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Legislação

Entidades lançam, em Brasília, manifesto pela atualização do Simples Nacional

Estudos mostram que limites de faturamento estão defasados em 83% em relação à inflação; setor produtivo defende PLP 108/2021, em discussão na Câmara

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“A atualização dos limites é pauta urgentíssima”, frisou o deputado Gilson Marques “A atualização dos limites é pauta urgentíssima”, frisou o deputado Gilson Marques
Na Comissão Especial que debate o tema, o texto é relatado por Jorge Goetten Na Comissão Especial que debate o tema, o texto é relatado por Jorge Goetten
Sarina Manata, assessora da FecomercioSP, aborda proposta de atualização da Entidade Sarina Manata, assessora da FecomercioSP, aborda proposta de atualização da Entidade
Paulo Delgado, assessor de Relações Institucionais da FecomercioSP Paulo Delgado, assessor de Relações Institucionais da FecomercioSP
Manifesto foi lançado em um jantar do Instituto Livre Mercado (ILIM), na Casa da Liberdade, na capital federal Manifesto foi lançado em um jantar do Instituto Livre Mercado (ILIM), na Casa da Liberdade, na capital federal
“A atualização dos limites é pauta urgentíssima”, frisou o deputado Gilson Marques
Na Comissão Especial que debate o tema, o texto é relatado por Jorge Goetten
Sarina Manata, assessora da FecomercioSP, aborda proposta de atualização da Entidade
Paulo Delgado, assessor de Relações Institucionais da FecomercioSP
Manifesto foi lançado em um jantar do Instituto Livre Mercado (ILIM), na Casa da Liberdade, na capital federal

Entidades de vários segmentos do setor produtivo lançaram nesta semana, em Brasília (DF), o Manifesto pela Atualização Integral do Simples Nacional, que demanda o Congresso a ajustar urgentemente limites de faturamento do modelo tributário que reúne, hoje, 24,8 milhões de empresas.  

O Simples inclui Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPPs). 

O manifesto, lançado em um jantar do Instituto Livre Mercado (ILIM), na Casa da Liberdade, na capital federal, propõe a atualização desses valores a partir do IPCA, que mede a inflação do País. Congelados desde 2018, esses limites já acumulam uma perda de 83% em relação aos preços no período

A proposta já está no escopo do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, do senador Jayme Campos (DEM/MT), em discussão pela Comissão Especial na Câmara, presidida pela deputada Any Ortiz (Cidadania/RS). Apesar de não estar presente no evento, Any levou a pauta ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante reunião entre ele e o empresariado paulista.  

Na comissão, o texto está relatado por Jorge Goetten (Republicanos/SC). Tiago Dimas (Podemos/TO) é outro parlamentar envolvido no assunto. 

“É pauta urgentíssima, porque, além de envolver a competitividade das nossas empresas, aborda um elemento na mesa de debate sobre o fim da escala 6x1, por exemplo”, apontou o deputado Gilson Marques (Novo/SC), em meio ao evento na Casa da Liberdade. “Isso eleva a carga tributária e exclui as empresas do regime”, continuou. 

Goetten, por sua vez, reforçou como o projeto precisa ser pautado e aprovado a tempo da eleição, antes que seja envolvido no processo eleitoral. “Não se pode esperar mais. O ajuste é o cumprimento da Constituição”, afirmou. 

Depois, aos jornalistas presentes, ele admitiu que o texto está sendo construído em várias mãos. “Vamos discutir com bastante cuidado, porque pode haver alguma renúncia fiscal. Vamos sentar com a área econômica para sensibilizar o governo sobre os benefícios e como isso faz justiça a esse setor”, afirmou.

Os dados sugerem que a defasagem dos limites é um problema de várias ordens e sentidos. Em primeiro lugar, os pequenos negócios estão pagando 32% mais em tributos do que deveriam caso os valores fossem atualizados. Entram nessa lista as Microempresas (MEs), que correspondem a 9,8 milhões de CNPJs e as Empresas de Pequeno Porte (EPPs), que formam outras 1,8 milhão. Em outras palavras, trata-se de uma injustiça tributária. 

Isso é ainda mais relevante considerando que, dentro do Simples, estão 13,4 milhões de empregos formais, ou cerca de 30% da mão de obra formal brasileira. Contudo, representam apenas 6% da arrecadação federal. A atualização dos limites geraria um acrescimento de 6% nas vagas formais de empresas do modelo.  

Em segundo lugar, a proposta das entidades também corrige uma distorção do sublimite, passando de R$ 3,6 milhões para R$ 6,5 milhões, além de flexibilizar a permanência integral no regime até o teto máximo — hoje, empresas precisam recolher o ICMS e ISS “por fora”, quando ultrapassam o sublimite.  

Na leitura das entidades, a falta de uma atualização dos limites do Simples tem o efeito de aumentar a carga tributária em pelo menos dois sentidos: eleva o volume de impostos para quem continua no Simples, porque paga mais com a falta de atualização, e, ao mesmo tempo, exclui uma série de outros negócios do regime sem que estes tenham crescido e, de fato, possam arcar com impostos mais altos. Não é à toa que parte significativa desses negócios fecha as portas nesse processo. 

A proposta e o manifesto estão nas mãos dos deputados da Comissão Especial, assim como outros parlamentares têm sido sensibilizados sobre o tema em Brasília.  

Atualizações dos limites de faturamento do Simples Nacional

MEI

Faturamento atual: R$ 81 mil

Faturamento atualizado: R$ 145 mil

ME

Faturamento atual: R$ 360 mil

Faturamento atualizado: R$ 870 mil

EPP

Faturamento atual: R$ 4,8 milhões

Faturamento atualizado: R$ 8,6 milhões

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