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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Turismo - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/negocios/turismo</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Wed, 26 Aug 2026 03:00:28 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Turismo - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticias/negocios/turismo</link><url>https://fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Por que as companhias aéreas absorveram a alta do petróleo?]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/por-que-as-companhias-aereas-absorveram-a-alta-do-petroleo</link><description>&lt;![CDATA[Enquanto o querosene subiu ao menos 37%, passagens aéreas ficaram apenas 9% mais caras no Brasil, entre março e junho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Guilherme Dietze*&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando a guerra entre Ir&amp;atilde;, Israel e Estados Unidos come&amp;ccedil;ou, em fevereiro, muita gente apontou que, do ponto de vista da economia internacional, o primeiro efeito seria sobre o pre&amp;ccedil;o do petr&amp;oacute;leo. Al&amp;eacute;m de contar com a terceira maior reserva do mineral do mundo e de ser o terceiro produtor da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Pa&amp;iacute;ses Exportadores de Petr&amp;oacute;leo (Opep), o Ir&amp;atilde; ainda controla o Estreito de Ormuz, por onde passa pelo menos um quarto (20%) do petr&amp;oacute;leo global.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O produto, de fato, subiu: cotado a US$ 61,92, por barril, em dezembro passado, tem sido negociado a cerca de US$ 79 agora. Com isso, v&amp;aacute;rios derivados da commodity&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;foram afetadas globalmente, incluindo o querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o (QAV), o combust&amp;iacute;vel dos avi&amp;otilde;es que fazem as rotas nacionais e internacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;N&amp;atilde;o foi &amp;agrave; toa que, no in&amp;iacute;cio da guerra, se esperava um aumento de tarifas a&amp;eacute;reas pelo mundo. S&amp;oacute; no Brasil, um ter&amp;ccedil;o (32%) dos custos fixos das companhias vem do QAV. Com o conflito no Oriente M&amp;eacute;dio, essas empresas deixaram de pagar R$ 3,8 por litro &amp;mdash; entre mar&amp;ccedil;o e junho de 2025 &amp;mdash; para arcar com um valor de R$ 5,3 agora. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em muitas reuni&amp;otilde;es que compareci nesse per&amp;iacute;odo, a pergunta se repetia: &amp;ldquo;As passagens v&amp;atilde;o ficar mais caras? Como o setor do Turismo vai se adaptar a esses impactos? O que d&amp;aacute; para fazer diante dessa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&amp;rdquo;. Em todas elas, sempre ponderei que, ao menos por enquanto, n&amp;atilde;o dava para ver um efeito t&amp;atilde;o forte nas tarifas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados, agora, me d&amp;atilde;o raz&amp;atilde;o. &amp;Eacute; intrigante que, no mercado brasileiro, isso n&amp;atilde;o aconteceu. Enquanto a alta do querosene foi de ao menos 37%, o que deveria pressionar num aumento de pelo menos 12% dos custos, as passagens a&amp;eacute;reas ficaram apenas 9% mais caras entre mar&amp;ccedil;o e junho em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo de 2025. T&amp;atilde;o intrigante quanto &amp;eacute; que, depois de subir em mar&amp;ccedil;o, a m&amp;eacute;dia do pre&amp;ccedil;o das viagens a&amp;eacute;reas foi caindo at&amp;eacute; voltar ao patamar de junho de 2025 nessas &amp;uacute;ltimas semanas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que aconteceu, ent&amp;atilde;o? A demanda aquecida explica uma parte do fen&amp;ocirc;meno. No primeiro semestre, as companhias a&amp;eacute;reas transportaram cerca &lt;a href="https://www.gov.br/anac/pt-br/noticias/2026/transporte-aereo-movimenta-65-2-milhoes-de-passageiros-no-1o-semestre-de-2026"&gt;65,2 milh&amp;otilde;es de passageiros&lt;/a&gt;, tanto entre destinos nacionais quanto internacionais, segundo dados da Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o Civil (Anac). Esse n&amp;uacute;mero foi 5,4% maior que o registrado no mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se as tarifas ficassem t&amp;atilde;o mais caras quanto o aumento do querosene, haveria o risco de frear essa demanda intensa por viagens a&amp;eacute;reas. Resultado: muita gente repensaria seus planos de viagem, e isso seria p&amp;eacute;ssimo para o segmento. Pode ter sido uma estrat&amp;eacute;gia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O c&amp;acirc;mbio tamb&amp;eacute;m deu uma for&amp;ccedil;a. Em mar&amp;ccedil;o, o d&amp;oacute;lar era cotado a R$ 5,25, mas, dali em diante, caiu para R$ 5. Como boa parte dos custos fixos das companhias a&amp;eacute;reas &amp;eacute; em d&amp;oacute;lar &amp;mdash; seguro, arrendamento, manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aeronaves etc., um al&amp;iacute;vio na cota&amp;ccedil;&amp;atilde;o significa al&amp;iacute;vio nos gastos. Foi assim que, pressionadas pela alta do combust&amp;iacute;vel, conseguiram compensar tarifas com a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas despesas. &amp;Eacute; um exemplo de como a conjuntura &amp;eacute; complexa e exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s vari&amp;aacute;veis.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale lembrar que os custos fixos representam 22% do or&amp;ccedil;amento das operadoras a&amp;eacute;reas. Contudo, acredito que nem tudo seja boa not&amp;iacute;cia, principalmente porque algu&amp;eacute;m est&amp;aacute; arcando com a conta. Custos mais altos sem repasse nos pre&amp;ccedil;os v&amp;atilde;o pressionar as margens. N&amp;atilde;o me surpreenderia se visse os balan&amp;ccedil;os das companhias mais pressionado no segundo trimestre. Tudo isso sem contar as incertezas da guerra. De um cessar-fogo para uma negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o definitiva, o conflito voltou a escalar, e ningu&amp;eacute;m sabe como ficar&amp;aacute; o pre&amp;ccedil;o do petr&amp;oacute;leo daqui para a frente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto tempo mais as empresas de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o v&amp;atilde;o conseguir segurar integralmente a alta dessas tarifas? Trata-se de uma pergunta em aberto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Guilherme Dietze &amp;eacute; presidente do Conselho de Turismo da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 16:45:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Viagens corporativas mantêm ritmo de crescimento e renovam recorde em 2026]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/viagens-corporativas-mantem-ritmo-de-crescimento-e-renovam-recorde-em-2026</link><description>&lt;![CDATA[Levantamento da FecomercioSP e da Alagev revela faturamento de R$ 17,9 bilhões, com demanda aquecida mesmo com a alta dos custos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;As viagens corporativas seguem promovendo a cadeia do Turismo no Brasil. Em maio, os gastos das empresas com servi&amp;ccedil;os de viagens de neg&amp;oacute;cios alcan&amp;ccedil;aram R$ 17,9 bilh&amp;otilde;es, o maior faturamento j&amp;aacute; registrado para o m&amp;ecirc;s e um crescimento de 6,4% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. Com isso, o setor acumula quase R$ 85 bilh&amp;otilde;es nos cinco primeiros meses de 2026, alta de 6,2% sobre igual intervalo um ano antes. Os dados s&amp;atilde;o do Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; em parceria com a &lt;a href="https://alagev.