<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/negocios</link><description>&lt;![CDATA[A]]</description><lastBuildDate>Tue, 06 Oct 2026 19:38:01 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/negocios</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Atacado cresce, mas perde fôlego]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/atacado-cresce-mas-perde-folego</link><description>&lt;![CDATA[Setor alcançou recorde de empregos, mas ritmo de contratação diminuiu e rotatividade chegou a quase 50% ao ano]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O com&amp;eacute;rcio atacadista paulista chegou a junho com mais de 632 mil trabalhadores, o maior n&amp;uacute;mero da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. Ao mesmo tempo, a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vagas perdeu for&amp;ccedil;a: foram cerca de 5 mil novos empregos no primeiro semestre, contra 10 mil a 15 mil nos anos anteriores. Segundo Fabio Pina, assessor econ&amp;ocirc;mico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), o movimento acompanha a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia brasileira. Com juros elevados e consumidores mais endividados, o ritmo de consumo tende a perder for&amp;ccedil;a no varejo, o que tamb&amp;eacute;m afeta o atacado. &amp;ldquo;O setor est&amp;aacute; num polo da cadeia, mas depende do que acontece na outra ponta, no varejo&amp;rdquo;, explica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar desse cen&amp;aacute;rio, alguns segmentos seguem mais resistentes. &amp;Eacute; o caso de alimentos e bebidas, que t&amp;ecirc;m menos sensibilidade &amp;agrave;s oscila&amp;ccedil;&amp;otilde;es da renda. O atacarejo tamb&amp;eacute;m se beneficia quando o consumidor aperta o or&amp;ccedil;amento, ao oferecer volumes maiores por pre&amp;ccedil;os, em m&amp;eacute;dia, mais baixos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro obst&amp;aacute;culo &amp;eacute; a reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de profissionais. A rotatividade chegou a 47,3%, maior patamar da s&amp;eacute;rie, o que significa que quase metade da for&amp;ccedil;a de trabalho &amp;eacute; substitu&amp;iacute;da ao longo de um ano. Para as empresas, o impacto vai al&amp;eacute;m dos custos de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e treinamento, envolvendo perda de produtividade, conhecimento e relacionamento com clientes. Em um mercado laboral aquecido, oferecer benef&amp;iacute;cios e uma escala presencial adequada tende a ser parte da disputa por m&amp;atilde;o de obra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo frente &amp;agrave;s dificuldades, o atacado mant&amp;eacute;m um papel central na economia. O setor responde por quase metade da receita do Com&amp;eacute;rcio nacional, com R$ 13,75 trilh&amp;otilde;es, e ganhou ainda mais import&amp;acirc;ncia com a expans&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio n&amp;atilde;o presencial e da necessidade de centros de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A log&amp;iacute;stica tamb&amp;eacute;m ajuda a explicar a produtividade do segmento &amp;mdash; a venda por trabalhador no atacado &amp;eacute; quatro vezes e meia maior que no varejo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Pina, o momento pede aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aos custos. Em um cen&amp;aacute;rio de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cuidar do estoque, reduzir perdas e melhorar o transporte pode fazer diferen&amp;ccedil;a nos resultados. &amp;ldquo;A intelig&amp;ecirc;ncia log&amp;iacute;stica &amp;eacute; o mais importante para essas empresas&amp;rdquo;, afirma. Assista na &amp;iacute;ntegra!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/PlVU9BWYI2M??si=t2wJiNcaVS7PvDr8&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 15:04:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária amplia incertezas para empresas do Turismo]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-amplia-incertezas-para-empresas-do-turismo</link><description>&lt;![CDATA[Novas regras preocupam segmentos ligados a viagens e eventos por reflexos em custos, fluxo de caixa e contratos de longo prazo; FecomercioSP defende mais segurança na transição]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A poucos meses de uma nova etapa da Reforma Tributária, empresas ligadas ao Turismo ainda tentam responder a questões essenciais para planejar os próximos anos. Alíquota efetiva, apropriação de créditos, emissão de documentos fiscais e efeitos sobre o fluxo de caixa estão entre as dúvidas que permanecem no radar do setor. O tema pautou a reunião de setembro do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupação passa por diferentes elos da cadeia. Durante o encontro, Guilherme Dietze, presidente do conselho, citou a estimativa divulgada pelo CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, de que o recolhimento de tributos da companhia poderá passar de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões com a reforma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Isso certamente chegará ao consumidor na ponta”, avaliou Dietze, ao lembrar que as apreensões não se restringem ao transporte aéreo e aparecem também entre representantes da hotelaria, das viagens corporativas e das agências.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sarina Manata, assessora jurídica da FecomercioSP, salientou que a Entidade acompanha a implementação desde o início e já encaminhou propostas com o objetivo de aperfeiçoar a regulamentação — como a formalização de garantias para evitar autuações por falhas durante a adaptação às novas obrigações e um prazo mínimo de 90 dias para que as empresas ajustem seus sistemas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A gente está num momento de grandes incertezas, e isso realmente causa uma grande insegurança”, afirmou Sarina. Segundo ela, nem mesmo a alíquota definitiva está definida, enquanto diferentes órgãos ainda ajustam orientações e notas técnicas relacionadas às novas obrigações.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeito em cadeia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As consequências ganham contornos particulares no mercado de formaturas, segmento diretamente conectado ao Turismo e que movimenta cerca de R$ 7 bilhões por ano. São mais de 15 mil eventos anuais, aproximadamente 600 mil formandos atendidos e mais de 2 mil empresas em atividade, segundo André Biazzo, presidente nacional da Associação Brasileira de Empresas de Formaturas (Abeform).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A relação vai muito além da realização das festas. Em turmas de Medicina, por exemplo, Biazzo estima que cerca de 95% dos alunos estudem fora de suas cidades de origem. Na época da formatura, familiares e convidados se deslocam e permanecem no destino por vários dias, com reflexos sobre hotelaria, transporte, gastronomia, moda e beleza.