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Editorial

Sociedade mais justa exige inclusão produtiva e combate às desigualdades

Tema é debatido na coletânea ‘UM BRASIL #11’, que reúne diagnósticos e propostas para modernizar o Estado e ampliar oportunidades para todos os brasileiros

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Sociedade mais justa exige inclusão produtiva e combate às desigualdades
O Brasil é uma síntese de contrastes sociais tendo, ao mesmo tempo, alguns dos cidadãos mais ricos e também dos mais pobres do mundo (Imagem: Divulgação)

O Brasil é, ao mesmo tempo, o país de alguns dos cidadãos mais ricos e também dos mais pobres do mundo. Essa síntese de contrastes sociais, destacada pelo economista Pedro Nery em seu livro ‘Extremos’ (Editora Zahar, 2024), ajuda a entender como a desigualdade ainda é um obstáculo central para o crescimento e para a própria democracia brasileira. Embora avanços importantes tenham sido conquistados desde a Constituição de 1988 — como a universalização da saúde e da educação, a redução do analfabetismo e o aumento da expectativa de vida —, o desafio permanece em assegurar oportunidades mais amplas e equitativas.

Esse diagnóstico é um dos eixos centrais da publicação ‘UM BRASIL #11 – Modernização do Estado’, que reúne entrevistas e análises de especialistas em diferentes áreas. No campo da sociedade, o livro discute como a inclusão produtiva, a proteção à infância e a redução da concentração de renda são caminhos decisivos para um país mais próspero e sustentável.

Segundo Nery, a desigualdade brasileira precisa ser combatida em múltiplas frentes, da tributação mais justa ao investimento na primeira infância. “As crianças são os trabalhadores do amanhã. A economia estará menos forte se não conseguirmos cuidar do principal insumo, que são os cérebros. E o cérebro se forma na primeira infância”, alerta.

A mesma preocupação é destacada pelos economistas Ricardo Paes de Barros e Laura Müller Machado, professores no Insper. Para eles, é fundamental associar crescimento econômico a políticas públicas que realmente cheguem às populações vulneráveis. “Precisamos de uma locomotiva andando, mas que conecte o vagão dos pobres a ela”, afirma Barros. Isso significa não apenas ampliar o Produto Interno Bruto (PIB), mas também criar condições de trabalho e renda para milhões de brasileiros ainda à margem do mercado.

Entre as medidas apontadas estão a qualificação integrada ao ambiente de trabalho, o apoio técnico e comercial a pequenos empreendedores e a revisão de políticas que incentivem maior produtividade nacional. “O Brasil precisa gerar mais prosperidade, mas não é suficiente. Uma vez que essa bonança aconteça, deve ser compartilhada”, reforça Laura.

O Canal UM BRASIL, realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra, nesta edição especial, que modernizar o Estado brasileiro implica enfrentar desigualdades históricas, com políticas que combinem eficiência, crescimento e justiça social. Afinal, não há desenvolvimento possível sem que a sociedade avance unida, com oportunidades reais para todos.

Quer entender os desafios e caminhos para modernizar o Estado brasileiro? Acesse e baixe gratuitamente a publicação UM BRASIL #11 – Modernização do Estado.

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