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Latino-Americana de Gest&amp;atilde;o de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o porque foi alcan&amp;ccedil;ado por interm&amp;eacute;dio de uma base de compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o elevada. Em maio de 2025, o mercado havia avan&amp;ccedil;ado 12,7%, um dos melhores desempenhos da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. Ainda assim, o segmento voltou a crescer, provando que a demanda por viagens de neg&amp;oacute;cios permanece resiliente e continua sustentando boa parte da atividade tur&amp;iacute;stica nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os indicadores dos principais segmentos da cadeia confirmam esse quadro. A avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dom&amp;eacute;stica transportou 8,3 milh&amp;otilde;es de passageiros em maio, o maior volume da hist&amp;oacute;ria para o per&amp;iacute;odo. Ao mesmo tempo, a tarifa m&amp;eacute;dia das passagens subiu 11,2%, passando de R$ 568,90 para R$ 632,50. Na hotelaria, a taxa de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o permaneceu praticamente est&amp;aacute;vel, em 63,4%, enquanto a di&amp;aacute;ria m&amp;eacute;dia avan&amp;ccedil;ou 5,4%, chegando a R$ 451,71.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/c5584baa46810e5c752dd92e3acff3222ad13b00.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas adaptam estrat&amp;eacute;gias sem reduzir mobilidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses n&amp;uacute;meros mostram que a expans&amp;atilde;o do faturamento tem sido incentivado, cada vez mais, pelo aumento dos pre&amp;ccedil;os do que pela expans&amp;atilde;o do volume de viagens. Para o mercado, isso ressalta a necessidade de aprimorar negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es comerciais, pol&amp;iacute;ticas de viagens e estrat&amp;eacute;gias de gest&amp;atilde;o de despesas, especialmente em um ambiente de custos elevados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro fator &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/turismo-bate-novo-recorde-mas-inflacao-juros-e-credito-em-atraso-ampliam-desafios" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;que exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas &amp;eacute; o cen&amp;aacute;rio internacional&lt;/a&gt;. Segundo a an&amp;aacute;lise do levantamento, a retomada das tens&amp;otilde;es no Oriente M&amp;eacute;dio pressiona o pre&amp;ccedil;o do petr&amp;oacute;leo e, consequentemente, do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, elevando o custo das passagens a&amp;eacute;reas. Por isso, parte das empresas tende a substituir deslocamentos de curta dist&amp;acirc;ncia pelo transporte rodovi&amp;aacute;rio ou pela loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ve&amp;iacute;culos, buscando reduzir despesas sem comprometer as atividades presenciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar desses impasses, a perspectiva permanece positiva. A manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade econ&amp;ocirc;mica e do ambiente de neg&amp;oacute;cios continua estimulando a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de viagens corporativas, consideradas essenciais para negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, eventos, relacionamento com clientes e expans&amp;atilde;o das empresas. Para hot&amp;eacute;is, companhias a&amp;eacute;reas, locadoras, ag&amp;ecirc;ncias de viagens, organizadores de eventos e demais prestadores de servi&amp;ccedil;os tur&amp;iacute;sticos, o cen&amp;aacute;rio refor&amp;ccedil;a a expectativa de demanda aquecida ao longo de 2026.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O levantamento ainda indica que, embora o crescimento passe a depender mais da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pre&amp;ccedil;os do que do aumento do n&amp;uacute;mero de viagens, o turismo corporativo segue demonstrando capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e permanece como um dos principais motores da cadeia tur&amp;iacute;stica brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/260cee40f20ec8f5868d6bc796cccf997130e2a1.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:35:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo bate novo recorde de faturamento]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/turismo-bate-novo-recorde-de-faturamento</link><description>&lt;![CDATA[Crescimento de 4,2% em maio reflete a alta dos preços, pressionados pelo conflito no Irã]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O setor de Turismo faturou R$ 23,2 bilh&amp;otilde;es em maio, maior valor j&amp;aacute; registrado para o m&amp;ecirc;s na s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica [gr&amp;aacute;fico 1]. Trata-se de um crescimento de 4,2% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com maio de 2025, segundo os dados da Pesquisa do Faturamento do Turismo Nacional, da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento nos meses de maio (R$ bilh&amp;otilde;es)&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/d5a5f0592c0a0ed8af6b44445c9d771518d4c976.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre janeiro e maio, o setor avan&amp;ccedil;ou 3,7% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado, com um faturamento de R$ 120,5 bilh&amp;otilde;es nesse per&amp;iacute;odo. Na an&amp;aacute;lise da Entidade, os dados refletem um crescimento puxado por pre&amp;ccedil;o, e n&amp;atilde;o por volume: tanto no transporte a&amp;eacute;reo quanto na hotelaria, o avan&amp;ccedil;o da demanda foi bem mais modesto do que o aumento das receitas, sinal de que a guerra no Ir&amp;atilde; segue pressionando os custos do Turismo, repassados gradualmente ao consumidor final.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Combust&amp;iacute;vel mais caro sustenta tarifa a&amp;eacute;rea&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O transporte a&amp;eacute;reo de passageiros foi, mais uma vez, a atividade de maior faturamento em maio, com R$ 6,9 bilh&amp;otilde;es [tabela 1], o maior j&amp;aacute; registrado para o m&amp;ecirc;s na s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica, com alta de 9,1% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a maio de 2025.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desempenho decorreu, sobretudo, do pre&amp;ccedil;o. A demanda dom&amp;eacute;stica &amp;mdash; medida pela rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre passageiros e quil&amp;ocirc;metros voados (RPK) &amp;mdash; cresceu apenas 2,5%, ritmo semelhante ao de abril e bem inferior ao avan&amp;ccedil;o das receitas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que sustentou o faturamento, de fato, foi o salto de 11,2% na tarifa m&amp;eacute;dia das passagens em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com maio do ano passado, reflexo do encarecimento do Querosene de Avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o (QAV) provocado pela guerra no Oriente M&amp;eacute;dio. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, as companhias a&amp;eacute;reas ainda n&amp;atilde;o conseguiram repassar integralmente esse custo aos passageiros, embora o repasse parcial j&amp;aacute; seja suficiente para sustentar o crescimento nominal do faturamento da atividade.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento do Turismo em maio&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/ee211610a2a000192b1193a71103668c72dd47f7.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hotelaria e alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mant&amp;ecirc;m resultados positivos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os meios de hospedagem faturaram cerca de R$ 4,9 bilh&amp;otilde;es em maio, com crescimento de 1,8% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual. Assim como no segmento a&amp;eacute;reo, o resultado foi puxado principalmente por pre&amp;ccedil;o &amp;mdash; a taxa de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o avan&amp;ccedil;ou 1,6%, enquanto a di&amp;aacute;ria m&amp;eacute;dia subiu 5,4%, de acordo com dados do F&amp;oacute;rum de Operadores Hoteleiros do Brasil, o Fohb. Esse &amp;eacute; um sinal de que a demanda em volume avan&amp;ccedil;a em ritmo mais contido, ainda que a receita por quarto dispon&amp;iacute;vel siga em trajet&amp;oacute;ria consistente de alta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o voltada para o Turismo registrou faturamento de R$ 3,8 bilh&amp;otilde;es e crescimento de 6,9%, o resultado proporcional mais expressivo entre todos os segmentos do m&amp;ecirc;s, com acumulado de 5,6% no ano. O desempenho segue sustentado pelo bom momento do mercado de trabalho, mas reflete tamb&amp;eacute;m a alta dos pre&amp;ccedil;os de alimentos. Em maio, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grupo de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o atingiu 1,65%, bem acima do &amp;Iacute;ndice Nacional de Pre&amp;ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA) geral de 0,58%, pressionando os custos de insumos em bares e restaurantes e se refletindo nos pre&amp;ccedil;os cobrados ao turista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;S&amp;atilde;o Paulo lidera faturamento; Acre tem maior varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o porcentual&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na an&amp;aacute;lise regional (que exclui o transporte a&amp;eacute;reo), o Turismo brasileiro faturou R$ 16,3 bilh&amp;otilde;es em maio, com crescimento de 2,2% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual [tabela 2]. Ao todo, 15 Unidades da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o registraram alta no per&amp;iacute;odo, enquanto 12 sofreram queda.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento do Turismo Nacional em maio &amp;mdash; Estados&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/434187cc557bf9b45a014baeafc92306b6c43db1.png" style="width: 300px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Paulo manteve a lideran&amp;ccedil;a nacional, com faturamento aproximado de R$ 6,7 bilh&amp;otilde;es, equivalente a 41% do total do Pa&amp;iacute;s. O crescimento de 3,8% no m&amp;ecirc;s refor&amp;ccedil;a o bom momento do Estado, que acumula alta de 4% nos cinco primeiros meses de 2026, sustentada pelo fluxo cont&amp;iacute;nuo de eventos corporativos, feiras e congressos que dinamizam a economia da capital paulista durante todo o ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Acre apresentou a maior varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o porcentual entre os Estados, com alta de 13,5%, ainda que em faturamento reduzido (em torno de R$ 14 milh&amp;otilde;es). O Mato Grosso avan&amp;ccedil;ou 11%, somando R$ 406 milh&amp;otilde;es, e a Bahia cresceu 9,5%, alcan&amp;ccedil;ando R$ 764 milh&amp;otilde;es e mantendo acumulado de 7,6% no ano, um dos melhores desempenhos consistentes do ano. J&amp;aacute; o Rio de Janeiro cresceu 5,9%, chegando a R$ 1,5 bilh&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo negativo, Maranh&amp;atilde;o (-8,7%), Cear&amp;aacute; (-6%), Tocantins (-5,5%) e Piau&amp;iacute; (-5,1%) registraram as maiores retra&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Minas Gerais, segundo Estado com maior faturamento do Brasil, com cerca de R$ 1,4 bilh&amp;atilde;o, recuou 1,7% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP mant&amp;eacute;m a proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crescimento acima de 4% para o faturamento do Turismo em 2026. O mercado de trabalho aquecido e o acesso ao cr&amp;eacute;dito pelas fam&amp;iacute;lias, sobretudo no cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito parcelado, devem continuar estimulando a demanda por viagens. O principal fator de risco segue sendo a escalada do conflito no Ir&amp;atilde; e seus efeitos sobre o pre&amp;ccedil;o do petr&amp;oacute;leo no mercado internacional, que pode intensificar a press&amp;atilde;o sobre as tarifas e encarecer o acesso ao turismo nas pr&amp;oacute;ximas temporadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;An&amp;aacute;lise completa do setor&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Carta Setorial do Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/strong&gt;, edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de julho, aprofunda os resultados do faturamento do Turismo nacional, analisa os reflexos da guerra no Oriente M&amp;eacute;dio nos custos de transporte e hospedagem, apresenta o panorama das viagens corporativas e mais! Clique &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/eb071b818ccdbfb157f70fbc34bf6364cbb414e5.pdf"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;para fazer o download.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 16:41:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo bate novo recorde, mas inflação, juros e crédito em atraso ampliam entraves]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/turismo-bate-novo-recorde-mas-inflacao-juros-e-credito-em-atraso-ampliam-desafios</link><description>&lt;![CDATA[‘Carta Setorial’ analisa faturamento histórico, avanço das viagens corporativas, retomada da guerra no Irã e pressão sobre o orçamento das famílias]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Turismo brasileiro segue acumulando resultados hist&amp;oacute;ricos em 2026, mesmo diante da perda de ritmo da economia. Em maio, o setor faturou R$ 23,2 bilh&amp;otilde;es, alta de 4,2% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano anterior, e o maior valor j&amp;aacute; registrado para o m&amp;ecirc;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados integram a Carta Setorial de Turismo &amp;mdash; Julho de 2026, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; que re&amp;uacute;ne indicadores, an&amp;aacute;lises econ&amp;ocirc;micas e temas estrat&amp;eacute;gicos para empres&amp;aacute;rios e profissionais do setor. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/eb071b818ccdbfb157f70fbc34bf6364cbb414e5.pdf"&gt;Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo transporte a&amp;eacute;reo, que alcan&amp;ccedil;ou R$ 6,9 bilh&amp;otilde;es em receitas, com crescimento de 9,1%. A demanda, por&amp;eacute;m, avan&amp;ccedil;ou em ritmo mais moderado, enquanto a tarifa m&amp;eacute;dia subiu 11,2%. Na hotelaria, movimento semelhante tamb&amp;eacute;m foi observado: a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cresceu pouco, mas as di&amp;aacute;rias mantiveram trajet&amp;oacute;ria de alta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conjuntura mostra que parte relevante do avan&amp;ccedil;o do faturamento decorre do aumento dos pre&amp;ccedil;os. Ainda assim, o mercado de trabalho aquecido, o cr&amp;eacute;dito e a chegada de turistas estrangeiros sustentam a atividade. S&amp;oacute; no primeiro semestre, o Brasil recebeu 5,3 milh&amp;otilde;es de visitantes internacionais, quase metade proveniente da Am&amp;eacute;rica do Sul.