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O mercado de eventos está inserido dentro do Turismo. Os dois são complementares, e a formatura não é muito diferente. Turismo, gastronomia e moda fazem parte de todo esse ecossistema”, explicou Biazzo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É justamente uma característica desse negócio que amplia as dúvidas tributárias: a antecedência. Enquanto muitos serviços turísticos são adquiridos meses antes do consumo, contratos de formatura podem permanecer ativos de dois a seis anos. Uma turma de Medicina que escolha a empresa no primeiro ano da faculdade, por exemplo, pode arrecadar recursos e planejar o evento durante todo o curso.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“São poucos os setores que vendem tanto a futuro. Estamos às vésperas do início da implantação da reforma e ainda não conseguimos afirmar com certeza quais caminhos serão seguidos”, ressaltou Biazzo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Caixa pressionado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de atenção é&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/split-payment-afetara-o-fluxo-de-caixa-das-empresas-que-devem-se-preparar-com-antecedencia"&gt;o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt;, mecanismo&lt;/a&gt; que separa automaticamente o valor dos tributos no momento da liquidação financeira. Para as empresas que recebem recursos de forma antecipada e precisam utilizá-los posteriormente para contratar uma extensa rede de fornecedores, a mudança pode afetar o caixa disponível para executar serviços já vendidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sarina ponderou que o tema traz um desafio adicional. Se o mecanismo pressiona o caixa das empresas, a sua ausência também pode criar problemas durante a transição, porque o novo sistema condiciona a apropriação do crédito ao efetivo recolhimento do tributo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O&amp;nbsp;&lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/agora-e-o-momento-de-contabilizar-e-antecipar-as-mudancas-fiscais-de-2027"&gt;causa um problema de fluxo de caixa&lt;/a&gt;, mas a falta dele causa um problema também. Podemos ter uma defasagem em relação a esse crédito no começo”, explicou a assessora jurídica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso das formaturas, a dificuldade se soma aos contratos fechados antes de os efeitos da reforma estarem claros. Biazzo relatou que empresas já tentam renegociar projetos, mas encontram resistência das comissões de formatura para absorver custos adicionais. O setor busca, dentre outras medidas, mais segurança jurídica para contratos longos e condições que preservem a sustentabilidade do fluxo de caixa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dietze acredita que levar essas particularidades ao debate público é parte do papel do conselho. “A gente precisa colocar esses desafios na pauta, não somente na bolha do &lt;strong&gt;trade&lt;/strong&gt;, mas numa discussão mais ampla para que cheguem aos parlamentares e a quem está envolvido com a Reforma Tributária”, concluiu.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 08:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Guilherme Dietze está entre os 100+ Poderosos do Turismo ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/guilherme-dietze-esta-entre-os-100-poderosos-do-turismo</link><description>&lt;![CDATA[Presidente do Conselho de Turismo integra lista da Panrotas por atuação técnica e articulação com empresas e poder público]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Em reconhecimento &amp;agrave; sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o propositiva em favor de um dos maiores segmentos da economia brasileira, o economista e presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" id="isPasted"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Guilherme Dietze, foi listado como um dos 100 nomes mais influentes do Turismo nacional em 2026, pela &lt;a href="https://www.panrotas.com.br/"&gt;Panrotas&lt;/a&gt;. A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, que re&amp;uacute;ne lideran&amp;ccedil;as de diferentes &amp;aacute;reas do setor, destaca os profissionais que contribuem para o seu fortalecimento. A celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a entrega das placas aos homenageados ocorreram na &amp;uacute;ltima quarta-feira (30), durante a Abav Expo 2026.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Dietze aparece ao lado de representantes de grandes empresas e entidades relevantes da cadeia tur&amp;iacute;stica, escolhidos por liderarem com dados, an&amp;aacute;lises precisas, conhecimento e uni&amp;atilde;o do &lt;em&gt;trade&lt;/em&gt;. A distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o reflete a frente de trabalho desenvolvida pela FecomercioSP por meio do Conselho de Turismo: produzir, analisar e disseminar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que contribuam para a compreens&amp;atilde;o do ambiente de neg&amp;oacute;cios e para a tomada de decis&amp;otilde;es. Sob a lideran&amp;ccedil;a de Dietze, o conselho elabora estudos e publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que buscam compreender e dar visibilidade &amp;agrave;s transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es do setor, aos entraves e aos caminhos para torn&amp;aacute;-lo mais competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o presidente do conselho, o reconhecimento pela Panrotas representa a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional e do debate qualificado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Cada vez mais presente em eventos, reuni&amp;otilde;es e f&amp;oacute;runs de discuss&amp;atilde;o, o conselho tem ampliado a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP no debate sobre temas que impactam a nossa atividade, levando base t&amp;eacute;cnica e propositiva nas conversas com empresas, entidades, Poder P&amp;uacute;blico e representantes dos mais variados segmentos. S&amp;atilde;o ferramentas valiosas para subsidiar pol&amp;iacute;ticas equilibradas e uma agenda comum. &amp;Eacute; uma honra ver esse trabalho reconhecido&amp;rdquo;, enfatiza Dietze.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/fbd9fcdd3cbfbff57169441d6cf96a325e9e492b.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o consolida essa caracter&amp;iacute;stica. &amp;ldquo;Dietze aposta na figura central do profissional de viagens e turismo, baseado em n&amp;uacute;meros, proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es, estudos e na uni&amp;atilde;o do setor. Com lideran&amp;ccedil;as assim, vamos alcan&amp;ccedil;ar a voz un&amp;iacute;ssona que precisamos ter em Bras&amp;iacute;lia e em outros centros de decis&amp;atilde;o&amp;rdquo;, escreve o Panrotas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A lista &lt;strong&gt;100+ Poderosos do Turismo&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;chega &amp;agrave; sua 16&amp;ordf; edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Segundo a Panrotas, a lista destaca profissionais com contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de peso, considerando n&amp;atilde;o apenas posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de comando, mas tamb&amp;eacute;m aspectos como atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, iniciativa, reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e capacidade de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;a href="https://www.panrotas.com.br/agencias-de-viagens/mercado/2026/09/saiu-a-lista-dos-100-poderosos-do-turismo-panrotas-curacao-2026-confira-agora_232242.