<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Atacado - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/negocios/atacado</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Fri, 03 Apr 2026 14:48:28 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Atacado - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/negocios/atacado</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Nova regra tributária pressiona fluxo de caixa e exige reação imediata das empresas do Atacado]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/nova-regra-tributaria-pressiona-fluxo-de-caixa-e-exige-reacao-imediata-das-empresas-do-atacado</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião do Conselho do Comércio Atacadista da FecomercioSP, entidade detalha avanços regulatórios e orienta sobre ajustes imediatos em preços, caixa, sistemas e contratos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A Reforma Tribut&amp;aacute;ria j&amp;aacute; saiu do campo da abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e entrou na rotina das empresas. Para o Atacado, isso significa olhar menos para a promessa de simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mais para o que precisa ser feito agora, do cadastro fiscal ao fluxo de caixa. O tema foi tratado na reuni&amp;atilde;o do dia 17 de mar&amp;ccedil;o do Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista da &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, que reuniu empres&amp;aacute;rios e representantes sindicais para uma atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o jur&amp;iacute;dica e operacional sobre a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema tribut&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta foi mostrar, de forma pr&amp;aacute;tica, como as novas regras v&amp;atilde;o afetar a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os, a apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos, a escritura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a gest&amp;atilde;o financeira das empresas. O encontro promoveu orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica em um momento de mudan&amp;ccedil;a estrutural. Mais do que acompanhar a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das normas, os empres&amp;aacute;rios do segmento tiveram acesso a um mapa objetivo do que j&amp;aacute; est&amp;aacute; definido e do que precisa ser planejado desde j&amp;aacute;, para reduzir riscos e preservar competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O andamento da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A assessora da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, Sarina Manata, informou sobre a atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do est&amp;aacute;gio regulat&amp;oacute;rio da Reforma. Ela lembrou que a Emenda Constitucional 132, de 2023, alterou o Sistema Tribut&amp;aacute;rio Nacional e que a Lei Complementar 214, de 2025, instituiu o&amp;nbsp;Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS), a&amp;nbsp;Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS)&amp;nbsp;e o Imposto Seletivo (IS). Al&amp;eacute;m disso, a Lei Complementar (LC) 227, de 2026, criou o Comit&amp;ecirc; Gestor do IBS e promoveu ajustes na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o anterior.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Sarina, o processo ainda n&amp;atilde;o est&amp;aacute; encerrado. Entre os pontos pendentes, est&amp;atilde;o justamente a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IBS e da CBS e a lei ordin&amp;aacute;ria do IS. Na pr&amp;aacute;tica, isso exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua das empresas durante o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que come&amp;ccedil;a em 2026, passa pela conviv&amp;ecirc;ncia entre os regimes at&amp;eacute; 2033 e ter&amp;aacute; etapas como o teste do novo modelo, apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o assistida e&amp;nbsp;&lt;em&gt;split payment&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A assessora tamb&amp;eacute;m destacou mudan&amp;ccedil;as relevantes para o ambiente empresarial. &amp;ldquo;No Simples Nacional, por exemplo, o regime h&amp;iacute;brido passa a exigir aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; op&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aos efeitos no semestre de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. J&amp;aacute; nas regras de n&amp;atilde;o cumulatividade, benef&amp;iacute;cios como vale-transporte, vale-refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o e vale-alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o precisar&amp;atilde;o mais de previs&amp;atilde;o em acordo ou conven&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva de trabalho, enquanto os planos de sa&amp;uacute;de e os benef&amp;iacute;cios educacionais continuam condicionados a uma norma coletiva de trabalho que permita o cr&amp;eacute;dito&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sarina ainda ressaltou a import&amp;acirc;ncia de os sindicatos observarem os requisitos do artigo 14 do C&amp;oacute;digo Tribut&amp;aacute;rio Nacional para garantir a n&amp;atilde;o incid&amp;ecirc;ncia de tributos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeitos imediatos no caixa e na opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas atacadistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na parte pr&amp;aacute;tica da transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Jorge Segeti, vice-presidente do Sescon-SP, foi direto ao ponto, ao mostrar que a Reforma &amp;ldquo;n&amp;atilde;o muda apenas a al&amp;iacute;quota&amp;rdquo;, mas, sim, &amp;ldquo;reescreve a l&amp;oacute;gica de sobreviv&amp;ecirc;ncia do com&amp;eacute;rcio atacadista&amp;rdquo;. Segundo ele, o empres&amp;aacute;rio precisar&amp;aacute; rever log&amp;iacute;stica, reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de caixa, forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;o e tecnologia da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em um ambiente marcado pelo fim da guerra fiscal, da cumulatividade e pela tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no destino.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segeti explicou que o novo desenho desloca o foco da busca por incentivo fiscal para a proximidade da demanda, o que tende a redesenhar a geografia do atacado. Tamb&amp;eacute;m alertou para o choque de liquidez trazido pelo&amp;nbsp;&lt;em&gt;split payment&lt;/em&gt;. Se hoje o imposto ainda opera com algum intervalo at&amp;eacute; o recolhimento, no novo sistema a reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorrer&amp;aacute; no momento da liquida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da venda. Em um dos cen&amp;aacute;rios apresentados, isso pode significar perda de previsibilidade de caixa j&amp;aacute; no primeiro ano, com impacto estimado de 15%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto cr&amp;iacute;tico est&amp;aacute; na precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Com a migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto por dentro para o imposto por fora, o &lt;em&gt;markup&lt;/em&gt; precisar&amp;aacute; ser recalculado do zero&amp;rdquo;, observou. Planilhas antigas e f&amp;oacute;rmulas mantidas sem revis&amp;atilde;o, segundo ele, podem gerar pre&amp;ccedil;os sem competitividade ou at&amp;eacute; margens negativas. O mesmo vale para compras feitas de fornecedores do Simples Nacional, j&amp;aacute; que o regime n&amp;atilde;o gera cr&amp;eacute;dito tribut&amp;aacute;rio, que, ali&amp;aacute;s, deixa de ser presumido e passa a refletir o recolhimento efetivo, o que afeta o fluxo de caixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, Segeti apresentou um roteiro objetivo de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com diagn&amp;oacute;stico tribut&amp;aacute;rio, simula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cen&amp;aacute;rios, atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ERPs e treinamento das equipes. &amp;ldquo;A contabilidade deixa de ser apenas operacional e assume fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica. O contador passa de gerador de guias a arquiteto de neg&amp;oacute;cios. Para o atacadista, a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige a&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata, leitura t&amp;eacute;cnica e parceria pr&amp;oacute;xima com a intelig&amp;ecirc;ncia cont&amp;aacute;bil, al&amp;eacute;m de sinergia da gest&amp;atilde;o empresarial com as &amp;aacute;reas jur&amp;iacute;dica e financeira, pontuou.