Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Para acessar todo o conteúdo dessa página (imagens, infográficos, tabelas), por favor, sugerimos que desabilite o recurso.

Economia

Eficiência é mais importante que tamanho do Estado, diz William Summerhill

Brasilianista da UCLA fala ao UM BRASIL sobre a economia brasileira, a persistente instabilidade política e as incertezas para as eleições de 2018

Ajustar texto: A+A-

Eficiência é mais importante que tamanho do Estado, diz William Summerhill

“É possível ter problemas na arena política e, ao mesmo tempo, ter crescimento econômico”, avalia William Summerhill
(Arte: TUTU)

“Quando há um Estado grande [interferindo] na economia, ele tem que ser eficiente”, explica o professor e especialista em história econômica brasileira da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), William Summerhill. Em entrevista concedida ao UM BRASIL, em parceria com o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, ele conversa com Thais Herédia sobre as diferenças entre instabilidade política e crise econômica, bem como sobre as eleições de 2018 e a eficiência das políticas públicas no País.

“O comportamento da economia tem a ver com a expectativa do mercado. A expectativa do mercado é de que as investigações sigam e a democracia permaneça estável”, explica o brasilianista sobre a melhora na economia e a queda da inflação, apesar da crise política e das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. “Por enquanto, o mercado acha que a crise não vai atrapalhar por muito tempo, não teremos uma década perdida como a de 1980. A expectativa é de uma melhora no futuro”, afirma. “É possível ter problemas na arena política e, ao mesmo tempo, ter crescimento econômico.”

Veja também
Partidos políticos estão em xeque, avalia Sergio Fausto
Temos de nos comportar como uma das dez maiores potências do mundo, não podemos subordinar nossos interesses, afirma Hussein Kalout
Brasil é o mercado financeiro mais seguro do mundo, mas isso tem um custo, diz Rodrigo Zeidan

Sobre o crescente movimento de frustração com a política entre os brasileiros, ele reforça que é impossível saber ainda o que vai acontecer nas eleições. “Tudo deve estar em uma conversa com transparência. Democracia é ‘menos pior’ que todas as outras alternativas”, afirma o especialista. Para ele, temos de aceitar o “barulho” que acontece, pois ele é parte do conflito democrático e da tentativa de melhorar a qualidade das políticas públicas. “Isso não necessariamente atrapalha a economia, inclusive melhora as expectativas”, justifica Summerhill.

Entre as melhorias que ainda precisam ser feitas, ele cita a grande carga tributária que há no Brasil. “A pequena e média empresa não tem como fugir do ‘custo Brasil’. São barreiras ao investimento sustentável e ao aumento do poder aquisitivo das pessoas”, observa.

Sobre as reformas Trabalhista e da Previdência Social, o especialista opina que, apesar das mudanças, ainda há muito a ser feito. “Temos de fazer coisas que não são necessariamente importantes agora, mas serão no futuro. Educação, por exemplo: é preciso esperar uma geração para colher os resultados. E gerar um desenvolvimento sustentável no futuro”, diz o brasilianista.

Confira a entrevista completa:

Fechar (X)