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 08:35:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Alta das passagens aéreas ameaça viagem de lazer às vésperas do verão]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/alta-das-passagens-aereas-ameaca-viagem-de-lazer-as-vesperas-do-verao</link><description>&lt;![CDATA[Tarifa média sobe 14,5% em um ano e chega a R$ 776,87; em dólar, valor alcança maior patamar desde dezembro de 2023]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Viajar de avi&amp;atilde;o voltou a pesar mais no or&amp;ccedil;amento dos brasileiros. A tarifa a&amp;eacute;rea m&amp;eacute;dia chegou a R$ 776,87 em agosto, alta de 14,5% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo m&amp;ecirc;s do ano passado. Descontada a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; o maior valor desde dezembro de 2024, quando o pre&amp;ccedil;o m&amp;eacute;dio atingiu R$ 813,70, segundo dados da Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o Civil (Anac).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao converter a tarifa m&amp;eacute;dia de cada m&amp;ecirc;s pela taxa de c&amp;acirc;mbio real do respectivo per&amp;iacute;odo, o valor de agosto alcan&amp;ccedil;ou US$ 150,76, maior patamar desde dezembro de 2023. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com julho, a alta foi de 9,8%. Em um ano, chegou a 23%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O c&amp;aacute;lculo n&amp;atilde;o significa que o consumidor pague a passagem em d&amp;oacute;lar. A convers&amp;atilde;o permite observar o pre&amp;ccedil;o sob a mesma &amp;oacute;tica de uma atividade na qual praticamente dois ter&amp;ccedil;os dos custos das companhias est&amp;atilde;o atrelados &amp;agrave; moeda norte-americana. Entram nessa conta despesas como combust&amp;iacute;vel, arrendamento de aeronaves, manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e seguros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa an&amp;aacute;lise foi apresentada em detalhes durante reuni&amp;atilde;o do&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. &amp;ldquo;A maior parte da receita das empresas &amp;eacute; em reais, enquanto boa parte das despesas &amp;eacute; paga em d&amp;oacute;lar. Olhar a tarifa pela &amp;oacute;tica da moeda norte-americana ajuda a entender quanto do pre&amp;ccedil;o cobrado na ponta reflete essa estrutura de custos&amp;rdquo;, explica Guilherme Dietze, presidente do conselho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custos no ar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os componentes que ajudam a explicar o avan&amp;ccedil;o das tarifas, est&amp;aacute; o querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o (QAV), respons&amp;aacute;vel por cerca de um ter&amp;ccedil;o dos custos do setor e pressionado pelo petr&amp;oacute;leo. Ap&amp;oacute;s meses nos quais as companhias absorveram boa parte da alta do combust&amp;iacute;vel, o impacto passou a chegar com maior intensidade ao pre&amp;ccedil;o dos bilhetes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse reajuste tamb&amp;eacute;m revela uma diferen&amp;ccedil;a no comportamento da procura. &amp;ldquo;Um aumento dessa magnitude s&amp;oacute; se sustenta porque parte da demanda segue resiliente, sobretudo a corporativa, num pa&amp;iacute;s em desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica e com o poder de compra do cidad&amp;atilde;o m&amp;eacute;dio limitado por infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, juros elevados e endividamento&amp;rdquo;, analisa Dietze.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados ressaltam essa mudan&amp;ccedil;a no perfil das vendas. De janeiro a agosto, em m&amp;eacute;dia, 48% das passagens comercializadas custaram at&amp;eacute; R$ 500. S&amp;oacute; em agosto, essa participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o caiu para 35%. No sentido oposto, os bilhetes acima de R$ 1,5 mil representaram, em m&amp;eacute;dia, 6,9% das vendas no acumulado do ano, mas chegaram a 9,2% naquele m&amp;ecirc;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As tarifas mais altas est&amp;atilde;o mais associadas ao viajante corporativo, que costuma comprar pr&amp;oacute;ximo &amp;agrave; data da viagem, apresenta menos sensibilidade ao pre&amp;ccedil;o e tem a despesa custeada pela empresa. J&amp;aacute; o turista a lazer, mais atento ao or&amp;ccedil;amento, tende a ocupar justamente as faixas de menor valor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Menos bilhetes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aumento nos pre&amp;ccedil;os veio acompanhado de retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no volume. Em agosto, foram comercializadas 2,64 milh&amp;otilde;es de passagens, ante 2,87 milh&amp;otilde;es no mesmo m&amp;ecirc;s de 2025 (queda de 8%). O resultado combina, portanto, menos bilhetes vendidos com valores mais elevados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso n&amp;atilde;o significa, necessariamente, resultados melhores para as companhias a&amp;eacute;reas. O ganho por bilhete pode ser parcialmente anulado pela redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do volume, enquanto os custos permanecem elevados. Como as passagens costumam ser adquiridas com anteced&amp;ecirc;ncia, o efeito dos pre&amp;ccedil;os atuais ainda pode aparecer no fluxo de passageiros dos pr&amp;oacute;ximos meses.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Turismo, o principal ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; no viajante a lazer. A press&amp;atilde;o dos custos sobre as tarifas pode dificultar o acesso ao transporte a&amp;eacute;reo justamente em um momento de aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o da alta temporada de fim de ano e das f&amp;eacute;rias de ver&amp;atilde;o. O mercado corporativo ainda sustenta parte da procura, mas pode n&amp;atilde;o compensar uma eventual redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse p&amp;uacute;blico mais sens&amp;iacute;vel ao pre&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O desafio ser&amp;aacute; conciliar custos dolarizados em alta com um consumidor que tem cada vez menos espa&amp;ccedil;o no or&amp;ccedil;amento para viajar&amp;rdquo;, conclui Dietze.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 09:33:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Serviços]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O que está no radar das viagens corporativas para 2027?]