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 25 Mar 2026 15:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Carta Setorial aponta leve alta no Atacado em 2025]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/carta-setorial-aponta-leve-alta-no-atacado-em-2025</link><description>&lt;![CDATA[Publicação da FecomercioSP traz diagnóstico completo do setor e orientações para o empresário planejar 2026 com mais segurança]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A nova edição da &lt;strong&gt;Carta Setorial&lt;/strong&gt; do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;Conselho do Comércio Atacadista&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; revela que o setor encerra 2025 em terreno positivo, mas ainda distante de um ciclo robusto de crescimento. As projeções apontam para um avanço real de cerca de 0,4% frente a 2024, um resultado que se apoia principalmente na maior movimentação típica do último trimestre, quando o Varejo acelera estoques e o consumo aumenta em virtude das datas sazonais. Embora o ano termine melhor do que começou, a publicação reforça que a trajetória foi marcada por oscilações e perda de ritmo ao longo dos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento destaca que o início de 2025 ainda carregava o reflexo das vendas fortes do fim do ano passado, o que sustentou um primeiro trimestre positivo. No entanto, o fôlego diminuiu rapidamente com a combinação de crédito caro, estoques elevados no Varejo e redução do consumo das famílias. Em junho, o setor chegou ao pior desempenho do ano, com retração de 3,9% no faturamento real em relação ao mesmo mês do ano anterior. A partir do segundo semestre, a recuperação começou a aparecer, embora de forma moderada, puxada por segmentos menos dependentes de crédito e mais resilientes diante das condições econômicas adversas&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mercado de trabalho firme e inflação mais comportada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com a atividade econômica enfraquecida, o mercado de trabalho no Atacado surpreendeu positivamente. Até setembro, o setor tinha registrado alta de 3,2% no emprego formal, com todos os segmentos apresentando saldo positivo. As maiores contribuições ficaram por conta dos produtos de consumo não alimentar, com criação de 4.662 vagas; dos alimentos e bebidas, com 3.865; e das máquinas e equipamentos, com 2.805. O movimento demonstra resiliência das empresas, mas também ressalta a necessidade de gestão cuidadosa de custos em um ambiente ainda pressionado por juros elevados e crédito restrito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta Setorial mostra também que a inflação se estabilizou ao longo do ano, favorecendo o planejamento empresarial. O Índice de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variações moderadas, enquanto o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou desaceleração, reflexo direto da economia mais lenta. Esse comportamento ajuda na previsibilidade das compras e na reposição de estoques. Em paralelo, porém, a situação financeira das famílias piorou. A inadimplência subiu de 8,1%, em março, para 9,2%, em novembro, reduzindo a renda disponível e deixando o Varejo mais cauteloso na reposição de produtos. Como o Varejo é o principal cliente do Atacado, esse movimento afeta diretamente os pedidos ao longo dos meses.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro tópico central do boletim é a manutenção da taxa de juros em patamar elevado. A Selic continua restringindo o crédito para empresas e consumidores, encarecendo estoques, travando investimentos e limitando a expansão do setor. O custo financeiro permanece como um dos principais obstáculos para a melhoria do desempenho do Atacado, mesmo com sinais pontuais de estabilização econômica&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP avalia que 2026 tende a apresentar um ambiente pouco mais favorável, especialmente se a redução dos juros se confirmar e se o consumo das famílias recuperar parte do fôlego perdido. Ainda assim, a recomendação é de cautela. A velocidade desse progresso dependerá da reorganização financeira dos lares, da evolução da renda e do comportamento do Varejo nos primeiros meses do próximo ano. Por isso, a Carta sugere que os empresários reforcem o planejamento de estoques, aprimorem a eficiência operacional, façam investimentos seletivos em tecnologia e logística e acompanhem de perto os indicadores de crédito e inadimplência, que permanecem decisivos para a dinâmica do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publicação ainda reúne dados, gráficos e análises que ajudam o empresário a entender o momento e a se preparar melhor para as decisões de curto e médio prazos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://fecomercio.com.br/upload/pdf/2025/12/10/Carta_Setorial_CCA_ed.04_V1.pdf" id="isPasted" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse a versão completa da Carta Setorial do Conselho do Comércio Atacadista da FecomercioSP aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 11 Dec 2025 11:31:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[projeção para 2026]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Comércio atacadista perde ritmo, mas mantém empregos e deve ter leve recuperação até final de 2025]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/comercio-atacadista-perde-ritmo-mas-mantem-empregos-e-deve-ter-leve-recuperacao-ate-final-de-2025</link><description>&lt;![CDATA[Carta Setorial da FecomercioSP mostra retração nas vendas e cautela no setor, que busca eficiência e inovação para atravessar o cenário de juros altos e consumo em queda]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O cenário para o Comércio Atacadista em 2025 é de cautela. A nova edição da &lt;strong&gt;Carta Setorial&lt;/strong&gt; do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;Conselho do Comércio Atacadista&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; mostra que, após um início de ano positivo, as vendas do setor começaram a perder ritmo, refletindo a desaceleração do consumo das famílias e os efeitos dos juros ainda elevados. O faturamento acumulado até agosto apresentou leve queda de 0,1%, com retrações seguidas desde junho, quando o recuo chegou a 3,9% [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;VARIAÇÃO DO FATURAMENTO REAL SOBRE O MESMO MÊS DO ANO ANTERIOR&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/df54b836a8eab65905a777efc488fb24987b0fa5.png" style="width: 300px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo assim, há um ponto positivo: o mercado de trabalho segue aquecido. O levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta aumento de 3,3% nas vagas formais do setor no período, com saldo positivo em todas as atividades. Os destaques ficaram por conta dos segmentos de produtos não alimentares e de alimentos, bebidas e fumo, que somaram quase 8 mil novos postos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pressão no consumo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pesquisa da FecomercioSP sobre endividamento e inadimplência destaca que o orçamento das famílias continua apertado, com 73% dos paulistanos endividados e quase 10% inadimplentes até setembro. Isso tem freado o consumo e, consequentemente, o ritmo de compras do Varejo, afetando diretamente o desempenho do Atacado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Federação, o varejista tem adotado uma postura mais prudente, ao reduzir pedidos e alongar prazos de reposição de estoques. A estratégia diminui o giro de mercadorias e pressiona o faturamento atacadista.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, os preços no setor vêm mostrando tendência de desaceleração. