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Imprensa

Comércio e Serviços registraram saldos positivos de vagas em junho, segundo a FecomercioSP

Saldo de mais de 23 mil empregos no setor de Serviços em São Paulo consolida recuperação e aumenta expectativas para o segundo semestre

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Consumo em alta consolida resultados positivos do mercado de trabalho formal paulista, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), compilados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O setor de Comércio do Estado de São Paulo registrou, em junho, saldo positivo de 9.109 empregos com carteira assinada, resultado de 144.036 admissões e 134.927 desligamentos [tabela 1].

[Tabela 1]

Movimentação do Emprego Celetista no Comércio do Estado de São Paulo

Junho de 2025

Segundo a FecomercioSP, no acumulado do primeiro semestre, o setor de Comércio gerou 25.131 novos empregos formais, recuperando-se dos resultados negativos do início do ano, algo natural e já esperado, considerando que o varejo promove um ajuste no quadro de funcionários no início do ano.

O setor de Serviços do Estado de São Paulo registrou aceleração em relação a maio, evidenciando uma trajetória positiva ao longo do segundo trimestre, com saldo de 23.013 vagas em junho [tabela 2].

[Tabela 2]

Movimentação do Emprego Celetista no Setor de Serviços do Estado de São Paulo

Junho de 2025

O saldo positivo foi disseminado entre a maioria das atividades, com destaque para Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que seguem na liderança de criação de vagas (8.294), enquanto a área de Educação foi a atividade que apresentou maior retração (-5.133).

No acumulado entre janeiro e junho, o setor de Serviços registrou 192.846 vagas líquidas, consolidando-se como o principal responsável pela expansão do emprego no Estado. Dessa forma, a composição setorial diversificada indica resiliência do segmento mesmo em um contexto macroeconômico de crédito restrito e juros altos.

Atacado lidera criação de vagas na capital

O comércio paulistano também apresentou saldo positivo, com a geração de 2.736 vínculos celetistas, resultado de 41.625 admissões e 38.889 desligamentos em junho [tabela 3]. O primeiro semestre terminou com um saldo positivo de 8.839 vagas, com destaque para o atacado, que registrou 4.065 novas vagas. Embora o varejo seja o maior empregador, seu crescimento foi mais lento, com 2.634 vagas, seguido pelo setor de veículos, que contribuiu para a recuperação gradual do mercado de trabalho local, com saldo de 2.140 vagas.

[Tabela 3]

Movimentação do Emprego Celetista no Comércio na Capital Paulista

Junho de 2025


De acordo com a análise da Entidade, a distribuição setorial permanece equilibrada. Contudo, o desempenho do segundo semestre dependerá da evolução do crédito, da confiança e da renda disponível. O Comércio paulistano deve manter seu quadro atual, realizando ajustes de acordo com a sazonalidade dos próximos meses.

O setor de Serviços paulistano registrou saldo positivo de 14.304 vagas em junho, resultado de 160.671 admissões frente a 146.367 desligamentos — desempenho superior ao observado em maio (+5.994). O crescimento foi liderado pelas Atividades Administrativas e Serviços Complementares, que abriram 8.529 postos, impulsionado pela demanda por serviços terceirizados e operacionais, seguido pelo setor de Saúde Humana e Serviços Sociais, com 2.080 novas vagas [tabela 4].

[Tabela 4]

Movimentação do Emprego Celetista no Setor de Serviços na Capital Paulista

Junho de 2025


O setor de Transporte, Armazenagem e Correio acrescentou 650 postos, beneficiado pelo crescimento do comércio eletrônico, e Educação apresentou retração de 1.674 vagas, movimento atribuído ao fim do semestre letivo e de contratos temporários, mas que não altera a tendência positiva do mês.

Nota metodológica

A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (Pesp) foi reformulada em sua metodologia e, agora, analisa o nível de emprego celetista dos setores de Comércio e de Serviços do Estado de São Paulo a partir de dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — passando a se chamar Pesp de Comércio e Serviços.

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