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As viagens corporativas tamb&amp;eacute;m renovaram recordes. Em abril, os gastos das empresas com deslocamentos profissionais atingiram R$ 18 bilh&amp;otilde;es, alta de 4,6%. No acumulado do primeiro quadrimestre, o faturamento se aproximou de R$ 66 bilh&amp;otilde;es, mesmo em um m&amp;ecirc;s marcado por feriados e incertezas internacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o atualizada traz ainda uma an&amp;aacute;lise sobre o breve al&amp;iacute;vio da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o em junho. O &amp;Iacute;ndice Nacional de Pre&amp;ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA) avan&amp;ccedil;ou apenas 0,16%, enquanto o acumulado em 12 meses recuou para 4,64%. A melhoria, por&amp;eacute;m, perdeu for&amp;ccedil;a ap&amp;oacute;s a retomada da guerra entre Estados Unidos e Ir&amp;atilde;, que levou o petr&amp;oacute;leo de volta para perto de US$ 85 por barril.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com as d&amp;uacute;vidas, o Banco Central (BC) manteve a taxa b&amp;aacute;sica de juros em 14,25% ao ano. Os efeitos aparecem na atividade econ&amp;ocirc;mica e no or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias. Levantamento da FecomercioSP mostra que o cr&amp;eacute;dito com atraso superior a 90 dias atingiu R$ 247,6 bilh&amp;otilde;es, recorde hist&amp;oacute;rico e aumento de 50,7% em um ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta tamb&amp;eacute;m aborda a expans&amp;atilde;o das apostas esportivas online e seus impactos sobre o consumo. Pesquisa da FecomercioSP revela que 35% dos paulistanos apostam para tentar complementar a renda, o que representa uma concorr&amp;ecirc;ncia direta pelos recursos destinados ao lazer e &amp;agrave;s viagens.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresenta ainda artigo do presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, sobre a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Copa do Mundo, &lt;em&gt;bets&lt;/em&gt; e Turismo, al&amp;eacute;m dos riscos e das oportunidades desse comportamento para o setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/eb071b818ccdbfb157f70fbc34bf6364cbb414e5.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Acesse a Carta Setorial de Turismo &amp;mdash; Julho de 2026&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;e confira a an&amp;aacute;lise completa sobre os principais movimentos que influenciam o mercado.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:31:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Integração do transporte aéreo sul-americano pode promover o Turismo, mas exige equilíbrio competitivo]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/integracao-do-transporte-aereo-sul-americano-pode-promover-o-turismo-mas-exige-equilibrio-competitivo</link><description>&lt;![CDATA[Criação do Céu Único Sul-americano permite que uma companhia opere voos entre dois outros países sem passar pelo país de origem]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Chile firmaram, no dia 14 de julho, o &lt;a href="https://www.gov.br/anac/pt-br/noticias/2026/cooperacao-entre-paises-da-america-do-sul-amplia-integracao-do-transporte-aereo-na-regiao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acordo de Liberaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o A&amp;eacute;rea Sul-Americana (Alas)&lt;/a&gt;, que possibilita a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mercado a&amp;eacute;reo entre os pa&amp;iacute;ses. O documento, ainda sem efeitos pr&amp;aacute;ticos na rotina dos passageiros, estabelece as bases para a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do C&amp;eacute;u &amp;Uacute;nico Sul-Americano, liberando a chamada &amp;ldquo;s&amp;eacute;tima liberdade do ar&amp;rdquo;, que permite a uma companhia operar voos entre duas outras na&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem passar pelo pa&amp;iacute;s de origem &amp;mdash; por exemplo, uma empresa brasileira ligando Buenos Aires e Santiago.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida visa aumentar a concorr&amp;ecirc;ncia em rotas hoje atendidas por apenas uma ou duas empresas, com reflexos nos pre&amp;ccedil;os e na oferta de assentos. O voo dom&amp;eacute;stico, por sua vez, segue fora de discuss&amp;atilde;o: companhias estrangeiras n&amp;atilde;o poder&amp;atilde;o operar entre cidades brasileiras, o que exigiria mudan&amp;ccedil;a na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aval do Congresso Nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que muda para o passageiro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, o turista ainda n&amp;atilde;o ver&amp;aacute; mudan&amp;ccedil;as imediatas na rotina. O memorando, que conta com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio de Portos e Aeroportos e da Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o Civil (Anac), &amp;eacute; um compromisso de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Os pa&amp;iacute;ses signat&amp;aacute;rios t&amp;ecirc;m o prazo de um ano para apresentar uma proposta de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual, por meio de um Grupo de Trabalho (GT).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oportunidade e cautela&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor de Turismo brasileiro, a iniciativa &amp;eacute; recebida com otimismo, mas tamb&amp;eacute;m com um olhar cr&amp;iacute;tico sobre os impasses que se avizinham. O &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; avalia como positiva a assinatura do acordo, por atingir uma demanda hist&amp;oacute;rica do setor: a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da malha a&amp;eacute;rea internacional. O Brasil ainda apresenta baixa conectividade internacional quanto ao seu potencial, com rotas concentradas em poucos eixos e tarifas elevadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio vem melhorando, mas, segundo o conselho da Entidade, ainda n&amp;atilde;o reflete todo o potencial do setor para atender &amp;agrave;s demandas brasileiras. Conforme dados da Anac, a movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional nos aeroportos brasileiros alcan&amp;ccedil;ou 28,4 milh&amp;otilde;es de passageiros no ano passado, alta de 13,5% e recorde hist&amp;oacute;rico, chegando a 13 milh&amp;otilde;es at&amp;eacute; maio deste ano. Parte desse avan&amp;ccedil;o decorre dos incentivos &amp;agrave; abertura de novas rotas promovidos pela Ag&amp;ecirc;ncia Brasileira de Promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o Internacional do Turismo (Embratur), mediante o Programa de Acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Turismo Internacional (PATI). Ainda h&amp;aacute;, por&amp;eacute;m, amplo espa&amp;ccedil;o para crescimento, e a entrada de novos operadores pode contribuir para reduzir pre&amp;ccedil;os e diversificar