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) aponta retração nos custos, refletindo uma economia mais fraca, enquanto a inflação ao consumidor (INPC) se mantém estável, sem grandes variações. Esse quadro sugere alívio gradual nos preços ao público e um ambiente mais previsível para os empresários.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As projeções da FecomercioSP ainda indicam inflação de 4,8% e taxa Selic média de 15% ao ano em 2025, com expectativa de redução em 2026, o que pode favorecer o crédito e os investimentos no setor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Olhar para frente: resiliência e eficiência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa é de leve recuperação nas vendas até o fim do ano, acompanhando o aumento da demanda em períodos sazonais e o desempenho de setores essenciais e tecnológicos. O recado da FecomercioSP é claro: 2025 é um ano de resistência estratégica, e não de expansão. O empresário atacadista deve agir com cautela e buscar eficiência operacional, inovação tecnológica e disciplina financeira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as recomendações da Entidade, destacam-se foco em digitalização, preservação do caixa e proteção das margens. Esses diferenciais podem garantir competitividade e preparar as empresas para aproveitarem melhor o ciclo de retomada que deve vir a seguir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/pdf/2025/10/21/Carta_Setorial_CCA_3tri_V6.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse a &lt;strong&gt;Carta Setorial&lt;/strong&gt; completa do Conselho do Comércio Atacadista&lt;/a&gt; da FecomercioSP e confira a análise detalhada do trimestre.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 23 Oct 2025 15:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Impacto do tarifaço dos Estados Unidos para a economia brasileira: desafios e orientações para o atacado]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/impacto-do-tarifaco-dos-estados-unidos-para-a-economia-brasileira-desafios-e-orientacoes-para-o-atacado</link><description>&lt;![CDATA[Tarifas norte-americanas derrubam exportações brasileiras em quase US$ 600 milhões e acendem alerta para o setor, que busca alternativas diante de margens comprimidas e incerteza global]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O an&amp;uacute;ncio de tarifas de &lt;strong&gt;50% sobre produtos brasileiros&lt;/strong&gt; pelos Estados Unidos atinge diretamente &lt;strong&gt;56% das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es nacionais destinadas ao mercado norte-americano&lt;/strong&gt;. O efeito imediato foi uma queda, em agosto, de &lt;strong&gt;18,5% nas vendas para o pa&amp;iacute;s&lt;/strong&gt;, o que equivale a cerca de &lt;strong&gt;US$ 600 milh&amp;otilde;es&lt;/strong&gt; em perdas. Esse quadro exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o redobrada dos empres&amp;aacute;rios brasileiros, sobretudo do com&amp;eacute;rcio atacadista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que setores estrat&amp;eacute;gicos tenham sido &lt;strong&gt;isentos&lt;/strong&gt; (aeron&amp;aacute;utico, energia, celulose e papel, automotivo e suco de laranja), produtos de peso para a pauta exportadora brasileira (como &lt;strong&gt;a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, carnes, caf&amp;eacute; e frutas&lt;/strong&gt;) sofreram redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es dr&amp;aacute;sticas, algumas superiores a &lt;strong&gt;70%&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse foi um dos temas da reuni&amp;atilde;o de setembro do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;da&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; Al&amp;eacute;m de apresentar um panorama geral dos efeitos do tarifa&amp;ccedil;o&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;na economia brasileira, em sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Andr&amp;eacute; Sacconato, assessor da Entidade, apontou os pontos que merecem aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os impasses e as orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos empres&amp;aacute;rios do setor. Confira a seguir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeitos na economia brasileira&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Depend&amp;ecirc;ncia de mercados concentrados&lt;/strong&gt;: os Estados Unidos absorvem 11,8% das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras. A China mant&amp;eacute;m a lideran&amp;ccedil;a como principal parceiro comercial do Pa&amp;iacute;s, absorvendo 30,2% das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, seguida por Argentina (5,9%), Pa&amp;iacute;ses Baixos (3,7%) e M&amp;eacute;xico (2,9%). A medida exp&amp;otilde;e a vulnerabilidade do Brasil frente a pol&amp;iacute;ticas unilaterais.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atividades mais afetadas&lt;/strong&gt;: a&amp;ccedil;&amp;uacute;car (-88,4%), carnes (-76%), caf&amp;eacute; (-45%) e frutas (-38%) est&amp;atilde;o entre os mais prejudicados, com risco de inviabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Esses n&amp;uacute;meros representam n&amp;atilde;o apenas perdas econ&amp;ocirc;micas, mas tamb&amp;eacute;m impactos sobre empregos e desenvolvimento regional.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atividades preservadas&lt;/strong&gt;: aeron&amp;aacute;utica, energia, celulose/papel, automotiva e suco de laranja receberam isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o, refletindo integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica com cadeias produtivas estadunidenses.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Efeitos internos&lt;/strong&gt;: embora o mercado de trabalho brasileiro siga aquecido, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da taxa Selic para &lt;strong&gt;15% ao ano&lt;/strong&gt; encarece o cr&amp;eacute;dito, pressiona margens e limita investimentos.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pontos de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o atacado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Custos e margens:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o encarecimento do cr&amp;eacute;dito e o c&amp;acirc;mbio ainda elevado, apesar do al&amp;iacute;vio recente no d&amp;oacute;lar, seguem pressionando os custos de importados e insumos, comprimindo margens j&amp;aacute; estreitas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Redirecionamento de estoques&lt;/strong&gt;: produtos antes destinados aos Estados Unidos precisar&amp;atilde;o ser absorvidos por mercados alternativos (China, M&amp;eacute;xico, Argentina, Uni&amp;atilde;o Europeia etc.), afetando volumes e pre&amp;ccedil;os no atacado.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Log&amp;iacute;stica e adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;: novos mercados exigem certifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ajustes de embalagem, padr&amp;otilde;es sanit&amp;aacute;rios e redes de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o diferenciadas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desafios estrat&amp;eacute;gicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Conjuntura internacional inst&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;: o &amp;iacute;ndice de incerteza global atingiu &lt;strong&gt;164%,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;um recorde hist&amp;oacute;rico, superando a pandemia e a crise de 2008. Isso afeta decis&amp;otilde;es de consumo, investimento e pol&amp;iacute;ticas comerciais.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Press&amp;atilde;o sobre margens&lt;/strong&gt;: importadores norte-americanos repassam custos, ao passo que empresas brasileiras sentem o efeito indireto em renegocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pre&amp;ccedil;os.