Tamanho do texto
Compartilhar

A insatisfação dos varejistas em relação aos estoques é a maior desde junho de 2011, quando a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) iniciou a apuração do Índice de Estoques. A pesquisa é realizada na região metropolitana de São Paulo.

O indicador ficou em 109,5 pontos em fevereiro (sendo que zero representa percepção de inadequação total e 200 significa adequação total). O resultado mostra deterioração da percepção tanto nos comparativos anual quanto mensal.

Em relação ao mesmo mês de 2013, quando o índice foi de 115,1 pontos, o recuo atingiu 4,9%. Em comparação com o resultado de janeiro, de 121,7 pontos, a retração disparou para 10%.

De acordo com a Federação, o resultado acende a “luz amarela”. A proporção de comerciantes confortáveis com seu nível de estoques também foi a pior desde o início da série histórica.

Inadequações

Neste mês, pouco mais da metade dos empresários (53,6%) afirmou acreditar que seu nível de estoques era adequado às perspectivas de curto prazo. Para 27,6% do total, a inadequação verificada era a de mercadorias em excesso. Outros 16,8% acreditavam ter menos produtos do que o necessário para atender à demanda futura. Apenas 2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder à pergunta.

A diferença de 10,8 pontos porcentuais entre inadequação “acima” e inadequação “abaixo”, apesar de não ser a maior da série histórica, confirma a hipótese de que o começo de ano está sendo mais fraco do que se previa para o comércio.

Para a Federação, por fatores conjunturais derivados do restrito crescimento do fim de ano, associados ao fato de fevereiro ser um mês mais curto e ainda ao impacto do carnaval, em março, o primeiro trimestre do ano tende a ser bastante fraco para o varejo na RMSP.

 


Conteúdo de qualidade direto no seu e-mail

Concordo em receber comunicações da FecomercioSP.
Veja como nós tratamos os seus dados pessoais em nosso Aviso Externo de Privacidade