destinos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conselho ressalta, contudo, que a abertura precisa ser conduzida com equil&amp;iacute;brio concorrencial, assegurando que as companhias estrangeiras estejam sujeitas &amp;agrave;s mesmas regras e &amp;agrave; mesma estrutura de custos aplicadas &amp;agrave;s empresas que operam a partir do Brasil. O setor a&amp;eacute;reo nacional convive com um custo de combust&amp;iacute;vel significativamente superior ao dos pa&amp;iacute;ses vizinhos, com elevada carga tribut&amp;aacute;ria e passivo judicial sem paralelo no mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ampliar o acesso ao mercado sem lidar com essas assimetrias, de acordo com o conselho da FecomercioSP, significa expor as companhias brasileiras a uma competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desigual, cuja origem n&amp;atilde;o &amp;eacute; regulat&amp;oacute;ria, mas estrutural. O ideal sempre &amp;eacute; que se busque reduzir toda a cadeia de custo e burocracia internamente, e n&amp;atilde;o exigir a ades&amp;atilde;o &amp;agrave;s dificuldades que s&amp;atilde;o criadas no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Experi&amp;ecirc;ncia europeia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Conselho de Turismo da FecomercioSP pondera que o pr&amp;eacute;-acordo sul-americano n&amp;atilde;o pode ser comparado com o &lt;a href="https://transport.ec.europa.eu/transport-modes/air/single-european-sky_en" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;C&amp;eacute;u &amp;Uacute;nico Europeu&lt;/a&gt; &amp;mdash; acordo firmado em 2004 pelos pa&amp;iacute;ses que comp&amp;otilde;em a Uni&amp;atilde;o Europeia (UE) &amp;mdash;, que viabilizou a expans&amp;atilde;o das companhias de baixo custo. Trata-se de mercados substancialmente distintos. As dist&amp;acirc;ncias continentais na Am&amp;eacute;rica do Sul s&amp;atilde;o muito superiores &amp;agrave;s europeias, o que encarece a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e limita o modelo de baixo custo em rotas longas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regi&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;e do mesmo fluxo de turistas internacionais, e a renda mais concentrada restringe a base de demanda capaz de viabilizar novas rotas fora dos eixos tradicionais. A liberaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria, mas n&amp;atilde;o suficiente, para reproduzir na Am&amp;eacute;rica do Sul os resultados observados na Europa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, o Conselho defende que o avan&amp;ccedil;o das negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es seja acompanhado de uma agenda interna de competitividade que inclua a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga tribut&amp;aacute;ria sobre o combust&amp;iacute;vel de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao contencioso do setor e o investimento em infraestrutura aeroportu&amp;aacute;ria. A integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o a&amp;eacute;rea sul-americana representa uma oportunidade importante &amp;agrave; economia brasileira, desde que constru&amp;iacute;da sobre bases equilibradas e ison&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 16:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Em um mundo hiperconectado, a experiência humana é o principal diferencial ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/em-um-mundo-hiperconectado-a-experiencia-humana-e-o-principal-diferencial</link><description>&lt;![CDATA[Lizete Ribeiro, do Grupo Tauá de Hotéis e Resorts, analisa as transformações do comportamento do consumidor e seus impactos para os setores da economia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A tecnologia transformou a forma como as pessoas trabalham, consomem e se relacionam. Ao mesmo tempo que a hiperconectividade ampliou o acesso à informação e facilitou a rotina, também intensificou a busca por um ativo cada vez mais escasso: conexões humanas genuínas. Nesse contexto, empresas que conseguem criar experiências relevantes e memoráveis passaram a ocupar uma posição de destaque em um mercado cada vez mais competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Essa é uma das principais reflexões do novo episódio do &lt;strong&gt;Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt;, mesacast da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. A convidada da vez é Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá de Hotéis e Resorts, que compartilha a sua visão sobre as mudanças no comportamento do consumidor e os desafios para as empresas que desejam construir relacionamentos duradouros com seus clientes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Segundo a executiva, a pandemia acelerou transformações que continuam influenciando o turismo e diversos outros segmentos da economia. As pessoas passaram a valorizar mais o tempo livre, as relações familiares e as experiências capazes de gerar significado, bem-estar e lembranças positivas. Como consequência, viajar deixou de representar apenas deslocamento ou hospedagem para se tornar uma oportunidade de conexão e convivência.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Essa mudança de comportamento acabou por alterar o papel dos empreendimentos turísticos. Se, antes, a escolha de um hotel estava fortemente associada à localização ou à infraestrutura, hoje, a experiência vivida durante a estadia ganhou protagonismo. Para Lizete, o retorno do cliente está cada vez mais relacionado à forma como ele se sentiu acolhido, à qualidade das interações e às memórias construídas ao longo da viagem.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A executiva observa que a tecnologia continua desempenhando papel fundamental na gestão dos negócios, mas seu uso deve estar orientado à melhoria da experiência do consumidor. Em vez de substituir o contato humano, ferramentas digitais podem aumentar a eficiência operacional e liberar equipes para atividades que exijam escuta, empatia e personalização do atendimento. Como resume a executiva, a questão está em equilibrar o &lt;strong&gt;high-tech&lt;/strong&gt; com o &lt;strong&gt;high-touch&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Cultura organizacional como vantagem competitiva&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro ponto de destaque da conversa foi a relação entre experiência do cliente e cultura organizacional. Para a CEO do Tauá, as empresas que desejam construir vínculos duradouros com seus públicos precisam começar pela valorização de seus colaboradores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O grupo, que atualmente emprega milhares de profissionais em diferentes unidades do País, adota uma estratégia baseada na formação contínua de lideranças e no fortalecimento de uma cultura organizacional centrada no cuidado com as pessoas. Na avaliação de Lizete, a experiência entregue ao cliente é reflexo direto da experiência vivida pelos funcionários dentro da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A executiva também destaca tendências que devem permanecer no radar das empresas nos próximos anos, como a crescente preocupação dos consumidores com práticas ambientais responsáveis, a busca por bem-estar físico e emocional e a valorização da cultura local como elemento diferenciador das experiências de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Mais do que uma discussão sobre hotelaria, o episódio debate como em um ambiente marcado pela abundância de informações e pela disputa constante por atenção, negócios capazes de combinar eficiência, propósito e conexões autênticas tendem a construir relações mais sólidas e duradouras com seus clientes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Para uma visão completa de como as mudanças de comportamento do consumidor vem transformando os negócios, assista ao episódio completo do &lt;strong&gt;Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt; de julho, disponível no canal da Entidade no YouTube.