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/o-que-esta-no-radar-das-viagens-corporativas-para-2027</link><description>&lt;![CDATA[Planejamento terá pouca margem de erro diante de juros, crédito e custos fora da curva; leia a ‘Carta Setorial’ de setembro]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O planejamento das viagens corporativas para 2027 j&amp;aacute; come&amp;ccedil;ou, mas em um ambiente que deve exigir mais precis&amp;atilde;o das empresas. Mesmo com a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da taxa Selic para 13,75% ao ano, os juros permanecem elevados, enquanto cr&amp;eacute;dito, custos de transporte e incertezas econ&amp;ocirc;micas aumentam a import&amp;acirc;ncia de avaliar com mais cuidado onde e como gastar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse cen&amp;aacute;rio est&amp;aacute; no centro da nova Carta Setorial de Turismo, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que re&amp;uacute;ne indicadores, an&amp;aacute;lises e tend&amp;ecirc;ncias para apoiar as decis&amp;otilde;es do setor.&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/b283332776d35b7cc4531f1a3590cb32d7b3f628.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos destaques da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o Index 2026, produzido pela FecomercioSP em parceria com a &lt;a href="https://alagev.org/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Latino-Americana de Gest&amp;atilde;o de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev)&lt;/a&gt;. Em vez de propor um porcentual &amp;uacute;nico de reajuste para o ano que vem, o estudo re&amp;uacute;ne vari&amp;aacute;veis como infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, c&amp;acirc;mbio, passagens a&amp;eacute;reas, querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o (QAV), atividade econ&amp;ocirc;mica e Reforma Tribut&amp;aacute;ria para que cada gestor construa o pr&amp;oacute;prio or&amp;ccedil;amento de acordo com as caracter&amp;iacute;sticas da empresa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A necessidade de planejamento ocorre justamente quando as viagens de neg&amp;oacute;cios mant&amp;ecirc;m resultados positivos. O Levantamento de Viagens Corporativas (LVC) registrou faturamento de R$ 11,9 bilh&amp;otilde;es em julho, alta de 4% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual. No acumulado do ano, o mercado movimentou R$ 114,1 bilh&amp;otilde;es, crescimento de 5,6%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros indicam resili&amp;ecirc;ncia, mas tamb&amp;eacute;m mudan&amp;ccedil;as na composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos custos. Na avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o n&amp;uacute;mero de passageiros aumentou 2,4% em julho, enquanto a tarifa m&amp;eacute;dia recuou de R$ 742 para&amp;nbsp;R$ 704. Na hotelaria, houve o movimento inverso: a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o diminuiu, mas a di&amp;aacute;ria m&amp;eacute;dia avan&amp;ccedil;ou&amp;nbsp;5,3%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Turismo como um todo tamb&amp;eacute;m segue em terreno positivo. O setor faturou R$ 25,5 bilh&amp;otilde;es em julho, maior valor j&amp;aacute; registrado para o m&amp;ecirc;s. De janeiro a julho, foram R$ 168,8 bilh&amp;otilde;es, alta de 3,4%. Apesar dos recordes, o ritmo de crescimento vem se tornando mais moderado em um ambiente de cr&amp;eacute;dito caro e elevado endividamento das fam&amp;iacute;lias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oportunidades dentro de casa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m amplia o debate sobre efici&amp;ecirc;ncia na hotelaria. Em artigo para o&amp;nbsp;Hotelier News, Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, analisa discuss&amp;otilde;es do&amp;nbsp;Hotel Trends Conference e chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para as oportunidades que n&amp;atilde;o dependem necessariamente de expans&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso de&amp;nbsp;Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) e dados para personalizar a jornada do h&amp;oacute;spede, a maior procura por alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o saud&amp;aacute;vel e&amp;nbsp;wellness e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de experi&amp;ecirc;ncias e servi&amp;ccedil;os complementares aparecem como caminhos para diversificar receitas, elevar o t&amp;iacute;quete m&amp;eacute;dio e melhorar a efici&amp;ecirc;ncia da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta traz ainda a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conselho de Turismo no&amp;nbsp;F&amp;oacute;rum Abracorp, Hotel Trends Conference, Travel Connect 2026 e webinar de lan&amp;ccedil;amento do Index 2026, encontros nos quais a FecomercioSP apresentou an&amp;aacute;lises sobre economia, mercado de trabalho e perspectivas para o Turismo e as viagens corporativas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acesse a Carta Setorial de Turismo de setembro de 2026 e confira os indicadores, an&amp;aacute;lises e tend&amp;ecirc;ncias que devem orientar as decis&amp;otilde;es do setor nos pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/b283332776d35b7cc4531f1a3590cb32d7b3f628.pdf" class="botao"&gt;Carta Setorial de Turismo &amp;ndash; setembro / 2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 15:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Um dia de Hotel Trends Conference pelos olhos de alguém de fora do setor hoteleiro]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/um-dia-de-hotel-trends-conference-pelos-olhos-de-alguem-de-fora-do-setor-hoteleiro</link><description>&lt;![CDATA[Dados, experiências e novas fontes de receita mostram caminhos para ampliar resultados sem depender de expansão física]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Por Guilherme Dietze&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Hotel Trends Conference, promovido pela Hotelier News e a Noctua&amp;nbsp;Advisory em S&amp;atilde;o Paulo, foi ao longo de dois dias uma agenda densa de conte&amp;uacute;do para o setor hoteleiro. Palestrei sobre os desafios da economia e seus reflexos na hotelaria &amp;mdash; e aproveitei o dia para ouvir. O olhar de quem est&amp;aacute; fora da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o di&amp;aacute;ria capta coisas diferentes. E a principal provoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ficou foi esta: antes de pensar em crescer, h&amp;aacute; um mar de oportunidades internas que muitos estabelecimentos ainda n&amp;atilde;o exploraram.