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Acesso a cr&amp;eacute;dito&lt;/strong&gt;: linhas especiais do governo ajudam, mas s&amp;atilde;o paliativas. Custos financeiros seguir&amp;atilde;o altos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Inseguran&amp;ccedil;a contratual&lt;/strong&gt;: exportadores e distribuidores sofrem com indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, afetando previsibilidade de demanda.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Repasses de custos na cadeia&lt;/strong&gt;: atacadistas precisam negociar com fornecedores e clientes finais em ambiente de alta volatilidade.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos empres&amp;aacute;rios do setor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Diversifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercados e fornecedores:&lt;/strong&gt; buscar alternativas comerciais al&amp;eacute;m dos Estados Unidos e diversificar origens de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para reduzir riscos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Gest&amp;atilde;o rigorosa de custos:&lt;/strong&gt; revisar contratos, renegociar prazos e fortalecer o controle sobre despesas financeiras e log&amp;iacute;sticas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Efici&amp;ecirc;ncia operacional:&lt;/strong&gt; investir em tecnologia, automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e log&amp;iacute;stica inteligente para manter competitividade mesmo em ambiente de margens apertadas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Aproveitar apoios governamentais:&lt;/strong&gt; linhas de cr&amp;eacute;dito subsidiado, programas de incentivo &amp;agrave; exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e suporte t&amp;eacute;cnico para certifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es podem aliviar parte da press&amp;atilde;o imediata.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e valor agregado:&lt;/strong&gt; apostar em diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtos e servi&amp;ccedil;os para resistir melhor &amp;agrave; guerra de pre&amp;ccedil;os que tende a se intensificar.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Planejamento de cen&amp;aacute;rios&lt;/strong&gt;: trabalhar com proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es alternativas (otimista, conservadora e adversa), garantindo flexibilidade estrat&amp;eacute;gica frente a mudan&amp;ccedil;as repentinas no ambiente global.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, o tarifa&amp;ccedil;o norte-americano representa um choque negativo relevante, sobretudo para o Agroneg&amp;oacute;cio e &amp;aacute;reas tradicionais. No entanto, abre espa&amp;ccedil;o para um reposicionamento estrat&amp;eacute;gico das empresas brasileiras. Para o com&amp;eacute;rcio atacadista, o desafio &amp;eacute; equilibrar margens comprimidas, custos elevados e incerteza global. No curto prazo, a palavra-chave &amp;eacute; cautela. Em m&amp;eacute;dio e longo prazos, a diversifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercados e a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os caminhos para transformar a crise em oportunidade.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 25 Sep 2025 16:47:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Escassez de mão de obra desafia setor atacadista mesmo com desemprego em queda]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/escassez-de-mao-de-obra-desafia-setor-atacadista-mesmo-com-desemprego-em-queda</link><description>&lt;![CDATA[Índice de desocupação é o menor da história, mas empresas enfrentam dificuldades para contratar e reter profissionais, aponta a FecomercioSP]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O mercado de trabalho vive um momento histórico no Brasil — a taxa de desemprego caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor nível já registrado. No comércio atacadista, os indicadores confirmam o aquecimento: em junho deste ano, todos os segmentos registraram saldo positivo de vagas, com destaque para Produtos de Consumo Não Alimentar (+3.196 postos) e Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (+2.117), de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, por trás do otimismo, há um &lt;strong&gt;novo desafio para o setor — a falta de mão de obra qualificada&lt;/strong&gt;, de acordo com &lt;strong&gt;estudo realizado pelo Conselho do Comércio Atacadista (CCA)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;da&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;. Em áreas de alta tecnologia, por exemplo, o crescimento foi tímido, com a criação de apenas 254 novas vagas em Equipamentos e Produtos de Tecnologia da Informação e Comunicação, reflexo direto da escassez de profissionais especializados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O pleno emprego é uma conquista para o País, mas, para o &lt;strong&gt;empresário atacadista, tornou-se também uma batalha diária encontrar e reter bons profissionais&lt;/strong&gt;. O capital humano virou o grande diferencial competitivo”, afirma Ronaldo Taboada, presidente do CCA.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;SALDO E ESTOQUE DO EMPREGO CELETISTA DO COMÉRCIO ATACADISTA&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;NO ESTADO DE SÃO PAULO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;JUNHO/2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/21c9d688021681e2f420d111b77e7b01dd3eaee5.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fonte: Caged / Elaboração: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;strong id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rotatividade em alta&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A dificuldade de manter trabalhadores é outro problema&lt;/strong&gt;. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do MTE, o tempo médio de permanência no emprego caiu 7% entre 2015 e 2024 no setor de atacado paulista, chegando a apenas 26 meses [tabela 2]. Em setores como Madeira e Material de Construção, a redução foi de 12%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA (TMP) — ATIVIDADES DE COMÉRCIO ATACADISTA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;VARIAÇÃO ENTRE 2015 E 2024&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/e913798cc4bde5d81da0d1264004e95ff85d984d.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Fonte: Rais — Ministério do Trabalho e Emprego&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;De forma geral, todas as faixas etárias apresentaram recuos no tempo médio de permanência — -7% (25 a 39 anos), -7% (40 a 49 anos) e -10% (50 a 64 anos). A queda foi ainda mais expressiva entre jovens de 15 a 24 anos, cuja permanência média recuou de 12 para 10 meses (-15%). A rotatividade crescente compromete as operações e gera custos elevados de substituição.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, a participação dos jovens no setor também caiu. Em 2010, eles representavam 22% dos vínculos formais; em 2024, apenas 17% [gráfico 1]. Essa redução indica menor interesse das novas gerações em atuar no setor atacadista, o que reforça a escassez de talentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;PARTICIPAÇÃO NO COMERCIO ATACADISTA POR FAIXA ETÁRIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;VARIAÇÃO ENTRE 2010 E 2024&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/437a6698b264f27ecaead307f538f5491e18a643.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Fonte: Rais — Ministério do Trabalho e Emprego&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aumento de custos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A disputa por profissionais qualificados tem reflexos sobre o custo operacional e no modelo de negócio. Segundo Taboada, esse movimento traz um alerta: “As empresas não podem se limitar a oferecer salários mais altos. É preciso investir em ambiente saudável, benefícios consistentes e, sobretudo, em planos reais de carreira. Sem isso, a rotatividade continuará corroendo margens e produtividade”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que fazer diante do cenário&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; aponta caminhos para os empresários enfrentarem esse gargalo. Veja a seguir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Capacitação interna&lt;/strong&gt;: formar profissionais do zero, ao invés de esperar pelo candidato pronto.