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Imprensa

Concessionárias de veículos puxam queda do faturamento do varejo da capital paulista em junho

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São Paulo, 10 de setembro de 2014 - O comércio varejista da capital paulista registrou queda de 11,6% no faturamento em junho, apresentando receita real de R$ 11,8 bilhões. A cifra é R$ 1,6 bilhão abaixo do valor apurado em igual mês do ano passado. 

Essa expressiva queda nas vendas do varejo paulistano atingiu oito das dez atividades que compõem o setor, também concentrando as maiores taxas negativas nas concessionárias de veículos (-33,7%) e nas lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (24,9%). Apenas os supermercados (2,5%) e as farmácias e perfumarias (3,3%) conseguiram registrar crescimento no mês de junho, evidenciando uma nítida migração do consumo de duráveis para bens essenciais. 

Os dados constam da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), apresentada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O levantamento não é uma pesquisa por amostragem. Ele reflete o faturamento efetivo do varejo segundo informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).
 
O desempenho acumulado no semestre ficou 2,2% abaixo do acumulado registrado no primeiro semestre de 2013. No entanto, no semestre, apenas três atividades registraram queda e sete ainda mostram taxas positivas de desempenho de faturamento real, embora emitindo sinais claros de desaceleração mensal nos movimentos.

Entre as atividades, as concessionárias de veículos apresentaram o pior desempenho nesses seis meses, com vendas reais fechando o 1º semestre com queda acumulada de 18,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Grande parte da forte redução nas vendas do varejo paulistano foi consequência da realização da Copa do Mundo, já que a cidade foi uma das sedes do mundial de futebol.

Para a realização do evento, São Paulo foi obrigada a abrir mão de centenas de eventos de negócios que alimentam a indústria turística do município. A característica dos turistas da Copa é bem diferente daquela que marca o turista de negócios, que gasta mais, frequenta restaurantes e hotéis mais caros e utiliza mais da estrutura cultural da cidade.

Além disso, as paralisações em vários dias de jogos praticamente esvaziaram os centros de compra por muitas horas, impondo reduções significativas para as vendas do mês. Esse fator ainda deve ser refletido nos dados de julho.

Desempenho estadual
As vendas do varejo no Estado de São Paulo atingiram R$ 39,4 bilhões em junho, com perda de 7,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi a quarta e mais aguda queda mensal consecutiva neste ano. Com o recuo de junho, o faturamento acumulado do comércio no ano deixou de registrar crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. 

Os dados constam da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), apresentada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O levantamento não é uma pesquisa por amostragem. Ele reflete o faturamento efetivo do varejo segundo informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

A exemplo de outros meses, as vendas nas concessionárias de veículos (-28,2%) e nas lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos (-20,2%) contribuíram fortemente para o resultado negativo. Também foi registrado recuo de faturamento nas lojas de materiais de construção (-17,4%), nas lojas de vestuário, tecidos e calçados (-10%), de autopeças e acessórios (-3,8%) e de móveis e decoração (-2,7%).

Mais uma vez, as farmácias e perfumarias, com o aumento de 5,8% em suas vendas, apresentaram o maior crescimento. O setor de “outras atividades”, onde é preponderante a participação da venda de combustíveis e lubrificantes, cresceu apenas 0,4% em junho. O segmento de supermercados foi o que mais contribuiu para atenuar a queda mensal do comércio geral ao manter sua trajetória positiva no ano, novamente com aumento mensal de 2,9%. 

O resultado do semestre confirma as projeções da FecomercioSP divulgadas no final de 2013 de que este ano o setor encontraria dificuldades até mesmo para igualar o volume de receita registrado no ano passado. O crescimento nulo apurado nesses seis meses mostra nítida tendência de enfraquecimento no consumo.

Enfatizando a generalização da queda observada em junho, apurou-se recuo de vendas em 14 das 16 regiões pesquisadas no Estado, sendo que em seis delas as retrações foram maiores do que a média estadual: Guarulhos (-14,3%), ABCD (-13%), Capital (-11,6%), Ribeirão Preto (-9,7%), Litoral (- 9,1%) e São José do Rio Preto (- 7,6%). 

Segundo economistas da FecomercioSP, a gradativa e sistemática deterioração nos índices de desempenho varejista no Estado de São Paulo é consequência direta da insegurança e instabilidade geradas pelos principais indicadores econômicos, que claramente contaminam a confiança dos consumidores.

Nota metodológica 
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informada pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 
 
As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e dez setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de departamentos; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades). 
 
Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado. 

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