Economia
18/05/2016Comércios em estações de metrô de SP terão regulamentação específica
Regra foi instituída pela nova Lei de Zoneamento, e Prefeitura terá até setembro para estabelecer procedimentos de efetivação

As atividades comerciais nas estações de São Paulo atualmente são regimentadas por meio de editais de licitação promovidos pela Companhia do Metrô
(Arte TUTU)
Por Deisy de Assis
Os comerciantes com estabelecimentos em estações de metrô terão que se regulamentar não só junto à Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, mas também à Prefeitura. A regra foi instituída pela nova Lei de Zoneamento, mas os procedimentos ainda serão definidos pela gestão municipal, que tem até setembro deste ano para estabelecer e divulgar o processo.
Atualmente, estão em funcionamento 230 pontos comerciais nos segmentos de alimentação, acessórios, roupas, cosméticos e serviços de telecomunicação - (venda de chip e recarga de celulares), - espalhados pelas mais de 60 estações das linhas operadas pela Companhia do Metrô (1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata). Na Amarela, gerida pela concessionária Via Quatro, também há atividade comercial, mas a empresa não divulgou o número de comércios em funcionamento.
Para o presidente do Conselho de Desenvolvimento Local da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Jorge Duarte, a medida é positiva. “A regra regulamentará estabelecimentos que beneficiam tanto o consumidor, que consegue adquirir um produto que atende sua necessidade dentro do trajeto de mobilidade, quanto para o comerciante, que tem oportunidade de ampliar os negócios em locais de grande movimentação.”
Procedimento atual
As atividades comerciais nas estações de São Paulo atualmente são regimentadas por meio de editais de licitação promovidos pela Companhia do Metrô, que informou que aguarda a regulamentação das novas regras.
Segundo o relator da Lei de Zoneamento, vereador Paulo Frange (PTB), os processos não serão alterados. Ele explica que haverá apenas a normatização junto à administração pública municipal, que ainda não acompanha a atividade comercial nas estações. “O que havia era um vazio legal. Com a Lei de Zoneamento, o município passará a ter esse registro”.
Vantagens
Para a comerciante Alrisonia Andrade, proprietária de lojas de calçados nas estações Ana Rosa e República, uma das principais vantagens de atuar nesses corredores é a possibilidade de atingir maior público, o que amplia as chances de vendas.
“No metrô, passam pessoas diferentes, de vários lugares e classes sociais, além das que utilizam as estações todos os dias para ir trabalhar ou estudar”, diz Alrisonia, que ainda cita, entre os fatores vantajosos desse tipo de comércio, a oferta de praticidade ao cliente, que nem sempre tem tempo de ir ao shopping ou a uma loja de rua para comprar algo de que precise ou mesmo um presente.
Rentabilidade
Comparando seus negócios à loja de rua gerenciada pelo marido, a comerciante calcula que os pontos comerciais que ela possui no metrô são, aproximadamente, 30% mais rentáveis. “Com a crise, os pontos das estações nos deram segurança”, conta Alrisonia, que aposta nas promoções e nos produtos com diferentes faixas de preço para atender a todos os públicos.
A marca Goóc Eco Sandal, de roupas, calçados e assessórios ecológicos, também encontrou no metrô maior rentabilidade com unidades próprias nas estações Luz e Paraíso. “A loja de maior movimentação, na Luz, chega a vender aproximadamente 70% mais que a situada em shopping”, afirma a coordenadora de marketing da empresa, Ana Paula Motta.
Segundo ela, a intenção é levar a marca para outras estações ainda este ano, fomentando o investimento de empreendedores em franquias.
Frange aponta que a tendência é que o subsolo da cidade seja mais explorado pela atividade comercial, como tem sido observado fora do País. “Em Tóquio, no Japão, e em Montreal, no Canadá, há grandes galerias subterrâneas”.
Investimento
Os valores para a locação de espaço comercial dependem do tipo de empreendimento e da estação. De acordo com a Companhia do Metrô, o investimento pode variar de R$ 284,70 a R$ 1.421,10 o metro quadrado.
Para os empreendedores interessados, os preços podem ser encontrados no Regulamento do Metrô.
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