&amp;aacute;tica?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O dia a dia de estabelecimentos cujas atividades j&amp;aacute; tenham autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o trabalho nessas datas, em observ&amp;acirc;ncia &amp;agrave;s regras municipais e &amp;agrave;s Conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es Coletivas de Trabalho (CCTs), n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; impactado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para atuar nesses dias, &amp;eacute; importante considerar os seguintes aspectos:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal &amp;mdash;&lt;/strong&gt; compete aos munic&amp;iacute;pios, por interesse local, decidir sobre o funcionamento das atividades nos domingos e feriados. Se a lei municipal proibir, n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; trabalho, ainda que haja previs&amp;atilde;o em CCT;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- folga obrigat&amp;oacute;ria e escala de revezamento &amp;mdash;&lt;/strong&gt; para o trabalho aos domingos, &amp;eacute; obrigat&amp;oacute;ria a concess&amp;atilde;o do repouso semanal remunerado coincidindo com o domingo, pelo menos uma vez a cada tr&amp;ecirc;s semanas. &amp;Eacute; o chamado sistema 2x1 (dois domingos trabalhados e um de folga obrigat&amp;oacute;ria). O empregador deve ainda manter uma escala de revezamento organizada mensalmente, afixada em local vis&amp;iacute;vel e sujeita &amp;agrave; fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, conforme prev&amp;ecirc; o artigo 67 da CLT;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva (para feriados) &amp;mdash;&lt;/strong&gt; no caso espec&amp;iacute;fico dos feriados, a Lei 10.101/00 exige que o trabalho seja autorizado em CCT, respeitando-se tamb&amp;eacute;m a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal. As CCTs podem, ainda, estipular condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es especiais para domingos e feriados, como bonifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou benef&amp;iacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atividades abrangidas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mte-n-3.665-de-13-de-novembro-de-2023-522874590"&gt;Portaria 3.665/23&lt;/a&gt; havia gerado preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao retirar a autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanente de uma extensa lista de setores, como os varejistas de peixe, carnes, frutas, verduras, aves e ovos; farm&amp;aacute;cias; supermercados, mercados e hipermercados; com&amp;eacute;rcio em portos, aeroportos e rodovi&amp;aacute;rias; com&amp;eacute;rcio em hot&amp;eacute;is; revendedores de ve&amp;iacute;culos; e com&amp;eacute;rcio em geral.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das autoriza&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o trabalho no &amp;acirc;mbito da portaria, a FecomercioSP refor&amp;ccedil;a que essas atividades, por serem consideradas essenciais, devem ser excepcionadas, tendo o trabalho autorizado, desde que cumpram as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es legais (municipais, trabalhistas e normas coletivas).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade orienta os comerciantes a manterem a tranquilidade e o cumprimento da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o vigente. A Portaria MTE 3.665/23 n&amp;atilde;o revoga a Lei 10.101/00, que continua sendo a espinha dorsal que autoriza o trabalho no com&amp;eacute;rcio aos domingos e feriados no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Resumindo, a autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o trabalho aos domingos j&amp;aacute; est&amp;aacute; concedida expressamente, devendo o repouso semanal remunerado coincidir, pelo menos, uma vez no per&amp;iacute;odo m&amp;aacute;ximo de tr&amp;ecirc;s semanas, com o domingo (sistema 2x1), respeitadas as demais normas de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao trabalho e outras a serem estipuladas em negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, observada, ainda, a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal, que disciplina o funcionamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto ao trabalho aos feriados no Com&amp;eacute;rcio em geral, a autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o decorre da Lei 10.101/00, condicionada &amp;agrave; celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de CCT, observada ainda a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal correspondente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Grupo de Trabalho&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do GT, que ter&amp;aacute; indica&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos empregadores por parte da &lt;a href="https://portaldocomercio.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do Com&amp;eacute;rcio (CNC)&lt;/a&gt;, e o novo adiamento da vig&amp;ecirc;ncia da norma, o governo sinaliza a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de construir uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o negociada para o tema, priorizando o di&amp;aacute;logo entre empregadores e trabalhadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a CNC, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no GT &amp;eacute; oportunidade para apresentar argumentos t&amp;eacute;cnicos e jur&amp;iacute;dicos que assegurem seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, previsibilidade e respeito &amp;agrave; din&amp;acirc;mica econ&amp;ocirc;mica do Com&amp;eacute;rcio, preservando tanto os direitos dos trabalhadores quanto o funcionamento regular das atividades comerciais em todo o Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao fim dos 90 dias de funcionamento, o GT dever&amp;aacute; apresentar proposta de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o trabalho aos feriados no com&amp;eacute;rcio varejista, que poder&amp;aacute; orientar eventual novo ato normativo do MTE sobre o tema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do Com&amp;eacute;rcio (CNC).