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pain&amp;eacute;is abordou o fim do h&amp;oacute;spede an&amp;ocirc;nimo. Com o uso intensivo de intelig&amp;ecirc;ncia artificial e a crescente disponibilidade de dados, os meios de hospedagem t&amp;ecirc;m hoje a capacidade de tra&amp;ccedil;ar perfis detalhados de seus clientes e oferecer experi&amp;ecirc;ncias cada vez mais personalizadas &amp;mdash; desde pequenos gestos que surpreendem at&amp;eacute; adequa&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes na jornada completa do h&amp;oacute;spede. E essa jornada n&amp;atilde;o come&amp;ccedil;a no check-in: ela passa pela busca, pela reserva, pela estadia e pelo p&amp;oacute;s-experi&amp;ecirc;ncia. Investir nesse ciclo completo de relacionamento n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas uma quest&amp;atilde;o de hospitalidade &amp;mdash; &amp;eacute; uma decis&amp;atilde;o de neg&amp;oacute;cio com potencial de retorno expressivo, pois transforma dados em decis&amp;otilde;es mais assertivas e clientes em h&amp;oacute;spedes recorrentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro tema que ganhou espa&amp;ccedil;o foi a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos h&amp;aacute;bitos de consumo e seu impacto direto na opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o hoteleira. A populariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das canetas emagrecedoras est&amp;aacute; redesenhando o comportamento alimentar de uma parcela crescente dos viajantes, e o setor come&amp;ccedil;a a sentir os efeitos. O alimento e bebida &amp;mdash; historicamente tratado como um mal necess&amp;aacute;rio dentro do hotel &amp;mdash; passa a ocupar um papel estrat&amp;eacute;gico, com card&amp;aacute;pios mais saud&amp;aacute;veis tornando-se crit&amp;eacute;rio de decis&amp;atilde;o de estadia. Da mesma forma, os espa&amp;ccedil;os wellness deixaram de ser um diferencial e passaram a ser uma exig&amp;ecirc;ncia crescente, pressionando reformas e a inclus&amp;atilde;o de academias e &amp;aacute;reas voltadas ao bem-estar. O resultado &amp;eacute; uma reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da receita: A&amp;amp;B e wellness ganham participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e deixam de ser coadjuvantes na conta do h&amp;oacute;spede.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A discuss&amp;atilde;o sobre receitas complementares tamb&amp;eacute;m trouxe reflex&amp;otilde;es pertinentes. Experi&amp;ecirc;ncias exclusivas, pontos de venda internos e servi&amp;ccedil;os adicionais &amp;mdash; como fotografia profissional, mais adequada ao contexto de resorts &amp;mdash; foram citados como caminhos para ampliar o ticket m&amp;eacute;dio sem expans&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica. Mas o debate foi al&amp;eacute;m da receita extra: tocou tamb&amp;eacute;m na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos com intelig&amp;ecirc;ncia. O exemplo da op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o arruma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do quarto em troca de um voucher para uso de servi&amp;ccedil;os internos ilustra bem essa l&amp;oacute;gica &amp;mdash; o h&amp;oacute;spede ganha uma experi&amp;ecirc;ncia de valor, o hotel reduz consumo de produtos de limpeza e horas de trabalho, e ambos saem beneficiados. &amp;Eacute; onde ESG deixa de ser ret&amp;oacute;rica e passa a ser gest&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A provoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o central que atravessou o evento &amp;eacute; direta: quem vende apenas quarto est&amp;aacute; com a vis&amp;atilde;o atrasada. Um meio de hospedagem &amp;eacute; hoje muito mais do que uma cama e um caf&amp;eacute; da manh&amp;atilde; &amp;mdash; &amp;eacute; uma plataforma de experi&amp;ecirc;ncias, servi&amp;ccedil;os e relacionamento com potencial de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de receita que vai muito al&amp;eacute;m da di&amp;aacute;ria. E boa parte dessas oportunidades j&amp;aacute; existe dentro do pr&amp;oacute;prio estabelecimento, esperando por um olhar estrat&amp;eacute;gico que as identifique e as monetize.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Evidentemente, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; f&amp;oacute;rmula universal. A diversidade de perfis da hotelaria brasileira &amp;mdash; de pousadas familiares a grandes redes urbanas, de resorts de luxo a hot&amp;eacute;is econ&amp;ocirc;micos de beira de estrada &amp;mdash; impossibilita qualquer receita padronizada. Mas a provoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o vale para todos os formatos: antes de pensar em crescer fisicamente, vale perguntar se o que j&amp;aacute; existe est&amp;aacute; sendo aproveitado em seu potencial m&amp;aacute;ximo. Ajustes internos, melhoria da experi&amp;ecirc;ncia, diversifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de receita e uso de dados para decis&amp;otilde;es mais precisas podem transformar o resultado sem que seja necess&amp;aacute;ria uma &amp;uacute;nica obra ou uma &amp;uacute;nica nova unidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Hotel Trends Conference cumpriu o que se prop&amp;ocirc;s: tirar o empres&amp;aacute;rio da zona de conforto, ampliar perspectivas e provocar mudan&amp;ccedil;as de estrat&amp;eacute;gia. Em um pa&amp;iacute;s t&amp;atilde;o desafiador quanto o Brasil, com juros elevados, consumidor pressionado e competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o crescente, esse tipo de reflex&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; luxo &amp;mdash; &amp;eacute; necessidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Economista e Presidente do Conselho de Turismo da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado originalmente no portal Hotelier News&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 09:50:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Como estruturar uma logística que pese a favor na relação com o cliente ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/como-estruturar-uma-logistica-que-pese-a-favor-na-relacao-com-o-cliente</link><description>&lt;![CDATA[‘Head’ de Logística da Swarovski compartilha experiência de uma operação organizada em torno das necessidades do consumidor; assista!]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Uma entrega que demore mais do que o esperado pode ser suficiente para fazer um cliente desistir de uma marca. No comércio online, saber onde está o pedido, quando chega e se houve algum problema é uma expectativa básica de quem compra, principalmente de quem está conhecendo a marca pela primeira vez. A logística não pode mais ser encarada como um processo à parte do &lt;em&gt;core&lt;/em&gt; do negócio, mas como uma área que impacta diretamente a experiência do consumidor e os resultados da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Ana Carolina Medeiros, &lt;em&gt;head&lt;/em&gt; de Logística para a América Latina da Swarovski, atender a essa demanda exige uma operação capaz de dar respostas rápidas e manter o cliente informado. Esse é um dos grandes entraves do setor atualmente, até mesmo para a multinacional de joias, acessórios e bens de luxo. Quando isso não acontece, a relação pode terminar antes mesmo de começar. “Se eu não tenho essas informações, se ele não é atendido, talvez não volte”, afirma ao mesacast &lt;strong&gt;Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas entregar bem não significa, necessariamente, entregar o mais rápido possível. Há quem queira receber no mesmo dia e aceite pagar mais por isso, enquanto outros preferem economizar no frete e esperar três ou quatro dias. Cabe à empresa encontrar esse equilíbrio. “A chave da eficiência, da excelência e também da questão do custo, hoje, é você ser flexível com base na necessidade do seu cliente”, diz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa lógica também exige olhar para a operação a partir de quem está do outro lado. “A logística é eficiente quando você se coloca no lugar do cliente. Não adianta cumprir processos, KPIs [do inglês Key Performance Indicator, ou Indicador-Chave de Desempenho] e resultados se essa ponta não está satisfeita. É preciso aproximar a logística da área comercial para entender o que o nosso consumidor demanda. É o que chamamos de &lt;em&gt;customer centricity&lt;/em&gt;, colocar o cliente no centro e pensar a operação a partir das necessidades de quem está do outro lado”, complementa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os pequenos negócios, a recomendação é começar pela organização. Não é preciso montar uma estrutura grande, mas deixar claro quem responde por cada atividade, quanto a empresa pode investir e onde os recursos serão necessários. “Processos bem-escritos, essa questão de quem vai ser o ‘dono’ do que e quanto se pode investir em cada área, qual vai ser a sua área de suporte, onde vai se investir mais, o controle dos seus custos é superimportante.