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Retenção estratégica&lt;/strong&gt;: adotar políticas de valorização, com benefícios, reconhecimento e oportunidades de crescimento.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Eficiência operacional&lt;/strong&gt;: investir em tecnologia e treinamento para reduzir dependência de mão de obra.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atratividade para jovens&lt;/strong&gt;: criar programas que despertem o interesse das novas gerações pelo setor.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Na visão do CCA, a escassez de mão de obra mostra que os empresários do setor precisam redobrar esforços na gestão de pessoas. O desafio deixou de ser apenas vender mais — agora, é garantir equipes qualificadas e engajadas para sustentar o crescimento.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 17 Sep 2025 12:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Grupo Martins projeta futuro com foco em inovação, digitalização e parceria com o varejo]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/grupo-martins-projeta-futuro-com-foco-em-inovacao-digitalizacao-e-parceria-com-o-varejo</link><description>&lt;![CDATA[Uma das maiores atacadistas distribuidoras do Brasil, empresa aposta em omnicanalidade, expansão do marketplace, uso intensivo de IA e fortalecimento da parceria com os varejos pequeno e médio]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Seguindo as discuss&amp;otilde;es sobre o futuro do setor, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; recebeu um dos maiores atacadistas distribuidores do Brasil: o Grupo Martins. Fundada h&amp;aacute; mais de sete d&amp;eacute;cadas na cidade mineira de Uberl&amp;acirc;ndia, a empresa cresceu organicamente e se tornou refer&amp;ecirc;ncia nacional ao atender mensalmente mais de 118 mil clientes corporativos em mais de 5,5 mil munic&amp;iacute;pios, com 320 mil entregas por m&amp;ecirc;s e 211 mil metros quadrados de armazenagem distribu&amp;iacute;dos em cinco centros de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e 60 &lt;strong&gt;hubs&lt;/strong&gt; log&amp;iacute;sticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que um atacadista puro, o grupo opera como um ecossistema de neg&amp;oacute;cios completo que conecta fornecedores, varejistas e consumidores. O Sistema Martins (SIM) envolve a Martins Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os de Distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o S.A., bra&amp;ccedil;o atacadista digital; o Tribanco e seus servi&amp;ccedil;os financeiros; a plataforma de adquir&amp;ecirc;ncia Unica; a Universidade Martins do Varejo (UMV); e o e-commerce eF&amp;aacute;cil, voltado para o consumidor final, al&amp;eacute;m de uma rede de supermercados associativistas, a Rede Smart, com mais de 400 lojas. Tamb&amp;eacute;m promove inclus&amp;atilde;o social com o Instituto Alair Martins (IAMAR) e iniciativas de impacto ambiental, como a Floresta Nativa, com 160 mil hectares em manejo sustent&amp;aacute;vel e emiss&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos de carbono.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do sucesso, o setor atua em um ambiente dif&amp;iacute;cil. O modelo tradicional de atacadista distribuidor vive sob constante amea&amp;ccedil;a por uma s&amp;eacute;rie de fatores, segundo afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Rubens Batista, CEO da Martins Com&amp;eacute;rcio, durante reuni&amp;atilde;o do Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista da FecomercioSP, realizada no dia 24 de junho. &amp;ldquo;As principais amea&amp;ccedil;as v&amp;ecirc;m da baixa barreira de entrada no setor, da busca das ind&amp;uacute;strias por mais margem via desintermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou canais pr&amp;oacute;prios, da expans&amp;atilde;o de modelos h&amp;iacute;bridos (como o atacarejo), da crescente concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no varejo e da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que habilita novos modelos de neg&amp;oacute;cio mais &amp;aacute;geis e desagregadores&amp;rdquo;, explicou Batista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo diante dessas press&amp;otilde;es, o executivo argumentou que o modelo ainda tem espa&amp;ccedil;o no Brasil, especialmente em raz&amp;atilde;o de fatores como a dimens&amp;atilde;o territorial, a infraestrutura prec&amp;aacute;ria, a complexidade regulat&amp;oacute;ria, as profundas desigualdades regionais e o custo da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; o que dificulta a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o plena de modelos diretos pela Ind&amp;uacute;stria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Foco na inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no cliente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para lidar com os problemas e garantir relev&amp;acirc;ncia nos pr&amp;oacute;ximos anos, o Grupo Martins adotou uma ambiciosa estrat&amp;eacute;gia para o per&amp;iacute;odo de 2024 a 2028, com a seguinte vis&amp;atilde;o: ser o parceiro mais completo dos varejos pequeno e m&amp;eacute;dio brasileiros, com foco em crescimento sustent&amp;aacute;vel e consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es do SIM (Sistema Martins).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As principais frentes estrat&amp;eacute;gicas incluem:&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;fortalecimento do modelo 1P&lt;/strong&gt; &amp;mdash; mais relev&amp;acirc;ncia em FMCG (Fast Moving Consumer Goods), ou seja bens de consumo r&amp;aacute;pido, al&amp;eacute;m de expans&amp;atilde;o nas &amp;aacute;reas alimentar e farmac&amp;ecirc;utica, estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor de eletrodom&amp;eacute;sticos e maior produtividade da for&amp;ccedil;a de vendas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;crescimento do Marketplace (3P)&lt;/strong&gt; &amp;mdash; amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de &lt;strong&gt;sellers&lt;/strong&gt;, de novas categorias e da oferta de servi&amp;ccedil;os log&amp;iacute;sticos integrados;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;omnicanalidade&lt;/strong&gt; &amp;mdash; expans&amp;atilde;o da integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o eficiente entre os canais f&amp;iacute;sicos e digitais para atender melhor os varejistas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SIM&lt;/strong&gt; &amp;mdash; fortalecimento do relacionamento com os clientes, aumento do LTV (valor do tempo de vida do cliente) e oferta de servi&amp;ccedil;os adjacentes.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;Batista ainda ressaltou o compromisso do grupo com a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital, uma jornada iniciada em 2018 e que continuar&amp;aacute; avan&amp;ccedil;ando. &amp;ldquo;Cerca de 62% dos nossos clientes est&amp;atilde;o em cidades com at&amp;eacute; 100 mil habitantes, o que refor&amp;ccedil;a a import&amp;acirc;ncia da capilaridade e da tecnologia. A digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; da for&amp;ccedil;a de vendas ao autosservi&amp;ccedil;o dos varejistas &amp;mdash; &amp;eacute; vista como vital para a sobreviv&amp;ecirc;ncia do neg&amp;oacute;cio&amp;rdquo;, afirmou. &amp;ldquo;Quem n&amp;atilde;o digitalizar, ter&amp;aacute; dificuldade de continuar no jogo&amp;rdquo;, refor&amp;ccedil;ou o CEO.