Legislação
07/05/2026“Ato cívico”, afirma deputada Adriana Ventura sobre presença de empresariado em Brasília para debater escala 6x1
Parlamentar participou da construção da articulação que levou grupo a reunião com presidente da Câmara, Hugo Motta, nesta semana
A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) comemorou a presença de um grupo de líderes empresariais da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em Brasília (DF) ao longo desta semana. A comitiva participou de reuniões com parlamentares – incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) – e foi a duas sessões da Comissão Especial de Redução da Jornada de Trabalho, na mesma Casa.
Ventura conversou com o empresariado no seu gabinete, na terça-feira (5).
“O setor produtivo tem que estar aqui: conversando, ouvindo, dialogando, enfim, participar politicamente. A nossa voz aqui faz diferença no cotidiano das cidades representadas”, disse ela.
A parlamentar ainda disse que a presença das lideranças foi um “ato cívico” em defesa de quem empreende no País. “As pessoas que fazem, produzem e que geram riqueza estão aqui falando do aumento do Simples Nacional e dos efeitos nocivos do fim da escala 6x1”, completou.
Durante o encontro, Ventura agendou uma conversa com Hugo Motta, e ajudou os empresários nas propostas de negociação em torno da redução da jornada – ela esteve presente na reunião ao lado de Any Ortiz (Progressistas/RS), Jorge Goetten (Republicanos/SC) e Joaquim Passarinho (PL/PA).
Na ocasião, Motta admitiu que se preocupa com os impactos da mudança nas jornadas sobre os negócios. “Considero justa a reivindicação da redução da jornada de trabalho, assim como acho justo ouvir quem emprega. Quero entender como isso será absorvido [pelas empresas]”, afirmou.
“Em todas as etapas de aprovação da medida vamos estar abertos às sugestões e do que deve ser defendido para que haja, por exemplo, transição ou outras pautas estruturantes que a gente tenha condições de construir politicamente”, completou.
O presidente da Câmara também reconheceu que as empresas de menor porte serão mais afetadas pela mudança na jornada. Um estudo da FecomercioSP mostra que a alta nos custos da folha de pagamentos com a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas, como propõe os projetos, seria de R$ 158 bilhões.
“Os mais afetados não serão os grandes, mas os pequenos, aqueles que têm três, quatro, cinco funcionários, e não terão onde colocar mais esse custo. Eles já trabalham com margens apertadas. Eu sei disso”, admitiu.