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, no fim, são as pessoas que fazem essa estrutura funcionar. “O que faz com que a gente performe — seja em uma empresa grande, seja em uma pequena — são as pessoas”, afirma. Para ela, contar com um time de confiança, aberto a mudanças e disposto a incorporar novas tecnologias é fundamental para transformar planejamento em prática.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assista na íntegra!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/Krag-l1Oyd8??si=NxoA9TmC8Oaxq3ZA&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 09:50:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Empreendedorismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Viagens corporativas terão menos margem para erros em 2027]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/viagens-corporativas-entram-em-2027-com-menos-margem-para-erros</link><description>&lt;![CDATA[Mercado deve movimentar R$ 205,6 bilhões neste ano, mas juros altos e crédito pressionado exigem eficiência, tecnologia e decisões mais criteriosas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O mercado brasileiro de viagens corporativas deve movimentar R$ 205,6 bilhões em 2026, um crescimento de cerca de 5% e novo recorde nominal. O resultado confirma a força de uma atividade que movimenta uma extensa cadeia de serviços, mas também antecipa o desafio para o ano que vem: crescer em um ambiente econômico que exigirá mais eficiência, planejamento e retorno das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse foi o cenário apresentado pela &lt;a href="https://feclink.fecomercio.net.br/cl/PXwNf/A/94b1/0/BMNv/BsneApdz1WJ/1/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; na última quarta-feira (9), durante o &lt;a href="https://conheca.govoll.com/travel-connect" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Travel Connect 2026&lt;/a&gt;, no WTC Golden Hall, em São Paulo. Em palestra sobre os indicadores e as tendências que vão moldar a gestão de viagens no próximo ano, Guilherme Dietze, economista e presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da Entidade, mostrou como economia, juros, crédito e tecnologia devem influenciar as decisões do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crescimento menor aumenta a seletividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As projeções econômicas ajudam a explicar por que a gestão das viagens tende a ganhar ainda mais atenção. Após um crescimento estimado de 2% em 2026, a expectativa indicada pelo &lt;a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Boletim Focus&lt;/a&gt; é de avanço de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, com recuperações de 1,9%, em 2028, e 2%, em 2029.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os juros também continuarão pesando sobre empresas e consumidores. A apresentação aponta a Selic em 12% ao ano (a.a.) em 2027, ainda elevada apesar da trajetória esperada de queda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pressão aparece também no crédito. O volume de operações empresariais com atraso superior a 90 dias chegou a R$ 86,1 bilhões em junho, recorde da série apresentada. Pequenas e médias empresas concentram 75,6% desse total, sinal de um ambiente que exige mais atenção aos custos e ao caixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O mercado de viagens corporativas continua crescendo, mas 2027 vai exigir decisões mais criteriosas. Não se trata apenas de controlar custos, mas de entender onde a viagem gera valor e como torná-la mais eficiente”, afirmou Dietze.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Viagens mantêm fôlego e movimentam uma ampla cadeia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do ambiente mais restritivo, o setor segue avançando. O Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a &lt;a href="https://alagev.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;(Alagev)&lt;/a&gt;, registra crescimento trimestral contínuo, embora em ritmo mais moderado. A alta, que chegou a 12% em junho de 2025, ficou em 5% em junho deste ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No acumulado anual, a projeção de R$ 205,6 bilhões em 2026 consolida a dimensão das viagens de negócios e sua capacidade de movimentar companhias aéreas, hotéis, agências, mobilidade, tecnologia, eventos e uma ampla rede de serviços.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A hotelaria acompanha esse movimento. Entre janeiro e julho, a ocupação média passou de 60,3%, em 2025, para 60,6%, neste ano. A diária avançou 5,4%, para R$ 441,80, enquanto a receita por apartamento disponível (RevPar) cresceu 5,9%, chegando a R$ 267,60.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No transporte aéreo, a relação entre o preço das passagens e o querosene de aviação (QAV) permanece no radar. A evolução desses indicadores reforça a necessidade de acompanhar variáveis capazes de pressionar os orçamentos corporativos e influenciar o planejamento dos deslocamentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tecnologia entra na estratégia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a resposta das empresas não passa apenas pela redução de despesas. A tendência apontada pela FecomercioSP é de um processo de decisão mais cauteloso, combinado à busca por produtividade e ao uso da Inteligência Artificial (IA) como parte da estratégia das operações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dados, automação e novas ferramentas podem apoiar escolhas, ampliar a capacidade de comparação e tornar processos mais ágeis. Para gestores de viagens, o desafio será usar esses recursos para equilibrar custos, experiência do viajante e objetivos de cada deslocamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“As viagens continuarão sendo importantes aos negócios. O que muda é a régua: as empresas precisarão combinar experiência, eficiência, tecnologia e retorno a fim de tomar decisões cada vez melhores”, concluiu Dietze.