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, a empresa tem investido fortemente em Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA), materializada na assistente virtual Mari, que j&amp;aacute; atua como uma importante aliada dos representantes comerciais. &amp;ldquo;Por meio dela, os profissionais conseguem, por exemplo, acessar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produtos, emitir boletos, verificar posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cr&amp;eacute;dito e at&amp;eacute; interagir por texto, voz ou imagem via WhatsApp&amp;rdquo;, informou o executivo. Mais do que automatizar tarefas, a ferramenta est&amp;aacute; sendo treinada para atuar diretamente nas vendas, agregando valor ao relacionamento com os clientes e ampliando o potencial comercial da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entraves operacionais: log&amp;iacute;stica, seguran&amp;ccedil;a e infraestrutura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m das quest&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas, o Grupo Martins enfrenta entraves operacionais, como estradas malconservadas, inseguran&amp;ccedil;a e roubo de cargas. &amp;ldquo;Perdemos, em m&amp;eacute;dia, um caminh&amp;atilde;o por m&amp;ecirc;s por acidente ou roubo. H&amp;aacute; regi&amp;otilde;es que nossos ve&amp;iacute;culos n&amp;atilde;o transitam em certos hor&amp;aacute;rios por risco de assalto&amp;rdquo;, relatou Batista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A falta de alternativas log&amp;iacute;sticas, como ferrovias, e a alta tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o encarecem a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A companhia tem investido em projetos como a Frota Ideal, modula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de transportes por regi&amp;atilde;o, e o uso de modais alternativos (a&amp;eacute;reo e fluvial) para reduzir esses impasses. Dessa forma, o Grupo Martins opera com efici&amp;ecirc;ncia e disciplina financeira, com ciclo m&amp;eacute;dio de recebimento de 35 dias e inadimpl&amp;ecirc;ncia abaixo de 0,25%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O futuro do atacado no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de operar em um setor pressionado, o Grupo Martins acredita que o atacado ainda ser&amp;aacute; fundamental no Brasil, principalmente pelo papel de capilariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o log&amp;iacute;stica, pelo acesso ao cr&amp;eacute;dito e pela oferta de mix de produtos competitivo ao varejo independente. O modelo atacadista distribuidor sobrevive nos Estados Unidos e na Europa em formato mais concentrado e nichado &amp;mdash; e, segundo Batista, o Brasil tende a seguir esse caminho, com o Martins pronto para ser protagonista na transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com um slogan que traduz bem a sua proposta &amp;mdash; &amp;ldquo;Confian&amp;ccedil;a que acelera o futuro&amp;rdquo;, o Grupo Martins aposta na combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, efici&amp;ecirc;ncia, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e relacionamento para seguir relevante. A jornada de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; em curso, e seu desfecho pode ajudar a redesenhar o papel do atacado no Brasil do futuro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 10 Jul 2025 17:49:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[setor atacadista]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Atacado inicia 2025 em alta, mas inflação e juros exigem gestão mais estratégica]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/atacado-inicia-2025-em-alta-mas-inflacao-e-juros-exigem-gestao-mais-estrategica</link><description>&lt;![CDATA[Faturamento do setor avança, mas conjuntura econômica impõe cautela para manter margens e geração de emprego; veja recomendações na ‘Carta Setorial’ para o trimestre]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O setor atacadista brasileiro come&amp;ccedil;ou o ano com o p&amp;eacute; direito, registrando crescimento de 3,3% no faturamento de janeiro, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo m&amp;ecirc;s do ano anterior. Contudo, nos meses seguintes, o ritmo de alta perdeu for&amp;ccedil;a: o acumulado entre janeiro e abril fechou com avan&amp;ccedil;o de 1,7% em termos reais (descontada a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do avan&amp;ccedil;o, fatores como infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente, juros elevados e endividamento das fam&amp;iacute;lias pesam no bolso do consumidor, limitando o consumo. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/inflacao-e-juros-altos-deixaram-112-mil-familias-inadimplentes-em-sao-paulo-nos-ultimos-tres-meses" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl&amp;ecirc;ncia do Consumidor (PEIC)&lt;/a&gt; na capital paulista, realizada pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o n&amp;iacute;vel de inadimpl&amp;ecirc;ncia voltou a subir em maio, com 9,1% das pessoas lidando com dificuldades para honrar compromissos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de alerta &amp;eacute; o impacto direto da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre os custos operacionais e os reajustes salariais. As empresas que n&amp;atilde;o conseguirem repassar esses aumentos ao p&amp;uacute;blico podem ver as margens encolher rapidamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, o mercado de trabalho no Atacado mostra f&amp;ocirc;lego. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam saldo positivo de mais de 8 mil novas vagas de janeiro a abril de 2025, com destaque para os segmentos de&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;produtos de consumo n&amp;atilde;o alimentar, m&amp;aacute;quinas e equipamentos e alimentos, bebidas e fumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;lsquo;Carta Setorial&amp;rsquo; na m&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Frente a essas perspectivas, o empres&amp;aacute;rio que mantiver o planejamento em dia, uma gest&amp;atilde;o de custos eficiente e aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o redobrada ao cen&amp;aacute;rio macroecon&amp;ocirc;mico ter&amp;aacute; mais chances de superar esse trimestre turbulento, sem abrir m&amp;atilde;o da competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para apoiar a tomada de decis&amp;atilde;o com mais seguran&amp;ccedil;a, os especialistas do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista&lt;/a&gt; da FecomercioSP elaboraram recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes para as atividades do setor. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/66689897247619d7fd9381eb1b270c515aa4612b.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; e acesse a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na &amp;iacute;ntegra.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 30 Jun 2025 16:50:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Conselho do Comércio Atacadista]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Assaí Atacadista: os desafios de um gigante e as estratégias para o futuro]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/assai-atacadista-os-desafios-de-um-gigante-e-as-estrategias-para-o-futuro</link><description>&lt;![CDATA[Diretor de um dos maiores ‘players’ alimentares do Brasil discute panorama atual e perspectivas para o setor com o Conselho do Comércio Atacadista da FecomercioSP]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Fundado h&amp;aacute; 50 anos, o Assa&amp;iacute; Atacadista percorreu um longo caminho at&amp;eacute; se consolidar como uma das maiores empresas de atacado e varejo alimentar do Brasil. A trajet&amp;oacute;ria da Companhia &amp;eacute; marcada por uma estrat&amp;eacute;gia consistente de expans&amp;atilde;o e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Com faturamento de R$ 80,6 bilh&amp;otilde;es em 2024 &amp;mdash; um crescimento de 10,7% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o ano anterior &amp;mdash;, a rede conquistou a 92&amp;ordf; posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o no ranking Global Powers of Retailing 2025, elaborado pela Deloitte. Com essa coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o, passa a ocupar o posto mais alto j&amp;aacute; atingido por uma empresa brasileira no estudo internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A rede atende 500 milh&amp;otilde;es de clientes por ano, incluindo os pequenos e m&amp;eacute;dios comerciantes e os consumidores finais que buscam economia e variedade de produtos, j&amp;aacute; que a pol&amp;iacute;tica de pre&amp;ccedil;os praticada pela rede &amp;eacute; bastante competitiva, contando com estoques amplamente abastecidos e