Economia
31/07/2026FecomercioSP recebe delegação chinesa para promover comércio, investimentos e novas parcerias empresariais
Representantes do Zhong Bridge Group ressaltaram demandas por produtos brasileiros e oportunidades de cooperação em infraestrutura, tecnologia, energia e construção
FecomercioSP recebe delegação chinesa ligada ao Zhong Bridge Group. Fotos: Edilson Dias
Delegação enfatizou complementaridade entre as economias das duas nações, especialmente no Agronegócio, Infraestrutura, Tecnologia, Energia e Construção
Representantes da FecomercioSP destacaram a mobilização da rede de Sindicatos para estabelecer conexões com empresas e instituições
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) e o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomercio) de Mogi das Cruzes também participaram do encontro
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) recebeu delegação chinesa ligada ao Zhong Bridge Group para discutir oportunidades de comércio bilateral, investimentos e cooperação entre empresas brasileiras e chinesas nas áreas de Agronegócio, Infraestrutura, Tecnologia, Energia e Construção.
O Zhong Bridge Group atua em diferentes frentes, como construção civil, investimentos em projetos industriais, agricultura, mineração, educação e comércio internacional de produtos agrícolas e minerais, segmentos com possibilidades de cooperação com empresas brasileiras.
Participaram da reunião, pela FecomercioSP, Rubens Medrano, vice-presidente da Entidade e presidente do Conselho de Relações Internacionais, o economista Fabio Pina, além dos assessores Natália Mortaio e Douglas Dias. Pela delegação chinesa, estiveram presentes Leo Jiang, presidente do conselho da Zhong Bridge Group; Osman Ma, gerente-geral de marketing da Zhong Bridge Group; e Sofia Li, secretária-executiva do conselho, além de Valterli Martinez, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomercio) de Mogi das Cruzes, e Luiz Gustavo Usier, diretor do Sindicato. Também estiveram presentes Wladimir Machado, presidente da Câmara de Comércio Exterior (Camex); Daniel Martins, CEO da DMJ Consultoria; e Sabrina Ferrer, CHRO da WT Comex, responsáveis pela aproximação empresarial da Zhong Bridge Group com a FecomercioSP.
Ao detalhar o interesse chinês pelo mercado brasileiro, Jiang, representante da delegação do país, destacou a complementaridade entre as duas economias, especialmente no Agronegócio. Segundo ele, o tamanho da população chinesa, aliado à disponibilidade limitada de terras aráveis, amplia a necessidade de importação de alimentos e insumos agrícolas.
“A China tem 1,4 bilhão de habitantes e um poder de consumo muito forte. Ao mesmo tempo, enfrenta escassez de terras aráveis e depende de importações. Nesse sentido, os produtos agrícolas do Brasil e da China são complementares”, afirmou Jiang.
Dentre as demandas apresentadas pelo grupo, destacam-se produtos de cobre, açúcar, soja, feijão, gergelim, ingredientes para alimentação animal e proteína de frango — principalmente pelos pés, que são muito consumidos pela população local. A proposta apresentada à FecomercioSP inclui identificar fornecedores brasileiros com capacidade para atender às especificações e aos volumes demandados, além de estabelecer conexões comerciais que possam resultar em novos negócios entre ambos os mercados nas diversas áreas de atuação.
A cooperação pretendida também envolve projetos de infraestrutura. A delegação manifestou interesse em estabelecer parcerias com empresas brasileiras em setores como ferrovias e transporte sobre trilhos, rodovias, pontes e túneis, edificações e obras industriais, infraestruturas urbana e pública, energia e novas energias. Licitações conjuntas, consórcios e outras formas de cooperação empresarial são alguns dos modelos considerados.
Do lado chinês, também foram apresentadas possibilidades de conexão com fabricantes e fornecedores de robôs e soluções de automação, equipamentos inteligentes para construção, materiais de construção, máquinas e insumos agrícolas, equipamentos elétricos e de energia, transporte e soluções modulares de infraestrutura. Economia digital e inovação aparecem ainda entre as frentes previstas a futuras parcerias.
De acordo com Medrano, o avanço da cooperação deve partir da definição de prioridades e de projetos com possibilidade concreta de desenvolvimento, destacando a capacidade da FecomercioSP de mobilizar sua rede de Sindicatos e estabelecer conexões com empresas e instituições de acordo com cada demanda apresentada.
A estratégia está alinhada com a atuação da Entidade na promoção do comércio internacional e na criação de oportunidades para que empresas brasileiras, inclusive pequenos e médios negócios, ampliem a participação no mercado externo. A Federação também poderá contribuir para aproximar a delegação de empresas e organizações de diferentes setores representados por sua rede.
Como encaminhamento do encontro, as partes deverão organizar as demandas por prioridade e identificar os primeiros projetos e setores em que a cooperação pode avançar, transformando a aproximação institucional em oportunidades concretas de comércio, investimento e negócios entre São Paulo e China.