Economia
14/03/2017Setor de serviços paulistano inicia 2017 com faturamento de R$ 27,4 bilhões
Segundo pesquisa da FecomercioSP, resultado registrado no mês põe fim a uma série de 17 quedas mensais consecutivas

Saúde (+21,5%) está entre as cinco atividades que registraram crescimento no faturamento real no mês
(Arte/TUTU)
Após 17 quedas mensais consecutivas, o setor de serviços do município de São Paulo iniciou 2017 com alta de 2,3% no faturamento real na comparação com janeiro do ano passado, alcançando R$ 27,4 bilhões no mês, cerca de R$ 629,3 milhões superior ao apurado no mesmo período do ano anterior.
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico. O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando aproximadamente 20% da receita total gerada no País.
Das 13 atividades avaliadas, cinco registraram crescimento no faturamento real em janeiro, no comparativo com o mesmo mês de 2016, sendo as mais expressivas observadas nos serviços de agenciamento, corretagem e intermediação (32,1%), saúde (21,5%) e Simples Nacional (5,8%), que em conjunto, contribuíram com 4,8 pontos porcentuais (p.p.) para o bom desempenho geral do setor de serviços paulistano.
Por outro lado, os resultados negativos mais impactantes do mês foram vistos nas atividades de construção civil (-20,5%), técnico científico (-18,1%) e turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (-16,1%), que juntas, impactaram em - 1,9 p.p. para o resultado geral.
De acordo com a FecomercioSP, a elevação das receitas registrada em janeiro ainda não é suficiente para sinalizar a recuperação do setor de serviços na cidade de São Paulo. No acumulado em 12 meses, o setor registra queda de 2,7% nas receitas. Esse porcentual é menor do que o apurado no mês anterior (-3,4%), e vem se desacelerando desde setembro de 2016.
A conjuntura começa a dar sinais de melhoria, refletidos nas quedas da inflação e dos juros e nos indícios de recuperação na produção industrial. Uma recuperação cíclica consistente, pondera a Federação, somente será viabilizada quando os indicadores de emprego e renda começarem a mostrar, de fato, uma melhora sólida o que, dada a profundidade da crise presente, não deverá ocorrer no curto prazo.
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