&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 05 Mar 2026 15:53:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Em Brasília, FecomercioSP defende instrumento da negociação coletiva no debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/em-brasilia-fecomerciosp-cita-necessidade-de-dialogo-social-em-torno-do-debate-sobre-o-fim-da-escala-6x1</link><description>&lt;![CDATA[Entidade assina manifesto pela modernização da jornada em discussão com frentes parlamentares]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Qualquer redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jornada de trabalho no Brasil deve suceder um aumento de produtividade. Essa foi a base do argumento da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;durante encontro com a Frente Parlamentar da Agropecu&amp;aacute;ria e outras lideran&amp;ccedil;as do Congresso na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira (3), em Bras&amp;iacute;lia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ocasi&amp;atilde;o serviu para que a Entidade assinasse o &lt;strong&gt;Manifesto pela Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Jornada de Trabalho no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;ao lado de uma centena de representantes do setor produtivo do Pa&amp;iacute;s. O documento elenca quatro prioridades que envolvem o assunto: a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos empregos formais; a produtividade como uma base para gerar desenvolvimento social e sustentabilidade econ&amp;ocirc;mica; a diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por setor e o uso da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva para ajustes de jornadas e sal&amp;aacute;rios; e a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de debates t&amp;eacute;cnicos aprofundados &amp;mdash; al&amp;eacute;m de governan&amp;ccedil;a no di&amp;aacute;logo social sobre esse tipo de mudan&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a conversa com os parlamentares, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/reducao-de-jornada-o-que-se-discute-nao-e-o-merito-da-proposta-e-sim-o-metodo"&gt;o soci&amp;oacute;logo Jos&amp;eacute; Pastore&lt;/a&gt;, que lidera o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de&amp;nbsp;Emprego e&amp;nbsp;Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho&lt;/a&gt; da FecomercioSP, apontou como uma das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es elementares para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; o ganho operacional. No entanto, segundo dados da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Internacional do Trabalho (OIT), enquanto na Noruega cada hora de trabalho gera US$ 93, no Brasil s&amp;atilde;o produzidos apenas US$ 17.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;&amp;Eacute; uma diferen&amp;ccedil;a brutal de produtividade&amp;rdquo;, enfatizou. Al&amp;eacute;m disso, dados de 2024 mostram que cada hora trabalhada por um trabalhador brasileiro produziu US$ 21,4, mantendo o Pa&amp;iacute;s na 78&amp;ordf; posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ranking de produtividade global da Conference Board. Em contraste, trabalhadores norte-americanos lideram essa lista, com US$ 94,8 por hora.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na leitura de Pastore, o aumento da produtividade deve vir antes de reduzir as jornadas de trabalho, j&amp;aacute; que s&amp;atilde;o os resultados desse primeiro processo que permitem o segundo. &amp;ldquo;O aumento de produtividade s&amp;oacute; &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel se, antes, houver uma melhora na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas, na infraestrutura, na tecnologia etc. Isso n&amp;atilde;o acontece da noite para o dia&amp;rdquo;, pontuou ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pastore tamb&amp;eacute;m lembrou que a experi&amp;ecirc;ncia internacional n&amp;atilde;o tem sido marcada pela mudan&amp;ccedil;a impositiva da jornada. Ao contr&amp;aacute;rio, ela acontece de forma gradual e por meio de negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre trabalhadores e empresas. Os Estados Unidos, mostrou ele, adotaram uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual de 11 horas em 15 anos. J&amp;aacute; os pa&amp;iacute;ses integrantes da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Desenvolvimento Econ&amp;ocirc;mico (OCDE) reduziram 55 horas anuais no mesmo per&amp;iacute;odo. No Brasil, a proposta &amp;eacute; reduzir, de uma s&amp;oacute; vez, cerca de 480 horas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/1586a58d29e1624b1b93357c873902b2531f639b.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jos&amp;eacute; Pastore, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho" id="isPasted"&gt;Conselho de&amp;nbsp;Emprego e&amp;nbsp;Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho&lt;/a&gt; da FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos econ&amp;ocirc;micos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP apontado na conversa com as frentes s&amp;atilde;o os reflexos econ&amp;ocirc;micos. Os c&amp;aacute;lculos da Entidade dizem que, caso aprovada, a proposta elevaria o custo do trabalho em 22% no Brasil. Levando-se em conta que eventuais aumentos reais sobre a folha de pagamento promovidos por negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas oscilam entre 1% e 3%, no m&amp;aacute;ximo, e que seus efeitos atingem massa relevante de trabalhadores e trabalhadoras, essa eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o abrupta seria simplesmente invi&amp;aacute;vel &amp;agrave;s empresas &amp;mdash; principalmente as Micro, Pequenas e M&amp;eacute;dias (MPMEs).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O efeito para esses neg&amp;oacute;cios seria decisivo, considerando que s&amp;atilde;o estes que mais pagam tributos, t&amp;ecirc;m menos recursos para se manterem e, ainda assim, geram pelo menos 1 milh&amp;atilde;o de empregos por ano, segundo o Sebrae. N&amp;atilde;o &amp;agrave; toa, se a proposta se tornar lei, vai eliminar 1,2 milh&amp;atilde;o de vagas logo no primeiro ano. Isso levaria, assim, a uma queda de at&amp;eacute; 6,2% no Produto Interno Bruto (PIB).