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Negócios

Varejo na Copa: onde estão as oportunidades em 2026?

Setores de eletrônicos e de alimentos e bebidas devem concentrar mais vendas; porém, com criatividade, outras atividades também podem lucrar

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Varejo na Copa: onde estão as oportunidades em 2026?

A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, sediada em três países (Canadá, Estados Unidos e México) e com 48 seleções e 39 dias de duração. Esse fato inaugura um novo patamar econômico que um evento esportivo global deve alcançar. Para o Brasil, mesmo não sendo país-sede, o impacto será relevante.

Do ponto de vista econômico, ao comparar com a Copa do Mundo de 2022, se, por um lado, há aspectos positivos no cenário atual (como menor inflação, desemprego nas mínimas históricas, aumento da renda, entre outros fatores que estimulam o consumo), por outro, há uma desaceleração da atividade econômica em curso — com taxas de juros ainda elevadas e alta no preço do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio —, já refletindo nos preços. 

Ainda assim, as expectativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) para as vendas do Varejo durante o evento são otimistas, com alta no faturamento. Mas o crescimento não será uniforme, nem contemplará todos os segmentos. Confira, a seguir, os principais beneficiados, segundo a Entidade.

Eletrônicos: destaque para TVs, que já exibiram alta de 7% nos primeiros meses do ano. As telas grandes (75 polegadas ou mais) cresceram 94%. Também há demanda elevada por soundbars, cabos HDMI, suportes de parede, estabilizadores, racks e poltronas confortáveis.

Vestuário esportivo: venda de camisas (inclusive de outras seleções), bonés, bandeiras e acessórios.

Alimentos e bebidas: como a residência é um dos lugares preferidos para acompanhar os jogos, carnes, bebidas, petiscos e itens para churrasco lideram. Segundo a Scanntech, em torneios anteriores, esses itens chegaram a crescer até 200%, com churrasqueiras avançando 227%. Nas duas horas que antecedem os jogos da Seleção, o volume em supermercados salta quase 70%.

Festas e decoração: lojas de fantasias e artigos para festas também estão entre as principais beneficiadas.

Bares e restaurantes: apesar da preferência por assistir em casa ou na casa de amigos para economizar, os jogos da Seleção na primeira fase ocorrerão no período noturno, o que deve elevar as receitas do setor.

Outros segmentos que podem aproveitar

O alcance da Copa permite beneficiar nichos inusitados, como:

farmácias e perfumarias: podem explorar maquiagens e esmaltes nas cores da Seleção, além de medicamentos para quem for exagerar na comida e na bebida. Também se tornaram pontos de venda de figurinhas e álbuns, aumentando o fluxo de clientes;

pet shops: enfeitar cães com laços e gravatas verde-amarelas, promover ações nas redes sociais e criar o “esquema de torcida para o seu melhor amigo” gera conteúdo digital e engajamento;

Dia dos Namorados: há risco de redirecionamento de gastos, com aumento da preferência por presentes como camisas de seleções.

Atenção! Nem todos ganham

Pesquisas realizadas em Copas anteriores indicam redução no fluxo de pessoas em shopping centers, afetando negativamente as vendas. O Comércio precisa, portanto, ajustar estratégias, investindo em produtos sazonais, fortalecendo o ambiente digital e preparando ações para os horários dos jogos. Telões na praça de alimentação costumam juntar pessoas que não poderiam assistir em casa ou que queiram acompanhar de um espaço fechado.

A Copa de 2026 será uma vitrine global. Para o Varejo brasileiro, as oportunidades existem, mas exigem planejamento, criatividade e foco nos segmentos certos.

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