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/CYp-Sy3j6BU?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:47:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo entra no segundo semestre aquecido, mas planejamento é decisivo ]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/turismo-entra-no-segundo-semestre-aquecido-mas-planejamento-e-decisivo</link><description>&lt;![CDATA[Episódio de julho do FecomercioSP Orienta debate oportunidades para transformar a demanda em resultados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro chega ao segundo semestre mantendo o ritmo de crescimento observado nos últimos anos. A combinação entre emprego, renda, oferta de crédito e uma agenda repleta de eventos deve sustentar a demanda por viagens de lazer e corporativas, criando um ambiente favorável para empresas de diferentes segmentos do setor. Mais do que acompanhar esse movimento, porém, os empresários precisarão transformar o cenário positivo em vantagem competitiva por meio de planejamento, investimentos e atenção às mudanças no comportamento dos consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Esse foi o tema do mês do mesacast &lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt;, que recebeu o presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Guilherme Dietze. Durante a conversa, o especialista apresentou um panorama das perspectivas para o mercado nos próximos meses e destacou as principais tendências que devem ajudar a definir as decisões dos empresários.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Segundo Dietze, indicadores mostram que o setor atravessa um ciclo consistente de expansão. Recordes de faturamento, crescimento no fluxo de passageiros da aviação civil e o desempenho da hotelaria refletem uma demanda aquecida, impulsionada por uma economia mais dinâmica e pela retomada das viagens de negócios e de lazer.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Ao mesmo tempo, o perfil do consumidor continua evoluindo. Embora experiências personalizadas e destinos diferenciados ganhem espaço entre públicos de maior renda, a maior parte dos brasileiros ainda define suas viagens principalmente em função do orçamento disponível. Nesse contexto, empresários precisam compreender as características de cada mercado e estruturar ofertas compatíveis com a realidade de seus clientes, sem perder de vista oportunidades ligadas ao turismo de experiência e ao crescimento do fluxo internacional de visitantes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Eventos e calendário favorecem o setor&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro fator que deve promover o Turismo no segundo semestre é o calendário de grandes eventos culturais, esportivos e corporativos. Embora acontecimentos como a Copa do Mundo possam alterar temporariamente o comportamento de determinados segmentos, também criam oportunidades a empresas que consigam adaptar produtos e serviços às novas demandas dos consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Os feriados prolongados também contribuem para distribuir melhor o fluxo de viagens ao longo do ano.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Sobre custos, Dietze observa que, mesmo diante do aumento verificado, as famílias tendem a ajustar seus destinos, e não necessariamente abrir mão das férias. A substituição de viagens mais longas por destinos próximos ou acessíveis reforça o potencial do turismo regional, especialmente em Estados como São Paulo, que concentram grande mercado consumidor e ampla diversidade de atrações.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Outro tema abordado foi a dificuldade de contratação de mão de obra, um dos principais obstáculos enfrentados pelo setor. O presidente do Conselho de Turismo destacou o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/emprega-turismo-solucao-para-amenizar-a-crise-de-mao-de-obra-no-setor" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;projeto Emprega Turismo, desenvolvido pela FecomercioSP&lt;/a&gt;, que busca ampliar a formalização de trabalhadores sem que eles percam benefícios sociais, contribuindo para reduzir um dos principais gargalos da atividade.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Para mais detalhes sobre a perspectiva do mercado de Turismo no segundo semestre, assista ao episódio completo do &lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt; de julho, disponível no canal da Entidade no YouTube.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/TvW9o1J4QEU?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 10:52:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo nacional resiste às pressões externas e mantém trajetória positiva]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/turismo-nacional-resiste-as-pressoes-externas-e-mantem-trajetoria-positiva</link><description>&lt;![CDATA[Carta Setorial de junho analisa os desdobramentos da guerra no Irã, o avanço das viagens corporativas, o desempenho do setor nacional e atividade na capital paulista]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro segue demonstrando resili&amp;ecirc;ncia mesmo diante de um cen&amp;aacute;rio internacional marcado por d&amp;uacute;vidas. &amp;Eacute; o que mostra a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de junho da Carta Setorial do&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que re&amp;uacute;ne an&amp;aacute;lises exclusivas sobre os principais indicadores econ&amp;ocirc;micos e tur&amp;iacute;sticos que influenciam o setor.&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5aa5f2795677379d18260516485f9139d6ea9778.pdf"&gt; Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os destaques da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, confira o impacto da guerra entre Ir&amp;atilde; e Estados Unidos sobre os custos globais de transporte, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os combust&amp;iacute;veis. Apesar das press&amp;otilde;es externas, o Turismo nacional mant&amp;eacute;m trajet&amp;oacute;ria positiva, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido, pela renda das fam&amp;iacute;lias e pela demanda consistente por viagens de lazer e neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O boletim tamb&amp;eacute;m apresenta os resultados mais recentes do setor nacional, que faturou R$ 23,6 bilh&amp;otilde;es em mar&amp;ccedil;o, al&amp;eacute;m dos n&amp;uacute;meros do Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a&amp;nbsp;&lt;a href="https://alagev.org/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Latino-Americana de Gest&amp;atilde;o de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev)&lt;/a&gt;. O estudo mostra que as viagens corporativas seguem em patamar recorde, movimentando R$ 18,2 bilh&amp;otilde;es s&amp;oacute; no terceiro m&amp;ecirc;s do ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito regional, o &amp;Iacute;ndice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT), desenvolvido em parceria com o&amp;nbsp;&lt;a href="https://observatoriodeturismo.com.br/"&gt;Observat&amp;oacute;rio de Turismo e Eventos da SPTuris&lt;/a&gt;, revela os efeitos do calend&amp;aacute;rio de feriados para a atividade tur&amp;iacute;stica na capital paulista, sem comprometer a tend&amp;ecirc;ncia estrutural de crescimento do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz ainda um artigo especial do presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, sobre os poss&amp;iacute;veis reflexos da Copa do Mundo de 2026 para o Turismo brasileiro, al&amp;eacute;m de uma an&amp;aacute;lise a respeito do comportamento das tarifas a&amp;eacute;reas em meio ao aumento dos custos do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Produzida mensalmente, a Carta Setorial do Conselho de Turismo consolida indicadores, tend&amp;ecirc;ncias e avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas que contribuem para a tomada de decis&amp;otilde;es de empres&amp;aacute;rios, gestores p&amp;uacute;blicos e profissionais do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5aa5f2795677379d18260516485f9139d6ea9778.pdf"&gt;Acesse a &amp;iacute;ntegra da Carta Setorial de Turismo&lt;/a&gt; &amp;mdash; Junho de 2026 e acompanhe os principais movimentos que est&amp;atilde;o moldando o futuro do Turismo brasileiro.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 09:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[SAF está no radar do Turismo frente aos impasses da transição energética]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/saf-esta-no-radar-do-turismo-diante-frente-aos-impasses-da-transicao-energetica</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião de conselho da FecomercioSP, especialistas discutem o papel do combustível sustentável de aviação, os impactos do petróleo sobre o setor e as oportunidades para o Brasil liderar a produção global]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A busca por uma aviação mais sustentável é, hoje, uma questão estratégica para o Turismo. Em um ambiente marcado pela volatilidade dos preços do petróleo, pelo aumento dos custos operacionais das companhias aéreas e pelas metas globais de redução de emissões, o chamado SAF (Sustainable Aviation Fuel, ou “combustível sustentável de aviação”) ganhou espaço nas discussões do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. O tema foi debatido na reunião de maio, que reuniu representantes do setor para compreender os desafios, o estágio de desenvolvimento da tecnologia e as oportunidades que se abrem para o Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora a aviação responda por cerca de 2% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), a demanda por transporte aéreo continua em expansão. Segundo projeções apresentadas durante o encontro, o número de passageiros transportados no mundo deve saltar de 5 bilhões, em 2025, para 12,4 bilhões, em 2050, de modo que é indispensável a busca por alternativas capazes de conciliar crescimento e descarbonização.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, o SAF aparece como a principal aposta da indústria aérea. De acordo com estudos apresentados na reunião, cerca de 65% de toda a redução de emissões necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade de carbono até 2050 dependerá do uso desse combustível. Produzido a partir de matérias-primas renováveis, como resíduos agrícolas, florestais e urbanos, o SAF tem características semelhantes às do querosene de aviação (QAV), podendo ser utilizado na infraestrutura atual de aeroportos e aeronaves sem a necessidade de grandes adaptações.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transição necessária&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o especialista em sustentabilidade e aviação Dany Oliveira, convidado para apresentar o tema ao conselho, a questão é compatibilizar o crescimento contínuo da aviação com as metas climáticas globais. “A demanda é real, legítima e crescente. A solução precisa ser tecnológica. Essa é a equação que só o SAF consegue resolver em curto e médio prazos”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O especialista explicou que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o SAF não reduz as emissões durante a queima do combustível. O ganho ambiental ocorre ao longo de todo o ciclo de vida do produto, desde a obtenção da matéria-prima até a sua utilização. Dependendo da rota tecnológica empregada, a redução das emissões pode chegar a 80% em comparação com o combustível fóssil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do potencial, a produção mundial ainda está distante do necessário. A estimativa apresentada durante o encontro aponta que o SAF representa, atualmente, apenas 0,7% do consumo mundial de combustível de aviação, enquanto a meta da Indústria é alcançar, pelo menos, 5% até 2030.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desafios econômicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal obstáculo para a expansão do combustível sustentável continua sendo o custo. Conforme os dados apresentados, os biocombustíveis utilizados na produção de SAF podem custar até duas vezes mais que o querosene convencional, enquanto algumas rotas sintéticas chegam a ser até 11 vezes mais caras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A discussão ganha relevância adicional diante da escalada recente dos preços do petróleo. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apresentados na reunião indicam que o QAV atingiu os maiores patamares da série histórica recente, pressionando ainda mais os custos das companhias aéreas e, consequentemente, as tarifas pagas pelos passageiros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, o tema ultrapassa os limites da aviação e passa a interessar diretamente a toda a cadeia do Turismo. “Quando temos um petróleo acima de US$ 100 o barril, isso impacta o preço do querosene. O SAF surge como uma possibilidade de substituição ou alternativa ao combustível tradicional, e é importante que o setor acompanhe essa discussão desde agora”, observou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os pontos destacados na reunião, chamou atenção a posição privilegiada do Brasil para participar desse mercado. A combinação de ampla disponibilidade de biomassa, experiência acumulada em biocombustíveis e potencial produtivo levou especialistas a classificarem o País como uma possível “Arábia Saudita dos combustíveis sustentáveis”. Projetos já anunciados indicam capacidade de produção de 1,7 bilhão de litros de SAF por ano a partir de 2030, com potencial de expansão nos anos seguintes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Oliveira, transformar essa vantagem em liderança global dependerá da criação de um ambiente favorável para investimentos. “O Brasil tem tudo para ser líder mundial em SAF. O que precisamos é de segurança jurídica e incentivos capazes de destravar os investimentos necessários para ampliar a produção em escala”, avaliou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o Conselho de Turismo, a discussão reforça como temas ligados a sustentabilidade, inovação e infraestrutura já fazem parte das decisões que moldarão a competitividade do setor nas próximas décadas. Mais do que uma alternativa energética, o SAF passou a ser visto como uma das peças centrais para garantir que o crescimento do transporte aéreo continue viável em um mundo cada vez mais comprometido com a redução das emissões de carbono.