Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Para acessar todo o conteúdo dessa página (imagens, infográficos, tabelas), por favor, sugerimos que desabilite o recurso.

Imprensa

Faturamento do comércio varejista da região de Araçatuba cai 9,2% e tem o segundo pior desempenho do Estado

Ajustar texto A+A-

São Paulo, 28 de julho de 2015 – O faturamento do comércio varejista da região de Araçatuba recuou 9,2% em abril, na comparação com o mesmo mês em 2014, e somou o montante de R$ 621 milhões. Com esse resultado, a região completa doze meses de retração e apresenta o segundo pior desempenho do Estado de São Paulo. No acumulado do ano, as vendas despencaram 8%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) segundo informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

Entre as nove atividades pesquisadas, oito apresentaram baixa em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de Concessionárias de veículos foi determinante para o desempenho negativo da região com queda de 40,4% e colaboração de -5,1 p.p. para o resultado geral. O setor de Outras atividades também influenciou o resultado regional, com a retração de 4,4% e 1,2 p.p. no índice geral.

Apenas o segmento de Autopeças e acessórios registrou alta de 10,6% em relação a abril do ano anterior, mas como o seu faturamento é inferior em relação aos demais, contribuiu apenas com 0,3 p.p. no resultado geral.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, a expectativa em relação às vendas permanecerá baixa para os próximos meses, porém as variações podem ser menos expressivas, uma vez que foi a partir de maio do ano passado que o comércio começou a sequência de quedas.

Para a Federação, a crise econômica influencia diretamente no poder de compra e consumo das famílias e fatores como renda, alto índice de desemprego e crédito seguem enfraquecendo as condições econômicas e, consequentemente,  reduzem a intenção de consumo, uma vez que as famílias priorizam os bens essenciais em seus gastos.

Desempenho estadual

Após registrar um crescimento de forma pontual em março, o comércio varejista do Estado de São Paulo caiu 2,8% em abril, na comparação com o mesmo período do ano anterior, e o faturamento atingiu R$ 42,3 bilhões.

Para a assessoria econômica da Entidade, a queda apresentada em abril já era prevista, uma vez que o pequeno respiro do comércio varejista visto em março ocorreu por conta do maior número de dias úteis no mês ante o mesmo período de 2014.

A Federação reforça que o ciclo negativo deve seguir em frente devido à instabilidade de variáveis de maior abrangência – como renda, emprego, inflação e crédito – que impactam diretamente na confiança de consumidores e empresários, prorrogando as expectativas de normalização do consumo.

Das nove atividades pesquisadas, quatro apresentaram queda em relação a abril do ano passado. Os segmentos de Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-16,3%) e Concessionárias de veículos (-16,2%) foram determinantes para o mau desempenho do comércio varejista e juntos contribuíram negativamente em 3,6 p.p. para o índice geral. Também registraram baixa os setores de Lojas de móveis e decoração (-12,8%) e Outras atividades (-1,9%).

Por outro lado, cinco atividades cresceram ante abril de 2014: Farmácias e perfumarias (7,5%); Lojas de vestuário, tecidos e calçados (2,9%); Autopeças e acessórios (2,5%), Supermercados (1,7%) e Materiais de construção (0,9%).

Expectativa

A FecomercioSP reforça que o ciclo de queda nas vendas do comércio varejista permanecerá nos próximos meses uma vez que todos os fatores determinantes de consumo permaneceram negativos também no mês e a estimativa é uma retração entre 4% e 5% nas vendas em maio e -3% para o semestre. Em relação ao fechamento de 2015, a previsão é uma queda de 4%.

Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

Fechar (X)