Economia
11/09/2026Corda bamba: Comércio paulista sofre pressão de estoques, dívidas e juros altos
Varejo perde R$ 44,7 bilhões em faturamento no primeiro semestre, em um cenário de maior endividamento de empresas e famílias; confira no Panorama do Comércio
O Comércio paulista anda na corda bamba, com estoques cheios, juros no topo, famílias sem espaço para se endividar mais e confiança do consumidor em queda. Esse é o retrato analisado na última edição do Panorama do Comércio. Acesse aqui!
Hoje, 28,8% do empresariado paulistano diz ter excesso de mercadorias nas prateleiras. É o maior nível desde março de 2023. Esse acúmulo já reduz pedidos a fornecedores, aperta margens e começa a cobrar o preço em empregos e investimentos.
As dívidas apertam dos dois lados. Empresas somam R$ 86,1 bilhões em atrasos há três meses, o maior volume da série histórica do Banco Central (BC). Micro, pequenos e médios negócios respondem por R$ 3 a cada R$ 4 em atraso. Entre as famílias, 75% estão endividadas e 20,4% já são inadimplentes. A Serasa Experian alerta que há 9,1 milhões de CPNJs negativados no País, somando, juntos, mais de R$ 230 bilhões.
O varejo tem sentido isso no bolso. O faturamento bruto do setor caiu 5,7% no primeiro semestre, R$ 44,7 bilhões a menos que em 2025. Oito das nove atividades centrais recuaram. Eletrodomésticos e lojas de departamento caíram 25,6%.
A edição traz também o radar de indicadores do mês (Selic, IPCA, INPC, ICC), a queda nos empregos no varejo e a análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) para proteger o negócio neste momento: revisão de planos, corte de estoque, crédito e controle de investimentos. Acesse!