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 12:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo bate recordes, mas entra no segundo semestre com desafios mais complexos]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/turismo-bate-recordes-mas-entra-no-segundo-semestre-com-desafios-mais-complexos</link><description>&lt;![CDATA[‘Carta Setorial’ analisa desaceleração do setor, segurança pública, falta de mão de obra, Turismo internacional e impactos do cenário econômico sobre empresas e consumidores]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Turismo brasileiro chega &amp;agrave; segunda metade do ano sustentando resultados hist&amp;oacute;ricos, mas diante de um ambiente que exige cada vez mais aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empres&amp;aacute;rios e gestores. No primeiro semestre, o setor faturou R$ 143,1 bilh&amp;otilde;es, o melhor resultado j&amp;aacute; registrado para o per&amp;iacute;odo, com crescimento de 3,5% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo intervalo de 2025.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados est&amp;atilde;o na mais recente Carta Setorial de Turismo, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que re&amp;uacute;ne indicadores, an&amp;aacute;lises econ&amp;ocirc;micas e pautas estrat&amp;eacute;gicas para o desenvolvimento do setor. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/72bd689934707e99895f3a17514673f598b75dbc.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do recorde, junho registrou crescimento mais moderado (2,1%), com faturamento de R$ 22,4 bilh&amp;otilde;es. O resultado indica perda gradual de ritmo em um quadro marcado por juros elevados, endividamento familiar, incertezas fiscais e mais seletividade nas decis&amp;otilde;es de consumo e investimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As viagens corporativas seguem em trajet&amp;oacute;ria positiva. No primeiro semestre, os gastos das empresas chegaram a quase R$ 102 bilh&amp;otilde;es, alta de 5,8%. Ainda assim, o menor ritmo de expans&amp;atilde;o observado nos &amp;uacute;ltimos meses mostra que companhias est&amp;atilde;o revendo prioridades e buscando mais efici&amp;ecirc;ncia nos deslocamentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m amplia o olhar para temas estruturais. Um deles &amp;eacute; a seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica, que entrou na agenda priorit&amp;aacute;ria do conselho em decorr&amp;ecirc;ncia dos riscos que a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do crime organizado pode representar a empresas, trabalhadores, visitantes e destinos tur&amp;iacute;sticos. A cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um canal espec&amp;iacute;fico de den&amp;uacute;ncias, uma for&amp;ccedil;a-tarefa integrada e o uso de tecnologia e intelig&amp;ecirc;ncia de dados para preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o algumas das propostas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro destaque &amp;eacute; o Emprega Turismo, projeto idealizado pela FecomercioSP para combater a escassez de m&amp;atilde;o de obra e ampliar a formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Estudo da Entidade aponta que, dependendo da ades&amp;atilde;o, a medida poderia gerar entre R$ 3,23 bilh&amp;otilde;es e R$ 6,47 bilh&amp;otilde;es por ano em nova arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o previdenci&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Turismo internacional, o Brasil tamb&amp;eacute;m acumula recordes: foram 5,26 milh&amp;otilde;es de visitantes estrangeiros e US$ 5,7 bilh&amp;otilde;es em gastos no primeiro semestre. O desafio, por&amp;eacute;m, est&amp;aacute; no valor gerado por cada visitante. O gasto m&amp;eacute;dio real caiu cerca de 6% desde 2018, refor&amp;ccedil;ando a necessidade de atrair p&amp;uacute;blicos de maior perman&amp;ecirc;ncia e maior poder de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de agosto traz ainda an&amp;aacute;lise sobre a conjuntura econ&amp;ocirc;mica, a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a FecomercioSP e a Secretaria Municipal de Turismo de S&amp;atilde;o Paulo (SMTur), a presen&amp;ccedil;a do conselho em eventos estrat&amp;eacute;gicos do setor e artigo de Guilherme Dietze sobre as li&amp;ccedil;&amp;otilde;es que o caso Casas Bahia oferece &amp;agrave;s empresas de Turismo em temas como fluxo de caixa, cr&amp;eacute;dito e transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/72bd689934707e99895f3a17514673f598b75dbc.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Acesse a Carta Setorial de Turismo de agosto de 2026 e confira an&amp;aacute;lises, dados e propostas que ajudam a entender os principais desafios e oportunidades do setor.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:29:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Crime organizado amplia riscos e põe segurança no radar do Turismo]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/crime-organizado-amplia-riscos-e-poe-seguranca-no-radar-do-turismo</link><description>&lt;![CDATA[Inteligência, tecnologia e rastreamento de recursos estão entre as medidas apontadas para proteger negócios, visitantes e destinos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A expans&amp;atilde;o do crime organizado sobre atividades econ&amp;ocirc;micas j&amp;aacute; representa um risco para o Turismo. Extors&amp;otilde;es, lavagem de dinheiro, interfer&amp;ecirc;ncia na presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os e crimes contra visitantes aumentam custos &amp;agrave;s empresas e podem comprometer a imagem dos destinos brasileiros, justamente em um momento de crescimento da entrada de turistas estrangeiros no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema foi debatido em reuni&amp;atilde;o do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/emprega-turismo-busca-ampliar-contratacoes-e-enfrentar-escassez-de-mao-de-obra" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que vai levar ao Poder P&amp;uacute;blico propostas para refor&amp;ccedil;ar o monitoramento, ampliar o uso de intelig&amp;ecirc;ncia e tecnologia e combater os fluxos financeiros das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es criminosas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Precisamos estar atentos &amp;agrave; quest&amp;atilde;o do crime organizado, n&amp;atilde;o somente pelos empres&amp;aacute;rios, mas tamb&amp;eacute;m pelas consequ&amp;ecirc;ncias aos consumidores&amp;rdquo;, afirmou o presidente do conselho, Guilherme Dietze. Dentre os casos discutidos, destaques para a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os a trabalhadores informais, o uso de estabelecimentos para lavagem de dinheiro, a cobran&amp;ccedil;a por servi&amp;ccedil;os de seguran&amp;ccedil;a e a interfer&amp;ecirc;ncia na contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra para grandes eventos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="fr-img-caption fr-fic fr-dib" style="width: 402px;"&gt;&lt;span class="fr-img-wrap"&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/84acd6a3d9cf45dab3c70eb55976ccbcab62321d.png" style="width: 400px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;span class="fr-inner"&gt;Ant&amp;ocirc;nio Baptista Gon&amp;ccedil;alves, advogado criminalista, destaca que &amp;quot;o crime