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Negócios

O que está no radar das viagens corporativas para 2027?

Planejamento terá pouca margem de erro diante de juros, crédito e custos fora da curva; leia a ‘Carta Setorial’ de setembro

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O que está no radar das viagens corporativas para 2027?

O planejamento das viagens corporativas para 2027 já começou, mas em um ambiente que deve exigir mais precisão das empresas. Mesmo com a redução da taxa Selic para 13,75% ao ano, os juros permanecem elevados, enquanto crédito, custos de transporte e incertezas econômicas aumentam a importância de avaliar com mais cuidado onde e como gastar.

Esse cenário está no centro da nova Carta Setorial de Turismo, publicação mensal do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que reúne indicadores, análises e tendências para apoiar as decisões do setor. Acesse aqui!

Um dos destaques da edição é o Index 2026, produzido pela FecomercioSP em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev). Em vez de propor um porcentual único de reajuste para o ano que vem, o estudo reúne variáveis como inflação, câmbio, passagens aéreas, querosene de aviação (QAV), atividade econômica e Reforma Tributária para que cada gestor construa o próprio orçamento de acordo com as características da empresa. 

A necessidade de planejamento ocorre justamente quando as viagens de negócios mantêm resultados positivos. O Levantamento de Viagens Corporativas (LVC) registrou faturamento de R$ 11,9 bilhões em julho, alta de 4% na comparação anual. No acumulado do ano, o mercado movimentou R$ 114,1 bilhões, crescimento de 5,6%. 

Os números indicam resiliência, mas também mudanças na composição dos custos. Na aviação, o número de passageiros aumentou 2,4% em julho, enquanto a tarifa média recuou de R$ 742 para R$ 704. Na hotelaria, houve o movimento inverso: a ocupação diminuiu, mas a diária média avançou 5,3%.

O Turismo como um todo também segue em terreno positivo. O setor faturou R$ 25,5 bilhões em julho, maior valor já registrado para o mês. De janeiro a julho, foram R$ 168,8 bilhões, alta de 3,4%. Apesar dos recordes, o ritmo de crescimento vem se tornando mais moderado em um ambiente de crédito caro e elevado endividamento das famílias. 

Oportunidades dentro de casa

A edição também amplia o debate sobre eficiência na hotelaria. Em artigo para o Hotelier News, Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, analisa discussões do Hotel Trends Conference e chama a atenção para as oportunidades que não dependem necessariamente de expansão física.

O uso de Inteligência Artificial (IA) e dados para personalizar a jornada do hóspede, a maior procura por alimentação saudável e wellness e a criação de experiências e serviços complementares aparecem como caminhos para diversificar receitas, elevar o tíquete médio e melhorar a eficiência da operação.

A Carta traz ainda a participação do Conselho de Turismo no Fórum Abracorp, Hotel Trends Conference, Travel Connect 2026 e webinar de lançamento do Index 2026, encontros nos quais a FecomercioSP apresentou análises sobre economia, mercado de trabalho e perspectivas para o Turismo e as viagens corporativas.

Acesse a Carta Setorial de Turismo de setembro de 2026 e confira os indicadores, análises e tendências que devem orientar as decisões do setor nos próximos meses.

Carta Setorial de Turismo – setembro / 2026

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