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Imprensa

Medidas de Trump são lamentáveis ao mundo, mas beneficiam inserção global brasileira

FecomercioSP avalia e se posiciona sobre as medidas tarifárias anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos

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Medidas de Trump são lamentáveis ao mundo, mas beneficiam inserção global brasileira
A FecomercioSP defende uma ampla abertura da economia brasileira ao mundo e avalia que esse é o momento ideal para o Brasil reforçar sua participação

As decisões tarifárias apresentadas nesta quarta-feira (2) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, serão extremamente prejudiciais para o próprio país. A elevação das tarifas sobre bens básicos, por exemplo, deve desencadear uma inflação generalizada nos preços do mercado interno estadunidense, enquanto as medidas sobre as importações de aço vão impactar toda a cadeia dependente dessa matéria-prima. Sem contar algumas commodities essenciais que, mais caras, vão afetar diretamente o orçamento das famílias de baixa renda.

Não só: as deportações em massa devem pressionar o mercado de trabalho e os salários, agravando a inflação, da mesma forma, mas pelo lado da oferta. A escalada nos preços por consequência dessas duas políticas fará com que o FED, o Banco Central do país, não tenha outra opção que não aumentar os juros, desacelerando a economia dos EUA.

Levando em conta a atuação robusta da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em favor de uma ampla abertura da economia brasileira ao mundo, inserindo o país cada vez mais nas cadeias globais, as medidas anunciadas hoje pela Casa Branca são lamentáveis. O comércio não deve ser visto como problema, mas como solução.

Para o Brasil, porém, as notícias não são tão ruins: já que muitas nações terão dificuldades em levar seus produtos aos EUA, por conta das tarifas, esse é o momento ideal para o Brasil reforçar sua participação nesses mercados. Sobretudo no Japão, na China e na União Europeia, para citar alguns. O governo brasileiro deve se valer da conjuntura tarifária vinda dos Estados unidos para assinar acordos bilaterais, diminuir tarifas e facilitar mecanismos aduaneiros.

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