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Economia

Economia brasileira terá mais desafios em 2026 do que indicadores dizem

Mercado de trabalho em queda, setores perdendo força e risco de inflação, além da eleição, levarão País para desaceleração mais forte

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Economia brasileira terá mais desafios em 2026 do que indicadores dizem
O ano será mais desafiador do que os indicadores sugerem

Depois de um ano em desaceleração, a economia brasileira caminha agora para um período desafiador no segundo semestre deste ano, avalia o Conselho Superior de Sociologia, Economia e Política da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Na Carta de Conjuntura de fevereiro do conselho, publicada nesta terça (24), há alguns apontamentos sobre isso. O documento está disponível aqui.

O primeiro deles é que o mercado de trabalho, que vem dinamizando a economia do País desde o fim da pandemia de covid-19, teve, em 2025, o seu pior desempenho desde então, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram 1,2 milhão de empregos formais no período, enquanto em 2024, eram quase 1,7 milhão.

Os números dos setores produtivos estão caindo gradualmente. A Indústria, por exemplo, que começou 2025 com uma alta mensal de 3,1%, apresentou uma elevação tímida de 0,6% em dezembro passado. O varejo, por sua vez, foi de 4,1% para 1,5%. 

Além disso, o Brasil vai sentir com mais intensidade a dinâmica da eleição a partir do fim do primeiro semestre. O governo deve estimular a política fiscal e, então, gerar inflação, além das incertezas do mercado, precificadas em juros.

Na expectativa do conselho, é possível que uma nova alta no preço da comida, já no primeiro semestre, eleve os custos de vida em geral, pressionando, como foi no ano passado, o debate econômico. A Carta de Conjuntura traz a previsão de uma inflação em formato de “U” — isto é, uma alta seguida de queda e, então, uma nova elevação. “Os juros altos e as dúvidas geopolíticas dão o tom neste momento”, reflete o economista Antonio Lanzana, que preside o conselho. 

“A economia brasileira desacelerou: a Indústria está fraca, Serviços arrefecem, o crédito ficou caro, o risco fiscal é cada vez mais elevado e a inflação deve voltar com força, exigindo disciplina financeira, eficiência operacional e investimentos em produtividade. O ano será mais desafiador do que os indicadores sugerem”, completa.


  

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