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Imprensa

10/10/2016

Faturamento do setor de serviços paulistano atinge R$ 22 bilhões e recua 2,5% em julho, aponta FecomercioSP

Segundo pesquisa da Entidade, receita do setor ficou R$ 571,2 milhões abaixo do apurado no mesmo mês de 2015

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São Paulo, 10 de outubro de 2016 - O faturamento real do setor de serviços na capital paulista atingiu R$ 22 bilhões em julho, queda de 2,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em termos monetários representa R$ 571,2 milhões abaixo do montante apurado em julho de 2015. No acumulado dos últimos 12 meses, entre agosto de 2015 e julho de 2016, o setor de serviços registrou queda de 4,3%, a 11ª consecutiva neste comparativo.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico. O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando aproximadamente 20% da receita total gerada no País.

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Das 13 atividades analisadas, oito registraram queda na comparação com o mesmo período de 2015. As retrações mais expressivas, com variação negativa de dois dígitos, foram vistas nas atividades de construção civil (-27,1%), mercadologia e comunicação (-16,8%) e técnico-científico (-11,8%). Somadas, essas três atividades impactaram negativamente em 2,1 pontos porcentuais (p.p.) no resultado geral.

Por outro lado, os melhores desempenhos permaneceram nos serviços de saúde (17,8%) e turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (28%). Juntas, as atividades contribuíram para o desempenho geral em 2,1 p.p.. De acordo com a FecomercioSP, a alta nas receitas dos serviços relacionados ao setor de saúde se deu pela pressão de custos em decorrência da inflação e do dólar elevados. Parte deste serviço depende de matéria-prima importada.

A Entidade destaca também que com o crescimento da inflação e do desemprego, o padrão de consumo das famílias mudou. Com isso, a procura por serviços particulares aumentou em função da ausência de plano de saúde por restrições orçamentárias. Em julho, de acordo com o Índice de Preços de Serviços (IPS) da FecomercioSP, os preços do grupo saúde e cuidados pessoais registraram alta de 0,96% e acumulam no ano elevação de 7,77%. Em doze meses, o segmento acumula variação positiva de 12,54%. Hospitalização e cirurgia, exames de imagem e plano de saúde são os itens que têm pressionado a alta de preços do grupo saúde.

Ainda segundo a Federação, o resultado positivo do turismo se deu pelo crescimento de viagens internas no País, impulsionadas por conta da crise e do dólar alto. A cidade de São Paulo, que é reconhecida pelo turismo de negócios e eventos, atraiu turistas corporativos, além da realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que também influenciou a arrecadação da cidade. No acumulado do ano a atividade registra alta de 10,7% no faturamento real, que atingiu R$ 4,5 bilhões.

Expectativa
A expectativa da FecomercioSP é de que até o fim de 2016 as quedas no setor de serviços desacelerem, devido também a uma base de comparação fraca. De acordo com a Entidade, essa expectativa se dá pela melhora dos resultados dos indicadores antecedentes, como os Índices de Confiança e Intenção de Consumo, que estão se elevando nos últimos meses. A sinalização de que reformas mais profundas ocorrerão posteriormente refletem o otimismo dos consumidores e empresários. Vale ressaltar que os indicadores de confiança antecipam o comportamento dos agentes econômicos, de maneira que eles anteciparam a atual crise e já indicam que 2017 será um ano melhor.

A Federação avalia ainda que os piores momentos econômicos no Brasil estão sendo deixados para trás. Com a realização dos ajustes na política econômica, a aprovação do teto da meta de gastos do governo além da convergência da inflação para a meta e início de queda de juros, os investimentos deverão ser retomados, gerando emprego e renda, variáveis fundamentais para o setor de serviços.

Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS) é o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal e utiliza informações baseadas nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O indicador conta com uma série histórica desde 2010, permitindo o acompanhamento do setor em uma trajetória de longo prazo.

As atividades foram reunidas em 13 grupos, levando em conta as suas similaridades e a representação no total do que é arrecadado do ISS no município. Por meio dos relatórios gerados, é possível identificar o total do faturamento (real e nominal) por atividade, as variações porcentuais em relação ao mesmo mês do ano anterior (T-T/12) e mês imediatamente anterior (T-T/1) e o acumulado no ano.

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