organizado opera de modo digital&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Avan&amp;ccedil;o sobre a economia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ant&amp;ocirc;nio Baptista Gon&amp;ccedil;alves, advogado criminalista e especialista em seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica, chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a dimens&amp;atilde;o alcan&amp;ccedil;ada pelas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es criminosas. &amp;ldquo;O Brasil tem, hoje, quase uma centena de fac&amp;ccedil;&amp;otilde;es, algumas com atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em grande parte do territ&amp;oacute;rio nacional&amp;rdquo;, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Gon&amp;ccedil;alves, esse avan&amp;ccedil;o ocorre em velocidade superior &amp;agrave; moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da estrutura estatal. Falta de efetivo policial, dificuldades de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e investimentos insuficientes em tecnologia limitam a preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a elucida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos delitos. &amp;ldquo;O crime organizado opera de modo digital, ao passo que o Estado democr&amp;aacute;tico de direito brasileiro opera de modo anal&amp;oacute;gico&amp;rdquo;, resumiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Turismo, o impacto &amp;eacute; direto. Furtos e roubos est&amp;atilde;o entre as ocorr&amp;ecirc;ncias que mais atingem visitantes, enquanto epis&amp;oacute;dios de viol&amp;ecirc;ncia em regi&amp;otilde;es tur&amp;iacute;sticas repercutem rapidamente nas redes sociais e na imprensa internacional, afetando a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre os destinos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Ningu&amp;eacute;m viaja a um outro pa&amp;iacute;s para trazer uma m&amp;aacute; experi&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo;, afirmou Gon&amp;ccedil;alves. Mais do que ampliar o fluxo de visitantes, portanto, o desafio &amp;eacute; oferecer condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que eles circulem, consumam e retornem com uma percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o positiva do destino.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas tamb&amp;eacute;m ficam vulner&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o criminosa pode atingir diretamente a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos neg&amp;oacute;cios. Em atividades como grandes eventos, empres&amp;aacute;rios podem enfrentar interfer&amp;ecirc;ncias na contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra e de servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gon&amp;ccedil;alves ressaltou que denunciar nem sempre &amp;eacute; uma decis&amp;atilde;o simples. &amp;ldquo;O principal medo do empres&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; denunciar, mas a resposta do crime organizado&amp;rdquo;, explicou, ao destacar a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quem leva informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s autoridades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A seguran&amp;ccedil;a privada tamb&amp;eacute;m exige cautela. Al&amp;eacute;m da exist&amp;ecirc;ncia de servi&amp;ccedil;os irregulares, h&amp;aacute; risco de interfer&amp;ecirc;ncia das pr&amp;oacute;prias organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es criminosas nessa atividade. &amp;ldquo;&amp;Eacute; uma precau&amp;ccedil;&amp;atilde;o do empres&amp;aacute;rio, mas nunca uma seguran&amp;ccedil;a&amp;rdquo;, ponderou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o especialista, o enfrentamento n&amp;atilde;o pode se limitar ao aumento de penas ou &amp;agrave;s opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de repress&amp;atilde;o. A estrat&amp;eacute;gia deve avan&amp;ccedil;ar sobre dois ativos fundamentais das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es criminosas: informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso passa por investimentos em intelig&amp;ecirc;ncia, tecnologia, monitoramento e capacidade investigativa, al&amp;eacute;m do rastreamento dos recursos movimentados pelas fac&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A lavagem de dinheiro, ressaltou Gon&amp;ccedil;alves, permite que capital il&amp;iacute;cito ingresse em neg&amp;oacute;cios aparentemente regulares. Atingir o lucro e a estrutura financeira dessas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es pode, portanto, ser mais efetivo do que concentrar esfor&amp;ccedil;os apenas no confronto direto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que empres&amp;aacute;rios e o setor podem fazer&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora n&amp;atilde;o exista solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o individual a um problema estrutural, algumas medidas podem reduzir a vulnerabilidade dos neg&amp;oacute;cios e fortalecer a cobran&amp;ccedil;a por respostas do Poder P&amp;uacute;blico:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;manter os canais de den&amp;uacute;ncia &amp;mdash;&lt;/strong&gt; comunique as ocorr&amp;ecirc;ncias &amp;agrave;s autoridades. A prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao denunciante, contudo, ainda precisa ser fortalecida;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;avaliar a seguran&amp;ccedil;a privada com cautela &amp;mdash;&lt;/strong&gt; a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode integrar as medidas preventivas, mas n&amp;atilde;o substitui a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado nem elimina os riscos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;fortalecer a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva &amp;mdash;&lt;/strong&gt; leve problemas recorrentes &amp;agrave;s entidades representativas. A articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o d&amp;aacute; escala &amp;agrave;s demandas e amplia a capacidade de cobrar respostas dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;cobrir intelig&amp;ecirc;ncia e tecnologia &amp;mdash;&lt;/strong&gt; monitoramento, investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ferramentas tecnol&amp;oacute;gicas s&amp;atilde;o essenciais para enfrentar organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es cada vez mais estruturadas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;mirar o fluxo financeiro &amp;mdash;&lt;/strong&gt; combater a lavagem de dinheiro e rastrear recursos il&amp;iacute;citos ajudam a atingir a estrutura econ&amp;ocirc;mica que sustenta as fac&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;inserir a seguran&amp;ccedil;a na agenda do Turismo &amp;mdash;&lt;/strong&gt; o tema influencia a experi&amp;ecirc;ncia do visitante e a competitividade dos destinos e deve integrar a interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanente com prefeituras, Estados e governo federal.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 15:10:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item></channel></rss>