facilidades de pagamento, prezando pela &amp;oacute;tima experi&amp;ecirc;ncia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, para manter-se &amp;agrave; frente em um mercado de grande concorr&amp;ecirc;ncia e em constante transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Assa&amp;iacute; encara desafios estruturais e estrat&amp;eacute;gicos que exigem respostas r&amp;aacute;pidas e inovadoras, agregando valor ao neg&amp;oacute;cio para o consumidor. Na reuni&amp;atilde;o do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, realizada no dia 20 de maio, Paulo Pompilio, Diretor Executivo de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Institucionais do Assa&amp;iacute;, falou sobre v&amp;aacute;rios pontos de dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da empresa na atualidade e sobre os planos para o futuro desse grande player, sinalizados a seguir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desafios atuais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Gest&amp;atilde;o de grande estrutura operacional&lt;/strong&gt;: mais de 300 lojas, 12 centros de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e presen&amp;ccedil;a em 24 Estados (mais Distrito Federal) e mais de 140 munic&amp;iacute;pios exigem excel&amp;ecirc;ncia log&amp;iacute;stica, padroniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o regional.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Experi&amp;ecirc;ncia do cliente&lt;/strong&gt;: apesar do foco em melhoria cont&amp;iacute;nua nas lojas (climatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estacionamento, &lt;em&gt;self-checkout &lt;/em&gt;etc.), manter e evoluir essa experi&amp;ecirc;ncia em todas as unidades &amp;eacute; um desafio recorrente.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Concorr&amp;ecirc;ncia acirrada no varejo e no atacado:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;h&amp;aacute; a presen&amp;ccedil;a de competidores fortes, tanto em n&amp;iacute;vel Brasil, como, redes regionais e plataformas digitais.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;embora o app Meu Assa&amp;iacute; tenha sido relan&amp;ccedil;ado com recursos de CRM (Gest&amp;atilde;o de Relacionamento com o Cliente) e carteira digital, integrar canais f&amp;iacute;sicos e digitais (&lt;em&gt;phygital&lt;/em&gt;) com efici&amp;ecirc;ncia e personaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua no segmento ainda &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o que demanda, dado o custo log&amp;iacute;stico.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o e diversidade:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o grupo j&amp;aacute; apresenta n&amp;uacute;meros importantes (43,6% de ger&amp;ecirc;ncia ou acima com pessoas negras e 25,7% de mulheres l&amp;iacute;deres), mas manter avan&amp;ccedil;os e promover equidade em todos os n&amp;iacute;veis &amp;eacute; uma demanda permanente.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Sustentabilidade operacional (ESG):&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a meta de reduzir 38% das emiss&amp;otilde;es de carbono at&amp;eacute; 2030 e a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do uso de energia renov&amp;aacute;vel em 98% das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es exigem investimento e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o constante.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Planos futuros&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Expans&amp;atilde;o sustent&amp;aacute;vel da rede:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;continuar crescendo sem comprometer a efici&amp;ecirc;ncia log&amp;iacute;stica, a padroniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do atendimento e a rentabilidade.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Avan&amp;ccedil;o no digital e e-commerce B2B e B2C:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;expandir a presen&amp;ccedil;a online com integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o log&amp;iacute;stica eficiente, intelig&amp;ecirc;ncia de dados e personaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para manter a fidelidade de clientes digitais.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Automatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uso de tecnologia em escala:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;investir mais em tecnologias como Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA), Internet das Coisas (IdC) e automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para reduzir custos e aumentar produtividade.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;ampliar o alcance da Universidade Assa&amp;iacute; para manter o engajamento e a atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais de 87 mil colaboradores em um ambiente competitivo e em transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Resili&amp;ecirc;ncia frente a instabilidades econ&amp;ocirc;micas:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;com um modelo de neg&amp;oacute;cios voltado para a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre custo e benef&amp;iacute;cio, o Assa&amp;iacute; precisa estar preparado para mudan&amp;ccedil;as no poder de compra da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e nos pre&amp;ccedil;os dos insumos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Fortalecimento de imagem e prop&amp;oacute;sito social:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;consolidar o Instituto Assa&amp;iacute; e o trabalho em diferentes frentes &amp;nbsp;(empreendedorismo, seguran&amp;ccedil;a alimentar e esportes) como diferencial competitivo e reputacional.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outros pilares importantes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em termos de perspectivas de futuro para o setor atacadista, o convidado aponta que os vetores de desenvolvimento tamb&amp;eacute;m est&amp;atilde;o ligados a tr&amp;ecirc;s pilares: efici&amp;ecirc;ncia log&amp;iacute;stica, modelo de trabalho mais flex&amp;iacute;vel e combate ao desperd&amp;iacute;cio de alimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; log&amp;iacute;stica, Paulo Pompilio ressalta que o custo do transporte &amp;mdash; a quest&amp;atilde;o do frete baseado no peso do produto, muitas vezes eleva o custo de uma venda devido ao elevado valor do frete de um produto &amp;ldquo;pesado&amp;rdquo;, que n&amp;atilde;o tem valor agregado, o que torna a equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o desequilibrada. O custo do frete &amp;mdash;tamb&amp;eacute;m influenciado pelo pre&amp;ccedil;o do combust&amp;iacute;vel, pela infraestrutura prec&amp;aacute;ria e pela complexidade da cadeia &amp;mdash; representa um peso significativo no valor final dos produtos. Um dos grandes obst&amp;aacute;culos &amp;eacute; a log&amp;iacute;stica reversa, ainda n&amp;atilde;o precificada corretamente. &amp;ldquo;Quando vendemos um produto, ele est&amp;aacute; custeado at&amp;eacute; o consumidor final. Mas o retorno, por exemplo para reciclagem, enfrente resistencia para custeio&amp;rdquo;, destaca o diretor do Assa&amp;iacute; Atacadista. Isso trava iniciativas sustent&amp;aacute;veis, como o uso de biometano em caminh&amp;otilde;es, uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o promissora que esbarra no fator econ&amp;ocirc;mico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na quest&amp;atilde;o de recursos humanos, a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalhadores segue presa &amp;agrave; Consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Leis do Trabalho (CLT), que n&amp;atilde;o acompanha as transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sociedade. A busca por modelos mais flex&amp;iacute;veis esbarra na rigidez legal e no risco de autua&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O setor defende a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um novo modelo de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permita, por exemplo, trabalhos espor&amp;aacute;dicos ou por poucas horas &amp;mdash; realidade que