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Imprensa

20/01/2017

Queda no faturamento do setor de serviços em novembro demonstra lentidão na retomada do crescimento, aponta FecomercioSP

Segundo a Entidade, retração de 3,3% no mês em relação ao mesmo período de 2015 fez com que faturamento alcançasse R$ 21,3 bilhões

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São Paulo, 20 de janeiro de 2017 - O setor de serviços de São Paulo continua com dificuldades de retomar o rumo do crescimento e expansão. Pelo 16º mês consecutivo, o faturamento real do setor registrou queda na comparação interanual. Em novembro, as receitas do segmento atingiram R$ 21,3 bilhões, retração de 3,3% na comparação com o mesmo mês de 2015. Apesar do baixo desempenho, a queda foi inferior ao encolhimento registrado em novembro de 2015, quando o faturamento real do setor de serviços caiu 8,9% em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o resultado de novembro de 2016 foi o menor para um mês de novembro desde 2011, apontando que o setor já teve períodos mais prósperos e tem apresentado recuperação lenta. No acumulado de 12 meses, houve recuo de 3,7%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico. O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando aproximadamente 20% da receita total gerada no País.

tabela_pcss_novembro_2016Das 13 atividades avaliadas, apenas quatro registraram crescimento no faturamento no comparativo com novembro de 2015. Os melhores desempenhos foram observados nos segmentos de saúde (17,4%), serviços bancários, financeiros e securitários (4,0%) e empresas do Simples Nacional (3,3%), que juntos, contribuíram com 2,5 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

Em contrapartida, as maiores retrações foram vistas nas atividades de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (-22,3%), outros serviços (-13,2%) e jurídicos, econômicos, técnico-administrativos (-10,9%), que em conjunto, impactaram negativamente com 4,5 p.p. para rebaixar o faturamento real do setor de serviços paulista em novembro.

De acordo com a FecomercioSP, com a alta taxa de desemprego, muitas pessoas perderam o acesso ao plano de saúde, fazendo com que a busca por serviços particulares aumentasse, elevando, assim, o seu preço. Cabe destacar também que o grupo Saúde é considerado um serviço essencial e independentemente do aumento dos preços, a população não tem como não utilizar ou adiar determinados procedimentos. Na contramão estão as atividades que sofreram com as instabilidades econômica e política que se instalaram pelo País e fizeram com que os consumidores e empresários diminuíssem a contratação de determinado serviço, como o jurídico.

O setor de serviços continua registrando resultados negativos, porém em ritmo menor de queda, como previsto anteriormente pela FecomercioSP. Assim como o setor de serviços foi o último a sentir os efeitos da crise econômica, a Entidade pondera que a retomada também será no mesmo sentido. Ainda segundo a Federação, as perdas registradas pelo setor somente serão recuperadas à medida que os setores da indústria e comércio retomarem as vendas, que ajudarão a melhorar os indicadores de emprego, renda, crédito, dentre outras variáveis determinantes para o consumo.

Nota metodológica
A Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS) é o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal e utiliza informações baseadas nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O indicador conta com uma série histórica desde 2010, permitindo o acompanhamento do setor em uma trajetória de longo prazo.

As atividades foram reunidas em 13 grupos, levando em conta as suas similaridades e a representação no total do que é arrecadado do ISS no município. Por meio dos relatórios gerados, é possível identificar o total do faturamento (real e nominal) por atividade, as variações porcentuais em relação ao mesmo mês do ano anterior (T-T/12) e mês imediatamente anterior (T-T/1) e o acumulado no ano.

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