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo 2026: oportunidades e desafios para o turismo brasileiro]]</title><link>https://fecomercio.com.br/noticia/copa-do-mundo-2026-oportunidades-e-desafios-para-o-turismo-brasileiro</link><description>&lt;![CDATA[Evento chega às Américas como a maior celebração esportiva do planeta, mas a distância da sede exige cautela nas expectativas ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Copa do Mundo de 2026 &amp;eacute; um evento in&amp;eacute;dito sob diversos aspectos. Pela primeira vez na hist&amp;oacute;ria, 48 sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es disputar&amp;atilde;o o torneio simultaneamente em tr&amp;ecirc;s pa&amp;iacute;ses &amp;mdash; Estados Unidos, Canad&amp;aacute; e M&amp;eacute;xico. Com os jogos do Brasil realizados em territ&amp;oacute;rio norte-americano, o torneio cria um fluxo relevante de sa&amp;iacute;da de torcedores e coloca em perspectiva uma quest&amp;atilde;o importante para o turismo e a hotelaria dom&amp;eacute;sticos: quais s&amp;atilde;o os reais impactos de uma Copa disputada longe de casa? A resposta, ao contr&amp;aacute;rio do que se poderia imaginar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; trivialmente positiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Viajar para assistir &amp;agrave; Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos Estados Unidos n&amp;atilde;o &amp;eacute; tarefa barata. Com o d&amp;oacute;lar situado em torno de R$ 5 &amp;mdash; patamar que, embora represente uma leve valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pico recente, ainda mant&amp;eacute;m o c&amp;acirc;mbio desfavor&amp;aacute;vel ao consumidor brasileiro &amp;mdash; uma viagem completa para cidades como Los Angeles, Dallas ou Nova York ultrapassa facilmente R$ 20 mil por pessoa, considerando passagem, hospedagem e despesas locais. Soma-se a isso o encarecimento das tarifas a&amp;eacute;reas, pressionado pela alta do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o diante do conflito no Oriente M&amp;eacute;dio. Ainda assim, &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel que um fluxo relevante de brasileiros embarque para o exterior durante o Mundial &amp;mdash; em geral, consumidores de renda mais elevada, menos sens&amp;iacute;veis ao c&amp;acirc;mbio e dispostos a fazer da Copa uma experi&amp;ecirc;ncia de viagem internacional. Para o turismo dom&amp;eacute;stico, esse movimento representa uma sa&amp;iacute;da de demanda que, em outras circunst&amp;acirc;ncias, poderia se converter em viagens dentro do pr&amp;oacute;prio pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, contudo, um vetor de impacto menos &amp;oacute;bvio e igualmente relevante: a aus&amp;ecirc;ncia dos turistas argentinos. A Argentina &amp;eacute; historicamente o principal pa&amp;iacute;s emissor de visitantes estrangeiros ao Brasil, respondendo por uma fatia expressiva do turismo receptivo nacional, especialmente nos estados do sul e nas praias do litoral. Esses visitantes t&amp;ecirc;m perfil pr&amp;oacute;prio: viajam em fam&amp;iacute;lia, permanecem por per&amp;iacute;odos mais longos e contribuem de forma relevante para a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o hoteleira em destinos de lazer. Com a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o argentina entre as favoritas ao t&amp;iacute;tulo, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que o comportamento dos argentinos durante o per&amp;iacute;odo da Copa se altere de forma significativa: maior perman&amp;ecirc;ncia no pa&amp;iacute;s de origem para acompanhar os jogos. Em nenhum desses cen&amp;aacute;rios o Brasil aparece como destino priorit&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto relevante &amp;eacute; o impacto sobre o calend&amp;aacute;rio de eventos corporativos e feiras internacionais. Historicamente, o per&amp;iacute;odo de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Copa do Mundo tende a concentrar aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao redor do globo, tornando menos atrativo para organizadores e participantes estrangeiros o compromisso com grandes eventos nesse intervalo. Congressos, feiras setoriais e encontros que dependem de p&amp;uacute;blico internacional tendem a ser reprogramados para evitar sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Mundial, reduzindo temporariamente uma fonte importante de demanda para hot&amp;eacute;is de neg&amp;oacute;cios e centros de conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante de um cen&amp;aacute;rio aparentemente desfavor&amp;aacute;vel, emerge, no entanto, uma oportunidade concreta para parcelas do setor hoteleiro dom&amp;eacute;stico &amp;mdash; especialmente aquelas que souberem reconhec&amp;ecirc;-la e posicion&amp;aacute;-la de forma estrat&amp;eacute;gica. Nem todo brasileiro quer viver a Copa do Mundo na sala de casa, em bares ou entre multid&amp;otilde;es. Existe um segmento expressivo de viajantes &amp;mdash; em geral casais, fam&amp;iacute;lias com crian&amp;ccedil;as pequenas e viajantes de faixas et&amp;aacute;rias mais maduras &amp;mdash; que enxerga justamente no per&amp;iacute;odo do Mundial uma janela favor&amp;aacute;vel para viajar com mais tranquilidade e a pre&amp;ccedil;os mais acess&amp;iacute;veis. Destinos que normalmente registram alta ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante o inverno podem surgir com mais disponibilidade e tarifas mais competitivas. Para os hot&amp;eacute;is que souberem se posicionar, o turismo de quem prefere fugir da Copa representa um nicho real e com potencial de crescimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao se considerar o conjunto dos impactos, o balan&amp;ccedil;o para a hotelaria brasileira tende a ser levemente negativo no agregado. A sa&amp;iacute;da de brasileiros para o exterior, a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fluxo argentino e a pausa no calend&amp;aacute;rio de eventos internacionais pressionam a demanda interna de forma concentrada em determinados destinos e categorias de estabelecimento. Por outro lado, o nicho do turismo dom&amp;eacute;stico voltado a quem busca tranquilidade e pre&amp;ccedil;os melhores representa uma compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial, ainda que localizada. O que diferenciar&amp;aacute; os estabelecimentos que colher&amp;atilde;o bons resultados dos que simplesmente aguardar&amp;atilde;o o apito final &amp;eacute;, em grande medida, a capacidade de leitura antecipada do mercado e a criatividade na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas que dialoguem com o momento &amp;mdash; seja celebrando a Copa para quem quer viv&amp;ecirc;-la, seja oferecendo ref&amp;uacute;gio para quem prefere ignor&amp;aacute;-la. A Copa do Mundo chega ao continente americano como o maior evento esportivo do planeta. Para o Brasil, por&amp;eacute;m, o desafio &amp;eacute; aproveitar o entusiasmo sem desconsiderar o que uma sede distante inevitavelmente imp&amp;otilde;e.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Guilherme Dietze &amp;eacute; economista e Presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no portal Hotelier News em 01 de junho de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item></channel></rss>