j&amp;aacute; acontece em outras economias. &amp;ldquo;Precisamos de um novo modal dentro da CLT. A sociedade mudou, mas a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua a mesma&amp;rdquo;, alerta Pompilio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O diretor do Assa&amp;iacute; tamb&amp;eacute;m citou a import&amp;acirc;ncia do combate ao desperd&amp;iacute;cio para o segmento de alimentos, problema que resulta n&amp;atilde;o apenas em impactos econ&amp;ocirc;micos, mas tamb&amp;eacute;m sociais e ambientais. Iniciativas para reduzir essas perdas esbarram em legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es ultrapassadas. Por exemplo, data de validade dos produtos &amp;mdash; mesmo ainda pr&amp;oacute;prios para consumo, se passada a data de validade &amp;mdash; precisam ser descartados. &amp;ldquo;A proposta do setor de adotar o conceito &lt;em&gt;Best Before&lt;/em&gt; &amp;mdash; ou &amp;ldquo;melhor antes de&amp;rdquo;, em tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o literal, j&amp;aacute; comum na Europa, ainda n&amp;atilde;o saiu do papel no Brasil&amp;rdquo;, afirma. &amp;ldquo;Se pud&amp;eacute;ssemos implementar essa mudan&amp;ccedil;a, reduzir&amp;iacute;amos o desperd&amp;iacute;cio pela metade&amp;rdquo;, argumenta o executivo.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 10 Jun 2025 14:32:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[setor atacadista]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Atacado inicia 2025 com alta de 1,6% no faturamento, mas lida com contratempos estruturais]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/atacado-inicia-2025-com-alta-de-1-6-no-faturamento-mas-lida-com-contratempos-estruturais</link><description>&lt;![CDATA[Segmento vive período de transição, marcado por instabilidade econômica e mudanças no comportamento do consumidor, analisa FecomercioSP]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O com&amp;eacute;rcio atacadista no Brasil est&amp;aacute; vivendo um momento de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com per&amp;iacute;odos marcados por instabilidade econ&amp;ocirc;mica e mudan&amp;ccedil;as no comportamento do consumidor. Apesar de mostrar sinais de resili&amp;ecirc;ncia, registrando crescimento no segundo m&amp;ecirc;s do ano, setor ainda convive com desafios estruturais, como press&amp;atilde;o de custos operacionais e financeiros, causados pelas altas da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da taxa de juros, que demandam das empresas habilidades para tomar decis&amp;otilde;es assertivas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dados da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira &amp;nbsp;de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) apontam que o faturamento do setor avan&amp;ccedil;ou 1,6% em fevereiro, em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo m&amp;ecirc;s de 2024, enquanto no acumulado do ano, cresceu 2,4%. Essa expans&amp;atilde;o moderada &amp;eacute; reflexo do cen&amp;aacute;rio econ&amp;ocirc;mico no in&amp;iacute;cio do ano, marcado por incertezas, incluindo juros elevados, pre&amp;ccedil;os mais altos e cr&amp;eacute;dito restrito, de acordo com estudo apresentado no dia 15 de abril, durante reuni&amp;atilde;o do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;&lt;strong&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;da&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desempenho positivo do setor tamb&amp;eacute;m marcou presen&amp;ccedil;a no mercado de trabalho. A despeito das d&amp;uacute;vidas quanto &amp;agrave; economia, a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos formais registrou alta de 4,6% em fevereiro, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cen&amp;aacute;rio inst&amp;aacute;vel persiste&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados mais recentes do &amp;Iacute;ndice de Pre&amp;ccedil;os no Atacado (IPA-10) e do &amp;Iacute;ndice Nacional de Pre&amp;ccedil;os ao Consumidor (INPC) apontam para uma infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o elevada e persistente. O endividamento e a inadimpl&amp;ecirc;ncia tamb&amp;eacute;m continuam em alta, impondo limite &amp;agrave; capacidade de compra das fam&amp;iacute;lias e, por consequ&amp;ecirc;ncia, ao volume de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do atacado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP alerta que os impactos da atual conjuntura macroecon&amp;ocirc;mica de custos financeiros e operacionais mais elevados podem se intensificar com mais evid&amp;ecirc;ncia no segundo semestre de 2025, pressionando ainda mais as margens de lucro das empresas. Diante disso, buscar efici&amp;ecirc;ncia operacional, eliminar custos n&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gicos e manter uma gest&amp;atilde;o eficiente de estoque se tornam ainda mais importantes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo vis&amp;atilde;o da Entidade, mais do que resili&amp;ecirc;ncia, o setor atacadista precisa olhar adiante. A digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es comerciais e a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de canais como pr&amp;aacute;tica operacional s&amp;atilde;o temas centrais para quem deseja n&amp;atilde;o apenas crescer, mas sobreviver numa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inst&amp;aacute;vel e em transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 30 Apr 2025 10:01:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Comércio atacadista: como endividamento, acesso a crédito e juros elevados devem afetar setor em 2025]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/comercio-atacadista-como-endividamento-acesso-a-credito-e-juros-elevados-devem-afetar-setor-em-2025</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP lança carta de análise de conjuntura setorial do que os empresários podem esperar diante de desafios crescentes ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;Conselho do Comércio Atacadista&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; lançou, em março, a primeira edição da Carta Setorial, produzida com base em uma análise econômica do setor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com periodicidade trimestral, o material tem o propósito de levar aos sindicatos e às empresas de sua base uma análise conjuntural do atacado, com indicadores e perspectivas para os segmentos, por meio de uma linguagem objetiva e de fácil entendimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os números de 2024 mostram que, apesar das adversidades, o Comércio atacadista brasileiro apresentou um desempenho positivo, com faturamento 8,7% superior ao do ano anterior, impulsionado por diversos fatores. Mesmo lidando com a pressão inflacionária, o alto endividamento das famílias e a expansão do modelo de venda direta ao consumidor, adotado pela Indústria, o setor demonstrou notável resiliência ao criar cerca de 23,5 mil novas posições de trabalho. O crescimento foi especialmente forte nos segmentos de alimentação e produtos gerais, que se tornaram verdadeiros pilares na geração de oportunidades em meio a um cenário econômico turbulento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta primeira edição traz ainda as perspectivas do atacado para este ano — considerando os desafios econômicos previstos, como inflação, efeitos da Reforma Tributária e incertezas da política fiscal do País. Apesar disso, ainda que essas condições persistam, a FecomercioSP espera que o Comércio continue crescendo, ainda que em ritmo mais lento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com análise especializada, a nova publicação avalia o cenário do setor para apoiar a tomada de decisão e potencializar o ecossistema dos negócios.&lt;u&gt;&amp;nbsp;&lt;/u&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/b59e7ed6dabe053d8f388bd80d9b7b1c971aecef.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui e leia a Carta Setorial na íntegra!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 09 Apr 2025 16:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Conselho do Comércio Atacadista]]</category></item></channel></rss>
