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Mais da metade das empresas da capital paulista já investe em câmeras, rondas, alarmes e outras medidas de segurança. O receio com a proteção do estabelecimento, dos clientes e dos funcionários tornou-se um custo permanente, que também afeta a operação: as lojas vendem menos à noite, lidam com mais rotatividade de pessoal e precisam treinar novos funcionários para repor as equipes.

O cliente é o primeiro a mudar de hábito. “Muitos dos negócios percebem queda de movimento em determinados horários, basicamente no período noturno, em que há uma sensação maior de insegurança. Tem havido uma preferência por pedidos por delivery, então, o consumidor prefere não sair de casa e receber esse produto de modo a não ficar exposto”, afirma Thiago Carvalho, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Com isso, o comerciante perde a chamada “compra por impulso”, o que afeta o tíquete médio da loja.

Na equipe, a sondagem da FecomercioSP aponta que a segurança também dificulta a contratação e a retenção de funcionários. O problema atinge, em média, 8% das empresas e chega a 16% entre as de grande porte. Carvalho atribui a diferença aos horários de funcionamento — supermercados e farmácias, por exemplo, abrem até tarde ou operam 24 horas. Quando um funcionário sai, é preciso contratar e treinar outro, o que aumenta os custos.

O que mais preocupa o empresário

Roubos e furtos contra estabelecimentos, clientes e funcionários lideram as preocupações. Fraudes, golpes e outros crimes digitais aparecem em seguida, à frente de vandalismo e roubo de carga.

Para prevenir furtos, Carvalho afirma que “não há outro jeito a não ser treinar os funcionários para ficarem atentos”. Ele também defende que os empresários registrem as ocorrências, apesar da burocracia. “Na hora que entrar nas estatísticas, a Polícia vai ver que aquela é uma área sensível de insegurança pública. Então, o registro desse tipo de ocorrência é de extrema importância para que isso possa resultar, por exemplo, nas rondas da polícia”, afirma.

Ouça o episódio completo do FecomercioSP Orienta.


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