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Economia

MEIs e microempresas puxam recorde de importadoras e exportadoras no Brasil

Participação das pequenas companhias é a maior da série histórica, impulsionada pelo avanço do e-commerce e dos marketplaces globais

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MEIs e microempresas puxam recorde de importadoras e exportadoras no Brasil
Número de MEs e MEIs importadores vem aumentando em ritmo de dois dígitos desde 2021

O Brasil alcançou, em 2025, o maior número de empresas importadoras da série histórica. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o País encerrou o ano com 60.115 negócios atuando nas importações, um crescimento de 7,6% em relação a 2024. O principal motor desse avanço foram as Microempresas (MEs), os Microempreendedores Individuais (MEIs) e as Empresas de Pequeno Porte (EPPs), que cresceram acima da média nacional e ampliaram a participação no comércio exterior brasileiro.

As MEs e os MEIs registraram crescimento de 10,2% no número de importadoras em 2025, totalizando 15.749 empresas, aproximadamente 1,5 mil a mais do que no ano anterior. Já as EPPs somaram 14.367 importadoras, um avanço de 8,8% no período. As médias e grandes empresas também cresceram, mas em ritmo menor, com alta de 5,5%, alcançando 29,11 mil companhias.

O número de MEs e MEIs importadores vem aumentando em ritmo de dois dígitos desde 2021. Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o crescimento acelerado das pequenas importadoras está diretamente ligado à digitalização do comércio eletrônico internacional e à expansão dos marketplaces globais, além de iniciativas de desburocratização dos processos de importação. Hoje, esse processo não é mais visto como exclusivo das grandes companhias. 

Evolução do número de empresas importadoras por porte em 2025

Porte

Número de empresas

Variação anual

MEs e MEIs

15.749

+10,2%

EPPs

14.367

+8,8%

Médias e grandes empresas

29.110

+5,5%

Total

60.115

+7,6%

Além disso, plataformas como o Alibaba simplificaram processos que, antes, eram considerados complexos e burocráticos, permitindo que micro e pequenos empresários brasileiros tenham acesso mais direto a fornecedores internacionais.

Esse movimento também aparece na evolução das importações provenientes da China realizadas por MEs e MEIs nacionais. Em 2019, esse grupo importava US$ 328,3 milhões (FOB) do país asiático. Em 2025, o volume ultrapassou US$ 1,03 bilhão, crescimento de 214,6% em apenas seis anos.

Importações de MEs e MEIs provenientes da China

Ano

Valor importado (FOB)

2019

US$ 328,3 milhões

2025

US$ 1,03 bilhão

Variação

+214,6%


Exportações

Além do avanço das importações, o Brasil também registrou recorde no número de empresas exportadoras no ano passado. O total chegou a 29.818 negócios, um crescimento de 3,4% frente ao ano anterior e o maior patamar da série histórica, mesmo em um cenário internacional marcado por questões tarifárias envolvendo os Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Em 2025, 17.764 empresas exportadoras eram de médio e grande portes, o equivalente a 59,6% do total, avanço de 3,4% em relação ao ano anterior. Já as EPPs exportadoras somaram 5.655 companhias (crescimento de 3,2%), enquanto MEs e MEIs totalizaram 6.167 exportadoras, alta de 3,6% e participação de 20,7% no total nacional.

A participação conjunta de MEs, MEIs e EPPs no total de exportadores brasileiros saltou de uma média de 30,6%, entre 2008 e 2018, para 39,6%, em 2025. 

Apesar do crescimento recente, Rubens Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais da FecomercioSP, destaca que a participação brasileira na corrente de comércio internacional ainda permanece baixa diante do universo de aproximadamente 24,9 milhões de empresas ativas no País. “O Brasil segue como uma economia relativamente fechada e pouco integrada às cadeias globais de valor, cenário que limita principalmente a internacionalização de micro e pequenas empresas”.

Dentre os principais obstáculos, destacam-se burocracia, gargalos logísticos, falta de mão de obra qualificada, tarifas elevadas e baixa integração às cadeias globais de valor, avalia Medrano.

A FecomercioSP reforça que a abertura comercial e as iniciativas de desburocratização continuam sendo fundamentais para ampliar competitividade, produtividade e acesso a produtos, tecnologias e insumos com maior valor agregado, beneficiando empresas e consumidores.

 

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