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse t&amp;oacute;pico foi refor&amp;ccedil;ado, inclusive, por atores relevantes, como os empres&amp;aacute;rios Jos&amp;eacute; Roberto Pena e Gisela Lopes, vice-presidentes da FecomercioSP e l&amp;iacute;deres dos sindicatos patronais de Ja&amp;uacute; e Mirassol, al&amp;eacute;m de Carlos Augusto Gobbo, presidente o Sindilojas de Campinas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Pastore, alguns setores, como o Com&amp;eacute;rcio, a Ind&amp;uacute;stria, o Agroneg&amp;oacute;cio e os Transportes teriam dificuldades para organizar escalas e turnos, o que exigiria a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de muitos &amp;ldquo;folguistas&amp;rdquo;. Soma-se a isso o risco de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contratos diferenciados, que poderiam comprometer a isonomia entre trabalhadores, gerando mais inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e problemas trabalhistas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Manifesto pela jornada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A premissa central do &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/manifesto-modernizacao-da-jornada-deve-se-apoiar-em-emprego-formal-produtividade-e-dialogo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Manifesto pela Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Jornada de Trabalho no Brasil&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;eacute; que o debate sobre o fim da escala 6x1 n&amp;atilde;o deve ser tratado como uma escolha entre a &lt;strong&gt;qualidade de vida dos trabalhadores e a atividade econ&amp;ocirc;mica&lt;/strong&gt;. O posicionamento das entidades signat&amp;aacute;rias, na verdade, &amp;eacute; o de que &lt;strong&gt;esses dois objetivos t&amp;ecirc;m condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de avan&amp;ccedil;ar conjuntamente&lt;/strong&gt;, desde que o emprego formal seja tratado como ativo social a ser preservado e que as mudan&amp;ccedil;as sejam constru&amp;iacute;das com base t&amp;eacute;cnica, previsibilidade e di&amp;aacute;logo entre trabalhadores, empregadores e Poder P&amp;uacute;blico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; por isso que o manifesto defende um aprofundamento da discuss&amp;atilde;o ocorra em um ambiente institucional prop&amp;iacute;cio &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consensos duradouros, com as an&amp;aacute;lises t&amp;eacute;cnicas de impactos e das alternativas de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; de que uma agenda dessa dimens&amp;atilde;o exige uma discuss&amp;atilde;o qualificada e tempo pol&amp;iacute;tico para acomodar diferen&amp;ccedil;as entre cadeias produtivas, regi&amp;otilde;es e modelos operacionais.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&amp;ldquo;Estamos alinhados ao manifesto porque entendemos que a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser emendada nesse sentido. Temos a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, e o tema em si precisa ser prorrogado para o ano que vem, visto que deve prejudicar muita gente&amp;rdquo;, enfatizou Gisela.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/ae51cf19ee716b144fb8c834b0690b0592b230aa.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-line: none; text-decoration-thickness: auto; text-decoration-style: solid; top: 2952px; margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);" id="isPasted"&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="position: relative; margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(29, 28, 29);"&gt;&lt;div style="color: rgb(29, 28, 29); margin: 0px; padding: 0px;"&gt;&lt;div style="color: rgb(29, 28, 29); margin: 4px 0px; padding: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Jos&amp;eacute; Roberto Pena e Gisela Lopes, vice-presidentes da FecomercioSP; e a assessora Karina Negrelli e Carlos Augusto Gobbo, presidente do Sindilojas de Campinas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pilares | Manifesto pela Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Jornada de Trabalho no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do emprego formal e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de incentivos &amp;agrave; informalidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Perto de 40% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o economicamente ativa est&amp;aacute; na informalidade hoje. Reduzir incentivos a isso, com estrat&amp;eacute;gias e pol&amp;iacute;ticas que considerem diferen&amp;ccedil;as setoriais e por porte de empresa, &amp;eacute; essencial ao crescimento econ&amp;ocirc;mico e ao desenvolvimento social sustent&amp;aacute;vel do Pa&amp;iacute;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Produtividade como base para sustentabilidade e desenvolvimentos social e econ&amp;ocirc;mico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas concretas para elevar a produtividade, como qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e difus&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, &amp;eacute; considerada urgente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por setor e uso da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Reconhecer a heterogeneidade do mercado de trabalho e focar em ajustes setoriais &amp;mdash; seja por atividade, seja por meio da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva &amp;mdash; permite adaptar escalas, turnos e limites de trabalho ao contexto de cada setor e regi&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Discuss&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica aprofundada e governan&amp;ccedil;a por meio do di&amp;aacute;logo social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mudan&amp;ccedil;as estruturais, como a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos limites constitucionais da jornada laboral, devem ser fundamentadas em debates t&amp;eacute;cnicos aprofundados que considerem os impactos e as alternativas, com governan&amp;ccedil;a baseada no consenso entre trabalhadores, trabalhadoras, empregadores e Poder P&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 04 Mar 2026 17:25:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item></channel></rss>
